História Long way to the top - Capítulo 1


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Categorias Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Charles "Charlie" Beckendorf, Clarisse La Rue, Frank Zhang, Grover Underwood, Hazel Levesque, Jason Grace, Leo Valdez, Luke Castellan, Nico di Angelo, Percy Jackson, Piper Mclean, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Silena Beauregard, Thalia Grace, Will Solace
Tags Annabeth, Grover, Jasiper, Jasper, Musical, Percabeth, Percy, Rachel, Solangelo, Thaluke
Visualizações 24
Palavras 1.942
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Opaaa e aí Spirit tudo bom com vocês?
Olha eu aqui tendo duas fics pra atualizar criando mais uma KJDKSAJFKAFJ juro que é a última
Tive essa ideia pois estou tremendamente VICIADO no musical de Percy Jackson e vou defender isso até o fim inclusive se alguem quiser me levar pra ver eu aceito
Anyway Percy guitarrista é algo que, como um guitarrista eu mesmo, irei defender até a morte também
Enfim espero que gostem <3

Capítulo 1 - 01. Meus amigos me convencem a tomar uma decisão terrível


 

Okay, vamos começar do começo: Eu nunca fui muito fã de musicais.

Até aquele dia, eu achava eles chatos. E eu não sabia por que achava eles chatos. Combinar teatros e filmes com música? Isso seria a perfeição. Mas sei lá, acho que eu era uma parte da parcela da população que não realmente procura saber sobre as coisas antes de falar sobre elas. Ou eu só era meio doente mesmo - o que é bem provável, visto que sou meio doente até hoje. Essa coisa de TDAH, e tal. Outro dia eu fui no médico com minha mãe, e...

Espera... Do que eu tava falando?

Ah sim, musicais.

É, acho que vocês já entenderam. Não gostava muito deles. E na minha vida de músico, nunca imaginei que trabalharia em um, muito menos que trabalhar em um seria possivelmente a coisa mais importante da minha vida. Bem, isso aconteceu. E, parando pra pensar sobre, foi uma coisa bem louca a história de tudo.

Primeiramente tenho que dar um contexto pra vocês: era março de 2017, e eu estava desempregado.

Eu tinha 23 anos na época, e fazia alguns meses que eu havia saído da faculdade. Era um músico, vivendo em Manhattan com meus amigos Grover, o ator de 23 anos, e Rachel, a pintora de 22. Ou melhor, eu vivia nas custas deles, pois estava desempregado. No dia anterior a aquele, minha banda tinha acabado de me expulsar ( eu era bom demais para eles ), então eu estava meio depressivo.

- Percy, levanta da cama, cara. - Dizia Grover ao chegar em casa as duas da tarde, enquanto eu estava em um estado vegetativo.

- Ahhn. - Eu respondia. Ou melhor, gemia. Grover era esse cara que eu tinha conhecido na escola, e que conseguiu uma vaga na mesma faculdade que eu. Ele era o meu melhor amigo, e para falar a verdade um dos meus únicos amigos. Os cabelos ondulados castanhos eram de um médio porte, de modo que eles cobriam a cabeça inteira, mas não passavam do pescoço. No momento, ele estava usando uma camiseta social e gravata. As calças jeans estavam um pouco sujas de tinta, e os sapatos de couro estavam limpos. Ele me olhava com uma expressão cansada no rosto. - Onde você estava?

- No ensaio. Lembra, do musical.

O musical. Este que Grover tinha anunciado que tinha passado no teste, semanas atrás, quase se afogando nas próprias lágrimas. Eu me orgulhava dele. Para um garotinho que sofria bullying por ser aleijado, ele conseguiu construir seu próprio sucesso, e agora estava com um papel bom em uma peça teatral, coisa que ele sempre sonhou.

- Ah, ta... Aquela peça da Disney. - Falei, mostrando todo meu apoio. Ele bufou. Em minha defesa, eu estava bem triste e cheirando a pizza, então estava meio drogado também.

- Não é uma peça da Disney! É uma linda história sobre um rei que se apaixona por uma criada, e eles vivem um amor proibido, e...

- É, parece muito uma história da Disney.

Grover fez uma careta, me fazendo rir um pouco. Ele observou meu quarto.

- Cara, isso daqui tá uma bagunça. Abre essa janela, deixa a natureza entrar, ela é a fonte de todas as energias e...

