História Look What You Made Me Do - Capítulo 8


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Categorias Sou Luna
Personagens Amanda, Ámbar Benson, Ana, Cato, Delfina, Gaston, Jazmin, Jim, Luna Valente, Matteo, Miguel, Monica, Nico, Nina, Pedro, Personagens Originais, Ramiro, Rey, Ricardo, Sharon, Tamara, Tino, Yam
Tags Ánício, Dáston, Gastina, Jazmón, Lumón, Lutteo, Neric, Nim, Pelfi, Rambar, Simbar, Xina, Yamiro
Visualizações 182
Palavras 4.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Festa, Ficção Adolescente, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hello, hello!!!
Volteiiiii!!!
Dessa vez não demorei tanto, não é mesmo?
Não respondam pelo amor de Deus, sei bem que demorei kkkkk
Mas voltei com um cap louco, e cheio de mistério, então quero todos bem atentossss

Capítulo 8 - Eu não aguento mais isso! Como se eu aguentasse....


Fanfic / Fanfiction Look What You Made Me Do - Capítulo 8 - Eu não aguento mais isso! Como se eu aguentasse....

- Porque eu estou tão sozinha, nasci de um modo e com o tempo me tornei uma pessoa totalmente diferente. Rey, eu sou uma pessoa completamente diferente com a Luna, você, entre outros, mas quando eu estou com os meus pais, na escola, no Roller, me torno algo que eu não sou, mas que eles criaram!


- Se acalme, eu vou pegar um copo de água, fique aqui... - Assim que o vejo se afastar me deito com o rosto contra o travesseiro e começo a chorar e gritar com todas as forças, era perfeito, pois estava tão fraca, me afogando de forma tão violenta que o grito nem chegava a sair. Era como se fosse uma ilusão criada por mim mesmo, para ter a sensação de que eu estou conseguindo expor minha dor.


P.O.V. Simón
- Filho, oi! Olha, eu estava vendo, acho que hoje vamos comer pizza e... Advinha! - O encaro sem o menor animo, porém ele ignora e ergue o DVD dos Incríveis, algo que eu costumava assistir principalmente com a Ámbar e o Matteo.


"Já entendi mundo! Chega disso, prometo NUNCA MAIS TENTAR! " - Suspiro pesado ao negar com a cabeça e subir direto para o meu quarto. Gemi ao sentir meu corpo ir com tudo contra o colchão da cama que não era lá um monte de penas. 


Acho que fiquei exatamente uma hora deitado brincando com meu violão, tocando melodias aleatórias procurando fazer algo que preste, pois pensar em uma garota tão cabeça dura, malvada, e controladora era... Ahhh!


- Toc, toc! - Ao escutar a voz da Valente enfio o meu rosto contra o meu travesseiro preferindo ficar na minha, mas era a Luna. 


Toda a minha lógica se confirmou quando eu senti uma parte do colchão perto do meu corpo se afundar um pouco, logo depois a mão da morena começou a acariciar a minha cabeça me fazendo sorrir e relaxar minimamente por seu carinho.


- Ei... Eu te avisei sobre a Ámbar. - Sinto um aperto dentro do peito ao ver que ela realmente tinha razão, Ámbar Smith era difícil e mais do que eu imaginava.


- H-hum... É que eu... - Tento procurar algum motivo ou lógica, mas não existia, ou talvez eu ainda não tenha descoberto. Encaro ela chateado, porém a mesma ficava me encarando com esperança de algo que nem eu mesmo sabia.


- Você...?


- Sei lá, apenas queria fazer alguma coisa... - Murmuro ficando sentado de frente para ela com as pernas cruzadas.


- Tipo o quê? Virar o herói da pátria? 


- Eu não sei Luna, eu queria ajudá-la, entende? 


- Sim, é o que muitos querem, mas ninguém consegue. Olha Simón, eu te amo e não quero o seu mal, muito menos o dela, mas entenda que suas tentativas vão mais machucar do que ajudar... - Noto seu rostinho avermelhado porque assim como eu ela estava chorando.


- Eu sei, porém algo dentro de mim me fez acreditar que eu podia de algum modo ajudá-la a passar por qualquer dureza, não sei... Eu apenas... - Anda merda, saí logo a palavra, eu preciso dizer ou pelo menos me entender, mas nada de algum fato sair, apenas mais desistência. - ...Acho que viajei...


