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História Lord Negro - Capítulo 4



Notas do Autor


Voltamos!!
Não desistam de nós 😅🥰

Eu e Fantasminha estamos mega animadas com a história e esperamos que vocês também estejam.
Agradecemos a cada comentário e favorito.

E queremos relembrar que essa fanfic sempre se propôs a ser uma adaptação de cenas inteira de Trono de Vidro para o universo da JK, não queremos de forma nenhuma nos aproveitar do trabalho das autoras das obra originais e sim escrever uma fic divertida de fã para fã.

Bem, dedicamos à:

— carolhln
— mhlima
— Loveseverus
— silly_girl27
— UyaraSnape
— Tachi-kun

Capítulo 4 - Capítulo 3 - Hermione


 

Pouco antes de receber minha carta de admissão no Instituto de Magia e Bruxaria de Durmstrang, devido aos meus recém completos 11 anos de vida, conheci Thomaz Granger, meu tio e irmão gêmeo da minha mãe. Ele possuía os mesmos cabelos escuros como a noite e cachos delicados, pele clara e nariz fino que eram tão similares aos traços marcantes daquela que tinha sido minha primeira vítima. Entretanto os inconfundíveis olhos turquesas cujo anel dourado circulando as pupilas demonstravam uma gentileza e carinho que até então eu desconhecia. Ele foi meu primeiro amigo, meu primeiro conselheiro e sobretudo alguém que me ensinou o que era amor e segurança mesmo em meio ao inferno que eu vivia.

 

Estava na biblioteca, como de costume, debruçada sobre um grimório antigo acerca de feitiços avançados de memórias e sua manipulação, mais sutil que uma Maldição Império, mas igualmente eficiente em fazer com que terceiros agissem conforme sua vontade movido pelas memórias e desejos que você plantaria na mente dos mesmos. Eficiente, mesmo que perverso.

 

— Hermione. - Corban chamou meu nome e mesmo que a voz tenha feito meu coração gelar em medo e ódio, minha face nada demonstrou quando me virei em sua direção.

 

Corban pouco envelheceram nos últimos anos, os cabelos castanhos mel continuavam igualmente penteados para traz de forma aristocrática tão consistente com seus termos italianos, pareceria um executivo de sucesso a primeira vista, mas seus olhos denunciavam a loucura e sede de poder de um dos maiores bruxos das trevas da Bulgária que sem o conhecimento do governo agia como um dos maiores servos de Voldemort

 

— Senhor - Perguntei submissa o que fez o bruxo bufar de tédio.

 

Levaria alguns anos até eu moldar a máscara perfeita da Assassina que Corban queria que eu fosse. Com 11 anos eu ainda era uma criança perfeitamente silenciosa e respeitosa por temer seus castigos, mas também já começava a perceber que Corban se deleitava mais com uma arma afiada e ousada. Ele não queria alguém que simplesmente seguidas suas ordens em silêncio, pois ele apreciava o desafio e sobretudo se sentiu realizado quando eu comecei a demonstrar possuir o mesmo prazer e deleite que ele tinha nas artes das trevas e sobretudo nas mortes que ele me encomendava. Ele queria alguém igualmente sádico e com a mesma sede de poder e riqueza que ele. 

 

— Esse é Thomaz Granger. - Falou, indicando o homem ao seu lado, que de forma resumida parecia um estudioso e não mais um dos Minions que ele empregava para fazer seu trabalho sujo. 

 

Granger? Inconscientemente levantei a sobrancelha desconfiada, afinal sabia que Corban nunca quis ter maior envolvimento com a rica família de minha mãe. Ele apenas se filiou aos mesmos pois precisava de uma consorte cujo dote fosse suficiente para continuar financiando seus negócio no submundo bruxo de forma que os Granger, uma família de bruxos aristocráticos dos Estados Unidos tinha sido de bom usos, afinal sua gorda fortuna e pouca ou melhor nenhuma relevância política em solo europeu era perfeita para seu objetivo. Nunca conheci nenhum outro membro de minha família por parte de mãe e como não tinha sido permitida minha presença no enterro da mesma também não os conheci quando esse vieram a Bulgária para prestar suas homenagens. 

 

— Ele é seu tio, irmão de sua mãe e a partir de hoje será seu tutor quanto às disciplinas mágicas prevista no currículo do ministério Búlgaro. 

 

— Não irei a Durmstrang? Minha carta de admissão deve chegar na próxima semana.

