História Longe de casa (Norenmin) - Capítulo 3


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Jaemin, Jeno, RenJun
Tags Nomin, Noren, Norenmin, Obra De Nina, Renmin
Visualizações 65
Palavras 2.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Um confuso e perdido Renjun


― Café? ― Jeno me oferece na recepção do hospital. Ficaríamos ali por um tempo, afinal.


Assinto e pego o copinho plástico de sua mão. O clima entre nós parecia pesar. 


― Me desculpe. ― Ele pede de repente.


― Não, tudo bem. Eu fui grosseiro.


― Sim, mas é o seu jeito de demonstrar preocupação com o Jaemin. E eu entendo que queira proteger ele, mas eu também quero...


― Não vamos discutir mais por isso. Por favor. Eu estou cansado, Jeno.


― Ok, ok. ― Cede.


Logo um enfermeiro aparece e o leva até Chenle. Sua cirurgia começaria mais tarde.


Jeno me deixa seu celular e eu fico jogando Candy Crush enquanto isso. 


Então Jaemin manda mensagem.


Onde você está?

O Renjun está com você?

Está tarde.

Não vão vir para casa?

Não quero que peguem um resfriado.

Olha.

Eu preparo o jantar.

Só voltem logo :(


Meu coração se aperta no peito. Eu quero ir para casa.


― Moço, pode me fazer um favor? ― Peço ao enfermeiro de antes. ― Pode avisar ao garoto que estava comigo que eu vou para casa? É importante.


― Claro, nem se preocupe. Só qual o seu nome? ― Pede para anotar.


― Renjun. Huang Renjun. ― Meus olhos vão direto ao seu crachá. Yangyang.


― Certo, Renjun. Pode contar comigo.


Sorrio. Ele era fofo.


― Obrigado. 


Agradeço e me afasto. Tento seguir o mesmo caminho de antes, mas eu estava definitivamente perdido. A cidade continuava sendo como um labirinto para mim. Porque para encontrar a casa de Hyuck eu só precisava abrir a porta de casa e lá estava.


― Ei, moço! ― Me aproximo de um senhor de bicicleta. ― Sabe onde fica uma casinha bege? ― Ele me encara confuso. ― É perto de uma praça. E sempre há um fusca amarelo na frente.


― Não faço ideia, garoto.


E então me deixa ali, plantado e confuso também.


Talvez eu sentisse falta da minha vidinha fácil de antes; sem Jaemin e Jeno, sem ter como me perder de casa. 


Pelo menos, ainda tinha o celular de Jeno para ligar para Jaemin. 


― Jeno?


― É o Renjun. Eu estou perdido, Nana.


― Perdido? Onde você está? E o Jeno?


― Eu vi sua mensagem e deixei Jeno no hospital. Ele estava com Chenle quando eu saí.


― Meu Deus. Onde você está, Renjun? ― Reparo em seu tom preocupado. Não queria o deixar preocupado.


― Não sei dizer. Está escuro nesta rua.


― Ativa sua localização. Eu vou te buscar.


― Tá bom.


Desligo a chamada e ligo a localização do celular. Me sento no meio fio e espero.


A lua me iluminava do alto. O céu estava cheio de estrelas e eu tentava as contar, mas eram tantas. Eu amava estrelas e chegava a reconhecer uma ou outra constelação. Já cheguei a estudar a história de alguma delas, como a Constelação de Orion, que é fácil de encontrar pelo cinturão ser formado por três estrelas alinhadas. 


Mas agora a palavra Orion me lembra de Oreo, as bolachas favoritas de Jaemin e que ele insiste que são biscoitos e Jeno diz que é cookie. No entanto, o que importa é que é gostoso de comer bebendo leite, algo que Jaemin detesta; prefere até beber água a leite.


E de repente eu me toco de que Jaemin também já havia dito que não curtia bebida alcoólica. Estranho. Minha primeira impressão sua era de um alcoólatra. 


