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História Lonely Soul - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, Walkers, como vão?
Parece que eu demorei uma eternidade, não é?
Eu estou me adaptando por aqui ainda.
Nesse capítulo já temos um ponto de vista totalmente novo e mudanças significativas no enredo de TWD, vocês vão entender depois de ler.
Não vou seguir 100% a linha da série, isso vai ficar bem claro para todos vocês, mas mesmo assim esero que gostem e aproveitem.
Boa leitura à todos.

Capítulo 2 - Allies or not? - Parte I


Fanfic / Fanfiction Lonely Soul - Capítulo 2 - Allies or not? - Parte I

~Magnolia Pierce~

 

Uma vez li a frase que foi escrita por alguém que já não me recordo mais o nome, mas aquela frase ficou gravada em minha memória, era mais ou menos assim: "Num certo momento da vida, não é a esperança a última que morre, mas a morte é a última esperança"; ainda lembro-me de franzir o cenho após terminar de lê-la, estava sentada no carpete azul entre as prateleiras abarrotadas de livros na biblioteca da faculdade, copiei-a em uma caderneta rapidamente sem dar muita importância, mas de vez em quando sempre me pegava pensando no significado da mesma, na época nunca consegui compreende-la realmente.

Quando faltava apenas um dia para a minha formatura da faculdade de arquitetura e urbanismo o caos se instaurou sobre a Terra e as pessoas estavam atacando umas as outras como animais famintos sem nenhum controle, era uma loucura completa, algo tão irreal que só vemos nos filmes de ficção. E no meio de tudo isso, estava eu presa no trânsito de Nova Iorque vendo algo do qual nunca vou conseguir me esquecer, um senhor de idade devorando o estômago de uma mulher enquanto todas as outras pessoas corriam ao redor desnorteados e em pânico. Foi naquele momento que minha ficha tinha caído e eu precisava chegar na casa do meu pai o mais rápido possível.

A verdade é que ninguém está realmente preparado para o fim do mundo, os que tentam se precaver são taxados de malucos, mas nem mesmo eles conseguem se salvar, na realidade nem sei como eu consegui sair viva daquele banho de sangue, quando penso naquela situação minha mente fica totalmente enevoada, me vem a mente apenas pequenos fragmentos das minhas lembranças, uma delas sou eu com um salto quebrado na mão atingindo o olho direito de uma mulher grávida que iria me atacar, talvez fosse o trauma de toda aquela situação desesperadora, mas nunca saberei de verdade. Quando cheguei em casa naquele dia, a primeira coisa que fiz foi trancar todas as janelas e portas, meu pai e meu irmão mais velho ficaram muito confusos e demoraram um bom tempo para acreditar no que eu dizia ter visto, ficavam rindo e dizendo que eu já estava muito velha para ficar inventando aquele tipo de histórias. Não levei para o lado pessoal, afinal quando era mais nova vivia contando histórias mirabolantes sobre um apocalipse zumbi junto com meus dois melhores amigos. De nada adiantou todas aquelas ideias e invenções para sobreviver em um apocalipse zumbi que criávamos, nem mesmo sei se eles estão vivos. Mas no momento que liguei a televisão os dois se sentaram ao meu lado embasbacados e me tomaram como líder por estar mais preparada ao ver deles, o que era um completo engano.

Meu pai e irmão até que aguentaram muito depois que tudo aconteceu, o problema foi que confiaram nas pessoas erradas, acreditando que se nos juntássemos à eles estaríamos seguros. Tínhamos esbarrado em um grupo quando não pudemos ficar mais em nossa casa e bem, no final das contas eles não eram os "bonzinhos" como minha família pensou. Eu consegui fugir, mas a partir daquele momento sobrevivi sozinha. Consegui me adaptar a essa nova vida muito mais rápido do que achei que seria possível, os sonhos que um dia cheguei a ter foram deixados ara trás junto com o resto da minha antiga vida e foi nesse momento que eu tinha finalmente conseguido entender o significado daquela frase. Cada dia é uma luta pela sobrevivência, mas é apenas isso, não se tem mais objetivos, sonhos, desafios, conquistas, tudo isso deixou de importar no momento em que o primeiro zumbi apareceu. E agora a última esperança é a morte, aquele autor realmente sabia do que estava falando.

Uma coisa que aprendi com o apocalipse da pior forma foi que os verdadeiros monstros nem sempre são os zumbis, o ser humano pode ser capaz de fazer coisas abomináveis por sobrevivência, poderia me incluir nisso já que matei muitos desde que tudo começou, não me orgulho disso, mas era eles ou eu e sinceramente não pretendo desistir da minha própria vida depois de tudo pelo que tive que passar. Outra coisa que aprendi depois do fim dos tempos, é melhor se virar sozinha, mesmo que seja quase enlouquecedor, estar em um grupo significa preocupações demais com comida, proteção, apego e não podemos nos dar ao luxo disso agora, estar em um grupo é o sinônimo de morte e sofrimento mesmo que não seja imediata, sempre vem em algum momento.

Sons de uma movimentação chamaram minha atenção, faz um dia que eu tinha conseguido me estabelecer em um pequeno apartamento de uma cidadezinha abandonada, não foi difícil já que o lugar parecia ter sido limpo o que certamente não me deixou relaxar, mal tinha conseguido dormir naquela noite apreensiva com o fato de ter alguém por perto e bem, parecia que eu estava certa. Espiei por entre as tábuas de madeira pregadas na janela e o que eu vi me fez paralisar. Três pessoas do outro lado da rua, um parecia ser asiático e segurava uma cesta, uma mulher com cabelo castanho curto e um homem que mais velho que os dois, pelo menos eu acho que seja, este não tinha uma mão mas não consegui ver direito o que tinha no lugar dela, eles estão discutindo e este homem parece ameaçá-los, semicerrei os olhos para isso e me afastei da janela. Não é problema meu, seria burrice me envolver no meio disso, mas estes pensamentos sumiram no momento que ouvi gritos. Ora, que se dane a autopreservação!

