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História Looking for Love - Capítulo 3


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Notas do Autor


dois capítulos se passando na mesma noite? confere.
enfim, espero que gostem amores.

Capítulo 3 - In the flesh.


Minutos depois da mensagem, Zaira e Abby foram encontradas. Primeiramente Abby no lado de fora do local se pegando com um rapaz loiro com ar de surfista e logo depois Zaira dentro da salinha de funcionários do pub junto com o tal segurança bonitão com quem tinha um caso.

Ambas estavam sendo puxadas por Layla até o banheiro e quando chegaram, as três se encararam em silêncio.

— Cadê a Crystal? — Zaira quebrou o silêncio.

— Ih relaxa, ela está bebendo e flertando com o baixista da banda cover. Nem notou que saí de perto. — Layla pareceu despreocupada.

— Então por que estamos aqui? — Abby fez cara de nojo quando olhou em volta do banheiro.

Layla cruzou os braços e se encostou na pia, vendo que era hora de contar seu plano.
— Gente, a Crys está trocando altos olhares com o baixista da banda cover mas ela como a boa puritana que é, com certeza não vai chegar nele sozinha.

— Layla, você quer que nós incentivamos nossa amiga a trair o noivo dela na despedida de solteira. É isso? — O tom incrédulo de Zaira não disfarçou o choque em ouvir aquela ideia.

Abby apenas assentiu negativamente, de boca aberta e Layla outra vez tomou a palavra.

— Meninas, é porque vocês não viram o que eu vi! — A ruiva exclamou exasperada. — Eles dois estavam se comendo com os olhos, eu nunca tinha visto a Crystal olhar com tanto desejo assim para algum cara, nem para o Pete ela olha assim!

— Olha, se eu fosse a Crys daria um belo troco naquele babaca. Ele merece e muito. — Abby retrucou.

— E é isso que eu estou querendo planejar, mas isso só iria dar certo com vocês. E aí, estão dentro? — Esperando uma resposta positiva, Layla sorriu de orelha a orelha.

Zaira e Abby se entreolharam e responderam juntas.
— Estamos!


[...]


A banda estava começando a guardar seus instrumentos e lá estava Crystal, sentada sobre o banco do bar de pernas cruzadas desta vez sem segurar nenhuma garrafa ou copo na mão... Apenas observando o lugar e ficando insegura outra vez.

— Imagine se Pete me ver aqui? — Ela pensou alto.

Enquanto isso, no outro lado do salão, os rapazes desciam do palco, deixando apenas o baixista ali. Ele guardava seu baixo preto brilhante dentro de uma case escura e segurava um cigarro entre seus lábios. Seus olhos percorreram o pub procurando algum sinal da garota com quem ele havia trocado olhares porém ela não estava sendo fácil de ser encontrada, até que um assovio chamou sua atenção.

— Parabéns hein? Vocês são ótimos. — Zaira subiu ao palco batendo palmas em tom de deboche.

— Mesmo achando que você está mentindo, obrigado. — Ele respondeu sem olhar para ela.


Vendo que ele estava desinteressado, Zaira tirou seus cachos sobre os olhos e tomou ar para falar.
— Seguinte bonitinho, minha amiga te encarou a noite toda e ficou muito afim de você. Ela é muito tímida sabe? Por isso estou aqui e não ela.
Os olhos do rapaz cresceram sem acreditar no que estava ouvindo.

— Então aquela sereia é sua amiga?

— Sim, ela é. E que apelido tosco para dar a ela. — Zaira riu. — Agora diz aí, qual é seu nome?

— John, prazer. E o seu é?

— Zaira, meu nome é Zaira.

— Um belo nome para uma bela mulher. — John piscou fazendo-a corar.

— Guarda esse flerte todo aí para minha amiga querido, você vai precisar de um papo muito interessante para conseguir ao menos um beijinho dela. — Zaira parecia o estar desafiando.

John estava começando a gostar da ideia de ficar com uma garota difícil, a maioria delas já chegam se oferecendo porém essa havia preferido mandar uma amiga dar um recado.
Pobre rapaz, mal sabia que nem Crystal fazia ideia de que suas amigas estavam planejando sua one night stand.

— Me conta mais sobre a sua amiga, porra não consegui tirar meus olhos dela, ela é uma gostosa. — John falava sem parar, parecendo um adolescente cheio de hormônios.

Zaira ergueu as sombrancelhas mostrando um semblante sério.

— John querido, primeiro, o nome dela é Crystal. Segundo, ela não é apenas um pedaço de carne para você achá-la gostosa. E terceiro, seja cavalheiro ok? Eu quero que você saia daqui e vá pagar um drink para ela, duvido que ela vai recusar... Além de estar afim de você, ela está sofrendo uma lavagem cerebral enorme agora mesmo para ceder aos seus encantos, então colabore. A minha amiga merece.

John havia odiado todas aquelas ordens, mas se isso fosse levar para uma boa noite de sexo, ele não ligava. Iria andar na linha para conseguir seu prêmio final.

— Por mim tudo bem. — Ele deu de ombros puxando uma última tragada em seu cigarro. — Vou tentar a sorte.


[...]