 

— Não. Por mais excelente que seja a educação no Instituto, preciso de sua habilidades e se a senhorita estivesse num internato de tempo integral isso não seria possível. Como o ministério exige uma educação mágica formal Thomaz, por seu um professor certificado, será seu tutor daqui pra frente. Ele já foi informado do quanto sua formação mágica já é avançada e ele não interferirá nas sua atividades complementares.

 

Aí estava o motivo para que meu pai permitisse que um outro Granger se fizesse presente na minha Educação. Mas foram só alguns anos depois que descobri o acordo que homem esguio e sorridente tinha feito com meu pai. Thomaz assim como seus pais nunca tiveram a chamar de me conhecer devido o afastamento de minha mãe. Entretanto descobri que antes de minha mãe perder sua sanidade para os abusos de Corban ela tinha enviado uma carta ao irmão, carta essa que relatava seu medo quanto a Educação que o bruxo impunha a mim de forma que ela implorou ao irmão que intervisse.

 

     De certa forma meu tio, para tentar cumprir o pedido de minha mãe, vendeu sua alma ao Diabo. 

 

Jane escreveu ao irmão contando sobre seus medos quanto aos desejos de meu pai para comigo. Depois dos primeiros anos de casada ela descobriu quão perversos eram os negócios de meu pai e conheceu na pele os caminhos terríveis e obscuros que ele me levaria a trilhar. Ela implorou para que o irmão interviesse e impedisse que eu me tornasse a arma desalmada que meu pai almejava… Entretanto Thomaz receberá a carta tarde de mais. Mesmo que depois do falecimento da irmã ele exigisse de diversas forma que Corban permitisse sua visita todas tinham negadas até aquele momento. E essa visita tivera o preço de sua liberdade. Para que meu tio participasse de minha Educação ele teve que jurar lealdade a meu pai se envolvendo assim com a magia das trevas, Thomas não tinha se tornado só meu tutor naquele dia e sim o contador e advogado pessoal de meu pai em seus assunto perante o ministério Búlgaro. De forma que aquele homem gentil cuja magia era inquestionavelmente da luz teve de mergulhar nesse mundo de trevas na esperança de salvar a sobrinha. 

 

Mas infelizmente ele ainda não sabia que eu não podia ser salva.


 

* * *


 

Dois anos depois, conheci Rolf Zabini o mais desprezível de todos os associados de Corban, não por seu um bruxo das trevas terrível, mas sim por ser um inescrupuloso traficante de criaturas mágicas.

 

Era minha primeira missão fora do território Búlgaro, assim como era a primeira missão que não exigia que eu silenciasse algum bruxo que tinha se tornado um empecilho aos desejos de meu pai e sua magia das treva. Corban estava extremamente frustrado com Rolf, segundo as informações que me foram passadas, ele não estava cumprindo os prazos e obrigações estabelecidas. Corban me mandou para “auxiliar” o homem ou levá-lo a força para que desse explicações.

 

Cortland e eu usamos uma chave de portal clandestina até a mansão da família Zabini na Sicília - Itália. Como éramos aguardados estávamos esperando pacientemente que o bruxo desse o as de suas graças no que deveria ser o escritório de Rolf. Eu particularmente esperava algo semelhante as ricas e elegantes salas de minha casa na bulgária, mas o escritório, se aquilo pudesse ser chamado de escritório era decepcionante. O teto era baixo, o piso de madeira rangia, e o espaço parecia mais um quarto entulhado cheio de mapas, papéis, plantas tropicais desconhecidas sem falar nas gaiolas com aves exóticas. Combinado com a temperatura tropical, o que na verdade só me deixava mais irritada por estar ali afinal, usando a persona da Banshee, arma de Corban, de forma que estava suando em bicas por baixo das roupas escuras e da máscara encantada que só se soltaria de meu rosto se eu assim desejasse.

 

Felizmente  a capa preta esvoaçante, as roupas exóticas e a máscara me transformavam em um sussurro de escuridão. E eu tinha aprendido que um pouco de intimidação nunca fazia mal.

 

Entediada andei até a mesa de madeira, pegando um pedaço de papel rapidamente o virando com minhas mãos pretas e

enluvadas para ler o conteúdo do mesmo. Uma anotação sobre o tempo. Que chato.

 

— O que está fazendo? - Perguntou Cortland, um dos bruxos de confiança de meu pai. Jovem de não mais que 20 anos que seria bonito se não fosse extremamente irritante e leal a causa de meu pai. Meu desgosto para com ele se devia principalmente por seu um dos poucos que conhecia minha real identidade: Não só a Banshee, assassina e bruxa das trevas, mas Hermione Granger Yaxley herdeira dessa nobre e antiga casa de bruxos puros sangues Búlgaros.

