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História Looking for Love - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


bom, aproveitando que estava aqui atualizando meu perfil, decidi postar mais um capítulo.
não sei se tá bom, mas espero que vocês gostem hehe.

Capítulo 5 - Hello again.



Uma semana depois;

Estava uma manhã razoável, o sol brilhava porém não estava escaldante. Eram apenas onze da manhã e Crystal já estava cansada, logo cedo teve que ir até a costureira provar seu vestido de noiva e fazer alguns ajustes, depois foi até a confeitaria junto de sua mãe para provar alguns doces e bolos apenas para o cardápio do casamento. Dentre a semana, ela mal teve tempo de se reunir com suas amigas, conversavam por mensagem, obviamente haviam perguntado sobre como tinha terminado a madrugada de Crystal junto a John e a mesma apenas usava a desculpa de 'conto a vocês pessoalmente' apenas para fugir desse assunto.

Crystal mal estava vendo Pete, ele parecia estar cada vez mais distante. Sempre arranjando novas viagens de última hora ou desmarcando jantares com a noiva, ele desviava de qualquer assunto sobre o casório, ou qualquer chance de estar por perto.
A carência da garota não se supria apenas com mensagens frias de 'eu te amo' enviadas por seu noivo, ou de ligações bobas que não passavam de trinta segundos por pura falta de assunto. Seus sogros também não estavam por perto, viajaram para a Itália para comemorar trinta anos de casamento, que ironia, não? Sendo assim, os preparatórios feitos por antecedência estava nas costas dela e de sua mãe. A única que parecia ansiar por este dia.

— Crystal? Querida, está me ouvindo? — Candice chamou a filha sem tirar os olhos da estrada.

— Desculpe mamãe, eu estava desligada. Talvez seja o sono. — Crystal respondeu sem desgrudar a cabeça da janela do carro.

— De qual bolo gostou mais? Eu adorei o de maracujá, achei saboroso-

— Será que podemos falar disso mais tarde? — A voz doce e baixa suplicou. — Todos aqueles doces e bolos me deixaram enjoada.

Candice apenas assentiu, aceitando contra vontade o pedido da filha, dirigindo em silêncio e chateada, seguiu em frente.


[...]


Naquela tarde, a mansão estava passando por uma faxina, o que era incomum em plena quarta-feira, mas Candice queria aproveitar a deixa para poder ir ao chá da tarde que aconteceria na casa de uma das suas amigas. Achando que a filha também estaria fora, ela contratou um serviço de limpadores de vidro e piscinas que chegariam em poucos minutos.
Felizmente, o quarto de Crystal não era tão bagunçado, o que ajudou na rapidez da limpeza daquele cômodo. Ela ficaria ali até que tudo ficasse nos conformes, por um minuto ela preferiu ouvir os barulhos de cortadores de gramas e aspiradores de pó do que a voz da própria mãe.

Depois de um banho de banheira relaxante, Crystal se levantou e se enrolou na toalha cantarolando, abriu a porta de seu banheiro e andou até sua cama analisando a roupa que iria vestir: uma simples camiseta preta e shorts amarelo. De costas para a janela, teve a impressão de que alguém a observava... E bem, ela não estava errada.

Quando se virou deu de cara com um rosto familiar demais acenando para ela, de sobrancelhas erguidas, sorriso convencido, macacão escuro e um capacete azul na cabeça. Atordoada, ela correu de volta para o seu banheiro e fechou a porta como se estivesse se escondendo do bicho papão.

— Não, não ele não pode ser o tal limpador de vidros que minha mãe contratou. — Crystal riu esboçando nervosismo. — Isso já é perseguição!

Minutos dentro daquele banheiro foram gastos andando de um lado para o outro e então ela resolveu que não poderia ficar ali para sempre. Torcendo para que não visse John novamente, ela colocou apenas a cabeça para fora e, percebendo que podia sair, correu para pegar suas vestimentas. Maldita hora que tiraram suas cortinas para serem lavadas, maldita hora em que havia resolvido ficar em casa.
O barulho da empregada havia diminuído, o que Crystal deduziu que talvez ela estaria na garagem. Em passos mansos, ela saiu do quarto prendendo seu cabelo num coque e desceu as escadas indo em direção a cozinha.

— Então a sereia é burguesinha?

Oh, aquela voz, aquele apelido ridículo, ela já sabia quem era.

— Então além de baixista você é um pervertido? — Crystal retornou em um tom engraçado. — O que você faz aqui John? Na minha casa, na minha cozinha?

John riu olhando para ela.

