História Lost Boy - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Bts, Drama, Jeon Jungkook, Jikook, Jimin, Jungkook, Kookmin, Lost Boy, Park Jimin, Sadarkmoon
Visualizações 60
Palavras 3.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Wanted


— Vem logo, hyung. — Jungkook falou, próximo à porta principal, enquanto mexia na barra de sua camiseta. Seu olhar vagueava pela sala, aguardando o momento em que Park finalmente descesse os degraus da escadaria. Entretanto, os segundos se passavam e Jeon permanecia ali, realizando as mesmas atitudes inquietas na mesma casa abandonada.

Era a quinta vez que Jimin e Jungkook iam à loja juntos. Sempre que chamava Jeon ao amanhecer, o mais velho sentia-se satisfeito, pois quando se deparava com os olhinhos brilhantes do outro, tinha certeza de ter tomado a decisão certa. A distração que encontrara para o menino havia funcionado perfeitamente e, naquele momento, Park se apressava, pois sabia o quão bem aquelas saídas faziam para o mais novo. 

— Pronto, já pode parar de me apressar agora. — Jimin brincou, enquanto terminava de descer a escadaria. 

— Vamos logo, eu não aguento mais esperar. — os dedos compridos de Jungkook ainda mexiam e apertavam o tecido da camiseta branca que o próprio vestia. Seu doce pedido também poderia ser interpretado como uma desesperada súplica, tamanha era sua agitação, que não passou despercebida por Jimin.

— Você precisa se acalmar. — num ato súbito, Park segurou as mãos de Jungkook, desprendendo-as da vestimenta de algodão. Tal ato já não era tão estranho entre os dois, pois Jimin sempre tomava a mesma atitude para confortar Jeon. Além disso, mesmo que pego de surpresa, o mais novo não sentia-se desconfortável, visto que as mãos calorosas do outro traziam aconchego para si. Ele apenas respirou fundo diversas vezes, com Jimin pacientemente esperando por sua tranquilização. 

Mais uma vez, Jeon perguntou a si próprio o que faria se não tivesse Jimin ao seu lado. A facilidade que o mais velho possuía para suavizar sua inquietude era impressionante, e ele conseguia incrivelmente faze-lo sem que Jungkook se sentisse como um incômodo, uma vez que conseguia concentrar-se somente em sua própria respiração e no calor transmitido pelas mãos de Park. Os segundos, que antes traziam cada vez mais nervosismo, agora ofereciam calmaria a Jeon.

— Eu me sinto melhor. — seu tom de voz era baixo e sereno. — Obrigado, Jimin. 

— Não precisa agradecer. Eu fico feliz por te ajudar. — respondeu, com um doce sorriso. Repentinamente, Park soltou uma das mãos do mais novo e caminhou até a porta, obrigando Jeongguk a segui-lo. Juntos, os dois deixaram a casa, ainda com as mãos dadas de um modo inocente, uma vez que Jimin apenas queria transmitir calmaria para Jungkook. 

— Eu quero chegar logo. — Park acreditou que o mais novo estivesse ficando agitado novamente, mas ao reparar no par de olhos brilhantes que o encaravam e no sorriso contido de Jungkook, suspirou aliviado. 

— Você é muito apressado, Jeon. 

— Realmente acha isso? — Jimin assentiu. — Você está certo. — de repente, Jeon se pôs a correr, praticamente arrastando o mais velho consigo; as risadas de ambos ecoavam pelas ruas vazias.

Quem os visse, aparentemente tão felizes, nunca imaginaria o histórico dolorido que os dois garotos possuíam e as consequências disso, como o fato de habitarem uma casa abandonada. Todos acreditariam que eles eram colegas de escola, ou vizinhos, mas não adivinhariam que causas angustiantes o levaram a partilhar o mesmo teto.

Jimin e Jungkook somente pararam de correr quando se viram em frente à loja. Antes de a adentrarem, os dois tentaram normalizar suas respirações, mas sempre que seus olhares se cruzavam, eles acabavam rindo, o que tornava isso um pouco dificultoso e, inclusive, chamou a atenção de Yoongi, que pôde ver os garotos através da vitrine.

— O que estão fazendo? — Min perguntou ao abrir a porta de entrada da loja.

— A gente veio correndo até aqui. — por ainda estar um pouco ofegante, as palavras de Jeon saíram entrecortadas.

— Na verdade, o Jeon correu e eu fui arrastado. — Jimin empurrou levemente o ombro de Jungkook, fazendo-o rir baixinho. Enquanto isso, Yoongi apenas os observava, com um sorriso mínimo em seus lábios.

— Entrem, eu vou pegar um copo d'água pra vocês. — como pedido por Yoongi, os dois adentraram a loja, e não demorou muito para que tomassem a água trazida pelo mais velho em copinhos de plástico.

— Meus pés doem. — Jeon reclamou, recebendo imediatamente a atenção de Jimin.

