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História Lorenzo... - Capítulo 3


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Notas do Autor


Vocês estão amando não é? Rsrsr atualização todo dia (ainda não sei se será todo dia gente é só que eu tô um pouco animada com isso ksksk)
Mas olha mais um capítulo, espero que goste.

Capítulo 3 - Capítulo 3


DEZ ANOS DEPOIS

WASHINGTON, DC

O Trabalho de advogado criminal não é tão emocionante como se imagina. Nem sequer tão emocionante como os estudantes de direito imaginam. Há um monte de investigação, as referências de jurisprudência para embasar cada argumento nas páginas e páginas dos códigos legais, os quais estão cheios de semântica para dar aos leigos um tempo difícil. Se é parte de um escritório, quando finalmente te passam um caso para representar na frente de um juiz, raramente há revelações dramáticas e surpreendentes, e nem momentos como em Law e ordem.

Geralmente é só explicar os fatos para o júri, peça por peça. Uma das primeiras regras que aprende na faculdade é: nunca faça uma pergunta que não saiba a resposta.

Sinto destruir suas convicções, mas realmente é assim.

Nos Estados Unidos da América, os acusados podem escolher quem decidirá seus destinos: um juiz ou um júri. Sempre aconselho meus clientes a escolher o júri. É um milagre fazer doze pessoas concordarem sobre onde almoçar, quem dirá sobre a inocência ou culpa de um acusado. E uma anulação de júri, que é o que acontece quando não podem concordar com um veredito, é uma vitória para a defesa.

Talvez você já tenha ouvido aquela piadinha sobre os júris: "quer ser julgado por doze pessoas que não foram espertas o bastante para escapar do serviço compulsório de jurado?". Sim, isso é exatamente as pessoas que você quer te julgando. E também porque os jurados são pessoas não familiarizadas com a lei. E essas pessoas não podem se deixar influenciar... por um monte de elementos que não tem nada a ver com os fatos.

Se um júri gosta do réu, terá dificuldade de se convencer de uma acusação que poderia deixá-lo preso pelos próximos dez ou vinte anos. É por isso que um bandido sob acusação se apresenta na corte bem vestido e não com o macacão laranja. É exatamente por isso que o vestuário e o penteado de Casey Anthony foram cuidadosamente escolhidos para fazer com que ele parecesse docemente recatado. Claro, se supõe que o júri seja imparcial, que devem basear seu julgamento nas evidências apresentadas e nada mais.

Mas a natureza humana não funciona dessa maneira.

A simpatia dos advogados do acusado também tem peso. Se um advogado está descuidado, de mau-humor ou é chato, os jurados se sentirão menos inclinados a acreditar na sua versão do caso. Por outro lado, se o advogado de defesa parece ter o controle da situação, fala bem e tem boa aparência, os estudos mostram que os jurados são mais propensos a acreditar nesse advogado. E acreditar neles, significa acreditar em seus clientes.

É importante que pareça que não se esforça muito. Não aparentar ser suspeito ou vago, e a ultima coisa que quer é dar uma pinta de “vendedor de carros usados”. As pessoas sabem quando mente.

Mas aqui está o mais importante: sempre que for possível, passem um bom tempo. Dê-lhes algo para ver. Eles esperam “Objeções” e “Fora do lugar”, o barulho das mesas e golpes do martelo. Esperam uma recreação ao vivo de Tom Cruise e Jack Nicholson em Questão de Honra. O sistema pode ser chato, mas você não tem que sê-lo. Pode ser divertido. Mostrar-lhes que tem uma grande inteligência e que não tem medo de usá-la.

Meu pau é o mais enorme de todos, o júri não pode tirar os olhos dele. Em sentido figurado... e literalmente.

— Pode continuar com as considerações finais, senhor St. John.

— Obrigado meritíssimo. — Me coloco de pé, abrindo o botão de meu terno cinza feito sob medida. Essa cor faz sucesso hoje em dia com as mulheres, e dez dos doze membros do júri são mulheres.

Encontro seus olhares com uma expressão contemplativa, e aumento a pausa, o que aumenta a tensão dramática. Então começo.

— A próxima vez que te ver, cortarei suas bolas e empurrarei por sua garganta.

Pausa. Contato visual.

— Quando te encontrar implorará para que eu te mate.

Pausa. Aponto com o dedo.

— Só espere idiota. Irei por você.

Saio detrás da mesa da defesa e me posiciono de frente ao júri.

