História Lose your wings - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M
Tags Boyxboy, Changhyung, Changkyun, Changwon, Hyungwon, Monsta X
Visualizações 112
Palavras 1.563
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annyeong haseyo!! Demorei um bocado, mas finalmente consegui chegar com a última parte, yupi!!! Espero que vocês gostem dela e a narração está um pouco diferente também, logo vocês irão entender porquê.

Obrigado a todos que leram!!

Capítulo 2 - I'll be your angel


Fanfic / Fanfiction Lose your wings - Capítulo 2 - I'll be your angel

Eu quase pulei da cama com o barulho do despertador e o desliguei rapidamente. Com a mão sobre o coração podia senti-lo bater acelerado e com o susto, quase todo o resquício de meu sonho ir embora.

Levantei-me rapidamente, sem tempo. Sempre deixava para acordar em último minuto, quando até meus pais já havia deixado a casa e ido para seus trabalhos. A primeira coisa que fiz foi tomar um banho rápido e vestir a roupa às pressas com frio. Coloquei a mochila no ombro e desci as escadas, encontrando a casa em total silêncio.

Depois de comer rapidamente, tranquei a porta da sala e observei a rua por um momento. O vento batia forte contra meu rosto e me fez arrepiar com a mudança de temperatura. Puxei a manga de minha blusa para cobrir minhas mãos e não perder os dedos antes de começar a caminhar calmamente pelas ruas.

Eu morava perto da escola, por isso, a cada esquina que virava encontrava mais alunos caminhando junto aos seus amigos — às vezes sozinhos, assim como eu — na direção do prédio de estudo. Atravessei ao lado da faixa até os portões da escola e me misturei ao aglomerado de estudantes infelizes. Ainda era apenas terça-feira.

O corredor estava cheio de alunos, já que faltavam cinco minutos até que o sinal batesse. Como não tinha amigos, atravessei-o direto para minha sala e meu lugar na fila da parede. Tive um leve vislumbre. Era com isso que sonhei? Eu tinha a impressão de que meu sonho, que eu esquecera assim que o despertador tocara, tinha algo haver com a minha relação social — ou a falta dela.

Eu suspirei e deixei isso para lá, esperando pela aula.

O professor chegou na sala e logo todos já estavam em seus devidos lugares. A conversa cessou poucos segundos depois que o professor se posicionou na frente da turma em silêncio. Ele começou a falar sobre a última aula que tivemos, e então, sobre um trabalho que teríamos para daqui a um mês. Houveram duas batidas na porta e todos os olhares se direcionaram para lá. A porta se abriu e o professor começou a conversar com um aluno e os burburinhos de conversas entre os alunos cresceram.

Um garoto entrou na sala e parou ao lado do professor, passando o olhar pela turma e logo preferindo olhar para o chão. Por que aquele rosto não me era estranho?

  — Pessoal — a turma fez silêncio e o professor tocou no ombro do novato. — Este é o novo colega de classe de vocês, Chae Hyungwon.

Chae.  Quase que como em um estalo me lembrei da onde aquele nome não me era estranho, acompanhado com o rosto do garoto que se movia em direção a sua carteira, do outro lado da sala. Eu estava um pouco incrédulo enquanto observava o cabelo loiro, o corpo magro e alto. Eu havia sonhado com um garoto que ao menos conhecia?

Até que o horário de almoço chegasse, não pude deixar de olhar para o garoto algumas vezes. Talvez esperando que a imagem de uma pessoa chamada Chae que eu tinha na cabeça não fosse a do garoto da minha turma que eu havia conhecido em menos de duas horas.

O almoço é igual o de sempre. Eu me sento na minha mesa solitária. Por vezes digo que se não fosse por mim, ela ficaria vazia, mas é óbvio que ela apenas estaria na presença de um grupinho melhor. A fila é grande e enquanto gasto meu tempo a observando, posso encontrar um garoto se servindo. Chae. Ou melhor, Hyungwon.

Vi quando ele se afastou e olhou meio desesperado pelas mesas, tentando encontrar uma vazia. Eu havia sempre estudado aqui, então não podia imaginar qual era o desespero de não ter onde sentar — apesar de que, ter de me enturmar, assim como Hyungwon teria que fazer, me parecia assustador.

Dois garotos chegam perto dele e em poucos segundos posso ver seus olhos arregalados para os dois, mesmo que ele pareça tentar controlar suas reações. Isso certamente é ruim e por algum motivo, isso me lembrava de algo. 

Hyungwon deu um passo para trás e um dos garotos se moveu junto. Não era possível que eles fossem escolher justamente o novato para fazer alguma brincadeira sem graça. Eu não corria esse risco, é claro. Eu já havia me tornado invisível e um ninguém para eles. 

"Eu perdi minhas asas apenas para poder ser cuidado por você, Changkyun."

Eu pude me lembrar exatamente do momento no qual ele me diz isso no sonho e, provavelmente, esse foi o maior combustível que me fez levantar e caminhar entre as mesas. Você só pode estar brincando, Chae.

