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História Look after you - Chaesoo - Capítulo 68



Notas do Autor


Terceiro capitulo da maratona 3/6


Boa leitura.

Capítulo 68 - Capítulo 68 - 66 Jisoo


- Como foi? - Momo me perguntou quando entrei no escritório.

— Tudo bem, só fui com Somi buscar as roupas — respondi. Depois que Rosie tinha saído com os ômegas, eu tinha ido com nossa filha buscar as roupas dos filhotes para o casamento e a deixei na casa da Tae, onde Jeongyeon e Daniel estavam para garantir que todos iriam para a escola em segurança.

- Você contou para a Rosé? - Sana me perguntou e eu suspirei.

- Eu já disse que vou contar depois do casamento.

- Jisoo... - Momo começou com seu tom de aviso, mas eu a interrompo.

- Não comecem, Rosé sabe que já descobrimos algo, mas entendeu que eu ainda não contei. Ela está feliz e eu não vou estragar essa felicidade com coisas sobre aquele verme. Vocês mesma comentaram a evolução dela e como ela está mais segura de si agora, ela merece um pouco de paz.

- Realmente - Sana concordou - a primeira vez que falei com ela, Rosé tinha aparência de quem estava doente e estava fraca, usei um pouco de força contra a porta e ela caiu. Se eu tentasse fazer isso hoje, ela me dava um soco na cara.

- Depois do que ela fez com Minzy, ficou óbvia a mudança — Momo falou — mas ela tem o direito de saber que rastreamos as contas do Woojin e encontramos um cofre de segurança máxima em um desses bancos, um cofre que só pode ser aberto por Woojin ou seus descendentes.

- Como eu já disse - eu repeti - segunda-feira eu conto. Eles estão planejando hoje há dias, deixem que os ômegas se divirtam. Dobramos a segurança deles, estão sendo rastreados o tempo todo, eles merecem um tempo para eles.

- Não me fale de hoje - Sana se revirou na cadeira - qual foi a sua de apoiar isso?

- Você sabe o porquê eu fiz isso - eu sorri zombando da minha amiga, que estava rosnando de raiva.

- Segunda-feira vai ser um dia interessante para a Rosé - Momo comentou, segurando a mão da esposa, para tentar acalmar Sana - você vai contar sobre Woojin, que rastreamos quem mandou a rosa e que a Rosé tem a possibilidade de se transformar em um lobo?

- Uma coisa de cada vez — fiz massagem na minha têmpora.

- Conte logo sobre a possibilidade dela ser uma lúpus — Momo avisou - Dahyun não está se segurando com isso, ela quer mostrar a Rosé.

- Eu vou contar! - eu repeti.

- Jichu, se você não contou para a Rosé, como você conseguiu fazer que ela trocasse de celular? - Sana perguntou.

Depois de Dara ter aparecido no mesmo local que Rosé, eu sabia que ela devia estar sendo vigiada de alguma maneira, só assim saberiam onde ela estava. Como eu sabia que não poderia ter um rastreador ou algo do tipo e nem que alguém do bando teria entregado sua localização, a primeira coisa que pensei foi que estavam usando triangulação do seu celular. Por isso eu precisava destruí-lo e entregar um novo número para a minha ômega.

- Tive ajuda - eu sorri - contei a Somi que queria dar um celular de presente para a Rosé, mas precisávamos sumir com o antigo.

- Quando a Rosé souber que você colocou a Somi no meio disso, ela vai ficar brava com você - Momo me avisou.

- Provavelmente - dei de ombros - mas uma hora depois achamos o celular da Rosé cheio de marcas de mordida, dentro do pote de água de Sirius. Comprei outro, um bem melhor e o cachorro levou a culpa.

Mas o assunto morreu, porque a porta foi aberta com força e Seulgi, Joy, Wendy, Namjoon e Yeji entraram.

- Claro, podem entrar - resmunguei e Seulgi zombou de mim.

- Ainda não me conformo com isso - Seulgi falou.

- O pior não é eles saírem, porque isso é normal - Wendy disse irritada - é eles ficarem de mistério e nós não sabermos o que está acontecendo.

- Que merda eles estão aprontando? - Namjoon suspirou.

- O que me deixa mais irritada, por mais irritada que eu esteja, não posso culpar ninguém porque eu conheço minha ômega e inocente ela não é - Seulgi passou a mão pelos cabelos.

- Nenhum deles é inocente - Yeji respondeu - porque até a Lia está no meio. Diversas vezes ela pegou o meu carro para comprar sabe-se lá o que e eu peguei ela no telefone combinando coisas com uma amiga.

