História Longe da paz (Yoonmin, Taekook) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jimin!bottom, Menção Namjin, Sugamin, Taekook, Yoongi!top, Yoonmin
Visualizações 37
Palavras 2.102
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oieeeeeee tudo bem? Espero que gostem dessa nova ideia. Amo vcs e tchau <3


Boa leitura

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Longe da paz (Yoonmin, Taekook) - Capítulo 1 - Prólogo

Naquela época, eu sonhava alto, não tinha medo de que houvesse uma queda enorme com toda essa altura, era divino imaginar que que eu podia me desfazer de tudo que me desagradava, imaturo, inerte às consequências que viriam no futuro, eu fugi de casa aos 15 anos com um amigo que também planejava tal feitio desde criança. Eu e Taehyung rumamos o mesmo caminho para longe de nossas famílias conservadoras e homofóbicas.

Lembro-me muito bem que naquela noite, antes do jantar, meu pai havia me batido e feito-me sentar à mesa e agir como se fôssemos uma família normal. Como se eu não estivesse chorando com as dores em meu corpo e meu emocional mais abalado ainda, como se fosse invisível e inaudível em meio ao barulho dos talheres batendo contra o prato de todos alí. Meu irmão mais novo havia presenciado a cena do irmão sendo espancado apenas por não gostar de mulheres. Que tipo de pessoa ele seria no futuro com esse exemplo em casa? Alguém como meu pai, provavelmente.

Cansado, liguei para Taehyung contando minha real situação e meus reais desejos naquela noite e o ouvi concordar, ele sempre topava as minhas loucuras, não foi diferente mesmo sendo a maior delas. Ele fugiria comigo…

Como irresponsável, não tentei ao menos fazê-lo mudar de ideia, lembrar que seus pais ficariam preocupados, eu apenas disse o lugar onde nós nos encontramos e passei a noite conversando com o mesmo assim que entramos num trem.

O Kim estava de mochila pronta, tudo que precisaria por um curto tempo e o dinheiro que juntou durante anos. Eu não estava diferente, tinha dinheiro e alguns hematomas. O que só me deixava mais disposto a continuar com aquele plano louco que por incrível que pareça estava dando certo. Afinal, o que podia dar de errado com dois adolescentes sozinhos pelas ruas de Busan às 4:00 da manhã?

Eu fugi de casa e levei meu amigo junto, se eu voltasse, seria morto pelo meu pai qualquer dia. Por ser irresponsável e principalmente o que ele mais odiava na face da terra: gay.

Eu não podia parar, eu não parei. Sai do trem e não olhei para trás. Não ousei perguntar como meu melhor amigo se sentia, se ele me seguia, ele estava bem, eu pensava assim.

Dias passaram e fomos parar em Daegu, a cidade natal de Taehyung, porém não havia parentes seus lá, agradeci por isso. Estávamos sós a mercê de qualquer perigo que o mundo pudesse nos oferecer. Isso eu não pude agradecer...

Tae nunca reclamou quando não achávamos algum lugar legal pra dormir, ou quando estávamos cansados de tanto perambular por aí, buscando conforto longe de casa, eu cheguei a querer desistir muitas vezes, mas ele mesmo me ajudou a seguir em frente.

Tínhamos que estudar mas passávamos o dia no quarto de um hotel barato se perguntando se aquela quantia de dinheiro daria para mais alguns dias ali, para a comida e roupas que tínhamos que comprar com urgência. Aonde eu nos meti? Me perguntava isso todos os dias.

Semanas passaram e nossa situação era crítica, chegamos a pedir dinheiro às pessoas para pagar o aluguel pra continuar dormindo naquele quarto de merda. Até que em uma dessas súplicas, um cara nos pagou o almoço e gentilmente nos ofereceu hospedagem após ouvir nossa história durante a refeição.

Se aceitamos? Estávamos desesperados e de prontidão concordamos com ele, agradeço demais a Namjoon pelo abrigo, viramos amigos cedo, Taehyung estava feliz e eu também. Logo conhecemos Jin e ele nos indicou o lugar onde trabalhava de confeiteiro.

Servimos a uma confeitaria por alguns meses e assim conseguimos grana para a faculdade. Com a ajuda de Namjoon – mais uma vez –, conseguimos um apartamento bom e as coisas começaram a melhorar bastante. Logo voltamos a estudar e nem ao menos lembramos do lugar de onde saímos... A vida nos sorria e a gente retribuía ao sorriso.

Estou agora na cozinha de meu apartamento fazendo o café da manhã para que desse tempo de tomar antes de ir para a faculdade. Revi algumas tarefas que deveria fazer ao longo do dia e suspirei. Seria mais um dia cheio.

