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História Los Angeles - 2104 - Capítulo 1


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Notas do Autor


Enfim, e vamos a primeira long-fic oficialmente postada desse perfil. Obrigada por ter nutrido interesse, e vamos a algumas considerações:

- A história se passa em 2007, ambientada em Los Angeles.

- Tentarei trazer atualização de duas em duas semanas, dado que os capítulos ornam entre 10 mil - 15 mil palavras. Tendo dez previstos.

- Baseado no caso real The Bling Ring. Inspirações retiradas do livro e filme homônimo.

- TW: Relacionamentos abusivos; distúrbios alimentares; homofobia; violência; sexo; uso de drogas descrito.

Dito isto, tenha uma boa leitura.

Capítulo 1 - Welcome to Indian Hills


Jennie Kim é uma matadora.

E qualquer pessoa com o olhar minimamente astucioso que lhe acercasse naquela quadra, poderia defini-la naquelas exatas palavras.

A princípio, Jennie Kim se distancia completamente de qualquer preambular definidor de uma jogadora de vôlei porreta. Seu convencionalismo em estar sempre vestida dos pés ao cabeça com roupas de marcas que custam mais do que a hipoteca de uma casa em comundade, reforça qualquer frescuragem a ser formalista diante de sua imagem. Tal qual, que está fosse o pleno distanciamento de qualquer ser-humano que achasse ser uma atividade agradável estar em uma quadra jogando voleibol, ou qualquer mínimo principiado de atividade física.

Mas a mais plena realidade é que Jennie Kim seria capaz de matar qualquer um que bem entendesse com uma bola de vôlei nas mãos delicadas – e, pudera, de manolos se lhe fosse um aparto suscitável.

E este tremendo fato tem muito a falar sobre a índole da garota. Porque, convenhamos, não é exatamente fácil se manter naquela pose reverenciável quando, certamente, ainda se pode ver em entronização superior quando se está em uma quadra. Mas qualquer pessoa minimamente sensata pode perfeitamente atrelar o fato de que os olhos achamados de Jennie quando se está em quadra é a significação de algo maior do que a própria pode admitir com claritude.

Movimentos precisos; encapados em potencialidade e que, é claro, culminam em um grau de ferocidade que simplesmente detém um grau alteado de acuidade. Basicamente, ninguém ousaria adentrar em seu caminho – a menos que fosse devidamente introduzido e convidado.

Afinal, a ultima coisa que Jennie Kim seria é apenas uma garotinha mimada, incôngrua e que simplesmente tem os neurônios redundantes. A grande problemática é que a magnata tem bem mais do que apenas dinheiro.

E se dinheiro já é moeda de troca fatalista da realidade, imagina só deter algum tipo de ameacibilidade real. 

Uma das coisas a serem ressaltadas ao desempenho de Jennie em quadra é que, decerto, esta não se mistura. Ela não se deixa recapear em clubinhos ou em garotas parrudas com uniformes e rostos suados que não dão a mínima para toda a possa de lassitude que Jennie carrega esforçadamente. Seus princípios são os mais simples possíveis: final de aula, nenhuma palavra com aqueles que Jennie considera perfeitamente como macacos amestrados que conseguem apenas viver em bando. É, Jennie não é do tipo que consegue esconder sua mesquinharia.

Mas, perantemente, qualquer ser-humano é detentor de insuflado defeitos. E um dos defeitos mais instiláveis em Jennie se trata de sua contumácia. De que nada lhe é dado como ameaça. Nem sequer se envolver em atividades criminosas de alta-periculosidade. Com toda sua impetuosidade, que lhe arraigou bem mais do que algumas linhas maçantes em sua ficha criminal.

A grande pergunta que perdura absurdamente é: Por que alguém tão inteligente como esta deixaria ser pega justamente em bando? Assumir o encargo parece ser algo perfeitamente cabível de sua parte, assim como rondam absurdamente pelos corredores como algozes implorando por o mínimo de reticencia no corredor famélico.

Quem sabe, seria uma estratégia. A culpa não decairia totalmente para si; um golpeamento tão arrebatador quanto tão banhadiço em obviedade. Uma obviedade que não parece ser pertencente à Jennie. Principalmente, dado aos fatos de que os seus parceiros não parecem exatamente serem as pessoas mais confiáveis deste mundo.

Afinal, quem em sã consciência confiaria em um marginal junkie em potencial e uma assombradiça coitadinha que sequer detém onde cair morta?

Apenas alguém que está disposto a cavar sua própria cova, é claro.

[...]

Baekhyun, mais do que ninguém, sabe exatamente a sensação de ser um entremetido em algia, completamente indigno. O tipo de escuma que deveria estar sido devidamente classificada como resíduo. Recaí-lhe em um conhecimento promontório do quanto a vida pode ser indigna com caras como ele, caras que foram intimamente feitos para pelejar até o nível mais pelejante que a vida poderia oferecer. Para tal, tudo que o Byun pode fazer é se relvar em todos principiados que encomiam de que não há o mínimo de chance de vencer na vida. Isto, é claro, trouxe duvidosas chances de permanências em um comportamento que simplesmente não lhe é nada agradável em um aspecto geral e uniforme.

O Byun sempre fora departido; sua localidade jamais fora respeitada. Um dos meninos sem nome; sem rumo; sem pertencimento. De todos os lugares e de lugar nenhum. Que precisam se agarrar em qualquer arribação para começarem a acreditar que são realmente viventes.

E, claro, Baekhyun é um deles, como simplesmente poderia não o ser? Isso seria como ir contra o curso da natureza. E olha que isto é algo que está acostumado. Mas, de uma hora ou outra, você se decai em tipificações. E como Baekhyun simplesmente não decairia. A jaqueta de couro preta; os bottons; os fones de ouvido ao máximo e os dígitos calejados de tanto tocar a guitarra avermelhada o deixavam na claritude de ser alguém de verdade. Não um mero passante. Um corpo não identificado no necrotério. Para o bem ou para o mal, poderia fazer história com suas versificações, quem sabe?

Quem sabe, simplesmente não passasse de um rapazito; completamente informe, cheia de idealizações torpes em sua cabeça. Mas, sinceramente, não é nada que já não lhe fosse sabido. Tenta levar para o caminho de que nem todas as certezas implantadas por aquela época são embalsamadas de total inconformismo, às vezes, por golpeamento do destino, uma certeza ou duas, incorria, abatinada, por meio de subjuntivos nada dulcificados que se retroativam de sua garganta assim que dá de cara com a batelada do jornal. É, não há muita coisa a se esperar de uma cidade como aquela. Um principiado facilmente discernível ao ter o poderio de olhar pela janela, o que, felizmente, não é uma tarefa exatamente dificultosa para si próprio.

Apenas um reforçante necessário de todos os sentimentos negativistas que envergam seu peito em um ondeamento que, nem de longe, possa ser considerado um aproximativo de saudável.

E, claro, descabe uma das poucas certezas que se podem estar estivadas ao ter dezessete – e meio – anos de idade:

Byun Baekhyun odeia a porra da Califórnia. Ou melhor, odeia a porcaria porcariada de Los Angeles, parece que todo o luxo ergonômico está concentrado naquela maldita cidade, como se fosse o reduto de todas as coisas mais odiosas do universo: celebridades com egos inflados; pretensas celebridades de ego ainda mais inchado; um centralismo imenso sobre roupas de marca e toda a cafeína que você pode consumir em uma dieta milagrosa.

E, como já lhe era altamente esperado, simplesmente não bastou uma semana para que confirmasse toda a sua odiosa perspectiva diante da cidade remontadora de sonhos. É como um pesadelo estratificado em uma tonalidade ultrasaturada.  Não há muito que se possa meramente esperar daquele lugar, é como se fosse a lixeira do mundo, hipersaturativa. E sem menor chance de escapatória para aqueles que se deixam perpetuamente envoltar.

Mas, como esperado, tudo que Baekhyun poderia fazer é aceitar sua atual situação, por mais indisposto que estivesse para tal coisa. Como esperado é um grande contestador de toda a parafernália do universo, por mais previsível que tal ação fosse. É apenas mais um dos adolescentes com pinta anárquica que ninguém dá a mínima. 

Que estava em seu pior pesadelo; mais um lar no qual ninguém daria a mínima para si, como já lhe era a muito esperado; mais um lugar que iria repostar todas as suas chateações internas sob si próprio, tal qual fosse algo perfeitamente aceitável. Mas, bem, agora, ao invés de estar com pessoas que sequer sabe o nome, deteria a chance de estar com a família – ou, ao menos, é aquilo que os laços sanguíneos lhe são desejosos de estabelecer.

 Mas o conceito de família não lhe parecesse exatamente válido quando essa tal família é uma  que – antes de sua recolha – simplesmente viu duas vezes na vida, e não há uma relação que sequer possa ser deposta como estimulante, ou que representa algum tipo de afeto. Quem sabe, a tia estivesse lhe mantendo na casa pequena, com o ex-marido presidiário e mais outros três catarrentos justamente por uma dívida com sua mãe – outra pessoa que sequer Baekhyun tem alguma lembrança que o valha.

Em totalidade, Baekhyun é apenas mais um daqueles garotos sem eira, nem beira. Que se mantém na corda bomba da civilidade; e que detém mais problemas na quota do que deveriam. Resumidamente, ele não é o tipo de pessoa que deveria ser exercido algum tipo de conceito moral. Ele é apenas mais um daqueles garotos perdidos que não se permitiam ser encontrados.

E não seria o tabernáculo do calçadão de Beverly Hills que chegaria a lhe dar algum centro de moralismo. Na verdade, nunca sentirá tanta vontade de jogar tudo para os ares como tal qual naquele exato instante.

