História Looks - Capítulo 8


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), André Bourgeois, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Nathalie Sancoeur, Personagens Originais, Sabine Cheng, Tom Dupain
Tags Adrien, Adrinette, Childs, Fofo, Infância, Ladybug, Marinette, Miraculous, Romance, Universoalternativo
Visualizações 42
Palavras 1.289
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoal! Acharam que eu abandonei vocês? Nunca ❤
Pois bem, enquanto eu escrevia esse capítulo, eu sofri de um pequeno bloqueio criativo, realmente não saia nada! Espero que me desculpem por tudo 💕

Desde já, espero que gostem e boa leitura 💗

Capítulo 8 - Saudade


— Seu pai deixou você sair?

Ela nem olhava para mim, apenas apertava as letrinhas do teclado sem parar.

— Não sei, não perguntei.

— Como posso te deixar ir sem nenhuma ordem? — Finalmente olhou em meu rosto.

— Minha mãe teria deixado.

— Ela não está aqui para dizer o contrário.

Isso começou a me irritar. Infelizmente terei que levar para o lado das emoções.

— Por favor! — Tentei fazer meus olhos brilharem para poder dar um ataque de fofura nela e me deixar ir.

— Não.

— Deixa!

— Não sou eu que tenho que deixar.

Enquanto isso, o telefone começou a tocar.

— Alô. — Disse assim que pegou e colocou na orelha.

— Quem é, quem é? — Perguntei com a mesma curiosidade de um gatinho olhando para um buraco.

— Sim, obrigada. — Desligou.

— Quem era?

— Nada importante.

— Então posso ir na casa da Mari? Deixa!

— Eu não sei se tenho permissão para… — Cortei a explicação dela.

— Pergunta para o papai se posso.

Novamente, o telefone voltava a tocar.

— Um instante. — Atendeu. — Senhor Agreste?

— Oi pai!

Natalie fez um sinal de silêncio para mim. Fiquei triste.

— Sim, o senhor Jacques já autorizou seu pedido.

— Que pedido?

Recebi o mesmo “shiu” de silêncio.

— O Adrien quer saber se ele pode ir na casa de uma menininha amiga dele. Não, não é a loirinha. Acho que é a que dormiu aqui esses tempos atrás.

— Deixa! Deixa!

— Tudo bem, irei comunicá-lo. — Finalmente desligou.

— Ele deixou?

— Sim, ele deixou.

Sem dizer mais nenhuma palavra, saí correndo até o carro com um sorriso no rosto, era muita felicidade para uma única pessoa. Entrei e no mesmo momento o Gorila ligou o carro e ía me levando enquanto eu observava as casas pela janela.


“Saiba que você é meu filho, meu para sempre. Não deixe ninguém mudar quem você é.”

Toda vez que fechava meus olhos me lembrava dessa frase. Acho que essa era a prova de que minha mãe estava sempre por perto. Sem querer derramei uma gotinha de lágrima.


Chegamos no lugar, não era muito longe de casa. Saí do automóvel e empurrei a porta da padaria, quer dizer, tentei, mas o Gorila teve que ir me ajudar. A mãe dela estava atrás do balcão atendendo os clientes, deu para perceber a cara de surpresa ao me ver.

— Oi, sra. Cheng!

— Adrien, o que faz aqui?

— Desculpa vir sem avisar… Mas, vim ver a Marinette. Ela está?

— Ela está brincando lá na sala. — Pediu para seu marido cuidar dos clientes. — Vamos, eu te levo.

Essa era a primeira vez que eu entrava para dentro da casa dela, afinal, ela não mora dentro da padaria. A acompanhei pela escada que era ali ao lado, não era tão grande quanto a de casa. Após isso, finalmente ela abriu a porta.

— Marinette, você tem visita.

De repente me encontrei com aquele mesmo olhar mágico que me fazia voar longe. Agora acho que só ela e seus olhos são capazes de me ajudar nessa minha vida.

— Adrien! — A menina veio correndo em minha direção e me abraçou. Não pude evitar de retribuir o abraço.

— Oi Mari!

— Eu vou deixar vocês brincarem, daqui a pouco eu volto. Qualquer coisa estou lá na padaria.

Assim fomos deixados sozinhos ali, mas isso não era problema.

— Vem! Vou te mostrar meu quarto!

Não tive tempo de abrir a boca antes que ela puxasse minha mão e saísse correndo pela escadinha (apesar que eu não iria recusar de forma alguma). Passamos por uma portinha no teto e realmente me surpreendi com o tanto de rosa que havia em um único ambiente, era bonito para um quarto que tinha tudo a ver com a dona.