- Eu só sei que eles vão para o The Griffin Bar mais tarde, porque o dono ligou para o Daniel confirmando a reserva da mesa e avisou das bebidas de cortesia - Namjoon falou - Se eles já vão na Hot's, para que ir em um bar antes?

- Um bar que não pertence a nenhum de nós - Yeji lembrou.

- Nada faz sentido - Momo comentou - eles vão jantar em um restaurante famoso, depois vão em um bar da moda e, só aí, vão para a Hot's? Qual a logica?

Meus amigos estavam conversando, mas me desliguei da conversa e fechei meus olhos. Eu conheço muito bem esses ômegas, principalmente a minha, por que eles fariam isso? Nesse momento eles estavam no spa, mas dali a pouco iriam comprar novas roupas, que usariam na festa de despedida... então eu entendi.

- Eles vão mostrar as roupas novas, desfilar por aí - eu falei alto e todos se viraram para mim. - Para quê? Nos irritar ainda mais? - Seulgi esbravejou.

- Talvez, não sabemos o que eles estão aprontando - Joy respondeu e eu me desliguei da conversa.

Virei minha cadeira para a janela e fiquei observando a paisagem lá fora. Da minha janela é possível ver o gramado e a entrada do anexo, depois dele fica o bosque onde acontece a Caçada, mas não dá para ver a clareira. No momento tudo estava silencioso e calmo, eu avisei que não era para pegarmos nenhum tipo de tarefa nesse mês.

Sempre aparece alguém que "precisa muito da nossa ajuda" e é óbvio que isso tem um preço, quanto mais difícil, mais caro, mas sempre tem gente disposta a pagar. Nosso dinheiro pode não vir todo de, digamos, meios legais, mas eu sempre me recusei a me envolver com qualquer tipo de tráfico, até por isso os traficantes de

Seul sabem que devem ficar longe dos meus clubes.

Quando eu abri a No Control, um traficante local tentou me forçar a permitir que usasse o meu clube como ponto de vendas e distribuição. Ele achava que só porque eu era nova ia me submeter a ele. As coisas não acabaram bem para ele e foi aí que minha fama começou.

Mas depois de tudo o que já passei e enfrentei, agora eu estava aqui, sentado na minha cadeira tentando entender o que minha Soulmate estava aprontando. Ah, Rosé, o que você faz com a minha cabeça?

- Certo, continuem vigiando - Yeji falou ao telefone, mas não me virei para eles - Os ômegas estão na loja de noiva, Solar e Hwasa estão provando os vestidos.

- Eu vou surtar - Seulgi resmungou.

- Você "vai"? - Joy riu, ela estava sentada no colo de Wendy - Bear, você já fez isso há tempos.

- Engraçadinha - Seulgi bufou.

Spa, vestido de noivas, compras, jantar, bar e clube de strip... revirei meus olhos, não faz sentido nenhum. Por que se eles iam só fazer um programa de ômegas, para que fazer compras em sex shop? Eles pretendiam usar em casa? Então por que não nos mostraram? Para que guardar segredo?

.....

- O QUÊ? - Yeji gritou.

- Uma loja fetichista! - Seulgi vociferou - A amiga da Lia trabalha na porra de uma loja fetichista!

- Não sei se é fetiche, mas tem muita coisa de vinil e couro - Wheein ponderou, mas o olhar de Seulgi foi tão raivoso, que ela se escondeu atrás de Moonbyul.

- Seulgi, pare! - Moonbyul vociferou.

- Todas vocês parem - Daniel falou - Não adianta brigar entre nós.

Já era um pouco mais tarde, os outros alfas do bando vieram até nós no balcão, ou seja, estavam todos os aifas do bando reunidos, resmungando irritados, enquanto nossos ômegas curtiam o seu dia.

Daniel estava olhando pelo seu notebook o rastreador que os ômegas usavam, mesmo que eles não soubessem que estavam com rastreadores. Mas além disso, eles estavam sendo seguidos o tempo todo, tinha guardas armados por perto para caso acontecesse qualquer imprevisto. À ordem era atirar primeiro e os manter a salvo, o resto resolveriamos depois.

- A loja existe a cerca de quinze anos, é especialista em roupas de couro, verdadeiro e sintético, e vinil. Também uma linha própria de roupas e artigos fetichistas —

Daniel lia as informações na internet.

- Eles já estão lá há, pelo menos quarenta minutos - Wendy olhava seu tablete, onde tinha as localizações em tempo real - e... Porra!

