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História Lose it - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá, olá, olá! E aí meus amores, como estão?

Há um tempo já estava doida para postar uma SakuHina, e felizmente, esse momento chegou!
Amo essas duas kunoichis de todo meu coração, e simplesmente não aguento a rivalidade e ódio gratuito que muitas pessoas criam entre elas.

Por isso, criei com todo o carinho "Lose it".
Essa oneshot é também uma songfic, pois a fiz inspirada em uma música de mesmo nome.
Segue o link para quem quiser dar uma olhada: https://www.youtube.com/watch?v=wOgeFCTB0iA

Enfim, tenham uma boa leitura! ❤💃

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

 

Os prédios cinzentos e arranhas-céus iam alto no centro da cidade. Para contraste, a profundeza dos sentimentos e sensações que tinham em seus corpos, era abissal.

A noite de verão soprava uma brisa morna, que ia suave contra seus rostos como o beijo de uma amante saudosa. O céu noturno se encontrava privado de qualquer nuvem, fazendo um espetáculo sublime com milhões de estrelas dançantes, tal como elas, que dançavam em meio a risos e olhares que, sem uma única palavra, muito diziam.

Na esquina, um grande relógio redondo indicava as horas. O ponteiro pequeno apontava para o número um, e o mais longo para um pouco depois do três.

Mesmo tão tarde, uma música serena e lenta pairava sobre as ruas vazias e asfaltadas. O som de sinfonia entre um doce piano e um arrastado violino, vinha da ópera da qual há pouco as duas bailarinas saíram.

Quando o fizeram, euforia as envolvia como um terno abraço. Nem ao menos haviam tirado as fantasias coloridas, apenas vestiram jaquetas por cima destas. A única coisa que trocaram antes de deixarem o teatro, foram as sapatilhas de ponta por tênis mais confortáveis.

As centenas de aplausos que faziam o teatro parecer estremecer, os holofotes que as iluminavam no palco, as congratulações animadas de seus colegas e de seus professores, ainda estavam mais do que vivas nas memórias das jovens.

A apresentação chamada Arco-íris, que haviam treinado durante um ano inteiro, havia sido um sucesso.

 

xxx

 

Pouco antes do espetáculo se iniciar, a bailarina de nome Hinata Hyuuga, sentia seu estômago revirar em nervosismo. Nos bastidores, andava de um lado para o outro e mordia os lábios.

E se eu esquecer algum movimento?, pensava ela. E se eu travar no meio do palco, ou torcer o tornozelo? Ou até mesmo escorregar com a sapatilha?

Sua própria mente a sabotava com possibilidades e mais possibilidades, e todas elas tinham a falha em comum.

Mas quando sua dupla e melhor amiga, Sakura Haruno apareceu, a tormenta na mente da Hyuuga se dissipou.

Cores em variados tons e purpurina enchiam os tecidos de seu figurino por inteiro, fazendo-os cintilarem sob qualquer feixe de luz que o tocasse. A saia volumosa rodeava a Haruno, e seus cabelos róseos e medianos eram amarrados em um coque por uma delicada fita igualmente colorida.

Os olhos verdes esmeralda e os pálidos perolados sorriam um para o outro enquanto elas se aproximavam em passos largos. Quando perto o suficiente, um abraço caloroso e emocionado fora instantâneo. Segurando uma a outra entre os braços, pulavam, riam e gritavam em uma mistura de entusiasmo e ansiedade.

Tsunade Senju era a coreógrafa e professora de dança delas. Uma mulher de meia-idade, por vezes explosiva - diz-se: a maioria das vezes -, de olhos castanhos amendoados, cabelos loiros e seios fartos.

Ao ver as duas se abraçando e pulando alegremente nos bastidores, bradou que iriam amassar os figurinos e despentear os cabelos, e as duas se separaram do aperto, logo sentindo falta do calor singular que havia nele.

Se entreolharam por um momento, com a felicidade estampada em seus rostos corados.

Na cabeça de Sakura Haruno, tal momento de tão poucos segundos, durara muito mais. Afinal, foi ali que fizera a decisão que tudo mudaria.

