1. Spirit Fanfics >
  2. Looking for you >
  3. Prólogo;

História Looking for you - Capítulo 1


Escrita por: coldwishes

Notas do Autor


hey, hey, hey! estou aqui com mais uma das obras planejadas para a week, infelizmente n deu para seguir o cronograma certinho, mas msm assim vou continuar postando as histórias!
desta vez o tema eh "reverso" e então eu pensei: pq não uma fic onde o midoriya eh o bad boy e o todoroki eh o nerd certinho??? deku sendo uma "má influência" para o nosso querido pavê, enquanto desta vez, ele será "salvo",,
eh bom variar um pouco pq, já q o deku cuida d td mundo, quem irá cuidar dele? ei, ele tbm precisa d um apoio emocional 😔

— avisos!¡
— personagens são +18; algumas cenas possui menções e conteúdo sexual explícito;
— violência derivado do canon do anime, mas bem leve, os casos não são aprofundados ou contém maiores detalhes;
(ps: a fic tbm vai ser postada em outras plataformas, meu user é este mesmo ou sirius_zy)

— boa leitura ♡.

Capítulo 1 - Prólogo;



Shouto se questiona sobre como as coisas chegaram nesse ponto. Enquanto seus amigos se divertiam bebendo, comemorando naquele bar discreto. Cantando com suas vozes desafinadas a melodia de “Smell Like Teen Spirit” do Nirvana, saltando junto com as pessoas, próximo ao palco. Só conseguia se lembrar de apenas alguém cada vez que a bateria tocava alto, ou a guitarra tomava vida e você conseguisse se perder entre suas cordas. 

Aquela pessoa que o instigou a gostar de rock, aquela pessoa que se tornou especial para si. Faz um tempo que tenta apagar essa parte de sua vida — desesperadamente se livrar das memórias de um tempo que não era mais tão sozinho. Às vezes, um sentimento avassalador de saudades toma conta do seu coração. A aceleração em seu peito, parecendo que está prestes a morrer. Tantas coisas que trouxe, ou o mundo diferente que o apresentou e agora que tinha lhe visto com os olhos, era muito difícil se esquecer. Talvez seja por isso que se negou a entrar nesse bar pela primeira vez; mas como sempre, seus amigos o arrastaram para dentro. Você precisa se divertir. Quantas vezes ouviu isso? E por que essa frase sempre lhe trazia uma dor no coração? Por que tudo, mesmo que um mínimo detalhe como: cabelos cacheados; sapatos vermelhos; sardas; risadas nasais; rock; frases; exatamente tudo... Lhe faz se lembrar dele

Faz tempo que é assombrado, esse fantasma que continua preso em sua mente. Mesmo que tente fingir que não esteja; ele sempre está lá. Tudo, exatamente tudo, o faz se lembrar. Quase como se sua mente estivesse doente, e tentasse desesperadamente o manter vivo de alguma forma em seus dias. Faz tempo que não o vê, ele começou a não aparecer na universidade como antes. Nunca imaginou que em toda a sua vida, pudesse amar alguém assim... E como seria a dor, depois que essa pessoa partisse de sua vida. Não. Conhecia muito bem a dor do afastamento de uma pessoa importante em sua vida, apenas não imaginou que experimentaria isso de novo. Todoroki, apesar de tentar, nunca se desfez das coisas que ele deixou em seu quarto. As blusas de rock; os bottons do All Might; os restos de seus cigarros que encontrou debaixo da cama. 

De todas as pessoas que o deixaria para trás. Não imaginou que ele faria isso consigo... Mas, se a sua própria mãe o abandonou, era normal, não é? Estava acostumado com a ideia de que as pessoas prefeririam distância, por isso, sempre tomava essa decisão primeiro. Se não tivesse lhe ouvido naquele dia, se tivesse se afastado... Não sentiria a dor da falta agora.

Se arrependia?

