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História Lost and Found - Capítulo 11


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Notas do Autor


Medeus gente, a raiva q eu passei com esse capítulo pra postar no wattpad não tá escrito. Pqp q site horrível

Capítulo 11 - X (Reposted)


Fanfic / Fanfiction Lost and Found - Capítulo 11 - X (Reposted)



APARÊNCIAS


💮


- Quem é você de verdade?


- Me larga! - Ela tentava se desvencilhar, mas quanto mais tentava mais ele apertava seu ombro.


O calafrio na espinha foi suficiente para trazê-la de volta ao seu estado natural - Defensivo e cuidadoso. Diana mal acreditava no que tinha feito. Ela quase saiu correndo, empurrando o Capitão para o lado, Levi bem que tentou segurá-la, novamente, mas ganhou uma bela de uma mordida na mão.


Levi olhava para a marca de mordida, incrédulo. Como uma cadete tem a coragem de morder um superior, ainda mais, quando esse superior é o próprio Levi, mas assim que ergue os olhos para os dela, ele percebe que não foi apenas coragem, Diana estava com medo, havia um terror imensurável dentro daqueles olhos escuros, como o céu a noite, que transbordava para o resto do corpo.


Quando ela saiu mancando, Levi procurou não ir atrás. Diana estava como um animal selvagem, conversar com ela agora seria pedir por uma luta, e chamar atenção era algo que ele não precisava no momento.


"Quem é você de verdade?"


Quem era Diana afinal? A garota do subterrâneo, cuja a mãe acreditava em uma superstição maluca. Ou a simples Diana, criada por Pixys, a história mentirosa dos dois, em que Diana era uma órfã da Muralha Maria, que foi "milagrosamente" salva pelos militares, e colocada sob custódia do Reino, junto com tantas outras crianças.


Viver a mentira dessa nova versão de sua própria vida, trouxe-lhe alguns transtornos. Diana não viveu a queda da muralha, mas esteve cercada por crianças com esse peso, na época, ela ainda sentia as sensações alheias, e doía em carne viva olhar nos olhos de cada uma daquelas crianças e mentir. Mentir sobre seus pais, sobre sua origem e até sobre seu sobrenome, o qual ela odiava toda vez que ouvida.


Então, talvez, de tanto vivenciar a dor do outro, sua dor própria passou a não fazer diferença, Diana criou apatia consigo mesma. A crença que sua mãe tinha nela, já não era mais o suficiente para cegá-la de todo o sofrimento a sua volta, o mundo do lado de fora se tornou tão escuro quanto o subterrâneo. Foram tantas lembranças distorcidas dentro do orfanato, que algumas violavam a mente da menina, ainda mais para uma criança, como se tivesse quebrado algo dentro de si, ela já não sabia quais eram as memórias dela, e quais eram as memórias dos outros. Sobre sentir, Diana nunca soube o que era sentir por si só, tantas eram as sensações compartilhadas, que ela simplesmente não vivia por si.


Tudo isso, por tanto tempo, que um dia pifou.


Diana não sentia mais os outros, ela não tinha mais a dor de ninguém, e o mais preocupante era que ela não sabia como reagir aos próprios conflitos, e fez o que faz de melhor, mentir. Mentiu para si mesma sobre estar bem, e engoliu todo sentimento de culpa ou tristeza, mas, por mais que empurrasse para debaixo do tapete, em algum momento, a sujeira começa a ficar exposta.


"Mentirosa" A primeira palavra que vinha à mente, quando se olhava no espelho. Diana se matirizava tanto, que não suportava olhar dentro dos próprios olhos, sem ouvir o sofrimento das outras pessoas.