Ainda naquela noite, assim que a apresentação se acabasse, confessaria. Confessaria a sua melhor amiga, que a via muito mais do que somente uma amiga. Que quando com ela, seu coração rugia como um trovão. Que queria estar ao lado dela nos momentos mais tristes, ajudar a criar os mais felizes, e apreciar os mais simples. Que apaixonara-se por sua gentileza, sua sutileza, seus sorrisos, suas manias e defeitos. Diria que a amava mais do que jamais poderia colocar em palavras.

E como poderia não amá-la, se parecia que o próprio destino conspirava para que estivessem juntas?

Há um ano Hinata chegara na academia de balé em que estava por mais de três anos como a mais habilidosa bailarina, e Sakura se viu em curiosidade sobre a tímida novata, que somente falava quando era necessário e corava com demasiada facilidade.

Nos primeiros dias, tentara se aproximar dela como muitas outras, mas o acanho da garota a deixava praticamente inacessível.

Houve uma aula, porém, em que Tsunade anunciou que escolheria duas alunas que finalizariam a peça do ano, e faria tal escolha assistindo-as dançarem individualmente o tão clássico Quebra-Nozes.

Sakura foi a primeira a se apresentar, e assim que terminou, já era sabido por todos que seria uma das selecionadas. A rosada movia-se com uma confiança forte e abrasadora. Ela tinha maestria em seu próprio corpo, sabendo exatamente qual parte deveria mover, onde e quando posicioná-la com precisão e calmaria.

Todas as outras dezoito bailarinas se seguiram depois dela, e muitos já sussurravam que seria Ino Yamanaka a segunda selecionada, uma loira esbelta com astutos olhos azulados.

Entretanto, só quando Tsunade anunciou Hinata Hyuuga como a última a fazer o teste, se lembraram da garota de longos cabelos índigos. Também foi ali que souberam que jamais a esqueceriam novamente.

No assoalho liso da sala, Hinata pareceu flutuar. Enquanto dançava refletida pelos espelhos, ela parecia esquecer que a observavam, e sua timidez se evaporava por inteiro. Cada um de seus movimentos carregava a emoção de uma melancolia profunda, e a Hyuuga, aos olhos de todos que a assistiam naquele momento, se tornara o mais gracioso dos anjos.

Na aula seguinte, a escolha fora divulgada.

- Sakura Haruno e Hinata Hyuuga. Vocês duas terão a honra de fazerem a apresentação final de Arco-íris. - Tsunade tinha um orgulhoso sorriso no rosto quando o disse. - Meus parabéns às duas.

Era de fato uma honra, um verdadeiro sonho para muitas. No entanto, na primeira vez em que ensaiaram juntas, fora um completo desastre. Não era nos movimentos que se encontrava o problema, mas sim que as duas talentosas dançarinas estavam em frequências completamente distintas. Eram quase como perfeitos exemplos de antônimos no mundo.

Hinata era sempre a última a sair da academia, mas naquele dia, Sakura a esperou. Mais uma vez, descobriu como o acaso brincava com elas. A tímida bailarina novata morava em um apartamento na mesma rua que o seu, e a partir de então, começaram a sempre voltar juntas pelo mesmo trajeto.

Com o tempo, se aproximavam cada vez mais. Sakura, como uma pessoa desinibida, extrovertida e eloquente, não demorou a contar tudo sobre si para a outra.

Hinata fora o contrário. Aos poucos, se soltava e contava mais sobre si. Tudo o que a Haruno descobriu dela, fora algo conquistado com perseverança.

Agora, sabia dela desde as coisa mais fúteis, como sua cor e comida favoritas, seu estilo musical, seu gosto para livros e seu estranho medo de sapos. E também sabia de coisas mais profundas, como o quanto doía nela a perda de um primo que muito amara, que ela nunca conhecera a mãe, pois esta havia morrido de câncer de pulmão quando ainda era um bebê. Como ela havia perdido seu pai aos dezenove anos, ou o como foi difícil para ela terminar o último relacionamento que teve, com um rapaz loiro que foi apaixonada por muito tempo.

