História LosT - Capítulo 15


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Família, Hetero, Mistério, Romance, Universo Apokalypse, Victor, Yaoi, Yuri
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Aparências enganam - Parte 2


∞ Pov. Victor ∞

Acordei durante a madrugada, Gabriel não está aqui. Me levantei e segui até a sala, tinha certeza de que o encontraria lá.

— Ainda não voltaram? — Perguntei baixo ao vê-lo apoiado na janela.

— Estou preocupado.

— Daqui a pouco eles chegam, vai dar tudo certo.

— Por que você é tão otimista? — Riu baixo, sem ânimo.

— Eu não estaria aqui se pensasse diferente.

— Ana e Mikha foram ajudar, não mandaram notícias desde então.

— Gabriel...

Ouvimos carros se aproximando, não demorou para que o farol estivesse em nossa direção. Gabriel se levantou a saiu da casa com pressa, o segui.

— Pai! — Disse alto ao ver Victor.

Eles estavam na mesma camionete que usamos para ir até o aeroporto, outros carros os acompanhava.

— Gabriel, pega um cantil e algumas ataduras. — Jhom pediu sério. Gabriel logo correu para dento da casa. — Victor, continua pressionando!

— Hanner, chama meu pai. — A voz de Litay soou um pouco alta.

Voltei com pressa até o interior da casa, indo diretamente até o segundo andar. Procurei pelo quarto em que Bruno estava e em seguida o acordei, disse que Litay o chamava.

— Aonde estão? — Levantou e deu passos largos até a porta.

— Em frente à casa.

O segui até lá. Gabriel estava próximo a porta, mas no lado exterior, tremia. Litay e Jhom ainda estavam na traseira da camionete enquanto Ricardo tentava conversar com Victor. Thiago caminhava até os outros veículos com calma.

— Meus pais estão feridos. — Praticamente sussurrou. — Victor foi baleado... eles ainda não me disseram se o Lukas vai ficar bem...

— O que aconteceu com ele?

— Ele... estava preso em alguns destroços, o estacionamento já caia aos pedaços...

— Lukas vai ficar bem. — Disse observando Litay, Bruno e Jhom trabalhando juntos.

— Mikha, pode colocar eles ali.

Ouvi Thiago pedir sério. Logo as portas dos outros carros foram abertas, diversas pessoas saiam. Mikha e alguns homens os posicionaram um ao lado do outro, de frente para a casa. Todos de cabeça baixa, roupas sujas e as mãos pesas em frente ao corpo por abraçadeiras de nylon. Thiago os olhava sério. São cerca de dez pessoas.

— Quem deu o primeiro disparo? — Perguntou cruzando os braços.

— Litay, o que aconteceu? — Gabriel estava inquieto.

— Vai dormir, por favor. — Respondeu sem desviar sua atenção.

— Quem ordenou essa porra?! — Thiago disse alto, furioso. Aquelas pessoas continuavam em silêncio.

— Gabriel, vamos.

— Eu preciso saber o que realmente aconteceu!

— Quem me disser sai vivo. Eu não me importo de encher vocês de buraco aqui mesmo. — Ameaçou verificando a munição de sua rama.

— Amanhã conversamos sobre isso! — Jhom.

— Nós vamos morrer de qualquer forma. — Um garoto que estava entre eles disse levantando a cabeça.

— Gabriel, por favor. — Victor caminhava até nós segurando um pano todo manchado de vermelho contra o abdômen. — Não quero que fiquem aqui.

— Pai, me diz.

— Nós não sabemos o nome dele!

— Balela!

— Victor, você não pode ficar se mexendo! — Litay.

Um tiro fez com que todos se calassem. Mikhail quem havia disparado, sua arma ainda estava apontada para o lado esquerdo.

— Por que não pediram resgate antes? — Perguntou guardando-a. Seu português é quase perfeito, mas o sotaque russo é bem visível.

Ricardo foi correndo até a direção do disparo, logo voltou trazendo uma mulher. Ela possui o cabelo castanho totalmente liso, seu rosto e delicado.... Ela é muito bonita.