- O que foi? - Joy correu para a esposa, mas quando viu o que tinha na tela, arregalou os olhos — Isso não pode ser sério! Seulgi, veja isso!

Seulgi estava bebendo em uma garrafa de água, ela parecia levemente irritada com tudo, mas assim que seus olhos foram para a tela do tablete, ela cuspiu toda a água que estava bebendo.

— Eww — Wheein reclamou.

- Não! - a lúpus vociferou - Isso já passou dos limites!

- Me deem isso aqui - Momo puxou o tablete e eu vi minha amiga fechar os olhos e fazer aquilo de contar até dez.

- Vão parar de mistério e falar logo que merda é essa? - Moonbyul perguntou brava e Momo mostrou o tablete.

Eram fotos, várias fotos dos nossos ômegas em uma loja de roupas, eles provavam diferentes roupas e pareciam se divertir no processo. A primeira era de Yeri, ela tinha tirado uma foto no grande espelho do provador, mas estava usando só uma saia justa e um top preto.

Eu achei até fofo, porque dava para ver a barriga de grávida, mas Joy e Wendy passaram para a próxima foto irritadas. Apesar de saberem que ninguém ia ter um interesse sexual na sua ômega, eu entendo elas, também não ia gostar que ficassem vendo minha ômega seminua.

- Ah, qual é? - Jeongyeon gemeu irritada, Moonbyul e Wheein bufaram, as próximas duas fotos eram Nayeon, Solar e Hwasa usando camisolas pretas e que mostravam
boa parte do corpo, fazendo poses. - Passa essa merda logo - Moonbyul mandou.

- Caralho - Sana rosnou.

A próxima sequência de fotos eram de Dahyun, ela estava apenas com uma camisa longa que mostrava suas pernas. Na primeira ela parecia distraída, na segunda ela ria para a câmera, na terceira estava com a camiseta tirada até os ombros como se fosse um show, na quarta ela parecia estar dançando em volta da pilastra e na quinta estava agarrando Lia, que também estava só de camisa, mas com um short curto. Diferente de Dahyyn, que só usava uma calcinha preta.

Eu achei aquilo engraçado, porque era muito a cara da Dahyun, mas nem Momo ou Sana concordaram comigo. Até a Yeji não parecia muito feliz.

- Eu estou com medo - Namjoon murmurou. - Mas o Jin não apareceu até agora - Daniel falou.

- Conhecendo nossos ômegas, isso quer dizer uma coisa boa? - Namjoon perguntou para o amigo.

- Novas fotos foram salvas - Joy avisou. Eram fotos de Jin e Jimin sem camisa e usando o kilt cada um.

- Caramba, ele odeia saia, para que fazer isso? - Namjoon! perguntou inconformado.

- Tecnicamente não é uma saia, é um kilt - Daniel corrigiu o alfa moreno, que olhou feio para ele.

- IRENE! - Seulgi gritou como se a ômega pudesse ouvir, aparentemente Irene tinha escolhido sua roupa e Seulgi não gostou, principalmente das fotos que a ômega posava sensualmente.

- Você também não está apreensiva sobre que roupa a Rosé vai usar? - Jeongyeon me perguntou, já que a minha ômega era a única que não tinha aparecido nas fotos.

- Ela está com Dahyun e Irene, eu já estou esperando pelo pior - respondi sinceramente.

- Jichu - Sana riu maliciosa — acho que por essa você não esperava não.

Ela me passou o tablete e eu tive o cuidado de não mostrar reação nenhuma, mas a foto era Rosé, a minha Rosé, com um vestido curto colado preto com decote transparente, e uma coleira de couro no pescoço. Apenas respirei fundo e me segurei, porque minha vontade era de sair naquele momento, caçar minha ômega e o trazer de volta. Não era
só vontade, meu lobo implorava por isso.

- Não gostou? - Seulgi me provocou - A culpa é sua, você que apoiou essa loucura, agora vai ter que aguentar isso.

— Não sou só eu que tenho que aguentar - eu sorri maldosa para ela e mostrei a próxima foto que mostrava Lia, Irene, Rosé e Jin. O ômegas masculino usava apenas calça, Irene usava um tipo de blusa com mangas, Lia uma blusa transparente e uma saia justa e curta, Rosé uma blusa branca mostrando a barriga e um short azul curto rasgado na coxa direita.

Mas os quatro usavam coleira.

= Porra! - Seulgi soltou incrédula para a foto.

- Ué, não gostou? - eu devolvi a pergunta para ela, que me olhou como se pudesse me socar. Yeji e Namjoon ainda estavam paralisados com a foto - E eu falei que impediria qualquer alfa de interferir, mas eu não disse até que horas que essa festa aconteceria.

