História Lonely Night - Capítulo 6


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Categorias Black Pink, Fifth Harmony, Lucky Blue Smith
Personagens Ally Brooke, Jennie, Jisoo, Lisa, Lucky Blue, Rosé
Tags Blackpink, Camren, Fifthharmony, Intersexual, Lalisa, Redvelvet, Rose, Rosebotton
Visualizações 78
Palavras 1.856
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, LGBT, Orange, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aqui está o 2º capítulo do dia!

Capítulo 6 - I am Hayden Acker


Meus olhos passam por toda a lanchonete, enquanto ouço Jennie berrar com Mason e Lucky algo sobre molhos. Nós estávamos sentados no Jimmy’s, o melhor restaurante de Miami (em nossa opinião) em uma tarde de terça-feira, comendo asas de frango com molho picante. Era meu prato favorito, e meus amigos pareciam querer me agradar.

 

 

— Você deve tá maluca, Jennie. Esse não é o melhor. – Fala Mason, empinando o nariz para Jennie, que faz menção de jogar um guardanapo nela. A garota ri e dá língua. Esse é o tipo de discussão que meus amigos têm, molhos.

 

Lucky revira seus olhos azuis e bebe sua Coca, até me notar calada no canto. Ele franze as sobrancelhas perfeitas, dá um gole na bebida, e se vira para mim.

 

 

— Está quieta, Minion. Alguma formiga mordeu sua língua?

 

Reviro meus olhos ao ouvir ele, e lhe dou dedo. Isso chama a atenção de Mason e Jennie, que se viram para mim, e a maior diz uma de suas piadas.

 

— Tem que ser uma formiga mutante. Porque o tanto que a Lisa, meu deus. Não para um minuto. – Fala Jennie, e Lucky dá um berro, começando a rir alto, junto a Mason, e todo o restaurante olha para os três. Escorrego um pouco no banco branco de plástico grudado a parede, não querendo que as pessoas me vejam com esses loucos.

 

Tarde demais.

 

As pessoas viram a cabeça, e veem três adolescentes retardados rindo como hienas.

 

 

— Essa foi ótima, Jenn!

 

Fala Lucky, enxugando lagrimas nos cantos dos olhos, e sorrindo para mim. O olho de cara fechada. Sou aquele tipo da turma de amigos que é sempre o zoado, por ser o mais lerdo, baixo, e propenso a acidentes.

 

 

— Você é desnecessária nesse mundo, Kim. – Falo indignada, e a garota me manda beijos. Estou brava, mas no fundo, acho até engraçado. Não vou falar isso pra essa jamanta, mas acho. Era bom ter pessoas de bom humor próximas a mim.

 

 

— Fala isso pra Jisoo. – Brinca Mason, comendo uma asinha, e deixando molho espalhar pelos cantos da boca. A garota não liga, e muitos menos nós. Aquelas asinhas são feitas para se sujar a boca.

 

Olho com um interesse fingido para Jennie, que faz careta para as palavras de Mason. Minha amiga parecia cada vez mais apaixonada pela morena, deixando de ir a uma super festa com Lucky no domingo, porque não queria magoar a mulher.

 

 

— Como vão as coisas com ela, Jendeuk? – Pergunto, bebendo da minha Sprite. – Quando vamos conhecer ela?

 

— Vão boas. Jisoo é uma mulher incrível, e as vezes custo a acreditar que ela possa gostar de uma pirralha inconsequente como eu. Ela é tão madura e responsável, e trabalha duro no hospital. Eu a adoro. – A maior solta um suspiro nessa hora, e rio – Espero que ela possa ir com a gente no jogo da Mase.

 

Os olhos de Jennie ficam pequenos quando ela fala sobre Jisoo, e meu interior fica feliz. Ver minha melhor amiga se arranjando na vida me deixa orgulhosa. Eu não queria que Jennie passasse a vida pulando de pessoa para outra, sem nunca se abrir para ninguém. Não ter com quem contar é horrível. Eu sei disso.

 

 

— Ally disse que talvez vai vir.

 

Mason fala, limpando a boca, e bebendo da sua Fanta. Abro um sorriso ao ouvir isso. – Isso é ótimo, Mase!