— Essas são as palavras de um homem que a acusação clama que é a... — pausa Dramática. — vítima nesse caso. Vocês viram as mensagens de texto. O escutaram admitir que enviou ao meu cliente. — Faço um barulho com a língua. — Não soa como vítima para mim.

Todos os olhos me seguem enquanto caminho como um professor dando uma aula. — Soa como ameaças... das mais graves. De onde venho, ameaçar o saco escrotal de um homem... não há ameaça mais assustadora que essa.

Uma série de baixas risadas sai dos membros do júri.

Coloco os braços na grade da tribuna dos jurados, olhando cada um deles tempo suficiente para que se sintam incluídos, preparando-os para a divulgação de um pequeno segredo sujo.

— Ao longo desse julgamento escutaram muitas coisas sobre o meu cliente, Pierce Montgomery, que são pouco favorecedoras. Abomináveis inclusive. Aposto que não lhes agradou muito. Para dizer a verdade, não me agradou muito também. Ele teve uma aventura com uma mulher casada. Publicou fotos dela nas redes sociais sem sua permissão. Estes não são atos de um homem honrado. Se estivesse sendo julgado pela decência humana, posso lhes assegurar que hoje, aqui, eu não o defenderia. — Me endireito, mantendo presa sua atenção. — Mas essa não é sua tarefa. Vocês estão aqui para julgar suas ações na noite de quinze de março. Nós como sociedade não penalizamos as pessoas por defender suas vidas ou seus corpos de danos físicos. E isso é exatamente o que meu cliente fez essa noite. Quando se encontrou cara a cara com o homem que o ameaçou sem descanso, teve todas as razões para acreditar que ele cumpriria suas ameaças. Para temer por sua integridade física... talvez por sua vida.

Faço uma pausa, deixando que assimilem isso. E sei que estão comigo, vendo essa noite em suas cabeças através dos olhos do fodido filho da puta que é muito sortudo em me ter como advogado.

— Meu antigo treinador de futebol nos dizia que uma ofensiva inteligente é a melhor defesa. É uma lição que levo comigo desde o primeiro dia. Então, ainda que Pierce tenha dado o primeiro golpe, era uma defesa. Já que atuou contra uma ameaça conhecida, um medo razoável. Isso, senhoras e senhores, é sobre o que realmente é esse caso.

De pé, em frente a tribuna do júri, dou um passo para trás, dirigindo-me a eles em conjunto.

— Enquanto deliberam, estou certo de que concluirão que meu cliente atuou em defesa própria. E darão um veredito de inocente.

Antes de tomar meu assento na mesa da defesa, ponho o botão de ouro, em minhas considerações finais. — Obrigada de novo pelo seu tempo e atenção, foram tão... encantadores.

Isso faz oito das dez mulheres sorrir, eu gosto dessa probabilidade.

Depois de me sentar, minha co-defensora, com o rosto neutro, discretamente escreve em um bloco, me passando.


                    Arrebentou!


Os advogados se comunicam por notas durante o julgamento porque é falta de educação ficar sussurrando. E um sorriso ou gesto podem ser interpretados pelos jurados de uma maneira que você não quer. Assim minha única reação visível é um rápido gesto de acordo.

Minha reação interna é um enorme sorriso. E escrevo de volta.


Arrebentar é o que eu faço de melhor. Ou você se esqueceu?


Bonnie é uma tremenda profissional. Não ri nem um pouco. Ela simplesmente escreve.


Tire essa arrogância do seu rabo.


Me permito o menor dos sorrisos.


Falando em rabo, o meu ainda tem marcas das suas unhas nele. Isso te deixa molhada?


É inadequado, totalmente não profissional, mas também é malditamente divertido. O fato de que nosso cliente imbecil ou qualquer pessoa sentada na primeira fila da galeria atrás de nós poderiam ver o que está escrito, acrescenta uma emoção. Como colocar os dedos em uma mulher debaixo da mesa de um restaurante cheio, o potencial de que te descubram faz tudo ainda mais perigoso e quente.

Uma emoção atravessa seus olhos enquanto ela responde:


Você me deixou molhada logo que falou “Senhoras e senhores”. Agora pare.


Responde de volta:


Pare? Ou guarde para mais tarde?


Sou recompensado com um simples e sutil sorriso. Mas é o suficiente.

Guarde para mais tarde.

