História Look - Capítulo 14


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Categorias Capitão América
Personagens Howard Stark, James Buchanan "Bucky" Barnes, Johann Schmidt (Caveira Vermelha), Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Peggy Carter, Sam Wilson (Falcão), Sharon Carter (Agente 13), Steve Rogers
Tags Romanogers
Visualizações 127
Palavras 6.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eaaeee....
Então trouxe esse presente pra vcs.
Feliz dias das crianças 🤣🤣🤣🤣🤣
Só domingo que eu ia postar esse capítulo. Mas não se preocupem domingo te mas 😘

Capítulo 14 - Perdoado


Fanfic / Fanfiction Look - Capítulo 14 - Perdoado

Steve






Eu tinha que ir para a fisioterapia. As dores que vinham me acompanhando há um tempo estavam piorando naquele momento e minhas costas queimavam, pontadas se espalhavam das coxas para os quadris. Talvez Sam pudesse me aliviar. Mas eu só conseguia pensar em Natasha chateada comigo.

Tinha saído do restaurante e me dirigia para a clínica, quando joguei o carro para um acostamento e o parei, respirando fundo e devagar, tentando aliviar tudo que sentia, me acalmar. Estava tenso, irritado e ansioso. Talvez tudo aquilo trouxesse a dor com mais intensidade. Queria me controlar e então ligar para Natasha, poder vê-la, conversar melhor. Explicar.

Recostei no banco e peguei meu celular. Junto com meu desejo forte de ter Natasha junto a mim, eu me sentia mal após aquele meu encontro com Peggy. Tinha pensado em colocar um ponto final dentro de mim, mas ela tinha me perturbado e me enchido de lembranças, a maioria trazendo sofrimento.

Tentei afastá-la da mente, suas palavras, as coisas que trazia de volta. Um período da minha vida que eu queria esquecer, em que fiquei totalmente perdido, em choque, me sentindo o ser humano mais arrasado da face da terra.

Liguei para Natasha enquanto respirava fundo e esfregava um pouco minha perna direita que parecia arder demais. Chamou várias vezes e ela não atendeu. Até vir a mensagem para tentar novamente mais tarde.

Insisti várias vezes. Olhei para fora através do para-brisa, vendo como a tarde se fechava e o céu ficava nublado, como se nuvens inesperadas tapassem o sol. Me senti daquele jeito, uma tempestade crescendo em mim de modo vertiginoso, tentando encobrir a felicidade e a redescoberta dos últimos dias.

Não queria aquilo. Estava desesperado para afastar dor e lembranças ruins, para me concentrar no presente. Sentia uma saudade absurda de Natasha, preocupava-me que ela se desanimasse ou cansasse de mim. E aquilo só aumentava meu nervosismo e os incômodos em meu corpo.

Foram seis ligações e ela não atendeu nenhuma. Desolado, continuei olhando para fora, os carros que passavam ao lado, as pessoas andando rápido com medo da chuva iminente, o vento que sacudia folhas das árvores e fazia papéis voarem sem destino. Depois fechei os olhos e apoiei a cabeça no encosto, sem saber ao certo o que fazer.

O ideal era ir para a fisioterapia, tomar um remédio para dor, aliviar meu corpo. Ou então seguir para casa e me deitar. Talvez até para o apartamento dos meus pais, ser frágil por um dia e deixar minha mãe cuidar de mim. Não estava bem, nem física nem emocionalmente.

Só que eu não teria paz, sabendo que Natasha estava tão chateada comigo. Queria que ela entendesse meus motivos. Sem contar que a vontade de vê-la estava quase me sufocando, mais forte do que tudo. Como relaxar com ela na cabeça e me sentindo culpado?

Fiquei um tempo ali, até retomar as ligações, sem sucesso. Então, tive uma ideia e liguei para Gê, o diretor do filme sobre Celine Bravo. Ele atendeu, efusivo:

— Steve, meu querido! Que prazer! Como você está?

— Oi, Gê. Tudo bem. Preciso de um favor seu.

— Todos que quiser!

— Preciso entregar uma coisa a Natasha, mas me dei conta agora que não tenho o endereço dela.

Não consigo falar com ela ao telefone.

— Hum ... sei ... entregar uma coisa ... — Ele deu uma risada, sem se preocupar em ser discreto.

— Querido, vi a foto de vocês dois naquele restaurante. Não precisa disfarçar comigo! Amei saber que há um love entre vocês.

— Olha, eu realmente preciso ...

— Claro que te dou o endereço! Vai fazer uma surpresinha pra ela, não é? — Estava todo feliz ao me interromper: — Anote aí.

— Pode falar.

Escutei e gravei na mente. Ele ainda falou mais coisas, desejou felicidade, vibrou. Apenas agradeci, um tanto sem graça.

Quando desliguei, guardei o celular e busquei ignorar a dor chata, crescente. Dirigi em direção ao apartamento dela.