- Talvez não, Ámbar chegou agora e... Ela chorou por você, Simón... - A encaro com os olhos arregalados não podendo acreditar que a Ámbar Smith estava assim por mim.


- Quê?


- É, eu também me assustei. - Rimos logo brincando de empurrar um ao outro. - E então, vai ir lá falar com ela e continuar suas loucas tentativas que... Lá no fundo eu apoio, ou vai ficar aqui para assistirmos um filme?


- Acha que eu deveria? Sei lá, creio que ela esteja nem aí pra mim, muito menos para o nosso passeio no sábado.


- Duvido, faz bem tentar...


- Nem sempre, nem sempre Luna... - Sussurro me deitando, porém a morena apenas me empurrou para o lado e ficamos abraçados deitados.

 
- Vai dar tudo certo Simón... Apenas tenha paciência.


- Ai... Você me enlouquece Srta. Valente, porém eu te amo muito... - Sussurro a abraçando com força.


P.O.V. Ámbar
Após meu momento com o Rey fui direto para o meu quarto, pois ele infelizmente tinha que ir na empresa com o meu pai, então fiquei lá trancada o resto do dia estudando. Praticamente me desliguei de tudo, dei as costas para todos, era eu e os meus livros, pois pelo menos eu não podia magoá-los.


- Acho que estou ficando pior que a Nina.. Ou você acha que eu estou bem? - Pergunto observando o livro e acabo escutando risadas que faz o meu sangue ferver. - EU JÁ DISSE PARA FICAREM LONGE DO MEU QUARTO! - Berrei batendo com a porta na cara daqueles moleques. 


- Mas a gente quer falar com você!


- É, confessa que somos melhores que os livros! - E mais risadas vinham daqueles dois atiçando em mim um ódio descontrolado.


- Ámb!


- Não, vocês não são melhores que os livros! - Tranco a mesma com raiva antes de voltar aos meus estudos, só que agora de fone. Depois de um tempo relaxo e deixo os estudos de lado, precisava fazer outra coisa, talvez estudar a matéria da faculdade seja loucura.


Largo os livros de lado e me direciono ao computador aonde eu consegui ver a pagina de inscrição para a École Normale Supérieure aberta, essa seria a minha faculdade escolhida. Sorri só de imaginar estar lá, bem longe disso tudo.


- Ámbar, posso entrar? - Franzi o cenho ao reconhecer a voz, mas ao abrir a porta confirmei que não estava ficando louca de vez. 


- ...Mônica? Aconteceu alguma coisa?


- Não, na verdade eu vi você chegando e te vi chorando... Está tudo bem?


- Ah... Não, eu estou ótima.


- Ámbar, sabe que não precisa mentir pra mim.


- Eu sei, na verdade já estou até cansada de ouvir todos falando isso tia, e... - Para ao lembrar do Álvarez e daquelas malditas lágrimas escorrendo dos seus olhos por minha culpa, da culpa me corroendo.


- E o que você quer?


- Um abraço.. - Murmuro vendo a mesma sorrir e fazer o que eu pedi. Sorri me aconchegando mais nos seus braços, era bom ter a atenção de uma mãe e a Valente era quase uma, na verdade a minha segunda mãe e isso me fazia bem, muito bem.


- Então, o que aconteceu?


- Eu... - Com cuidado a puxo para dentro e fecho a porta. - Olha, eu ouvi a sua conversa com a minha mãe ontem a noite e...


- Isso te afeta, não é?


- Muito, mas agora eu não estou triste por isso...


- Então é pelo o quê?


- Uma pessoa...


- Um garoto. - A mesma me corrige sorrindo ansiosa pelo resto da história.


- Tá, um garoto... - Ri fraco ao ver que esse lema de mãe saber tudo ser o certo e a Mônica ter acabado de comprovar isso. - Bom, ele me ajudou hoje, só que eu o magoei e... Eu me sinto horrível, porém não posso deixá-lo se aproximar, entende?


- Entendo, mas discordo... - Suspiro chateada, mas ela apenas pega nas minhas mãos e me puxa para sentar nas poltronas perto da minha televisão. - Olha Ámbar, sei muito bem como você sempre foi fechada para essas coisas, e entendo completamente, mas precisa ser valente, pedir ajudar não te faz fraca, mas lhe torna mais forte ainda.