 

— Se o homem não pode se dar o trabalho de fazer uma limpeza para nós, então não vejo por que não posso dar uma olhada. - Respondi com pertinência e desdem, mais uma das máscaras invisíveis que tinha construído para executar aquele papel.

 

— Ele vai chegar a qualquer segundo — ciciou o jovem. 

 

Eu prontamente o ignorei pegando um planisfério, observando os pontos e as marcas ao longo da costa de seu continente. Algo pequeno e redondo reluzia sob o mapa, e  antes que Cortland notasse coloquei o objeto no bolso.

 

— Ah, shhh — desdenhei, abrindo a cristaleira na parede adjacente à mesa. — Com esse piso rangendo, ouviremos o lorde a um quilômetro daqui. — O móvel estava entulhado de pergaminhos enrolados, penas, moedas estranhas e brandy muito velho e de aparência muito cara que fez meus olhos brilharem com a nova ideia. Peguei a garrafa sem pensar duas vezes, agitando o líquido âmbar à luz do sol que entrava pela ampla janela redonda. — Gostaria de uma bebida?

 

— Não. — disparou o bruxo, virando-se um pouco no assento para vigiar a porta. — E você é muito jovem para beber! Coloque isso de volta. Agora.

 

Bom apenas inclinei a cabeça, girando o brandy mais uma vez na garrafa de cristal antes de apoiá-la na mesa. E não pude conter o sorriso sob a máscara quando o vi suspirar irritado.

 

— Não deve ser um lorde muito bom - disse  — Se este é seu escritório particular. 

 

    E mais uma vez não pode conter o sorriso vitorioso quando vi o bruxo a minha frente emitir um ruído contido de desapontamento quando desabei na enorme poltrona atrás da mesa e comecei a abrir as gavetas, revirando os papéis. A caligrafia de Rolf era um garrancho, quase ilegível; a assinatura não passava de algumas voltas e picos afiados. Thomaz nunca aceitaria tamanha desleixo. Eu particularmente não sabia o que exatamente estava procurando, mas meus olhos brilharam com curiosidade quando vi um pedaço de papel roxo perfumado, assinado por alguém chamado Jacqueline.

Hummm quem será que era Jacqueline? e mais importante o que ela significaria para um dos mais notórios traficantes de criaturas mágicas do mundo bruxo? Logo me recostei na cadeira, apoiou os pés na mesa pronta para ler.

 

— Droga, Hermione!

 

Arqueei as sobrancelhas, mas percebi que Cortland não conseguia ver. A máscara e as roupas eram uma precaução necessária, pois tornavam o objetivo de proteger minha identidade muito mais fácil. Na verdade, todos os bruxos a serviço de Corban tinham jurado guardar segredo a respeito de quem eu era, claro que sob a ameaça de tortura infindável e, por fim, a morte.

 

— Volte para sua cadeira! — Falou levando a mão ao bolso de sua varinha.

 

— Ou o que? — Desafiei atirando a carta de amor na mesa cruzando os braços atrás da cabeça, olhando para o mar turquesa, visível entre as janelas.

 

— Apenas volte para seu lugar. - Grunhiu.

 

Entretanto, antes que pudesse responde-lo, a porta se abriu.

 

O jovem congelou, mas eu apenas inclinei a cabeça em cumprimento quando Rolfe, lorde Zabini, entrou no escritório.

 

— Fico feliz ao ver que se sente em casa. — O homem alto, de pele negra, fechou a porta atrás de si. Ação corajosa, considerando quem o esperava no escritório.

 

Ele certamente não era o que ela esperava... imaginava que seria um pouco mais sujo... e muito mais extravagante. Considerando os contos que ouvira sobre as aventuras selvagens de Rolfe, era o mais notório contrabandista bruxo. Talvez ele também mantivesse a identidade em segredo dos inimigos. Cortland ficou de pé, fazendo uma leve reverência com a cabeça.

 

— Sam Cortland — disse ele, como cumprimento.

 

Rolfe estendeu a mão, e eu observei com curiosidade a palma e os dedos tatuados quando se fecharam na

mão grande do outro. O mapa, aquela era a tatuagem do mapa mítico pelo qual ele vendera a

alma; o mapa das linhas Ley do mundo, o mapa que mudava para mostrar onde a magia se tornava mais concentrada, inimigos... e tesouros.

 

— Acredito que você não precise de apresentação. — Rolfe se voltou para mim.

 

— Não. — Respondi ainda na cadeira do homem. — Acho que não.