Talvez não quisesse me ver, mas eu não desistiria facilmente.

Mesmo sem querer, meu encontro com Peggy encheu minha mente e recordei sua expressão, seu pedido de desculpas, sua tentativa de se reaproximar. Por quê, depois de tudo e de tanto tempo falando comigo só através de ligações ocasionais?

Talvez estivesse mais experiente, arrependida pelo que fez, mas o tempo não parava. Os nossos atos não podiam ser extintos como num passe de mágica, pois tudo trazia uma consequência. E no fundo eu ainda guardava mágoas. Vê-la para almoçar naquela tarde não serviu como um alívio, como eu tinha imaginado, e sim para me perturbar. Talvez precisasse de um tempo maior para realmente esquecer o passado e tudo que ele me fazia reviver.

Estava quase chegando perto do local onde Natasha morava quando vi uma loja de flores mais à frente. Sondei o acostamento, a calçada, buscando um lugar para estacionar e descer com a minha cadeira sem problemas. Só vi uma vaga do outro lado da rua e encaminhei o carro pra lá.

Quando parei, percebi que era impossível descer pela calçada, pois ela era mais alta e inclinada, irregular. Sem contar que havia uma grande caçamba de lixo bem perto, difícil de contornar. Do meu lado de motorista, estava a rua e carros passavam sem parar.

Irritado, me senti preso, sem poder sair dali e comprar flores para Natasha. Meus nervos já sensíveis e piorados pela dor latejante ficaram ainda mais aguçados e xinguei um palavrão. Tive raiva da minha condição, daquelas pernas flácidas que me impediam de ser e fazer o que eu queria, que me limitavam a um mundo imposto de obstáculos. Uma coisa tão simples para qualquer pessoa, para um cadeirante às vezes era impossível.

Furioso, esperei o sinal fechar, para ver se os carros paravam e se sobrava algum espaço para eu sair. Por fim aconteceu e calculei que dava. Fui o mais rápido possível.

Abri a porta e pus a cadeira para fora, montando-a, tomando cuidado para não esbarrar em um Fox parado ali. O carona do carro, um rapaz, ficou me olhando com curiosidade e pena. Ignorei-o, concentrando-me para que tudo desse certo.

Consegui me transferir para a cadeira e bati a porta do carro. Mesmo tendo sido o mais ágil possível dentro das minhas condições, não fui tão rápido quanto o sinal, que abriu. Carros começaram a avançar e os de trás não pareciam ter me visto, pois buzinavam, davam uma parada, esperavam que eu saísse dali.

Empurrei a cadeira, mas não havia como chegar à calçada, já que havia uma fileira de carros estacionados e quase grudados uns nos outros. Fui mais para frente, tentando achar uma solução. O motorista atrás de mim buzinou sem parar e me contornou. Abriu o vidro e gritou ao passar:

— Quer ser atropelado? Sai da rua!

Outros vieram, buzinando, freando, enquanto eu seguia o mais rápido que conseguia até o sinal, onde poderia ir para o canto e esperar abrir. Comecei a ficar ainda mais nervoso, pois temia que a qualquer momento um carro batesse em mim por trás.

Chamei atenção. Outros motoristas gritaram algo, pessoas que passavam nas calçadas me olhavam e até paravam para espiar. Meu coração batia descompensado e, quando alguém gritou ao passar por mim para que eu saísse da rua, eu perdi o controle e gritei de volta para o carro:

— Vai se foder, porra! Não tá vendo que é impossível chegar na calçada?

Estava descontrolado. A dor era praticamente insuportável e me tirava o ar, intensificada pelo emocional e o nervosismo.

Por fim, a fileira de carros parados ao meu lado cessou e cheguei na faixa branca para atravessar.

Joguei a cadeira para o canto e todas as pessoas ali que esperavam o sinal fechar olhavam para mim,como se eu tivesse acabado de dar um show.

Tinha curiosidade, pena, muita coisa mais que não entendi. Olhei para eles, sem abaixar a cabeça, como a desafiar alguém a me criticar. Um senhor de idade reclamou alto:

— Nessa rua não tem uma calçada que preste! É uma alta, outra baixa, outra cheia de bagulhos e camelôs. Para alguém numa cadeira, empurrando carrinhos de bebê ou idosos, fica difícil andar. E esses carros parados aí? Cadê alguém para multar? Tinham que estar em estacionamentos, não atrapalhando a gente!

— Verdade — uma mulher concordou.

— Você está bem, filho? — Uma senhora perguntou para mim.

— Estou — consegui falar, uma parte da irritação cedendo. Mas vindo junto um sentimento de vergonha difícil de controlar.

Estava ali exposto, chamando atenção, sendo alvo de infinitos olhares. Quando o sinal abriu, empurrei rápido minha cadeira para a outra calçada, querendo apenas chegar na loja de flores e sair logo, sabendo que seria outro martírio para voltar e entrar no meu carro.