E quanto mais a amizade e confiança entre as duas desabrochava, maior se tornava a sintonia que tinham na dança, até que se tornaram uma dupla que esbanjava harmonia em cada passo. No final, tinham perícia no corpo uma da outra. Mas Sakura sabia que a alma de ambas também dançava em equilíbrio.

O destino as unira, e ela não tinha forças, não queria lutar contra ele. Tudo o que desejava era deixar-se ir, seguir seu coração e confessar.

 

xxx

 

De volta aos bastidores, seus nomes foram chamados.

Com as mãos entrelaçadas, começaram a caminhar para o palco, recebendo no caminho as boas sortes seus colegas.

- Vocês se esforçaram e trabalharam duro para esse dia, meninas! Não há dúvidas de que irão brilhar! - afirmara excitado Rock Lee, vestindo um collant verde e um grande sorriso. O professor Gai reforçou sua fala com igual entusiasmo.

- Hina! Saky! Boa sorte! - desejara Tenten, uma gentil garota de cabelos castanhos em dois fofos coques.

- Testuda e Hina, vocês vão arrasar corações! - exortou animadamente Ino.

- Sete minutos para iniciarmos, garotas. Vamos, vamos, vamos. Não temos tempo a perder! - apressou a professora Senju.

Pouco depois, as longas cortinas de um bordô como vinho tinto impunhavam-se em frente às duas, ainda fechadas, enquanto se preparavam e posicionavam para o início da apresentação final.

Hinata inspirou profundamente, e depois deixou o ar esvaziar-se de seu pulmão. Era chegada a hora.

De soslaio, observou Sakura que se ajeitava em sua posição, e sem que nem se desse conta, sorriu em gratidão. Era grata pela rosada que tinha como amiga, pois ela lhe fora a melhor coisa que havia acontecido em seus últimos anos. Antes dela, se não em dor, os dias passavam batidos, como se fossem apenas alguns conjuntos de horas que deveria cumprir para chegar no fim.

E igualmente, remoía-se pelo início.

Deveria ter aproveitado mais os momentos com Neji quando podia. Não deveria tê-lo deixado entrar pela porta do carro naquele dia.

Se tivesse conhecido minha mãe, papai teria sido mais feliz. Teríamos tido outra vida.

Se não tivesse ficado tão cega por Naruto, teria percebido antes sua infidelidade. Não teria doído tanto.

Se ao menos eu pudesse voltar no tempo…

Quando se afogava em seus remorsos, a dança lhe era como um escape, onde por um momento conseguia fugir de quem era.

Foi então, com a chegada de Sakura em sua antes desolada vida, que tudo mudou. A jovem sorridente e segura de si, apareceu lhe quebrando suas barreiras com a força de uma tempestade. E Hinata precisava de tal tempestade, pois as terras de seu ser estavam há muito secas e mórbidas. Com a rosada, essas terras foram lavadas pela chuva, nutrindo e dando vida a tudo.

Foi com ela que compreendeu, nos detalhes, uma das mais primordiais leis da vida: fizesse o que fizesse, o tempo não voltaria atrás. Ele apenas seguia em frente, sem nunca parar, e enquanto lamentava pelo o que perdera, perdia ainda mais.

Hinata viu na Haruno uma intensa paixão pela vida, e se viu envolvida e almejando pelo mesmo. Ainda tinha muito a aprender, mas já não tinha medo. Isso, pois tinha um alguém consigo que apenas a presença a fazia lembrar do quão precioso cada momento era.

 

Ouviu Tsunade fazer a conta regressiva para o início da apresentação, e fechou os olhos, contando mental e juntamente com ela.

 

3…

2…

1.

 

Voltou a abrir os olhos, e as pesadas cortinas foram afastadas. O público foi tomado pelo silêncio quando as luzes foram apagadas, no mesmo instante em que os holofotes brilharam sobre as duas em turquesa.

Na orquestra, o tristonho som grave do violoncelo pairou sobre a ópera com poder ocioso, e a dança se iniciou com igual lentidão. Seus passos se arrastavam no chão, seus braços subiam quase como se pesassem e voltavam a cair.

Um arco-íris precisava mais do que o sol para se formar. Ele também precisava da chuva.

