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História Look After You (Kth-Jjk) - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura ❤️

Capítulo 3 - Capítulo 02


Fanfic / Fanfiction Look After You (Kth-Jjk) - Capítulo 3 - Capítulo 02

Mais dois dias se passaram.

Dois dias sem eu dormir, sem conseguir relaxar, sempre olhando por sobre meu ombro. Sungyeol não tinha aparecido ainda, o que antes isso seria algo bom, agora era motivo de pânico. Eu realmente não me importava se algo acontecesse com ele, desde que fosse só com ele.

Mas e se ele mexesse com mais pessoas perigosas? Pessoas sem tanta piedade como Yoongi e Jimin? Se bem que, se não fosse por Jimin, provavelmente Yoongi teria me usado para transmitir o recado a Sungyeol de um jeito mais explícito, digamos. E se o próprio Kim Taehyung viesse atrás de nós?

Quantas dívidas Sungyeol teria? Quantos roubos ele já tinha se metido? Como ficar seguro?

Fugir tinha se tornado uma opção, mas com que dinheiro? Eu não tinha quase nada guardado e usar o dinheiro da caixa estava fora de cogitação, não poderia deixar pensarem que sou cúmplice de jeito nenhum!

Minha cabeça estava fervendo, eu não conseguia me concentrar em nada, não conseguia dormir, mal comi nesses dois dias.

— Hey Kook — disse Luhan, um dos professores estagiários me chamou. Ele também era ômega e estava noivo do Sehun, um Alfa que trabalhava em um bar badalado aqui de Se — O que vai fazer esse final de semana?

Era sexta e eu nem tinha percebido!

— Acho que nada, só o de sempre — dei de ombros — E você?

— Hoje o Sehun trabalha, por isso vou lá no Spell com meus amigos esperar dar o horário dele. Depois vamos aproveitar que esse é o final de semana de folga dele — ele sorriu por falar do namorado. Eu nunca tive isso — Sabe, Kook, você devia sair mais. Você ainda tem 23 anos, precisa aproveitar a vida!

— No momento tudo o que quero aproveitar é meu tempo com a minha filha — Luhan saia bastante, todo final de semana, ele devia conhecer pessoas — Hmm, Luhan, você conhece muitas pessoas que frequentam bares, não é?

— Sim, por que? — ele abriu um sorriso malicioso — Está interessado em alguém?

— Não! É que eu ouvi falarem de alguém e fiquei curioso — se pensar bem, eu não menti.

— Sei — ele não pareceu acreditar em mim — Me diz quem é e eu digo se eu conheço ou não.

— Kim Taehyung — eu disse em voz baixa, a expressão relaxada do meu amigo mudou na hora.

— Ow! Se mantenha longe dele e dos amigos dele! Kook, eu sei que o cara é gostoso, tudo mundo sabe, até outros Alfas dão em cima dele. Mas o cara é um Alfa Lúpus! E não qualquer um, ele é um Lúpus Puro! Você sabe como eles são!

Alfas Lúpus são a supremacia de todo o sistema da nossa sociedade. São os mais forte, rápidos e mais parecidos com os lobos. Ninguém os pode vencer em lutas, eles também tem fama de serem mais agressivos. Ser um Lúpus Puro é ainda mais raro e ainda mais poderoso.

Nunca se deve atravessar o caminho de um!

— Fora que o cara é metido em muita coisa! Ele é dono de metade das casas noturnas de Seul, você sabe que nesses lugares rola de tudo — Luhan  continuou — Eles são barra pesada!

— Fique calmo, não estou afim de ninguém — eu afirmei com segurança — Eu só ouvi alguém falar dele fiquei curioso, não é nada demais.

— Ok — ele me olhou desconfiado — Sério Kook, não se envolva com eles. Sei que você tem problemas com seu Alfa, mas se jogar nesse tipo de coisa não é bom.

— Eu já entendi — revirei os olhos — Mas porquê todo mundo tem medo desse Kim?