— Ah, jura!? — seu tom era sarcástico, mas não deixava de ser divertido e, com isso, ele conseguiu arrancar risadas do mais novo. — Jeon, se você me arrastar até aqui mais uma vez, vai ser obrigado a fazer massagem nos meus pés, e eu não tô brincando.

— Na verdade, ele tá brincando sim. O Jimin não conseguiria nem fazer uma criança comer brócolis e, se a criança chorasse, ele provavelmente choraria junto.

— Yoon, você precisa me dar moral. — Jimin não podia negar que estava adorando provocar risadas em Jungkook. Era extremamente gratificante faze-lo feliz, nem que fosse por apenas alguns minutos, já que Park tinha aquilo como meta. Como tudo aquilo não passava de uma brincadeira, a expressão séria de Jimin se desfez em um de seus belos sorrisos e, involuntariamente, o garoto bagunçou o cabelo de Jungkook. — Vai lá em cima, Jeon. Pode fazer suas coisas primeiro.

— Ok, hyung. — o menino jogou o copo plástico no lixo e se dirigiu ao andar de cima, com a mesma aura doce de sempre.

— Vocês se aproximaram bastante, não é? — Yoongi indagou, quando Jungkook já não estava mais presente.

— Sim. Sabe, depois que o Jeon veio aqui pela primeira vez, ele se mostrou muito diferente. Eu não imaginava que ele pudesse ter essa personalidade quando nos conhecemos.

— Ele chegou a comentar algo sobre como veio parar na casa abandonada? — Jimin mexeu sua cabeça em sinal de negação.

— Acho melhor nem tocar nesse assunto. O Jungkook deve estar melhor porque distrai sua mente quando sai de casa, então prefiro que ele continue distraído.

— Às vezes, eu penso na sorte que esse menino teve por ter nos encontrado. Ele se arriscou tanto.

— Também acho, mas não gosto de pensar em tudo o que poderia ter acontecido se ele não tivesse invadido a minha casa abandonada. — Jimin suspirou. — É por isso que eu me sinto responsável por ele, entende? Mas isso pode atrapalhar os meus planos e... — subitamente, Yoongi repousou uma de suas mãos sobre o ombro direito de Jimin, interrompendo-o.

— Não pense nisso agora. Ainda falta algum tempo. — Park conteve seus pensamentos, repetindo as palavras do mais velho em sua mente. O som feito pela porta ao ser aberta ecoou pela loja, e antes de atender a senhora que havia acabado de chegar, Yoongi tentou se certificar de que Jimin estivesse realmente bem. — Tem certeza de que não precisa de nada?

— Tenho. Pode ficar tranquilo. — os dois trocaram sorrisos singelos antes de o mais velho ir até a mulher, que aparentava estar aflita, ou até mesmo angustiada.

— Como posso ajudar?

— Você poderia colocar esse cartaz na vitrine de sua loja? — a senhora perguntou simpática, selecionando um dos panfletos para entregar ao vendedor. — Estão espalhando por vários lugares da cidade, o garoto está desaparecido há uma semana. Acreditam que ele tenha fugido de casa. Me machuca imaginar o sofrimento da família.

Quando pegou o papel em suas mãos, Yoongi não soube como reagir. Tal situação nunca se passou por sua mente, e por isso estava imensamente surpreso. Se não fosse por seu autocontrole, o rapaz com certeza teria tomado uma atitude suspeita, como gritar para que Jimin viesse até si, pois o garoto cuja foto estava no panfleto era ninguém menos do que Jeon Jungkook.

— A família desse menino deve estar realmente preocupada. Vou colocar esse panfleto na vitrine o mais rápido possível. — Yoongi falou, após encarar o papel por alguns segundos.

— Muito obrigada. Crianças como esse tal de Jeon Jungkook merecem receber uma dura lição. Nenhuma família merece passar por estresse causado por filho mimado. — a senhora deixou a loja sem nem sequer se despedir corretamente, mas Yoongi não se importou, pois estava muito perplexo para dar atenção a qualquer outra coisa além do panfleto em suas mãos.

— Yoon? Tá tudo bem? — Jimin perguntou ao se aproximar do mais velho. Min estava claramente estranho e aquilo preocupou Park. — O que é isso? — silenciosamente, Yoongi entregou o panfleto para o acastanhado, que nem sequer tentou controlar sua reação. — Como assim estão procurando pelo Jungkook por aqui!? — exclamou, ainda mais inconformado do que o outro.

— Acho que ele vivia por perto.

— Isso só pode ser brincadeira. As fotos dele devem estar espalhadas por aí, todo mundo vai reconhecer o Jeon pela rua e eu duvido que ele queira ser encontrado. — Jimin passou seus dígitos por entre os fios castanhos de seu cabelo.

