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História Looking for a love-Jeon Jungkook - Capítulo 26


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Notas do Autor


Não se preocupem, estou de volta para felicidade da nação kkkk. 🖤

Boa leitura!!!!!

Capítulo 26 - Vinte e seis


Fanfic / Fanfiction Looking for a love-Jeon Jungkook - Capítulo 26 - Vinte e seis

Nada se compara a aquela madrugada, o choro desregulado, o desespero e a sensação de inutilidade foram minha companhia durante a noite. Olhar Jungkook dormir tranquilo em meus braços me trazia tanta paz, mas ao mesmo tempo desespero por saber que não o teria por um longo tempo. 

Só queria que quando o dia clareasse, ele pudesse me dizer que foi apenas um pesadelo e que tudo ficaria bem. Que Taylor nunca existiu e que enfim pudéssemos ter nosso bebê em paz.

Mas não, não era um pesadelo. Eu teria que encarar a realidade agora, encarar meus medos e principalmente Taylor. 

Não tinha dúvidas de que poderia abater na sala da minha casa, não tinha dúvidas de que poderia quebrar ele em pedaços e jogar no mar. Uma mulher com seu juízo afetado, é capaz de tudo. 

-Eu que vou ser preso e é você que passa a madrugada inteira chorando? - meu homem acordou pousando a mão em meu rosto. 

-Doí saber que não vou te ver mais. 

-Vamos sobreviver, hun ? - olhei em seus olhos. 

-Espero. -sussurrei. 

Jungkook subiu em meu corpo erguendo meus braços pra cima, me encarou profundamente logo se debruçando pra me beijar. Ele agia de forma despreocupada, mas no fundo eu sabia que ele também estava sofrendo.

-Se você ainda me quiser quando eu deixar a cadeia, por favor case comigo. -sorri. 

- Isso é um pedido? 

-Não, é uma ordem ! -ri 

Seu celular começou a tocar no mesmo instante em que iria lhe falar algo, Jungkook entrou em alerta logo saindo de cima de mim. Pelo seu rosto vi que a coisa estava mais séria do que eu pensava, nunca o vi assim. 

Depois daquela ligação Jeon suspirou, apoiou os braços na cama avisando que eu precisava ir embora pois ele precisava ficar atento a qualquer movimento da polícia. 

Rápido me troquei descendo as escadas em sua frente, o mesmo motorista que me trouxe iria me levar de volta pra casa. Antes que pudesse abrir a porta Jungkook a segurou me fazendo te dar total atenção. 

- Não se esquece de mim, se cuida e...

-Será impossível darling, já que você não sai da minha cabeça sequer um minuto, chega ser sufocante e gostoso ao mesmo tempo. 

-É a mesma sensação de quando eu aperto seu pescoço honey? -sorri. 

-Digamos que sim. - ele mordeu o lábio. 

-Vou sentir sua falta, fica bem pelo amor de Deus. -Jungkook fechou os olhos, aproveitei pra sentir seus lábios novamente, sem qualquer tipo de pressa. 

-Vou ficar, e não esquece que eu te amo. 

-Também te amo garota, até demais. -sorriu, o abracei apertado 

Abri a porta encontrando o motorista de Jungkook, me aproximei do carro encostando no lateral, estava difícil deixa-lo. 

-Cuida do meu bebê! -gelei, ele ouviu o que eu disse? 

-Que bebê Jungkook? - falei um pouco nervosa. 

-Você, quem mais seria? -sorri toda boiola mas também aliviada. 

Entrei no veículo o observando da janela, Jungkook se fingia de forte mas estava do mesmo jeito que eu. Com os olhos encharcados me vendo partir dentro daquele carro. 

                 Uma semana depois  

E foi depois daquele dia que minha vida virou de cabeça pra baixo. Jungkook havia sido preso minutos depois que eu deixei ele encostado naquele batente, Jimin me passou a notícia. 

Taylor veio até minha casa sorridente, sem preocupações, sem culpa, sem dor. Acho que toda culpa foi transferida pras minhas costas pois era a única coisa que eu sentia. 