Tomou um gole de sua cerveja, não sabendo como responder essa pergunta, em sua mente. Suspirou, deixando o copo na mesa. Olhou para o lado, observando Momo dançar alegremente com sua namorada — elas sempre o arrastavam para eventos sociais. Enquanto isso, Kaminari estava paquerando uma pessoa aleatória no bar, tentando conseguir o número de alguém. Se não tivesse essas pessoas lhe ajudando, quem sabe como estaria em primeiro lugar. Sozinho e talvez mais triste do que já é, provavelmente. Se caso saísse do bar, eles ficariam tristes por ter partido sem se despedir, mas não tinha mais nada que o prendia lá — além da volta de lembranças dolorosas. Depois de se levantar da mesa, caminhou na direção do balcão do bar para pagar as suas contas. Assim que deixou o dinheiro na plataforma de madeira, ouviu uma voz familiar o chamar: 

— Todoroki? — Kyoka cruzou seus braços. Naquele dia estava cheia de maquiagens escuras, blusa de couro, botas de cano longo; mas nada que saísse do seu estilo. Porém, em especial estava mais arrumada, pois estavam saindo juntos para comemorar o fim das provas finais de semestre. — Você não está fazendo o que eu que acho esta, não é? — Desviou o olhar, se sentindo um pouco culpado e envergonhado por ter sido flagrado. — Eu sei que você e Momo, são os melhores estudantes da U.A, mas tipo, até os maiores nerds do mundo precisam descansar. — Então era isso que pensava. Não é sua culpa, nunca ninguém soube que um dia se envolveu com um dos maiores “Bad Boy's” da universidade. Para variar, talvez seus amigos ainda acreditem que o meio-ruivo nunca beijou ninguém na vida. Ela não sabia que estava fugindo dali pela saudade. — Já sei, por que não tenta sair um pouco da zona de conforto e flertar com alguém? Olha ali, aquele garoto de cabelo preto curto. Ele é de outra universidade, mas ele tá’ tipo te secando com os olhos por minutos. — Virou a cabeça na direção do outro garoto que sua amiga apontou e sentiu seu estômago revirar. 

Aquele era Inasa Yoarashi, eles tinham rixa pelos estudos desde que eram do ensino médio. Imaginou que ele estaria com raiva de si por passar na U.A, mas não era o caso. Momo sempre disse que amor e ódio podem andar juntos. Talvez seja esse o caso? O seu olhar de luxúria em sua direção parecia querer dizer isso. E claro, seus amigos sabiam de sua preferência sexual, mas o que não sabiam era que apesar de gostar de garotos, só tinham um que imaginava ao seu lado. Apenas ele que desejava flertar, beijar e foder na vida.

— Na verdade, estou com um pouco de dor de cabeça. O bar está legal, mas preciso urgentemente dormir... — mentiu. Sua amiga fez um bico nos lábios, parecendo um pouco chateada, mas aceitou sua desculpa. 

— Você é mesmo um velho em corpo de jovem, a noite nem começou! Mas, tudo bem, se é o que quer, não vou te impedir... — descruzou os braços com um sorriso de lado. Deu alguns tapinhas no seu ombro e o meio-ruivo retribuiu o sorriso minimamente. Agradecendo mentalmente por ela ter entendido. — Te vejo na U.A, beleza’? Vou contar pro’ pessoal que você está de saída. — acenou com a cabeça e ela saiu lhe deixando sozinho no balcão. Finalmente pode respirar aliviado. 

Caminhou em direção da saída do bar, passando a mão pelos cabelos bicolores. Não era alguém de beber ou fumar, ainda mais frequentar bares de rock; mas realmente precisava distrair a mente. Porém, essas coisas que estavam dispostas a lhe espairecer, apenas piorava a sua situação. Será que nunca não estaria disposto a seguir em frente? Conseguiria ter outra pessoa ao seu lado sem ser ele? Shouto também nunca testou para saber, nem mesmo tinha vontade de tentar. Poderia muito bem chegar naquele cara e sair com ele, mas aí, estaria mentindo para ele e para si mesmo. Como poderia beijar alguém, se a única boca que surge na sua mente, são aqueles lábios carnudos? Ele não teria gosto de chiclete fresco; não teria os dedos tortos ao segurá-lo no rosto para aprofundar o beijo. Ao abraçar outra pessoa, não sentiria um corpo pequeno e musculoso em seus braços. Esses pequenos detalhes, essas pequenas coisas eram o que lhe matava aos poucos, pois saberia que nunca teria igual. 