                              ----

Depois da réplica e de uma hora de instruções do juiz, os jurados se retiram para a sala reservada para as deliberações deles e o tribunal entra em recesso. O que me deu a oportunidade para me reunir com meu irmão de fraternidade em um bar local, que serve os melhores sanduíches da cidade.

Entre os horários de trabalho exigentes e a família, nós só temos tempo para nos ver uma ou duas vezes por ano; quando vamos a cidade do outro por razões comerciais.

Damon Salvatore não mudou muito desde os nossos dias em Columbia. O mesmo humor sarcástico, a mesma arrogância que atrai as mulheres para ele como mariposas para uma luz. A única diferença entre antes e agora é que ele não percebe a explosão de atenção feminina que atrai. Ou, se nota, não corresponde.

— Você tem certeza que não gostaria de algo mais? Qualquer coisa? — Pergunta com esperança a garçonete de vinte e poucos anos... pela terceira vez em quinze minutos.Ele toma um gole de cerveja, então se despede com:

— Nope. Eu ainda estou bem, obrigado.

Com os ombros curvados, ela corre.

Damon é um banqueiro de investimento na empresa de seu pai em New York City. Ele também cuida dos meus investimentos; a razão pela qual dois anos de faculdade de Presley já estão garantidos. Misturar dinheiro e amizade pode não parecer uma jogada inteligente, mas quando seus amigos são tão talentosos em ganhar dinheiro como são os meus é brilhante.

Seu telefone toca com uma mensagem de texto. Observa a tela e um sorriso bobo se espalha por seu rosto... o tipo de sorriso que eu vi apenas uma vez antes: no seu casamento, há oito meses.

Eu limpo minha boca com um guardanapo, e jogo sobre a mesa, e inclino a cadeira para trás sobre duas pernas.

— Então... como está Elena?

Elena é a esposa de Damon.

Sua tão linda esposa.

A tão linda esposa com quem dancei brevemente no casamento dos dois. E meu amigo não pareceu gostar nem um pouco.

Que tipo de amigo eu seria se não brincasse com ele sobre isso?

Ele olha para cima com um sorriso.

— Elena está ótima. Ela é casada comigo... De que outra forma poderia estar?

— você entregou meu cartão para ela? — Provoco. — para que ela possa entrar em contato se precisar de serviços legais... Ou qualquer outro tipo de serviço?

Eu sorrio quando ele franze a testa.

— Não, eu não lhe dei o seu cartão. Imbecil. — Ele se inclina para a frente, de repente risonho. — Além disso, Elena não gosta de você.

— É isso que você diz a si mesmo?

Ele ri.

— É verdade, ela o acha suspeito. Você é um advogado de defesa, Elena é mãe. Ela acredita que você deixa molestadores de criança caminhar pelas ruas.

É um erro comum, e completamente impreciso. Os advogados de defesa mantem o sistema legal honesto; saudável. Nós defendemos para o inocente, o indivíduo pequeno, e nós somos tudo o que fica entre ele e o poder irrestrito do Estado. Mas as pessoas se esquecem dessa parte, é tudo sobre pedófilos e ladrões de fundos de aposentadoria em Wall Street.

— Eu tenho uma filha. — Discuto. — Não defenderia um molestador de criança.

Damon não concorda com meu raciocínio. — você só está tentando se justificar... Mas, no fim das contas defende quem os poderosos o mandam defender.

Dou de ombros.

— Falando de sua filha, quantos anos tem? Dez?

Como sempre, o tema da minha filha faz o meu peito inchar imediatamente orgulho. — Onze anos mês passado. — De repente, eu puxo meu telefone e mostro as imagens que representam a maioria das minhas memórias. — Acaba de competir pela equipe de torcida. E no Sul, isso é um esporte de verdade, nada dessa merda toda de "ra-ra" e pom-pons daqui.

Maggie e Presley ainda vivem no Mississippi. Depois de Columbia, ao ir para a faculdade de direito da Universidade George Washington, falamos sobre elas virem morar comigo em DC, mas Maggie não acreditava que a cidade era um lugar para educar uma criança. Ela queria que a nossa filha crescesse como nós, nadando no rio, andar de bicicleta em estradas de terra, correndo descalço pelos campos e indo para churrascos depois da igreja aos domingos.

Eu concordei com ela, eu não gostava, mas eu aceitei.

