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História Looking for Love - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


atualizando fic enquanto fico mofando após uma cirurgia na boca, grande dia !

boa leitura amores.

Capítulo 9 - To look at you.


As coisas pareciam bem para Crystal, mesmo com sua mãe sentada á sua frente segurando uma agenda checando quais preparatórios do casório ainda faltavam ser vistos. A jovem estava com a cabeça nas nuvens pensando na ligação que recebera no dia anterior.

Foram duas horas. Duas horas conversando com John e conhecendo mais sobre o rapaz. Sua cor favorita era vermelho, ele havia aprendido a tocar baixo há três anos e nutria o sonho de fazer sucesso com a banda.
Crystal quase riu ao ouvir aquilo pois achava o nome do conjunto engraçado e presenciou o fato de que os rapazes tinham muito o que melhorar. Ignorando isso, ela estava interessada, ouvindo cada palavra que a voz suave falava do outro lado da linha. E assim, depois de rodeios marcaram para se verem na noite seguinte, às sete.

A moça já se sentia ansiosa e contando as horas, ela havia exigido para John não fazer aquilo parecer um encontro e a resposta dele havia sido positiva sem revelar onde a levaria. Ele não enviara nenhuma mensagem ainda e aquilo deixava Crystal minimamente ansiosa, checando o seu celular a todo momento deixando Candice irritada com sua falta de atenção para o que realmente parecia importante.

— Filha! Parece que estou planejando sozinha, preste atenção pois é de seu casamento que estamos falando. — A mulher parecia impaciente. — Estive pensando de amanhã convocarmos as madrinhas para fazer uma última prova do vestido delas. O que acha?

Crystal bufou revirando os olhos sem esconder seu desinteresse naqueles pequenos detalhes.
— Tanto faz mamãe, acho que assim como eu, elas não poderiam se importar menos.

Candice apenas fitou a filha com tamanho descontentamento e se calou, apoiando a agenda sob a mesa e fazendo outras anotações.

Como era de esperar, Crystal havia convocado suas três melhores amigas para serem as madrinhas de seu casamento; Era visível que agora aquilo não importava, ela sabia que as garotas odiavam Pete e queriam vê-la livre dele. 
Deixando seu pensamento fluir, a morena começou a tentar criar uma desculpa para despistar a mãe á noite, ou sendo assim pularia a janela de seu quarto. Estava cansada de ficar em casa e o clima por lá estava pesado, pelo menos estando com John a faria esquecer de tudo aquilo que estava cercando o seu ser.

O relógio marcava duas da tarde e felizmente o céu brilhava, a claridade atravessava as cortinas da janela. Crystal saiu da sala de jantar sem ser notada e subiu as escadas para o segundo andar, chegando em seu quarto, abriu seu guarda roupa observando o que poderia vestir. 
Pensou em enviar mensagens á suas amigas mas desistiu enquanto digitava, queria manter sigilo daquela pequena escapada pelo menos por enquanto. Criar expectativas ou escutar suposições não iria ajudá-la.

Naquele mesmo dia, seis e vinte da tarde.

Gotículas teimosas escorriam das mechas úmidas de Crystal, a mesma penteava seu cabelo com seu corpo enrolado em uma toalha felpuda branca. A porta de seu quarto estava trancada, não queria ser incomodada.
Pela milésima vez olhou a roupa que usaria: um conjunto contendo saia de pregas, cropped e uma jaqueta, todas na cor azul marinho. Crystal havia ganhado o modelito em seu aniversário, Layla a intimou a usá-lo em uma ocasião especial e parecia que esta ocasião tinha chegado. Sua mãe nunca aprovaria tal look, mas não era o momento de adivinhar o que ela acharia.

Após se vestir, a garota amassou seus cabelos como de costume, tentando causar mais volume nele; Se atreveu a ousar na maquiagem pela primeira vez, arriscando um batom vermelho profundo em seus lábios e um delineado puxado, suas bochechas já continham um rubor natural, então optou por não aplicar blush. Ela era linda, de fato não precisaria de tanto. E para completar, calçou uma sandália preta de saltos grossos que a deixou alguns centímetros mais alta.
Ao olhar-se no espelho, Crystal se sentiu como uma mulher completa, não estava completamente coberta com roupas recatadas escolhidas por Candice e aquilo era como tomar um ar fresco.