— Limpando vidros, querida sereia, achei que estava óbvio. Eu não ia ficar em cima de uma escada apenas para te ver pelada, se bem que o crime compensa né?

Crystal sentiu seu sangue ferver de tanta raiva, seria capaz de dar um soco no rosto daquele rapaz mas se segurou, apenas revirou os olhos e respirou fundo.

— Depois dessa a minha sede até passou. Vai embora daqui, agora!

— Não vai rolar meu amor. Tenho mais algumas janelas para limpar e sua piscina também, olha que legal! Vai ter que me aguentar aqui por algum tempo.

Ele riu, se divertindo com a frustração que estava causando a ela, mas ao mesmo tempo estava adorando a ver novamente. Era louco pensar que a garota com quem havia se envolvido morava em um lugar daqueles.

— Eu não sei por que ainda estou aqui olhando para essa sua cara de convencido cafajeste. — Crystal deu de costas brava.

— Porque sentiu minha falta e não para de pensar em mim. — John chegou por trás.

— Credo. Sabemos bem que aquilo foi um erro, se eu pudesse voltar ao tempo eu nunca teria traído meu noivo com alguém feito você. — Esnobou.

— Noiva? Caralho sereia, você vai se casar? — Ele levou a mão a boca sem acreditar. — Cacete... Então o seu futuro esposo não está sabendo como te satisfazer.

Crystal se virou transbordando indiferença.
— O que te faz pensar isso hein?

— Quer que eu relembre quem começou o beijo? Ou quem tirou a roupa de quem primeiro? Acho que não, sua memória ainda deve estar boa. — A acidez nas palavras de John incomodou.

Cansada daquilo, Crystal correu dali para seu quarto rapidamente, não tendo mais como argumentar contra. A culpa e o peso na consciência de ter traído Pete já a atormentava suficiente e se arrependimento matasse, ela já teria morrido.
Sentada em sua cama, agarrando uma pelúcia qualquer, ela relembrava aquela madrugada vividamente. John parecia ser um cara tão legal, só mostrou sua verdadeira faceta quando havia conseguido o que queria e isso era tão inadmissível que fazia seu corpo tremer em raiva.

Era raiva certo?

Ainda que pudesse beijá-lo novamente ou tê-lo para ela, não iria dar o braço a torcer.
Percebendo que até seus pensamentos estavam lhe sabotando, Crystal pegou seu celular sob a escrivaninha e entrou no grupo de mensagens de suas amigas.


Comitê das Piranhas.
Abby, Layla, Zaira, Crystal. 

Crystal: Gente, o John está aqui em casa e acabei de discutir com ele, sos
Layla: Amiga??? Como assim?
Zaira: CONTEXTO!!!
Abby: Fale agora ou cale-se para sempre, noivinha
Crystal: ELE TRABALHA LIMPANDO VIDROS!!! E MINHA MÃE O CONTRATOU!!! NÃO SEI COMO ISSO ACONTECEU
Zaira: AAAAA PORRA
Crystal: Zaira eu-
Abby: O DESTINO!!! Agora conta sobre a discussão
Layla: Não tenho palavras para expressar meu choque
Crystal: Senti tanta raiva, ele ficou me lembrando do que aconteceu e isso me deixou louca. Além de convencido é prepotente
Abby: Fica de olho, vai que esse ódio vira amor
Crystal: Cruzes
Layla: Esqueceram que a margarida ainda não nos atualizou?
Zaira: Já era Crys, às oito da noite estaremos aí
Crystal: Por mim tudo bem :)

 

Dito isso, Crystal bloqueou a tela do celular e colocou de lado em sua cama, o barulho de trovão lhe assustou e ela fechou os olhos.
— Era só o que me faltava.

Enquanto ela se reclamava da vida presa em seu quarto, no lado de fora da casa, John limpava o vidro da sala de estar xingando tudo a sua volta ao ver que o céu ficava cada vez mais cinzento mostrando que uma tempestade estava por vir. 
Borrifando o produto contra a parede transparente, o rapaz pensava nas coisas que havia dito para Crystal e para piorar, não conseguia deixar de lado o fato de que ela estava noiva.

Ele não deveria ligar, certo?

— Que se foda essa patricinha. — John falou baixinho jogando o pequeno rodo dentro do balde.

Sentindo algumas gotículas de água caírem em sua cabeça, ele deduziu que havia começado a chover, teve certeza que Crystal não o deixaria entrar para se abrigar, mas iria tentar convencê-la. Tocou a campainha três vezes, ansiando para ser atendido logo. 
Quando a chuva engrossou, e viu que sua roupa estava toda encharcada, pensou em desistir, mas a enorme porta branca se abriu revelando o rosto inocente de Crystal rindo para ele.