Damon assobiou quando eu mostrei as fotos mais recentes, coberta com as cores da equipe verde e ouro. Seu longo cabelo negro ondulado em cachos estava preso no topo da cabeça, com os olhos castanhos brilhantes e sorriso branco pérola impressionante.

— Ela é uma beleza, St. John. Felizmente parece com a mãe. Eu espero que você tenha pronto um taco de beisebol.

Estou muito à frente dele.

— Não, cara, eu tenho uma espingarda.

Acena com a cabeça em aprovação e bate no meu braço.

— Ei, estranho, faz tempo que a gente não se vê.

Meus olhos são atraídos para a magnífica silhueta de Bonnie Sheila Bennett, minha colega de trabalho, entre outras coisas, à medida que se aproxima a nossa mesa.

A roupa não só faz o homem, faz uma declaração para uma mulher. E enaltecem Bonnie. Ela se veste como ela é: impecável, perspicaz, elegante, e tão sexy que dá água na boca. Sua blusa de seda vermelha está deliciosamente abotoada, revelando apenas alguns centímetros de sua pele marrom-chocolate abaixo de sua clavícula, nem mesmo uma sugestão de seus seios. Mas o tecido acentua a abundância dada por Deus de seus seios cheios, firme e, porra, bonitos. Um colerinho cinza de lã cobre seus braços longos e elegantes, e combinando saia lápis, que abraça o grande arredondamento dos quadris, antes de revelar suas longas pernas tonificadas.

— Onde você estava se escondendo? — Pergunto, então aponto para uma cadeira vazia. — Quer se juntar a nós?

Lábios naturalmente vermelhos sorriem para mim em resposta.

— Obrigada, mas não, acabo de almoçar com Matt na parte de trás.

Faço um gesto enquanto realizo as apresentações.

— Damon Salvatore, ela é Bonnie Bennett, uma libertadora de molestadores de crianças de acordo com sua esposa. — As sobrancelhas de Bonnie arqueiam ligeiramente na descrição, mas continuo. — Bon, esse é Damon Salvatore, meu velho amigo da faculdade, meu atual banqueiro de investimento, e apenas um bastardo rude.

— Prazer em conhecê-la Bonnie.

— Digo o mesmo. — Ela verifica as horas em seu Rolex e diz: — Enzo, você também deveria ir. Você não quer perder o veredicto.

Encontro-me balançando a cabeça antes que ela termine de falar. Porque nós temos discutido isso desde o início do julgamento.

— Minha querida, eu tenho todo o tempo do mundo. Eu posso até mesmo pedir a sobremesa, por que o júri não voltará até segunda-feira, pelo menos.

— você pode até ser o Encantador de Júris. — Seus dedos bem cuidados giram em um círculo, como se evocando uma bola de vidro. — Mas eu sou a Vidente do Júri. E eu vejo que essas donas de casa querem apagar este julgamento de suas listas para este fim de semana.

— Encantador de Júris? — Damon comenta secamente. — Isso é adorável.

Mostrei-lhe o dedo enquanto digo a Bonnie: — Desta vez a sua visão está errada.

Sua boca se abre.

— E que tal uma aposta, garotão?

— Quais são os seus termos, amor? — Eu respondo com um sorriso ousado.

Damon observa com alegria indisfarçável nossa disputa.

Ela descansa os braços sobre a mesa, inclinando-se para frente. E eu tenho um novo apreço pela gravidade porque é a força que faz com que a blusa caia além do seu corpo, dando-me uma visão deliciosa de seus peitos impressionantes envolto em um sutiã preto delicado.

— O Porsche.

Pego de surpresa, meus olhos ficam bem abertos. Ela não mediu palavras. Sabe que meu conversível 911 Carrera 4S Cabriolet prata é o meu bem mais precioso. A primeira coisa que eu comprei para mim quando fui contratado pela prestigiada firma de advocacia Adams & Williamson, há quatro anos. É intocado. Não sai na chuva. Não estaciono onde um pássaro pode defecar nele. Não é dirigido por ninguém além de mim.

— Se o júri retornar hoje, você me deixa levar o seu tão amado Porsche para o passeio mais emocionante da sua vida.

Ela olha para mim, esperando. Eu passo meus dedos ao longo da minha mandíbula, debatendo-me.

— O câmbio dele é manual. — Aviso suavemente.

— Pft... Moleza.

— O que ganho, quando você perder a aposta?

Ela se endireita, parecendo satisfeita consigo mesma, mesmo que não tenha ouvido os meus termos.