- Como assim? - Wheein perguntou.

- Terá esse show de strip - falei com desgosto - mas não prometi o que aconteceria depois.

- Sabia que você não podia estar tão calma com tudo isso, você estava aprontando algo - Momo riu.

Não respondi, apenas sorri de canto, eles realmente acharam que eu ia deixar minha mega no meio de um strip club?

(...)

- Me fale - Momo disse segurando no meu braço.

Estávamos do lado de fora da Hot's, nossos ômegas ainda não tinham chego, eu só tinha passado ali para verificar se tudo estava certo, como eu tinha planejado. - Te falar o que? - perguntei.

- Eu sei que todo mundo está surtando, por isso não estão pensando direito, mas você está. Então me explique, o que você sabe?

- Já te disse que Rosé não me contou nada a mais do que os outros ômegas contaram para vocês - respondi dando de ombros.

- Jisoo, eu te conheço a minha vida inteira e sei muito bem que você parece calma boa parte do tempo, mas fica assustadora em menos de um segundo, principalmente se algo envolver a Rosé. Só que você está muito controlada,
então me fala logo!

- Tudo bem, mas não é algo que a Rosé me contou, eu apenas percebi algumas coisas e acho que entendi o que estão fazendo.

- O que? - Momo perguntou de novo, Sana se aproximava de nós. Ela já tinha revisado a segurança daquele clube umas três vezes.

- Os ômegas fizeram de propósito, eles sabiam que nós os vigiaríamos e saíram desfilando por aí. Porque ir em um restaurante e depois um bar, antes de vir para cá? Eles podiam ter bebido no próprio restaurante ou aqui. Por que deixar para comprar roupas novas hoje? Eles poderiam ter feito durante a semana inteira.

- Mas se tivessem feito isso, teriamos descoberto as roupas antes - Momo falou, entendendo o que eu queria dizer.

- Por que ir em restaurante famoso e ficar pouco tempo? Por que ir em um bar que não é nosso, mas o dono tem uma dívida conosco? - continuei.

- Você está dizendo que tudo o que eles fizeram foi de caso pensado? - Sana perguntou.

- Quando eu perguntei para a Rosé o que eles iam fazer, ela me respondeu que só iriam aproveitar o dia. Eu tentei identificar a mentira, para saber o que eles iam aprontar, mas Rosé não mentiu. Ela realmente contou tudo, porque eles já tinham aprontado.

- Nos provocar - Momo falou entendendo tudo - Que pestes!

- Você está dizendo que tudo isso, essa semana de merda, foi só para nos provocar? — Sana perguntou incrédula.

- Sim e eles conseguiram, provavelmente estão esperando que vamos interferir.

- Então o que faremos? - Sana me perguntou.

= Nada, vamos esperar, deixem que "aproveitem" - eu respondi e Sana me olhou como louca - eles vão ficar preocupados, então os pegamos quando eles menos
esperarem.

- Tortura psicológica - Momo sorriu malvada - gostei disso. Todos que não nos conhecem profundamente, acham que Momo é a mais controlada, pacifica e até reticente de usar violência. Já de Sana, eles acreditam que ela é a mais violenta, mais vingativa e mais ciumenta. Isso é bem longe da verdade.

A diferença delas é que Momo age mais educadamente e sabe fingir melhor, mas ela é muito calculista e fria quando quer. Sana explode de raiva, é impulsiva, ataca e resolve na hora o que quiser.

Momo é aquela que se vinga, mas quem deveria se preocupar com isso era Dahyun.

Nós saímos de perto da Hot's, porque nossos ômegas poderiam nos sentir. Mesmo que eu tivesse garantido para que eles tivessem bastante bebidas durante o dia, como no bar que foram e na limusine que alugaram.

Eu sabia que Rosé não ficaria completamente bêbada, até porque isso atrapalharia meus planos, mas isso os deixaria distraídos. Foi por isso que eles demoraram tanto para perceber que estávamos por lá.

- Pouca luz e fumaça? - Namjoon perguntou sorrindo - Você pensa em tudo?

- Eu tento - eu dei de ombros.

- Nos fizeram passar uma semana de merda para nos provocar - Seulgi rangeu os dentes.

- Merdinhas inteligentes - Moonbyul concordou - passamos tanto tempo tentando entender o que ia acontecer, que nem percebemos o que eles realmente estavam fazendo.