— Além do óbvio? Ele segue o antigo Código de Conduta dos Alfas. Sabe, ataque primeiro e pergunte depois.

— Quem segue esse Código ainda? — Esse código era muito antigo, servia para dizer como os Alfas podiam se comportar e o que deveriam fazer.

Dava permissão até para matar em alguns casos sem serem processados por isso. Era uma questão de honra para quem seguia, o que, normalmente, só as famílias muito tradicionais faziam. Há muito tempo que ele foi deixado de lado por muitos Alfas.

— Alfas Lúpus seguem, Kim principalmente, ele segue a risca.

Seguir a risca o código o dá direito de matar quem o lesionou. Isso quer dizer que Yoongi estava falando sério, Kim podia matar Sungyeol e falar disso abertamente e quem seria contra um Alfa Lúpus?

Fui para casa com aquilo na cabeça, por Deus, que Sungyeol não fizesse mais nada. Eu já estava disposto a ir procurar por ele, quando a porta da sala abriu enquanto eu cozinhava o jantar. Sabia que era meu suposto meu marido porque, no mesmo instante, Hye correu para perto de mim.

— Sungyeol — eu fui atrás dele no quarto — Precisamos conversar!

— Agora não, Kook, eu tenho que sair e...

— Agora! — eu falei alto e ele me olhou surpreso — Você precisa parar com o que quer que seja que esteja fazendo!

— Esse papo de novo — ele revirou os olhos, trocando de camiseta.

— Sungyeol, é sério! Yoongi esteve aqui a mando de Kim Taehyung! AQUI! NESSA CASA!

— Min esteve aqui? — ele realmente estava espantado e pude ver o medo brilhar em seus olhos — Quando? O que ele queria?

— Há dois dias, mandou dizer que se você cruzasse o caminho de qualquer um do bando, estaria morto!

Ele andou pelo quarto, passando a mão pelo cabelo nervosamente, até que parou, se virou para mim e me deu um tapa na cara.

— Você está mentindo!

Eu fiquei sem reação, sem conseguir entender o que estava acontecendo.

— Se o Min tivesse vindo aqui, ele teria quebrado coisas, você não estaria inteiro! — Sungyeol gritou — Você está tentando atrasar a minha vida, você não suporta ver eu me dando bem, você quer acabar com isso!

— Você está louco? Eu estou tentando te ajudar!

— Você quer me arrastar para essa merda de vida que você tem! — ele me ergueu pela gola da minha camiseta, me batendo na parede — Mas eu não sou um inútil como você, eu tenho vida, sou jovem, bonito! Não sou um gordo burro e inútil como você!

— Tomara que Kim Taehyung te pegue e te mate! — eu gritei o empurrando.

Eu tentei sair, mas ele me puxou pelo cabelo, batendo minha cabeça na parede.

— Eu sou muito melhor do que o Kim, eu vou ocupar o lugar dele! Se você quer ser uma das putas dele, desista. Ele só pega puta de estilo, não coisas feias como você! — ele me soltou, me fazendo cair no chão — Mas não importa, logo ele será passado!

Sungyeol passou por cima de mim, saindo do quarto, segundos depois eu ouvi a porta batendo com força. As lágrimas rolaram soltas pelo minha face.

Me forcei a ir para o banheiro, lavando meu rosto, um das minhas bochechas estava vermelho vivo, onde levei o tapa. Fora o galo que nascia na minha testa, pelo menos esse eu conseguia encobrir com o cabelo.

— Papai? — Hye me chamou hesitante — Você não vai ir ver desenho comigo?

— Sim, eu já vou — respondi fechando a torneira e colocando aquele sorriso de novo no rosto.

|❄️|

Já havia se passado mais de uma semana, nenhum sinal de Sungyeol, o que, sinceramente, não fazia falta.

Desde a noite passada eu me sentia estranho, eu tinha ido com Hye na casa de Chinsun, minha colega de trabalho. Ela e a alfa dela tinham feito noite da comida mexicana, agora eu senti meu corpo coçar, principalmente minha marca.