Um estrondo ecoou pela rua vazia, assustando o estudante e o tirando de seus pensamentos. Parecia que alguém tinha caído com tudo no chão. Virou a cabeça para trás. Fora ele, ninguém pareceu ter ouvido o barulho, o som da música estava tocando muito alto no bar. Andou em direção ao beco escuro, parte da iluminação na rua não alcançava lá, mesmo assim, decidiu verificar o que era. Sabia que era perigoso, mas uma força invisível, o puxava lentamente para conferir, apesar de saber os riscos. Seus olhos ficaram completamente arregalados com o que via a sua frente, seu coração parou e um gosto amargo invadiu seu paladar — e tinha certeza de que não era da bebida que tinha tomado. Um homem de mais ou menos, um metro e oitenta, acabava de dar um soco na boca de outra pessoa. Ele parecia ter a mesma idade que si, mas o que era verdadeiramente assustador, é o fato desse garoto ser tão familiar aos seus olhos. Por um segundo, achou que mais uma vez estava sendo assombrado com alguma ilusão produzida pela sua mente, mas era verdade. A sua boca sangrava pelos ferimentos dos machucados e sabia que, apesar da má claridade, os olhos verdes como esmeralda e os cabelos desarrumados não lhe enganam. Seu corpo se moveu sozinho e sem perceber seus movimentos, o homem desconhecido já tinha caído no chão, enquanto seu punho latejava. 

— Fique longe dele! — gritou e o outro grunhiu de dor, mas permaneceu um tempo no chão do beco, não se levantando imediatamente. O esverdeado arregalou os olhos, reconhecendo aquela voz tão familiar. O homem apoiou a mão na parede tentando se equilibrar, sendo pego de surpresa pelo golpe. 

— Quem diabos é você?! Não se meta em algo que não seja da sua conta, garoto. Isso é entre mim e ele. Some daqui! — Ameaçou, mas o meio-ruivo não se mexeu de onde estava. Uma raiva descomunal começou a passar pelo seu corpo e apertou os punhos, sua expressão ficando assustadora. Um arrepio passou pela coluna do desconhecido, se sentindo um pouco intimidado com aquela postura. Enquanto isso, o caído, se levantou tirando o sangue de sua boca com a manga da jaqueta. 

— Chega, Shouto. Vá embora, isso não é da sua conta. — murmurou friamente. O bicolor se virou para ele, não acreditando que tinha a coragem de lhe dizer isso. Segurou seu pulso bruscamente, assustando o esverdeado pela ação inesperada. Virou a cabeça a última vez para o homem desconhecido que estremeceu um pouco. Ele era realmente muito assustador quando queria

— Não ouse nos seguir, ou eu chamo a polícia. —  E assim, se retirou daquele beco sujo, trazendo consigo o esverdeado a força, ainda segurando o seu pulso. 

O homem não disse nada, permanecendo no mesmo lugar. Ele não os seguiu, pelo jeito havia acreditado nas palavras do meio-ruivo — ou talvez, estivesse realmente assustado com seu comportamento. Continuaram andando até estarem num lugar seguro dali. Até um momento, o menor tirou seu pulso a força do aperto do outro. Midoriya o encarou irritado, aquele dois par de esmeraldas, faiscando em sua direção. Mesmo agora, quando parecia tão bravo consigo, sentia- se confortado por estar a sua frente. As semanas que estava sumido na universidade, o deixaram preocupado. Apesar de ele ter dito que queria distância, sua expressão de alívio quando surgiu no beco não o enganava. O esverdeado pode ser muitas coisas, mas mentiroso não era uma delas e quando tentava mentir, dava para notar as falhas por trás — pois, sempre foi um livro aberto, apesar de tudo. 

