História Lonely Night - Capítulo 5


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Categorias Black Pink, Fifth Harmony, Lucky Blue Smith
Personagens Ally Brooke, Jennie, Jisoo, Lisa, Lucky Blue, Rosé
Tags Blackpink, Camren, Fifthharmony, Intersexual, Lalisa, Redvelvet, Rose, Rosebotton
Visualizações 103
Palavras 1.329
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ei, meus chêro!


Como passam todos?

Bem?


Espero que gostem do capítulo, e gostem ainda mais dos próximos porque meus queridos, ISSO AQUI É UMA MARATONA!


Beijinhos de amor para todos!

Capítulo 5 - Let's start my revival, away from here


Se eu pudesse definir algo sobre Rosé, esse algo era que ela tem belos olhos. Eu sei que é algo totalmente superficial e vazio, há muitas outras coisas para poder se notar em uma pessoa, mas isso foi a única coisa que ela me permitiu saber de si. E quando eu digo isso, eu estou sendo sincera.

 

— Então seu amigo, qual é mesmo seu nome?

 

Rosé está sentada em seu sofá, seus olhos voltados para mim, enquanto toma café em uma xícara. Já eu, estou sentada em uma poltrona que tem ali, e confesso que fiquei impressionada com a limpeza e organização do local. Eu imaginava que tudo seria desorganizado, sujo, e que ela seria uma mulher mais velha, amargurada, com quilos de maquiagem em seu rosto, mascando chicletes.

 

 

— O nome dele é Lucky. – Respondo, olhando para os meus dedos. Um fato sobre mim: eu estou sempre movimentando minhas mãos, não importa de que forma. Estou com medo de olhar para os olhos de Rosé. Sou uma estúpida por isso, eu sei, posso até ouvir Lucky e Jennie rirem de mim, e Mason passando a mão em meus ombros, mas eu simplesmente não consigo encará-la por muito tempo.

 

 

— Nome interessante. Não é apelido?

 

— Não. Ele se chama assim mesmo. – Há um tipo de questionário entre nós. Diferente do que eu pensava, Rosé me fez perguntas normais, e um tanto curiosas. Perguntou sobre minha escola, sobre meus amigos, mas não falou sobre o que me levou até sua casa em um sábado à noite.

 

 

Meu celular não vibrou até agora, mas sei que minha uma hora já passou. Me questiono se há alguém contando nosso tempo. Coço meus cabelos.

 

 

— Tudo bem, Lisa ? – Levanto meu olhar, encarando a mulher em minha frente, cautelosa, e contenho a vontade de olhá-la como uma estúpida.

 

— Tudo bem. Eu só estava me questionando sobre tudo que você me perguntou. E o tempo. – Falo sem graça. Evito olhar ao máximo em seus olhos. De uma maneira estranha, talvez minha maneira, eu não consigo encarar as pessoas nos olhos. Não as que acabei de conhecer. É algo desconfortável demais para mim, e nesse momento, eu sentia como se estivesse recebendo vários alfinetes em meu corpo há cada vez que olhava nos olhos castanhos faiscantes da mulher em minha frente.

 

 

—  O seu tempo já acabou. – A mulher a minha frente diz, em um tom, quem sabe impressão minha, de chateação. – Seu amigo está te esperando, né?

 

Confirmo com um gesto de cabeça, sem graça, e me levanto do sofá, colocando minhas mãos dentro do bolso de meu jeans. A noite de hoje não havia procedido da forma que eu e Lucky imaginávamos. Foi agradável e boa. Pela primeira vez alguém me escutou. Sem críticas ou palavras de pena, porque se há algo que eu odeio, isso é palavras de pena. Dizer ao alguém palavras comuns como “sinto muito”, ou olhar para alguém como se essa pessoa fosse um cão abandonado, não ajuda ninguém.

 

 

— Bem, eu ... eu já vou. – Digo sem jeito, minhas mãos enfiadas em meus jeans, e a olhando com um olhar meio sem graça. Meus olhos ainda não haviam se acostumado com a beleza dessa garota.

 

 

— Ok. – Ela fala, simples, ajeitando seus fios negros. Seus cabelos eram tão lindos, escorridos pelos seus ombros, dando um contraste com sua pele alva, e eu gostaria de poder beijar ela. Passar meus lábios por aquela região...

 

 

Mas que raios eu estou dizendo?

 

Sacudo minha cabeça mentalmente, e sorrio sem dentes para a mulher na minha frente, minha timidez alcançando níveis enormes. Rosé é aquele tipo de pessoa que você nunca sabe a palavra certa, ou o olhar certo, você trava, porque ela é tem uma aura tão magnética, que falar algo indevido seria como cometer um crime. E sim, eu estou falando isso de uma garota de programa.

