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História Lost - Temporada 2 - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Bruno Mars


Fanfic / Fanfiction Lost - Temporada 2 - Capítulo 2 - Bruno Mars

~ Bruno Mars

Quando o meu nome não saía da boca da imprensa por causa de todos os boatos e verdade que começaram a rolar sobre a minha vida, a quase dois anos atrás, a Lola me aconselhou a procurar um psicólogo, e claro, eu fui totalmente contra. Mesmo no meio de uma tremenda pressão, passando pelo fim turbulento do meu noivado, pela notícia repentina de que eu seria pai e por eu ter tido um caso com a mulher de um dos caras mais importantes da Atlantic Records, eu fui contra e enfrentei tudo da forma mais reprimida possível. Guardei absolutamente tudo para mim.

Nessa última semana eu comecei a sentir necessidade de me abrir, talvez seja porquê eu corro o risco de me encontrar com algo do meu passado, na verdade, alguém, já que eu tenho dois shows em Vancouver, Canadá, e por mais que eu não pretenda encontrar aquela pessoa, só de ouvir o nome dessa cidade, só de pensar que eu estarei na mesma cidade que ela novamente, o meu coração acelera, sinto um tremendo frio na barriga, eu sofro antecipadamente com a remota possibilidade de encontra alguém que eu não irei encontrar de forma alguma.

Então, eu marquei uma consulta com uma psicóloga aqui de Los Angeles, mesmo não estando muito certo de que essa seja a melhor coisa a se fazer. E, Bom, aqui estou, sentado nessa sala simples e extremamente aconchegante, com balas, chicletes e lenços no meu lado esquerdo, e água no meu lado direito... tentando ficar o mais relaxado possível, para a minha primeira e única consulta.

- Então, Bruno... Estou aqui para te ouvir. Eu vou te fazer algumas perguntas, mas nesse primeiro momento eu quero que você confie em mim e se sinta livre para conversar comigo abertamente sobre o assunto que achar relevante . Fique a vontade. - Diz ela, muito calma sentada de frente para mim.

Eu não digo absolutamente nada, fico em silêncio por uns três minutos, e eu acho ótimo, pois ela não me pressiona em momento algum.

- Nós temos todo o tempo do mundo. - Ela diz, me aguardando de forma muito paciente.

- Posso me deitar? - Pergunto, já que não me sinto confortável o bastante apenas sentado. E o sofá dela é super espaçoso e convidativo.

- Fique à vontade, Bruno.

Eu me deito, descansando minhas mãos sobre o peito, e então passam mais quatro minutos, até que eu resolvo de fato começar:

- Eu tinha um caso com a esposa de um amigo. Durou bastante tempo, apesar de não ser algo saudável, já que nós brigávamos muito. Eu me julgava ser completamente apaixonado por ela, até que uma noite, após uma de nossas brigas, eu saí, bebi muito e peguei o carro. Sofri um acidente, bati em outro automóvel, mas comigo nada de mais aconteceu. No outro carro havia uma mulher, ela teve ferimentos leves pelo corpo e o grave foi que ela perdeu a memória. Eu não quero entrar em detalhes com relação a isso, o que eu quero mesmo dizer é que eu me envolvi com ela... Eu me apaixonei, nós ficamos noivos, tudo em um curto espaço de tempo. Mas apesar de tudo, eu posso assegurar que foi uma das melhores coisas que eu já senti por alguém. Foi ali que eu entendi que nunca havia amado alguém de verdade. - Conto tudo de uma vez, rapidamente, como se cada palavra estivesse propositalmente decorada.- Enfim, eu descobri que poderia ser pai do filho que a esposa do meu amigo estava esperando, e essa pessoa que eu me envolvi continuou do meu lado, sempre muito atenciosa, me apoiou em tudo. - Eu sorrio, lembrando.- É, ela era incrível. - Faço uma generosa pausa até começar a contar as decepções.- De um hora para outra, tudo acabou, meu mundo virou de ponta cabeça com tantas decepções ao mesmo tempo. Certo dia eu descobri que o meu melhor amigo estava pagando ela para que me fizesse ficar longe da Grace, a esposa do meu amigo com que eu era envolvido antes de conhecê-la. Entende? Eu me apaixonei perdidamente por alguém que só estava comigo porque a pagaram. Eu me sentí completamente enganado. Eu me sentí um nada. Acha que ninguém é capaz de gostar de mim, doutora, sem ser por dinheiro ou por quem eu sou para a mídia? - Eu inclino minimamente a cabeça para olhá-la nós olhos.

- Calma. O que você fez quando soube?

- Eu... Eu mandei ela embora, ela deixou o país, e também perdi o meu melhor amigo... Mas ao menos uma coisa boa aconteceu. Meses depois o meu filho nasceu. O Dylan me completa, mas... - Eu mudo ligeiramente o que iria dizer.- Enfim, eu quero dizer que essa semana eu tenho dois shows em Vancouver, na cidade que ela mora e... - Minhas mãos estão completamente frias quando sou interrompido.

