História LosT - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Família, Hetero, Mistério, Romance, Universo Apokalypse, Victor, Yaoi, Yuri
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Palavras 1.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - A Terceira Lei de Newton


 

Descarregamos os veículos antes de sermos oficialmente liberados para descansar, Litay e Bruno chegaram cerca de meia hora depois do pessoal.

Deixei minhas coisas no dormitório, em cima da minha cama, e segui com pressa até a parte em que as crianças ficam.

Realmente, é como uma creche. As paredes são claras, em tons azuis, verdes, rosa e roxo, alguns brinquedos estão espalhados por uma espécie de pátio. Lari está conversando com a Doutora Angel quanto jogam damas.

— Quando eu crescer, quero ser igual o Vi. — Ouvi Lari dizer com orgulho. — Meu irmão é um herói, você sabia Tia Angel?

— Um herói?

— Quando o carro da mamãe e do papai bateram, ele me segurou. O médico disse para a Lice que se ele não tivesse feito isso, eu teria me machucado muito. E quando ele ficou dormindo, eu pensei que ele não ia acordar, mas ele tinha me prometido que não ia me deixar sozinha! Ele cumpriu a promessa dele!

— Larissa, como se sente agora?

— Eu? Eu tô bem, Tia Angel. Acho que já melhorei!

— Não assim. Em relação aos seus irmãos, Alice e Victor.

— Eu... estou com saudades da Lice e do Vi, mas eu sei que eles estão lutando com os homens maus agora!

— Não, agora não. — Disse me aproximando.

Lari levantou a cabeça e me olhou surpresa, logo sorriu abertamente enquanto corria em minha direção. Me abaixei e a abracei com força.

— Você voltou! — Disse alto, feliz.

— Eu prometi, não é?

— Lu, você tá bem? E a Lice? Ela também veio?

— Lice e eu estamos bem. Está melhor?

— Muito! Tia Angel cuidou de mim e o Tio Felipe veio brincar comigo ontem!

— Que bom! — Olhei para Angel e a agradeci. Ela sorriu e se levantou, voltando para a "enfermaria".

— Vi, seu braço engordou!

— Não é gordura. — Comecei a rir.

— Não? O que é então?

— Eu estou ficando mais forte.

— Igual o Hulk?

— Quase isso.

— Vi, cadê a Lice? Ela também voltou?

— Ela voltou sim, deve estar ajudando o pessoal a fazer o almoço.

— A Tia Angel disse que a gente vai poder almoçar lá hoje! E que a Tia Litay vai deixar a gente brincar na cidade hoje.

— Vamos ver a Lice?

— Vamos!

Segurei sua mão e caminhei de volta para o refeitório. Assim como eu havia suposto, Alice ajudava na preparação da comida. Diversas pessoas limpavam as mesas e os bancos, outras varriam o chão ou traziam caixas para a cozinha. Aquelas caixas provavelmente seriam separadas e guardadas em outro lugar.

— Eu posso ir abraçar ela?

— Pode. — Respondi sorrindo.

Lari correu alegre até Alice, que imediatamente  parou o que estava fazendo para dar-lhe um forte abraço. Me aproximei em passos calmos.

— Victor, se encontrar a Litay diz que estamos precisando dela aqui.

— O Sigma vai voltar hoje, não vai? — Gabriel perguntou surgindo atrás dela.

— Eu disse que ele era real, Vi! O Sigma vai voltar hoje!

— Não é esse Sigma, Lari.

— Não é o Sigma do Megaman?

— Não Lari, é uma equipe de heróis. — Gabriel disse.

— Entendi...

 

◈ ◈ ◈ ◈ ◈

Eu não imaginava que tantas pessoas aqui faziam parte da família daquelas crianças. Todo o clima se mostrava agradável, até mesmo o céu pareceu se iluminar um pouco mais hoje.

— Victor, você viu uma garotinha por aqui? — João perguntou enquanto corria em minha direção.