 

Caminho até a porta, e ela se adianta, destrancando a mesma, e sinto um vento entrar pela fresta. Estou sem casaco, o que é péssimo, porque Lucky só anda com o ar condicionado ligado. Falando nele:

 

 

— Rosé ?

 

A chamo, e ela me olha, e sou engolfada por seus belos olhos. Deus, porque ela tem que ter olhos tão perfeitos, que parecem que vão lhe levar a um outro lugar, dimensão, galáxia.

 

 

— Lisa? – Ela me chama, quase acenando com a mão em minha frente, e coro, porque havia tido um daqueles momentos em que fitamos o nada.

 

 

— Bem, se por acaso, meu amigo, ou qualquer outra pessoa questionar se estivemos juntas, você pode dizer que sim? – Estou olhando para o chão de tanta vergonha, incapaz de conter o rubor em minhas bochechas. Se eu achava que estar aqui era meio que humilhante, imagina pedir a uma garota de programa para mentir que transou comigo.

 

 

Os olhos da garota me esquadrinham, como se eu estivesse em um raio X, e então ela sorri. Um belo e charmoso sorriso. – Claro que posso, Lisa. Se alguém perguntar o que Lisa Manobal fez comigo, direi que ela não me deixou sentar.

 

 

Virei um tomate. Com toda a certeza. Rosé gargalha, uma risada de bebe, tão fofa e adorável, que até esqueço o que ela disse. Sinto meu coração estúpido acelerar com essa visão.

 

 

— Obrigada.

 

Ela para de rir, e me olha novamente. Havia tantas coisas escondidas naqueles olhos, e então me lembro do sonho que tive. Belos e tristes olhos. Como os dela. Saio para fora do apartamento, até um pouco triste, e sinto o vento bater em meus cabelos, os bagunçando.

 

— Te vejo qualquer dia, Lisa.

 

Rosé está parada na porta, um olhar enigmático e sorrio. – Com toda a certeza.

 

E estou sendo sincera. Eu quero vê-la de novo, e irei. Não iria deixar Rosé ir, não sem entender algumas coisas sobre ela. Pode apostar.

 

(...)

 

 

 

Meus olhos estão fitando o teto da sala, confusos e sem qualquer desejo de prestar atenção em qualquer coisa. É domingo de tarde, e estou deitada em minha cama, olhando de uma forma psicótica para o teto, relembrando cada momento da noite anterior. Papai está de plantão, então estou com Kat, mas a senhora está cuidando da arrumação da casa.

 

 

— Rosé. – Suspiro, com seu nome preso em meus lábios, minha mente incapaz de esquecer a mulher.

 

 

Uma beleza tão rara e diferente.

 

Olhos castanhos que parecem bolinhas de gude.

 

 

Curiosa.

 

 

Ouvinte.

 

 

E uma garota de programa.

 

 

Após minha saída do apartamento de Rosé, eu não conseguia parar de pensar na mesma. Nenhum pensamento meu era ordenado, e eu queria, por Deus como queria, poder tirá-la de meu cérebro. Lucky fez dezenas de perguntas, e pouco falei. Acho que meu melhor amigo interpretou que eu estava anestesiada demais pela perda da virgindade, e respeitou meu espaço. Lucky é o melhor amigo desse mundo, mas eu precisava pensar.

 

 

E era o que estava fazendo.

 

 

As janelas do meu quarto estão abertas, e sinto um vento bater em meu rosto. O achocolatado que Kat trouxe pra mim ainda está no criado, o suor escorre por minha bermuda jeans, e eu queria poder tomar alguma atitude. Domingo é o dia que papai e costumamos fazer algo juntos. Ver algum filme, fazer churrasco ou ir na casa de uns dos meus amigos. Mason costumava vir para cá aos domingos, mas Ally está na cidade, e seria impossível tirar a garota de perto da loira.

 

 

A rotina era algo que eu até gostava. Isso quando não envolvia estar na escola e ouvir sonsos como Bradley Simpson falar merdas. Eu nunca iria gostar disso. Espero ansiosa pelo o dia que irei pra faculdade, quem sabe a NYU, ou Yale, qualquer uma bem longe daqui, longe de todos as críticas, um novo começo. Tudo que eu preciso é isso. Poder começar algo sem ter o fantasma do bullying sobre mim.

 

 

Novos começos são bons, e todo mundo tem sua fase de Revival, como a Selena Gomez. E eu vou ter a minha. E algo bizarro em mim dizia que seria por conta de Rosé.

 

 


Notas Finais


O que acharam?

Falem comigo lá no meu twitter, o @whistlelarry, a gente bate um super papo, faz amizade e tudo.

xoxo


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