Mas Natasha valia cada sacrifício e foi aquilo que me animou. Por pouco tempo, pois me deparei com outro problema: não havia uma rampa de acesso ali. Chegar até a floricultura estava parecendo um dos maiores desafios da minha vida. Contornei a calçada, fui até mais à frente e parei, pois nova fileira de carros me deixaria mais uma vez correndo risco de ser atropelado.

Uma agonia perturbadora se espalhou dentro de mim e voltei com a cadeira, buscando uma maneira de subir na calçada. O sinal estava para abrir novamente. Foi quando um rapaz alto parou ao meu lado e perguntou:

— Amigo, quer uma ajuda aí?

Olhei para ele, vendo seu sorriso, sem qualquer traço de pena. Falei baixo, o óbvio:

— Não tem rampa aqui.

— Isso é Brasil. Peraí, vou te dar uma ajudinha.

Ele veio por trás e levantou um pouco a parte da frente da cadeira. As duas rodas pequenas subiram a calçada. Então empurrou e ergueu a parte de trás, até me deixar lá em segurança.

— Obrigado.

— Não esquente. Boa tarde pra você!

Sorriu mais uma vez e se afastou, sumindo entre as pessoas. Empurrei minha cadeira pela calçada tão difícil de alcançar, agradecido ao rapaz. Finalmente me vi em frente à floricultura.

O vento estava forte e frio. Não quis demorar muito ali, pois a volta até o carro seria igualmente frustrante e se eu pegasse chuva a coisa só desandaria de vez. Ainda assim, não quis escolher qualquer coisa para Natasha e olhei os arranjos na porta, indeciso.

— Olá! Posso ajudá-lo?

Uma atendente simpática se aproximou.

— Quero comprar flores para minha namorada.

Tão logo falei, senti uma sensação boa por esperar que Natasha fosse mesmo aquilo para mim: namorada.

— Claro! Tem algo em mente?

— Orquídea.

Pensei nela, pois orquídeas eram lindas, fortes e delicadas ao mesmo tempo.

— Perfeito! Temos cada uma maravilhosa aqui. Vou mostrar.

Eu a segui para dentro, aliviado por não ter degraus e nem empecilhos no caminho.

Vi uma alta e linda orquídea azul, que parecia rara e chamava atenção entre as outras. Na hora eu a escolhi:

— Aquela.

— É perfeita!

Paguei e recebi a embalagem bonita. Ajeitei-a no colo com cuidado, para ter as mãos livres e poder empurrar a cadeira. A moça agradeceu e me acompanhou até a porta.

Pequenas gotas de chuva começavam a cair e as pessoas passavam apressadas, mas ainda assim olhando para mim. Cheguei até a beira da calçada e o sinal estava aberto. Para descer foi mais fácil.

Cuidadoso, passei primeiro as rodas da frente e depois as maiores. Felizmente atravessei a rua sem problemas, mas cheguei ao outro lado e o sinal abriu. Fiquei esperando que fechasse novamente, para que eu pudesse voltar ao carro.

Por fim, aconteceu. Mas então vi que não tinha espaço para passar a cadeira e precisei esperar ainda mais. Carros voltaram a circular, pessoas pararam ao meu lado. A chuva estava fina, apenas umedecendo meu cabelo. 

Fiquei lá, esperando uma oportunidade. As pontadas de dor continuavam e havia uma pressão chata bem no ponto em que minha medula tinha sido afetada e tinha parafusos. Talvez fosse a mudança de tempo.

Talvez o meu dia difícil.

Quando por fim os carros pararam de novo, soube que precisaria dar meu jeito. Contornei o primeiro, tive que passar a cadeira entre dois, olhei com atenção cada espaço do percurso, sem querer me demorar muito nem me meter em um local onde ficasse preso. Finalmente voltei para o lado dos carros estacionados e estava quase chegando perto do meu, quando vi outro carro ao lado dele, fechando meu caminho.

Tive que parar. Foi aí que o sinal abriu novamente e a ansiedade voltou com tudo.

Joguei ao máximo minha cadeira para o canto. O carro desviou de mim, seguiu. Outro veio e desviou também. Avancei um pouco mais, contando com o fato dos motoristas me verem na frente.

Foi tenso até eu parar ao lado da minha porta e esperar. Quando o sinal fechou de novo, eu fiz tudo com rapidez. Só me atrapalhei um pouco para colocar a orquídea no banco, mas a empurrei para o do carona, me transferi, fechei a cadeira. Por fim a cadeira estava dobrada e guardada, o arranjo ao lado, eu sentado batendo a porta.

Soltei o ar, aliviado, estressado, retesado. Levei meu tempo até estar mais tranquilo para dirigir eentão segui em frente. A chuva se tornou mais forte naquele momento.