Principalmente, quando se está contido em uma escola, nominalmente, em uma divisibilidade para delinquentes. E nada além disso, suas expectativas para o que aquele lugarzinho arrestado tem a lhe oferecer apenas se santificam para ponto algum; uma mudança de perspectiva poderia lhe ser muito bem-vinda naquele exato momento. Ou, quem sabe, nos últimos anos semi-inteiriços de sua vida.

Baekhyun não se dedicou muito de seu tempo para que pudesse explorar avidamente a cidade. Quer dizer, não há realmente muito que pudesse ver ali – principalmente, se tratando da ostensividade uma localidade no qual a principal filosofia é ver e ser visto. E, para todos os males, a única que Baekhyun faria ao se ver reservista dos lugares que são realmente de importância para a grande massa, seria ser devidamente expulso. Ou seja, não lhe é dado exatas chances de escapatórias; tudo que lhe pode ser feito é explorar a cadenciação inominada de seu bairro. Fumar todos os maços de cigarro existentes de suas reservas e fingir como se o mundo estivesse prestes a lhe relançar, ao menos que fosse, uma chuvarada expressiva; chuvarada que faria todo aquele mormaço ir embora.

Mas, é claro, as loiraças de onde realmente tudo é discernível não aguentariam ter seus penteados perfeitos arruinados, tudo que Baekhyun poderia aceitar é o cruel destino.

Que, claro, estaria condenado até o final daquele ano – ou, radiantemente, o resto da sua vida – ali; condenado a mais um lugar que não daria a mínima para si próprio, ou se sequer detém algo a oferecer. Aquilo é simplesmente a coisa mais deprimente que poderia estar incorrendo há muito, muito tempo.

Mas, claro, como medida reforçativa de seu ódio, havia um ponto inatista para se odiar; mas é claro que há.

É como se fosse uma bela de uma sacralidade aquele maldito calçadão. Aquele maldito calçadão lotado de inscrições irregularizadas e abrilhantes que indica: ‘Hey, seu panaca, você está na terra das estrelas. Sim, estrelas, estas malditas estrelas que estariam muito contentes em simplesmente cuspir na sua cabeça quando detivessem a mínima de oportunidade. Não lhe parece perfeito?’

E o mais engraçado daquilo tudo, é que Baekhyun detém a consciência que há muitas pessoas que realmente considerariam pagar para que uma celebridade qualquer cuspisse em suas cabeças.

Mas, bem, não passa do fulgor sacralizado de boas-vindas, é claro; aquele estuporado até não poder mais se enganchar. Não havia muita fé remanescida naquela ambiência, e aquilo é tremendamente frustrante para Baekhyun. Ele apenas gostaria de se ver em um lugar que não estivesse arrodeado de roupas de marcas, bronzeados falsificados e nenhum senso de moralidade mínima. Quer dizer, aquele tipo de facilidade jamais lhe chegou a ser exatamente atraente. E tudo que lhe é mais desejoso naquele exato momento seria uma apunhadela de paz, e nada além disso.

Mas aquele é o Estados Unidos da América, o lugar que é realmente pertinente o sonho americano. Ou seja, Baekhyun não deveria ter muitas opiniões; porque, diferentemente de Nova York, ali não é exatamente tão supressivo; não como realmente deveria se dignificar a ser, e tudo que Baekhyun poderia fazer é aceitar que a impulsividade de sua realidade está derradeiramente presa em um lugarzinho malditoso chamado Indian Hills. Um nome perfeitamente adequado, no qual Baekhyun pode facilmente concordar que poderia estar em coabitação particular em um motel de meio de estrada frequentado pelos piores tipos de gente; e só tal fato tem muito a lhe dizer acerca do lugar que está derradeiramente preso.

Uma escola para delinquentes. Mas, que, surpreendentemente, havia lhe mostrado mais tranquila do que esperava. Pelo visto, suas definições de delinquentes eram diferenciadas do que do resto das pessoas daquele lugar. Não há brutamontes de três metros de altura transvestidos como se fossem estudantes de Ensino Médio em seus casacões e tatuagens de gangue. Na verdade, todos pareciam ali pessoas extremamente normais, até mesmo os adolescentes que se dignificam a fumar bem na fachada da escola, pelo que lhe foi conclusivo em suas primeiras cinco horas de imersão, aquele não é exatamente um grande problema. Não há exatamente um senso observatório, na verdade, passa longe disto. As pessoas estão mais preocupadas em se desalocar dali. Baekhyun sente um certo conforto em parecer que não é o único que está inteiramente de saco cheio.

Bem, mas, é claro, que não está livro de todo o obsequioso tom de dissecação que ser um novato lhe traz. Na verdade, parece que as pessoas ali, como esperado, detinham um comportamento gesticulante se tratando de fofocar. Certo, as suas línguas não conseguem se controlar na boca, tampouco, seus gestos de reatividade incisivos quando certos grupinhos passavam ao seu lado nos corredores e não lhe pareciam nem um pouquinho contentados em falar baixo.

Desta forma, Baekhyun presumiu mais coisas de si do que gostaria. Que é usuário de crack – ou melhor, ex, recém-saído da reabilitação. Ou seria de codeína? No fundo, aquele não faz muita importância; que já havia tido mais de cinquenta detenções na polícia Oklahoma por agressão e perturbação da paz – Ah, Baekhyun realmente gostaria de dar algumas festas de arrombas e quebrar o nariz de alguns otários que lhe perturbam, mas, não, não, não os daria os gostinhos de simplesmente ter alguma negação ou confirmação acerca de sua progressista comportabilidade. Definitivamente, se vê muito confortado em não ser incomodado; não esperava que colocasse medo ali.

Pelo visto, jaquetas de couro não são nada comuns – além de que fora barrado com um canivete logo em uma das primeiras inspeções. Com o tempo lhe fora desvendado que as pessoas estão ali por motivos bem mais banais do que se parecem. M ou dois casos de furtos em lojas de departamento – tanto por motivos realmente agravantes ou por simplesmente lhe serem desejosos ter um objeto desejoso de uma marca francesa que sequer sabem como pronunciar o nome. O que lhe é faltoso, é o fato de que nenhum dali sabem exatamente como se estar retido em algum tipo de confortabilidade na própria pele. É como se fosse uma grande comuna de futuros presidiários; viciados em cirurgia plástica e saladas probióticas.

Duvidava seriamente se alguém realmente conseguiria ir muito longe se tratando de estar enfurnado ali. Principalmente, diante do fato de que logo a uns cinco metros de distância, há a tão conhecida Agoura Hills. Uma escola classificada como pública de um nível avançadamente dado, ou seja, é uma escola destinado aos alunos normais que poderiam desembolsar alguma quantia relevante de dinheiro para fins comunicantes em suas atividades curriculares e regulares. Quase como uma escola particular taxativa, Baekhyun é claro, apenas acha graça daquilo. Não é como se mudasse muita coisa em sua vida ter a presença incorrida de alguma espécime animalesca de regularidade em sua vida. Estar em uma escola regular ou não, não seria um fator a demudar o fato de que não é a pessoa mais interessada nos estudos. Quer dizer, estar em um ugar como aquele apenas lhe daria a certeza maiorirzada de que não pertence a aquele tipo de gente.

Por fim, sua primeira semana passará muito mais rápida como prevista. Assim como sua primeira semana instalado no irregularismo de Los Angeles, e sua primeira semana instalada no comodismo cinzel de Indian Hills. Foi uma semana tão tediosa que o seu evento mais excitante foi ter encontrado uma marca de cereais de caramelo novo no mercado. Bem, quem sabe uma parte de se estar ali é que, basicamente, todas as novidades eram provindas dali. Mas, bem, no fundo, aquilo não lhe dá muito conforto.

De forma que, realmente, não está em ponto de ser expectante se tratando de mais uma semana de aulas. Conseguirá chegar vivo até a sua segunda semana naquela infernabilidade quente, uma vitória a ser considerado – retirando é claro, sua convivência oficializada com sua tia e todos os três garotos odiosos que detinham conforto em lhe fazer esgotar a paciência; o fato de ser fugidio daquele lugar para se ver livre de qualquer tipo de compromisso que aquela família poderia ter a oferecer. Definitivamente, Baekhyun não gostaria que seu sobrenome fosse imperante de alguma impetrabilidade. Na verdade, longe disto, porque a única coisa que seu sobrenome lhe garante, é o fato de que não passa de um zero à esquerda. Um gigantesco zero à esquerda que nunca teria nada valoroso em sua vida.

E como conforto maiorirzado, ainda detinha um dia inteirinho de aulas que passavam longe de serem reconfortantes diante de si próprio. É, aquela seria uma bela de uma manhã cheia. E sabe que não é apenas para si próprio.

Sua primeira aula fora de Química. Um estudo raso da Tabela Periódica e de suas propriedades. Como esperado do começo de semestre, a sala se encontra relativamente vazia; se se dispusesse a contar, haveriam menos de quinze pessoas ali. Um conceito um tanto intimista lhe relvaria com aquela concepção. Mas, no momento, se está tão desinteirado na composição daqueles estudantes do que quais seriam os gases nobres. Como esperado de um bom problemático, sua esperança não estava exatamente depositada nos estudos. Na verdade, como um bom adolescente, não há esperança em coisa alguma e tudo que pode ser reavivado é o belo e bom caos integrante. Não é como se fosse exatamente algo revitalizante, mas é algo que deveria se contentar naquele exato momento. É, uma vida inteira de contenção, é exatamente aquilo que lhe aguarda para o resto de sua funesta vida.