― Aí está você!


Antes que eu perceba, Jaemin se joga por cima de mim, sem se importar se estou sentado no chão, por isso ficando praticamente sobre o meu colo enquanto me abraça firme por cima dos ombros.


Hm, seu cheirinho gostoso.


― Não acredito que o Jeno deixou esta criança sozinha.


― Eu que o diga! Foi por você que eu saí desesperado daquele hospital. Não se pode deixar uma criança sozinha em casa. Imagina se você bota fogo em tudo.


― Idiota! ― Ele ri e eu faço o mesmo.


Nos levantamos e eu seguro sua mão.


― Não vá se perder de mim.


― Há um instante o perdido era você. 


Sorrio e logo somos iluminados pela luz de um carro.


― Encontrei vocês! ― Era Jeno. ― Imagina se sequestram vocês, seus doidos! Entrem no carro.


Seguimos até o mais velho e fazemos o que ele pede. Me surpreendo por ele ter vindo tão rápido. Yangyang devia ter o avisado e isso era bom. Mas como ele nos achou?


― O enfermeiro me avisou que você ia para casa, Renjun. E eu fui conferir se estava lá. Quase morri do coração quando não encontrei nenhum dos dois. Saí capotando o pneu pra encontrar vocês. Fico aliviado que estejam bem. 


― Quanto amor por nós. ― diz Jaemin do banco do passageiro, sorrindo.


Jeno só podia ser um tapado mesmo para não notar o quão apaixonado o nosso Na estava. Era tão fácil perceber. Era o tom de voz, os olhinhos brilhando, o jeito que mexia as mãos, tudo. Jaemin não escondia.


― Eu chamaria a polícia se não os encontrasse.


― Dramático ― resmungo e o Lee inicia um sermão no mesmo instante.


Mas o olhar de Jaemin permanecia igual. E eu não sei dizer por que disso me incomodar tanto agora e o estômago revirar.


•••

Após o jantar, me deitei e deixei os dois garotos na cozinha, conversando. Eles estavam me deixando com dor de cabeça. Talvez por parecer que estavam em um mundinho próprio enquanto eu era apenas um intruso, um intrometido.


― Toc-toc. Posso entrar?

Sorrio. 


Jaemin fofinho sempre me deixava de bom humor.


― Entra ― digo. A porta já estava aberta mesmo. Por que não o deixar entrar?


Ele se senta na ponta da cama e eu me aproximo. 


― Está tudo bem? 


Assinto, deitando a cabeça em seu ombro.


― Me conta o que há com você. ― Pede com a voz manhosa.


― Nem eu sei, Nana.


Viro a cabeça e ele está me encarando. Os lábios entreabertos.


― Posso te beijar? ― questiono baixinho.


― Injun... ― gagueja.


Não espero pela resposta. Seguro sua rosto pelas bochechas fofas e colo nossas bocas. Chego a sentir o gosto de seu gloss de morango. Era boa a sensação. Talvez porque era primeira vez que eu beijava alguém e estava realmente curioso sobre.


Jaemin era lindo e fofo e era prazeroso o beijar. Mas não sei dizer. Não mesmo.


Me arrepio ao sentir suas mãos frias tocarem minha nuca para findar ainda mais o contato.


Quando percebo, ele está deitado por baixo de mim enquanto eu beijo seu pescoço. Simplesmente deixando as coisas rolarem, sem pensar no quão estranho seria acordar no dia seguinte e recordar tudo.


― Injun... ― geme baixo quando levo minhas mãos para dentro de sua camisa.


― Quer que eu pare? ― pergunto, inseguro.


Ele faz que não com a cabeça e segura minha nuca para que eu volte a beijá-lo. 


Seu cabelo já está todo bagunçado e imagino que o meu também. 