- Mas eu não consigo confiar nos outros..


- Porém confiou nele, não é?


- H-hum...


- Então...? - Fecho os olhos ao sentir ela aos poucos secando as minhas lágrimas e acariciando o meu rosto com aquele típico carinho de mãe. - Precisa se arriscar querida...


- Obrigada Mônica. - Sorri sem graça ficando de pé assim como ela, para caminharmos até a porta.


- Não foi nada, agora vou deixar você ocupada com a faculdade, e os estudos, tchau. 


- Tchau. - Encosto a porta com cuidado, antes de me virar e soltar um suspiro. Caminho rapidamente até o meu espelho e começo a me observar atentamente enquanto escovava meu cabelo, porém paro ao ver aquela maldita rindo da minha cara, não entendia como ela podia achar graça disso tudo.


- Do que você está rindo? Somos a mesma pessoa. Não, não somos, jamais que eu seria a merda de uma fresca! Se fala com tanta determinação, me diz aí o que eu devo fazer. Deixe-me no controle. - Sem me conter acabo rindo do pedido dela, parecia maluca. - Por que está rindo? Não vejo a menor graça. Perdão, mas seu pedido foi hilário, principalmente o fato de você me achar uma completa burra. É claro que eu não vou te deixar no controle, acorda! Você acabaria destruindo tudo, e seu jeito de... De quê? Minha roupa é negra, porém meus atos seriam bem melhores. Acorda Ámbar, você só tem destruído o que toca, agora faz mal a sua prima, e principalmente ao Simón. E-eu... Você está errada e deve corrigir isso. Mas como? Se não sabe pedir desculpas de algo que eles querem, mas não de tão de bandeja ou eles irão perceber.


Giro para o lado evitando encarar o espelho e começo a sentir as lágrimas, eu estava com tanto medo de ficar sozinha, mas não do jeito que muitos sentem, tinha medo de ficar sozinha com ela me atormentando, junto dos meus pais, ficar presa feito uma princesa aqui dentro, precisava viver, e pelo visto ela estava com a razão... Ou talvez não.


 - E então, o que você vai fazer Ámbar? Se escolher a opção errada vai falhar, e você não pode falhar me entendeu? Pare de ser burra Ámbar, pare de pensar no Simón, ele é que errou ao se meter aonde não devia... Mas e se ele quisesse ser nosso amigo? Nosso amigo? Ele quer a sua fama, sua popularidade, quer tirar proveito disso tudo, então vê se acorda antes que seja tarde demais! - Sinto uma lágrima escorrer e acabo a secando com ódio, estava cansada de chorar e ficar sentimental. 


Tinha que voltar a ser eu mesma, pois ser fraca era algo que eu detestava, precisava me resolver e afastar todo tipo de peso. Primeiro iria manter o Simón afastado, depois o Matteo e por fim a Luna, meu ciclo seria um, e Gastón parecia ser o melhor para mim.


- O que está acontecendo com você, Ámbar? - Suspiro antes de ouvir batidas na porta. - O que foi dessa vez? - Bufo ao abrir, mas acabo me envergonhando ao ver Luna Valente diante de mim sendo que eu sei bem aonde ela foi e com quem ela falou. - Priminha...? Ah... Oi, tudo bem?


- E-eu posso entrar?


- Ah... Claro. - Sorri dando espaço o bastante para que mesma entre e se sente aonde quiser, porém ela entrou e ficou parada, e como em um choque começo a dar permissão para que ela fique a vontade. - ...Ah, então o que você queria me falar? 


- Sobre o Simón e... Quero entender por que você o magoou.


- Ah... - Ri sem graça procurando uma resposta que não me deixe não exposta, porém era difícil, o assunto era muito complicado. - Tive medo... - Sussurro vendo-a assentir antes de começar a se aproximar de mim. 


- Ámbar, pedi para não machucá-lo, pedi para ele não fazer isso com você, mas de algum modo... Acho que ele te fez bem, então preciso saber de uma vez por todas, vai deixá-lo se aproximar?


- ...N-não sei, gosto de como eu me senti no parque, mas tenho medo de ficar ferida ou decepcionada.


- Mas isso sempre vai acontecer.


- Eu sei, mas eu não quero, entende? Eu já senti tudo isso mil vezes, para que mais?


- Porque talvez esse seja o certo.