— Me larga! — Reclamou alto. — Isso dói, filho d’uma puta!

— Eu conheço essa voz. — Litay olhou na direção dela. — Pai, pode deixar assim. Não precisa bloquear mais.

— Gabriel, Victor. — Bruno chamou um pouco baixo. — Coloquem o Moraes deitado no chão da sala, não parem de estancar o ferimento. Eu já estou indo.

 

∞ ∞ ∞ ∞ ∞

Jhom e Bruno haviam dado alguns pontos no ferimento do Victor, ele precisava ficar estático por algumas horas. Gabriel não saiu do lado de seu pai por um minuto sequer. Eu continuei ali com eles, Litay havia ido para junto de Thiago e Ricardo.

— Depois que tiramos o Lu dos destroços, o estacionamento foi “invadido”. — Victor começou baixo. — Apesar de estarmos em desvantagens, conseguimos seguir bem. Saímos e o conflito real teve início do lado de fora. Foi apenas uma troca de tiros.

— Onde você e o Lu saíram feridos.

— Lukas já estava daquele jeito quando o encontramos, eles não têm culpa disso.

— Mas têm do que fizeram pra você. — Litay disse abrindo a porta.

— Resolveram? — Jhom questionou se apoiando na parede.

— Um cara chamado Dimitry caguetou. Thiago tá falando com ele enquanto o Ricardo e o Mikha estão interrogando aquela mulher.

— Quem é ela? — Perguntei.

— Jéssica, vinte e cinco anos. Ela é uma louca! — Sentou-se no chão, ao lado de ser pai.

— Dizem que ela é a filha da Adria.

— Adria?

Todos os sonhos que tive nos últimos dias voltaram à tona na minha mente, era o mesmo nome da garotinha. Eu nunca conheci alguém com o mesmo nome e tenho certeza de que não é comum, mas não é provável que eu esteja sonhando com alguém real.

— É impossível. Adria desapareceu quando tinha oito anos, depois do assassinato dos seus pais. — Bruno disse.

— Não vamos focar nisso, por favor.

— Moraes, como se sente?

— Horrível.

— Podia ser pior. — Litay.

— Gabriel e Hanner, vão dormir. — Bruno pediu calmo.

— Eu não...

— El. — Victor o interrompeu. — Nós precisamos terminar de resolver tudo isso, descanse. Amanhã o dia vai ser longo e dormir durante o caminho não é suficiente.

— A gente vai ficar aqui com ele, beleza? O Lu também tá seguro agora.

— Valeu. — Disse cabisbaixo enquanto se levantava. — Boa noite galera.

— Boa noite pessoal. — Pronunciei o seguindo para o segundo andar.

 

∞ ∞ ∞ ∞ ∞

São dez da manhã agora, estamos arrumando tudo parar voltarmos à Zona Marrom. Lukas irá em um carro separado, juntamente de Victor e Gabriel. Miranda, João e Ana irão com Jhom e Ricardo. Eu irei com Helewidis, Alethea, Amanda e Thiago. Litay e Bruno voltarão algumas horas depois, nos encontraremos no mesmo local do acampamento militar.

O céu está nublado, provavelmente irá chover daqui algumas horas.

— Todos estão prontos? — Ana perguntou colocando sua mochila dentro do carro.

— Mais que pontos! — João disse animado.

— Já almoçaram?

— Já. — Miranda respondeu com os braços cruzados.

— Pegaram tudo?

— Com certeza. — Falei um pouco empolgado, queria voltar o mais rápido possível para ver a Lari.

— Cada um com seu grupo, eu vou chamar a Helewidis.

 

∞ ∞ ∞ ∞ ∞

Acordei há poucas horas, já estamos na entrada de Guardiões do Norte.

Os primeiros prédios e casas pareciam bem mais "habitados" que a última vez. Diversas pessoas estavam passeando, algumas crianças brincavam.

— É por isso que vocês lutam? — Perguntei olhando pela janela.

— Existe algo melhor que ver o sorriso das crianças em uma situação como essa? — Thiago respondeu.

— Nós lutamos pelo bem estar de cada um que vive aqui. — Amanda.



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