A foto do meu homem passava por todos os canais de tv, Jungkook não era apenas um traficante, era filho de um multimilionário, não era todo dia que isso acontecia. 

O motivo da prisão não foi revelado, mas de qualquer forma sua imagem já estava arruinada graças a mim.

-Está pensativa, aconteceu algo? -Taylor riu. 

-Vai acontecer, eu vou arrancar suas bolas. - ele tirou a arma da minha cabeça voltando a prestar atenção na estrada. 

-Você é uma mulher corajosa, sabia que isso é extremamente excitante numa mulher? 

-A única coisa que iria parecer excitante por aqui seria você morto, mas não se preocupe Taylor, um dia Jungkook irá sair e daí você poderá dar adeus a essa sua vida de merda. 

-Mulher esperançosa ! 

- Vai tomar no cu ! 

Ele parou o carro de frente pro fórum de Seattle. Sim, é exatamente isso que você está pensando, o julgamento de Jungkook. 

De alguma forma Taylor conseguiu meu testemunho sem que eu percebesse. E agora eu era a testemunha principal, a mulher que ele ama iria larga-lo no meio das grades da cadeia sem poder dar nenhuma explicação. 

Meus pulsos foram soltos após uma longa resistência pra não vir, fui arrastada até aqui, obrigada a vir. Fui ameaçada como sempre, e por pensar no meu bebê, vulgo da minha barriga, tive que ceder. 

-Sem gracinhas, ouviu garota? -assenti.-Dê seu testemunho. 

-E depois? 

- Eu daria tudo pra ver a carinha do Jungkook com seu depoimento, não deve ser fácil ter uma mulher tão egocêntrica, que só pensa nela. 

-Vai se foder! -pisei com força em seu pé encarando seu rosto nojento. 

-V-você me paga, vagabunda. 

Um homem muito bem vestido se aproximou de nós alegando ser meu advogado, mas não passava de um subordinado de Taylor. 

[...]

Adentramos o tribunal do júri sendo levados até as primeiras poltronas de frente pra mesa do juiz. O tanto que meu coração acelerava poderia me causar uma taquicardia, o espaço possuía algumas pessoas desconhecidas apenas esperando a chegada do juiz. 

Quando pensei no quanto mais iria demorar o moço baixinho chegou fazendo todos levantarem em sinal de respeito a autoridade maior. 

-Daremos início ao julgamento do réu, Jeon Jungkook acusado de sequestro e por tráfico de drogas. - do nada uma porta se abriu onde pensei ser uma parede.

Jeon saiu dali com as mãos presas por algemas sendo acompanhado por um policial. Permaneci parada ainda não acreditando que teria que olhar em seus olhos, te trair na cara dura. Ele se manteve de cabeça baixa, só queria lhe dar um abraço. 

-A testemunha principal poderá dar início ao depoimento. -sai do transe, Jeon olhou curioso para saber quem era a tal testemunha.

E olha só, era eu. O momento que nossos olhares se encontraram foi como um filme de terror, parecia não ter fim toda aquela tortura. 

Aqueles mesmos olhos que tanto me olhavam enquanto estávamos juntos, no momento me olhava sem expressão alguma, acho que seu desapontamento superou tudo. Queria tanto lhe explicar o que se passava, acho que eu morreria depois que saísse daqui. 

-A senhorita foi sequestrada por este homem, o reconhece ? -um outro homem levantou de faixa verde na cintura. 

-Sim. -minha voz mal saiu. 

- Foi mantida refém por pelo menos quanto tempo ? A senhora consegue se lembrar? 

-Alguns meses. 

-Pois bem, a senhora chegou a ser agredida ? Seja de forma verbal, ou física ? 

- Em nenhum momento. 

-Termino minhas perguntas por aqui  meritíssimo. -O homem sentou-se,logo outro levantou-se portanto uma faixa vermelha na cintura. 

-A senhora chegou a ouvir algo sobre ele ser um traficante? 

-Ele disse isso pra mim. -mordi minha bochecha, se eu mentisse estava ferrada. 

- Presenciou a venda desses entorpecente?

-Não ! 

-Sobre a negociação com sua família, por acaso ele recebeu o dinheiro e de imediato te mandou embora? 