- E se não for?E se ele me magoar mais ainda?


- Vocês eram amigos, acorda Ámbar! ...Olha, eu sei que você tem medo, mas você precisa ser valente...


- Já disse que não. 


- Mas...


- Não, chega desse assunto!


- Que seja, depois não se arrependa. - Suspiro no momento em que ela larga as minhas mãos e se afasta com raiva. - E te peço só uma coisa, não o magoe, ou então jamais poderei te chamar de amiga novamente.


Fiquei completamente paralisada com tal frase, não por ela praticamente dizer que ele tem mais importância, mas estava assim por que até a minha própria prima já havia enxergado esse brilho maravilhoso que emana dele, mas o que ela não percebeu foi que eu seria as trevas que poderiam apagar essa luz dele.  Precisava dizer algo, me mover, gritar, não sei, tinha que fazer alguma coisa, e por algum tipo de milagre tive forças nas pernas para alcançá-la. 


- Luna, espera!


- Não, já vi que esse assunto não lhe agrada, na verdade quero que saiba que eu tentei prima, afastá-lo de você, para que nenhum dos dois se machuquem, mas ele insistiu dizendo que você era linda tanto por dentro do que por fora.


- Mas eu...


- Me esquece, apenas faça o que eu pedi e pronto. - Suspiro deixando-a ir para o seu quarto, e com muita frustração volto para o meu quarto, me jogo na cama e fico pensando no que havia acontecido nesses últimos segundos após meu passeio com o Simón.


P.O.V. Simón
Depois de uma noite quase que mal dormida, me levantei e fui direto para um banho gelado para despertar de algum modo. Por sorte isso foi resolvido e decidi durante o banho que ficar correndo atrás da amizade da Ámbar era ridículo, estava mais que na hora de seguir em frente, aliás tenho os meus amigos, sou feliz com eles e pronto.


Assim que entro no Roller coloco a mão na massa, cubro o turno da Luna que estava na escola, enquanto cuido dos patins para alugar e com os pedidos. Me dividi em três para ocupar a cabeça, e confesso que estava dando tudo certo, até o momento em que o Pedro resolveu dar uma de mãe preocupada.


- E então, o que rola?


- Como assim? Olha, seja direto, pois tenho que cuidar da pista e tem alguns patins para apertar as rodas.


- Desde ontem você está estranho, o que aconteceu?


P.O.V. Ámbar
Ontem a noite havia sido horrível, tive a pior noite da minha vida, mal consegui dormir, estava exausta, mas ao mesmo tempo com energia de quem bebeu seis latas de energéticos, pois precisava decidir no que fazer.


Por a Luna no lugar dela, ou agradecê-la? Aliás ela sempre levava o que era meu, desde que ela chegou e conheceu o Matteo, o pedir e esses joguinhos são o único jeito de tê-lo, e agora tinha o Simón, estava mais que claro, ele havia esquecido nossa amizade para começar uma noa com a Valente. 


Era um fato, quem gostaria de ser amiga de uma adolescente mal amada, quem teria sentimentos ou respeito por uma garota que não se ama? Eu estava destruindo de segundo a segundo por dentro, e quando chegasse ao lado de fora obviamente todos teriam nojo, repulsa de me olhar, vergonha por mim, e nenhum estaria lá para me dar a mão.


Para piorar tudo, mesmo que eu estivesse corroendo por dentro, ninguém via, e se notava disfarçava, e um desses exemplos eram Delfi e Jazmin, ambas falavam coisas aleatórias pelos cotovelos.

- Estava pensando de irmos participar das líderes de torcida, o que acha?


- Como? - Ri fraco jogando o meu cabelo para atrás antes de entrelaçar as minhas mãos na frente do meu corpo. - Não, jamais que eu perco o meu tempo com isso... - Gesticulo apontando para a sala de reunião e inscrição da equipe, sentia nojo só de me imaginar mais clichê e fútil, era quase que ridículo.


- Por favor, seria incrível aparecer em um vídeo do Fab&Chic com aqueles uniformes maravilhosos.


- Jazmin pode ir esquecendo essa sua ideia maluca. - Ordeno voltando a caminhar pelos corredores.


- Mas por que não quer ser uma líder de torcida? Seria muito legal!


- Aonde e quando? Jaz, tenho mais o que fazer.