— O que quer?

As curvas imagem de Bonnie mal cobertas por um pequeno biquíni vermelho, molhado e ensaboado com espuma, se infiltra em meu cérebro. E eu não posso conter o sorriso lascivo que adorna meu rosto.

— Você vai ter que lavar a Porsche a mão, uma vez por semana durante um mês.

Não hesita.

— Feito.

Antes de dar as mãos para fechar o negócio, eu olho em seus olhos e deliberadamente cuspo na palma da minha mão. Nossa aderência é escorregadia. Seu nariz se enruga, mas seus olhos, seu olhos de uma forma divertida tem chamas de fogo que só eu posso ler.

Ela gosta disso.

Depois de soltar meu aperto, limpa a mão com um guardanapo. Matt Donovan, em seguida, sai do banheiro para se reunir conosco. Matt é um associado de nossa empresa, que começou no mesmo ano que Bonnie e eu, mesmo que ele parece muito mais jovem. Seus redondos olhos azuis, cabelo castanho ondulado e uma personalidade despreocupada invoca sentimentos semelhantes ao de um irmão protetor. O ato de coxear, que acompanha o seu pé aumenta a impressão juvenil, mas, na verdade, é o resultado da prótese na perna esquerda, resultado de um acidente na infância. O evento pode ter levado a sua integridade física, mas o clima amigável e jovial de Matt permanece completamente intacto.

Como todos os parceiros da nossa empresa, Matt compartilha o escritório com Bonnie. Eles são próximos, mas de uma forma estritamente platônica, o tipo de zona de amigo.

Ele também tem mais dinheiro do que Deus, ou pelo menos a sua família. Dinheiro velho, o tipo de riqueza abundante cujas férias são sempre no sul da França ou que são capazes de retirarem-se para sua casa de campo no Potoma quando eles precisam de uma pausa da cidade. O pai de Matt tem aspirações políticas para o seu único filho e acredita que um registro impressionante como promotor estabelece as bases para essas ambições. Que é precisamente a razão pela qual Matt se revelou e se tornou um advogado de defesa criminal.

— Olá, Lorenzo. — Saúda.

Gesticulo com a cabeça.

— Matt. — Gesticulo de volta para Damon. — Matt Donovan, este é Damon Salvatore, um velho amigo. — Meus olhos caem sobre ele. — Matt é outro advogado em nossa empresa.

Dão-se as mãos com firmeza, em seguida, Damon diz. — Jesus, há alguém em DC que não é um advogado?

Eu ri.

— A maioria per capita no país.

Antes que ele possa responder com o que eu apostaria minha vida que teria sido um insulto, Matt solta: — Bonnie está pronta para ir? Eu tenho um cliente que vem em vinte minutos.

— Estou pronta. Damon foi um prazer conhecê-lo. Lorenzo, eu vou ver você em breve no tribunal.

Finjo confusão.

— Quer dizer no escritório?

Com um aceno de cabeça, Bonnie deixa que Matt a conduza em direção à porta. Eu vejo como ela sai. E aproveito cada maldito segundo. O que não passa despercebido.

— Você realmente acha que é sábio?

Minha atenção é arrastada de volta para ele.

— do que está falando?

— Sexo com sua colega, sério? — Esclarece Damon. — Você acha que isso é sábio?

Eu paro por um momento, me perguntando como ele sabia... e então eu rio de mim mesmo por perguntar... porque é claro que ele saberia.

— Isto vem do homem que se casou com sua colega de trabalho alguns meses atrás?

Damon se inclina para trás, descansando um braço na cadeira atrás de mim. — Isso é completamente diferente. Elena e eu somos especiais.

Eu bebo minha água.

— O que faz você pensar que Bonnie e eu transamos?

— Ah... porque eu tenho olhos. E orelhas. E a tensão sexual que testemunhei foi impressionante. A propósito, cobrou barato na aposta. Eu teria dito fodê-la no capô do carro primeiro, depois colocá-la para lavá-lo. — Ele dá de ombros. — Mas esse sou eu. Agora, de volta à minha pergunta original...

Na verdade, não há razão para negar. 

— Bonnie é, sem dúvida, a mulher mais inteligente que eu já fiz. Com trocadilho e tudo.

Ele não aprova.

— Enzo, você anda por um caminho perigoso. Um campo minado de desconforto feminino e desprezo.