Passados alguns minutos, os violinos se anunciaram em uma força conjunta, ecoando calorosamente dentro e fora do imenso teatro. Ambiciosas, cada nota parecia querer estender-se até onde não alcançava. Os holofotes brilharam em um vermelho quente. Seus movimentos se tornaram então rápidos e ousados. Na ponta dos pés, giravam em piruetas e davam saltos grandes até onde o palco as permitia, caindo sempre ao chão com a leveza de uma folha.

Quando o violoncelo ao fundo se calou, juntamente dos impiedosos violinos, o baixo rumor de um piano se fez presente com receio. Mas gradativamente, suas notas se entoavam, ganhando força e espaço. As luzes no alto balançavam, agora não apenas em uma cor, mas alternando entre sete delas: violeta, anil, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho.

Seus figurinos reluziam, tal como elas em si, que continuavam dançando, enevoadas pelo ritmo da música.

O amor em suas performances era gritante. Eram a própria arte naquele palco, e o público mal se atrevia a piscar, pois tinham medo de perder um segundo que fosse da beleza e magnitude do arco-íris que se mostrava à eles.

O som do piano passou a degradar em despedida, e a dança se tornou mais demorada. As duas belas bailarinas se aproximavam, cercando uma a outra vagarosamente, até que somente um holofote derrubava sobre elas luminescência.

A distância diminuía mais e mais. Elas se atraíam tal como um girassol é atraído pelo sol.

Quando por fim quase tocando uma a outra, se afastaram inopinadamente, cada uma correndo para um dos extremos do palco. No momento em que mais afastadas que podiam, rodopiaram, rodopiaram e rodopiaram sobre si mesmas como dois redemoinhos fervorosos. E então, caíram graciosamente ao chão. A música cessou junto delas, os holofotes apagaram-se. Os aplausos, assobios e brados de admiração se fizeram presentes em centenas de vozes, e as cortinas voltaram a serem fechadas.

 

xxx

 

Saindo pela porta dos fundos, Haruno e Hyuuga, as estrelas da noite, deixaram para trás o teatro.

A felicidade mal cabia dentro delas, transbordando e arrebatando-as impetuosamente.

Elas caminhavam em silêncio. Primeiramente, porque tudo o que havia acontecido há pouco havia sido tão fantástico, que se perguntavam se realmente tudo não passara de uma verdadeira fantasia, um deleitoso sonho.

E o silêncio continuou a se estender, mas agora, cada uma tinha seus próprios motivos para tal.

Sakura havia enfiado as mãos nos bolsos de sua jaqueta jeans, pois estas tremiam incontrolavelmente. Era verão, e não fazia frio. Ela tremia porque estava nervosa.

Iria, prometera a si mesma que revelaria seus sentimentos a Hinata naquele momento. Mas então, hesitava, pois tinha medo. O que diria à Hyuuga? E se ela apenas estragasse toda amizade que havia conquistado com ela? Jamais se perdoaria se Hinata se afastasse de si, e com muita dor em seu peito, decidiu que manteria as coisas como estavam. Simplesmente não podia arriscar perder a pessoa que mais amava.

Já a bailarina de místicos olhos brancos, sentia-se plena como nunca antes. As coisas se encaixam em sua mente.

Naquele palco, percebeu que dançar já não era mais uma fuga de si mesma. Agora, a dança trazia nela o que havia de mais profundo.

E… como era engraçado… Também era assim que sentia com Sakura.

Uma sensação começou a queimar docemente em seu peito. O que era aquilo? Não sabia dizer, mas sentia que seu corpo pedia por movimento.

Distante, uma melodia começou a esvair da ópera, que naquele horário permanecia aberta para aqueles que quisessem treinar suas habilidades com instrumentos musicais. Era daquilo que Hinata precisava.

- Sakura - chamou ternamente pela outra, que a mirou com curiosidade. - Dança comigo? - convidou, estendendo à ela uma de suas mãos.

A rosada arregalou um pouco os olhos de belas íris esverdeadas, pega de surpresa por sua pergunta.

Hinata sabia. Não era de agir de tal forma, mas que devia fazer? Seu âmago lhe gritava que naquele momento, dançar com a Haruno nas ruas desertas do centro da cidade, com apenas as estrelas como testemunhas, era a coisa mais certa a se fazer.

