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História Looking for... Love? - LFL (TaeKook) - Capítulo 39


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Notas do Autor


Olá, olá!

E neste momento delicado de Quarentena, o que podemos fazer é tentar seguir em frente da melhor forma possível, então... Por que não nos distrairmos?

Taí mais um cap dessa história linda que tô amando escrever e que declaro que já encontra a sua reta final! Sim, a LFL já está com seus dias contados 😢

Então, espero que se divirtam com esse cap tão revelador!!! 💜💜💜💜

Capítulo 39 - My reasons


Fanfic / Fanfiction Looking for... Love? - LFL (TaeKook) - Capítulo 39 - My reasons

Alguns podem chamar de destino, outros podem tratar como um simples acaso, mas eu sabia que um dia o encontraria.

O meu grande amor surgiu de modo inesperado e na forma de um grande amigo. Kim Taehyung, mas do que qualquer pessoa em minha volta tinha todas as particularidades que o tornavam especial, despertando em mim o desejo de cuidar-lhe e estar o mais próximo possível. Sentimentos nos transformam em meros tolos guiados apenas pelas emoções e, naquele rigoroso inverno, pude enfim fazer parte de tal estimativa.

Como já era de costume, nos reuníamos na quadra de basquete abandonada do colégio todos os dias, ao final das aulas. Jogávamos, conversávamos, fazíamos tudo o que era típico para jovens de nossa idade. Tudo corria bem, até que Taehyung deixou de frequentar o colégio. Receoso, buscava entender os motivos que pudessem explicar a sua constante ausência pois, tirando tudo o que eu conhecia de sua personalidade, sua vida pessoal era um mistério para mim. Por ser membro e um dos herdeiros da família mais poderosa e influente de Daegu, qualquer tipo de informação que fosse julgada como sendo "informal" era descartada. Eu não sabia de mais nada e nem deveria saber, tal regra idiota me deixou de mãos atadas até que o tempo passasse diante de meus olhos, fazendo com que eu compreendesse que ele havia deixado sua cidade natal para trás.

Sei que, fisicamente, isto seria impossível de acontecer, mas sentimentalmente, meu coração já não mais parecia pertencer somente à mim. Com sua ida, deixei também que todos os meus sentimentos por Kim Taehyung se fossem ou, como eu temia admitir, se trancassem no mais profundo da minha alma. A partir de então, não tive a ousadia de amar outro alguém. Meu corpo, meus pensamentos, tudo o que eu buscava ser ou estar era dele, para ele e sei que, se tivesse uma segunda chance, não a desperdiçaria. Eu, Park Bogum, lutaria com todas as minhas forças para tê-lo em meus braços.

O tempo, traiçoeiro como é, mais uma vez passava diante de meus olhos e mal percebi que já não era mais um adolescente, e sim um adulto em busca de realizar meus sonhos. Um desses, eu podia afirmar que conseguiria pôr em prática pois, profissão melhor para mim não havia e desde muito jovem, o gosto por atuações se fazia presente. Formado numa das melhores academias de Arte da região, pude enfim conseguir o primeiro trabalho que me sustentasse mas, para prosseguir neste ramo, eu também deveria deixar Daegu para trás.

Residir em Seul significava que o meu trabalho tinha alguma excelência e que, minha dedicação finalmente gerava frutos. Por mais que a vida fosse corrida e que não houvesse tempo o bastante para descansar ou fazer qualquer tipo de atividade extra, eu me sentia feliz e realizado. Com o sucesso do mais novo drama que tinha a mim como protagonista, o meu nome tornou-se conhecido Coreia à fora. Fama, dinheiro, estabilidade. mulheres... Tudo o que muitos almejam agora pertencia à mim, mas, por que eu ainda me sentia incompleto por dentro? A resposta era óbvia! Eu queria aquilo que não podia ter e que há muito havia perdido. Eu queria Kim Taehyung.

- Todos o aguardam na coletiva, senhor! 

- Obrigado, senhora Cho! - Respondia-lhe enquanto conferia o meu reflexo no espelho. - Sabe como o meu tempo é curto então, tem certeza de que o tal investidor já está por aqui? O maldito me fez de bobo da última vez, mal teve a coragem de aparecer.

- Confirmamos que ele também o aguarda, senhor e...

- Por que fazem tanto mistério assim? Podiam ao menos me informar quem ele é, qual o seu sobrenome... E se não passar de um aproveitador, hum? 