A cabeça de Crystal estava um turbilhão, Abby e Layla não paravam de citar o tal baixista, e isso fazia ela pensar nele mais ainda. Pelo jeito a banda já havia ido embora e ela não o veria novamente, e bem, ela não entendia por quê sentia um vazio em relação a um cara que ela nem conhecia.

O pub estava ficando vazio, passava das uma da manhã e apenas permaneciam bêbados, casais dançando agarradinhos alguma música melosa e os funcionários remanescentes limpando mesas e balcões.

E foi aí que Crystal caiu na real, seu celular e bolsa não estavam em sua mão. Um desespero subiu a sua cabeça e ela saiu andando em círculos procurando os seus pertences pelo chão.

— Ei amiga, o que houve? — Layla a segurou pelo braço.

— Eu perdi meu celular, perdi minha bolsa! Meu Deus a minha mãe ela... Ela vai me matar, eu prometi a ela que já estaria em casa, eu estou ferrada gente, ela vai cortar minha mesada e me deixar de castigo, eu-

— Wow, calma, calma Crys! — Abby a reempreendeu. — Castigo? Amiga você já tem vinte e três anos! Não tem problema, não vamos deixar a tia Candice te massacrar dessa vez. Amanhã mesmo você sai, compra um celular novo e tudo bem ela nem vai perceber. Relaxa.

— Mas gente e se ela ligou? E se Pete ligou? Vocês sabem como eles são dramáticos. Droga, eu não deveria ter bebido. — Os olhos de Crystal estavam marejados, ela estava a ponto de entrar em colapso.

Layla a abraçou tentando confortá-la e sentiu algumas lágrimas da amiga cair em seu cropped preto.
— Está tudo bem ok? Podemos emprestar nossos celulares para você ligar para um deles. Mas amiga essa noite é nossa e você merece! Poxa você nunca sai e nunca se solta como vimos hoje. Curte o momento beleza?

— Eu quero ir embora. — Crystal olhou para o chão, seu desejo saiu como um suspiro.

— Não! — Layla e Abby gritaram em uníssono.

— Por que não? Não estou entendendo.

— Amiga, acorda a Zaira ainda está com o ficante dela. E é ela que é a motorista da vez né. — Abby relembrou a amiga que a encarava com uma expressão confusa.

De longe elas avistaram John se aproximar, Crystal ainda estava de costas e não entendia o motivo dos risinhos suspeitos das duas garotas a sua frente. Mas não se importou, e apenas se apoiou sob o balcão sem se importar se elas ainda estavam ali.

— Se sentindo sozinha? — A voz calma de John vibrou nos ouvidos de Crystal fazendo-a virar rapidamente.

Ela mal podia acreditar que ele estava ali, e pior, ela não sabia como reagir perto de um rapaz tão lindo feito aquele. Crystal estava sentindo seu coração bater tão forte, parecia que iria atravessar seu corpo há qualquer momento.

— Que nada, estou com minhas amigas. — Riu sem humor.

— Esteve chorando? Sei lá seus olhos estão vermelhos... — John perguntou fingindo que se importava.

— Só foi uma breve crise de desespero porque perdi minha bolsa e meu celular, nada demais. Já passou.

— Eu sinto muito. — John segurou a mão pequena e delicada de Crystal — Não posso te dar um celular novo porém posso te oferecer uma bebida e um bom papo quem sabe?

Os olhos da jovem correu pelo pub, vendo que suas amigas provavelmente não se importariam em demorar mais um pouco, decidiu se arriscar.
— Eu aceito.

 

 1 hora depois;

Crystal e John haviam se enturmado um pouco, ela ocultou sobre sua família rica, casamento e as boutiques de roupa de sua mãe pela cidade. Ela apenas falou sobre sua faculdade de publicidade e seus hobbies e ele falou o necessário, ocultando o que podia pois não iria se abrir assim para uma garota com quem ele só queria passar a noite. Falar muito de sí seria besteira, essa era a única coisa que se passava na cabeça de ambos naquele momento.

Porém a tensão estava palpável, volta e meia os olhos de Crystal percorriam pelo rosto de John e parando em seus lábios, e isso a deixava intrigada, enquanto ele chegava mais perto tentando sentir alguma forma de calor do corpo da garota. A madrugada estava longe de acabar, mesmo sentados na calçada compartilhando o momento, se sentiam perdendo tempo.

— Eu preciso ir. Já está muito tarde. — Crystal desviou o olhar.

— Eu te levo. Não aceito resposta negativa. — O rapaz brincou.

— Mas eu vim com minhas amigas e se elas ficarem chateadas? — O jeito ingênuo de Crystal era genuíno.

John riu e levantou levemente o queixo da criatura frágil em sua frente, a encarando nos olhos.
— Elas não vão. E aí, posso te acompanhar?

A garota apenas assentiu e se levantou da calçada, John logo a acompanhou.
O carro estava estacionado num beco mal iluminado e silencioso, e quando entraram no veículo, um choque de coragem correu pelas veias de Crystal.

— Eu nunca fiz isso antes mas... Ugh, que seja!

Foi tudo o que ela disse antes de puxá-lo pela regata e dar início a um beijo urgente e profundo.
 


Notas Finais


minha nossa senhora isso ta muito............. *dies from cringe*


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