1. Spirit Fanfics >
  2. Losing >
  3. Capítulo 6

História Losing - Capítulo 6


Escrita por:


Capítulo 6 - Capítulo 6


Fanfic / Fanfiction Losing - Capítulo 6 - Capítulo 6

Era possível que eu não chegasse ao sexo.

Da maneira como ele mapeava meu corpo com os lábios, eu entraria em combustão espontânea antes de irmos mais longe. Os dedos dele fizeram uma trilha subindo pelas minhas coxas, e acariciavam a pele do meu quadril logo abaixo do cós da minha boxer.

Algo no meu cérebro foi detonado e que me encheu de pânico. Eu seria terrível nisso... o pior que ele já tivera, provavelmente. E então ele nunca mais ia querer me ver de novo (e eu realmente queria vê-lo de novo). Era bem provável que eu ficasse traumatizado e nunca mais ia querer fazer sexo de novo, o que significava que todos os relacionamentos que eu tivesse pelo resto da minha vida seriam um fracasso, e eu acabaria sozinho e miserável com nove cachorros e um furão. Eu não queria acabar sozinho e miserável com nove cachorros um furão.

Então uma das mãos dele puxou a minha boxer para baixo e eu estava me sentindo tudo, menos miserável. A escuridão dançava nos cantos da minha visão, e todas as sensações no meu corpo pareciam se estreitar àquele único ponto em que ele me tocava. Os seus dedos me massagearam de uma maneira que fizeram com que eu me arqueasse para cima e na direção dele.

Gerard abaixou a cabeça e começou a dar beijos meu peito. Minhas mãos tinham uma mente própria enquanto massageavam as costas dele, e então deslizavam em volta de sua barriga, onde eu abri os botões de sua calça jeans. Ele fez um som gutural, e seus lábios colidiram com os meus. Ele me beijou furiosamente, pressionando-me mais para baixo no colchão.

A intensidade dos beijos apenas aumentava — mais duros e mais rápidos, e eu precisava de algo mais. Deslizei a mão ao longo da pele de sua barriga, até a frente de sua calça jeans, sentindo sua rigidez e seu tamanho por cima do tecido. Então seus lábios se separaram dos meus com um gemido. Ele não recuou, mas manteve os lábios a milímetros dos meus. Sua respiração veio em uma forte onda.

— Ah, meu Deus, Frank...

Ele me deu um beijo final e demorado nos lábios, e então foi para trás até que ele estava ajoelhado acima de mim. Eu ouvi o clique do metal do zíper dele, e mantive os olhos focados em seus ombros enquanto ele tirava suas roupas. Ele se levantou por alguns segundos e fixei os olhos no teto.

Eu queria isso.

Demais.

Eu estava prestes a repetir meu mantra novamente quando os lábios e as mãos dele vieram até mim — em frenesi, quase desesperados. Eu podia sentir a pressão aumentando lá embaixo, no meu âmago, e todos os músculos nas minhas pernas estavam puxados, tensos, enquanto eu esperava pelo que eu sabia que viria.

Então seu corpo ajustou-se na curva das minhas coxas e ele ergueu minhas pernas ao redor de sua cintura, e era como se eu tivesse acabado de ser submerso em gelo.

Eu estava prestes a fazer sexo.

Com um cara que eu acabara de conhecer, sobre quem eu não sabia absolutamente nada.

E ele não sabia nada sobre mim... incluindo o fato de que eu era virgem.

E eu queria seguir em frente com isso. Eu estava de saco cheio de ser virgem, e ele era inacreditavelmente gostoso, mas isso não era eu. Eu não poderia fazer isso. Não com ele. Eu simplesmente... não podia. Fiquei paralisado debaixo dele, mas sua boca continuava idolatrando a junção entre meu pescoço e meu ombro.

Eu deveria ter dito a ele que eu era virgem ou que não estava preparado. Não teria sido bonito e nem fácil, mas pelo menos ele teria entendido... provavelmente. Em vez disso, meus olhos se travaram no jarro de cookies de porcelana em forma de gato que eu havia herdado da minha bisavó, e meu cérebro criou uma desculpa ridícula com a primeira coisa que me veio à cabeça.

— Para! Gatos! Para... — Que diabos eu estava dizendo?