 

Rolfe conteve uma gargalhada, um sorriso torto se estendeu pelo rosto bronzeado. O bruxo se aproximou da cristaleira, me dando a chance de examiná-lo com mais atenção. Ombros largos, a cabeça erguida, uma graciosidade casual nos movimentos que vinha com a certeza de que ele tinha todo o poder ali. 

 

— Brandy? — perguntou Rolfe.

 

— Não, obrigado — Respondeu Cortland. 

 

— Com essa máscara — Ponderou Rolfe —, acho que não poderia aceitar uma bebida mesmo. E ai estava os benefícios de conhecer magia avançada, com um simples glamour o bruxo nunca saberia que eu não tinha mais do que 13 anos. De qualquer modo ele se serviu e tomou um longo gole antes de continuar. — Deve estar fervendo nessas roupas todas.

 

— Estou acostumada.

 

Rolfe bebeu de novo, observando-me por um segundo por cima do copo. Os olhos dele tinham um tom verde-mar impressionante, tão fortes como a água a apenas alguns quarteirões de distância. Ao apoiar o copo, aproximou-se da ponta da mesa.

 

— Não sei como lidam com as coisas na Bulgária, mas aqui gostamos de saber com quem falamos.

 

— Como você disse, não preciso de apresentação. E quanto ao privilégio de ver meu lindo rosto, creio que seja algo que poucos homens têm.

 

Os dedos tatuados se fecharam com força no vidro.

 

— Saia de minha cadeira.

 

Do outro lado da sala, Cortland ficou tenso, mas eu apenas examinei  conteúdo da mesa de novo e

estalei a língua, sacudindo a cabeça.

 

— Você realmente precisa tentar organizar essa bagunça.

 

Minha magia sentiu a intenção do bruxo que tentou levar a mão até meu ombro de forma que fiquei de pé antes que seus dedos conseguissem roçar na lã preta do manto pouco me importando que mesmo com o glamour Rolf fosse bem mais alto que eu.

 

— Não faria isso se fosse você — Cantarolei vendo os olhos dele brilharam com o desafio.

 

— Você está em minha casa e em minha cidade. — Apenas um palmo nos separava. — Não está em posição de me dar ordens.

 

Cortland pigarreou, mas continuei encarando Rolfe. Seus olhos avaliavam a escuridão por baixo do meu capuz e manto, a lisa máscara negra e as sombras que escondiam qualquer traço de minha feições.

 

— Banshee. — avisou meu acompanhante, pigarreando de novo.

 

— Muito bem. — Suspirei alto, saindo do caminho de Rolfe como se ele não passasse de mobília e me sentei na cadeira ao lado de Cortland, o qual prontamente me lançou um olhar de ódio tão incandescente quanto o sol.

 

— Bem, ao que devo essa visita? — Rolfe apoiou os antebraços na mesa.

 

— Sabe muito bem por que estamos aqui — Falei fria. — Mas talvez todo esse brandy tenha lhe subido à cabeça. Devo refrescar sua memória?

 

Rolfe gesticulou com a mão verde, azul e preta para que continuasse, como se fosse um rei no trono ouvindo as reclamações da multidão. Babaca.

 

—  3 Thunderbirds eram esperados a dois dias em Nova Deli, não sei como são feitas as coisas aqui na Itália, mas na Bulgaris esperamos que intermediários cumpram seus contratos. Corban Yaxley não está nada contente com o atraso, assim como o comprador Indiano. — Prontamente tirei o pergaminho selado e a carta de dentro do bolso de minha capa. — São para você. — Falei os atirou na mesa. — De nosso mestre.

 

Um sorriso repuxou os lábios de Rolfe, mas ele pegou os documentos para si, analisando o selo logo o ergueu contra a luz do sol.

 

— Estou surpreso que não tenha sido adulteradas. — Os olhos brilhavam com malícia e com dois gestos ágeis de punho, Rolfe rasgou os dois envelopes com um abridor de cartas.

 

Nos minutos silenciosos que se passaram enquanto lia as cartas, a única reação de Rolfe foi o tamborilar ocasional de dedos na mesa de madeira. O calor era sufocante, e o suor escorria pelas minhas costas e eu ainda deveriam ficar ali durante três dias — tempo suficiente para auxiliar Rolfe no transporte dos animais. Rolfe emitiu um longo suspiro quando terminou, e balançou os papéis ao alinhá-los.

 

— É difícil barganhar com seu chefe — disse ele, olhando de mim e para Cortland. — Mas os termos não são injustos. 

 

— É melhor não estragar isso novamente. — Avisei. — Corban não ficará feliz se mais alguma coisa der errado.