— Vem, Chae... Hyungwon — digo e paro ao lado de Chae Hyungwon, que vira o rosto para mim quase assustado. Eu evito olhar para os dois garotos. Talvez me envolver de qualquer forma com a presença deles possa ser algo ruim. É preferível apenas me concentrar em Hyungwon, que apenas franze as sobrancelhas levemente ao olhar para mim. Sim, ele não me conhece, de forma alguma, se não teria se movido assim que me viu. 

Eu aceno com a cabeça para que ele me siga e dou meia-volta em direção à minha mesa, vendo que Hyungwon vem logo atrás. Eu me sento, mas ele não faz o mesmo. Apenas para em pé ao lado dela, olhando para sua bandeja.

— Sente-se, Hyungwon.

— C-como sabe meu nome? — Ele pergunta ao que se senta sem fazer quase nenhum barulho.

— Eu sou da sua turma — claro, essa não é exatamente a verdade, mas também é.

— Ah —  ele apenas brinca com a comida em sua bandeja. — Obrigado.

— Não precisa agradecer — um silêncio cai sobre nós e eu volto a comer, assim como ele. É a primeira vez estamos perto. Ele, um novato; eu, um garoto antissocial. Não é novidade que não saibamos iniciar uma conversa.

Ainda sim, isso não me impede de oferecer-lhe companhia até a sua casa. Hyungwon olha surpreso para mim e gagueja ao responder. Eu tenho problema com amizades, mas não tenho problemas com nervosismo ou ansiedade. Já Hyungwon, parece bem ter. Depois de um minuto ele suspira e eu posso entender que ele ficaria contente caso eu o faça. Não há palavras em confirmação, mas... Eu sonhei com ele, e ele foi protegido por mim. Eu não sei. Eu quero conhecê-lo, pois é Chae e, mesmo que tenha sido em sonho, me sinto um pouco estranho ao lembrar que ele me beijou levemente. Um estranho bom.

Não há grande diferença com o almoço. Nós conversamos um pouco, falamos quem somos, algumas coisas que gostamos e eu descubro que ele se mudou essa semana para o bairro, tudo isso com pequenos intervalos de tempo entre cada fala. 

  — É aqui — Hyungwon diz. — Obrigado — ele olha para mim e sorri. Eu posso perceber imediatamente que seu sorriso é sincero e ao mesmo tempo sentir algo estranho em minha barriga. São as famosas borboletas. As conheço de horas, pois as senti ainda hoje enquanto dormia e ainda, pela mesma pessoa que as causa agora.

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Já havia se passado quase dois meses desde que Hyungwon havia saído de um anjo em meu sonho para meu melhor amigo. Nós conversávamos na fila para o almoço e ele se sentava na minha frente na mesa que havia parado de ser apenas minha para ser nossa. Ela provavelmente estava feliz, pois não havia mais apenas um garoto idiota nela. Na verdade, havia um garoto que fazia que o idiota valesse algo.

  — ...assistindo ontem, e eu realmente gostei! Eu não esperava que esta série fosse ser tão boa, mas a Netflix vem surpreendendo com essas séries originais e... — desvio o olhar do refeitório para o garoto na minha frente. Hyungwon está olhando para mim, prestando atenção no que eu falo como sempre. No entanto, minha fala vai morrendo ao que encaro seus olhos, fixos no meu rosto. Ainda sim, o contato não é direto. Ao mesmo tempo que ele parece totalmente atento a mim, parece também um pouco distante.

E o seu olhar. Eu tenho a certeza que seu olhar está o mesmo desde a primeira semana que conversamos. Eu havia pensado que a admiração nos seus olhos sumiria com o tempo, pensei que seria apenas enquanto ele se sentia grato pelo o que eu havia feito em relação aos garotos que o incomodaram no primeiro dia. Mas não. Seu olhar ainda é bonito e tenho a certeza, ao realmente prestar atenção nele, que admiração não é a única coisa que transborda pelos seus olhos escuros.

"Diga isto ao garoto que lhe olhar como se você fosse uma constelação inteira."

Chae Hyungwon, por que dizer isso em terceira pessoa? Vocês não são os mesmos de mente, até porque uma dessas mentes me pertence, no entanto, ambos podem me fazer sentir borboletas no estômago. Você já me provou que pode saber o futuro, então por que não ter tido o revelado? Tudo bem. Talvez as coisas houvessem sido diferentes.

Observo Hyungwon por poucos segundos antes de lhe dar um sorriso grande e vê-lo piscar os olhos vezes seguidas antes de focar o olhar em mim e, então, sorrir um pouco envergonhado.

 "Eu sou o anjo de seus devaneios, Changkyun, e você será meu devaneio, apenas preciso que também os guarde."

Pode ter certeza de que eu serei seu anjo, Chae Hyungwon.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!! Apesar de ser apenas uma twoshot, eu gostei bastante e espero que tenha sido o mesmo com vocês!!

Caso tenham interesse, eu tenho um vídeo de moments deles da Beautiful Era: https://www.youtube.com/watch?v=v29NPGrOdec

Annyeong!!


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