Diante de suas observações em sala de aula, que se distanciavam completamente do que fosse presumível e classificativo de uma sala de aula, há toda uma espécie de tipagem particular. Daquelas que, bem, Baekhyun não esperava encontrar tais espécimes em um anexo ‘especial’. Garotas boazudas com roupas de marca – sim, marcas verdadeiras, é facilmente identificável pelo ar de veneração que lhe entorna. Ah, certamente aquilo o deixou suficientemente surpreso. Principalmente, porque agiam como se fossem as verdadeiras Abelhas Rainhas. Ah, aquilo lhe deixa completamente de saco cheio. Se tem uma coisa que não tem paciência, é lidar com garotas mimadas que acham que o epitome do universo é consumir menos de cem calorias por dia e ter mais de mil amigos no MySpace.

Por isto, diante daquela rápida absortividade, concluiu que é impossível fugir diante da epidemia espetacularizada de futilidade. Realmente, não lhe seria tão facilmente discernível todo aquele período, no qual jurará simplesmente pode se transfundir, ao menos, em uma certa diferenciação daquelas pessoas estupeficadas que lhe são afetáveis – mas, quem sabe, que detinham tantos problemas quanto si próprio. O que, sinceramente, lhe parece um fator muitíssimo duvidoso.

O dia não fora exatamente oneroso para si, a coisa mais genuína que se rememora é de ter simplesmente cochilado cerca de umas quinze vezes diferentes.

Troca de professores, corredor lotado de gente. Mesmo para uma escola com o número tão reduzido de alunos, o corredor ainda tem a presumida habilidade de se metamorfosear em um altaneiro formigueiro.

Por isso, não fora surpresa quando um corpo colidiu junto com o seu; um corpo magricela, de baixa estatura e que trouxe alguns livros de encontro para o chão. Bem, Baekhyun acabou de estragar a manhã de alguém, o que não lhe surpreende em nenhum aspecto. Sua pose facilitadora em escapismo deixa de extrema facilidade para que outras pessoas simplesmente se afetassem diante de suas aventurações nada dignas.

— Ah, me desculpe.  – a voz veio tão baixa que, presumidamente, Baekhyun mal pudera escutar corretamente. Apenas piscou os olhos diante daquela, já, que presumidamente deveria ser de seus lábios que desculpas poderiam ser provindas.

Seus olhos se mantiverem na face canhestra da garota, pensando em algo provindo para ser dito naquele momento.

— Byun Baekhyun.

Foi o único dito que lhe parecerá conveniente a ser dado naquele exato momento, o que, comprovadamente, fora um erro, dado ao estreitar vagueado de sobrancelhas daquela garota, até mesmo, que poderia se compactuar a ser risível.

— Desculpe? – a garota ditou, lhe fitando, Baekhyun engoliu em seco. Pelo visto, aquilo passou longe de uma boa pedida. Quer dizer, ele estava apenas ser alguém minimamente simpático, infelizmente, nem sempre, aquilo chegava a dar certo consigo.

— É... esqueça, esqueça. Enfim, aqui está. – ditou, entregando para a garota um dos livros que havia caído fora do alcance de seu braço esticado. É, um livro. De capa grossa e inscritos que Baekhyun não poderia discernir com propriedade. Jamais pensaria ver alguém por aqueles corredores carregando algum livro que não fosse didático.

É óbvio que toda sua curiosidade fora facilmente perceptível em um piscar de olhos.

— Italiano. É uma das minhas matérias optativas. É Poliana, já leu?

A garota ditou, em um tom surpreendentemente suave. Afinal de contas, quando alguém esbarra em si com tamanha força, não é exatamente comum que o tom utilizado abeire o agradável daquela forma.

— Já ouvi falar, mas, digamos que não é exatamente o meu tipo de literatura favorita. Eu simplesmente acho que há coisas que me são mais do meu agrado. Tipo... mangás mais fantásticos. Realidades paralelas e tudo mais.

A garota riu, revelando uma fileira de dentes perfeitamente retos; conquanto, em sua arcada dentária ornava um aparelho dentário transparente. Que só poderia ser visto quando estivesse bem de perto, no caso, o Byun naquele exato instante.

— Entendi, entendi. Bem, acho que gosto de tudo. Não tenho uma exata diferenciação sobre meus gostos literários, acho que me é apreciável basicamente tudo.

Baekhyun sorriu de canto, pelo visto, alguém ali deveria ter maiores interesses do que meramente celebridades, US Weekly e qualquer tipo de programa de auditório altamente ridículo.

— Bem, caso não seja de seu conhecimento, meio que todo mundo já sabe de seu nome, Baekhyun. – a garota ditou, enquanto deslizava o livro para dentro de sua bolsa de lado; uma daquelas de franjas que lhe rememoravam o campo. — Enfim, acho que a gente se esbarra por aí.

Infelizmente, antes que Baekhyun sequer detivesse a oportunidade de perguntar-lhe o nome – um gesto de educação que já deveria ser de feitio a muito tempo, mas que fora completamente esquecido diante de todo o ínterim de matérias optativas e todo o seu envoltar.

Bem, ao menos o Byun havia encontrado alguém que parecia de verdade no meio daquele mundaréu, havia lhe sido um alivio tremendo, pelo menos não está inteiramente cercado de replicantes. Mesmo que lhe sequer fosse-lhe sabido o nome daquela garota. Pelo visto, teria que conviver com aquela dúvida até que esbarrasse com ela novamente.

                                                          ...

Pelo visto, a tal ocasião não demorou a acontecer. Uma aula de Educação Física comunal pareceu a oportunidade perfeita. Felizmente, Baekhyun poderia deter alguma oportunidade de, ao menos, deter algum tipo de comunicação primária com a garota, aquela seria sua esperança maioral naquele momento, ao menos, é o que lhe é expectável. Já sentia uma palpitaria de ansiedade decrescer em seu peito; quer dizer, em termos de comunicação, nunca fora a melhor pessoa desse mundo.

Como esperado, a tal aula de Educação Física fora apenas uma espécie de decanto para uma palestra sobre DST’S. Bem, não é algo que Baekhyun está interessado. Pelo bem de sua própria sanidade caso acabasse por engravidar qualquer garota por improvidência, lhe é costumeiro andar com camisinha no bolso. E aquilo é a única prevenção que lhe é necessitável.

Como esperado de todos os adolescentes, sua ciclagem de atenção é extremamente limitada, prova disto é o fato de todos os olhares estarem mais do que distintos para o cartaz porcamente exibido – e tremendamente gráfico diante da demonstração de como as DST’S perigam em acometer vossos organismos diante do não-uso de proteção. -; os mais variegados pares de olhos se localizavam ora em aparelhos celulares minimizados; em lixas de unhas ou simplesmente no piso. Qualquer coisa parece mais interessante do que aquele cartaz e o tom monocórdio que ressonava por todo o ginásio.

Pelo visto, deveria haver um surto de gravidez na adolescente para a resultancia de tal palestra tão emocionada. Claro, Baekhyun não poderia se ver mais entediado. Por isto, sua principal atividade vigente seria incorrer a procura da garota que havia esbarrado consigo no período passado. O que, em nome de todos os Deuses, não fora uma tarefa tão complicada, lá estava lá: trança nos fios de um castanho escuro pertinente; jaqueta de flanela azulada; o mesmo livro de capa dura e avermelhada no colo. E, pelo visto, não parece alguém que parece afeita de amizade, ou aparelhos celulares, visto que é uma das poucas pessoas que – ao menos parcialmente – está prestando atenção na palestra – com uma feição que incide uma reação nada amigável para tais imagens gráficas.

E, com a devida sorte, o lugar a seu lado se encontra devidamente encontrado. Baekhyun não se demorou para esgueirar-se ali. E, para sua toda e completa surpresa, não houve o que poderia ser chamada de uma reação exatamente comunal. Pelo visto, Baekhyun deveria ser aquele a iniciar qualquer tipo de conversação.

— E chegamos à conclusão que estão nos incentivando a serem celibatários ou qualquer coisa que não envolva a ejaculação. Inspirador, né?

Diferentemente do que pensara, a garota não parecia exatamente surpresa com sua presença, assim que foi devidamente notada, não como se fosse simplesmente uma espécie de vulto a pairar por aí sem um exato objetivo. Como se já fosse uma coisa previamente enunciada, claramente metrado em um maior princípio de efetividade, dado por aquela ausência de uma reação mais significativa, Baekhyun precisaria agir como alguém minimamente entretivo naquele instante. Uma espécie de exação modista de si próprio para que mantivesse a atenção daquela garota para si próprio.

Felizmente, sua competitividade não é nada mais, nada menos, do que uma palestra. E, palestra, sejam la qual fosse o assunto, não costuma ser algo muito pertinente. Facilmente exortável e desviante. Aquela seria a chance de Baekhyun por trazer algo minimamente significativo.

— Eles deveriam ser sabedores de que não há jeito ou maneira de isso acontecer. Estão lidando com adolescentes à flor da pele. Não é óbvio? A última coisa que seria desejável seria acalmar os genitais nas calças skinny. Devem estar fazendo isso porque ninguém se preocupou em fazer uma programação realmente educativa. Isso meio que rola todos os anos. É estou deixando realmente claro que sou veterana, caramba, que grande vergonha.

Ditou, Baekhyun se permitiu rir baixinho com a fala alheia, pelo visto, poderia se livrar de repetir a sua fala de um jeito diferenciado para simplesmente chamar atenção, o que não seria nada apreciável; em um tom agradável, apreciável e moderado; não como se estivesse zombando da cara da garota ou qualquer similidade, mas, sim, porque lhe é algo determinante manter em voga o fato de que está devidamente interessado por tudo que aquela detém a dizer. Principalmente, porque seus comentários são, particularmente, deveras engraçado, ao menos, em sua concepção.

