História Lost - Capítulo 4


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Categorias Avenged Sevenfold
Personagens Johnny Christ, M. Shadows, Personagens Originais, Synyster Gates, The Rev, Zacky Vengeance
Tags Assassinatos, Brian, Matt, Morte, Sobrevivencia
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Palavras 2.239
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Coisas estranhas começam a acontecer .
Boa leitura *-*

Capítulo 4 - Os seus motivos são os meus


Fanfic / Fanfiction Lost - Capítulo 4 - Os seus motivos são os meus

POV’s Grace

 

 

     Ainda estava tentando entender porque confiava tanto naquele idiota. Espero que ele não seja um maníaco assassino, senão, terei que matá-lo. Estávamos caminhando há minutos, já estava ficando escuro e parece que nunca sairíamos daquela floresta.

_ Você realmente sabe pra onde está indo? – Perguntei enquanto parava pra respirar um pouco.

_ Não! - Ele falou enquanto olhava pro meio da floresta.

_ E como sabe que estamos indo pelo caminho certo? – Falei tentando provocá-lo. Ele olhou com um sorriso irônico.

_ Não sei, apenas estou seguindo meus instintos...  

_ E seus instintos lhe dizem que há uma armadilha em sua frente carinha dos fones?

_ Meu nome é Matthew! – Ele falou revoltado.

_ Não importa, não quero saber. – Andei e me aproximei dele. Peguei uma pedra razoavelmente grande e joguei num monte de folhas. Rapidamente ouvimos um barulho. Assim que olhei, achei estranho aquilo. 

_ Uma armadilha para ursos? Que burrice, não existem ursos por aqui. – O Tal do Matthew falou.

_ Exatamente. Quem colocou isso aqui não quer pegar ursos, tenha certeza disso. – Me levantei e limpei minhas mãos.

_ E você presume que seja pra pegar o que? – Ele perguntou curioso.

_ Antigamente, os canibais colocavam armadilhas como essas para que quando a pessoa estivesse correndo em pânico, passasse por cima sem notar que aquela armadilha estava lá. A armadilha prendia em sua perna e a dor era tão terrível quanto se pudesse imaginar. Você ficaria sem conseguir andar e eles te atacarem mais fácil. – Ele me olhou sem expressão. – Tenha mais cuidado por onde anda, ou pode se machucar gatinho...

     Ele me olhou com uma cara de tédio e passou na frente, continuando o percurso por uma trilha que segundo ele nos levaria até uma cidade. O cansaço já estava nos consumindo, foi então que eu segurei ele pelo braço e ele virou rapidamente pra mim.

_ Já chega. Estamos caminhando há quase uma hora e não saímos dessa floresta. Precisamos arrumar algum lugar pra dormir, já está escurecendo. Não podemos ficar aqui. – Ele rapidamente me segurou pelos braços com força.

_ Olha só, eu já tô por aqui com esse lance de garota mimadinha! Eu sei que no fundo você não tem essa brutalidade toda e tá morrendo de medo de estar sozinha nessa floresta comigo, então acho melhor que você cale a boca e me siga, não podemos parar por aqui, a gente precisa de ajuda. – Ele me soltou e eu olhei meu braço notando uma marca roxa de suas mãos. Ele me olhou ainda sério e percebi a culpa em seus olhos. – Desculpa por ter te assustado, é que você me tirou do sério agora...

_ Você não me assustou, só me fez abrir os olhos para que não confie em você. – Falei firme e me ajeitei. – Não tínhamos que seguir pra procurar ajuda?

_ Depois conversaremos sobre isso. – Ele falou e seguimos pelo caminho que ele dizia ser o certo. – Tenha cuidado por aqui, as folhas estão tornando o caminho mais escorregadio. – Assim que ele terminou de falar, eu tropecei e caí no chão, soltando um grito de dor. – O que eu falei com você sobre tomar cuidado? – Ele falou correndo minha direção.

_ Eu não caí, eu tropecei em alguma coisa... Ai ai ai... – Falei firme.

_  Que seja, tropeçou no que?

_ Naquilo ali atrás... – Aquela dor no meu tornozelo só piorava tudo. Ele se levantou e foi até o lugar onde apontei.

 

POV’s MATTHEW

 

     Era só o que me faltava, além de ter que andar com aquela garotinha mimada que só tentava se fazer de durona, ela ainda faz o favor de se machucar no meio daquela floresta. A sorte com certeza não está ao meu favor. Andei até onde ela havia dito que tinha tropeçado e notei uma ponta branca saindo do chão. Tirei um pouco das folhas secas que estavam em volta e caralho. Olhei de volta pra garota que ainda estava sentada no chão gemendo de dor. Espero que ela não tenha notado que acabou de tropeçar num fêmur. Humano! Ouvi um barulho de galhos quebrando. Olhei novamente pra garota e ela estava parada no mesmo lugar. Alguém se aproxima, melhor ficar de olho. Quando ouvi novamente o barulho, larguei aquilo no mesmo lugar e joguei algumas folhas em cima.