Nós estávamos no prédio ao lado da Hot's, afinal não podíamos chegar muito perto sem que nossos ômegas percebessem. Rosé é ainda nova como Soulmate de uma lúpus e ela não sabe todo o potencial que ainda tem, porque se eu estiver certo, Rosé poderá fazer coisas inacreditáveis. Meu medo era Irene e Dahyun sentirem, mas elas estavam tão animadas, que não tinham entendido ainda.

Estávamos usando o sistema de vigilância da Hot's para, infelizmente, assistir tudo o que acontecia ali. Todas as nossas casas noturnas tinham um sistema de vigilância muito bom, com câmeras de visão noturna voltadas para a pista de dança, bar e todos os corredores. A única que estava desligada hoje era a do camarote a pedido de Daniel. Mas o camarote não estava sendo utilizado de qualquer maneira e eu tinha mandado um segurança ficar na porta, impedindo a passagem de qualquer um ali.

Meu lobo estava insuportável, ele rosnava e me arranhava, queria escapar. Se eu não controlasse, ele teria assumido o controle e ido atrás da minha ômega. O lobo estava
muito bravo, ele atacaria qualquer um que chegasse perto de Rosé.

- Só um, por favor - Sana implorou para Momo.

- Não, você não vai colocar fogo em ninguém - Momo respondeu, elas tinham saído rapidamente para comprar algo e voltado. Eu acredito que essa pequena compra seria algo que Dahyun lamentaria.

- Eles estão tocando nela - Minatozaki respondeu exasperada, apontando para o palco, onde Rosé e Dahyun estavam sentadas em cadeiras, enquanto alfas tocavam
nelas.

- Todos esses alfas são marcados, não são eles que vamos por nossas mãos, é na nossa ômega desobediente.

- Oi - minha irmã falou chegando até nós, mas nossos olhos estavam presos em nossos ômegas, então mal respondemos - vocês parecem que vão matar alguém.

- Estou tentando - Sana resmungou.

- Como você está? - Lisa me perguntou.

- Sou uma lúpus, que ainda não passou seu rut com sua ômega, vendo outros alfas a tocando - respondi respirando fundo.

— Até quando vai adiar seu rut?

- Até meu casamento - suspirei de novo - ainda temos o casamento das meninas, a apresentação de escola de Somi, aniversário da Taeyeon e o Natal. Não posso privá-la
de viver tudo isso.

- Eu te entendo, mas eu quero estar bem longe de vocês quando você entrar no rut ou ela no heat.

- Essa merda acabou —Daniel suspirou.

- Quando podemos pega-los? - Wendy perguntou. - Só mais um pouco - eu falei.

Seulgi, Momo e eu nos entreolhamos. Uma entendia o que a outro estava passando, nossos lobos estavam enlouquecidos e exigiam nossas ômegas. Controlálos exigia muito esforço e energia, mas tenho certeza que nossas ômegas pagariam por cada segundo dessa batalha que estávamos travando.

(...)

O show já tinha acabado, agora os convidados dançavam na pista de dança. Sem nenhuma distração, Rosé me sentiria ali em minutos, mas tudo bem, aquilo já tinha ido longe demais.

Acompanhei seus passos, vi quando Dahyun se afastou e foi aí que me aproximei dela, mas sempre me mantendo na escuridão. Eu pude ver em seus olhos o momento em que ela me sentiu, a confusão e logo o desespero. Que bom que ela se sentia daquele jeito, as coisas só iam piorar.

Apesar de amar jogos de caça, eu não tinha mais paciência, cheguei na minha ômega e ela se rendeu a mim no mesmo instante. Tinha tantas coisas que eu queria fazer com ela naquele momento, que talvez eu até tivesse dificuldade do que escolher.

- Me perdoe pelo erro, não é "enquanto nos divertimos", o certo é: enquanto EU me divirto com você e você aguenta o que provocou - eu falei e vi minha ômega engolir em seco.

Avancei sobre ela e a beijei do jeito que eu queria, devorando sua boca, sem segurar minha raiva. Quando me afastei, Rosé estava ofegante, eu sorri para ela e a empurrei na cama. Ela caiu de costas e me olhou confusa, mas ela já ia descobrir.

Me ajoelhei na cama e tirei suas botas e meias, na única vez que Rosé tentou falar, foi necessário apenas um olhar e ela se calou. Montei em seu quadril, a respiração da minha ômega estava acelerada e isso me fez sorrir de novo.

Passei minhas mãos pelo seu abdômen e seios, os desenhos coloridos me faziam ter raiva, porque me lembrava que outros tinha tocado minha ômega.

- Jiso...

- Não - eu a interrompi - você só vai falar se eu perguntar, caso contrário você fica quieta, entendeu?

