História Lose Control - Capítulo 3


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Categorias Avenged Sevenfold, Evanescence
Visualizações 4
Palavras 2.053
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu nem ia postar hoje, mas fiquei satisfeita com ele haha Tá grande, mas eu precisava dessa grandeza de hoje.
Sem mas...
Boa Leitura <3

Capítulo 3 - 2. Bad Idea


 

 

 

“And what I need is someone to save me
'Cause I am going down
All the way down”

 

            Ele tinha tomado coragem de colocar um fim naquele relacionamento que se arrastava, afinal. Ele sabia dentro do seu ser que não tinha mais volta, que aquele tinha sido um ponto final definitivo, e estava preparado pra todos os falatórios que o acompanhariam durante os próximos meses. Mas quem ligava?

            Preparou na sua mente vários discursos pra explicar aos seus amigos que daquela vez era definitivo. Seu relacionamento com Michelle só se deteriorou com o passar do tempo, a verdade é que nenhum dos dois conseguiu se manter fiel, que nenhum dos dois realmente se comprometeu pra fazer funcionar e dar certo. Não era como se nunca a tivesse amado, a questão era que eles se perderam ao longo dos anos e se afastaram. Ele não a conhecia mais e ela não o conhecia. Eles haviam mudado e não conseguiram mais se acompanhar.

            Não seria ingrato pra arrancá-la de sua vida de uma vez, ela tinha ajudado em sua carreira, tinha dado-lhe apoio enquanto sentia-se frustrado. Michelle não foi de todo uma pessoa má, contudo seus caminhos, sonhos e desejos não eram mais os mesmos, as peças não se encaixavam mais e eles estavam se matando aos poucos, mas queria manter com a moça um relacionamento amistoso saudável, sem mais brigas, sem mais machucados.

Seus olhos lacrimejaram quando tentou encarar o sol que se esgueirava quente despontando no céu da cidade. Sua cabeça latejava. Encarou o corpo parcialmente desnudo deitado relaxadamente sobre a cama. O lençol cobria parcialmente suas pernas pousando quase que perfeitamente sob suas nádegas.

“Não foi uma noite tão grande assim.” Pressupôs levantando da cadeira que estava sentado outrora. Marchou a passos lentos ao banheiro, seu corpo parecia doer a cada menção de movimento que fazia, foi difícil fazer suas tarefas mais básicas como se banhar e escovar os dentes por causa da dor de cabeça quase insuportável. Enquanto deixava que a aguá banhasse todo seu corpo sentiu beijos serem espalhados por suas costas.

“Merda.” – Grunhiu sem muita agitação para não espantar a moça que sequer ele lembrava o nome, e ainda tinha aquela maldita ereção causada pela ressaca que não o deixava. Eram muitos ‘dramas’ a se resolver naquelas condições. Continuou como se ela não estivesse ali, mas estava ficando meio impossível com as mãos dela lhe apalpando todo o abdomêm. Virou-se com cautela para evitar que sua cabeça latejasse mais ainda e agarrou a moça, enlaçando-a em um beijo fervoroso e molhado por causa da água. Não era aquilo que queria fazer, mas era a única opção que ele tinha para sair sem que ela se sentisse rejeitada. Enrolou uma toalha em sua cintura e foi atrás de suas malas para pegar algumas peças de roupas para vestir-se. Escutou alguém bater na porta frenéticamente. Ignorou.

“Gates, abre isso aí.” Conhecia bem aquela voz. Era a voz de Zacky. – “É sério, cara, abre aí.” – Percebera a vêemencia instalada na voz do rapaz do outro lado. Arfou impaciente, e caminhou até a porta. Zacky estava só de cuecas com as mãos pousadas sobre seu genital. Brian quis rir quando viu certo desespero nos olhos azuis do homem.

“Que foi porpeta?” -  Indagou levantando uma sobrancelha divertidamente.

“Roubaram minhas roupas, minhas malas, meu relógio, tudo.” Zacky entrou sem permissão assim mesmo no quarto. - “E eu não me lembro de absolutamente nada.” – A voz dele estava saindo meio esganiçada por causa do desespero. Brian começou a gargalhar, gargalhar muito. Não acreditava que aquilo estava acontecendo.

“Eu sabia que você não era a melhor pessoa pra isso.” – Ralhou desapontado e raivoso. Brian enxugou uma lágrima do canto de seu olho com apenas um dedo indicador tentando recobrar sua seriedade inicial.

“Calma cara. Eu tenho certeza que vai encontrar suas coisas.” – Tentou passar calma para o gordinho a sua frente.