— Eu disse para você não se meter. Por que não me escuta?! — exclamou contrariado. O bicolor respirou fundo. Andou parando na frente do outro, igualmente irritado. Se aproximou do seu rosto ficando a poucos centímetros de distância, mantendo aquele olhar intenso entre ambos.

— Você quer enganar quem? — perguntou com seu típico tom frio. — Acha mesmo que não percebi o quanto ficou aliviado quando eu apareci naquele beco imundo? — notou a forma que a sua postura deu uma afrouxada. O esverdeado desviou o olhar, trincando o maxilar e apertando seus lábios um no outro; um óbvio sinal de o que era verdade e agora não sabia o que dizer. — Pode mentir para quem quiser, a faculdade com atestados médicos para justificar suas faltas... Seus amigos, mas... Eu... Você não engana. Não adianta nem tentar. — Izuku tomou coragem para lhe encarar novamente, debatendo seu argumento: 

— Se esqueceu de tudo que eu disse sobre ficarmos distantes um do outro? Para me ignorar daqui em diante? — O maior engoliu em seco. Simplesmente odiava quando ele mencionava isso. A quanto tempo evitou ao máximo se lembrar da última discussão? A partir daquele momento, ele o deixou. Trouxe aquele buraco em seu coração e a sua mente já viciada, o tentando mantê-lo perto a todo momento, quase a qualquer custo. O sofrimento da dor da saudade vinha lhe quebrando desde o segundo que ficaram longe; e de alguma forma, voltaram a se encontrar de novo. As promessas de nunca mais se falarem, sendo esquecidas completamente. Como conseguia ficar aqui em sua frente depois de tudo? Esse era o tamanho do amor que sentia por ele? O quão longe poderia ir? Todoroki suspirou, voltando a se aproximar do outro, chegando bem perto do seu rosto. Causou alguns estremecimentos no corpo do mais velho, que não estava esperando esse movimento.  A sua respiração estava batendo perto do seu rosto. Os seus olhos distintos refletindo o desespero ao notar o machucado na sua boca. E então, fez algo que o outro não estava esperando. Implorou: 

— Eu sei muito bem... Mas, por favor... Izuku... Posso cuidar dos seus machucados primeiro? — notou a urgência nas suas palavras. — Faça o que você quiser depois. Não me intrometo mais em sua vida, ou fingimos que não existimos um para o outro. Mas, por favor... Deixe-me cuidar de você primeiro, eu imploro. — Não se importava se caso depois disso, o outro lhe deixasse novamente. Precisava apenas ter certeza de que ele ficaria bem, só isso importava para si no momento. 

Midoriya arregalou os olhos, sentindo seu coração bater como louco, pela profundidade de suas palavras. O tempo que passou longe do maior, nunca apagou de verdade o que ele sentia pelo mesmo e agora, estava disposto a ignorar tudo entre eles para apenas cuidar dos seus machucados... Seu coração se apertou no peito, lágrimas ameaçaram aparecer e custou muito de si para contê-las de descer pelo rosto. Nunca poderiam ficar juntos. Acenou com a cabeça, assentindo. Abaixou o olhar do bicolor, seus fios esverdeados taparam os olhos do campo de visão do outro, assim não perceberia o quanto estava abalado. Todoroki voltou a segurar seu pulso — de forma delicada desta vez — aproveitando que o outro não estava mais protestando contra, totalmente entregue ao meio-ruivo. 