◇─────◇─────◇


Diana estava em seu quarto, segurando o travesseiro no peito, como uma criança chorosa. Sentia como se tivesse acabado de colocar tudo a perder. Se descobrissem o que ela esconde, não queira nem imaginar o que poderiam fazer, seria seu fim, seria o fim de seu pai e de tudo que um dia sua mãe acreditou. Diana engoliu o bolo em sua garganta, ela nunca se permitiu derramar lágrimas, desde que se despediu de Arcus, Diana nunca mais chorou, tudo era sempre empurrado para baixo e em alguns casos, parecia que ela ia explodir por fazer isso.


Ela pressiona os dedos um pouco mais forte no travesseiro, tentando aliviar a tensão, quando a porta foi aberta com uma delicadeza que ela reconhecia, mas não deixou de recuar, já que não poderia ter certeza de suas conclusões.


- Ei, - Jean coloca a cabeça na fresta da porta. - 'Cê 'tá legal?


Fisicamente, Diana estava um farrapo, psicologicamente, completamente frustrada, mas mesmo assim ela forçou um sorriso para seu colega.


- Dina, você sabe que não precisa mentir 'pra mim.


Ele entra no quarto, carregava consigo toda a ternura e paciência que possuía. Usava um casaco fino de cor bege e uma calça de pano um pouco maior que seu número, Jean tinha cheiro de sabonete e tempero, como se tivesse acabado de estar em um restaurante. Estava arrumadinho, com os cabelos penteados para trás, e alguns fios rebeldes na frente, que insistiam em cair na testa do garoto.


Sem jeito, Jean descansa uma mão no bolso da calça e com a outra mão livre, se inclina nos cabelos de Diana, apalpando os mesmos. Jean corre os dedos até as pontas, quando Diana percebe uma movimentação estranha.


- 'Tá cheirando meu cabelo? - Ela afasta a cabeça com uma expressão confusa e engraçada no rosto.


Jean coça a nuca desconcertado, um pequeno rubor cresce em seu pescoço.


- É... é que seu cabelo tem um aroma tão bom. E você tem esse mesmo cheirinho bom de pêssego, há, tipo, três anos.


Diana comprime os lábios, escondendo a risada, passando as mãos pelas mechas de cabelo que caíam em seu rosto, colocando-as para trás.


- Se eu soubesse que 'pra fazer você rir precisava passar vergonha, teria feito mais cedo. - Ele se senta a beira da cama, reclinando a bochecha no joelho de Diana.


O Jean era realmente o melhor, assim como Connie, parecia que eles a conheciam melhor do que ninguém, como unha e carne, o trio inseparável e os mais baderneiros. Observando bem a trajetória dos três, Jean sempre foi mais carinhoso, enquanto Connie seguia como Diana, bagunceiro e abobado, tanto se pareciam, que ela foi amiga de Connie primeiro, antes de se tornar amiga de Jean.


- E aí, vai me falar o que 'tá pegando? Ou eu vou ter que "tirar a informação" de você? - Ele traçava círculos na manchinha marrom que Diana possuía perto do joelho, enquanto encarava com olhar de cachorro abandonado.


- Não foi nada. Só cansaço.


Diana coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha, procurando qualquer outra coisa para olhar, que não fosse a cara desconfiada de Jean.


- Esse cansaço tem nome. - Embora, meio que, parecesse uma dúvida, Jean estava afirmando, o que fez Diana pensar que talvez o garoto tivesse descoberto algo. - Ymir, estou certo?


Diana deixa escapar um pequeno suspiro de alívio, enquanto a tensão se esvai de seu corpo. Jean sempre fez aquilo, tirar conclusões precipitadas e, sem querer, livrar Diana de uma conversa que poderia ser pior.


- Eu sabia! - Ele entorna o rosto da garota com as mãos. - Ela nunca mereceu encostar um dedo em você, Dina. Sabe disso melhor do que qualquer um.


Diana sente as bochechas queimarem como labaredas, ela sempre ficava sem jeito de falar sobre Ymir com outras pessoas, já que elas não possuíam nenhuma relação.


- C-como sabe disso? - Ela tentava entrar na paranóia que seu amigo acabara de criar, apenas para manter o assunto "Levi" trancado às sete chaves.