Coloquei uma música para tocar, buscando relaxar. Era como se eu tivesse conseguido passar por um terreno minado, correndo risco de vida, me sobrecarregando com nervosismo. Uma coisa tão simples tinha se mostrado um problema por falta de acessibilidade, por dificuldade que um cadeirante encontrava no dia a dia.

Senti vontade de me resguardar de novo no meu mundinho de casa, fisioterapia e casa dos meus pais, sem me arriscar. Mas foi só algo temporário, pois tudo que eu queria era ver e estar com Natasha, independentemente dos obstáculos no caminho. Era algo que eu teria que me acostumar a encontrar, quanto mais eu me arriscasse fora da minha zona de conforto.

Finalmente cheguei na rua cheia de prédios e árvores em que ela morava. Era charmosa e de bom gosto, num dos bairros mais elitizados do Rio. Ainda assim, os problemas persistiam e notei só com um olhar: carros fechando calçadas, pouco lugar para estacionar.

Vi o prédio dela, mas segui bem à frente até achar uma vaga. Felizmente dava para sair para a calçada, sem me arriscar na rua.

A chuva era constante e batia contra o carro. Imaginei que seria mais um transtorno, mas não desisti. Antes de sair, peguei o celular e tentei ligar para ela outra vez. Natasha não atendeu. Então, me preparei para mais uma aventura não desejável com minha cadeira de rodas na rua.

Seria impossível não me molhar. Pronto, abri a porta e ajeitei a cadeira lá. Antes de me transferir para ela, deixei no banco perto de mim a orquídea e um guarda-chuva preto, que ficava no carro.

Minhas mãos escorregaram nos braços molhados da cadeira, mas consegui passar para ela. Na hora a chuva bateu em mim, mas puxei o guarda-chuvas e o abri, segurando-o com a mão esquerda. Com a direita agarrei o arranjo e o pus no colo, fechando em seguida a porta.

As gotas eram fortes e batiam no chão, respingando água suja na minha calça, na minha roupa.

Tentei proteger o tronco, pois meus pés e pernas começaram a se encharcar quase que automaticamente.

E aí me dei conta de outro problema: como empurrar a cadeira só com uma das mãos, se precisava segurar o guarda-chuvas com a outra? Impossível, ainda mais no chão escorregadio e no meio do temporal.

— Merda!

Ajeitei o cabo entre o ombro e o pescoço, mas o vento ameaçava arrancá-lo e minhas dores nas costas se tornavam insuportáveis naquela posição. Dos joelhos para baixo eu já estava todo molhado, meus pés sujos com o que respingava da calçada.

Um desânimo forte tomou conta de mim. Senti-me cansado e abri de novo a porta do carro, pensando em voltar para casa, me esquentar, me livrar daquilo tudo. Mas novamente meu desejo de estar com Natasha era muito mais forte.

Fechei o guarda-chuvas e o joguei no chão do carro. Tranquei-o e deixei que os pingos molhassem de vez minha cabeça, minha pele e minha roupa. Com a orquídea no colo e as mãos nas rodas, segui pela calçada que, felizmente, era regular.

Cerrei os dentes. A água em contato com meu corpo tornava as dores mais afiadas. Eu sentia frio.

Mas fui determinado pelo percurso relativamente longo, até parar em frente ao prédio. Por fim, toquei o interfone e um homem respondeu:

— Boa tarde.

— Boa tarde. Por favor, Natasha Romanoff, apartamento 305.

— Quem deseja?

— Steve Rogers.

— Aguarde um momento, por favor.

Vi que era o porteiro que falava comigo, de uma guarita logo após o portão.

Esperei, encharcado da cabeça aos pés, tremendo. Olhei preocupado para a orquídea, com medo que desmoronasse no meio daquele temporal. Mas ela aguentava firme e forte.

— Senhor — o homem chamou no interfone. — Infelizmente a senhorita Natasha não poderá atendê-lo neste momento.

Senti como se o gelo chegasse aos meus ossos. Estava exausto, irritado, nervoso. As dores me incomodavam demais. Meu orgulho se encontrava no chão, depois de tudo que tinha passado para chegar ali. O que para uma pessoa andante seria fácil, para mim foi estressante. O dia estava sendo uma merda completa.

Respirei fundo:

— Não vou sair daqui. Diga que quero falar com ela.

— Mas ela disse ...

— Tente de novo.

— Senhor ...

— Não saio daqui.

O porteiro abriu uma porta e me espiou. Sua expressão era indecisa. Olhou em volta, viu que eu estava sozinho, seus olhos se fixaram na minha cadeira de rodas e em meu estado, ali parado na calçada embaixo da chuva. Disse ao interfone:

— Vou tentar mais uma vez. Mas ela está ocupada.

— Obrigado.

Passei a mão pelo rosto, afastando a água que escorria por meus olhos.