Revirei os olhos, isso que dá em exagerar na comida apimentada.

Mas eu não podia me dar ao luxo de parar, ainda tinha que arrumar a casa, me arrumar, aprontar minha filha, ir trabalhar, fazer o jantar, pagar as contas. . . Então apenas tomei remédio e segui minha vida.

Três, quatro, cinco dias e tinha se transformado em um incômodo. Como uma coceira insistente, mas que depois que você coça, acaba ardendo um pouco. Talvez eu tivesse arranhado dormindo. Era bem a minha cara fazer isso.

No sexto dia, eu sentia minha pele estranha, como se tivesse algo errado, mas não havia nada realmente errado.

Verifiquei a minha agenda no celular, percebi que tinha esquecido de tomar meu supressor no dia da última discussão com Sungyeol, será que o fato que eu tivesse esquecido um único dia, tinha desregulado tudo? Por via das dúvidas, tomei dois de uma vez.

O que se mostrou uma péssima ideia no dia seguinte, parecia que meu estômago estava pesado, o que li na internet que era normal nesses casos. O efeito colateral era que minha marca estava muito sensível e irritada, sem contar aquela leve coceira, igual de quando uma ferida está cicatrizando.

Naquela noite, acordei no meio da madrugada assustado. Eu suava, minha boca estava seca e quando tentei levantar, senti uma tortura, que me obrigou a ficar mais um tempo sentado.

Coloquei minha mão no meu pescoço e senti algo molhado, assustado acendi a luz do abajur e vi pontos vermelhos nos meus dedos.

Fui até o banheiro e olhei no espelho, havia pontos de ferida na minha marca. Dessa vez eu tinha conseguido arrancar sangue. Não era muito, era bem pouco na verdade.

Só que quando olhei nas minhas unhas, além de estarem muito curtas, não havia sangue.

Então como eu me machuquei?

Sem entender ou melhor, sem querer pensar nisso, lavei minha marca com água e voltei a dormir. Eu não precisava de mais preocupações na minha vida.

Acordei bem, incrivelmente bem, como não me sentia há muito tempo. Era quase como se me sentisse livre, fez sentido?

— Festa do pijama! — Hye gritava — Hoje vai ter festa do pijama!

— Sim, meu amor, é hoje! — seria a primeira vez que minha pequena dormiria fora de casa, ela iria na festinha que Hana, a filha de Chinsun, ia dar para comemorar seu aniversário.

O dia seguiu normal, mesmas coisas de sempre, mas havia essa sensação de algo diferente, algo bom. Quase se como eu pudesse voltar a respirar fundo.

— Vamos Kook, eu pago!

— Ok, mas só uma é você paga! — eu aceitei.

Aproveitando que eu estava sozinho em casa, Luhan me convenceu a ir tomar uma cerveja com ele e outros colegas da escola. Bem, era uma sexta feira porque não aproveitar?

Foi divertido, não fomos nesses bares da moda, apenas em um pub normal.

Voltei para casa mais tarde do que pretendia, tirei meus vans e os deixei perto da porta. Eu estava cantarolando uma música, tirando meu cachecol e jogando meu casaco em cima do sofá, fazendo uma dança boba. Então a luz da luminária se acendeu sozinha atrás de mim, me assustando. Me virei e o vi.

Sentado na minha poltrona, me encarando com seus olhos castanhos claros. Cabelos castanhos, pele um pouco morena, roupas negras e botas.

Ele me avaliava de cima a baixo, mas sem deixar escapar nenhuma expressão que me desse uma pista do que ele estava pensando.

O homem a minha frente não precisava se apresentar para que eu soubesse quem ele era, mas mesmo assim ele o fez.

— Olá Jeon Jungkook — sua voz grave ecoou pela sala e me arrepiou — Me chamo Kim Taehyung e precisamos conversar!


Notas Finais


Espero que tenham gostado, até amanhã ❤️


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