Se deixou ser levado para os dormitórios da U.A — do quais, poucos alunos conseguiam financiar para ficar próximo da universidade. Passaram pelos seguranças sem chamar sua atenção, pois geralmente era proibido trazer outros alunos que não tinham seu próprio espaço. Depois de subirem o elevador, finalmente estavam no corredor do seu quarto. Graças ao horário e à época de fim de semestre, o local estava completamente deserto. Entraram no cômodo e o bicolor foi na direção de seu armário buscar um kit médico para cuidar de seus ferimentos com cuidado. Se virou, vendo o esverdeado receoso em seu quarto, mexendo nos anéis de seus dedos nervosamente e desviando do seu olhar. Shouto suspirou, se aproximando um pouco.

— Não precisa ficar assim, você já veio aqui tantas vezes... Não tem nenhuma novidade. — tentou confortá-lo e aliviar um pouco o clima. Aquilo pareceu acalmar o outro, que parou de mexer em suas mãos nervosamente, mas ainda evitava lhe encarar nos olhos. — Vem, sente-se na minha cama. — Izuku se sentou com cuidado na cama do meio-ruivo, como se tentasse não bagunçar nada. O bicolor arrastou a cadeira de sua mesa de trabalho, sentando-se em sua frente. Segurou o seu queixo com cuidado e começou a passar anti-inflamatório em sua ferida. O par de esmeraldas observavam com cuidado seus movimentos, controlando o sorriso ao notar a delicadeza e a atenção do maior em seu machucado. Ele estava realmente dedicado a cuidar do seu estado... 

— Às vezes eu agradeço o fato de ser tão reservado. O que diria para seu colega de quarto se ele me visse em aqui, agora? — soltou um sorriso divertido, vendo o meio-ruivo se afastar por um momento. Ponderando sua pergunta. — Diria que o "garoto problema" fez amizade com o precioso filho do diretor? — Shouto bufou, controlando a vontade de rir. Um sorriso acabou escapando de sua expressão neutra. 

— Seria uma boa maneira de fazer o “velho” cair da cadeira do escritório... — Midoriya riu levemente, imaginando a cena. 

A mente do maior foi tomada por lembranças novamente. Do tempo em que ele e o esverdeado faziam péssimas piadas sobre seu pai; em como uma vez ajudou o outro a fugir da detenção sem que o ruivo notasse. Tudo isso, golpeou seu coração com força. Terminou de cuidar do machucado, porém ainda manteve o toque em seu queixo. Pode olhar de perto mais uma vez, os potinhos em seu rosto, espalhadas pelas suas bochechas e nariz — sabia que tinha em outros lugares de seu corpo, do qual as roupas cobriam. A boca carnuda naturalmente chamativa, um imã perigoso para a sua mente. E os olhos, tão verdes como jades, pareciam saber de todas as verdades do mundo — captando a sua alma desde a primeira vez que se viram, de uma forma tão íntima que ninguém ousou fazer. Sua mão saiu do queixo, passando a ficar posada em sua bochecha. Ambos ficaram se encarando em completo silêncio, sem dizer uma palavra, sentindo aquelas emoções borbulhar em seus estômagos e corações. Todoroki passou o seu polegar delicadamente nas sardas, quebrando o silêncio:

— Fique aqui... — sussurrou rouco. O menor ficou surpreso com o seu pedido, não esperando isso do outro. — Pelo menos apenas essa noite... Fique ao meu lado... — Shouto falava sério, queria ter certeza do seu bem-estar e que nada pudesse machucá-lo. Pelo menos garantir isso nesta noite, o mantendo perto. — Mesmo que seja a última vez... Fique... — Izuku sentiu suas bochechas pintarem de vermelho. Não deveria, não depois de tudo. Mas, poderia ceder apenas naquela vez... Poderia dormir em seus braços, mais uma vez. Mesmo parecendo um pouco relutante no começo, no fim acenou timidamente, concordando com sua proposta. O bicolor não era o único desesperado pela saudade.