– Bom dia, Chim! – Ouvi Taehyung falar alegremente. – Por que essa cara? Não dormiu bem? – perguntou. Apenas neguei com a cabeça. Ele me conhecia bem e só de pôr os olhos em mim viu algo de errado. Taehyung me desarmava e não era brincadeira.

– Eu estava pensando em algumas coisas, nem vi o tempo passar direito. Aposto que esse café já esfriou e eu terei que esquentar de novo. – Falei e o Kim me olhou preocupado. – O que foi?

– Nada, é que… Você anda pensando demais esses dias, é sobre aquilo?

– Não irei mentir para você, Tae. É sim. – Respondi e ele parecia já saber disso – Sabe, eu… Acho que não foi certo eu te carregar junto comigo, éramos tão novos! Você tinha uma boa vida e eu o fiz sair do seu conforto para que eu saísse da minha vida de merda! – De novo eu apertava a mesma tecla. Com os anos se passando eu percebi o que havia feito e um resquício de culpa me ocupava sempre que eu lembrava.

Taehyung sorriu doce para mim e eu não pude deixar de sorrir também. Eu o amava, era como um irmão para mim e eu não abriria mão dele, talvez isso tenha me levado a trazê-lo. Tinha medo de ficar sozinho.

– Chim… – ouvi-lo me chamar assim fez meu coração apertar e eu arfei. – Olha. Já falamos sobre isso, eu aceitei isso com você porque quis, por pura e espontânea vontade. Eu não te deixaria sozinho, Jimin. Eu o amo demais para fazer isso, huh? – Ele continuou sorrindo, levou a mão até meu rosto e me acariciou. Eu juro que choraria se não já tivesse passado o lápis de olho. Não queria ficar horrível logo de manhã.

– Não me faça chorar! – Falei.

– Então pare com essas paranóias. Passamos por muitas coisas juntos para você se arrepender.

– E quem disse que eu me arrependo? – Falei com humor. Tae deu uma risadinha antes de voltar a tomar café e eu acompanhá-lo.


●●●


– Atrasados! Park Jimin e Kim Taehyung, de novo? – Nós demoramos muito no café da manhã. Isso resultou numa professora chata no nosso pé.

– Desculpe, não irá se repetir! – Falei e a mesma assentiu. Afinal, essa era apenas a segunda vez em que chegamos atrasados.

Assim que sentamos em nossos lugares, ouvi alguns cochichos das meninas que sentavam atrás de mim e franzi o cenho com os comentários feitos por elas.

“Um novo aluno”...

Aquilo foi o assunto inacabável nos primeiros dois horários seguidos, demorou apenas isso para que a diretora chegasse acompanhada de não só um rapaz mas sim dois, dois novos alunos.

– Really? – Tae perguntou para mim ao ver os garotos.

Um deles era mais baixo e o outro bem mais alto, ambos eram bonitos a beça. Mas a expressão séria que o baixinho levava no rosto e a de ansioso que o outro tinha davam uma impressão torta do que realmente poderiam ser.

– Bom, alunos, esses são Min Yoongi e Jeon JungKook, os novos alunos. Querem falar algo? – Referiu-se aos dois parados ali.

– Não. – O que parecia ser Min Yoongi respondeu curto. O outro, JungKook, parecia animado para falar mas contudo não se manifestou.

– Ok, sentem-se e boa aula. Sejam bem-vindos.

– Claro. – O esverdeado voltou a falar. Tae olhou sugestivo para mim antes de encarar JungKook, que também o encarou por segundos antes de passar por nós e ir lá para o fundão junto com o amigo. Pude sentir o cheiro do mesmo e que perfume doce, hein! Enjoado pra cacete. Porém, Tae pareceu gostar.

As aulas passaram rápido até, depois da breve fala da diretora e o breve silêncio que ficou na sala de aula após ela sair. Já era hora de ir para casa, e como sempre, Jin Hyung veio nos buscar para nos levar até nosso apartamento. Taehyung e eu temos a mesma idade por enquanto já que o aniversário do mesmo está próximo, ou seja, ainda temos 17 anos. E como somos de menor, Jin nos ajuda com o apartamento e mantém nosso segredo bem guardado, se querem uma dica, nunca, nunca queiram ser de maior antes do tempo, existem tantas burocracias quando a isso que eu realmente queria me dar uns tapas enquanto lembrava a mim mesmo que deveria pensar duas vezes antes de fazer qualquer coisa incluindo idade, corríamos o risco de ser despejados por não estar em condições perante a lei de morarmos sozinhos. “Adolescentes irresponsáveis” nós éramos, não vou mentir, já fui muito. Mas hoje já consigo pensar bem nas coisas, depois de dois anos praticamente foragido de casa eu aprendi a viver.