- Sim - ela sussurrou.

- Muito bem - passei minha mão pelo seu rosto, passando as pontas dos meus dedos nos seus lábios - eu vi todas as fotos, eu salvei as suas e passei o dia inteiro me controlando para não ir atrás de você. Você conseguiu imaginar a minha surpresa quando te vi usando essas roupas? Eu nunca sugeri, mas já que você quis usar uma coleira voluntariamente... - a puxei pela coleira e a beijei novamente, depois agarrei a alça e rasguei o vestido, ela ofegou e olhou em choque, mas aquilo era divertido para mim.

Saí de cima dela e puxei o resto daquele vestido, ele era justo demais, por isso que até poderia ter tido problemas com ele, mas onde ela resistiu, eu rasguei. Rosé estava na minha frente, só de sutiã preto e calcinha preta e a coleira, eu podia ver como ela estava exitada, sua excitação estava marcadando a calcinha.

— Já está excitada? — perguntei e ela concordou com a cabeça - mas você sabe que não vai gozar, não é?

- Jichu, por favor - ela choramingou e aquele som era perfeito.

Peguei o que queria na mesa e voltei para a cama, ficando entre suas pernas. Tirei sua calcinha e sutiã e seus olhos escuros estavam presos em mim, em cada movimento meu.

- Eu vou te tocar e fazer o que quiser com você, mas você não irá me tocar.

- Por quê? - ela perguntou ofegante quando deslizei minha mão sobre sua virilha.

- Porque eu te avisei para não me provocar e você fez isso mesmo assim - puxei seus pulsos e os prendi com a algema. Eu queria usar a de metal, mas teve que ser a de couro, assim não deixaria marcar.

- Jisoo, o que você...

- Eu não te perguntei nada agora, então você não pode falar - eu a lembrei.

Finalmente, puxei seu corpo para perto da cabeceira da cama, deixando a corrente da algema presa em um gancho na parede. Isso fez com que o corpo de Rosé estivesse parcialmente deitado. Até fui bondosa e coloquei travesseiros em suas costas, para que ela ficasse mais confortável.

Lá estava minha ômega, algemada na parede, totalmente nua, excerto pela coleira que ela usava. Enquanto eu ainda estava vestida, olhando para ela e me deliciando com o momento.

— Vamos ver o que usaremos essa noite - falei indo até a mesa - você comprou muita coisa, estou ansiosa para testar tudo em você, mas o que vamos usar hoje? - olhei os objetos a minha frente, pensando nas possibilidades do que eu poderia fazer.

Um que me chamou a atenção foi o tal Tesão de Lobo, eu já tinha ouvido falar, apesar de nunca ter usado. Mas assim que eu peguei a sacola de compras e vi o frasco, tinha pesquisado sobre o produto. Eu queria usar na Rosé, mas não poderia arriscar minha ômega, porém Namjoon tinha respondido minhas dúvidas e me agradeceu, porque elas deram ideias a ele do que fazer com Jin.

- Você ia usar isso em mim? - perguntei para Rosé, me aproximando dela com o frasco. Quando minha ômega viu o que era, ela arregalou os olhos.

- Jichu, o que você vai fazer? - ela me perguntou.

- Você sabe o que eu vou fazer - eu respondi, segurei o queixo da minha ômega e derrubei algumas gotas do produto na sua lingua, então fechei a sua boca — Engula
Rosé, você sabe como fazer isso.

A movimentação da garganta dela me fez querer ataca-la ali mesmo, mas eu queria fazer mais. Deixei o frasco na mesa e peguei o que precisava, voltando até a minha
ômega.

- Você não vai ver mais nada, apenas ouvir e sentir - eu a avisei e ela tentou mexer a cabeca para se esquivar mas coloquei a venda assim mesmo - Tenta relaxar Rosie.
vai ser mais fácil para você se fizer.

A primeira coisa que fiz foi colocar o anel peniano na minha ômega, que quase chorou com aquilo, afinal ela já estava bem excitada. Liguei o plug que vibrava, o deixando
encostado no clitóris da minha ômega, que tentava segurar os gemidos.

— Gel vibrados, primeiro ele dá a sensação de formigamento, depois será como pequenos choques na região intima - eu li a embalagem e ri maldosa - vamos
experimentar.

Coloquei uma boa quantidade nos meus dedos e fiquei rodeando o clitóris da minha ômega. Rosé se contorcia na cama, ainda tentava segurar os gemidos, mas não estava fazendo um bom trabalho. Fui devagar, eu tinha tempo para degustar aquele momento, tomei meu tempo até que finalmente dois dos meus dedos estavam a penetrando.