— Droga, bem que eu poderia imaginar. Mas, é, ao menos a gente não tá preso em, sei lá, uma aula de Física completamente animalesca. Um período de alivio.

Presumivelmente, qualquer coisa para o Byun era melhor do que se ver em lições obrigatórias. Nada que lhe fosse mandatório lhe inspira o mínimo de agrado; sejam ali na escola, em qualquer tarefa de casa ou qualquer coisa de caráter similar. E o fato de que está conversando com aquela garota; aquela garota que parece estar lhe dando o mínimo de atenção não-forçada já é um fator muitíssimo revigorante e amplificante para aquele que pensou ser o dia mais tedioso e emparcado da face da terra.

— Física ao menos não me oferece imagens de caroços vaginais, Baekhyun. – a garota de fios escuros ditou, passando os dígitos por um fio solto de sua trança. Achava algo de boniteza singular como aquela garota se vestia como se estivesse voltando de uma viagem do campo ou qualquer similitude.

— Mas oferece, surpreendentemente, equações quilométricas e um punhado de leis que eu não dou a mínima. Mas, antes que você me ache um completo ser descerebrado, eu vou ser permissivo em calar a boca antes que você mesma peça. – o Byun ditou, ligeiramente desconformado. Quer dizer, não faz ideia de qual a estripe daquela garota. Ela poderia ser até mesmo uma daquelas metidinhas, mas transviada em algo como preguiça matinal de se arrumar ou se camuflando da realidade; ou, talvez, quem sabe, fosse uma verdadeira nerd de carteirinha que se vê totalmente ofensiva pela maneira nada nobre que Baekhyun está se direcionando pelo que, perfeitamente poderia ser sua matéria favorita. Esperava que aquela não fosse mais uma de suas bolas foras, realmente esperava. Ele apenas quer se ver no conforto de que ela não é um completo exemplo de carcaça oca.

— Bem, dois pesos e duas medidas. Mas temos que concordar que não é nada particularmente empolgante, né? Eu estou me vendo realmente entediada nesse exato momento, talvez até no mesmo tamanho como se eu estivesse em uma aula de Física. Meu único desejo é escapar e tomar um pouco de ar puro na cara. Esse lugar é tão trancafiado que me faz esquecer que, veja só, de minhas eminentes necessidades de vitamina D. Não vê como eu sou pálida? Estou esquecendo de tais funções tão básicas que devo enxertar em meu clube. Caramba, eu não sou um exemplo pra coisa alguma.

Novamente, um riso baixo tomou os lábios de Baekhyun. Que, assim, se obrigou a abaixar a cabeça, percebendo assim que estavam usando o mesmo modelo de all-stars; preto, levemente esujeirado e totalmente baqueado. Pelo visto, havia particularidades de ambos impossíveis de serem negadas.

— Caramba... Eu não sou o maior fã de sol na fuça, eu acho. Quer dizer, depende muito, né? Não vou querer meio quilo de sol enquanto ando. Mas pegar uma praia e adquirir vitamina C não me parece de todo mal. Acho até mesmo que dá um pouquinho de honra para o ser. Sentir a areia, o mar. Ter um pedacinho de natureza para si, é uma pena que eu seja apenas um lascado que não tem o mínimo de chance de ter uma praia particular sobre a si.

Baekhyun, mais uma vez, se destrambelhou em palavras; poderia ser alguém muito divagador quando lhe era dado o mínimo de oportunidade.

— Isso é um pouco extremista, não acha? – a garota ditou, tentando segurar o riso. —Mas, é, uma praia particular seria realmente bem maneiro. Pena que está tão longe de meu alcance, como está ao seu. – a garota ditou, batucando os dígitos sob a calca jeans que cobria as pernas finas. É, aquele tipo de pensamento é tão recorrente. Não fazem parte do tipo de gente que compra praias; ilhas; heliportos e todo esse tipo de luxarias. Mas, quem sabe, um dia poderiam estar acima de toda essa gente.

— Mas, bem, aqui é Los Angeles. Tem praia para todo o lado, se nós serve de consolo. No meio disso tudo, pode ser que se possa encontrar que, claro, não seja deserta. Mas que seja um pouquinho mais reduzida em termos de amontoamento de gente. Quer dizer, não é de todo mal ter um pouco de controle que seja.

É, pela primeira vez em muito tempo, Baekhyun estava simplesmente se permitindo ter um esfiapar de esperança. E se tem uma coisa que é extremamente rara, é aquele tipo de comportamento provindo de si.

No fim, parece que ambos ficaram bem pensativos por cerca de trinta segundos. O que, infelizmente, pareceu suficiente para que a palestra estivesse em um apontamento que cruciava para um fim.

— Ok, senhor sem educação, ou que ao menos finge muito bem, meu nome é Kim Taeyeon.  Já que não se deu ao trabalho de perguntar.

Tal dito poderia ter perfeitamente saído como hostil, não dá para negar. E, claro, o próprio Byun chegaria a achar hostil. Isso, se não fosse pelo enfortecimento de que havia um apequenado, quase não-nítido, sorriso em sua face. Um indicador de que, no final das contas, nem tudo está exatamente porfiante.

— Em minha defesa... Eu apenas não sabia como inserir uma pergunta acerca de seu nome em uma conversa, tá legal?

Baekhyun ditou, em um tom defensório. A garota apenas riu baixinho, antes de alçar a bolsa sobre os ombros encobertos. Prestes a descer a escada, já que a muvuca parece ter diminuído relativamente durante aquele meio-tempo, para o bem de ambos.

— Hey, Hey, vai fazer alguma coisa agora? – Baekhyun não deixou de inquerir, mas, apenas se manteve ali, tentando não exprimir qualquer sentimento condenatório por estar ali. Felizmente, conquistando o olhar da garota para si agora, que negará com um gesto rápido de cabeça. Meio que, internamente, torcendo para dar o fora dali, coisa facilmente deslumbrável em seus orbes.

— Não, não que eu saiba. Por que, vai me pagar um café, porque olha, eu estou precisando. – a garota ditou, Baekhyun não conseguiu tanger exatamente se é algo retratante de ironia ou não. Apenas se absteve pacificamente, respirando fundo por uma fração de segundos.

— Quando eu estava vindo para cá, passei por uma praia. Eu sei, você já deve conhecer. Mas eu duvido que se a gente andar um pouquinho mais, não iremos encontrar exatamente o que pode ser considerado presença humana.

Baekhyun ditou, enquanto rememorava da praia localizada no que não parecia ser mais de cinco metros dali, parece-lhe ser uma caminhada deveras convidativa.

— Olha, isso me parece uma promessa. Então, hmm, eu vou considerar. Te espero lá fora, Sr. Byun? Daqui a uns cinco minutos, simplesmente me parece preciso.

A garota ditou, antes de se virar. Bem, Baekhyun daria a sugestão de que poderiam simplesmente caminhar juntos até a saída da escola. Mas, quem sabe, Taeyeon não gostaria de ser vista com o novato ‘recém-saído’ do reformatório. E o rapaz não é alguém particularmente julgatório, ao menos, não com algo tão banal.

Baekhyun pensou que não seria exatamente uma ideia ruim dar uma passadinha no banheiro – o que, é claro, não passou de um ledo engano para si.

Porque, é claro, quando estava prestes a adentrar no banheiro – pela segunda vez naquele dia – acabou por esbarrar no banheiro. E, desta vez, por uma presença que passa longe de ser convidativa. Absurdamente longe, para ser verdadeiramente sincero.

Baekhyun acho realmente ter dado de cara com todas as figuras daquele instituto, até claro, esbarrar em uma garota com cara de poucos amigos. Mas que mais parecia recém-saída de um diretório de uma agencia de modelos. Com seu bronzeado sutil; o uso realmente efetivo de maquiagem, além da roupa que provavelmente devia custar mais do que um rim, ou qualquer órgão interno de seu corpo. Mas não se atentou exatamente a tais detalhes perante todo o sinal estupeficado de desprezo que rodeava cada mínima célula de si naquele exato momento.

— Mova-se. Por Deuses, as pessoas não tem o mínimo de decência nesse lugar. Sequer se pode andar de paz antes de ter esse tipinho de encontro desagradável.

Então, por alguma razão configurada naqueles olhos estiolados, Baekhyun se viu no direito de fazer algo, até então, inimaginável: dar vazão a tudo que falavam pretensiosamente de si. Aquilo não seria

— Olha, se tem alguém que deveria se afastar daqui é você. Quer dizer, sabe muito bem de onde eu vim.

E, agravante, a garota simplesmente explodiu em gargalhadas; daquelas bem jocosas e audíveis. Inclusive, apertando a própria barriga que deveria ser com um porcentual de gordura mais do que negativo. Não que Baekhyun fosse reparador naquele tipo de coisa, é claro.

— Bela porcaria que você é recém-saído do reformatório, Byun. Pelo que? Ter vendido duas gramas de maconha em uma festa falsamente metida a gueto. Tenha dó. A única coisa que você mete medo é alguma vadia do Valley com um poodle em sua Vitton. É, poderia ser eu. Mas eu tenho um pouquinho de nada de culhões que me permitem não se assustar por aqueles que são considerados marginais de quinta como você.