Um cansaço absurdo pareceu me vencer. Eu me sentia um nada ali, fracassado, sozinho, sujo, o corpo tomando punhaladas.

Vi, em minha mente, Natasha naquela manhã, furiosa, brigando comigo. Vi Peggy com seu olhar arrependido, tentando me convencer que nunca desejou me magoar. Vi minha vida como era naquela cadeira, minhas limitações, minhas dores. Eu tinha imaginado que dava para ser feliz, que havia esperanças e que eu podia fazer muita coisa como antes. Mas ali, naquele momento, me achei um tolo.

Nunca seria fácil.

Devia dar a volta, ficar fechado em meu casulo. Entretanto, mesmo com toda exaustão física e emocional, não me movi. Esperei por Natasha, obstinado. Por que no fundo, tudo que eu mais desejava naquele momento, era estar com ela.





Natasha





Eu tentava me concentrar no texto do filme, lendo e relendo a mesma parte inúmeras vezes. Mas a irritação me perturbava demais e passei quase que o tempo todo imaginando como estaria sendo o almoço de Steve com a antiga paixão dele. Ou talvez fosse a eterna paixão dele?

Não queria pensar nem me sentir tão mal. Era horrível ter tanto ciúmes, ficar tão ligada a um homem a ponto de sofrer daquele jeito. Lutava contra, decidida a trabalhar e mais tarde sair, me divertir, fugir daquilo tudo que mexia tanto com meu emocional.

Fiquei surpresa quando o porteiro disse que Steve estava ali na entrada do prédio, querendo falar comigo. O almoço não tinha demorado tanto e pelo visto ele faltou à fisioterapia.

De início, meu coração disparou, vi aquilo como um bom sinal. Mas logo a raiva retornou e eu, que tinha ignorado todos os telefonemas dele que recebi, decidi ignorar também a sua presença. Se pensava que ia ser fácil, estava muito enganado. Steve não tinha preferido à fulaninha? O que queria ali agora?

Disse a Ronald que não podia recebê-lo. Enganei-me achando que ia conseguir me concentrar no trabalho. Foi quando o interfone tocou mais uma vez. Atendi, mais ansiosa do que gostaria.

— Oi.

— Dona Natasha, desculpe chamar de novo. É que o moço disse que não vai embora sem falar com a senhora.

Muita coisa aconteceu dentro de mim, mas falei de modo impassível:

— E o que você quer que eu faça, Ronald?

— Mas ...

— Já disse que estou ocupada. Se ele quer ficar aí, problema dele.

— Eu sei — a voz do senhor parecia ansiosa. — É que deu pena ver o estado dele.

— Que estado? — Fiquei alerta na hora.

— A senhora sabe, o moço usa cadeira de rodas.

— Isso não é motivo de pena. Posso garantir que ele sabe muito bem o que faz!

— Não é isso! Está na chuva, todo molhado. Lá na cadeira, ensopado.

Meu coração falhou uma batida e me lembrei da chuva que caía fora da janela fechada. Na hora a preocupação me envolveu e esbravejei:

— Ele é maluco?

— Não sei não, senhora. Mas disse que não vai sair daqui.

Minha intenção era não falar com Steve até ser estritamente necessário, no ensaio de segunda-feira. Mas ela foi por água abaixo diante dos novos fatos. Como ficar imune sabendo que ele estava todo molhado e era teimoso como uma mula?

— E acho que ele trouxe flores pra senhora.

Derreti de vez. Fechei os olhos por um momento, tentando pensar na minha raiva, em tudo que Steve me fez sentir indo almoçar com a pianista. Mas só conseguia me encher de preocupação e nervosismo.

— Deixe-o entrar.

— Está bem.

Pus o interfone no lugar.

Descalça, usando apenas uma bata branca, eu corri até a porta de correr da varanda e a abri. Fui recebida por vento e pingos fortes de chuva fria. Cheguei até a mureta e olhei para baixo.

— Ah, Steve ...

Confrangida, vi-o passar em frente à portaria e empurrar sua cadeira, embaixo do temporal. Como se adiantasse alguma coisa, Ronald saiu rapidamente da guarita e correu com um guarda-chuva para o lado dele, tentando proteger a ambos, acompanhando-o até a entrada lateral onde tinha rampa.

Estava arrasada, cheia de preocupação. Quando sumiram de vista, voltei para dentro, ansiosa, caminhando até a porta da frente. Abri e fiquei esperando, de olho nos elevadores.

Pareceu demorar uma eternidade. Meu coração batia descompassado, minha respiração era agitada.

Ouvi o barulho do elevador e as portas abrindo. Então Steve apareceu, molhado da cabeça aos pés, muito pálido, empurrando sua cadeira. No colo se destacava uma linda e alta orquídea azul.

Seus olhos encontraram os meus e me sacudi toda, dividida entre a raiva, a agonia, a inquietação, a esperança, a paixão e a todos aqueles sentimentos diversos que Steve despertava em mim. Falei brava:

— Você está louco? Como sai no meio de um temporal desses?