- Como uma rainha deveria estar presente em tudo o que acontece nessa escola. - Sinto meu sangue aumentar a velocidade do seu curso nas minhas veias, estava com raiva do modo em que ela me chamou, o nojo coberto pela inocência, era claro que nem elas suportavam me chamar assim, nem eu mesmo estava mais aguentando.


- E eu estou, vou em todos os jogos para ver os meninos, não preciso ficar dançando de saia curta também.


- Mas seria legal. - Ri debochada ao ouvir ela insistindo e até me surpreendi ao ver que Delfina estava além de cala, pensativa demais, porém ignoro.


- Desiste, pois só está perdendo o seu tempo. - Ordeno mais uma vez antes de seguir com o meu caminho para a sala de aula.


P.O.V. Jazmin
- Por que ela nunca apoia os meus planos? - Pergunto um tanto irritada intercalando o meu olhar para a morena e pela direção que a Smith escolheu percorrer até a sala.


- Porque eles sempre são ruins, porém esse até que eu gostei.


- Então, por que não me apoiou?


- Porque com a Ámbar tem que se convencer de outro jeito. e eu sei como. - Ergo as sobrancelhas tentando entendê-la, porém a mesma apenas agarra a minha mão e começa me arrastar pelos corredores, quando eu vi já estávamos de frente para a sala da diretora.


- Tá, e o que a diretora vai fazer?


- Pensa um pouco Jazmin.


- Ah... Não sei, comprá-la com benefícios.


- Errou feito, agora vem. - Antes mesmo que eu tivesse algum tipo de chance para debater minha amiga além de ter batido na porta, me arrastou para entrar com ela.


Sinto um arrepio terrível pelo meu corpo ao encarar aquela mulher que parecia jamais ter ouvido falar sobre cremes para a pele ou até mesmo que careta faz com que tenha rugas, e isso era horrível, pois li em uma revista que grande quantidade de arrepios pelo corpo podiam abrir tanto os seus poros que uma hora você ficaria com a pele toda marca, que horror... 


Já pensou nisso? Bom, eu já, e não quero isso para a minha vida, por isso sempre evito ficar perto da Ámbar quando ela está de mal-humor ou nos encara com vontade de enfiar a mão dentro do seu peito e arrancar a sua al...


- Pois não meninas? - Ri fraco ao notar que havia viajado novamente, tinha que parar de fazer isso na frente de pessoas como... Bom, qualquer um.


- Eu não fiz nada! - Digo rápido ao notar que a diretora se dirigia a nós duas.


- Eu sei Srta. Carvajal, por isso estou perguntando.


- Ata... Que susto... - Murmuro recebendo um olhar irritado da Alzamendi que ás vezes me parecia muito com a Ámbar.


- Bom, aconteceu alguma coisa?


- Na verdade não, mas queríamos falar sobre as líderes de torcida. - E novamente ela fala demostrando ser a líder quando a Smith não estiver presente, coisa que eu achei completamente injusto, pois que eu saiba ninguém aqui a elegeu para esse cargo.


- Que estranho, não sabia que vocês faziam parte. - Dizia aquela velha conforme vasculhava na lista dos membros da equipe os nossos nomes com a testa toda franzida.


"Meu Deus, para mulher! Você já A-C-A-B-O-U com a sua pele, assim só está piorando. "


- E não fazemos, mas gostaríamos de participar.


- Que bom, então por que não o fazem?


- Porque precisamos da Ámbar e acho que a senhora poderia falar com ela. - Sorri ao ver que até agora ela estava dando conta do recado, por mais que eu não suportasse ficar calada apenas assistindo tudo.


- Mas o que eu falaria? - Delfina sorriu para mim segurando as minhas mãos com força, como se esse fosse o seu momento de brilhar, o momento em que ela tentaria fazer algo que só a Ámbar sabe, manipular a nossa "amada " diretora.


Sorri de volta para encorajá-la, e pelo visto deu certo, pois ela se sentou fazendo exatamente o que a loira nos ensinava, se aproxime do seu alvo e mostre que ele deve confiar em você, diga que está ajudando-o enquanto é ele que está fazendo isso e por fim, quando não precisar mais dele o esmague de forma dolorosa.


- Pense bem Sra. Ferráz, lembra no ano passado quando o time da escola estava caindo as pedaços e com a entrada do Matteo e do Gastón seus pais financiaram e ajudaram em muita coisa? Então, a Ámbar faria o mesmo com o time das líderes de torcida, ou acha que o time está recebendo o encorajamento merecido?