- Eu bem vi aquela peçonhenta te perturbando no teste. Ymir é traiçoeira demais, como você consegue?


- Eu... eu não sei, só acontece.


Com um longo suspiro, Jean toma ar nos pulmões, ele parecia meio estressado no momento. Mexendo o tempo todo com as mãos, trincando os dentes, até algumas gotículas de suor brotavam em sua testa.


- 'Tá tudo bem, Jean?


- 'Tá, 'tá sim. Eu só fico cansado de te ver com essa cara, todas as vezes que em ela aparece. Ymir não merece seu estresse.


Algo dentro do peito de Diana se contrai. Não era sobre Ymir que eles deveriam estar comentando, não foi Ymir quem deixou Diana brava, ou deslocada, e ela sabia bem disso. Mentir era uma das coisas que Diana mais odiava, porém vinha se tornando mais necessário a cada dia.


- Eu sei disso. - Diana olha para a janela mordendo o lábio inferior, e, ainda sem encará-lo, ela continua: - Não quero que você tenha que se preocupar com essas coisas.


Como resposta, ela sente o toque levemente áspero das mãos de Jean, puxando os braços dela delicadamente, envolvendo-a em um abraço caloroso.


- Não posso não me preocupar com você, é a minha melhor amiga. Seria como me pedir 'pro Connie parar de ser otário, simplesmente não dá.


Diana solta uma risada nasalada no ombro dele, sussurrando: - Quanto drama, até parece que você precisa de mim 'pra tudo.


- E não preciso? Quem mais ouviria meus lamentos amorosos? Quem poderia ter uma bochecha tão macia? - Ele dramatiza, apalpando as maçãs do rosto dela, enquanto chacoalha sua cabeça de um lá do para o outro. - Quem me daria conselhos horríveis sobre como conquistar mulheres?


- Certamente, que a Mikasa não seria. - Diana ri ainda com o rosto nas mãos do outro.


- Au! - Jean toca o próprio peito, se fingindo de ofendido. Em seguida, volta a segurar a mão da amiga. - Vem comigo, - Pede manhoso entre sorrisos. - jantar sem você tentando surrupiar minha comida, não é a mesma coisa, fica extremamente chato.


- Não pensava em jantar hoje, - Mentiu descaradamente, ela só não queria reencontrar Levi à toa. - mas já que solicitam a minha humilde presença, posso fazer esse agrado.


◇─────◇─────◇


Antes de cruzar a porta do refeitório, o cheiro da comida já fazia a barriga de Diana roncar alto.

Tudo parecia ficar mais bonito à noite, dentro do castelo, a luz amarelada das tochas, dava àquele lugar uma atmosfera da praça central do Distrito de Trost, local que Diana visitava diariamente, enquanto ainda estava no orfanato. Todas as noites de sábado, Diana conseguia uma forma de escapar do orfanato, apenas para apreciar as festividades. Os comerciantes geralmente ficavam ocupados atendendo outros clientes, dando a perfeita oportunidade de surrupiar o quanto quisesse de comida, - Vale ressaltar que foi nesse período, que Diana ficou conhecida por ter as mãos leves, e, também, onde mais aperfeiçoou essa "habilidade".

O aroma gostoso que vinha do refeitório lembrava muito das comidas de barraquinhas que ela frequentava.

- Meu Deus, eu 'tô quase babando. - Ela sorri, mostrando todos os dentes para Jean, que parecia, de certo modo, orgulhoso, por conseguir tirar sua amiga do quarto. - Anda logo, eu não quero ter que ficar com as sobras!

Diana arranja o garoto pelo braço, empurrando a porta com o pé, sentindo vividamente o cheiro da comida. Era quase possível sentir o gosto.

- Eu sabia que você ia gostar. - Ainda cheio de orgulho, Jean da dois tapinhas no ombro da garota, que parecia deslumbrada demais para se mover.