— Você não quis me atender ao telefone.

— Tive meus motivos!

Parou sua cadeira à minha frente e vi que tinha algo errado. Estava abatido, lábios sem cor, tremendo.

— Eu sei que teve — murmurou, sem tirar os olhos dos meus. — Vim me desculpar.

A raiva sumiu diante de tudo aquilo, principalmente pelo fato de Steve estar ali por mim, independentemente da chuva e da minha recusa em falar com ele ao celular.

Abri mais a porta, tentando conter toda a preocupação e aquilo mais forte que tomava conta do meu peito, murmurando:

— É só frio ou está passando mal?

— Só frio.

Mentia. Era dor, talvez.

— Entre, Steve. Vem para o banheiro tirar essa roupa, se enxugar.

Passou por mim, em silêncio. Fechei a porta e, antes que eu dissesse alguma coisa, estendeu a orquídea para mim.

— Não quero que fique chateada comigo. É sua.

Seus olhos eram intensos, profundos. Fiquei abalada, ainda sem saber direito como agir, dividida.

Então, me aproximei para pegar a orquídea, quando ele segurou firme a minha mão e disse baixo:

— Nunca foi meu objetivo magoar você, Natasha. Preciso explicar porque fui a este almoço e ...

— Você a ama? — Fui bem direta.

— Não.

Steve me olhava sem titubear, mas insisti:

— Pensa em voltar pra ela? Não quero ficar no caminho de ninguém nem ser desrespeitada. Me fala agora. Sei que ainda estamos só nos vendo, mas ...

— Não vou voltar para ela. Acabou. Eu só pensava em vir para cá e ficar com você.

Emoções vieram com tudo, vacilei. Então, peguei a embalagem da orquídea, deixei-a sobre a mesa ao lado e, sem pensar duas vezes, sentei em seu colo molhado, abracei-o com força.

Na mesma hora Steve me puxou e me apertou, agarrando meu cabelo, buscando a minha boca.

Nosso beijo foi delicioso, cheio de saudade e entrega. Ali eu percebi uma coisa muito importante: estava apaixonada por ele. De verdade.

Gemi baixinho, colei-o a mim. Senti sua boca fria em contraste com o beijo quente, a pele gelada, tremores em seu corpo. Afastei o rosto para buscar seus olhos, sussurrando:

— Você não está bem e não é só frio. Está com dor.

— Sim.

— Como é louco! Pegou essa chuva, veio aqui sem ...

— Valeu tudo a pena para ganhar um beijo seu, para ver você.

Acariciou meu rosto, beijou suavemente a minha boca. Eu o abracei querendo curar seu frio e seu sofrimento com meu corpo, com meus sentimentos tão fortes. Mas me contive, pulei do seu colo, percebi um esgar em sua expressão.

— Vem aqui. Vai acabar pegando uma pneumonia!

Segui preocupada na frente dele, vendo se tinha algo no caminho que o atrapalhasse. Cheguei ao primeiro banheiro, chamando-o, já pegando toalhas. Deixei-as na pia e voltei. Steve estava lá dentro, ainda pálido.

— Tire a roupa.

— Era isso que você queria, não é?

Tentou brincar, mas sua aparência não era boa e me preocupava. Comecei a ajudá-lo, abrindo os botões da camisa encharcada.

— A única coisa que quero agora é que fique bem. Tem algum remédio que possa aliviar essa dor?

— Se tiver dipirona, acho que melhora um pouco. E aceito a massagem também.

Olhei-o com carinho.

— Vou cuidar de você.

Seus olhos encontraram os meus. Murmurou:

— Estava desesperado para ver você.

— Conseguiu. Agora aproveite.

Provoquei para distrai-lo.

Steve gemeu quando puxei seus sapatos e meias ensopadas. Vi que as pernas estavam sensíveis demais.

A camisa caiu no chão. Apoiou as mãos nos braços da cadeira e ergueu o quadril. Puxei a calça para baixo com a cueca, vendo mais sofrimento e palidez em seu rosto, cheia de agonia por ele. Senti-me culpada por não ter atendido seu telefonema e por ser teimoso daquele jeito.

— Estou sujo. A água da rua respingou em mim.

— Não devia ter saído do carro desse jeito.

— Mas aqui perto não tinha lugar para estacionar.

— Não tem um guarda-chuvas?

— Ou eu o segurava ou empurrava a cadeira.

Assenti, percebendo que as dificuldades dele eram muito mais abrangentes do que podia imaginar.

Olhei em volta, pois ali não tinha uma cadeira para banho como sob o chuveiro dele. Então tive uma ideia e baixei a tampa dura do vaso sanitário, apontando para ela:

— Consegue sentar aqui?

— Sim.

— Quer ajuda?

— Dá para ir.