Checando o celular, se espantou em ver o horário e ainda nem havia conseguido despistar o maior empecilho que lhe impediria de sair. 
Crystal colocou a cabeça para fora do cômodo e observou o corredor vazio, o silêncio a fez escutar o barulho vindo do quarto de sua mãe, e logo deduziu que a mulher estava ao telefone e mal notaria sua existência ali tão cedo. Feito isso, desceu as escadas de fininho, e abriu a porta de entrada tratando de fechá-la com toda descrição possível.

— Ah John, cadê você? — Foi o que ela questionou para o nada enquanto atravessava os portões e se dirigia até a rua. Ele não respondia suas mensagens e aquilo era preocupante.

Olhando de um lado para o outro, Crystal segurava sua bolsa escura apreensiva, tendo esperança de ver o rapaz correndo pela rua. Aqueles poucos minutos pareciam a eternidade, desistir daquilo parecia mais seguro.
De novo, a consciência da jovem pesava, mesmo sem querer aqueles pensamentos reapareciam e era difícil evitá-los. 
Quando tudo parecia perdido, Crystal avistou um veículo acinzentado se aproximando, mas não reconheceu quem dirigia até aquela lata velha ser estacionada e uma figura conhecida dar as caras.

Pôde sentir seu queixo ir ao chão. John estava deslumbrante, usando um terno de sua cor favorita... O vermelho, as calças eram da mesma tonalidade, criando um contraste perfeito com seu par de sapatos e camisa de botões que eram brancos, a gravata borboleta preta parecia complementar o visual dele deixando-o mais elegante. E cabelo penteado? Que novidade era aquela?

Realmente, ele não estava de se jogar fora, mas Crystal sentiu falta das calças xadrez, camisetas de bandas e o inconfundível par de coturno que o rapaz normalmente usava.

Não tinha jeito, aquilo era um encontro.

A moça relutou em aceitar isso, mas era tarde demais. Levou alguns minutos para processar a informação que pela primeira vez estava saindo com um homem diferente e as palavras pareciam não sair de sua boca. Seu coração estava disparado e suas mãos suavam.

— Eu nunca esperei te ver tão bem arrumado assim! — Foram as primeiras palavras que saíram de Crystal, depois de segundos em puro silêncio.

— Estou tão ruim assim? — John deu uma voltinha e sorriu. — Ia usar essa belezinha apenas no sábado, mas essa ocasião pedia algo mais elaborado.

Crystal arqueou as sobrancelhas e assentiu olhando para o chão.
— Então... Vamos?

Ele nada respondeu, apenas abriu a porta do carro para a garota e a mesma entrou, se ajustando naquele estofado duro. Quando John sentou-se ao lado e deu partida, Crystal se perguntava se ele não iria elogiá-la ou fazer um comentário gentil sobre sua roupa; Aquele silêncio estava começando a ficar estranho, e ele não prestava atenção em nada a não ser a estrada.

— Para onde vai me levar? — A morena indagou curiosa.

— Minha casa. Mas já te aviso que não cozinhei nada, eu não sou... Muito bom com esses lances de encontro. — John parecia nervoso ao falar a verdade.

Crystal riu e o olhou, afinal, ela não esperava grandes produções, apenas queria trocar uns amassos com ele.
— Está tudo bem, eu comi um sanduíche mais cedo. Não tenho fome. Se ao menos você tiver uma cerveja ou vinho por lá, eu aceito.

— Então assim será, madame.

A conversa deu por encerrada e o único som presente dentro daquele carro era do rádio que tocava baixinho uma canção indecifrável. Crystal mais uma vez se viu discutindo internamente com sua consciência: como ela poderia agir como solteira se faltavam pouco mais de três semanas para o seu casamento? 
Não demorou para acordar de seus pensamentos quando a ignição do veículo parou e John desceu, dando a volta para abrir a porta para sua convidada.

Crystal caminhou até a entrada olhando fixamente para a porta preta da casa à sua frente, parecia ser tudo muito simples, ela pode notar. 
John a seguiu, pondo-se a frente para destrancar a fechadura torcendo para seus amigos não terem deixado a casa numa bagunça infernal como era de costume. E se milagres existem, eles acontecem, ao abrir e dar de cara coma sala de estar, tudo estava em seu lugar e limpo. O rapaz suspirou aliviado e deu passagem para a jovem ao seu lado entrar.

— Lugar legal, mora sozinho? — Crystal andou e olhou em volta do recinto.