— O que achou? — Perguntou.

— É rosa e fofo, assim como você.

Ela se envergonhou e soltou um sorriso que confirmava o que eu havia dito antes.

— Obrigada.

— O que podemos fazer?

— Bem… Não sei. — Ficou pensativa, por pouco tempo. — Já sei!

Marinette foi correndo até uma mesa branca que tinha ali e abriu uma das gavetas, pegando alguma coisa de dentro e voltando para perto de mim sem deixar que eu visse, maldade para uma pessoa curiosa como eu.

— Minha mãe comprou para mim ontem, eu estava esperando ir na sua casa para gente brincar. — Assim que colocou em minha frente senti meus olhos brilharem.

— Os bonecos da Ladybug e do Chat Noir!

Não fazia muito tempo que esse bonecos haviam sido lançados, eram fofos. Tive que pegar com minhas mãos para ver se eram de verdade mesmo, tudo está parecendo um “sonho” hoje…

— Pronto para mais uma aventura?

— Sim, My Lady.

Não tinha como não rir dessa minha frase tentando imitar o Chat.

Entreguei a boneca da Ladybug para ela e comecei a me tornar o personagem. Ficamos um longo tempo brincando junto, até ela começar a me perguntar coisas.

— Que horas você vai embora?

— Não sei.

— Mas sua mãe vem te buscar?

Fiquei sem saber o que fazer, era por isso que eu estava ali, eu precisava de carinho, de atenção.

— Ela… foi viajar. — A vontade de chorar era enorme, mas minhas reservas já haviam acabado.

— E quando ela volta?

— Não sei… — Esse foi o fim, não aguentei, as gotinhas de água começaram a sair novamente pelos meus olhos. Enquanto isso, ela veio e me abraçou, ajudou um pouco.

— Calma, não chora! Por favor! Não chora!

Eu não conseguia mais parar, porém tudo isso estava machucando não só a mim, mas nós dois. Era para ser um tempinho bom com ela, não triste. O que eu fiz…?! Espera, o abraço dela estava realmente fazendo efeito, é quentinho e confortável.

— Obrigado. — Limpei minhas lágrimas.

— De nada.

— Posso te contar um segredo?

— Pode!

— Você... é mais que uma amiga para mim.

Ela ficou vermelha, mais do que qualquer outra vez. Não sei mais o que dizer, ela é fofinha e incrível.

Passou mais algumas horas, a Natalie veio me buscar e novamente eu já estava em casa. A Mari me ensinou uma coisa legal sobre saudade: Saudade são lembranças que ficarão para sempre marcadas no nosso coraçãozinho.


---


Alguns meses se passaram desde a ida da mamãe. De tempo em tempo eu recebia algumas cartas dela através da Natalie, assim, eu ía direto na casa da Mari para a mãe dela me ajudar a ler e escrever as respostas que seriam enviadas para ela onde estivesse. Sinto saudades.

Sinto falta também do meu pai, ele está diferente, não o conheço mais. Têm estado mais ausente, como se não se importasse mais comigo. Acho que ele sofre com a falta dela, queria poder ajudar como a garota de cabelos azulados me ajudou… se eu tivesse oportunidades.

Falando na Mari, eu tenho ido com frequência lá, mesmo com broncas da secretaria e do meu pai. Ela também vêm às vezes aqui, mas é só às vezes mesmo. Agora por exemplo, já vou descendo as escadas, me preparando para ir mais uma vez no local que era uma segunda casa para mim.

Saí pela porta e em seguida entrei no carro. Rapidamente ele já andava pelas ruas.

Era um dia chuvoso e escuro, as gotinhas rastejavam pelo vidro, criando vários desenhos legais e divertidos. Com a atenção em meus pensamentos, nem percebi que já tínhamos chegado. Fiquei esperando o Gorila abrir a porta para mim e, assim que fez isso, corri o mais rápido que pude para debaixo do guarda chuva. Eu estava muito animado, não aguentava esperar mais.

Antes de qualquer coisa observei bem a porta, estava escuro lá dentro, mas ignorei, então finalmente tentei abrir, mas não consegui. Isso era normal, então olhei para o homem atrás de mim fazer isso, mas ele nem se moveu, apenas olhou em meu rosto e balançou a cabeça em sentido de não. Foi nesse momento que meu mundo caiu. Realmente tinha alguma coisa errada aqui.


Notas Finais


~Música de suspense~
O que acharam? Teorias? Please 👀
Enquanto não sai capítulo novo... QUEM ESTÁ ASSISTINDO A NOVA TEMPORADA? 😂😘

Beijos da Super Bugaboo e até o próximo capítulo! Tchau!


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