História Long Forgotten Sons - Capítulo 4


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Categorias Histórias Originais
Tags Conceitos, Histórias, Rascunhos
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Terminada Não
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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Este é um rascunho de um evento de um acontecimento principal do universo apelidado de "Yivert", que nunca saiu do papel, talvez eu possa escrever sobre ele e postar aqui.
O acontecimento se chama "A Guerra do Vale do Aço", conflito entre dois países: Wolnaziemia (logo depois renomeado para Zanowya) e Terästä (renomeado para Serast). Se passa em 1635 na 2ª Era (1984 para nós e, fazendo a contagem sem citar as eras, 3228) e faz parte dos eventos que são chamados de TPRSK, sigla que define movimentos armamentistas de unificação no universo Yivert.

Capítulo 4 - Arquivo Número 126.1.A "Yivert 1.0"


Durante os primeiros dias da guerra, muitas tropas foram movimentadas para as fronteiras, algumas atacaram, outras defenderam.

Durante a noite de 28 de agosto de 3228, cerca de 100 soldados e cinco tanques resistiram à ofensiva de Terästä, mas poucos sobreviveram e, os remanescentes, ou foram mortos em combate ou estão desaparecidos.

O diário de um soldado foi encontrado em uma das grandes cidades. O relato sobre aquela noite começa na página 56, que está ligeiramente danificada e com pequenas manchas de sangue, amarrado ao diário, está a plaqueta de identificação de um combatente da 16ª Divisão de infantaria do exército de Wolnaziemia. Fora danificada por um disparo de calibre 5.56mm e atingida por um fragmento feito de alumínio, que a perfurou parcialmente.

Sargento N. “Lin-----

16ª Divisão de Inf------

Isto é tudo que é possível ler. O diário narra quase que por completo o que ocorreu naquela noite, apesar de não citar o nome de soldado algum.

 

“28 de agosto de 1635, 20h53m.

Estamos próximos da vila que foi ocupada por nossos inimigos, instalados em uma pequena cidade, que agora está deserta. Já evacuamos os civis. Está chovendo bastante. Já fazem cinco horas que o 267º batalhão foi para o local ocupado. Ainda não temos notícias deles, apesar de termos rádios e câmeras. Com certeza, algo está errado.

21h04m: Reportamos ao QG do desaparecimento deles, disseram que enviariam mais tropas em 2 horas e meia.

Temo pelos meus compatriotas e por mim, já que, provavelmente, os inimigos virão para cá, e não há como apenas 100 soldados e cinco tanques ganharem de vários batalhões.

21h17m: Um K1A3E7, danificado, voltou da vila. Dois dos quatro tripulantes estavam mortos e um estava ferido.

As notícias não são boas, eles estão vindo para cá.

Contatamos novamente o QG, nossas ordens são de manter nossas posições e resistir até os reforços chegarem.

Teríamos de usar as construções ao nosso favor. Posicionamos os tanques atrás de fortificações de sacos de areia, Atiradores nos telhados, metralhadoras nas janelas e armas antitanque nos primeiros andares.

Todos estão com suas armas e canhões apontados para aquela colina, nossos inimigos verão uma chuva de balas quando chegarem no topo dela.”

...

 “A tripulação de um dos tanques o posicionou de uma maneira em que apenas conseguiriam acertar seu canhão, com certeza, uma ótima estratégia. A chuva tornou-se mais forte e os ventos começaram a soprar com mais força ainda. Minhas mãos tremiam por causa da tensão que me afligia, mal conseguia segurar meu rifle.

O primeiro disparo foi dado, depois, houve silêncio que permaneceu por cinco segundos.

Logo após, uma casa explodiu relativamente perto da minha posição. Por sorte, não havia ninguém lá.

Assim como em uma música, em que os instrumentos entram no decorrer dela, a batalha começou. Primeiro, foram as metralhadoras, depois, os tanques começaram a disparar. Mas não era uma sinfonia agradável.

Não sabia o que fazer. A cada segundo, um disparo passava zunindo pelos meus ouvidos, e isso me desorientava.

Cada bala que passava parecia ter o nome de seu alvo escrito nela.

Olhava de vez em quando para aquela colina. Os T1A3 não paravam de vir, o mesmo com os soldados inimigos. Fuzilávamos todo o inimigo que tivéssemos chance. Os tanques miravam nos pontos fracos dos outros blindados.

O tempo passou e os reforços não chegaram. Tentávamos entrar em contato com o QG e não recebíamos resposta. Agora, tínhamos certeza de que estávamos por conta própria.

Os disparos do inimigo pararam. Eles recuaram enquanto alvejávamos todos com metralhadoras.

Os disparos cessaram. Aquele cheiro de pólvora ia lentamente embora, assim como o de queimado e o de sangue.