A luz amarelada que iluminava o cômodo deixava a tonalidade creme da parede mais intensa, e o chão de assoalho visível. Para uma garota que cresceu em uma mansão enorme e com mordomias, aquilo tudo era distópico... Afinal, ela havia achado a sala tão pequena, a estante de madeira que segurava a televisão parecia tomar metade daquele cubículo e apenas uma bancada separava a sala de estar da cozinha, que também não parecia ser grande coisa. Por fim, percebeu o corredor que levava até três portas, onde presumiu ser dois quartos e um banheiro.

— Não, — A voz de John a despertou. — moro aqui com meus amigos, aqueles de quem te falei.

— Oh. E onde estão eles agora? — A jovem se sentou no sofá cruzando as pernas de forma provocante.

John sentiu seu cérebro dar um nó ao ver as pernas de Crystal tão expostas e isso o fez engolir em seco antes de respondê-la.
— Pedi para que eles saíssem, é isso. Eles são muito infantis quando me vêem acompanhado, fazem piadinhas e tudo mais.

— Mas eu não veria problemas. Adoraria conhecê-los.

Crystal sabia muito bem o que estava fazendo, sua alta confiança estava no auge naquele momento. Onde estava o tal conquistador com quem havia tido um caso semanas atrás? E quem era aquele rapaz que estava a olhando sem saber o que dizer? 

Ver John tão nervoso e vulnerável daquela maneira estava sendo divertido.

— ...Eu vou pegar algo para bebermos. — Foi a última frase que ele conseguiu formar antes de caminhar até a cozinha.

Ao dar as costas e pegar a garrafa de vinho no armário de parede, o rapaz se xingou mentalmente. John nunca se sentiu tão intimidado por uma mulher antes, não entendia se era a roupa que ela usava ou toda aquela atitude repentina que a viu transbordar em gestos e palavras que lhe deixou tão acanhado.
Voltou com duas taças simples e um sorriso malicioso no rosto, tentando manter sua compostura de "galã", entregando o objeto de vidro à Crystal, ele sentou-se no sofá.

— Obrigada por ter me tirado de casa hoje, digo, é muito bom fugir da minha mãe as vezes. — A moça se manifestou agradecendo.

— Ela ainda insiste em casar você com aquele almofadinha? Insistente. — John perguntou e deu um gole na bebida.

Por uma fração de segundos, Crystal não se sentiu corajosa para encarar o olhar fixo da pessoa á sua frente e suspirou.
— Brigamos muito esses últimos dias, ela ficou com raiva porque fiquei bêbada e vomitei nos pés dele em um jantar no domingo, e também porque faltam três semanas para o então esperado dia. Tudo está confuso em minha cabeça.

John desabrochou em uma longa risada, não acreditando no que a ingênua noiva foi capaz de fazer.

— Você- — Ele esperou alguns segundos para se conter. — Caralho que nojo, porém uma saída de mestre. Pode acreditar.

— John, ei! Não tem graça ok? Ele ficou parecendo uma madame entojada gritando e me culpando por sujar seu novo par de sapato italiano. — Ela por fim colocou sua mão esquerda sobre os lábios, após de um longo gole no vinho tinto, não se segurou e riu de tudo aquilo também.

Por que soltar seu riso um tanto exagerado soava mais natural com um cara que conhecia há poucas semanas?

Geralmente com Pete, Crystal sorria ou dava leves risadas em raros momentos de carinho, seu senso de humor não era compatível ao dele. O homem achava graça em piadas machistas compartilhadas entre seu grupo de amigos, o que era nojento e também, o mesmo sempre dizia que sua noiva era um tanto quanto escandalosa as vezes.
Certamente, ele era um porre.

— Está vendo como têm? Mas me conte mais sobre seu amado noivo, aposto que ele tem ao menos uma qualidade para manter esse relacionamento. — Outra vez, John estava interessado em saber mais sobre aquela bobagem, mesmo sentindo seu ego se ferindo.

— Pete é... Algo. — Crystal tentou explicar. — Quatro anos mais velho que eu, braço direito do pai e gosta da vida de luxo.

— Perguntei sobre a personalidade dele, não sobre coisas fúteis... Mas o importante é, você o ama?

— Não mais, ele me trai e eu sei de tudo, mas deixo pra lá. Tem coisas que não compensam dizer. — A garota deu de ombros.