“Brian, temos um café da manhã com os agentes daqui a pouco e eu não tenho ideia de onde minhas coisas estão.” – Arfou demonstrando impaciencia.

“E o que quer que eu faça, Zacky?” – Pairou com a mão na cintura notando que ainda estava de toalha.

“Eu não sei, me empreste algo seu, só até eu achar minhas coisas, okay?” – Falou correndo até a mala do outro. Brian sabia que quase nada de suas roupas de fato caberiam no Zacky, mas não o impediu de tentar. Enquanto ele deixava o outro bagunçar sua mala voltou sua atenção a figura feminina que de forma despudorada vinha caminhando em sua direção completamente nua. Ele não estava a fim daquilo, não aquela hora, não naquele estado que ele se encontrava, e não com Zacky em seu quarto tentando arrumar uma coisa que coubece nele.

“Docinho, você ainda está aqui...” Puxou o lençol da cama a cobrindo quando ela chegou mais perto. A moça fez uma cara de falta de entendimento. – “Eu não quero ser rude, mas você precisa ir.” – Falava enquanto catava as peças de roupa da mulher que estavam espalhadas pelo quarto. Ela se vestiu apressadamente. E voltou-se para ele.

“Vai me ligar?” Ela falou com uma sofreguidão desnecessária.

“É claro que sim.” – Não se lembrava quantas vezes tinha dito aquela mesma mentira. Antes de ir embora ela se aproximou e lhe deu um selinho que seria até sensual se ele não tivesse problemas maiores para resolver. Como por exemplo um Zachary com uma roupa completamente apertada. Ele quis rir quando viu, mas não deixaria o outro mais aturdido do que já estava. Por que diabos ele ainda estava de toalha? Se apressou em vestir algo rápido, fácil e confortável. E por que não um jeans, uma camisa do Slayer e tênis? Era perfeito. Ele saiu com Zacky a sua companhia, o menino andava mais devagar do que o normal por conta das roupas apertadas.

“Mais rápido Zacky.” Apressou-o, era claro que ele estava adorando aquilo tudo. – “Vê se não rasga minhas roupas.” – Um sorriso levado brincava em seus lábios vendo o ruborar do amigo. Ao chegarem a parte de fora do hotel os cinco meninos foram conduzidos a um restaurante por intermédio de uma van. A cidade de Little Rock era um tanto pacata, sem muitas insinuações de globalização, era um lugar bem quente por sinal e ele começara a se arrepender da escolha de blusa preta pra aquela manhã. Muito embora tivesse de óculos de sol a luminozidade ainda o incomodava, fazendo sua cabeça pulsar. Felizmente ele não era o único nesse estado. Jimmy estava jogado nos bancos de trás da van com um braço combrindo seus olhos, e a cada movimento bruco que a van fazia ele o ouvia murmurar coisas absurdamente sem sentido. Quis rir, pois a situação do maior era pior que a sua.

Chegando ao local combinado pôde notar que as mesas eram na parte de fora do ressinto. E por sinal as unicas vagas. Seus agentes lhes apontaram onde deveriam se sentar e lhes advertiram que não fizessem os pedidos ainda que ainda faltavam alguns convidados aquela mesa. Gates queria morrer naquele momento. Precisava de pelo menos uma água tônica pra se sentir aliviado. Jimmy estava deitado sobre a mesa com a cara enterrada no prato. Ele vestia um kimono preto com flores estravagantes. Bem a cara dele, e estranahmente aquilo estava combinando com seu par de chinelos pretos e meias vermelhas. Mais cinco figuras masculinas se aproximaram da mesa cumprimentando-os, ele os reconheciam da noite anterior, antes do show, mas sua cabeça não conseguia lembrar do nome da banda que os recepcionou, só em tentar fazê-lo sua cabeça doeu.

“Mas até ontem não era uma frontwoman?” Fez um esforço descomunal para verbalizar as palavras.

“E é.” Ouviu um dos rapazes dizer – “Ela provavelmente deve estar a caminho.” – continuou. Esse que lhes falava tinha uma aparência lívida, quase parecia morto o que fez com que Gates levantasse uma das sobrancelhas. Seus olhos mal podiam acreditar no que viam. A presença da moça simplesmente enchia o olhar de quem quer que estivesse a olhando. E ele não pôde deixar de notar em como aquele macacão pousava perfeitamente bem em seu corpo, eram tão bonitos quanto o sorriso que ela estampava no rosto. Uma visão realmente agradável, teve de confessar pra si mesmo.