_ Temos que ir embora daqui, agora! – Falei enquanto me aproximava dela.

_ Mas eu não vou conseguir andar, meu tornozelo ta inchando.

 _ Não tem problema, eu carrego você. Só precisamos sair daqui. – Falei enquanto jogava a mochila dela no meu outro ombro. – Vem cá. – A levantei no meu colo e sai andando pela floresta.

_ Qual o problema? No que eu tropecei? – ela perguntava confusa.

_ Tropeçou num galho garota, agora cala a boca e me deixa tentar achar o caminho para fora dessa floresta antes que escureça.

    Falei e sai andando pela floresta sem rumo algum, apenas tentando sair daquele lugar que já estava ficando completamente estranho. Parei novamente para tentar ouvir os barulhos da floresta.

_ Porque parou? – A garota perguntou me olhando.

_ Shhh. – Olhei pra trás e vi um vulto passando. – Sem querer colocar medo em você, mas acho que estão nos seguindo.

_ E o que faremos? – Ela falou sussurrando.

_ Vamos continuar seguindo até achar um lugar seguro.

     Comecei a andar novamente até que não vi mais árvores a nossa volta, e sim casas antigas e abandonadas. Tentei procurar pra ver se achava alguém e não enxergava uma pessoa viva naquele local. O barulho da antiga cadeira de balanço que ficava na porta aguardando seu antigo dono só fazia tornar aquilo mais macabro. Andei com aquela garota em meu colo até acharmos um local razoável para passar a noite.

_ Aqui está bom, não vamos ficar muito tempo aqui fora, já está escurecendo.

    Ela apenas acenou em afirmativo e eu entrei numa casa que pelo menos do lado de fora, estava com a aparência mais conservada. Tentei ligar a luz, mas deveria presumir que não funcionava.

_ Me coloca no chão que eu me viro.

_ Tem certeza? – Apenas recebi um olhar ameaçador dela e eu a coloquei lentamente no chão. Ela soltou um pequeno gemido de dor e se apoiou em meu braço. – Você tá bem?

_ Eu tô, procura alguma vela ou algo do gênero pela casa.

     Ajudei ela a se sentar numa cadeira que tinha naquela sala. Assim que ela se sentou, eu sai andando pela casa procurando algo que pudesse iluminar a casa durante a noite. Consegui achar um velho lampião e com um isqueiro, consegui acender. Voltei até a sala e vi a garota com os olhos fixos lá fora.

_ O que foi? – Perguntei olhando para o mesmo lugar onde ela estava com os olhos fixos.

_ Acho que tem alguém nos vigiando... – Ela falou sem tirar os olhos de lá. Me aproximei da porta e a sombra que estava parada olhando pra casa, entrou na floresta.

_ Seja lá quem for, já foi embora. – Falei e ela soltou um suspiro fundo se acalmando. Ela se virou pra frente olhando pro próprio pé. – Posso dar uma olhada?

_ Além de mecânico virou médico agora? – Olhei ironicamente para ela e ela riu pelo nariz. – Pode olhar sim...

      Me aproximei dela sentando no chão. Ela me olhou um pouco desconfiada e eu sorri pra ela tentando acabar com seu nervosismo. Olhei pra sua perna e levantei a barra da calça de leve onde o pé estava machucado. Tava começando a ficar inchado.

_ Eu falei pra você tomar cuidado... – Disse rindo e ela bufou.

_ Eu tropecei, não escorreguei igual você falou gênio! – Ela cruzou os braços e se encostou no sofá. Segurei seu pé e ela deu um gemido de dor. – O que vai fazer?

_ Não posso deixar que seu pé fique inchado, precisamos procurar ajuda amanhã... – Eu comecei a fazer movimentos circulares e ri das suas caretas de dor. – Espera, não era você que era a machona por aqui?

_ Agora não vale... – Ela falou e começamos a rir no local.

_ Qual teu nome? – Perguntei curioso, não ia ficar chamando ela de garota ou por codinome.

_ Helena Grace, mas me chame de Grace... E o seu Matthew? – Ela deu uma risada e eu lance um olhar de tédio pra ela.

_ Me chame de Matt... – Assim que falei ela deu um sorriso de lado que eu não pude deixar de retribuir.

_ Quem vai ficar na vigia?

_ Acha mesmo que precisamos? – Ela apontou pra fora e eu logo entendi. – Você tá com medo do cara vir até aqui? Não se preocupe, a gente dorme abraçadinho e eu te protejo. – Pisquei pra ela com um sorriso pervertido e ela deu uma gargalhada.

_ Vai se foder cara... Eu fico na vigia. – Grace se levantou e sentou perto da porta. Eu fiquei sentado no chão, encostado numa parede, olhando pra ela. Apoiei um braço no joelho e resolvi puxar o papo.