Em qualquer situação, Baekhyun poderia simplesmente considerar uma alegoria; uma alegoria que traz um distintivo pintalgado naquele corpo de curvas magras e inteiramente instigáveis. O que mais poderia ser, no final das contas, não é como se houvesse um grande senso naquelas garotas como aquela: roupas curtas e cérebro mais encurtado ainda.

Exceto que, por alguma razão, aquela não parecia exatamente partilhar esse senso de cérebro encalacrado em apequenações. Ela parece ser um pouco mais esperta que aquilo. Porque, bem, Baekhyun pode citar cerca de milhares de pessoas que sequer se colocarão no ponto de simplesmente o olhar diretamente nos olhos. No começo, Baekhyun achou graça; mas agora estava começando a sentir como uma representação magricela do Al Pacino.

— Então, vai abrir caminho ou não? Sei que pessoas como você tem um raciocínio lento, e não serei eu a lhe recriminar diante de tal coisa, mas eu apenas gostaria de fazer minhas necessidades fisiológicas. Xó, abominável.

Baekhyun suspirou, se vendo obrigado a ceder e derradeiramente dar algum tipo de abertura para aquela. Que sequer ofereceu um olhar em duvidosidade para si. Baekhyun viu-se um descobridor de que não é exatamente uma boa ideia manter-se em seu caminho, em nenhuma instância plausível.

Um tempo depois descobriu que aquela se trata de Jennie Kim. E, que, qualquer pessoa minimamente prudente sairia bem longe do seu caminho.

Quem sabe, Baekhyun pudesse se remodelar em uma pessoa minimamente prudente, antes, de claro, se demandar para o xadrez. Parece algo com uma minimização do que poderia fazer.

Mas não se pressupõe que mulheres com Jimmy Choo representem exatamente um grande risco de perigo a sociedade, na verdade, o mais distinto disso. Mas, claro, as regras do jogo foram feitas exatamente para serem demudadas.

E Jennie é a prova viva disto.

 

Baekhyun não esperava que Taeyeon realmente estivesse o esperando e acatasse pedido de caminharem na praia ao final das aulas – ou, melhor, ao final daquela palestra que pareceu extenuante para todo o corpo estudantil. Inclusive, o próprio palestrante. A praia semivazia parece o complemento perfeito para um conforto de natureza propriamente dita. Felizmente, como lhe era imaginado, não foi nada demorado estar acomodadiço naquele caminho. Na verdade, lhe foi um vislumbramento apreciável. É a primeira vez que se comunica com alguém local que se constituí além de duas averbações, que tanto podem incluir uma alaria sem fim; ou simplesmente instruções inadequadas. Felizmente, Taeyeon não parecia estar interessada em lhe oferecer nenhuma dessas coisas.

— Você se incomoda? – Baekhyun ditou, assim que se sentaram na areia, retirando um cigarro do maço dentro do bolso do casaco; os tênis ao lado um do outro. Baekhyun se surpreendeu pelo fato da diferença de tamanho dos pés não ser tão grande, perguntou-se internamente se o seu pé que é absurdamente pequeno, ou o pé de Taeyeon que é absurdamente grande. Pelo visto, é um risco acabarem por trocar os calçados do jeito que Baekhyun é estabanado. Espera fulminantemente não cometer tal erro.

— Apenas se não me deixasse dar um trago, particularmente, considero isso, visto que me chamou aqui. – a garota ditou, passando a língua dentre os lábios e esticando as pernas de seus poucos mais de 1,58 de altura; não parecendo se importar com a quantidade de areia que poderia impregnar nas calças justas.

— Entendi, entendi. Você é uma bendita filadora de cigarros. – Baekhyun ditou, rindo baixinho, enquanto acendia-o com o isqueiro amarelado, apenas um de sua vasta coleção.

Dentre uma tragada e outra, os assuntos foram dos mais diversos e banais possíveis. Desde a derradeira impressão de Baekhyun acerca da Califórnia – é nítido que, desde Oklahoma até a costa oeste há uma diferença exacerbante, e completamente negativista nos mais diversos aspectos; sobre as matérias que haviam detido no dia, fato que fizera concorrer descabidamente que a grade curricular de Taeyeon é muito melhor que a sua só pelo fato de não ter três horários seguidos de Química; ou, até mesmo, de como o período invernal estava cada vez mais dando as caras, o que, obviamente, não seria um fator positivo para o turismo naquela baixa temporada.

Até que, por alguma razão, o assunto decaiu até Jennie Kim. Uma curiosidade abrandada para o Byun, que apenas gostaria de saber que realmente é toda a garota cheia de atitude – negativa, é claro - que esbarrou consigo ao final da palestra. E, que, piorarmente, nem sequer estava presente no meio de toda aquela parafernália. Uma atitude fugitiva perfeitamente justificável.

— Ok, então poderia me dizer quem é ela, sabe, sem todos os termos banhado em absurdezas que eu andei ouvindo nos últimos instantes que, sinceramente, não me fazem o mínimo de sentido.

Baekhyun enunciou, até mesmo, com uma pintada de fervor em sua fala. Não que fosse particularmente interessado naquelas malvadezas adolescentes. Mas, ainda assim, aquela garota lhe é alusiva de muita comicidade. E, pelo olhar que Taeyeon lhe relançou, parece ser uma figura destacável no ambiente escolar – não que aquilo fosse exatamente difícil ou meritoso.

— Resumidamente, ela é apenas uma garota que sabe demais, ou, bem, pensa que sabe demais. É realmente algo bem confuso de se entender, ou simples demais. O fato é que todo mundo naquela droga de escola acha que a apoteose do fantástico é ser como ela. Quer dizer, como se fosse ultrarrealista ser problemática, rica e ter aquele corpo que com certeza não foi conquistada com métodos que eu posso ditar como saudáveis. Enfim, ela é apenas uma garota rica que se acha como um ponto luzente, e que, pior de tudo, realmente a tratam dessa forma. Não acha que isso possa ser considerado grande coisa, para ser sincera.

Havia uma raiva estremunhada em sua fala, coisa que Baekhyun simplesmente consegue discernir com toda a clareza deste mundo. É óbvio que há mais do que uma breve anuência no fato de que Jennie Kim é uma piranha completa sem o mínimo de discernimento do mundo real, cujo seu ápice de vida é simplesmente transar com mais de um cara em uma noite só e ter o mais novo lançamento da Chanel – já que, aparentemente, uma bolsa minúscula com o logo escarrado é simplesmente o sinônimo de classe exclusivista.

Talvez, quem sabe, Taeyeon detivesse algum tipo de rixa direta com a garota, não é algo simplesmente impossível de acontecer, dada as circunstâncias.

— Ah, entendi, entendi. O engraçado é que todo lugar tem uma dessas, chega até mesmo a ser engraçado no tamanho do esforço que imputam para simplesmente louvar essas garotas que acham que marcas de roupa são sinônimo de um distinto aprontável e purista por natureza. Elas simplesmente agem que você não é alguém de verdade se não estiver vestido com nomes francês dos pés à cabeça. Esse é o tipo de filosofia de vida mais estúpido que já ouvi em toda a minha vida. Definitivamente, não é o tipo de coisa que eu apostaria a minha integridade ou compostura.

Taeyeon suspirou, passando-lhe o cigarro, os olhos baçentos indo em direção até o oceano; como se todas as respostas cósmicas do universo estivessem contidas ali. Mas, bem, se tem algo que Baekhyun tem plena certeza, é que o oceano não lhe traria um grande senso de esclarecimento. Ao menos, não da maneira que lhe parecia tão ampliada quanto ali.

— Mas o engraçado é que, se elas se esforçarem um pouquinho. E, com esforço, eu digo simplesmente entrarem em contato com as pessoas certas, elas vão estar bem no topo da cadeia social. Entende? E, veja só, a gente, os caras comuns que simplesmente não tem coisa alguma para se orgulhar além de um senso pirético pacifista, vão estar trabalhando para eles quando a coisa apertar. Simplesmente servindo seu cafezinho ou coisa assim. Não duvido que Jennie consiga ser uma super modelo ou qualquer coisa derivativa. – sua fala fora pausada ao tomar o cigarro novamente nos lábios, em uma longa tragada predominantemente refletora do fato que simplesmente estavam conversando sobre uma patricinha qualquer ao invés de qualquer tonicidade que incorra em profundidade. —                 Quer dizer, ela é magra, bonita e rica. E isso é tudo que importa. E, veja só, estamos falando dela agora. Isso, por si só, já explicita que ela tem algum tipo de influência no decurso do universo. Ou, ao menos, nesse microcosmo que vai lhe fazer estar nos tabloides daqui a uns cinco anos.

Baekhyun riu. Adorava a forma como Taeyeon simplesmente leva tudo para o lado mais negativista da coisa; tal qual, tudo fosse abraseado pelos seus pensamentos distintos; pensamentos estes que, meramente, podiam ser o verdadeiro significado de 8 ou 80. Mas, claro, há algo credível naquilo tudo. Uma certa agilidade que não deveria ser simplesmente desperdiçado.

— Não acho que isso é cem por cento aluído de acontecer. Quer dizer, há todo um ramo mercadológico envolvido. Não me parece que ela é o tipo de garota focada em manter a disciplina e o papel de boa moça que ser modelo derradeiramente necessita. Quer dizer, ela não está em uma festa diferente a cada noite? Isso me parece representar um verdadeiro exemplo de comportamento autodestrutivo. Quem sabe, daqui a uns belos anos, ela simplesmente esteja metida em uma clínica de reabilitação, com dívidas conquistadas por opiáceos e tudo que se pode ter direito. Eu não depositaria todo a minha sensibilidade nesse tipo de pensamento. Você consegue ser perfeitamente mais bem-sucedida que ela. É inteligente, bonita e um exemplo maximizado de discurso. Quem liga, para ricaças que não tem nada além de uma cabeça oca?