-Sim, ele recebeu o dinheiro, e eu fui libertada de imediato. 

-É verdade que ele tentou te matar? -arregalei os olhos. 

- Meritíssimo isso não consta no depoimento, a acusação está fazendo fazendo uma pergunta hipotética. -o moço da faixa verde protestou. 

-Sim, isso não consta, por favor seja rápido. -o juiz sério repreendeu o outro moço. 

[...]

Depois de longas horas de perguntas e mais perguntas e muita tortura pelo olhar de Jungkook sobre mim enfim os jurados podiam decidir se Jungkook era culpado, ou não. 

Enquanto esperávamos ele não me olhou mais, tinha certeza de que tudo terminava por ali, mas pelo menos a chance de me explicar pra ele assim que ele saísse teria que existir. 

Após o longo tempo de espera um policial entregou um papel ao juiz que analisou com muita cautela. De repente ele pegou o martelo consertando o óculos em seu rosto. 

-O réu é considerado culpado diante as pessoas aqui presente, portanto sua pena será de seis anos. Por crime contra a vida e tráfico de entorpecentes. -o barulho do martelo ecoou. 

Assustada, completamente sem reação olhei pra Jungkook demorado um pouco pra entender que seria a última vez. Seis anos, não eram seis meses, ou sequer seis dias. 

De fato perdi meu homem. 

Por seis anos, ou pra sempre. 

Nem percebi quando fui retirada do tribunal encarando Jungkook, tudo pareceu parar, em câmera lenta nossos olhares se desviaram e nossos corpos tomavam uma distância estarrecedora. 

Durante o caminho infernal pra casa em silêncio articulei como matar Taylor, e vai ser na facada prometendo não me arrepender depois pois ele destruiu o amor da minha vida. 

-Não vai querer entrar um instante? -pareci dócil. -Beber água, sei lá. 

-Vai ter veneno nela ? 

-Se possível...

Entramos indo direto pra cozinha, ficando em suas costas abri a geladeira tirando de lá uma garrafa com água. Na mesa avistei uma faca, não teria o mesmo efeito de uma faca grande, mas valeria deixar ele pelo menos sem pau. 

-Vejo que ficou abalada por seu sequestrador ter sido preso, isso é extremamente estranho garota. 

Me aproximei em passos leves até a mesa onde peguei o objeto cortante enquanto ele falava o quanto era estranho por ter me envolvido com Jungkook, sua inveja virou uma obsessão. 

-Amor Taylor, já ouviu falar? -enfiei a faca sem dó na lateral da sua barriga, o mais velho apertou meu pulso e num movimento rápido puxou a faca dali. 

- Você errou feio e-em fazer i-isso. -pressionou o local fazendo careta. 

A adrenalina estava tão elevada que nem pensei nas consequências que teria caso ele sobrevivesse. 

-Nem pense que vai visitar J-Jungkook na cadeia. -sus blusa branca estava ficando linda com seu sangue saindo. -S-sua vida e a d-dessa criança ainda corre p-perigo. -revirou os olhos pela dor. -Desapareça d-da vida dele. 

-Quem vai desaparecer é você, agora, da minha casa. -chutei sua perna. 

O empurrei pra fora quase o jogando no meio da pista, não seria má ideia o carro acabar de matar. Tranquei tudo indo até a cozinha limpar os pingos de sangue deixados pra trás, lavei a faca a deixando em perfeito estado como se nada tivesse acontecido. 

Subi pro meu quarto deixando minhas coisas no chão, peguei meu celular pra verificar umas coisas tendo uma chamada perdida de um número desconhecido a alguns minutos. 

Abri minha caixa postal vendo que tinha uma mensagem de voz, resolvi abrir. 

- Queria te dizer tantas coisas s/n, o quanto estou decepcionado e puto por você ter me traído pela segunda vez, mesmo falando que me amava a uma semana atrás. Parece que não era verdade e eu me envolvi com uma pessoa que chega a ser pior que eu, então por favor, desaparece. 


Notas Finais


Pessoinhas, de fato eu não sei como funciona um julgamento, então me perdoem!!!!

Comentem o que acharam!!!! 🖤


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