- Por favor, papo de vegetariano é a última coisa que eu preciso agora. - Respondi, frustrado. Grover revirou os olhos e andou, abrindo a janela do meu quarto. Eu fiz um barulho parecido com um gato quando é atacado, mas tive que admitir, aquilo estava totalmente bagunçado.

- Percy, você não pode ficar triste assim pra sempre.

- Para de falar como se fosse semana passada, foi ontem... - Respondi.

O que é engraçado é que uma semana se passou depois disso e eu ainda estava assim. Dessa vez, eu estava no sofá da sala, vendo série, e me entupindo de Pizza e Sorvete. Para mim era uma vitória sair do quarto, mas claro que meus amigos não viam da mesma forma.

- Percy, você precisa de um emprego. - Falou Rachel, chegando em casa. Rachel Elizabeth Dare, a antiga garota dos meus sonhos. Nos conhecemos na faculdade, e eu tive uma certa paixonite por ela. Por um tempo tentamos namorar, mas decidimos que seriamos bem melhores como amigos do que como namorados. E tinha percebido que na verdade era melhor assim. Quer dizer, isso não melhorou em nada minha vida amorosa, mas pelo menos eu não estava me enganando em um relacionamento falso.

Ela tinha acabado de voltar do museu de artes, onde fazia uma espécie de estágio bem remunerado. Em seu tempo livre, pintava e tentava vender umas artes, ou fazia performances. Ela era esse tipo de espírito livre: fazia o que gostava de fazer, quando queria fazer. E ainda tinha uma certa popularidade no instagram, onde vendia suas artes e fazia comissões. Então, basicamente ela perseguia o sonho dela, o que eu admirava, mas ao mesmo tempo procurava formas de me irritar quando não estava inspirada, o que eu não admirava tanto assim.

- Nah, eu to bem assim. - Respondi, levando uma pizza pra boca. Rachel parou na frente da televisão.

- Você está há uma semana assim. Gastando muito dinheiro. Precisa ir trabalhar. Você já tem vinte e dois anos, Percy. - Falou ela, irritada. Eu suspirei.

- Não se preocupe, o dinheiro veio do meu pai. - Falei. Meu pai empresário mega-rico, com o qual eu procuro evitar falar sobre, me mandava dinheiro de vez em quando, sabe-se lá por que. Ele podia muito bem pagar uma casa gigantesca e um carro pra mim, ou só dar uma visitinha nos feriados ao invés de só ligar e passar com a família estúpida dele, mas ao invés disso ganho uma mixaria de mesada. Porém, era melhor do que nada, e não podia negar isso.

Rachel revirou os olhos.

- Não me importo, Percy. Você está parado. Precisa começar a trilhar seu caminho. Não pode ficar esperando essas bandas aleatórias que você faz com gente que nem conhece direito fazerem sucesso do nada.

- Isso já ta virando um ataque pessoal. - Murmurei, um pouco enraivecido. Grover entrou no corredor, recém-saído de um banho, com um short e sem camisa, secando os cabelos com uma toalha.

- Oi, Rachel. Do que estão falando?

- De Percy. Ele não quer trabalhar.

- Não é que não quero trabalhar. - Interrompi, levantando um dedo. - É que não consigo trabalhar... Não tem muitas opções além de fazer parte de uma banda, sabe.

- Lá no musical o guitarrista surtou e saiu da banda do musical. - Falou Grover, repentinamente. - Abriram vagas lá. Vai ter um teste daqui a dois dias. Acho que você, como guitarrista, deveria entrar.

Eu dei uma risada, que talvez tenha soado escandalosa demais. E também tenha prolongado um tempo meio desconfortável, enquanto Grover me encarava com uma cara de bunda e Rachel ficava confusa.

- Ah, Grover... Sabe o que acho de musicais. Desculpe, não vai rolar.

Rachel piscou.

- Mas eu já te inscrevi.

- Você o que?

- Eu te inscrevi. Pras audições. - Falou ela, como se fosse a coisa mais simples do mundo.

- E você não me avisou? - Perguntei, não acreditando.

- Você não aceitaria se eu avisasse. - Ela disse. E entregou um papel que estava em cima da minha mesa, dando na minha mão. Era a confirmação da inscrição.

Certo, número um: Como eu não tinha notado o papel ali? Número dois: Ela tinha me inscrito fazia uma semana, e não tinha me avisado. Além disso, Grover sequer avisara que fazia tanto tempo desde que o guitarrista da banda saíra. Bons amigos, certo? E número três...