 

Eu exclamo. Sinto saudades de Ally. Quando estudava com a gente em Constance, sempre íamos a festivais legais, inclusive o que Jennie conheceu Jisoo, fazíamos festas do pijama (mais entre ela e Mason, as duas ficavam se agarrando o tempo inteiro), comíamos mais do que nunca. Ally era uma pessoa animada, que não dispensava uma festa, e boa comida. Ela agora estava Nova York, fazendo artes plásticas na NYU.

 

 

—  É sim, Liz. Sinto saudades da minha pequena. – Mason suspira, e Lucky lhe dá um tapa.

 

— Você sente falta é da boceta dela também, sua cínica. – Ele xinga, e dou um berro. Começo a rir  junto de Jennie.

 

Mason e Lucky trocavam farpas com muita frequência. O loiro sentia uns ciúmes enorme da irmã, e sempre provocava a cunhada. Mason levava tudo na esportiva. Eles sabiam que no final, Ally subiria no altar com Mase, e que ela era uma boa opção.

 

 

— Você precisa dar, Smith. – Mason fala, e bagunça os cabelos dele. – Precisa de um cara que cale essa sua boca enorme. Até a Liz esteve com alguém e você não.

 

 

E pronto, as atenções voltaram para mim de novo. E para minha suposta perda de virgindade. Não contei a meus amigos que fiquei apavorada e não toquei em Rosé. Nem que eu vinha sonhando com a garota. Coro só de lembrar de meu último sonho.

 

A questão é que eu sentia uma vontade enorme de ir atrás da garota de olhos castanhos mais do que tudo. Queria falar com ela novamente, olhar para o seu lindo rosto e entender o porquê. Por que ela estava ali, vivendo daquele jeito. Sou louca, eu sei.

 

 

— Lalisa é oficialmente uma mulher. Não posso me conter de orgulho de você, Limario. – Jennie sorri para mim, sorrio amarelo. Droga. Minha sorte era que eles não haviam me pergunto os detalhes, porque aí eu estaria na merda. Eu deixaria eles pensarem que estava tímida demais para dizer.

 

 

— Orgulho define o que sinto por você, Lisa.

 

Lucky brinca, com voz de seriedade, e todos rimos. Eu não queria decepcionar meu amigo. Lucky só queria que eu me sentisse confortável, e eu o amo por isso, então iria manter tudo em segredo.

 

 

— Está sendo sentimental, Lucky. Você não é assim. – Ironizo, e ele dá de ombros. Lucky podia ser um poço de grosseria quando queria, mas era preocupado e amoroso com os amigos. Ele podia ser o garoto mais popular de Constance, com sua beleza, dinheiro, ele seria o astro daquela escola. Mas ao invés disso, ficava com a garota que tinha um pau e duas bolsistas. Ele era incrível e humilde.

 

 

— Estou inspirado por Jennie e todo seu amor por Kim Jisoo

 

Jennie vira a cabeça de uma forma engraçada para ele, como se Lucky tivesse tido que gostava de garotas.

 

— Como sabe o sobrenome dela? – Ergue as sobrancelhas curiosa.

 

— Pedi a Charlotte procurar por ela nos registros do hospital. Jisoo é residente lá no Grace.

 

 

— Eu não sabia que ela era residente lá. Ela nunca me contou. Mesmo eu falando sobre você. – Jennie está com uma expressão frustrada, e estico minha mão até a sua, apertando nossos dedos. Obviamente ela se sentia mal por Jisoo não lhe contar que trabalhava para o pai do melhor amigo. O que quer dizer que Jisoo pode até mesmo trabalhar junto a equipe do meu pai, sei lá.

 

 

— Talvez achasse que você pudesse pensar que ela é interesseira. Por você ser minha amiga, e pelo papai. Relaxa.

 

 

Lucky dá de ombros, e começa a conversar com Mason sobre o jogo, e todos se distraem. Pelo menos Jennie finge. Porque é visível que ela se sentiu incomodada.

 

 

(...)

 

 

Encaro a frente do lugar, nervosa, e com medo de descer do taxi. Minhas unhas já estavam todos roídas, e o motorista me encara com tédio.