- Eu vou explicar o que vou fazer - sussurrei em seu ouvido e seu corpo chacoalhou com o arrepio - vou gozar primeiro na sua boca e só depois vou entrar em você. Vou usar seu corpo como eu quiser e só quando eu estiver prestes a gozar, você também vai gozar. Se gozar antes que eu permita ou se me desobedecer, você vai ficar assim
até amanhã. Você me entendeu?

- Jichu - ela quase chorou - por favor, não...

- Responda apenas o que eu te perguntei - eu vociferei e golpeei sua bucefa com meus dedos, o que fez seu corpo pular - você me entendeu?

- Sim...

- Ótimo - coloquei mais gel nos meus dedos, só para que minha ômega ficasse mais sensível e espalhei dentro dela - me diga Rosé, como você está se sentindo?

- Demais... Jichu... tudo está formigando... é muito...

- Mas nem começamos - vociferei e ataquei sua boca, Rosé tinha dificuldade de acompanhar o beijo, mas isso me estimulava a pegar tudo o que poderia.

Me afastei quando precisamos de ar, eu saí da cama e tirei a minha roupa. Por alguns segundos eu apenas observei minha ômega deitado na cama, algemada, vendada, se
contorcendo e gemendo.

Meu pau estava muito duro e eu o acariciei vagarosamente, já antecipando a boca de Rosé nele. Eu sabia que não ia durar muito, mas eu tinha muito tempo ainda, então estava tudo bem.

- Jisoo? - ela me chamou confusa, mas sua voz saiu com um gemido. Eu gosto dela gemendo meu nome.

- Estou aqui - respondi e subi na cama, fiquei em cima dela, com meu pau perto da sua boca, praticamente encostando na sua boca.

Rosé lambeu a ponta do meu pau e quando o passei pelos seus lábios, ela o seguiu tentando toma-lo em sua boca. Empurrei lentamente por seus lábios e Rosé não hesitou, me chupou avidamente, sem que eu precisasse falar nada.

Na primeira vez que minha ômega me chupou, ela tinha sido hesitante, mas ela já não era assim. Ela arrastava seus lábios pelo meu pau, usava a língua para rodear minha glande e algumas vezes, raspava seus dentes pela minha pele, para me deixar ainda mais sensível.

- Isso... - eu gemi, segurei minha ômega pelos cabelos e minha mão a apertava cada vez mais, a medida que meu prazer aumentava - Baby, eu vou gozar rápido se você
continuar assim - e ela aumentou seus esforços.

Meu prazer veio rápido, rasgando e saiu violento. Como eu tinha dito, gozei dentro da boca da minha ômega. Ela engoliu quase tudo e quando uma gota solitária escapou
pelos seus lábios, ela a capturou de volta com a lingua.

- Rosé - eu rosnei e a ataquei de volta. Seus lábios estavam inchados, mas elanão parecia se importar, apenas me beijava de volta e gemia entre nossos lábios.

Beijei e mordi seu pescoço, principalmente na minha marca, onde meus dentes coçavam para que mordesse de novo, logo eu faria isso. Suguei os bicos de seus seios e tudo o que minha ômega podia fazer, era se retorcer nas minhas mãos, enquanto gemia de prazer.

— O gel ainda está fazendo efeito? - perguntei maliciosamente e ela concordou chorosa.

Coloquei meus dedos dentro dela novamente e ela ofegou. Era nítido como ela queria gritar, mas eu tinha a proibido. Rosé já tinha entendido que tinha passado dos limites e que a punição se me desobedecesse ali seria muito maior. Era bem divertido como ela apertava os lábios e os mordia para não deixar escapar seus gritos.

Desliguei o plug e ela suspirou aliviada, sua excitação escorria na cama, mas ela ainda ficaria mais. E o alivio dela acabou quando meus dedos começaram a tocar
seu ponto sensível.

- Vamos testar mais coisas que você comprou - eu avisei e Rosé choramingou, porque sabia que isso significava mais tortura para ela. Introduzi a bolinha vermelha
dentro da minha ômega, que gemeu em protesto - Você sabe o que é isso?

— Sei - sua voz saiu quebrada e baixa -qual delas é?

- Você já vai descobrir - eu ri do seu desespero.

Meu pau já estava duro de novo e também não tinha como não ficar, já que eu estava vendo a Rosé daquele jeito. Coloquei meu pau na sua entrada e fui pressionando devagar, penetrando nele com cuidado. Minha ômega se debatia e seus gemidos eram muito irregulares, mas cada vez mais altos.