- Tem umas informações bem pessoais aqui. - Falei, embasbacado. - Como... Como você sabe meu tipo sanguíneo e por que pediram isso no musical?

- Eu tenho meus métodos. E vai que um deles é um vampiro. - Respondeu ela, misteriosa.

- Um vampiro que precisa saber o tipo sanguíneo das pessoas.

- Se chama precaução de saúde! - Defendeu-se ela. Grover arrotou, o que mais pareceu um balido de bode.

- Nós falamos com sua mãe, Percy. Ela apoiou a ideia. Devia ouvir ela.

- Como vocês... Quando... O que...? - Gaguejei. Eles tinham falado com minha mãe? Não usariam o nome de Sally Jackson, a pessoa mais importante e pura do planeta terra, em vão.

- É sério. Ela adorou. Disse que viria ver, e tudo mais.

- Ela vai se decepcionar então. Eu não vou participar disso.

Rachel, que tinha se movido pro banheiro, saiu de lá com uma escova na mão, e respirou fundo, irritada. Logo depois, forçou um sorriso, as sardas se destacando nas curvas do rosto.

- Percy, querido. Lembra da minha habilidade anormal de prever o futuro?

Isso era verdade. Rachel as vezes sonhava com o futuro, tinha previsões certas, e tudo mais. Isso seria assustador se não fosse incrível.

- Lembro. O que tem?

- Eu prevejo que se você se juntar ao musical, coisas boas vão acontecer. Sabe esses dias que você tava reclamando que o Grover tava namorando e você não...

- Ei! Como assim reclamando? - Protestou Grover, zangado.

- ... e que você não tinha muitos amigos para sair além de nós, e tal? Bem, prevejo que isso vai mudar se você for pro musical. Você vai conhecer o amor da sua vida, vai conhecer uma família nova, e vai ser feliz como nunca foi.

Eu analisei as palavras dela, refletindo sobre seu significado. As previsões de Rachel sempre eram bem precisas. E isso seria bom. Quer dizer, eu estava sim carente, e precisando de uma revolução na minha vida. Estava pensando bastante nisso ultimamente. E, bem, aquilo poderia ser um início de acordo com ela. Então eu deveria considerar as palavras dela, certo?

- Pfft, Okay, Oráculo de Delfos, estão te chamando lá na Grécia pra te consertar, pois você está quebrada pra fazer uma previsão dessas, já que eu não vou me juntar a um musical. - Respondi, rindo. Rachel respirou fundo.

- Percyzinho, eu também tenho a previsão que se você não tentar entrar nesse musical...

Ela levantou a escova, e então disse coisas tão horríveis que acho que seja proibido eu falar aqui. Não posso dizer muito sem ser banido do Clube dos Caras com Linguagens Legais, mas digamos que se Rachel participasse daquele desenho chamado South Park um dia ela sairia como a personagem que mais falou palavrões na série inteira.

Ela podia ser bem intimidadora quando queria. Os olhos verdes brilhavam em ódio enquanto ela cuspia as palavras na minha cara. Acho que minha calça se molhou, e não foi porque derrubei refrigerante nela mais cedo. Alguns segundos de silêncio se instauraram entre nós.

Então Grover começou a rir escandalosamente.

- Eu acho que vou praticar. Preciso pegar as músicas.

- Ótimo. Já enviei as partituras pelo E-mail.

- O que... Como...? - Gaguejei novamente, um pouco pelo fato de não ter percebido isso antes ( Obrigado, TDAH ), mas a maior parte pelo fato de Rachel ter me mandando um e-mail em pleno 2017.

Fui para o meu quarto, trombando de propósito com Grover no caminho para fazê-lo parar de rir, mas quase tropecei, o que fez ele rir mais ainda. Fechei a porta, e olhei meus e-mails. As músicas não eram realmente difíceis, mas eu não praticava fazia tempo, o que dificultaria as coisas.

Liguei a guitarra no pedal, e liguei o pedal no amplificador. Começariam os dias mais intensos da minha vida. E eu não sabia na época, mas valeria a pena no final.
 


Notas Finais


E aí? Gostaram da ideia?
Alguma crítica?
Sugestão?
Volto aqui daqui a uns meses UHAUEHUAEH amo vocês beijo


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