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História Looking for Love - Capítulo 4


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Notas do Autor


espero não desistir desta pérola de história porque realmente me apeguei a crystal :(
quatro capítulos num dia fodasse sdkfjksd, ai ai enfim, espero que gostem.

Capítulo 4 - Big mess.


Crystal respirou ofegante enquanto descia o seu vestido, que por sinal, já estava amassado a beça. Ela ficou parada em silêncio, olhando pela janela o céu que já clareava, torcendo para que John não puxasse assunto.

Naquele instante ela permanecia numa luta interna com sua própria consciência, afinal o que tinha dado nela para ter feito sexo com um desconhecido? E pior, no carro dele! Logo ela pensou em seu noivo e na situação desagradável que seria se ele descobrisse o que tinha acontecido naquela madrugada, seria melhor não contar, mesmo sendo péssima em mentiras, ela iria se segurar e não deixarem desconfiar dela. Sendo assim não teria perigo, pois John não andava em seu meio social certo? O que poderia dar errado?

— O que houve? Foi tão ruim assim? — A voz rouca do rapaz ecoou pelo automóvel.

— Foi legal, eu só... Nunca tinha feito isto antes, entende? — Crystal tomou coragem e o olhou.

John vestiu sua regata escura e fez uma cara de assustado como se estivesse visto um fantasma.
— Não vai me dizer que você era virgem!

— O que? — Foi a vez de Crystal ficar embasbacada. — Claro que não John! Se eu fosse, não teria perdido dentro de um carro, quem dirá com você.

— Ouch! Doeu. Quer dizer que eu não seria um homem digno de tirar toda sua pureza, princesinha? — John debochou.

— Sei lá, você não faz meu tipo. — A moça deu de ombros e tirou uma mecha de cabelo que caía em seu rosto.

Crystal percebeu que aquele lugar estava ficando estreito para ambos, ela queria se levantar e ir embora, mas estava exausta.

— Olha, eu acharia melhor você ir embora, sereia. Já amanheceu e eu quero ir para casa descansar, sabe como é né? Você me cansou.

— Qual a sua dificuldade em falar meu nome hein? — A jovem questionou irritada com a frieza do cara ao seu lado.

John riu, ele estava se divertindo com toda aquela situação.
— Não lembra? Eu te chamei pelo nome quando você-

— Nem termina essa frase, certo? — Crystal esbravejou entredentes. — Porco, não acredito que traí um homem que me ama com alguém feito você.

Dito isto, ela desceu do carro, segurando seu par de sapatos na mão direita e em seguida bateu a porta com tanta força, fazendo um barulho notável. Pode escutar também o veículo dando partida, mas logo ela andou em direção oposta não querendo dar de cara com o rapaz com quem havia passado a noite.

Crystal andou o mais rápido possível querendo se distanciar daquele beco e das lembranças daquela madrugada de cão. Por mais que lutasse, ela sabia que as digitais daquele cafajeste estavam frescas em seu corpo, ela conseguia se lembrar do calor dele, a textura daqueles lábios e aquilo a deixava agoniada, porém ansiando por outra dose daquilo tudo.

— Meus sinceros parabéns Crystal! Sem celular, sem dinheiro e sem dignidade nenhuma! Boa garota, agora vá andando para casa e torça para mamãe não estar acordada. — Ela dialogou consigo mesma enquanto andava pela rua ainda vazia e sem muito movimento.

Como seu carro fez falta naquele momento...


30 minutos depois;

 


Quando seus pés doloridos chegaram aos portões da mansão, Crystal pensou que fosse desmaiar, se culpou por não ter colocado seus saltos e o jogou por cima daquelas grades de ferro e se propôs ao desafio de escalar aquilo sem ser notada. De um jeito desengonçado, a jovem se agarrou nas grades e foi subindo devagar, sentindo suas pernas tremerem ao olhar para baixo, ela respirou fundo percebendo que já estava perto do topo.

Ao alcançar seu destino, seus pés escorregaram, fazendo-a cair sobre o arbusto; Felizmente a pobre garota não havia se machucado, mas agora sua roupa era trapo e seus cabelos estavam sujos de terra.
Andando devagar — quase mancando — Crystal perambulou pelo enorme jardim até criar coragem para entrar em sua própria casa. Havia esse medo bobo de enfrentar sua mãe, que, quando pudesse iria contar para Pete e os pais dele o estado em que a filha certinha e querida havia chegado em casa após ter se divertido com as amigas. Todo esse controle a deixava com raiva, sentia que não podia errar, ou ter as próprias opiniões, talvez era apenas acomodada com tudo aquilo.

— Santo Deus, Crystal! Filha, o que aconteceu? Te liguei várias vezes, tentei contactar suas amigas, e nenhuma noticias suas! Eu já estava me prontificando para ir até a polícia. — Candice abordou a filha desesperada, com lágrimas no canto de seus olhos.