- O que você quer? - eu a provoquei.

- Me solta, por favor - ela puxava as mãos algemadas, tentando se soltar.

- Não - respondi e segurei seu quadril, a penetrando mais fundo. 

- Tira o anel peniano, por favor, me deixa gozar — ela implorava — por favor Jichu, me deixa gozar.

Carinhosamente beijei seu rosto e lambi uma lágrima solitária que rotou por baixo da venda. A abracei e sussurrei no seu ouvido:

- Eu avisei para não me provocar — então a penetrei com força e ela gritou. E gritou ainda mais quando a bolinha vermelhe estourou dentro dela, deixando tudo mais
quente.

Rosé gritava e gemia muito alto, ela estava hipersensível e só o roçar do meu dedo no bico do seu seio, já causava uma descarga elétrica. Sua excitação escorria, mesmo com o anel peniano, vazava e eu sabia que ela não ia aguentar muito tempo.

Eu não tinha controle nos meus movimentos e acho que nunca fui tão brusco, entrando com força e acertando seu ponto sensível. Até os meus próprios gemidos e rosnados estavam mais altos do que eu pensei.

- Por favor - Rosé implorava desesperada - Jisoo, por favor!

Sai dela e ela chorou, aposto que estava quase, mas eu também estava. A virei para a parede, foi tão rápido que ela usou os cotovelos para se apoiar, já que as mãos ainda estavam algemadas. Ela estava ajoelhada na cama, então afastei suas coxas e fiquei atrás dela, a penetrando.

- Você entende porque não pode me provocar? - cada palavra era acompanhada de uma estocada e eu ia o mais fundo que podia.

- Sim... aaaahhhh... sim - ela se engasgava e gemia, enquanto tentava me responder.

- E você vai fazer isso de novo? - perguntei do mesmo jeito.

- Não... eu não sei... talvez... - sua cabeça pendia para o lado, ela já estava sem forças. Mas agarrei seu cabelo e a trouxe para mim, colando nossos corpos.

- Talvez? - eu ri perigosa, sem parar de entrar e sair dela — Rosé, eu te juro, se me provocar tanto assim e eu chegar até o meu limite de novo, tudo o que eu fiz essa noite, irá parecer apenas uma brincadeira, você entendeu?

- Sim - ela sussurrou.

Com uma mão eu ainda segurava seu cabelo, mas com a outra eu puxei o anel peniano para fora e, ao mesmo tempo, o mordi com força, por cima da minha marca.

Rosé gritou e gozou duro e forte, eu não parei de estocar até que meu orgasmo estivesse vindo. Mas como Rose estava excessivamente sensível e ômegas podem gozar vezes seguidas, Rosé não teve tempo de se recuperar. Quando eu gozei e meu nó se formou, ela gozou de novo.

Nós duas caímos para frente e usamos a parede para nos apoiar, nossas respirações era muito ofegantes e nossos corações estavam tão disparados, que tive medo que meu ômega fosse passar mal. Estendi a mão e soltei as algemas, rolei para o lado e trouxe Rosé comigo, afinal ainda estávamos presos pelo meu nó.

Fiquei beijando seu rosto e pescoço, até que nos acalmássemos e meu nó se desfizesse. Quando pude, a virei para mim, Rosé estava de olhos fechados e sua
respiração estava mais regulada, até parecia dormir, mas eu sabia que não estava.

- Você está bem? - eu perguntei preocupada que tivesse passado dos limites dela.

- Acho que sim - ela resmungou se ajeitando no meu pescoço - meu corpo está pesado e acho que não consigo me mover - ela reclamou e eu ri.

- A culpa é sua - eu a abracei, a mantendo apertada contra mim.

- Não me arrependo de nada.

- Rosé - falei em tom de aviso, mas tudo que minha ômega fez foi se ajeitar ainda mais contra mim - você quer descansar antes de irmos para casa?

- O único jeito que eu saio daqui é carregada - Rosé suspirou e eu beijei seu pescoço.

- Por favor, não deixe que pessoas desconhecidas te toquem - eu pedi - Você não sabe como meu lobo fica, foi difícil controla-lo.

- Seu lobo te machucou? - ela perguntou preocupada.

- Bem, ele não estava feliz, mas talvez isso passe depois do meu rut juntas.

- Tudo bem, pelo menos até seu rut, eu não vou deixar ninguém me tocar.

— “Até o meu rut"? - perguntei levantando a sobrancelha para ela.

- Sim - ela respondeu sorrindo e me beijou preguiçosamente.



Notas Finais


Quente né? Kkkkk



Continuem Votando.


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