Ajudou o outro a trocar de peças para algumas mais confortáveis, tirando as roupas jeans que o apertavam ao se deitar. E juntos se aconchegaram na cama. Izuku entrou rapidamente debaixo dos lençóis, querendo esconder seu rosto timidamente — não se importava se estava sendo infantil, poderia ser sempre assim com o bicolor. Shouto sorriu aproveitando que ele não o via. O esverdeado sentiu seu corpo estremecer quando braços contornando sua cintura o trazendo para mais perto de si, sua cabeça ficando apoiada em seu peito. O coração de ambos ficaram acelerados. E apesar da adrenalina correr solta por suas veias, se sentiam bem… Acolhidos pelo calor dos dois corpos juntos. A mão do maior começou a acariciar seus cachos com carinho. Enquanto o outro, devolveu o abraço, envolvendo seus braços em seu tronco, ficando mais perto de si. Não sabia o quanto estava com saudades desse simples ato, até fazê-lo. Todoroki, mesmo sentindo muito a sua falta... Acima de tudo, queria ter a certeza de que estivesse seguro.

— Izuku... — sussurrou naquele quarto escuro, sabendo que apenas ele poderia escutá-lo. — Não precisa se meter sempre em problemas, colocando sua segurança em risco... Eu posso ajudá-lo, pode confiar em mim... Pelo menos, como seu amigo... — O esverdeado não disse nada, mas sabia que ouvia suas palavras com atenção. — Você tem essa maldita mania de carregar o mundo em seus ombros, mas não precisa estar sozinho nisso... Nunca esteve e nunca vai estar, enquanto eu estiver aqui

Uma lágrima solitária passou pelo rosto sardento, que enterrou seu rosto mais fundo no peitoral do outro. Eles nunca poderiam ficar juntos, porque Izuku nunca permitiria que sua segurança fosse colocada em risco, também

Os dois se permitiram compartilhar aquela noite juntos, nos braços um do outro; no calor um do outro; curando por um momento a dor dilacerante em seus peitos. Shouto teve um sonho bonito, estava dividindo uma casa com o homem que amava, chegando do trabalho o vendo cozinhar, ouvindo um pouco de “Iron Maiden”. Izuku estava fazendo mais um experimento culinário, murmurava animado sobre isso sem parar, até corar e desviar o olhar ao perceber que estava divagando demais. Sorria para ele, balançando a cabeça e negando, dizendo para continuar falando — mesmo que não entendesse a metade das coisas que falava, apenas gostaria de ficar ouvindo sua voz. O abraçou pelas costas e ele lhe repreendeu, alegando que estava o atrapalhando a cozinhar. Um bico emburrado se formou em seus lábios, então o desfez lhe beijando carinhosamente, sussurrando sob os seus lábios o quanto lhe ama. O esverdeado desfez sua carranca, sorrindo amorosamente para si e o seu mundo parou quando ouviu: “eu também te amo, Shouto”. Um mundo onde seus problemas não existiam e poderiam ser felizes juntos. Os olhos heterocromáticos se abriram e o que enxergava não era uma casa, muito menos cabelos revoltosos que tanto era familiarizado. Tudo que via, era o seu dormitório completamente vazio. 

Aquela noite havia sido um sonho também? Gostaria que fosse, assim não teria que lidar com a dor em seu peito, novamente. O fato de tê-lo conhecido em um momento da vida mudou tudo. Se assemelhando a um sonho — ou uma maldição — do qual estava fadado a se prender todas as noites, como um looping sem fim; pois uma hora ele sempre voltaria para depois deixá-lo e assim o ciclo se repetiria…

E agora, mais uma vez, ele se foi...






Notas Finais


pq eu faço plot assim? -q
nos próximos capítulos, eu vou começar a contar a história apartir do momento que os dois se conheceram e como as coisas acabaram chegando nesse nível,,
hehehe amo criar um suspense
(eu ainda preciso revisar melhor esse cap, ent mil perdões por qualquer errinho)

— música "Smell like teen spirit":
https://youtu.be/hTWKbfoikeg

muito obrigado a todos que reservaram um tempo para ler uma das minhas obras, e por me acompanhar até aqui! espero que a leitura tenha sido do seu agrado e até a próxima att!!

— bye, bye ♡.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...