— Eu vi várias.

— Ela... tenho o cabelo castanho, curto! Ela deve ser mais nova que a sua irmãzinha!

— Deve ter umas cinco garotinhas assim aqui!

— Eu preciso achar ela!

— Ela estava em São Paulo?

— Estava! Como sabe?

— Não sei. — Dei de ombros. — As crianças que vieram de São Paulo estão na cidade, não aqui.

— Eu preciso da sua ajuda, agora!

— Vamos logo então!

Segui com João até a cidade. Ele não me disse o motivo de encontrá-la ser tão importante, mas essa era sua única preocupação. Diversos grupos estavam reunidos nas calçadas, conversando enquanto comiam. Ao menos parece que esta cidade foi dada como "abandonada" há algum tempo.... Deve ser pelo tempo que estou aqui, mas já não a vejo da mesma forma que a primeira vez quem que a vi.

Procuramos por cerca de dois bairros,  assim que chegamos próximos daquela praça em que Litay fez um "teste prático de ação e reação" ele correu até o prédio de onde vinham os tiros naquele dia, uma criança estava sentada lá, sozinha.

— Karen? — Chamou se aproximando. A garotinha levantou a cabeça imediatamente. — Se lembra de mim? — Ela concordou com a cabeça. — Eu prometi que iria te levar até a sua irmã, não prometi? — Concordou novamente. — Ela está aqui.

— Ela é a irmã da Miranda?

A garotinha, Karen, começou a chorar. João foi até ela e a abraçou, dizendo baixo que sua irmã ficaria muito feliz de vê-la bem.

— Vamos, eu prometo que vai ficar tudo bem. — Disse secando suas lagrimas. — Aquele ali é o Victor, a irmãzinha dele também está por aqui. Ele é amigo da Miranda.

— Não exagera.

— Você é o único que conversa bem com ela. — Caminhou de mãos dadas com Karen.

— Qual a sua idade? — Perguntei enquanto voltávamos à Zona Marrom.

Ela soltou a mão do João e contou nos dedos sua idade, tinha seis anos, em seguida voltou a segurá-la.

— Você está com fome, Ka? — Balançou a cabeça positivamente. — Já devem estar almoçando lá. A comida pode parecer bem estranha, mas é muito boa!

João estava feliz, mas ainda assim eu tinha certeza de que temia a reação de Miranda. Helewidis pareceu ser a primeira a entender o que estava acontecendo quando entramos no refeitório. Ela sorriu e voltou sua atenção para seu almoço. Litay, Jhom, Bruno, Gabriel, Lukas e Victor estavam em uma mesa mais à frente, Miranda estava com Alethea.

— Miranda!

João chamou um pouco alto, ela imediatamente olhou na direção dele, irritada. Karen estava atrás dele, Miranda provavelmente não podia vê-la nessa distância.

— Por favor, vem aqui. — Pediu sorridente.

Ela simplesmente o ignorou e voltou a comer.

— Miranda! — Aproximou-se frustrado. — Por favor! Ao menos se levante!

— O que você quer? — Fez como ele havia pedido.

— Fica assim, só por um minuto!

— Puta que pariu. — Colocou uma das mãos sobre a testa.

— Pode ir, Ka. Ninguém vai atrapalhar agora.

Ele soltou sua mão e deixou que Karen corresse até Miranda, que fez o mesmo em direção a irmã ao vê-la.

É uma ação simples e muito repetitiva, mas "abraçar" recebe sentidos diferentes para cada pessoa, outras realmente não se importam com isso. Miranda estava vendo sua irmãzinha pela primeira vez após uns dois anos e, como toda ação tem uma reação, logo vi ambas chorando. Karen por felicidade, eu deduzo, e Miranda por alívio. Alívio de poder ter a certeza concreta de todas as respostas positivas acerca de sua irmã, por poder colocar um ponto final em todas as dúvidas.



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