– E aí, meninos, como foi a aula? – Jin perguntou ligando o carro. Tae ficou calado me dando a fala de como foi nosso dia.

– Bem, nada demais, apenas os novos alunos que chegaram na escola. Sequer falaram conosco. – Respondi indiferente. – Hoje eu só tive vontade de mandar o tal Jeon trocar o perfume dele.

– Ah… Nem era tão ruim assim. – Tae disse, eu ri. Havia esquecido dos gostos do meu amigo, seu aroma preferido era semelhante a colônia do novato, ou seja, super, ultra, mega, power doce.

– Desculpe se eu não suporto mel em colônia.

– Também não era tão doce!

Jin riu de nossas discordância.

– Ok, ok… o dia de vocês foi bem normal então. – Disse ainda rindo. Logo mudou de assunto – O Namjoon pediu para que vocês fossem jantar lá em casa essa noite, vocês topariam?

– Opa! E aproveitar de sua comida e aqueles bolos deliciosos que você faz pra sobremesa? Tô dentro! – Taehyung disse animado, ele realmente amava a comida e as guloseimas de Jin. Só posso concordar com o mesmo. SeokJin tem talento.

– Vamos então. – Dei a última palavra antes de chegarmos no prédio. Tae saiu do carro me acompanhando e logo Jin também.

Assim que entramos na recepção e passamos o saguão, dois garotos familiares adentraram elevador. Nem Jin nem Taehyung os viu, e agora eu curioso queria tirar minha dúvida, seria mesmo quem eu estou pensando?

– Tae, vamos no quinto andar comigo? – Falei ao ver o andar em que o elevador foi ordenado a ir.

– Ué, nós somos do quinto andar, já estamos indo. – Tae disse e eu percebi o quão voado estava.

– Claro, claro… cadê o Jin?

– Ele já foi, o Namjoon ligou e pediu ajuda com algo, parece que o Deus Da Destruição agiu novamente. – falou e eu ri sendo acompanhado por ele.

Entramos no elevador, e eu continuava curioso, quando chegamos no nosso andar, eu ainda consegui ver os mesmos garotos entrando no quarto número 21, o nosso era o número 20, ou seja, bem de frente ao deles.

– Hey, você viu? – Agora Taehyung parecia ter visto o mesmo que eu.

– Sim, acha que são quem eu estou pensando?

– Faço a mesma pergunta. Coincidência, não?

– Pois é. – disse, era algo fútil ficar tão curioso quanto aos novos vizinhos, mesmo que fosse bem coincidente eles se parecessem tanto com os novos alunos.

De qualquer modo, nós já íamos para nosso quarto nos preparar para o jantar mas ouvimos vozes próximas a porta do quarto 21 e logo depois vimos ninguém mais ninguém menos que Yoongi e JungKook saindo de lá. Eram mesmo eles!

O que fiz foi apenas ignorar e entrar no quarto, mas pelo contrário de mim, Taehyung teve um curto diálogo com o garoto do perfume doce. Um: “oi, tudo bem?”, “tudo e com você?”, “bem também.”, “que bom!”, “ pois é, tchau!”

E assim ele trancou a porta, quando ela foi trancada agradeci mentalmente. O cheiro daquele perfume adocicado ficou no corredor por eternos 30 segundos no mínimo.

– Temos que nos arrumar para o jantar. – Falei e cruzei os braços ao ver o maior jogar a bolsa num canto qualquer. – Really? – foi minha vez de perguntar. Convivia comigo a tanta tempo e não se lembrava com meu TOC com coisas fora do lugar.

– Aish! – resmungou. Apenas dei de ombros e fui para meu quarto individual. – Chiiim… – Tae chamou e não pude fechar a porta.

– O que? – perguntei

– O que achou dos novatos?

– Normais. – respondi – por quê?

– Viu o jeito que o Jeon me olhou? – sabia que tinha coisa ai.

– Nem vem! Não vai se enganando com essa troca de olhares besta não, tá? Aquilo alí pode querer coisa a mais com você e eu não gosto dessa ideia não. – Falei como uma verdadeira mãe.

– Aigoo… Ele é fofo até. Já o Yoongi…

– o baixinho carrancudo?

– É. Meio antipático.

– Tanto faz, olha, tá avisado! Agora se arruma que temos que sair.

– Tá, tá, Omma Jimin. – disse me fazendo revirar os olhos, mas logo depois eu ri.


Continua...


Notas Finais


Adiós! Até a próxima💖💖

Comentem se tiverem gostado, prfvr, preciso da opinião de vcs pra levar isso a frente;u; <3


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