 

 

— Está tudo bem, senhorita? – Ele me olha pelo retrovisor, e confirmo com a cabeça. Lhe entrego uma nota de 50, e desço do carro, sem me importar de pegar o troco.

 

Eu mal podia acreditar que estava ali mesmo, e quando o medo me pega, e olho para trás, para entrar no taxi de novo, vejo que ele não está lá mais. Filho da mãe. A fachada do prédio está lá, colorida, e eu puxo tanto ar que parece que estou extinguindo o oxigênio do lugar.

 

Eu estou em frente ao prédio de Rosé. Mas que merda eu estou fazendo?

 

“ Se você já está aqui, é melhor entrar. ”

 

Digo a mim mesma, e vacilante ando até a porta. Para minha até sorte, um morador estava saindo, então aproveito o portão aberto, sem precisar que ter que pedir ao porteiro para interfonar Rosé. Coloco as mãos no bolso de meu jeans, e vou até o elevador. Minha pressão está elevada, eu estou suando como um porco, e querendo bater minha cabeça no metal.

 

 

— Você tem merda na cabeça, Manobal. Você tem. – Falo alto, mas sozinha.

 

 

Eu tinha mesmo que ficar com essa ideia na cabeça? De vir atrás de Rosé, uma mulher que só me viu uma vez na vida. Ela já devia ter se esquecido de mim. Afinal, já deve ter passado muitas pessoas por aqui. Eu só fui mais uma. E nem assim.

 

O elevador para no seu andar, e saio, vacilante. O corredor está vazio. Dá tempo de eu fugir ainda. Minhas pernas ganham vida própria, e ando até o apartamento, e tocando a campainha. Merda. Agora não tem como fugir.

 

 

Ouço passos, e então a chave mexendo na fechadura, e a porta se abre.

 

 

Mas não é o rosto de Rosé que vejo.

 

É o rosto de uma cara. Um cara bem bonito. Ele tem os olhos castanhos, e um cabelo que forma um topete. Usa um casaco cinza, e sua expressão é dura. Ele obviamente não esperava ver minha cara ao abrir a porta.

 

 

— Quem é você? – Questiona, de braços cruzados. Reparo o volume em seus bíceps. Droga.

 

 —  Er ... eu sou Lisa. Manobal. Vim falar com Rosé.

 

 

O rapaz estreita os olhos, e descruza os braços. Ele é um cara bonito, e minha mente projeta a ideia de ele estar acompanhando Rosé em outras coisas. Meu peito queima ao pensar nisso.

 

 

— Hayden Acker. – Ele estende a mão, e surpresa, a aperto de volta. – Sou o melhor amigo de Rosé. Ela saiu. E eu ouvi falar de você.

 

 

Seus olhos estão cheios de curiosidade, e fico corada de vergonha ao ouvir que ele sabe sobre mim. O que Rosé disse?

 

 

—  É um prazer, Hayden. – Eu coço a cabeça, indecisa sobre o que fazer, e nervosa com a presença dele – Se Rosé não está, eu vou embora então. Eu .... Precisava falar com ela.

 

Fico com medo dela achar que vim aqui atrás de sexo, e dou dois passos para trás da soleira da porta. Hayden era intimidante. Era alto, bem mais do que eu, e musculoso. Mesmo usando uma calça preta e casaco cinza, era possível ver seus músculos sobressalentes.

 

 

—  Você pode esperar por ela. – Ele diz afável – A gente toma alguma coisa.

 

 

- Não, tudo bem. Eu volto outro dia. Diga... diga a Rosé que mandei um oi.

 

Sorrio amarelo, e Hayden sorri de volta, um sorriso de dentes perfeitos. – Até mais, Lisa.

 

Dou as costas e volto para o elevador, confusa com todo esse diálogo e a simpatia do cara. Eu nunca o vi na vida, e ele sabe sobre mim. O que raios estava acontecendo? E por que eu cheguei a sentir ciúmes de Rosé, uma garota que mal conheço?

 

Saio voando do prédio, com medo de encontrar com Rosé ou Hayden, e pego um táxi voltando para casa. Minha cabeça estava cheia de coisas, e só havia um lugar onde eu podia descansar.

 

 

- Você pode ir até o Miami Grace? Por favor? – Peço ao motorista.


Notas Finais




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