Os dois terminaram juntos de beber, e apoiando a taça sobre a mesa de centro, Crystal voltou ao seu lugar de antes encarando John à sua frente ainda segurando o objeto e medindo-a com o olhar.

— Esqueci de mencionar o quão linda está hoje. — Ele comentou.

— Obrigada. Valeu a pena correr o risco, nunca havia usado essa roupa antes. — Crystal esclareceu. — Agora mudando de assunto, me conte sobre você.

Obviamente, ela mudou de assunto pois mal sabia como reagir ao elogio. Suas bochechas estavam coradas e seu coração a pulsar rapidamente outra vez. 
Sua curiosidade em saber mais sobre John era tamanha, ele mal falava de si, claramente era um ouvinte.

O rapaz fez uma pequena careta colocando a taça sobre a mesa.
— Ah não sou nada demais, na verdade sou um chato. Mas o que quer saber?

— Quero sugar o que eu puder, me conte sobre sua família, ambições, coisas que te deixam feliz... Tudo! — A animação de Crystal era visível.

— Sendo assim... — John começou. — A família de meu amigo, o Nick, meio que me adotou como filho depois que meus pais faleceram num acidente de barco. Faz muito tempo, então crescemos como irmãos. Desistimos juntos da faculdade de artes porque amamos música e queríamos montar uma banda. Acho que meus amigos e o que fazemos é o que me deixa feliz, e eu acho que não tenho ambições, apenas sonhos.

O sorriso no rosto de Crystal havia desaparecido ao ouvir aquilo, sentiu vontade de abraçar John e não soltá-lo. Ela não se imaginava que o jovem tinha um ponto tão frágil e inimaginável.
— Eu não fazia ideia. Minha nossa, eu sinto muito! Eu acho que onde seus pais estiverem eles estão orgulhosos por você ser tão dedicado e sua banda ainda vai melhorar muito e há de alcançar algum sucesso. Vocês são autênticos.

Ela sabia que aquelas palavras feitas talvez não fariam efeito, e segurando as mãos ásperas daquele moço que até então não tinha conhecimento, os olhares se cruzaram num misto de emoção e confusão de sentimentos.

— Odeio falar sobre esse assunto por isso, viu? O clima pesou. Não precisa ter pena de mim, Crystal. A minha vida tem sido uma merda, mas eu quero reverter isso. — John soou até mesmo indelicado, ficando na defensiva.

Sim, ele sempre se sentia fraco ao tocar naquele assunto mas o conforto que sentia ao lado de Crystal o fez se abrir, sem medo algum de ser vulnerável em frente a ela. Se sentindo culpado pelo o que disse, John se aproximou da garota e acariciou seu rosto.

— Desculpa, só quis ajudar. Sei que tudo o que falei não vai estancar sua dor e-

— Crys, — Ele a cortou. — está tudo bem, eu juro. Foi bom falar sobre isso com mais alguém.

— Fico feliz em saber que fui sua confidente. — Crystal admitiu, aproximando-se.

John se afastou rindo, deixando-a confusa.
— Ainda não estou acostumado em te ver tomando a iniciativa.

— Como assim? — A jovem questionou brincalhona.— Vai dizer que não gostou?

— Na verdade sim, e vou gostar mais ainda em outras ocasiões.

Dando consentimento apenas se calando, Crystal acabou com a maldita distância entre eles e selou um beijo contra os lábios de John. Tudo parecia doce e paciente, até que ambos perceberam que poderiam aproveitar aquele momento sozinhos em outro cômodo da casa. 

 
[...]

O rádio relógio da escrivaninha marcava dez horas da noite, a residência ainda estava vazia. No entanto, o único barulho que podia se escutar dentro daquele quarto minúsculo, eram as risadas de Crystal e John abraçados e enrolados nus ao cobertor esverdeado. O casal tinha preguiça de se levantar, só queriam ficar na companhia um do outro, aproveitando o conforto após o sexo.

Ele contava como havia conhecido o restante da banda deixando intrigada a morena presa aos seus braços.

— Então... Você e Nick os viam diariamente e não faziam ideia que eles eram músicos? — Crystal indagou tentando entender.

— Lógico, eu nunca imaginaria que os caras da cafeteria e o filho do mecânico gostariam de formar uma banda também. — John riu baixinho. — Mas aí fiz amizade com Simon uma vez quando meu carro precisou de uns reparos e Nick acabou seguindo Roger e Andy no Instagram vendo uns covers que eles postavam juntos, então não demorou muito para juntar todo mundo e levar um som.