- Claro... - murmurou Sakura, aceitando sua mão.

Mas, tendo a mão dela sobre a sua, Hinata percebeu que ela tremia. Ergueu o olhar para a amiga, para tentar entender o que se passava. Mas Sakura não a olhava de volta. Desviava os olhos dos seus, com o rosto a arder em um rubor rosado como os fios de seu cabelo. Não era a única a agir estranhamente, afinal.

Ainda que um tanto preocupada, a Hyuuga permaneceu em quietude, e começou a dançar. Seus corpos sempre diziam muito mais do que suas vozes.

Na calçada, com a mão que tinha na de Sakura, girou-a e começaram a mover os braços, e levar os pés para os lados, para frente e para trás. Diferente de quando ensaiando ou sobre um palco, não havia o menor ritmo, e as duas se remexiam despreocupadamente. A Haruno, menos do que a perolada, pois ela parecia tensa e incomodada com alguma coisa.

Mas isso não durou muito tempo. Pouco a pouco, a dona de olhos verdejantes como florestas, se deixava ir no embalo.

Logo, estavam rindo de suas danças desengonçadas, deslizando da calçada até o meio fio, e deste para o meio da rua.

Com o asfalto sob seus pés, Hinata observou com divertimento o momento em Sakura caminhou até um poste, segurou-se nele com apenas uma mão e se pôs a dar voltas, rindo e agora carregada apenas de leveza.

A Hyuuga caminhou para perto da amiga. Mas, assim que a rosada por fim se separou de seu par de concreto, tinha dado tantas voltas que ficou zonza.

Ela cambaleou um pouco, sem qualquer rumo e com a visão embaçada, mas foi acolhida por dois braços para que não caísse.

Pouco depois a tontura se foi e sua visão voltou ao normal. Levantou os olhos, e estes entraram em atrito com os de Hinata.

As luzes dos postes refletiam-se adoravelmente nas íris opalescentes, e Sakura se viu afogada nelas. Sua respiração se prendeu, quando sentiu a da outra tão perto de rosto, quando notou-se nos braços dela, desejando nunca mais sair de lá.

Hinata levou a mão esquerda a sua cintura e fechou-se firmemente lá. A direita alcançou seu rosto, e acariciou-lhe a bochecha com suavidade.

- Sente isso também? - ela lhe indagou, em um tranquilo sussurro segregado.

A tão falante Haruno se percebia sem voz, e então escolheu por responder com um afirmativo aceno de cabeça.

Hinata sorriu para si, e inesperavelmente, conduziu-a para trás, até que suas costas se encontraram com o poste que há pouco estava girando em volta.

O corpo de Sakura voltou a ficar rígido e tenso, borboletas voavam livremente por seu estômago, e dentro de seu peito, seu coração ameaçava subir-lhe garganta acima.

- Deixe ir… - encarando seus lábios entreabertos, a Hyuuga voltou a lhe sussurrar. Mas então, os olhos pálidos voltaram a encarar os seus atentamente, e foi ela quem confessou primeiro: - Eu a amo, Sakura.

O corpo da Haruno se tornou então uma verdadeira ópera. Seu sonoro coração se transformou na orquestra, seus olhos se tornaram o tão respeitável público, pois Hinata lhe era como o mais celestial dos espetáculos, e sua alma se iluminou tão intensamente quanto holofotes, quando a respondeu com um resquício de voz:

- E eu também te amo, Hina.

Assim que seus lábios se uniram, fora tão suave quanto os passos de uma bailarina, e tão primoroso quanto o surgimento de um arco-íris no céu.

 


Notas Finais


A capa maravilhosa, perfeita e celestial dessa fic, foi feita pela super talentosa @kyoani
Encontre mais do trabalho dela nesse link: https://miapiece.tumblr.com/

E ah, no dia anterior de quando postei essa fic, foi o dia do Orgulho LGBT! Pessoas LGBT não são confusas, não são indecisas, não são endemoniadas. São pessoas, que como quaisquer outras querem o respeito que têm o direito de ter. #Respeite

Muito obrigada por ler e espero que tenham gostado! ❤


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