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História Look after you - Chaesoo - Capítulo 14



Notas do Autor


Boa tarde seus lindos, trazendo aqui mais um capítulo dessa adaptação perfeita, espero que gostem.


Boa leitura.

Capítulo 14 - Capítulo 15 - 14


Fanfic / Fanfiction Look after you - Chaesoo - Capítulo 14 - Capítulo 15 - 14





1. . . 2. . .3 dias se passaram.

Nossa rotina era acordar de manhã, descíamos para a cozinha, Jisoo e Som faziam o café da manhã. Passávamos a manhã preguiçosa, depois almoçavamos, Jisoo saia para "resolver alguns assuntos", Dahyun passava a tarde conosco. Som e eu fazíamos o jantar, Jisoo chegava (normalmente com mais "presentinhos"), jantavamos juntas, ficávamos no sofá assistindo TV ou jogando algum jogo, depois iamos dormir. Todas as noites ela dormia comigo.

Na nossa terceira noite na casa, eu tentei dormir sozinha, mas novamente tive crise, comecei a chorar, me culpei por ser fraca. Mas até o soar do vento fora da janela, me fazia lembrar do alfa rondando a minha casa. Eu tinha a nítida impressão que alguém invadiria o meu quarto e. . .

Fechei meus olhos bem apertados, mesmo assim as lágrimas rolaram para fora. Eu não queria viver desse jeito, eu não aguentava aquilo!

Um cheiro familiar e aconchegante me tomou, braços me envolveram e eu pude dormir em paz.

Foi assim que, sem falar nada, criamos a nossa rotina.

— Eu vou coloca-la na cama dela, já vou para a nossa — ela me disse na noite passada, segurando a Som adormecida nos braços. Eu confirmei com a cabeça e fui para o meu quarto, que tinha acabado virando o nosso.

Era normal, eu me trocava (já estava ficando bom em fazer isso com uma mão só, Jisoo e eu escovámos os dentes, ela se trocava, deitavámos na cama e ficávamos conversando até dormir.

Ela me contava as coisas engraçadas, coisas como da vez que Jin jogou água no cabelo da Sana e teve que correr para se esconder atrás do seu alfa, já que Sana jurou mata-lo. Ou como Momo morre de ciúmes de quando a Dahyun chega perto do Hyunjin, porque a ômega e o beta "ficavam" antes da Dahyun conhecer a Momo e Sana.

Jisoo nunca me contava sobre o que eles faziam ou que coisas eles iam resolver. Uma vez me disse para que, se eu tivesse medo ou dúvidas sobre eles, era para lembrar que ninguém inocente estava envolvido.

O que ela não sabia é que eu nunca teria medo dela.



— Preparada? — Jisoo me perguntou quando estacionou o carro na frente da minha antiga casa.

— Sim, acho que sim — respondi e respirei fundo.

Nós tínhamos deixado Som na escola, era a primeira vez que ela ia para a escola depois de tudo o que aconteceu. Eu estava preocupada com a readaptação dela no ambiente escolar, mas Jisoo me disse que garantiu que tudo ficaria bem.

Eu não questionei, mas também não entendi.

Entramos na casa, continuava tudo exatamente igual, mesmos móveis, mesma pintura, mesma decoração, mas parecia totalmente diferente para mim. Eu não reconhecia mais aquele lugar como lar, aquela não era a minha casa!

— Se quiser, podemos ir embora e esquecer tudo isso aqui — Jisoo disse vendo minha reação, eu mal respirava.

— Não, tudo bem, eu preciso fazer isso!

Não havia sinal de sangue ou cacos de vidro, a janela quebrada tinha sido tampada com madeira. A casa também não cheirava mal, aparentemente Momo tinha mandado alguém vir limpa-la. Nem o meu cheiro ou de Som estavam ali, muito menos o de Woojin.

— Chegaaayyyyy — Dahyun gritou, entrando com Sana.

— Você tem que fazer isso toda vez? — Sana perguntou.

— Cale-se serva e me traga um chocolate quente! — Dahyun respondeu. Sana mordeu o pescoço dela e sussurrou algo, na hora Jisoo tampou as minhas orelhas para eu não ouvir o que era, o que me fez rir.

— Parem com isso! — Jisoo bufou irritada —  Francamente, vocês não sabem se controlar?

— Puritana! — Dahyun mostrou a lingua — Vamos começar a arrumar isso, porque hoje é a noite da pizza e isso é sagrado!

— Sabe Rosie — Sana me disse quando entramos no quarto que era de Woojin — Acho que só o meu closet é do tamanho desse quarto. Dá pra atravessar esse quarto em três passos, olha, um, dois, três.