Dessa vez, fora a vez de Taeyeon rir. E, claro, Baekhyun pudera, finalmente, constatar que seu sorriso é uma averbação bela de liberdade alcunhada; até mesmo o fato de que os raios solares enfraquecidos incidiam em seu aparelho dentário lhe deixam inteiramente digna de apreciação.

— Exceto que, diferentemente de muitas, Jennie não é simplesmente uma cabeça oca. Na verdade, ela é simplesmente muito inteligente. Quer dizer, ela sempre é destacável na classe por suas redações que são um verdadeiro exemplo do pensamento modernista do jovem do século XXI. Por mais que seja uma escola reservada para jovens problemáticos, ela simplesmente conseguiu conquistar a simpatia dos professores. Ela tem a lábia precisa para isso, e os seus problemas externos não parecem lhe afetar no mundo acadêmico. Então, como Hannah Montana, ela consegue balancear o melhor dos dois mundos. – tal fala fora acompanhada de um singelo sorriso, por aquela referência um tanto infatilista, mas perfeitamente aceitável diante do momento. – O lado de acadêmica ex-problemática em redenção e a festeira que ostenta todos os luxos nos clubes mais requisitados de Beverly Hills. Caso contrário, os boatos sobre ela não seriam tão cabulosos, né? Ouvi dizer que ela já esteve em um camarim privado com o elenco do The Hills e lhe fora oferecido uma oportunidade de entrar no programa, isso que eu chamo de uma grande oportunidade.

Baekhyun ignorou o fato de que sequer sabe exatamente o que é The Hills, mesmo que fosse algo proeminente e apreciativo de grandeza. Poderia simplesmente presumir que deveria ser o elenco de algum reality show da MTV; ou qualquer similitude. E que simplesmente não passa de uma mentira aumentada que a própria Jennie criará.

No fim, não lhe parecia exatamente um tempo bem gosto se vendo um esmiuçar da vida daquela garota distinta; ao invés disso, o assunto fora cordialmente cordado para a exibição de filmes. Pelo visto, Hairspray ainda parece com algo comparável ao sucesso em sua completude.

O resto da tarde fora facilmente resumido em mais conversações, até o início do anoitecer.

— Obrigada por ter me chamado até aqui, Baekhyun. Acredita que eu nunca tinha vindo aqui antes? Enfim, de certa forma, está me trazendo novas experiencias. Como meter o pé na areia dessa praia. – Taeyeon ditou, abrindo um pequeno sorriso, após calçar os próprios tênis. O som do quebrantamento das ondas sendo tomado de fundo.

Baekhyun sorriu de canto, diante daquelas palavras. Jamais esperaria que aquele fosse a primeira vez que Taeyeon se encontrasse naquele tipo de posicionamento, como veterana. Esperava que pessoas nascidas e crescidas ali, detivesse, ao menos, um tanto de discernimento se tratando daquelas pequenas atrações.

Mas, Taeyeon mais lhe parece como uma legítima pedraria diferenciada; como um frescor de vida diretamente em sua face.

E, bem, aquela fora o ponto alto de sua semana – assim pensou.

Mas a noite sempre há de resguardar coisas ainda mais interessantes.

                                                   [...]

No intervalo de troca de professores – mais precisamente dentre o segundo e terceiro tempo – é costumeiro que o trio de amigas Lalisa, Roseanne e Jennie se dirigiam até o banheiro do segundo andar, dentre conversações, retoque de maquiagem e todo tipo de fofoca possível que possa ser colocada em pauta em cinco minutos – ou em mais tempo, é claro, já que não é nenhum pecado aquele tempinho ser estendido em troca de um bem maiorirzado.

Apenas que, naquela quarta-feira amuenta, apenas duas das três garotas estavam reunidas no banheiro. É como se um sopesar fantasmagórico estivesse devidamente reunido naquele cubículo distinto. Como há um certar pesar interpelativo, não demorou para que a oticidade se derramasse justamente em Jennie Kim. Quer dizer, não é simplesmente normal que a fundadora dali passe os três primeiros dias de semestre sem aparecer. Mesmo que fosse pós-férias de verão. E férias de verão sempre haveriam de ser detentoras de boatos ardorosos que não se cessam com facilidade.

— Bem, ouvi dizer que ela está de namorado novo. E você sabe como ela se porta quando está com seu novo sonho molhado. Some por semanas, aparece mais radiante do que nunca. Some novamente e, depois, simplesmente aparece como se nada houvesse acontecido. Como se aquele considerativo propulsor prometido de seu coração não fosse nada além de um casinho de uma noite. – Lalisa intimamente comentou, encarando a garota de fios tingidos em um ruivo vibrante a seu lado. Não havia nada melhor a ser comentado do que a ausência de dois meses a fio que culminaram as férias de verão. Nada mesmo. Sequer um post no MySpace, ou, plenamente, o que pode ser considerativo de uma mensagem daquelas ditas como suas melhores amigas.

Jennie, claro, considera aquelas apenas um bando de calhordas que lhe servem como estepe social. Ou, melhor, um claro divertimento, visto que aquelas garotas não tem exatamente muito a oferecer – Rosé é uma usuário compulsória de opioides e viciada em bronzeamento artificial; Lalisa tem notas reduzidas a um subdesenvolvido de quinta e transa com qualquer coisa que se mova. Ah, claro, aceitaram o porta-cédulas Louis Vuitton falso que Jennie deu sem sequer pestanejar. A única coisa que aquelas garotas podem ser consideradas é abaixo da refinaria abatelada de Jennie.

— Não duvido. E, de qualquer forma, é um sumiço perfeitamente justificável. Quer dizer, Lalisa, todo mundo quer viver um romance de verão. Até mesmo seres elevados como Jennie. Aposto que foi uma temporada regada de pinãs coladas, sexo ardente e marquinhas de biquíni. Já viu como ela está bronzeada? Sua pele está praticamente brilhando.

Rosé ditou, em um tom tão animoso que era praticamente impossível de ser mascarado. Para si, sua amizade com Jennie Kim simplesmente representa um tipo de sobrelevação para si. Um altaneiro vergar em sua plasticidade social. De fato, sua trajetória ali, mesmo

Em um estrepitar agudo, a última cabine fora aberta. Revelando a figura radiante e amaneirada de Jennie Kim, que não parecia exatamente contente por ter boatos a seu respeito voejando por ali tão abertamente. Ou, melhor, boatos por justamente aquele tipinho.

— Vocês deveriam aprender a fofocar mais baixo, o corredor inteiro consegue escutar esse falatório. E, céus, eu sei muito bem que eu sou um tópico relevante. Mas esse tipo de suposição falseta simplesmente só rendem uma despencação de reputação que não me é agradável. E, o que as pessoas ao meu redor pensam de vocês duas me é muito considerativo, sabia? Eu não quero andar com duas piranhas que podem destronar meu ciclo social. Bem, piranhas vocês já são, mas não me é desejoso simplesmente me aprofundar neste tópico. Ao menos, não agora.

Jennie pronunciou, deslizando o gloss labial sobre a superfície perfeitamente delineada. A roupa, claro, impecável. Suas botas MiuMiu sequer deviam estar no mercado regular.  Ela, com certeza, está na lista que recebe antepecidamente; seu pai é um dos investidores, elas escutaram. E, claro, jamais ousariam perguntar qualquer coisa diretamente acerca da família da garota.

— Desculpa, mas não estamos dando nenhuma informação que seja nova. É só o que as pessoas estão falando... E você sumiu pelas férias de verão inteira, querendo ou não, as pessoas falam, e não irão deixar tão facilmente de falar.

Roseanne ditou, particularmente palpitante, sendo receptada por um olhar nada agradável por parte de Jennie, que apenas fizera com que a garota encarasse as próprias unhas das mãos; perfeitamente cerradas pela manicure na noite anterior.

— Pois deixem que falem. O que concerne as minhas férias não é problema de ninguém. Inclusive, de vocês, pequenas ratazanas curveantes do TMZ. Eu mereço um pouquinho de privacidade. Quer dizer... todo mundo quer um pedacinho de mim. E eu valho bem mais do que esses tipos de burburinhos lá no fundo.

Jennie ditou, não deixando que o gloss deslizasse opostamente de seus lábios nem por um segundo sequer. Se tem uma coisa que preza, isso se trata justamente de todo o aparato de sua visual externado. 

Ambas engoliram em seco, porque sabiam que, bem, bem, lá no fundo, todo mundo quer ser Jennie Kim; inclusive, elas próprias. E o fato de andarem com a garota em certos horários convenientes, se torna um belo de um presenteio para que tivessem o gostinho de serem da nata. O que, claro, não é tão simples assim quanto imaginam. Não detinham a classe, elegância e a boa-aparência de Jennie. E, o mais importante, certamente, não possuíam as verdinhas na carteira.

— Hmm, você já está sabendo do novo professor?

Lalisa ditou, porfiando, tentando desviar do tópico daquela conversação o mais rápido possível, seria o mais ideal a ser feito, diante daquelas circunstâncias tão delicadas. Ninguém gostaria de fazer de manjedoura o humor irascível de Jennie.

— Eu acho que esse lugar deve estar muito entediante para vocês estarem simplesmente dirigindo suas opiniões para o mais novo professor. Quem é ele, por acaso? Algum tipo de figurão importante? Porque todo mundo sabe que os professores daqui não passam de uns velhacos de meia-idade, chega a ser deprimente.