- Não, confesso que as nossas meninas não tem ganhado muito a ajuda da escola por causa dos gastos e uma ajudinha a mais seria bom... Tem razão, irei falar com ela depois, obrigada meninas.


- Nada, tchau.


- Até loguinho! - Me despedi animada sendo arrastada pela morena para fora. - Aquilo foi incrível, confesso que se a Ámbar não fosse a nossa líder e de longe a melhor do grupo, você seria! - Ri a abraçando animada.


"Sei que a alguns momentos atrás eu falei o contrário, porém ela havia acabado de provar que sim, Delfina Alzamendi estaria pronta para isso."


Assim que entramos na sala vimos a nossa líder fazendo a sua unha completamente concentrada, parecia até um anjo, porém todos que se aproximavam das nossas carteiras ela os queimavam apenas com um olhar, coisa que me causava calafrios.


Um pouco nervosa com a reação dela sobre nossa entrada na equipe das líderes de torcida me aproximei ocupando meu lugar, a mesma nem precisou nos encarar para saber que eramos nós duas. 


- Olá meninas, aonde estavam? - Vejo a mesma sorrir, enquanto cuidava da sua unha.


- Na diretoria... - Murmuro nervosa a vendo nos encarar com as sobrancelhas erguidas.


- Fazendo o quê? Já disse para vocês que quando quiserem aprontar tem que me esperar, pois sabem o medo que todos tem de mim.


- Não era isso. - Foi a fez da morena responder me deixando menos nervosa.


- Então, o que aconteceu?


- A diretora estava procurando por você.


- Por mim? Será que esse povo não cansa de tirar mais dinheiro das famílias ricas? Meu Deus, pior que sangue-suga...


- Concordo... - Murmuro tentando conter o riso, porém uma ou outra risada saí chamando a atenção da mesma.


- Que ficou Jazmin? Vai me dizer que agora está com algum problema de riso? Falei algo engraçado por acaso? - Nego nervosa com o seu tom de voz sempre baixo, mas de algum modo alto, era tudo super confuso para a minha mente.


- Vamos mudar de assunto e focar na aula, adoro filosofia. - Peço vendo-a me encarar com os olhos bem atentos sobre a minha frase.


- Desde quando você gosta dessa aula?


- Já viu como esse professor é gato? - Murmurei apoiando meu rosto sobre meu queixo. - Se ele não fosse casado...


- Jazmin, por favor! Não vê que ele é vinte anos mais velho que você?


- Sim, mas ele é bonito... Não que eu me interesse, você também não me deixou terminar, né Ámbar?


- H-hum, acho bom focar mais na matéria e menos no professor. - Coro por completo com o jeito em que ela era direta em alguns momentos e grossa em outros.


- Mas eu foco, principalmente no conteúdo. - Rebato apontando de forma descontraída para o Sr. Dant que apagava o quadro completamente calmo e atento a qualquer mancha de caneta.


- Deus Jaz, você ás vezes me parece um caso perdido... - Vejo a mesma suspirar negando com a cabeça.


*Ámbar Smith, por favor compareça na diretoria imediatamente...*


Encaro a minha amiga preocupada, porém ela apenas sorri jogando seu cabelo para trás e se levantando, mas logo faz careta ao ver quem a acompanharia até a sala da Sra. Ferráz.


- Droga... - A ouço sussurrar, enquanto caminhava até ele.


Normalmente todos da sala faziam algo, ou até mesmo zoavam com a pessoa chamada pela diretora, mas sendo a Ámbar ninguém nem olhava. Aliás, todos tinham medo do que ela poderia fazer caso alguém comentasse, porém a sonsa da novata tacou o dane-se e fez um comentáriozinho ridículo, e todos aceitaram essa piada com risadas.


Minha amiga apenas os encarou com frieza fazendo os pelos do meu corpo se arrepiarem, seu dedo indicator tocou levemente seus lábios fazendo que todos parecem até de respirar sem sua permissão.


Ao encarar a Delfina, via a mesma sorrindo aparentando estar se divertindo, então fiz o mesmo agradecendo a Deus e ao mundo por Ámbar Smith ser a minha amiga e não ao contrário.


Notas Finais




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