Coloquei as almofadas das palmas das minhas mãos junto aos ombros dele e o empurrei levemente para cima. Ele recuou, com os olhos escurecidos, os cabelos bagunçados e os lábios inchados dos nossos beijos. Foi então que eu quase mudei de ideia. Ele parecia quase irresistível. Quase.

— Desculpa, amor, mas você disse gatos?

— Sim, eu não posso fazer isso... agora. Porque... eu tenho um gato. Sim, eu tenho um gato que eu preciso ir buscar... Eu tenho que cuidar do meu gato! Então... eu não posso fazer isso. — Eu fiz um gesto indicando o espaço entre nós dois, na esperança, por Deus, de que eu não soasse tão louco para ele quanto eu soava para mim mesmo.

Improvável.

Eu nem mesmo tenho um gato!

Eu não sei quais sinapses foram erroneamente disparadas no meu cérebro, mas eu queria me dar uns chutes. Eu queria socar o meu rosto até que eu perdesse a consciência. Agorinha mesmo, provavelmente eu poderia mergulhar em uma piscina de ácido clorídrico sem nem mesmo precisar de um discurso motivacional.

O cérebro dele devia estar tão anuviado quanto o meu, porque ele fez uma pausa por alguns instantes, processando as informações, e depois olhou ao redor. — Eu não estou vendo um gato.

A minha garganta estava ficando seca, da forma como sempre acontecia quando eu mentia. Eu era um terrível mentiroso (conforme comprovado, bem, por mim).

— Isso é porque... a gata não está aqui. Sim. A gata que eu tenho não está aqui porque... eu tenho que ir buscá-la. Eu esqueci que eu deveria ir buscá-la.

Ele olhou de relance para o relógio, que agora marcava 00h20.

— Você deveria ir buscar a gata agora?

Eu o empurrei novamente, e dessa vez ele rolou para o lado com facilidade. Ele estava completamente nu, e eu estava apenas com a boxer ainda presa em um dos tornozelos.

— Sim... ela está no veterinário! É, hum, um veterinário 24 horas...

— Um veterinário 24 horas?

— Hum, é. Nós temos isso aqui nos Estados Unidos. — Aquele ácido clorídrico estava soando incrivelmente convidativo agorinha mesmo. — E eu deveria ter ido buscá-la há horas.

— Você não pode ir lá pela manhã?

Tentei deslizar a minha boxer de volta no meu outro pé, e caí para trás, plantando a bunda no meu chão duro de madeira.

— Meu Deus, Frank, amor! — Ele saiu da cama em um pulo e ajoelhou ao meu lado, o que só me deixou mais perturbado, considerando que ele ainda estava nu e que ainda estava, hum, pronto.

— Estou bem, juro. Estou bem. É só que... se eu não for buscá-la essa noite, haverá uma taxa que eu não tenho como pagar.

— Bem, eu vou me vestir e eu acompanho você.

— NÃO! Hum, não, não precisa. O seu chaveiro não deve estar chegando logo?

Terminei a frase com um sorriso que eu esperava que dissesse "isso não é lá grande coisa". Eu tenho certeza de que, na verdade, parecia que ele dizia "Eu sou uma pessoa louca, corra agora enquanto você pode!" Ele olhou de relance para o relógio, com o rosto lindo desfigurado pelo cenho franzido.

— Eu acho que sim... é.

— Ótimo. Eu só vou... eu só vou sair correndo. Você pode, hum, sair na hora em que estiver... — Meus olhos vagaram pelo corpo dele de novo, exatamente naquela área em que meu olhar parecia ser atraído, e eu me senti como se estivesse derretendo em uma poça de idiotice, mortificação e excitação. — Na hora em que você estiver, hum, pronto. Hum, acabado. Simplesmente na hora em que você quiser sair.

Então eu saí praticamente voando pela cortina que funcionava como um escudo que separava meu quarto do restante do apartamento e saí correndo pela porta, ignorando-o enquanto ele chamava meu nome.

Só foi quando eu estava no meio do caminho, cruzando o estacionamento que eu me dei conta do seguinte:

1. Eu não estava usando sapatos.

2. Nem uma camisa.

3. Eu não tinha trazido minhas chaves.

4. Nem nada, para falar a verdade.

5. Eu havia acabado de deixar um perfeito estranho no meu apartamento.

6. Nu.

Quem quer que tivesse dito que encontros sexuais de uma noite só deveriam ser algo simples, com uma ausência de obrigações, claramente nunca havia se deparado com o desastre que eu era.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...