Eu compreendo as suas preocupações, mas não são necessárias. Bonnie é uma mulher em todos os lugares importantes, mas com a praticidade de um homem. Não há minivans ou cercas brancas no futuro, só escritórios e horas trabalhadas. É franca, direta, mas também divertida. Uma mulher que eu considero uma amiga, alguém com quem desfruto sair tanto quanto desfruto foder.

Nosso arranjo começou há seis meses. A primeira vez foi espontânea, imprudente. Eu sabia que a queria, mas eu não tinha percebido o quanto até a noite em que estávamos sozinhos no porão da biblioteca da empresa.

Ambos trabalhando até tarde, tensa e duramente pressionados pelo tempo, em um dado momento, nós estávamos discutindo os pontos mais delicados de Miranda contra o Arizona e no outro estávamos arrancando a roupa um do outro, contra as pilhas de grossos volumes encadernados em couro, como dois animais selvagens no cio.

E gemendo como animais no cio.

Eu fico excitado toda vez que penso nos sons que Bonnie fez naquela noite, uma sinfonia de suspiros, gemidos e grunhidos enquanto eu a fazia gozar três vezes. E quando meu orgasmo finalmente tomou conta de mim, porra, eu não consegui sentir minhas pernas por cinco minutos inteiros.

Depois disso, quando estávamos suados e descabelados como soldados depois de uma batalha, falamos. Nós concordamos que isso era algo que ambos desejávamos fazer novamente, e novamente, um apaziguador do stress necessário que se encaixaria perfeitamente em nossos horários.

Não é tão frio quanto parece. Mas é... fácil.

Eu sorrio.

— Não, cara, Bonnie é como... um dos caras.

— Você está fodendo com um dos caras?

Eu franzir a testa.

— Não parece quente quando você diz assim. O que quero dizer é que ela vive para o trabalho, como eu. Tentar se tornar um sócio não deixa muito tempo para mais nada. Bonnie é conveniente e, porra, bonita. Eu sei que você é casado e tudo mais, mas você teria que estar morto para não percebê-la. E, mesmo assim, aqueles peitos seriam capazes de provocar ereção em um cadáver.

— Oh, eu notei, acredite em mim. — Diz. — Ela sabe sobre a sua peguete no Mississippi?

— Maggie não é minha peguete. — Reclamo. — Idiota.

— Bem, não é sua namorada ou sua esposa. É a garota que você fode quando passa rapidamente pela cidade. Eu odeio dizer, mas essa é a definição de peguete.

Às vezes a propensão de Damon chamar as coisas como vê, coloca suas bolas em grave perigo de serem atingidas.

— Bonnie sabe tudo sobre Maggie e Anny.

— Interessante. — Em seguida, vem o conselho. — só estou dizendo que uma situação assim pode... Ficar complicada para você. O arrependimento é um pé no saco, e doi pra caralho. Já passei por isso, e não é divertido.

— Obrigado pelo aviso. Mas eu posso lidar com isso.

— Últimas palavras famosas. Basta lembrar que, no momento em que você perceber que não pode lidar com isso, será tarde demais. — Verifica o relógio e levanta. — E por falar nisso, eu tenho que ir, eu tenho que pegar o trem.

Levanto-me e dou um tainha em seu braço.

— Ei, por que você não fica esta noite

em DC? Organizarei um jogo de poker com os caras, será como nos velhos tempos.

Levanta suas mãos, pesando as opções.

— Vamos ver... tirar dinheiro do Enzo... ou ir para casa onde a mulher deslumbrante que me mandou mensagens sexys toda a tarde me espera? Não há competição. Gosto de você, mas nunca será tanto assim.

Nós nos abraçamos rapidamente, batendo nas costas um do outro, ambos comprometendo-nos a fazer isso novamente em breve.

Foi quando meu telefone tocou. Levantei-me da mesa, e li a mensagem.

Enquanto de Damon pega a sua mala debaixo da mesa, eu mostro o meu telefone.

— O Júri está de volta.

Ele ri de mim.

— Para o seu bem, espero que ela saiba segurar num câmbio como ela diz que sabe. — Ele faz uma pausa, então sorri. — Mas eu acho que você já sabe que ela é boa com isso. — Com um golpe final para o meu braço, ele se dirige para a porta. — Até, cara.

— Dê a Elena as minhas saudações. — Grito atrás dele. — E o meu cartão!

Não se vira, nem para de andar, Damon apenas levanta a mão, com o dedo do médio bem erguido.



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