 

Rolfe gargalhou.

 

— Tem minha palavra de que tudo sairá conforme o planejado.

 

    Entretanto nada saiu como o planejado.


 

*  *  *


 

No dia seguinte aproveitei que Cortland se familiarizava com os outros negócios de Rolf e fui inspecionar a mercadoria. 

 

Eu nunca tinha visto um pássaro trovão de perto e magníficos não começava a descrever as criaturas majestosas. Acorrentado ao chão eu vi dois dos animais que se assemelhavam a águias gigantes cuja penugem brilhava numa cor única semelhante ao ouro e prata, ele grasnavam revoltados lutando contra as corrente encantadas que de tão apertadas mal permitiam que se movesse. O grito cortante cortou o pátio e eu vi quando um filhote de Thunderbird era chicoteado e forçado a entrar numa gaiola, aquele era o terceiro. 

 

Um filhote. 

 

Revolta queimou dentro de mim e por um segundo cogitei liberar meu poderes e extinguir a vida do bruxo que levantava o chicote. E assim como veio a raiva passou quando as cenas de uma mesa de jantar destruída e um corpo caído piscaram em minha mente. Não eu não perderia o controle.

 

Curiosamente quando me aproximei dos animais adultos o dois se acalmaram e os grandes olhos verdes de uma das criatura se fixaram em mim como se pudessem enxergar minha alma, minha magia e meu núcleo obscuro. Aqueles lindos animais eram conhecidos por pressentir o perigo e antecipar suas ações, eram capazes de criar tempestades enquanto voavam livres pelos céus da América do Norte, sua terra natal. Quando aqueles olhos me fitaram eu soube que a ave via a criatura terrível que se alimentava de minha força vital e minha magia, mesmo que eu tivesse aprendido a controlar o Obscuro dentro de mim o Thunderbird sabia que eu era uma Obscurial, e mesmo assim não me temeu ou reconheceu o perigo que eu podia representar.

 

Isso porque eu não era um perigo, não para ele.

 

Naquele momento eu soube que tinha chegado ao meu limite, não podia compri as ordens de Corban não quando um filhote estava envolvido. Não quando criaturas tão puras eram acorrentadas ao chão. Não quando eu via que a mesma liberdade que me tinha sido negada desde meu nascimento também era negada àquelas criaturas. Mas eu não era pura como eles, minha magia não era boa nem de luz como a deles, eu merecia meu castigo, mas aqueles animais não mereciam.

 

    Rápido como o relâmpago que corta o céu numa tempestade saquei minha varinha proferindo o feitiço que romperam aquelas corrente.

 

    O som dos trovões cortaram os céus quando as duas criaturas magníficas alçaram voo invocando as tempestades e as forças da natureza, sua ira caiu sob os bruxos de Zabine como raios e relâmpagos. Mas dei pouca atenção ao caos, gritos de terror e correria que se instauraram, partindo para cima do bruxo que ousará levantar um chicote contra aquelas criatura magnífica. Permiti que meu ódio queimasse e me rasgasse quando me desfiz em areia e vento negro, quando sufoquei e cortei o bruxo com se armada de mil adagas. Quando voltei a mim logo agarrando a chave presa ao cinto do corpo morto caído ao meu lado e abri a gaiola. 

 

O filhote de Thunderbirds possuía o tamanho de uma águia imperial adulta e estava aterrorizado.

 

— Shhhh, está tudo bem…  Falei mansamente vendo a ave se encolher no outro lado. — Você está livre. - Continuei estendendo minha mão como se para tocá-lo e aí percebi que ela estava coberta de sangue. Recuei o mais rápido que pude, não poderia tocá-lo não com aquelas mãos. 

 

    O chão tremeu quando um dos adultos pousou atrás de mim grasnado e abrindo sua longa envergadura de 4 metros em desafio. Meu papel tinha sido feito e se eu ousasse me aproximar mais do filhote o Thunderbird não exitaria em me fulminar com sua magia como fizera aos outros. Me afastei cautelosa vendo o filhote sair da gaiola e se aninhar no maior grasnando de alegria antes de alçar voo desaparecendo entre as nuvens escuras de tempestade. 

 

Eu tinha feito uma escolha e estava pronta para as consequência, não lutei quando os gritos e xingamentos de Cortland chegaram aos meus ouvidos, não lutei quando o aperto dele em meu ombro se intensificou e senti o puxão característico da aparatação. E não lutei quando ele usou a chave de portal de emergência para que retornássemos a mansão de Corban.

 

Eu sabia das consequências e estava pronta para elas.


Notas Finais


O que acharam!?


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