Ele a guia até a mesa, onde estavam sentados os mesmos da manhã. Diana sorri para eles, pareciam cansados, principalmente Armin, ele estava descabelado e com o nariz vermelho. Eren tinha alguns curativos no braço e na testa. Olhando bem, os únicos da mesa que pareciam não ter se machucado durante o teste eram, Mikasa, Reiner e Bertholdt.

- Como 'tá a sua costela? - Reiner pergunta, apoiando o queixo na mão.

- Melhor do que antes, eu acho.

Reiner e Diana nunca se bicaram, embora ela fosse uma amiga querida de Bertholdt. Ele era esquisito demais, e parecia querer mandar em Bertholdt, pois toda vez que ele e Diana estavam juntos, Reiner aparecia com alguma desculpa para tirar o moreno de perto. Como se Diana adoece o loiro, ele sempre se esquivava de seus toques, ou acabavam com uma discussão passiva-agressiva.

- Você é imprudente demais, nunca será uma boa combatente, se continuar com essa postura teimosa. - Reiner lhe lança um olhar sarcástico.

Diana toma fôlego para respondê-lo, mas Bertholdt lhe encarava com expressão piedosa, praticamente implorando para que Diana não começasse uma discussão, então ela apenas torce a boca acenando com a cabeça, para tranquilizar o maior.

- A Dina pode acabar com mais titãs que eu, Eren e até você juntos. - Armin começa, surpreendendo a mesa inteira, já que ele nunca foi de tomar as dores de outras pessoas dessa forma. - Os dados de formação dela constavam a força e habilidade de mais de 80 soldados comuns, mas você está certo, ela nunca será uma boa combatente, isso porque ela já é.

- A-Armin... - Connie coça o topo da cabeça, com a boca entreaberta de espanto, e começa a rir exageradamente apontando para Reiner. -Finalmente alguém 'pra calar a sua boca de sabe-tudo, cabeção.

As bochechas de Reiner ganham um rubor descomedido, e parecia nervoso, pois suas sobrancelhas estavam quase unidas de tanta pressão.

- Escuta aqui seu-

O ataque histérico de Reiner foi cortado, quando a comida chegou em grandes caçarolas. Cada um ganhou uma tigela quase fervente de massa cozida com legumes e, de brinde, alguns bolinhos fritos. Os olhos de Diana cintilavam ao ver a comida saborosa sendo colocada sobre a mesa, quando os soldados da janta saíram da cozinha para se juntar aos outros.

Diana abocanhou a colher cheia de comida, arregalando os olhos quando o sabor indescritível invadiu duas papilas gustativas soltando um "Meu Deus!" enquanto os sabores se dissolviam em sua boca. A mistura de temperos, pareciam combinar perfeitamente, como se tivessem sido meticulosamente colocados, Diana revirava os olhos a cada colherada, largando grunhidos durante o processo.

- A cozinha foi tocada pelo esquadrão do Capitão Levi, dizem que ele é extremamente exigente e que os subordinados dele nunca erram na mão. - Jean cochicha no ouvido de Diana, como se aquele fosse o maior segredo do mundo.

Os subordinados do Capitão tinham, inconscientemente, um pouco da personalidade do mesmo, todos os cadetes sabiam que aqueles soldados eram um pouco arrogantes, apenas por terem sido escolhidos a dedo por Levi. O Capitão foi o último a sair, ele já não estava com a mesma roupa, agora, vestia a farda do Reconhecimento, com um lenço pendurado no colarinho da camisa, como sempre, impecável. Levi percorreu o refeitório, até a mesa onde sentavam os de patente superior, Erwin cochichou algo no ouvido do homem, que mantinha o olhar intercalado entre Eren e Mikasa, pois eram o assunto da vez.

Erwin sabia da insistência de Mikasa em proteger Eren, e também sabia de sua eficácia em combate, o Comandante planejava usar esse fato ao favor da humanidade posteriormente.

