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História Long story short... - Capítulo 1


Escrita por: DeathBatPink

Notas do Autor


E aí, caras :)
Tenho assistido muito Greys anatomy (pela milésima vez) e tive várias ideias pra escrever, porém, zero criatividade e disposição pra desenvolver ksksk
Por um milagre (e por intervenção do Fernand Braudel) consegui fazer isso aqui e perdoem se ela for triste kkkk, tentem ver algo positivo, de alguma forma :)

Eu sou viúva de HunHan, então, tudo o que eu conseguir desenvolver será dos meus filhos hahaha
obs: sem capa mesmo, sem tempo caras

Enfim, espero que curtam. Até algum dia

Capítulo 1 - Capítulo Único


Diário de Oh Sehun

 

E aí, querido amigo! Como vão as coisas? Se lembra quando contei que tudo estava finalmente entrando nos eixos e que provavelmente não teria mais preocupações?

Pois é, eu estava errado.

Outro dia estava lendo sobre eventos de longa, média e curta duração e é perturbador o quanto ideias filosóficas, que superficialmente são entendidas como distantes do cotidiano, apenas existindo em um mundo imaginário, nos formam e acompanham a todo momento sendo tão complicadas quanto a mente e toda a composição humana, individual e coletivamente, social e biologicamente.

Aí você me pergunta: "Sehun, sou apenas um diário recomendado pela terapeuta e sequer vou questionar você ou me interessar pelas suas perturbações mentais". E tudo bem. Apenas vou deixar registrado esses devaneios enquanto transpasso esse processo, apenas com a companhia e antipatia de um caderno surrado.

Há eventos em nossas linhas históricas que são inéditos, que impactam até mesmo o que proferimos. Acredite em mim, até o modo como nossa casa é organizada hoje veio de um desses eventos de longa duração. Eventos médios se configuram em períodos determinados, como guerras, mandatos governamentais, cenários de crises sociais e econômicas e também, os simples e automáticos, relacionamentos. De forma geral, sem especificidades.

Por fim, existem os eventos de curta duração. Podem ser filmes, seriados - não incluindo os de médicos e de zumbis; e partidas de basquete.

Antes que isso comece a parecer um trabalho científico, vou contar minha história, talvez faça mais sentido. Serei breve, é uma promessa.

Fui casado com um homem por 20 anos. Exatos 20 anos, 7300 dias... achei que estava pronto para descansar de atribulações, até porque estou no auge dos 40 anos, sendo apenas professor universitário, preciso de muita paz fora dos corredores e salas de aula. Alunos não são fáceis, sejam eles crianças ou um bando de iniciantes da vida adulta. Eu via dessa forma, Luhan, por outro lado, me pedia para passar uns dias na faculdade com alunos diferentes. Preferia isso ao ter de lidar com as mesmas caras irritantes de seus colegas de escritório, 24/7.

 

Fomos jovens apaixonados. Daqueles que não perdiam a oportunidade de demonstrar isso de forma brega e por vezes espalhafatosas. Passamos dois anos juntos, antes de pedirmos um ao outro em casamento em um ato que pareceu ensaiado. Crescemos juntos, conhecemos um ao outro e boa parte do mundo. Juntamos forças em dificuldades comuns e incomuns, como quando sua mãe teve câncer e acabou falecendo. Adotamos gatos e todos os dias nos encontrávamos no sofá da nossa sala para narrarmos em detalhes nosso dia.

Eu podia jurar que nunca mais iria ficar sozinho ou que teria que lidar com rotinas solitárias, tal como a minha versão mais jovem. E apesar de achar que seria ainda mais longo, nosso período encontrou seu estopim e ruptura, me fazendo acreditar na ciclicidade das coisas quando tive de voltar para um apartamento só meu.

LuHan, assim como sua mãe, desenvolveu câncer de estômago. Tivemos esperança por algum tempo. Passamos dois anos trocando nossas conversas no sofá por diálogos sussurrados na cama de hospital e também, por monólogos, já que haviam dias em que ele estava muito fraco até para manter os olhos abertos.

Sua situação só foi piorando, e então, ele me deixou um mês antes do nosso mês de aniversário, em março. Naquele dia, conversamos enquanto o sol estava nascendo e ele tentava se manter animado sobre a festa em dobro que estava por vir. Mais tarde, recebi uma ligação do hospital, enquanto terminava a segunda aula do dia e ali soube que tudo estava acabado.

Tivemos momentos difíceis de insegurança minha, principalmente, e houveram meses em que dormíamos separados ou sem a nossa conversa usual no sofá. As vezes ainda me pergunto "Como diabos ele pode ter feito isso? Era só resistir a mais uma cirurgia, não era justo comigo". Ele era teimoso. Automaticamente esses questionamentos caiam por terra pois sabia que ele lutava demais contra o câncer e todas as complicações que iam surgindo. Mas somos todos finitos e vivemos através de imprevisibilidades.

Não consegui voltar para a casa que dividíamos há anos, então pedi para que ChanYeol cuidasse dela por um tempo. Lá é um grande museu, cheio de LuHan e do que fui com ele. Tudo isso ainda machuca e preciso respeitar o meu processo de luto, disso entendo bem. Ou ao menos tento compreender.

 

Apesar de parecerem histórias longínquas ou ideias de teor ilusório, esses eventos registram em nós nomes, datas, rostos, frases, vozes, cheiros, enfim, tudo o que compõe um indivíduo e seus relacionamentos. Eu sei que isso ainda parece um artigo de história, entretanto, foi o único modo que encontrei para escrever nesse diário e o único jeito que vi ser possível eternizar o melhor evento de longa duração que eu poderia ter vivido.

 

 

Por hoje é isso, querido amigo e diário. Eu disse que seria breve...

 

 

 

Oh Sehun.


Notas Finais


:)


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