- Tenho certeza que trata-se de uma pessoa íntegra e, pelo que ouvi nos corredores, é de uma família muito poderosa. - Ao afastar-me do espelho, foi surpreendido pelas palavras que repetiu de forma constante, rente ao meu ouvido. - É ele, senhor. É o senhor Taehyung, herdeiro de todo o patrimônio dos Kim!

- O-o quê? - De forma súbita e sentindo todos os músculos do meu corpo fraquejarem, eu me afastei. Recostado à parede e levando ambas as mãos até minha boca, a pressionei inacreditado de tal notícia. Finalmente, após tantos anos sem saber do homem que eu amava, ele finalmente estaria ali, compartilhando a sala de reuniões junto à mim. Destino ou acaso? Nenhum dos dois parecia ser suficiente para explicar tal reencontro.

Como temia e ao avistá-lo sentado de forma desleixada numa das poltronas de couro que haviam naquela sala, Kim Taehyung nada mudou fisicamente, exceto por seus olhos. Olhos que agora se tornaram profundos e pareciam carregar todo o seu amadurecimento como homem. Mal percebi quem ali também estava e, caminhando o mais rápido que pude, pus-me em sua frente, o reverenciando.

- Park Bogum, finalmente nos revemos... - Taehuyng dizia, e num tom de voz diferente do que imaginei. Não havia surpresa, tampouco a animação de reencontrar um velho amigo. - É ótimo podermos tratar de negócios mas antes, quero que conheça alguém! - Ao seu lado, uma jovem mulher ficava de pé. - Esta é Sofia - fiz uso de toda a educação que foi dada à mim, mas não pude conter o semblante de decepção ao ouvir as palavras seguintes - e vamos nos casar daqui há alguns meses. De antemão, já lhe convido a estar presente em nossa cerimônia. 

- A-ah, parabéns! - Os felicitando por tal decisão, em meus pensamentos, eu tentava compreender o porquê de tudo aquilo estar acontecendo. O destino, tempo, Cosmos... Todas as forças naturais pareciam estar contra mim e a minha felicidade desde que eu nasci. Havia algum tipo de protocolo a ser seguido em situações assim? Infelizmente não! Para mim, uma pessoa "pública", restava apenas a opção de manter as aparências e ser o mais natural possível. Os meus sentimentos, o meu passado com Taehyung, nada disso chegava aos pés do contrato que deveríamos assinar naquela tarde. Então, mais uma vez, deixei que todos os meus sentimentos por ele se escondessem no mais profundo do meu ser.

A celebração que uniria duas famílias e que, futuramente, geraria mais um herdeiro de peso para os Kim, não podia ser mais luxuosa. A imensa igreja estava decorada de forma deslumbrante e não demorou muito para que a noiva também fizesse parte daquela decoração. Taehyung parecia ansioso como uma criança à espera de um novo brinquedo. Não tirava o seu olhar daquela que caminhava lentamente em sua direção. Tudo parecia perfeito, perfeito até demais, pois a declaração da noiva pegara a todos de surpresa. Com um sonoro e imponente "Não!", Sofia recusou o pedido daquele que a amava, abandonando Taehyung no altar. Este que, como todos os convidados, estava em choque. 

Temendo que o pior acontecesse, tentei me aproximar de sua figura chorosa, porém fui detido.

- Mantenha-se ao meu lado, senhor Park. Há escândalo o suficiente, não acha? - A senhora Cho, segurando-me pelo braço, impediu que eu me aproximasse. - Acho que devemos ir, isto não vai terminar bem. - Levado por ela, deixamos aquela igreja, mas não antes de vermos um Taehyung furioso partir em busca de sua noiva perdida.

Me sentia quebrado por dentro e inútil o bastante para não conseguir consolá-lo. Se bem o conhecia, Taehyung neste exato momento está isolado do mundo, se afogando em lágrimas provindas de seus próprios devaneios e amarguras. Queria vê-lo, queria ser o seu porto seguro e confidente. Queria ajudar-lhe a superar todas as suas dores e traumas, mas tal opção não estava disponível para mim. Novamente e de mãos atadas, deixei que o tempo passasse pois seria inútil lutar contra ele; Não o vi desde aquele incidente, e com meses passados, fui surpreendido ao ter aquela mulher me aguardando em meu escritório.