_ Então, porque resolveu vir a essa viagem?

_ Não to afim de falar sobre esse assunto não. – Ela respondeu seca.

_ Ah é? Porque não? – Perguntei tentando fazê-la conversar.

_ Porque não Matt!

_ Então tudo bem. – Algumas horas mais tarde, eu acabei cochilando. Quando acordei ela estava dormindo apoiada na janela. – Imaginei... – Soltei uma risada baixinha e me levantei para pegá-la no colo. Assim que me sentei no chão com ela em cima de mim, ela acordou.

_ O que? O que eu to fazendo no seu colo? – Perguntou confusa.

_ Você que praticamente implorou pra estar perto de mim... – Falei rindo e ela me olhou com uma cara estranha. – Na verdade você dormiu, e eu resolvi te trazer pra cá, tava fazendo um pouco de frio perto da janela.

_ Mas e a vigia?

_ Relaxa, você tá do meu lado. Eu te protejo...

     Falei e apoiei ela em meu peito, fazendo com que o calor dos nossos corpos nos esquentam, já que não havia cobertas ou casacos pelo local. Ficamos por um tempo incontável sem falar nada, e eu achei que ela já estivesse dormindo, quando ela falou algo.

_ Meu irmão...

_ O que? – Perguntei confuso olhando pra ela.

_ Meu irmão, meu pai... Foram esses os motivos para que eu viesse pra cá. Tava tentando fugir da minha vida. Não suportava mais eles afundando a vida deles e eu ficando apenas vendo eles morrerem em minha frente sem poder fazer nada... – Dei um suspiro fundo. Era um bom motivo. – Você ainda tá aí?

_ To... Só digerindo... – Ela deu um suspiro e me abraçou pela cintura. Acho que ela estava precisando disso também.

_ Eu também tava fugindo da minha vida... – Ela olhou pra mim e isso fez com que eu prosseguisse. – Não aguentava mais todos tentando me ditar regras, sou um cara que não posso viver em rédeas, tenho que ser minha própria liberdade, e essa viagem era o que eu precisava. Me distanciar de tudo e de todos que eu conhecia, para que pudesse esfriar a cabeça para o mundo...

_ Acho que viemos da mesma história... – Ela riu pelo nariz e se apoiou novamente em meu peito. Eu desci minha mão do seu ombro, até seus braços, de forma acolhedora. – Matt...

_ Oi...

_ Do que exatamente fugia? – Lua perguntou tentando se manter no assunto.

_ Minha família... Meus amigos... Minha namorada...

_ Tem namorada? E ela deixou você vir nessa viagem sozinho? – Ela perguntou olhando pra frente.

_ Ela foi um dos motivos principais para que eu viesse nessa viagem... Não tava mais suportando aquela garota mimada e possessiva ciumenta. Resolvi ficar longe dela por uns tempos, sabe? Pensar se termino com ela ou não...

_ Ah sim... – Ela falou olhando pro chão.

_ E você?

_ Eu o que? – Lua me perguntou confusa enquanto voltava seu olhar pra mim.

_ Tem namorado? E porque tá fugindo da tua vida?

_ Não, eu não tenho namorado. Porque tenho que ter tempo de cuidar de um pai alcoólatra e um irmão viciado... – Ela falou seca.

_ Assim como eu, você também precisava esquecer...

_ Ainda preciso...

      Assim que ela terminou de falar, eu dei um beijo em sua testa e apoiei minha mão novamente eu seu ombro, colando ela mais em meu corpo. Fechei os olhos me entregando ao sono que já era eminente.Ouvi um barulho pela casa, e por instinto, apertei Grace ao meu lado só pra confirmar que ela estava ali. Quando percebi que ela ainda estava lá, eu abri meus olhos lentamente pra descobrir de onde vinha aquele barulho, e vi um homem caminhando no cômodo ao lado. Apertei o braço da Lua de leve pra tentar acordá-la, mas sem sucesso.

_ Grace… Grace... – sussurrei e vi ela abrir os olhos lentamente.

_ Huum... – Ela falou meio sonolenta.

_  Não faz escândalo, tem gente na casa.

_  Nós dois é claro.

_  Olha pra trás disfarçadamente... – Ela virou o rosto lentamente e quando viu o vulto passando pela cozinha, deu um grito.

_ PUTA QUE PARIU... – Eu rapidamente pus a mão em sua boca, num instinto de fazê-la parar de falar, mas já era tarde. O homem andou até o cômodo onde nós estávamos e se sentou numa cadeira a nossa frente. O clima estava tão tenso que eu e a Lua ainda estávamos abraçados da mesma forma, não conseguimos nos movimentar.

_ Muito bem forasteiros... O que fazem na minha área?

 

Continua....


Notas Finais


Ai ai ai e agora D:


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