Mas passos surgem se aproximando e ele me empurra para o lado e desliga a luz antes de se aproximar de meu peito para fingir estar dormindo. Jeno passa pelo quarto e fecha a porta, murmurando um "boa noite" por realmente achar que estávamos os dois adormecidos. 


― O que foi? ― questiono ao perceber o Lee mais afastado.


― Me desculpe, cara. Você sabe que...


― Que você gosta dele? ― completo, exaltado, e ele se encolhe. ― É, verdade. Eu sei mesmo, Jaemin. ― Me viro para o outro lado e bufo. Os olhos lacrimejando sem motivo. Talvez frustração.


― Você está chateado? ― Ignoro. 


Seus braços me rodeam e eu continuo ali, sem me virar para ele de volta. Mas adormeço.


•••

Confesso que sinto saudades de Hyuck. Ele me incomoda, mas sei lá. Saudades. Agora é ele e Taeil de um lado, e eu e Jeno e Jaemin de outro.


― Tá, mas vamos assistir o quê? Escolham algo logo.


― Se vai nos apressar, escolhe você, caramba. ― Jaemin se irrita.


― Então coloca o filme do Batman! 


― Ninguém aguenta mais o Batman! Sério.


Bufo, deixando os dois discutindo. Tinha que escolher uma música para apresentar. Minha primeira audição seria em dois dias e eu tinha que me sair bem, porque estava sufocando de tanta ansiedade por aquilo.


― Sewoon ou Khalid? ― me questiono.


― Jeong Sewoon que me perdoe, mas Khalid.


Me viro, dando de cara com Jeno. 


― E o Jaemin?


― Foi comprar pipoca na vendinha aqui perto. Escolhemos "Meu Melhor Amigo".


― Sério? O Nana vai chorar muito, principalmente com o final. ― Dou uma risada fraca e ele sorri grande. O sorriso pelo qual Jaemin se apaixonou. Esse pensamento é o suficiente para eu fechar a cara em seguida.


― Mas então... Vai cantar o que do Khalid?


― Não sei. Talvez Silence.


― Eu prefiro Lovely.


― Vou ser bem sincero. Não curto a Billie Eilish. 


― O mesmo pra mim sobre o Marshmello. ― Finjo indignação e ele ri. ― Brincadeira. Gosto de várias das músicas dele. Minha favorita é com a Anna.


― Quis dizer "Anne", certo?


― Isso.


― Uma vergonha pra mim você não saber que é Anne. Não fale mais comigo. ― Brinco, sorrindo.


Não consigo agir indiferente com ele.


― Mas você sabe a letra de Silence de cor?


― O começo. 


― Então vai, canta. Quero só ver.


Dou um sorriso de canto e faço o que ele pede. 


Quando estou terminando o quarto verso, ele se junta a mim.


Todo esse tempo, estive escondido. E eu nunca tive alguém para chamar de meu...


Sorrio ao vê-lo concentrado com a música.


― Acho que não cai bem na sua voz. ― conclui para mim.


― Também acho. Vou de Jaymes Young. 


Ele sorri. 


― Mas eu estava brincando, ok? Tudo vira música quando sai da sua boca. Toda canção cai bem na sua voz. E não deixe ninguém te dizer o contrário.


Sinto meu rosto quente e meu coração falhar uma batida. Mas eu estou feliz. Feliz de mais.


― Cheguei! Vou preparar duas vasilhas grande de pipoca, ok?


― Ok. ― Jeno responde da porta do quarto. ― Vai se juntar a nós?


― Já que você insiste...


Ele estende a mão e eu seguro, me levantando da cama. Beija o topo da minha cabeça e nos jogamos no sofá para esperar Jaemin com seu espaço minúsculo entre nós. O sofá era apenas de dois lugares, afinal.


― Eu tô cansado. Odeio a subida pra vendinha. ― reclama e se deita por cima de mim e Jeno. ― Jen, arranja uma almofada pra minha cabeça, poxa.