Sobrevivemos à primeira ofensiva deles com danos enormes, sobrando apenas 53 soldados ainda aptos para o combate e três tanques, um com as esteiras destruídas e outro com o motor danificado, retiramos toda a gasolina do último para evitar uma explosão, depois, o cercamos com uma rede de camuflagem. O tanque que ainda estava inteiro o deixou inclinado em relação à colina, para os disparos que ele levasse ricocheteassem sem danificar a blindagem.

Usamos destroços para bloquear as entradas da cidade, assim, eles teriam que se preocupar em subir os bloqueios e em não serem atingidos no meio do processo.

Alguns dos nossos soldados estavam sem munição e avançaram para pegar as armas dos inimigos, já que o tipo de munição era diferente. Por sorte, alguns T1A3 foram abandonados, com dois deles ainda totalmente operacionais, então, apossamo-nos deles. Além dos blindados, recuperamos kits de primeiros socorros, granadas, equipamentos de morteiro e um canhão antitanque.

Já era meia noite e eles não haviam aparecido ainda. Aproveitamo-nos disso e preparamos mais defesas. Alguns engenheiros pegaram vigas de aço das construções e, com maçaricos, fizeram bloqueios para os tanques inimigos. Colocamos explosivos nos corpos dos inimigos, cortamos os fios de energia da cidade e plantamos minas terrestres nos arredores.

Qualquer um diria que estávamos cansados, apenas de olharem para o jeito que andávamos, mas se recuássemos, o inimigo tentaria uma invasão às cidades grandes, que não tinham proteção militar ainda. Dizíamos a nós mesmos que esta noite salvaria milhares de civis, como incentivo.

Nossas defesas agora se posicionavam no meio da pequena cidade. Fizemos pequenas tendas para tratar os feridos. Havia uma pilha de rifles descarregados do lado delas. Posicionamos os morteiros no topo dos telhados e o canhão antitanque atrás de inúmeros sacos de areia, que cobrimos com redes de camuflagem.

A cidade parecia abandonada, assim como planejamos.

Todos admiram histórias em que poucos guerreiros conseguem parar uma ofensiva de um número muito maior, e estávamos confiantes de que nos tornaríamos uma dessas histórias.

Já era uma da manhã. Fora o som do motor do K1A3E7 que ainda funcionava e da chuva, estava tudo quieto. Até que o som de uma turbina começou a ficar mais alto. Tratava-se de um PLD-14, um jato inimigo. Assim que notamos, os soldados dos telhados sacaram foguetes antiaéreos e começaram a mirar nos céus.

O jato estava em velocidade baixa para lançar um míssil em nós. Assim que ele entrou no alcance dos radares, metade dos soldados com os foguetes dispararam, o PLD-14, em resposta, usou sinalizadores para confundir o sistema de trava dos foguetes. Assim que perderam seu calor, a outra metade disparou e o jato foi atingido por cinco misseis e caiu logo depois da nossa posição.

Logo depois, a segunda leva correu colina abaixo, apesar de não dispararem sequer uma bala.

Eles cercaram a cidade, alguns soldados foram verificar os corpos que colocamos explosivos. Sabendo disso, pegamos os detonadores e os acionamos.

Foi uma explosão em cadeia, os explosivos acionaram as minas terrestres, que explodiram os tanques e depois, os soldados. Os que sobraram tentaram subir nas barreiras que fizemos, e então disparamos contra eles.

Mas aquela não era a real ofensiva. Assim que todos foram eliminados, nós olhamos para a colina novamente, e havia praticamente o dobro de antes.

Todos os soldados de um dos telhados foram atingidos, subi as escadas correndo para ver se estavam bem, junto com meu time. Assim que abri a porta, um laser pairou sobre mim. O disparo atingiu minha plaqueta e o colete conseguiu absorver o impacto da bala, mas fragmentos voaram para meu queixo e cravaram na máscara. Apesar de não ter me machucado, perdi o equilíbrio e caí para trás, batendo o capacete no chão e trincando a proteção dos olhos. Um dos meus companheiros verificou se não havia me ferido, o resto resgatou os soldados ainda vivos.

E lutamos por três horas. No fim, havia apenas um tanque, meus companheiros de equipe estavam mortos. Não havia tanta munição, nós pegávamos os projéteis de morteiros, batíamos em uma superfície de metal e arremessávamos nos inimigos. Cada bala valia ouro, assim como um segundo a mais de vida também. O último tanque atropelava os soldados. Em um certo ponto, nós jogávamos pedaços de concreto nos outros e corríamos para o corpo a corpo.

Eles também estavam cansados, e os reforços pararam de vir.

No fim, o tanque não tinha mais gasolina e apenas o atirador estava vivo. Os dez soldados remanescentes subiram na última construção que ainda estava em pé e ergueram a bandeira de Wolnaziemia.

No horizonte, podia ver outra divisão do nosso exército chegando. Esperamos por eles, enquanto enterrávamos nossos amigos que morreram em combate. ”



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