Diana levanta a sobrancelha, desconfiada dos segredinhos insistentes entre seus dois superiores. Embora soubesse bem que o assunto não fosse para o seu nariz, Diana sempre foi muito curiosa, e os olhares lançados para seus amigos, a fez suspeitar que, talvez, o Reconhecimento não fosse tão aberto assim com seus soldados.

- Encarar é feio, Diana. - Reiner dispara, colocando uma colherada generosa de comida na boca.

- Come essa comida quieto, •sacripanta. - Diana cruza os braços no peito, reclinando a cabeça na cadeira, para tentar ouvir o diálogo. - Não acha estranho eles conversarem olhando 'pra vocês? - Se volta para Eren e Mikasa.

Eren e Mikasa se entreolham negando hesitantes com a cabeça, enquanto Diana despreocupadamente volta a comer.

- E o que isso tem a ver com você? - Reiner parecia ter tirado o dia para encher a paciência. - Se estão falando deles, é porque são bons.

- Será que da 'pra pararem? A gente não tem uma refeição em paz! - Jean ralha batendo as mãos sobre a mesa.

Reiner desdenha diante da fala de Jean, enquanto Diana rola os olhos, encarando sua tigela vazia, pensando se ainda estava com fome ou não.

- Vocês não tem jeito. - Connie sorri, jogando a cabeça para o lado. - Mesmo com tudo, ainda continuam iguais.

A carapaça de Diana é desfeita com um sorriso lateral. Connie tinha total razão, mesmo depois de serem massacrados pelos titãs, ainda tinham resquícios deles mesmos dentro de cada um, coisa que Diana pensou nunca ser possível. Rir e brigar durante as refeições parecia algo tão distante, depois de tudo, mas no fundo a chama ainda queimava dentro deles.

- Eu cheguei a pensar que nunca mais teria isso. - Sussurra para si mesma.


Ao decorrer do jantar, o clima na mesa foi ficando um pouco estranho. De repente o assunto mudou completamente, de briguinhas bobas, para vingança dos titãs, mas nada era dito com tristeza, mas sim com empolgação, a voz de Eren até se sobressaía por cima das outras, típico dele se exaltar quando conversavam sobre isso.

- Lembrem-se do que eu disser agora. - Diana se inclina para frente, e os outros na mesa também. Ela tinha um brilho diferente nos olhos, o brilho que quem estava sedento por sangue. - Eu vou acabar com o Colossal, ele vai se arrepender de cruzar o meu caminho. Eu jurei que ele ia pagar e ele...

- Desculpe por atrapalhar a conversa, cadetes. - Ao ouvir a voz poderosa de Erwin, automaticamente todos à mesa ficam endurecidos como pedra. - Não se sintam, acuados, fico contente que pensem assim.

Diana entorta a cabeça para trás, onde o Comandante estava parado. Ela torce a boca para o lado, quando Erwin segura o olhar sobre o dela.

- Cadete Kaido, gostaria de conversar com você um instante.

Diana hesitante aponta para o próprio peito, com a boca entreaberta.

- Sim, você mesma. Queira me acompanhar, por gentileza.

A garota sente sua respiração falhar por alguns segundos, antes de levantar tirando o amarrotado da saia. Ela coloca as mãos no bolso da saia seguindo, de cabeça baixa o homem alto a sua frente.

◇─────◇─────◇


Digamos que seguir três figuras superiores não era algo agradável para Diana, já que Erwin era do tamanho de uma porta, Hanji poderia dissecá-la e Levi a derrubaria com um sopro, se quisesse.


- Por favor, entre. - Erwin abre a porta do que poderia ser seu escritório.


Diana estava completamente alerta a qualquer situação suspeita, quando passou pela porta.


Levi entrou, ficando no canto perto da mesa do Comandante Erwin, mantinha a postura rudimentar, e a carranca típica que não largava de seu rosto. Hanji, sentou-se na cadeira para convidados, do outro lado da mesa, entrelaçando as mãos no colo.