— O que você quer?

— Um lugar para ficar, pelo menos até essa chuva parar. — John segurava a maleta com tanta força tentando não demonstrar o frio que estava sentindo.

Crystal riu debochada e lhe deu passagem para entrar, e assim ele fez. Felizmente ela havia dispensado a empregada mais cedo.

— E seus outros objetos? — A jovem perguntou curiosa.

— Depois eu pego. — John deu de ombros enquanto seu olhar corria desde o sofá de veludo até os vasos caros que enfeitava o cômodo.

Um silêncio se estabeleceu e Crystal não sabia como acabar com aquilo, oferecendo uma toalha para ele se secar talvez? Sem dizer nada, ela segurou a mão do jovem ao seu lado e começou a puxá-lo gentilmente até a área de serviço da casa. Assim que entraram no lugar, ela lhe estendeu uma toalha, da qual John apenas puxou e começou a se secar sem ao menos agradecer.

Os dois ficaram se entreolhando sem disfarçar o esforço que estava sendo compartilhar o mesmo espaço, para Crystal chegava ser desconfortável aquele cenário todo. A chuva parecia aumentar cada vez mais, e era inevitável ignorar que o tempo iria passar devagar demais.

— Então... Quer beber alguma coisa? Água, suco, refrigerante... — Crystal tentou ser simpática, medindo John com o olhar.

— Só tem isso nessa casa? — Ele se encostou na máquina de lavar. — Não tem uma cerveja, um whisky ou um tônico?

— É sério isso? Acha que minha casa é bar, querido?

— Sei lá, não é o que a gente vê na casa das pessoas ricas? O que custa? — Provocando, John sorriu inocentemente.

Crystal cruzou os braços e o lançou um olhar mortal, desejando por um segundo que um raio atingisse aquela cabeça oca.
— Vamos, acho que minha mãe tem alguma bebida no frigobar da cozinha.

Mais uma vez, ela foi a guia e quando chegou ao destino, abriu o frigobar sobre a mesa de descanso achando um vinho que já estava aberto servindo-o num copo comum, sem se importar.

— Pensei que ia me servir numa taça. — John analisou o líquido desconfiado.

— Só estou dando o tratamento que você merece John, se reclamar, jogo esse vinho na sua cabeça. — O tom de Crystal era de pura raiva e desdém.

Aquele silêncio chato se instalou de novo, e ela percebeu que os olhos de John estavam sobre ela enquanto ele tomava aquele vinho. Intimidada, Crystal desviou o olhar e respirou fundo fingindo que aquilo não estava a afetando.
Ela agradeceu aos céus que aquele quadrúpede de cérebro pequeno não podia ler sua mente.

— Sabe que hoje era pra eu ter vindo com um amigo? Mas aquele otário preferiu ir gastar o dinheiro dele indo comprar um teclado novo, agora cá estou eu com um serviço inacabado, esperando a chuva passar na casa de uma patricinha nervosa.

— É assim que você puxa assunto? Se depender de mim você pode ir embora! Cadê o seu possante? — Crystal respondeu à altura.

— Não que te interesse, mas está no mecânico faz uma semana. Horas depois que você foi embora, o motor deu problema... Poxa sereia, você não me trouxe sorte. — John chegou mais perto.

Crystal se distanciou um pouco, e o empurrou, fazendo-o rir.
— Compreensível, aquela lata velha não dava nem para o gasto.

— Tem certeza?

— Toda, meu querido, toda certeza.

Mais uma vez, era como reviver aquela madrugada, a tensão crescendo e Crystal sem saber como fugir daquilo. Eles estavam cada vez mais próximos, olhando fixo, respirações já aceleradas.

— Filha! Cheguei! — Era Candice gritando direto da porta.

Num movimento rápido, os dois se afastaram fingindo que nada tinha acontecido.


[... ]


Horas já haviam se passado desde que John esteve em sua casa e Crystal ainda estava com as imagens vívidas em sua cabeça. Teve que enfrentar o questionário de sua mãe sobre o rapaz e de onde se conheciam para a filha ter o deixado entrar, e a ideia de ele voltar para terminar o serviço lhe deixava maluca. Passar o resto dos dias ocupada era a única opção.

Estava tão avoada, que nem percebeu que suas amigas estavam entrando de fininho em seu quarto, prestes a conversar sobre todo o ocorrido.