— Mamãe, sinceramente, eu estou cansada. Apenas quero tomar um banho relaxante e dormir até amanhã, certo? — Crystal sorriu amarelo esperando uma resposta positiva.

Candice segurou-a pelo braço, exigindo que ficasse onde estava.
— Não antes de me explicar o que aconteceu com você, olhe só, está toda suja, maltrapilha e descalça! Me diga, onde que esteve, o que causou isto?!

— Argh! — Crystal se desvencilhou da mãe e passou as mãos sobre os olhos. — Mamãe, nada demais certo? Eu saí com as meninas e eu bebi ok? Perdi o celular, não consegui te avisar e no fim vim andando porque elas foram embora sem mim. Chega de drama, eu só quero paz por agora.

— Bebeu, perdeu o celular, as irresponsáveis te deixam sozinha e você ainda me diz que não foi 'nada demais'? Crystal eu andei em círculos a noite inteira apenas temendo o pior! E é assim que me trata? Então tudo bem, já que quer espaço, ele é todo seu... Mas já aviso: isso não vai se repetir e suas amigas não irão te levar para sair por um bom tempo.

— Mas mamãe-

— Nada de 'mas' querida, alias, amanhã converso com as mães de Zaira e Layla sobre o acontecido. A mãe de Abigail não pode participar do chá pois está viajando. — Candice debochou. — Perua sem classe. Agora vá para o quarto, não quero filha minha com olheiras antes dos 50 anos.

Bufando, Crystal subiu as escadas pisando duro, ansiando por um descanso e um banho.


[...]


Era para ser o momento perfeito, as famílias orgulhosas no altar, convidados olhando com emoção para os noivos e o padre prestes a dizer o famoso 'Pode beijar a noiva'...

O vestido de Crystal, era branco e longo e seu véu, que caía sob seus olhos, era levantado por Pete, que mantinha seu sorriso bobo e seus olhos azuis fixos para a sua futura esposa. Até que todos ouviram passos pelo piso da igreja, fazendo todas as cabeças se virarem para o rapaz de topete, camisa branca aberta, calças pretas e sapato de mesma cor nos pés.

— Crystal não faça isso! Você não ama esse engomadinho.

Os olhos da jovem se arregalaram em choque e seu coração disparou.
— John! O que você faz aqui? Como soube que eu ia me casar?

— Todos sabem, sereia. Agora se livra desse idiota, eu sei que você sente minha falta. — Ele sorriu convencido.

Pete tentou impedi-la mas ela deu um pisão em seu pé.

— Vai pro inferno Pete, eu me cansei disso tudo.

Segurando a cauda do vestido em sua mão, ela correu até John, e o puxou, saindo dali. Sem se importar com os burburinhos e comentários e os gritos de sua mãe lhe repreendendo.
Era o maior ato de coragem cometido por Crystal até então.


— Crystal? Querida por favor acorde! — Candice chacoalhou sua filha.

A garota grunhiu, sentindo sua cabeça latejar por conta da ressaca e ainda confusa com o sonho que acabara de ter.
— Desculpe mamãe, eu sei que você odeia que eu durma até tarde.

— Está tudo bem, afinal enquanto dormia eu fui ao shopping e lhe comprei algo. — A mulher estirou uma sacola preta para Crystal.

Desconfiada e sem empolgação nenhuma, Crystal puxou o presente para fora, revelando ser um IPhone X de cor cinza novinho em folha, acompanhado de um chip novo e algumas capinhas delicadas cor de rosa e lilás. Crystal odiava aquelas cores.

— Oh! — Fingiu entusiasmo. — Obrigada mamãe! Estou até... Sem palavras.

— Sem problemas meu bem, afinal de contas é útil, só assim para eu ter controle de onde você está. Agora tome cuidado, isto não foi nada barato. — Candice se levantou, apontando um dedo para a filha.

Crystal se aconchegou em seu colchão e assentiu, soltou o celular e segurou a cabeça com as duas mãos sentindo uma dor enorme.
— Mamãe, por favor traga um Advil e água, sim? Essa ressaca está me matando

Sua mãe revirou os olhos, mostrando a indisposição em ajudá-la.

— Céus que falta faz uma empregada nesta casa aos fins de semana! Estou indo filha, enquanto isso já configure seu celular novo, certo?

Assim que notou que estava sozinha outra vez, Crystal começou a arrumar sua nova 'máquina' mal vendo a hora de entrar em contato com suas amigas para contá-las o que aconteceu, ou melhor... Culpá-las.

— Que sonho ridículo foi esse? — Ela questionou sentindo vergonha de si mesma.

Quando Candice voltou, sua filha estava deitada outra vez de olhos fechados evitando toda claridade possível, o celular virado para cima, mostrava que ainda estava sendo configurado o backup. Ao menos Crystal não iria perder tudo.

— Crystal, levante-se meu bem. Tome, logo logo estará novinha em folha.

— Obrigada mãe. — A jovem agradeceu antes de colocar o comprimido na boca e engolir junto a água.



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