O escritório de Erwin era relativamente grande e organizado, à primeira vista. Apenas um armário repleto de livros prende a atenção de Diana, ela amava ler, mas nunca teve a oportunidade de ver uma coleção tão vasta, e nem lhe importava o gênero dos escritos, ela só queria lê-los.

- Gosta de livros? - Erwin pergunta, enquanto se senta em sua cadeira entranhada.

Como resposta, Diana encolhe os ombros de leve, desviando os olhos, para a janela.
Um suspiro nervoso escapa da boca de Levi, era nítida sua falta de paciência no momento.

- Direto ao ponto, Erwin. - Levi se refere ao Comandante, mas os olhos estão presos na garota.

- Por que não se senta? - Oferece Erwin, ao ver Diana ainda em pé perto da porta.

Cada passo que a menina dava, o ar em seus pulmões falhava, ela não olhava ninguém diretamente nos olhos, pois tinha a consciência de que seus olhos entregavam seus sentimentos.

Diana se acomodou ao lado de Hanji, recebendo um sorriso largo da tenente

- Vamos direto ao ponto. - Erwin começa se inclinando sobre a mesa. - Diana, você sabe bem que é um ótimo exemplar de soldado. Conversei com a sua superior, - Ele inclina a mão aberta para Hanji. - e chegamos à uma conclusão interessante sobre sua posição em batalha.

Em um curto momento, Levi solta um grunhido, atraindo instantaneamente os olhos de Diana. Ele recua o rosto, crispando os lábios para o Comandante. Aparentemente, ele também estava sendo informado agora dessa situação.

- Temos uma posição específica para você, por isso te chamamos aqui. Esse é o único posicionamento de batalha que pedimos a permissão do soldado. - Diana engole seco, sentido o olhar desaprovador de Levi. - Gostaríamos que você lutasse na linha de frente.

- Tsc. - Pelo canto do olho, Diana observava a inquietude do Capitão.

Erwin o fita alguns segundos. Diana já estava ficando ansiosa, colocando o dedo anelar na boca, ela costumava roer as unhas em situações de pressão. Hanji tamborilava os dedos sobre a mesa de madeira, causando um som repetitivo. Havia muita tensão dentro daquela sala, estava quase palpável, tanto que a tenente Hanji transpirava pela testa.

- E o que há na linha de frente. - Diana quebra o contato visual de Erwin e Levi, chamando a atenção dos dois para si.

- Conta 'pra ela Erwin. Diz a verdade. - Levi sussurra a última parte próximo ao Comandante.

Erwin respira fundo, esfregando as mãos: - Tenha em mente, Diana, que a linha de frente da minha estratégia, é um pouco diferente das convencionais. Colocamos soldados fortes nela para combater os primeiros titãs que aparecerem, porém soldados descartáveis, - Diana inclina a cabeça, confusa. - não me entenda mal, mas não posso colocar, por exemplo, Mikasa na linha de frente, ela se cansaria a toa, podendo perder em algum momento. E sei que você entende isso. Não é uma posição fácil, as chances de retorno são poucas, por isso precisamos de soldados fortes.

Hanji suspira, tremendo a perna.

- Você não é o melhor soldado, - Diana compreendia o que Erwin queria dizer, mas ainda assim... - mas não se preocupe, você nao ficará sozinha, vamos conversar com Connie também.

Diana fecha os olhos por alguns instantes. Não era a hora de deixar que seu ego falasse mais alto, a decisão seria tanto pelos seus companheiros, quanto pela humanidade, mas colocar Connie ao seu lado, não parecia justo. Ele tinha uma vida toda pela frente, ele tinha uma família que o esperava pelo retorno dele e Diana já não tinha isso há muito tempo. Ela não poderia jamais permitir que algo assim acontecesse com seu melhor amigo.

– Eu aceito... mas o Connie não pode estar junto.

SACRIPANTA. Palavra usada para se referir a indigno - patife. Na fanfic é uma palavra comumente usada no subterrâneo.

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Notas Finais


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