— Sana — Jisoo reclamou.

— Chu, é verdade. Se eu rodar aqui, eu vou bater em alguma coisa — ela insistiu.

— Eu que vou bater em você — Jisoo murmurou, fazendo Dahyun e eu rirmos.

— O que fazemos com as roupas dele? — Dahyun perguntou segurando uma camisa de Woojin com a ponta dos dedos e expressão de nojo.

— Não sei, doar? — perguntei.

— Queime tudo — Jisoo falou distraída —  nem para doar isso serve.

— Beleza — Sana disse já acendendo o isqueiro.

— Hey, nada de fogo aqui dentro! — falei — E existem várias obras de caridade para que podemos doar.

— Ninguém merece essas coisas — Jisoo resmungou.

— Olhem, uma caixa escondida — Dahyun falou remexendo no closet — será que é aqui que a Rosie guarda as suas lingeries? — ela falou maliciosa.

— DAHYUN! — gritei morta de vergonha — Eu nem sei o que é isso aí.

— Vai me dizer que não tem nada escondido — ela me provocou e eu poderia sufoca-la com o travesseiro.

— Primeiro, não tem nada meu nesse quarto. Segundo, eu dividi o guarda roupa com a minha filha. Terceiro, assim que estivermos sozinhas, eu vou te matar — eu rosnei, Dahyun riu e Sana continuou mexendo na tal caixa.