- O que quer aqui? - Impaciente, a questionei.

- Não vai oferecer nenhum copo d'água para uma mulher grávida? - Debochou. - O senhor é totalmente diferente da imagem que os tablóides construíram de sua pessoa. Quem diria, o adorável Park Bogum não passa de um homem arrogante...

- Vou perguntar novamente, o que quer aqui? O que alguém como você faz em meu escritório?

- Vim lhe pedir o óbvio, ajuda! - Perplexo, ouvi suas palavras e pude ter certeza que, para aquela mulher não parecia haver limites. - E sei que não recusará o meu pedido.

- Ajuda? Mas que audácia! E vindo logo de você... Eu sei muito bem o que foi capaz de fazer com o homem que tanto lhe amou, Sofia e, por ser amigo deste mesmo homem, não tenho nada a fazer a não ser recusar o seu pedido.

- Creio que este mesmo homem que chama de "amigo" significa muito mais para você do que penso... - Essa maldita, ela não... - Sabe, não foi difícil me informar sobre o seu passado, Bogum e, assim que o conheci, ficou ainda mais óbvio. Kim Taehyung foi e ainda é o amor de sua vida, não?

- Ora, sua...

- Mantenha o tom de voz sereno, não vai querer fazer mal à uma mulher grávida, não é mesmo? - Sorrindo de forma irônica, Sofia prosseguia. - Ao olhar-lhe de perto, fica ainda mais nítido o seu sentimento por ele mas, tenho péssimas notícias. Ele nunca irá amá-lo!

- Tive certeza disto há muitos anos, Sofia. Agora, se não tem mais nada a dizer, saia! - Era impossível manter a calma estando na presença de uma pessoa como ela.

- Ainda tenho muito a dizer. Sabe, o seu amiguinho tem um novo brinquedo, alguém com quem tem aproveitado a vida, usufruído de novas experiências... Ah, experiências estas que deviam ser compartilhadas com você. Certo?

- O que Taehyung tem...

- Creio que agora ele não tenha mais dúvidas quanto à sua sexualidade pois, dia sim, dia não, chupa o pau daquele professorzinho com quem divide o mesmo ambiente de trabalho. Vim aqui lhe pedir ajuda para separar aqueles dois... O que me diz?

- O-o quê? O Taehyung, ele... Ele é gay?

- Ah, que pena eu sinto do pobre Bogum. Agora deve estar pensando que se não tivessem sido separados daquela forma tão dura, agora estariam juntos e felizes... Ah, Bogum... Você não quer mesmo ter Kim Taehyung em seus braços, dando-lhe todo o seu amor?

- Pare, por favor! - Desesperado, pedi-lhe e recebi em troca todo o seu desdém. Aquela mulher sabia de tudo, de minha história e do meu ponto fraco. Ela estava usando os meus sentimentos contra mim de forma mesquinha. Eu sei disso, mas porque esta proposta é tão tentadora? Porque, e depois de tantos anos eu não consigo seguir em frente? Eu o quero para mim, quero amá-lo, quero cuidar dele de todas as formas possíveis, então aceitar tal proposta e em nome do amor, seria tão desastroso assim? 

- Dou-lhe uma, dou-lhe duas...

- O que eu devo fazer? - Ao ouvir meu questionamento, o seu sorriso tornou-se ainda mais macabro e certo de que eu a apoiaria.

- Apenas se aproxime, interfira e tire fotos dos momentos em que eles estiverem juntos. Se queremos acabar com o poderoso Kim, precisamos de provas de sua conduta, digamos "inaceitável" para os padrões da sociedade coreana.

- Você está...

- Além de você, também conto com a ajuda de outra pessoa que sofreu nas mãos daqueles dois. Acredita que, além de abandonar sua esposa grávida, eles tiveram coragem de ferir os sentimentos de uma pobre garotinha? Aqueles dois não tem coração, Bogum e é por este motivo que precisamos separá-los. Assim que conseguirmos, tenho certeza de que será você a chupar o pauzinho do Taehyung, e não mais aquele professorzinho.

- Sofia, você está indo longe demais! - Gritei.

- Acalme-se Bogum e faça a sua parte. Tenho certeza de que terá a felicidade que é sua por direito e, se não tem mais dúvidas do que fazer, preciso ir. - Consentindo, Sofia pôs-se de pé. - Entraremos em contato!

 



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