Peguei minha mochila a colocando nas costas apressadamente, arrumei meu arco e aljava com algumas poucas flechas em um ombro, escondi minha arma no cós de minha calça meio esfarrapada pelo uso constante e saí do apartamento sem olhar para trás se não me arrependeria. Não sou de agir por impulso, desta vez não seria diferente, se tem pessoas por perto eles tem um grupo e por isso estariam na cidade provavelmente procurando por suprimentos, mas eles estavam na frente de uma loja de bebês o que me leva a crer que o asiático e a mulher que carregavam uma cesta tenham crianças pequenas, talvez eu esteja certa, mas é um talvez muito grande. Quando abri a porta para sair o homem sem a mão tinha atingido o asiático na cabeça e agarrado a mulher colocando-a dentro do carro estacionado ao lado deles, ela se debatia gritando e xingando mas o homem é mais forte. Peguei um flecha e a arrumei no arco mirei em uma das pernas do homem e soltei a flecha que saiu em disparada acertando-o bem na panturrilha, o mesmo gritou de dor soltando a mulher em seguida que pareci meio atordoada, mas mesmo assim correu até o asiático arrastando-o para dentro do carro com desespero, mas no momento minha preocupação era com o homem mais velho que me encara furioso.

— Sua vadia! — gritou tentando se equilibrar, ele tenta vim em minha direção.

A mulher deu a volta com o carro e parou bem ao mu lado, o que me fez encará-la com hesitação, não ia confiar em alguém assim tão fácil, mesmo que tenha salvado sua vida.

— Sobe, vamos sair daqui. — ela falou rapidamente, está claramente nervosa. — Não vamos te fazer mal, temos um grupo não muito longe daqui, vai ficar segura com a gente.

Neguei com a cabeça, seria perigoso demais, tem diversos fatores que poderiam me prejudicar se eu fosse com eles, além de que mesmo não parecendo pessoas ruins, não dá pra confiar.

— Por favor, veja com a gente, se quiser ir embora depois estará livre para ir. — Suspirei resignada, ela não iria desistir e eu vi isso em seus olhos, somente por esse motivo eu entrei no carro contrariando todos os alertas e pontos negativos que minha mente lista.

Vi-a pisar fundo deixando para trás aquele homem gritando xingamentos e mancando em uma tentativa inútil de nos seguir. Não abri minha boca para dizer nada, ocupada demais mentalmente montando planos de fuga caso necessário, não sei o que me espera seja lá onde este tal grupo esteja alojado, a mulher também não fez questão disso por um tempo, percebi seus ombros tensionados e as mãos apertando o volante com mais força do que o necessário. Até que de repente ela me encarou pelo retrovisor e abriu um sorriso aliviado, constatei que era verdadeiro.

— Muito obrigada por ter nos ajudado lá, se não fosse por você... — O sorriso se desmanchou quando a mulher percebeu que eles teriam entrado em uma enrascada muito grande, mas logo voltou a abri-lo. — Você salvou nossas vidas, é raro encontrar alguém disposto a ajudar um desconhecido ainda mais agora.

Assenti ainda sem mudar expressão e ela não pareceu se incomodar com a falta de dialogo, toda essa situação está me deixando desconfortável, a gratidão nítida tanto no olhar quando no tom de voz dela me deixou desconcertada, ela realmente parecia uma boa pessoa, então sua atenção mudou para o asiático.

— Ele vai ficar bem. — sussurrou para si mesma, mais como uma prece tentando se convencer.

Encarei a cesta ao meu lado, estava certa afinal de contas. Tinha leite em pó e mamadeiras, além de outras coisas para bebês, quem em sã consciência teria um bebê no meio desse inferno? Faz tempo que o apocalipse começou então certamente eles não precisariam mais dessas coisas, ou seja, alguém realmente engravidou no fim do mundo, e devo dizer que esta pessoa é muito sem noção, além de submeter uma criança inocente a um mundo cruel e horrível como esse essa criança tem pouquíssimas chances de sobreviver, não é realmente impossível, mas mesmo assim não acho que aguente muito tempo com a escassez de alimentos. Se bem que, parando para pensar melhor, crianças que já nasceram em um apocalipse sobreviveriam por muito mais tempo do que uma criança que teve de se adaptar a um novo mundo.

— A propósito, eu sou a Maggie e este aqui é o Glenn.

— Magnolia. — respondi brevemente me virando para a janela, dando o assunto como encerrado.

 

Cheguei a um conclusão no fim desta conversa, se é que posso chamar assim: Eu estou muito ferrada.


Notas Finais


A frase que a Magnolia citou no início é de Leonardo Sciascia, ele foi um escritor, politico e ensaísta italiano.
Eu sinto que futuramente tanto a Magnolia quanto a Cassiopeia vão dividir opiniões, não sei, mas o que estão achando das duas até agora?
E eu vou tentar fazer capítulos maiores.

Gente, me sigam no instagram porque lá eu vou estar postando vários edits da história além de ser bastante ativa por lá e vocês vão poder acompanhar as atualizações e meu desenvolvimento com a história.
Link instagram: https://www.instagram.com/aquila.lynx/?hl=pt-br

Por enquanto é só, até o próximo capítulo!


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