— Deu para ver que vocês tem uma química ótima, só acho que seriam melhores se tentassem se apresentar com canções autorais. Acho que os covers não chamam mais a atenção da galera. — A garota sugeriu, se apoiando em um braço só para ter uma visão melhor dos olhos castanhos de John.

O rapaz mordeu o lábio inferior, vendo que as palavras que invadiram seus ouvidos eram pura verdade. 
— Já temos algumas letras e eu criei umas melodias com eles mas nos ensaios soa tão esquisito tocar uma música própria, sempre cada um dá um palpite diferente e acabamos por desistir. Mas seria algo legal de incluir nos sets de nossos shows.

— Então faça isso! — Crystal mostrou entusiasmo. — Tenho certeza que são músicas ótimas e essa coisa meio retrô está na moda, muita gente vai curtir.

— Sabia que eu nunca conheci uma menina que me encorajasse tanto assim? — John estava sendo verdadeiro, era a primeira vez que não se relacionava com uma garota vazia de sentimentos.

— Há uma primeira vez para tudo mocinho, e eu estou começando a me importar com você.

Crystal depositou um selinho sobre os lábios de sua companhia mas logo se tornou em um beijo intenso e cheio de desejo. Ela riu quando sentiu os lábios de John percorrerem seu pescoço e o segurou mais perto sentindo necessidade de mais contato.
Ambos pararam abruptamente e arregalaram os olhos quando escutaram as vozes masculinas vindo dos cômodos exteriores da casa. 

— Merda, eles chegaram. — John afirmou derrotado, se levantando na maior pressa de se vestir.

Fazendo o mesmo, Crystal levantou-se acanhada, juntando suas peças de roupas e vestindo uma por uma de forma ágil sem tirar os olhos do chão prontificando-se em colocar o salto em seus pés. Felizmente quando levantou o olhar, John terminava de abotoar sua camisa branca e se sentava no colchão para calçar seu par de sapatos.

Alguns poucos minutos depois, eles saíram do quarto, de mãos dadas e calados. Era uma pena não ter uma porta dos fundos que não fosse ligado aos outros cantos da casa, Crystal estava de bochechas coradas, envergonhada por finalmente estar conhecendo os amigos de John. 
Todos se entreolharam até o mesmo finalmente fazer as honras.

— Caras essa é a Crystal, Crystal esses são os caras.

Olhando rápido para todos, ela apenas acenou levemente segurando sua bolsa e mostrando um sorriso amarelo sem saber como reagir à frente de homens tão bonitos.

— Prazer Crystal, você é a primeira que esse cabeça de vento traz aqui. Eu sou o Nick. — O jovem de estatura mediana e olhos verdes parecia tão elegante que a deixou sem palavras.

— Se me permite dizer, você é a moça mais linda que já vi ele pegando. — A voz grossa veio de um rapaz alto e loiro que estava parado com as mãos no bolso.

— Porra, Simon! — John se referiu a ele repreendendo sua fala indesejada. — É isso, tchau. Quando Roger e Andy chegarem avisem para eles não me trancarem para fora de novo, eu já volto.

— Ainda usando meu carro? — Simon perguntou.

— Sim, é só você concertar o meu logo que deixo o seu em paz. Vamos Crys.

— Tchau meninos. — Crystal se despediu simpática.

Ela não teve tempo de ouvi-los pois John a puxou para fora e os dois foram em direção ao carro. 

— Não ligue pra eles, sério. — Sem graça, o moço riu sem humor algum.

— Está tudo bem. Aliás, por que vocês moram juntos numa casa tão pequena? — Crystal parecia uma criança curiosa, mas não conseguia evitar.

— Só cinco desocupados querendo ter liberdade. — John deu a partida no carro.

— Convincente.

Os dois trocaram olhares e ficaram em silêncio.

Crystal sentiu um frio na barriga em cair na real que estava voltando para casa, teria que despistar Candice de novo, mas não quis focar nisso. Apenas estava nas nuvens por ter conhecido um pouco de John naquela noite, era inevitável esconder o sorriso bobo que estava estampado em seus lábios. 

'Por que ele não é meu noivo?', era a pergunta que não se calava dentro de sua cabeça.


Notas Finais


isso foi tri aleatório [emojis de palhacinho] porém tentei.
espero que tenham aproveitado :^))


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