— Parece uma gatinha com raiva — Jisoo me abraçou pela cintura e beijou minha cabeça, eu bufei irritada, o que as fez rir ainda mais.

~~~~~



— Já vou — eu falei alto para quem estava batendo na porta — Dahyun, pare com isso! — eu ri.

Jisoo e Sana tinham saído para comprar comida. Jisoo ia aproveitar para buscar Som na escola e Sana foi buscar Momo, ela tinha levado a caixa com ela.

No momento, a sala da minha antiga casa estava cheia de caixas, tinhamos empacotado todas as minhas coisas e separado entre o que íamos levar para a casa da Jisoo, o que íamos doar e "Queimar até virarem cinzas", de acordo com a Jisoo.

— Oi. . .

A minha fala foi interrompida por um forte tapa na minha cara.

— Sua ômega imunda! Você matou o meu filho! — Seo wang lin, a mãe de Woojin gritava comigo — Eu sabia que você era uma puta! Eu sabia! Meu filho morreu por sua causa, sua vagabunda!

— Pare! — pedi, tentando me proteger dos tapas.

— Puta! — ela gritava — Assassina! Woojin está morto por sua causa!

— Vadia louca! — Dahyun a empurrou, a fazendo tombar para o lado e me puxou para ele — Rosie, você está sangrando!

Coloquei minha mão na minha testa, os tapas devem ter aberto um ou dois pontos, o suficiente para o sangue escorrer pelo meu rosto.

— Estou bem — respondi, ainda um pouco atordoada.

— Você precisa ir para o Hospital — Dahyun insistiu — no mínimo precisamos ir ver o Namjoon, ele vai cuidar de você.

— Isso, corra atrás de outro Alfa — Wang lin cuspia as palavras com raiva — Destrua a vida de outro como você fez com o meu filho!

— Eu destruí a vida do seu filho? Eu? — perguntei revoltada.

— Sim, na hora que você agiu como a vadia que é, seduziu meu filho e engravidou dele!

— Eu tinha dezessete anos! — eu explodi — Ele abusou de mim! E fez isso várias vezes durante esses anos!

— Meu filho nunca. . .

— Seu filho era um monstro! E, quer saber? — me aproximei dela — Eu estou muito feliz que ele está morto!

Ela ofegou de surpresa, eu nunca a tinha enfrentado. Acho que eu nunca tinha enfrentado ninguém assim. Mas logo seus olhos brilharam de raiva, ela levantou a mão, pronta para me dar um tapa muito fortes. Só que, antes que encostasse em mim, segurei seu punho.

— Ninguém, nunca mais, vai encostar a mão em mim — eu falei calmamente e a empurrei.

— Você. . . Você. . . Eu quero você fora dessa casa!  — ela gritou.

— Pois bem, que assim seja. Daqui a pouco eu saio dessa casa e nunca mais poerei os pés aqui.

— Você não vai receber nenhum centavo meu!

— E por acaso eu pedi? — perguntei irônica — Nunca precisei de vocês, não seria agora que ia precisar.

— Rosie, coloque isso — Dahyun me entregou uma pequena toalha com gelo enrolado nela — vai ajudar. A madame ainda está aqui? — ele perguntou divertido para a mulher que tentava me ameaçar.

— Você vai ver — ela apontava o dedo furiosamente para mim — eu vou me vingar pelo o que você fez com o meu filho! Você vai pagar!

Eu revirei os olhos, eu mereço!

— Mamãe, eu falei para me esperar! — um alfa entrou na casa, ele olhava tudo com nojo. Eu reconhecia ele, era Jongin, um dos irmãos de Woojin.

— Isso fica cada vez mais divertido! — Dahyun exclamou sorrindo.

— Veja Jongin, foi essa ômega que destruiu a vida do seu irmão — Wang lin apontava para mim — tudo isso é culpa dela! Ela matou o seu irmão!

— Não foi a Rosie, foi a alfa dela — Dahyun a corrigiu.

— Dahyun, não piore as coisas! — eu a reprendi — Escutem, eu já vou levar minhas coisas daqui, aí nunca mais precisaremos nos ver. Vou deixar tudo o que for do Woojin aqui e vocês decidem o que fazer, apenas levarei o que for meu e da minha filha.

— Filha? Aquele erro que desgraçou a vida do meu filho? — Wang lin gritava como louca — Você não sabe como eu rezei para que você abortasse, mas Deus castigou o meu filho com essa criança maldita! — ela cuspia as palavras, meu sangue ferveu — Eu deveria tirá-la de você, só para você sofrer como eu sofri!

— Nem pense em chegar perto da minha filha! — eu rosnei para ela — Ou, eu juro, vocês vão morrer!

— E é você que vai fazer isso? — Jongin veio até mim arrogante — Eu sou um advogado famoso, minha família é rica. Você não passa de uma ômegazinha qualquer, sem dinheiro e sem casa. Eu posso destruir você nos tribunais e arrancar sua filhotinha de você — então ele me olhou de cima a baixo, de uma forma muito nojenta — ou podemos chegar em um acordo.

— Tsc tsc — Dahyun provocou — mais iludido do quem acha que a Jisoo é hetero — ela riu da própria piada — se a Rosie pedir a cabeça de vocês em uma bandeja de prata, a única pergunta vai ser "qual o tipo de bandeja que você quer?".

— Jisoo? — Jongin perguntou sem entender.

— A minha Alfa! — respondi encarando Jongin nos olhos. Pela primeira vez, eu não abaixei a cabeça — Saiam daqui e eu posso fingir que não aconteceu nada. Mas se insistirem nesse assunto, a próxima vez que eu os verei, será no funeral de vocês!

Os dois me encaram surpresos, demoraram mais de um minuto para falarem algo.

— Então você já colocou uma alfa qualquer para dentro de casa? — Wang lin provocou, mas antes que eu respondesse, outra voz fez por mim.

— Qualquer? Já me chamaram de muitas coisas, mas nunca de qualquer — Jisoo estava no batente da porta, ela segurava Som no seu colo, que nos olhava desconfiada — meu amor — ela falou para ela — vá com a tia Dahyun no seu antigo quarto, escolha quais bichinhos você vai levar agora e quais vão nas caixas. Enquanto isso a mamãe vai conversar com essas pessoas, tudo bem?

— Mamãe Jisoo vai castigar pessoas más por terem sido más com a mamãe Rosie? — ela perguntou tranquilamente.