Estava pálido ao se transferir para lá. Na mesma hora afastei um pouco sua cadeira de rodas e peguei o chuveirinho do boxe, colocando a água no quente.

— Vou ensopar seu banheiro todo.

— Não estou preocupada com isso. Fique quietinho, vamos espantar esse frio.

Abri e a água caiu sobre sua cabeça. Com ternura, afaguei seu cabelo molhado, observei-o.

Steve ergueu o rosto para mim, seus olhos nos meus.

Não dissemos nada. Ele passou as mãos pelo corpo, se lavando, se aliviando com a água quente.

Espasmos vinham de vez em quando, assim como eu percebia seu maxilar cerrado, indicando que devia estar muito dolorido e incomodado.

— Pode me dar o sabonete, Natasha?

— Claro.

Enquanto se inclinava e ensaboava, eu enxaguava, fitando-o. Cada coisa que eu via nele aumentava meus sentimentos. Era uma vontade de abraçá-lo sem fim, de espantar sua aflição, de me perder em seus beijos.

Tentei me conter, lembrando da raiva que me causou indo almoçar com aquela Margareth, do ciúme que ainda me surpreendia. Tinha medo de me envolver demais e sair machucada de tudo aquilo. Steve tinha muito mais poder sobre mim do que imaginava.

Espantei as preocupações e o ajudei.

Enquanto ele se enxugava, joguei um pouco da água em sua cadeira de rodas e a sequei com toalhas.

— Deixe que eu faço isso, Natasha.

— Não se preocupe, já acabei. Assim não senta no molhado.

Steve se transferiu de novo para sua cadeira, uma toalha seca sobre os ombros. Segurou minha mão, parecendo um pouco melhor.

— Obrigado.

— Ainda não acabou. Venha se deitar e se cobri. Vou pegar um remédio e um café quente. Depois faço a massagem.

Ele parecia um pouco envergonhado.

— Não queria dar esse trabalho todo.

— Deixa de ser bobo. Que trabalho? Vem comigo.

Saímos do banheiro e seguimos pelo corredor até a minha suíte. Fiquei com medo que sua cadeira não passasse pela porta, mas era larga o suficiente.

Puxei a colcha macia da cama, ajeitei vários travesseiros sobre o encosto.

Steve se transferiu para lá e, antes que eu o cobrisse e me afastasse, ele me puxou para si. Caí deitada em seu peito e me abraçou forte, olhos nos meus.

— Preciso pegar seu remédio e ...

— Depois. Fique aqui — acariciou meu rosto, seu olhar me consumindo em sentimentos intensos.

Disse rouco: — A melhor coisa que fiz foi vir para cá. Tudo valeu a pena para poder ter a sua companhia, olhar para você.

— Foi loucura, Steve. Com esse tempo, com dores ...

— Não importa.

Mordi o lábio inferior, sem saber lidar com tudo aquilo que despertava em mim e que me fragilizava de um modo que não estava acostumada.

— Eu precisava ir a esse almoço, não por Peggy. Por mim — confessou.

— Para saber o que sentia?

— Não. Para enterrar o passado de vez.

— E ele não foi enterrado? Vocês não se separaram?

— Sim. Mas nunca deixei de me sentir um merda.

— Como assim?

Steve buscou palavras. Vi que estava ainda pálido e saí de cima dele. Tirei a bata que estava úmida e entrei debaixo das cobertas usando só uma calcinha. Ele se ajeitou, me puxou de novo para si, até deitarmos as cabeças lado a lado, olhos nos olhos, sentindo o calor um do outro. Relaxou um pouco e entrelaçou os dedos aos meus. Murmurou:

— Está tão quentinho aqui ... tão bom.

— O seu frio vai passar daqui a pouco. E a dor?

— Melhorou. Desse jeito a coluna aliviou um pouco.

Acenei e Steve continuou, tentando se explicar:

— Eu e Peggy ficamos juntos por anos e eu ia pedi-la em casamento e que fosse morar comigo fora do país, onde fui chamado para me apresentar. Achei que passaria o resto da vida com ela, que tocaríamos, teríamos filhos, seríamos uma família. Quando tomei o tiro, ela dirigia e nunca se perdoou por ter fugido dos bandidos. Acha que teve culpa. Nunca achei isso, pois quem garante que não seria até pior se tivéssemos parado?

Eu ouvia, sem poder conter meu ciúme. Embora entendesse e lamentasse por ele, eu temia a importância que aquela mulher teve em sua vida. Não foi um namoro bobo, foi forte, com planos de futuro. E pior era imaginar que aquela mesma mulher estava de volta.