— Oi Crys! — Zaira gritou, fazendo Crystal se assustar.

Assustada, ela riu jogando uma almofada na garota de cabelos cacheados.
— Ai meu Deus! Credo Zai, quer me matar?

Abby e Layla se sentaram na cama e abraçaram Crystal, Zaira se juntou para o abraço em grupo e todas riram.

— Esse abraço em grupo é só para matar a saudades, não se acostumem. — Layla brincou.

Quando se afastaram, as três sentaram na cama, esperando detalhes do acontecido daquela tarde e quiçá do dia em que foram ao Blue Moon.

— Oportunistas, eu sei por que estão aqui.

— Então começa a contar! — Abby exclamou e as outras assentiram concordando.

Como esperado, Crystal contou tudo para as amigas, e declarava sua antipatia a John de forma exagerada sem economizar nas palavras e nos xingamentos mais bobos possíveis. Layla, Abby e Zaira a conhecendo, sabiam que a amiga estava negando a atração que estava sentindo por alguém que ela dizia desprezar.

— Se lembram do nome da banda dele? — Zaira perguntou lutando para se lembrar.

— Era algo com a letra D... Na verdade eu estava tão alta que nem consegui assimilar o nome direito. — A informação de Abby parecia não ter ajudado como o esperado.

Layla começou a ter uma crise de riso, fazendo o restante das garotas a olhar com uma certa confusão.
— O nome da banda dele era Duran Duran! Que droga de nome é esse para dar a uma banda?

— Por isso que eles são uma banda cover queridinha, ou você acha que eles iriam fazer sucesso se vestindo daquele jeito e tocando daquele jeito? — Brincando com a caixinha de música que pegou da escrivaninha, Zaira opinou sem demonstrar interesse.

— Poxa eu gostei, o jeito que eles se vestem é bem vintage. As cores, o visual, a estética é bem legal, eles só precisam melhorar o som mesmo. E os caras são uns gatinhos. — Abby afirmou pensativa.

— Ah para que remexer nesse assunto gente? Espero não ver aquele cretino e nem a bandinha ruim dele outra vez. — Crystal deu de ombros.

— Ou será que quer? Rápido, me empresta seu celular. — Layla pediu e Crystal se prontificou dando seu celular para a amiga.

As quatro ficaram apertadas sobre a cama e em silencio, enquanto Layla entrava no Instagram e procurava a conta da banda, o coração de Crystal ia batendo mais forte.

— Voilá! Aqui, encontramos os galãs vintage. — A ruiva esbanjava entusiasmo. — Agora vamos ver as fotos e se o John tem uma conta pessoal.

Crystal notou que a conta do Duran Duran era simples e apenas tinham 112 seguidores, as fotos eram apenas das performances deles no Blue Moon. Quando finalmente encontraram a conta pessoal de John, as garotas notaram o quão fotogênico ele era, e nas fotografias aleatórias que ele tirava de seu instrumento ou dos lugares que visitava.

— Ele é bonito mesmo, parabéns Crys. — Abby zombou.

— Mas vocês viram esse loirinho aí? Amigo dele né? Gato... — Observadora, Zaira tomou o celular das mãos de Layla e entrou no perfil do loiro desconhecido. — Hm, Nick Rhodes. Lindo nome, e olha as fotos que ele tira! Pelo jeito temos um fotógrafo nessa banda.

Foi a vez de Abby tomar o celular das mãos de Zaira e voltar para o perfil de John.
— Pronto, seguindo. Não me agradeça Crys, e Zai apaga esse fogo, você já tem um ficante.

— Vocês enlouqueceram? — Crystal finalmente tomou palavra. — Eu não posso e nem quero seguir esse traste! Não quero que John pense que estou caidinha por ele.

— E não está? — Layla desafiou.

— Não!

— Se você diz margarida... — Sua amiga fingiu acreditar.

— Já que não trocaram números, isto já é um começo. Pense pelo lado bom. — Zaira deu a última palavra.

Crystal estava em um impasse, era impossível se deixar levar por um caso de uma noite só, ainda mais estando noiva. Pegando seu celular de volta, a jovem cogitou dar unfollow enquanto havia tempo mas resolveu ver até onde aquilo ia, e deixou como estava. A conversa com as outras meninas estava fluindo, outros assuntos, outras coisas para serem ditas, mas sua cabeça ainda insistia em trazer a lembrança do insolente metido a conquistador que lhe atormentava.


Notas Finais


pensando nele................ john taylor durante a era seven and the ragged tiger


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