Basicamente as pernas do menor estão sobre mim e as costas sobre Jeno. Ou seja, posso deixar de me espremer no canto para deitar a cabeça no ombro de Jeno, que ajeita a cabeça de Jaemin com uma almofada cheia de girassóis. 


O filme começa e eu estou acormecendo no ombro de Jeno, que passa um dos braços pelas minhas costas, descendo então para a cintura.


― Não tô afim de chorar. ― sussurro para o Lee enquanto Jaemin está entretido com o filme. 


― Enfim, cansado de filmes tristes para os gays.


― Sempre, né? ― digo de olhos fechados.


Jeno tem um cheiro bom, acho que nunca reparei. 


― Pode dormir ― diz, acariciando minha cintura.


Assinto, feliz. 


Jaemin e Jeno agiam na maior parte do tempo como meus namoradinhos nas mais pequenas coisas, mesmo que ontem houvesse sido a primeira vez que eu beijava um dos dois. Será que era errado querer beijar Jeno também?


Quero dizer, os dois eram extremamente atraentes.


Bem, timidamente apenas deixo um beijinho no pescoço de Jeno antes de adormecer.


•••

O dia da audição havia chego e Jeno iria me acompanhar. O mesmo estava curioso para me ouvir. Ele ao menos sabia qual música seria. 


― Vai ficar tudo bem? ― questiona, pois não poderia entrar comigo. Teria que ficar na plateia.


― Vou. Calma.


― Eu tô ansioso.


― Eu também, mas amanhã tem outra audição ainda e na próxima semana outra. Melhor controlar o coração. 


― Se eu achar que você foi bem, eu te dou um presente.


― E se eu for mal? Se eu errar alguma nota e soar péssimo de mais?


― Te dou um guarda-chuva.


― Mas dá pra pegar guarda-chuva de graça nas lojinhas de conveniência. 


― Por isso mesmo. Não vai me custar nada.


Dou risada da sua lógica.


― Tá bom então. 


Sigo para onde estavam os outros candidatos e me apoio sobre a parede amarela que havia ali. 


Todos haviam caprichado no perfume, o cheiro era insuportável de tão forte. Chego a começar a espirrar com o nariz irritado.


Mas então resolvo aquecer minha voz. Era isso que importava agora.


•••

― Huang Renjun.


Quase que corro para o palco. Estava nervoso. As mãos suavam frio. Mas meus olhos encontram os de Jeno. Ele acredita em mim, então acho que eu também devia acreditar.


― Vai cantar o quê?


― Home da Gabrielle Aplin. ― Me perdoe, Jaymes Young, pela traição, mas acho que Home me fisgou quando eu encontrei no celular de Jeno.


Logo solto a voz ao perceber que estava demorando muito. E não sei dizer para quem estou cantando. Talvez nem haja um alguém. Eu nunca faço ideia do que pensar.


Enfim. Estou orgulhoso. 


E me torno ainda mais orgulhoso ao encontrar um Jeno orgulhoso de mim.


― Mereço apenas um guarda-chuva ou...?


Sou interrompido pelo maior me beijando.


Merece o mundo, Huang Renjun. Você arrasou.


Sorrio.


― Tava mastigando bala de iogurte? ― questiono.


― Você reparou nisso? Sério? ― Rimos. 


― Desculpa. Não teve como não reparar.


E não que eu queira comparar, mas beijar Jeno é tão diferente de beijar Jaemin. E eu não sei dizer qual beija melhor. Assim como não sei dizer de qual dos garotos gosto mais. Os dois são completamente diferente e eu gosto de ambos do jeitinho que são. Mas não como eu gostava de Hyuck e Mark, ou mesmo Hyuck e Taeil agora, porque eu tenho adoração por Hyuck e ele sempre está com pessoas agradáveis. Só que eu gosto de Jaemin e Jeno de uma forma muito mais intensa, e não é apenas pela aproximação que temos, eu sei que não. 


Ou será que eu estou confundindo tudo?



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