Jennie comentou, enquanto fechava tranquilamente o tubinho de gloss, os fios macios e levemente ondeados cascateando nos ombros desnudos. Claro que o instituto é detentor de regragens bastante claras sobre vestimenta, mas, por alguma razão elas não são exatamente aplicáveis para à Kim. Afinal de contas, se lhe for desejoso, ela pode perfeitamente aparecer com o conjunto mais diminutivo da Victoria Secret’s, de forma que nenhum tipo de reprimenda significativa seria deferido para si. Ela é como um poder superior.

— Quer dizer, ele é gostoso. Óbvio que as pessoas estão comentando. Aposto que não tem mais de vinte e cinco anos. Ainda não tivemos aula com ele, mas pelo que meu olhar já viu pelos corredores, ele vale cada adjetivo que é desferido.

Jennie riu baixinho, objetivando seu olhar em seu reflexo no espelho, mas poderia imaginar que Roseanne poderia ser sabedora do que se trata da objetividade de um homem de boa aparência. Na verdade, Jennie, na maioria das vezes, sequer sabe a razão de estar falando com aquelas duas, que mais parecem cópias decepcionantes uma da outra; que usavam imitações baratas e gírias malinas. Mas, pelo visto, elas têm uma posição apresentável naquele lugar – o que não é exatamente uma grande conquista. E não lhe pareciam pessoas delituosas. Mas, claro, não as considera como amigas de verdade, simplesmente não passa de um mero passatempo na falta de algum melhor para aquele lugarejo. Chega até mesmo a ser nauseante para si se descaber em pensar de que está em um lugar de tamanho mimetismo.

— É, óbvio que ele é gostoso. Por qual motivo estariam falando dele? A menos, que cometesse um crime ou qualquer coisa dessa gravidade. Eu apenas acho bem engraçado que todo esse fulgor seja dado apenas por um professor. No máximo, ele deve ter a cara regular de um pirralho que trabalha na Target. Ou seja, nada que seja do meu nível. Acho que precisam me atualizar com coisas realmente relevantes. – os quatros pares de olhos apenas lhe encararam, piscantes, tal qual estivessem perdidas. Jennie apenas sorriu de canto, sabendo que, realmente, não teria muito no que se apoiar naquelas cabecinhas ocas. Apenas respirou fundo, enquanto se encaminhava para fora do banheiro, guardando o gloss na bolsinha minúscula e ignorando qualquer mínimo cacarejar para cima de si.

                                                           ...

Indian Hills, como se é sabido, trata-se de uma extensão de Agoura Hills. Resumidamente, é um reduto para qualquer tipo de jovem que detivesse qualquer fator classificável como desvios de comportamento – algo completamente facilitável de ser entendido, é claro. Mas o que faria uma garota como Jennie Kim estar entremetida no meio de todos aqueles refastelados problemáticos sem o menor tejo?

Em um fichamento propriamente dito feito pelo seu psicólogo um ano atrás em um consultório privativo de extremo renome e descrição – afinal de contas, o consultório está localizado no topo de uma colina e os honorários podem facilmente ultrapassar mil dólares, sem as taxas contidas – há o diagnóstico de ataques súbitos de raiva e stress. O tipo de problema que parecia inato a classe-social mais alta, mais precisamente a classe-social que concerne desde a região do Valley até Calabasas, e, quem sabe, até nas regiões mais sórdidas de Beverly Hills. Não é um diagnóstico nada apreciável, disto se é mais do que sabido.

Ouve-se dizer que Britney Spears havia passado uma estada ali, e, sem contar as más línguas que garantiam que Jennie fora utilizada como inspiração para uma das canções de seu novo álbum, sem previsão de lançamentos.

E que uma foto da pródiga Kim está sendo exibida no hall da fama dos pacientes. Mas, claro, aquilo não passa de boatos maledicentes que poderiam ser feitos por, literalmente, qualquer um. No fim, seu período de estada naquele spa disfarçado de clínica para pessoas mentalmente debilitadas não passara de uma semana. Parece que o sossego permanecente não é algo concebível à uma garota criada no calcário de Calabasas. Há coisas muito além do que paz e sossego em sua vida. 

Mas, claro, que para ser propiciada naquele tipo de fichamento, outras coisas se procederam. Coisas, que, nem sempre são de clara apreciação. Tudo que Jennie poderia ouvir é com seu tom nada comedido; seu jeito de lidar com os problemas da vida, sempre fora se expressar da maneira mais mordaz possível. Não importando como o antro a seu redor reagiria.

O corretivo para a garota diante de seu fichamento pelo seu ocasionável furto na Tifanny’s em 18 de Dezembro de 2005, fora cursar o resto de seu Ensino Médio na Indian Hills, um minúsculo prédio anexado à Agoura Hills. Jennie, é claro, não ficou nada contente com a ideia. E as más línguas ousam afirmar que a garota destruíra o porsche novinho de seu pai sem o mínimo de remorso diante da notificação daquela notícia nada agradável para si – coisa que o homem não deu grande importância, dado que tem quinze porsches na garagem que são facilmente remodelados sempre que se há o mínimo de necessidade.

O certo é que ela conseguiu transformar aqueles limões em limonada muito rapidamente. Afinal, uma vaga em Indian Hills passava longe de algo para se comemorar; um lugarejo que não passa de um ponto de encontro para marginais com problemas comportamentais e fichas extensas de delinquência juvenil.

Mas, ali se trata dos Estados Unidos da América, e, mais precisamente, de Los Angeles. E qualquer um em Los Angeles é fascinado por arreamentos ímpares: grana fresca; roupa de marca e lista V.I.P.S.

Coisa que Jennie Kim domina com total facilidade, visto que detém todas as principais tendências rodeando seu closet de mais de dez metros quadrados; mora em uma enorme mansão em um endereço dourado e, que, qualquer um, gostaria de estar. Sem contar com sua eminencia em qualquer baladear privilegiado e exclusivo, tal qual o Le Deux.

Claro que seus objetivos não se deixavam decrescer por estar ali. Jennie ainda gostaria de estar em uma IVY League; estar na eminência de ter o seu nome cravejado como CEO, em uma placa ourada, no que lhe é facilmente referenciável. 

Então, o que seria um deslize em sua ficha no meio de todo aquilo, afinal? É algo que Jennie não detém exatos níveis de preocupação. Na verdade, ela não poderia estar menos preocupada com que as más-línguas estariam a lhe falar diante de seu apropriamento naquele espaço. Quer dizer, tudo lhe parecia como uma grande piada infindável, no final das contas. E todo mundo ama uma boa piada adocicada.

                                                         ...

No fim das contas, o dia não era algo exatamente importante para Jennie. Não quando se detinha a noite. Oportunidade perfeita para um jantar no SoHo, infiltrada no meio dos hipsters, com nada além de uma rápida distinção antes de partir para seu verdadeiro destino.

Era mais uma noite cheia no La Roux. O dinamismo, claro, é o mesmo. Porta cheia, nome dos convidados apenas com devida intersecção na lista. E, não pode ser algo passável a presença requisitada de metade do elenco de Pretty Wilds Esse tipo de coisa estrugida atrai uma publicidade muito bem-vinda para o ambiente, mesmo que fosse de conhecimento público de toda a permuta que aquele jateamento de peruas se envolve para estar ali.

Mas, claro, a classe é ainda algo muitíssimo vigorante. Jennie simplesmente não suportaria ser frequentadora de um lugar insurgido pela ralé, não mesmo.

Mas, bem, mal ela sabe que cruzar a ralé naquela noite lhe renderia uma bela de uma história para contar.

                                                         ...

Baekhyun detinha sorte de ter encontrado um emprego justamente à pouquíssima temeridade de que havia se assentado em estacionário. E, pior, em uma boate. Como barman. Bem, diferentemente do que todo mundo chegasse a pensar sobre si, não trafica drogas. Simplesmente, não leva jeito para coisa. Então, é persecutório simplesmente decair naquilo que lhe é considerado um ponto de rendimento mais seguro. Tais qual, um curso rápido de três semanas como barman em um centro comunitário. Que, no fim, realmente lhe mostrou ser bem útil.

Em suma, não passa de um grandíssimo outsider. E, naquele balcão, aquele tipo de impressão apenas se intensifica cada vez mais.

— Hey, garoto basificado do banheiro. – a fala de Jennie se amplificou por todo o corredor. Fazendo com que um gesto estrugido tomasse o garoto que estava limpando um dos copos do balcão. Aquela boate é um lugar incomum para estudantes do colegial estarem em uma quarta-feira mal titulada, mas um grandioso fato é que esse tipo de regra fora feita intimamente para ser quebrada. E Jennie estava justamente ali para dar nome ao jogo. Estava cerca de quatro noites por semana permutando pelas maiores casas de entretenimento de L.A. E, justamente quando decidiu se dar posse de uma atitude fugidia, o aprosado garoto que deteve a audácia de esbarrar consigo na fila do banheiro pôde ser facilmente encontrável.

 Mas o fato dele trabalhar de barman não surpreendeu Jennie consideravelmente. Apenas o fato dele estar trabalhando como barman em uma das principais boates de Los Angeles. Boates que celebridades reais – não qualquer subcatalogado de reality show — podem ser localizadas -; boates que detém uma verdadeira lista de espera se não for derivado de algum tipo de renome mínimo para que sua entrada fosse merecida.

Mas, se tem uma coisa que Jennie nunca necessitou de se preocupar, são com as tramitações da mercantilização de uma boate no coração da cidade. Tudo que necessita é de um pouquinho de lábia, seu sobrenome e uma identidade falsa perfeitamente plastificada.