“E aí rapazes.” Ela os saudou ouvindo alguns grunhidos em resposta. -  “A noite foi boa hein?” Sentou-se ao lado de um projeto de Jimmy que continuava dormindo e ela lhe afagou carinhosamente a cabeça recebendo um sorriso do mesmo, quando ela fez menção de retirar a mão ele a puxou colocando-a de volta em sua cabeça como sinal que ela continuasse o carinho. E ela o fez de bom grado.  Os agentes de ambas as bandas estavam de pé a parte daquele pequeno grupo de pessoas.

“Eu tô com fome.”  Zacky murmurou.

“Quando você não está?” Matt ressonou uma risada baixa.

“Acho que podemos pedir, a conversa ali vai demorar.” Amy sinalizou ainda afagando os cabelos de The Rev. Eles se reuniram para fazer o pedido de uma só vez. 

Eles fizeram o pedido e Amy se levantou por um breve momento para pegar algo com um dos garçons voltando a sua posição inicial com a mão ainda afagando a cabeça de Jimmy.

“Docinho...” Ela chamou Jimmy carinhosamente pra que ele levantasse sua cabeça do prato para que o garçom pudesse depositar os pedidos. O garçom que ela havia falado mais cedo voltou com duas bebidas borbulhantes e depositou um a frente de Brian e o outro a frente de Jimmy.

“Bebam, vai ajudar na ressaca de vocês.” Ela sorriu delicadamente para ambos os rapazes que olhavam a bebida meio céticos. Brian lhe agradeceu com um maneio de cabeça tomando a bebida a longos sorvos como se seu estado físico dependesse daquilo. Jimmy fazia o mesmo.

“Vejo que vocês estão em sintonia.” O agente do Evanescence falou juntando-se a eles, vindo em seguida os agentes do A7x. – “Isso é bom, bom que vocês já vão logo se organizando para turnê.” – Amy quase cuspiu o café que tomava, ao escutar isso ela virou-se para ele com os olhos arregalados sentindo a eletricidade do fio de desespero invadir seu corpo. Ela sabia que aquela ideia não era uma boa ideia. Eles pertenciam a mesma vertente musical, mas com mainstream diferente. Enquanto eles faziam algo cheio de vigor e masculinidade como o punk e a carga pesada do hardcore, enquanto eles tinham um som um tanto quanto soft, metal alternativo, metalcore com influências bem arraigadas da musica clássica. Onde isso daria certo?

“Como seria essa turnê?”  Zacky inrrompeu o silêncio depois de alguns minutos. Amy tentava assimilar aquilo.

“Em termos de faturamento, quanto seria?” – Continuou Matthew encarando-a e logo depois olhando para os agentes. Amy estava buscando forças em seu subconsciente pra poder reagir, e Brian percebia isso em sua fisionomia, o que o fez rir baixo daquela situação.

“Muito rentável para ambas as bandas. Algo em torno de 60/40” E só então Amy sentiu o estalar em sua mente.

“50/50 ou nada feito.” Arfou. Finalmente havia recobrado sua consciencia.

“Leve em conta...” O agente dos A7x tentou retrucar.

“Bom senhores, seria bom sair em turnê com vocês, mas eu não estou nessa industria pra perder.” Amy o interrompeu levantando-se da mesa, sinalizando com o olhar que seus meninos também deveriam levantar-se.

“... 55/45...” Tentavam argumentar. Amy bufou. Estava cansada de tudo aquilo.

“Eu sei o quanto eu valho, e acreditem não é pelo cachê, é fácil demais pra vocês chegarem e serem aceitos, comigo a coisa já não é bem assim.” Retrucou olhando-o nos olhos afastando a cadeira atrás de si para virar de costas.

“50/50.” Falou Zacky recebendo uma olhadela de seu agente. – “Temos que ser justos, não podemos fazer com eles o mesmo que fizeram conosco. E eles não são uma banda pequena.” – Continuou sendo complacente recebendo um olhar de gratidão da morena.

“Tudo bem...” O agente disse derrotado. – “Temos um contrato srt. Lee?” – Virou-se para ela para se certificar de que ela não iria embora.

“Nós temos.” – Apertou a mão do homem que estava firmando o contrato.

“Não podemos ficar só de palavras. Queremos um contrato formal, com tudo detalhado e listado.”  Zacky solicitou com certa vêemencia, para que nada fosse esquecido. Amy o olhava com gratidão, pouquissímas pessoas a defendiam a assim. Ela se sentia profundamente grata.


Notas Finais


Pessoas cada capítulo postado tem uma musiquinha escrita na parte superior, e essas musicas costumam variar de acordo com o que eu estou escutando ou com o tema do capítulo, a desse capítulo é Goin' Down do The Pretty Reckless, meu gosto pra musicas é bem peculiar haha.

See you soon, XOXO


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