— Com certeza — Jisoo respondeu sorrindo.

— Tá bom — Som sorriu — vamos Dahyunie — então ela pegou na mão da loira e elas subiram as escadas.

— Olhe — Jongin começou a falar — antes de tudo, eu queria falar que. . .

— Cale a boca! — Jisoo o empurrou tão forte, que Jongin foi parar contra a parede oposta — Eu falo, vocês apenas respondem se eu perguntar. Vamos esclarecer algumas coisas. Woojin era um verme desprezível, que se juntou a uma gangue e começaram a fazer assaltos. Ele foi ganhando confiança e achou que poderia me roubar. Woojin foi ambicioso e se esqueceu de uma coisa muito importante: nunca cruzar o meu caminho!

Jisoo podia ser assustadora quando queria, Wang Lin tentou responder, mas Jongin a impediu.

— Fique quieta! Ela é Kim Jisoo! — então Wang Lin engoliu em seco.

— Já que deixamos isso claro, vamos a outro detalhe — Jisoo continuou — Eu sou uma Alfa Lúpus Pura, eu sigo o Código de Conduta dos Alfas. Woojin roubou uma enorme quantia minha e feriu dois homens meus no processo, então eu tive o prazer de o matar. Agora Rosie e Som são a minha família e eu protejo a minha família.

Sem esforço nenhum, Jisoo deu um soco na parede que rachou todo o gesso que a revestia. Do chão até o teto.

Ela foi se aproximando deles, lentamente, como uma predadora se aproxima da presa. Jongin e Wang Lin recuaram até não terem mais para onde irem.

— Rosie é Minha Ômega! Somi é a Minha Filha! Se vocês tentarem, por menor que seja, fazer mal a elas, é comigo que vocês precisam se preocupar. Rosie até pode perdoar, mas eu nunca perdôo — Jisoo socou a parede de novo, dessa vez ainda mais forte. O que fez um barulho muito alto e blocos inteiros de gesso caírem da parede e do teto — Amanhã a chave dessa casa estará na caixa do correio, vocês podem fazer o quiserem com essa espelunca. Nunca mais precisarão ver a minha família e se por acaso se aproximarem delas, já sabem — ela falou limpando a poeira do punho — Dêem o fora daqui!

Jongin saiu praticamente correndo, arrastando a mãe. Eu me joguei nos braços de Jisoo, a abraçando forte.

Levamos nossas coisas para o carro, eram tão poucas coisas, que couberam tudo no porta malas do carro da Jisoo. Depois fomos para a pizzaria, encontrar com Sana e Momo.

Sana estava disposta a pegar o endereço da família de Woojin para "fazer uma visitinha", Momo teve que convencê-la do contrário. Só que pela troca de olhares entre Sana e Jisoo, não sei se ela realmente mudou de ideia.

A noite foi divertida, quase esqueci por completo do que tinha acontecido. A não ser quando Jisoo começava a resmungar algo como "machucaram seu rosto, eu deveria ter quebrado alguns dos ossos deles" ou coisas assim.

Mas o que realmente não saía da minha cabeça foi quando ela disse "Rosie é Minha Ômega". Minhas experiências com alfas nunca foram boas e eu nunca senti que poderia ser amada ou qualquer coisa assim. Eu nunca tive alguém que me achasse bonita, inteligente e que me fizesse me sentir especial.

Eu já tinha aceitado que eu não tinha nascido para ser amada e ser feliz, quando, do nada, entra uma ALFA LÚPUS PURA na minha vida e a vira de cabeça para baixo.

— Tudo bem Rosie? — Jisoo perguntou, ela tinha acabado de levar a Som para a cama dela.

Estávamos em casa, quer dizer, na casa dela!

Mesmo que o tal apartamento já estivesse praticamente pronto, Jisoo disse que se sentiria melhor se nós só nos mudessemos quando eu tirasse a imobilização do braço e o médico dissesse que eu já estava totalmente recuperada. Eu não me opus, eu já estava entrando em pânico só de me imaginar dormindo sem ela.

— Sim, eu só estava pensando — eu estava de frente para a lareira. Para variar, era uma noite muito fria em Seul.

— Você quer falar sobre isso que está pensando?

— Provalvemente você vai me achar uma idiota. 

— Rosie, eu já disse que qualquer coisa que você queira me falar, é importante. Eu não vou te julgar ou rir de você, você pode me falar qualquer coisa.

— Você disse que eu sou sua ômega — eu falei rapidamente.

— Sim, bem — Jisoo parecia envergonhada. O que chegava a ser engraçado, já que poucas horas antes ela estava ameaçando pessoas sem problema nenhum — Quando eu estava chegando, eu ouvi você me chamando de sua alfa e, meio que, eu sinto que você é, sabe, minha — ela falava tímida — você não gostou? — Jisoo mordia o lábio nervosamente.

— Você me quer como sua ômega? — perguntei sorrindo.

— Sim — ela confirmou com a cabeça rapidamente. Nem parecia a Alfa poderosa que era, parecia uma garota perto da sua paixão e era por isso que eu sorria. Porque eu também me sentia assim.

Segurei seu rosto com a minha mão, a que não estava imobilizada, seus olhos brilhavam, assim como os meus. Aproximei meu rosto do seu e encostei meus lábios nos seus.

Não foi um choque de sentimentos, foi uma inundação. Durante um segundo ficamos paradas assim, apenas com um sentindo os lábios da outra. Então Jisoo envolveu minha cintura com seus braços, me puxando para ainda mais perto.

Seus lábios se entreabriram sua língua pediu passagem e eu a concedi. Assim que uma passou a explorar a boca da outra, eu senti como se um muro dentro de mim tivesse caído e então eu fui inundada por todos os sentimentos, que eu tentava negar, que eu sentia por ela.


O beijo era tão intenso e ao mesmo tempo tão carinhoso, que tudo que não fosse nós duas, pelo menos naquele momento, deixou de existir.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, qualquer erro peço perdão.


Espero que estejam se cuidando, até amanhã. :)


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