— Gim com tônica, para ontem. – a garota ditou, sentando-se no balcão, cruzando as pernas acobertadas por uma saia midi. Não parecendo exatamente interessada no mundo a seu redor. São onze e quarente e cinco da noite, o expediente de Baekhyun havia acabado de começar. E nem sequer pareciam que ali, defronte um para outro, são apenas dois adolescentes com o passado enublado. – Ou, se não, nada de gorjeta. E minhas gorjetas costumam ser bem generosas, costumo dizer com total consideratividade.

Baekhyun nada disse, apenas lhe encarou com as sobrancelhas espessadas por um milhar de segundos, antes de se pôr a preparar o drink da garota.

 —Ah, essa noite está tão chata. Parece que todos os lugares, subitamente, são os mesmos, não acha? – Jennie ditou, um arteiro sorriso tomando a sua face, soterrando ali, como se fosse passível Baekhyun ter o mínimo de simpatia consigo. Mas, claro, Jennie não se deixaria se dar por vencida. Não ali, não agora. Ele quer arrancar uma coisa ou duas daquele patavino franzino demais para ser um membro ocupador do balcão. Os lábios, no automático, deram mais um gole no Manhattan, sob os lábios que ainda resguardam uma camada generosa do batom perfeitamente destacável. – Mas acho que já deve estar mais cansado do que eu, dado aos fatos que deve estar aqui todas as noites. Sua vida não deve ser nada fácil, estupidez reduzida.

 —É claro que todos os lugares são os mesmos. São casas noturnas, óbvio que não se diferem muito umas das outras. Tem praticamente o mesmo objetivo, arrancar a grana de pretensas ricaças da mesma era. Que não vem o menor problema em gastar cem pratas em um copo de bebida. Que se sentem vislumbradas após ficar olhando no enorme lustre arreador. E, é claro, não posso deixar de esquecer, irão recomendar aqui para todas as suas amigas descerebradas daqui a uma semana ou duas. Ah, não há exatamente nada de surpreendente a ser apresentado por aqui. Mas, é, não é um emprego desinteressante, apenas para mim. Eu apenas fico sabendo do drink favorito de celebridades que não dou a mínima, alguma delas, até mesmo se prestam o papel de desabarem em meu ouvido como se eu desse a mínima. Acho que o Xanax delas deve estar no fim. E elas não estão exatamente dispostas a repor, realmente pesável.

Jennie sorriu. Como se soubesse muito bem daquilo não duvidava que ela está totalmente inteirada na vida daqueles macacos amestrados reguladores.

— Ok, ok, entendi, senhor alternativo. Você é um anti-celebridades disposto a extinguir toda essa raça maldita. Mas, que, claro, jamais dispensaria a oportunidade de estar na posição de renome onde eles estão. Eu lhe compreendo. Quer dizer, eu sou uma pessoa que tem tudo. Mas não exatamente tudo, se é que me entende. Não é como se eu detivesse uma matéria inteiramente direcionada aos nomes poderosos da indústria, não deixando de me incluir. O que estou querendo afirmar aqui. É que todo mundo quer um pedacinho de mim, mas, nem sempre isso inclui todo mundo que realmente importa. Uma peninha, é claro.

Jennie ditou, falsamente chorosa. Baekhyun esperava que todo seu discurso ardoroso fosse apenas um belo de um desperdício de saliva. Mas, até que a garota não é exatamente de toda ruindade no quesito ouvidoria. Ela não havia interrompido seu discurso pela metade para ter um ataque de pelanca sobre o quanto as mechas em seu cabelo são over; ou o piercing no nariz; ou as roupas de barman demasiadamente folgadas em seu corpo.

Mas, subitamente, ela se viu quieta por um minuto os dois.

 —Que horas larga daqui, huh?

Jennie ditou, em um tom falsamente sedutor. Tal qual, houvesse realmente segundas intenções implícitas em sua fala.

— Eu não faço serviços sexuais. – foi tudo que Baekhyun conseguiu pronunciar, mesmo que a cara de enojamento de Jennie entregasse que aquela é a última coisa que estaria pensamento.

— Vou fingir que não ouvi isso. Acha mesmo que eu sou o tipo de pessoa que paga por serviços sexuais? Na verdade, eu estou precisando de um companheiro para compras. E você, Baekhyun, me parece o perfeito exemplo de um.  

O rapaz arquejou as sobrancelhas. Por uma brevidade de segundos, parando de secar o copo em mãos. Como se a fala de Jennie fosse algo digno de tamanha estupefação.

— Não tem amigas para isso? Ou, ao menos, um contato que saiba alguma coisa, sei lá, de alta-moda e todas essas coisas que não dou a mínima.

Jennie acha consideravelmente engraçado a maneira que Baekhyun realçava o desinteresse premente que detém pelo seu mundo. O mundo intangível pelas suas mãos arrevessadas.

 — Céus... Eu estou falando de outro tipo de compra. O tipo de compra exclusiva. Mais precisamente, onde minha querida Paris Hilton se encontra.

Jennie gostaria de filmar a supressão de sua reação. As sobrancelhas arquejadas, os dedos batucando de maneira compulsória no volante. Realmente, lhe é apetecível como divertimento.

— Paris Hilton... Como a socialite? Que eu sequer sei porque está na mídia. Mas continua uma celebridade. Enfim, você a conhece.

Por mais que Baekhyun não fosse exatamente a pessoa mais atualizada em termos hollywoodianos. Ele ainda consegue capturar uma coisa ou duas deste entorno – afinal, está, literalmente, na terra das estrelas.

— Não, mas sei o seu endereço. Fabuloso o que o recurso da internet pode nos oferecer.

A bebida em seu copo está esvaziada, sequer parecera que começara a fazer efeito. Mas Baekhyun detém a solenidade de que ela deve ter ingerido singularizadas doses para estar naquele estado.

— Certo, e o que te fazer acha que uma certeza que consiga, digamos assim, invadir a sua casa?

— Porque, dahn, ela deve estar no Hampton agora, enchendo a cara, como uma boa matrona. Ok, ok, não matrona. Mas, sabe o que estou dizendo, mulheres como aquela não costumam ficar paradas.

Baekhyun suspirou, mal podendo colocar a cabeça no lugar diante de tais verbetes.

— Está sugerindo que deveria ser algo considerável invadir a casa de uma socialidade qualquer? É isto mesmo? E o pior de tudo, está sugerindo que eu me meta nessa empreitada contigo? Faça-me o favor...

Antes que Baekhyun pudesse sequer se descaber em seu falatório, Jennie o cortará antes que se dimensionasse em seus pensamentos mais profundos.  

— Não se trata de uma celebridade qualquer, Baekhyun. Tsc,tsc, isso me parece bem patético. Porque é óbvio que eu estou falando da Paris Hilton! Ela é o epitomo de todo o sonho americano. Magra, alta, esbanja dinheiro de cada mínima célula de seu corpo, sem contar, é claro, de como a América faz debates conclusivos se ela é digna de todo o ódio ou não. Sendo odiosa ou não, todo esse falatório vai diretamente para sua conta bancária. Tão escandaloso. Querendo ou não, ela é um ícone da cultura pop. E nem a velhacaria da sua cabeça que é aficionada por gente já morta, pode mudar isso.

Baekhyun suspirou; gostaria de que seu expediente acabasse. Porque Jennie Kim estar dando tela a todos os pensamentos altaneiros de sua mente, em uma questão de segundos.

Por isso, Baekhyun decidirá dançar conforme a música.

—Digamos que eu aceite fazer toda essa absurdez. Mas, claro, todo mundo tem um preço. Já deve lhe ser sabido.

Novamente, aquele olhar desguarnecido. De que estava na corda bamba da desistência. Quem sabe, o barman apenas haveria de insistir por mais alguns milésimos de segundos.

— Idiota, sei que não fara isso de graça. Então, te pago oitocentas... Não, não, deixe-me reformular, mil pratas se formos fazer uma pequena visitinha para o antro de toda a frufizice do universo. — a garota ditou, em um tom exalante de confiança. Do tipo que poderia ser irritante, caso facilitável. Mas Baekhyun gostaria de ver até onde aquela conversaria decairia. — Plus, aposto que nunca dirigiu uma Mercedes. Eu sei que em seu mundinho isso só deve estar no seu test-drive, antes que compre um usado caindo aos pedaços, então, eu posso perfeitamente lhe pagar esse valor pífio para meus padrões, a fim de lhe proporcionar essa experiencia. Eu espero que simplesmente não vá para trás. Eu sei que, lá no fundo, até que pode se considerar um cara esperto.   

 

Finalmente, o drink no seu copo parecia ter se findado. Baekhyun torcia para todo aquele falatório ser fruto de embebedação, mas não parece ser exatamente por aquele caminho. Na verdade, Jennie parece estar mais lúcida do que nunca. Na verdade, luzidia, com todas as certezas do universo lhe arrolando diante daquele plano imanado em insanidade.

Baekhyun, realmente, não sabe em que ponto deve se portar. Principalmente, dado as pieguices de que todo aquele discurso, em algum ponto, lhe estia em algo verdadeiramente convincente; convincente a ponto de que está lhe dando trela.

Trela o suficiente para considerar aceitar tal pedido absurdo.

— Me espere as uma, sem mais, nem menos.

Baekhyun ditou, não sabendo o efeito de sua fala naquele momento e de todas as consequências de suas ações a partir de tal ponto.


Notas Finais


MUITO obrigada a você quem leu até aqui! Sinta-se livre, caro leitor, para exprimir suas opiniões, críticas construtivas, etc.

Em breve, planejo trazer playlists que englobem os três protagonistas.

xoxo


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