— Fiquei muito tempo no hospital, quase morri. Mesmo depois da alta, havia risco da infecção voltar e eu estava muito mal. O primeiro ano foi difícil por diversos motivos, com recaídas e revolta. Acho que se não fosse minha família, eu teria me entregado de vez e morrido. Neste período Peggy ficou tecnicamente ao meu lado. Mas a sensação era de que mal me suportava, de que não podia olhar para mim. Fugia de qualquer toque, só chorava e se culpava. Até o dia em que terminou tudo, disse que não podia superar e nem me ver daquele jeito. Aceitou um trabalho como pianista na América do Norte e foi embora.

— Meu Deus ...

Murmurei. Não queria condená-la, mas já me enchia de raiva dela. Para mim foi uma covarde ridícula! E nada que Steve dissesse poderia aliviar aquela impressão.

— O que preciso que você entenda, Natasha, é que aceitei isso há muito tempo. Não fiquei com raiva ou a culpei. Mas o que senti ... o sofrimento ... foi uma das piores coisas nessa tragédia toda. Não bastou ficar paraplégico, eu perdi a mulher que esperava que fosse a mãe dos meus filhos um dia. O afastamento dela me fez sentir um lixo. Indigno de amor, pela metade, que mulher alguma gostaria de olhar, tocar ou conviver.

— Não diga isso.

— É verdade. Meu pai disse que eu estava sem autoestima e era verdade. Até você aparecer e invadir a minha vida, eu só queria ficar no meu canto fugindo da vida.

— Steve ... — toquei sua barba, sensibilizada com tudo aquilo.

— Peggy fez com que eu chorasse, arrasou com qualquer sonho que eu ainda tivesse. Mesmo conseguindo entender o lado dela, não aceito. O fato é que me deixou quando eu mais precisava, que não foi nem capaz de ser a minha amiga. Por culpa, como ela diz? Talvez. Mas as consequências são as mesmas.

— Por que foi vê-la, depois disso tudo?

— Porque isso ainda me fazia mal. Eu preciso deixar para trás, inclusive a mágoa. Queria apenas me livrar do passado de uma vez.

— E conseguiu?

— Ainda não.

O medo me espezinhou por dentro, mas não tirei os olhos dos dele:

— Ela ainda mexe com você.

— Não. Só que é mais difícil do que parece esquecer a sua história, ainda mais quando se sente tão magoado. Mas dei o primeiro passo, Natasha. Vou conseguir aceitar tudo que perdi com essa tragédia, inclusive meu amor próprio.

— Nunca perca isso nem deixe alguém fazer você se sentir inferior por ser paraplégico, Steve. Essa mulher saiu da sua vida em um momento fundamental, de dor e desespero. Mas isso não significa que a culpa foi sua. É um problema dela. Olhe para si mesmo, o quanto está melhorando e evoluindo.

Como pode não perceber suas qualidades?

Ele deu um sorriso lento e aproximou ainda mais o rosto. Disse baixinho:

— Eu percebo que sou um sortudo. Não é todo dia que se conhece uma mulher como você.

— Deixe de ser bobo.

— É verdade. Não se importa com meus defeitos, nem com a minhas limitações. Mesmo sendo perfeita.

— Estou longe de ser perfeita.

— É perfeitinha sim. Toda, por dentro e por fora. Única. Linda.

— Quer se redimir me elogiando?

— Não, gata ciumenta. Quero que saiba o quanto é importante para mim. Faz pouco tempo que nos conhecemos, mas parece que já somos íntimos há anos. Não sei explicar.

— Também não sei.

Steve acariciou minhas costas, beijou suavemente meus lábios.

Eu me colei contra o seu corpo, abracei-o. E aí nos beijamos de verdade, lenta e deliciosamente.

Seus dedos correram em minha pele, eu toquei sua barba e cabelo.

Tinha que me afastar, cuidar dele, esperar que se recuperasse totalmente. Mas quando os bicos dos meus seios roçaram seu peito, o desejo veio quente e voraz, ainda mais com sua língua me levando à loucura.

Nossas respirações ficaram mais entrecortadas, nossas bocas se comeram, eu gemi e me esfreguei nele, ansiosa, com tesão e paixão.

Escorregou os dedos para baixo, em minha bunda, com carícias lentas e firmes. Bastava pouco para me deixar louca por ele, perdendo a razão. Ficamos ali cheios de prazer, enquanto eu o acariciava também.

Gostei de sentir os músculos do seu peito, a sua barriga dura. Ansiei mais quando meus dedos roçaram seus pelos púbicos, depois seguraram seu pênis. Estava relaxado, sem qualquer vestígio de ereção. Passei a masturbá-lo e beijá-lo mais fundo, mas continuou sem reagir naquela parte.

Depois de algum tempo, Steve afastou um pouco a boca, constrangido, seus olhos preocupados:

— Não sei o que houve, eu ...

Parecia envergonhado também. De início aquilo não me incomodou, achei que era natural depois de todo estresse que passou e com dor. Mas então um pensamento incômodo me espezinhou: e se fosse por causa de Peggy?


Notas Finais


Até domingo....


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