- Pode me dizer o nome dela? Percebi que você evita, mas você é capaz? Consegue me descrever o quão isso ainda te machuca?

- Ela se chama Julia, Dra, Jane. - Involuntariamente, eu fecho os olhos com força .- Eu só quero ficar em paz doutora, eu gostaria de perdoá-la, mas não consigo ainda. E de verdade? Eu nem sei se algum dia irei conseguir. - Quando eu falo sobre perdoar não significa que eu quero ficar com ela.

- Você pretende se encontrar com ela quando estiver por lá?

- Não, de forma alguma. Só a irmã dela... Ela vai ao show. Nós somos amigos ainda.

- Eu não estou aqui para dizer o que você tem ou não que fazer, mas se você sente que precisa perdoá-la para seguir em paz, independente se vocês ficarão juntos algum dia, ou não, você primeiramente precisa estar aberto a ouví-la... E isso será no seu tempo. Quando se sentir confortável. Claramente você ama ela.

- Não, eu só... É, eu não consigo passar um dia se quer sem pensar nela. E eu odeio isso. - Confesso, e então eu a olho nos olhos novamente.

- Você sente saudade dela e odeia isso. - Afirma, ajeitando os óculos em seu rosto.

- Eu pergunto sobre ela praticamente todos os dias que eu falo a com irmã dela. Pergunto e Insisto para que ela não conte nada à Julia. E outra coisa é que eu me sinto muito mal por não ter mais o meu melhor amigo comigo. Foi muito difícil perder os dois ao mesmo tempo. Entende?

- Acha que a Julia te amava?

- Sim, eu sentia isso. Nós éramos surreais juntos. Ela fazia eu me sentir a melhor pessoa do mundo. E eu tentava fazer o mesmo por ela. Mas depois que eu descobrí tudo, eu não conseguia nem olhar mais nos olhos dela. Eu não via mais toda aquela verdade que nós tínhamos um com o outro.

.

A consulta ainda continuou por mais de uma hora, foi ótimo, estou me sentindo muito melhor agora. É maravilhoso poder conversar abertamente com alguém. Eu guardei tudo pra mim por muito tempo.

Além de ter falado muito sobre a Julia e o Phil, eu ainda falei sobre as minhas recorrentes recaídas com a Grace, que continua casada com o Christian. E sobre como é ser pai e como isso me faz bem, já que eu consigo dar ao Dylan o melhor de mim, apesar de não morarmos na mesma casa.

No estacionamento da clínica, a primeira coisa que eu faço ao entrar no meu carro é ligar para a Lola, via chamada de vídeo, para contá-la como foi e agradecê-la, por ter me recomendado a clínica da Dra. Jane.

Ligação on:

- Olá, Bruno. - Ela diz, sorridente.

- Foi maravilhoso... Eu adorei. Estou me sentindo tão leve. Sério, isso foi muito bom. A Dra. Jane foi incrível, super atenciosa e paciente comigo. - Conto, extremamente feliz.

- Eu avisei que não era ruím. A psicóloga não está ali para te julgar. Ela vai te ouvir! Ela vai entender o seu lado.

- Eu estava fazendo uma tempestade em copo d'água, sabe? Tudo está tão mais claro agora. Caramba, nós conversamos muito, Lola.

- Pretende ir sempre que puder agora? - Pergunta, aparentando estar muito feliz por mim.

- Não, vamos com calma. Mas agora eu já sei como é. Se eu achar que preciso ir, eu vou. E... - No meio dessa minha empolgação de contar como foi tudo, ouço alguém entrando na sala da Lola. Além disso, Lola muda a sua expressão radicalmente.

- Você está ocupada? - Ouço no fundo a voz da Julia.

O meu coração acelera no mesmo instante. E eu fico calado, apenas olhando o rosto preocupado da Lola, pois não quero que a Julia me note.

- Você precisa de alguma coisa?

- Quero falar com você. Eu fiz uma reserva naquele restaurante japonês que nós adoramos. - A voz dela parece ficar cada vez mais perto.

- Tá bom. Eu só vou terminar aqui e eu já passo na sua sala. É rápido.

- Tudo bem.

Ouço o barulho da porta se fechando.

- Desculpa.

- Relaxa... Só foi estranho ouvir a voz dela depois de tanto tempo. Na verdade, eu nem esperava ouvir de novo. - Sorrio, tímido, totalmente sem jeito, totalmente sem graça com a situação.- Ela não sabe que está semana eu estarei aí, não é?

- Não, e muito menos que eu vou no seu show. - Ela sorri, ainda aparentando estar preocupada.

- Melhor assim.


Notas Finais


Capítulo novo amanhã.
Se quiserem deixar algum comentário, ficarei agradecida.


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