Era claro o que aquilo significava, mas o garoto não queria tornar ainda mais real o fato doloroso de que Jungkook não poderia mais sair da casa abandonada. Os cartazes estavam espalhados por aí, e ele poderia ser reconhecido a qualquer momento, visto que disfarces não eram uma opção. Aquelas saídas colaboraram até mesmo para que Jimin e Jeon se tornassem próximos, algo que demoraria demasiadamente se dependesse da recuperação total do menino.

— O que devemos fazer? — Yoon entendia perfeitamente o que se passava pela mente de Park, já que não era algo tão complicado de se imaginar.

— Falar com ele sobre isso. Continuar com isso é arriscado demais, e o Jeon vai perceber se eu simplesmente parar de traze-lo aqui. — frustrado, Jimin simplesmente largou o panfleto em cima do balcão da loja, afundando seu rosto em ambas as mãos. — Ele vai ficar péssimo. — murmurou.

— A gente vai dar um jeito nisso. — Yoongi envolveu cuidadosamente Jimin em seus braços e, com isso, este se livrou de toda a tensão, permitindo-se relaxar no abraço do mais velho.

— Você sabe que vir até aqui também se tornou minha escapatória. Não gosto de imaginar o que poderia acontecer caso eu acabasse perdendo isso.

Compaixão. Todos os atos e palavras de Jimin em relação a Jungkook eram fruto da compaixão que ele sentia pelo garoto. Não se tratava somente de pena, pois tal sentimento nunca despertaria a mesma ternura e nem sequer o mesmo desejo ímpeto de acabar com o sofrimento de Jeon; tudo aquilo era fruto de algo maior. Jimin compreendia a dor de Jungkook, ainda mais quando via seu reflexo no olhar desnorteado do garoto.

— Eu tenho certeza de que você vai saber como ajuda-lo. Acertou em cheio quando o trouxe até aqui, por que não acertaria agora? — Yoongi se afastou de Park, agora tendo a visão completa de seu rosto.

— Existem tantos motivos, Yoon. Primeiramente, eu não faço a mínima ideia de como consolar uma pessoa devastada, e é desse jeito que o Jeon vai ficar depois de descobrir sobre os panfletos.

Os dois, finalmente, se puseram em silêncio. Não havia o que dizer, Jimin estava certo e preocupado demais com Jungkook para ser tranquilizado tão facilmente. Mais uma vez, o garoto pegou o panfleto, analisando cada um dos dados informados ali. Ele não queria continuar, pois sabia que sua aflição tomaria proporções ainda maiores, mas somente conseguiu desviar sua atenção do papel quando Jungkook chegou ao andar da loja. Os olhares que recebeu de Jimin e Yoongi não eram dos melhores, e por isso logo começou a suspeitar que algo estava errado.

— Tá tudo bem? — aquele se tornara o refúgio de Jungkook nos últimos dias, e enquanto Jimin criava coragem para entregar o panfleto nas mãos do garoto, ele tentava se acalmar, garantindo para si próprio que não seria algo tão sério.

— Eu sinto muito, Jeon. — com pesar, Jimin entregou o panfleto para o garoto. Suas mãos estavam trêmulas, o que deixou Jungkook ainda mais assustado, afinal aquele era seu porto-seguro e nada daquele gênero deveria ocorrer ali.

Entretanto, ocorreu.

Ao finalmente segurar o panfleto e entender a razão da aparente aflição de seus amigos, Jungkook quis gritar. Partir o papel em milhares de pedaços também era uma opção, mas nenhuma dessas alternativas superava sua maior vontade: fugir novamente. Cidadãos procuravam por si, policiais procuravam por si, seu pai procurava por si. O medo atingiu-lhe impiedosamente e a sensação angustiante, que costumava sufocar seu coração, retornou, junto do desejo de sentir-se seguro como naquela semana.

— Jeon? — Jimin estava preocupado ao extremo. Ele reconhecia aquele olhar e a expressão inalterável que se fazia presente no rosto de Jungkook, e realmente doía imaginar tudo o que o garoto sentia.

— Vocês não vão me entregar, certo? — ele se esforçava para manter sua voz firme e parecer estável, mesmo com sentimentos ruins martelando sua mente.

— O que? É claro que não. Isso nem se passou pela nossa mente. — movido por sua compaixão, Jimin quis transmitir conforto ao mais novo, e por isso se aproximou com cautela, mas foi interrompido.

— Então não precisa sentir muito. — Jungkook deixou o panfleto sobre o balcão. — Yoongi, eu posso ficar lá em cima até vocês acabarem aqui? Você sabe, é arriscado e tudo mais.

— Claro, mas se quiser voltar para casa, eu posso liberar o Jimin mais cedo.

— Eu não quero atrapalhar, mas obrigado. — sem dar chances para respostas, Jungkook voltou ao andar de cima, deixando Jimin e Yoongi sozinhos novamente, porém devastados dessa vez.

Ninguém conseguiu trabalhar direito naquele dia. Jimin não parava de pensar em como estava Jungkook e queria largar tudo para falar consigo, mas sabia que seria rejeitado caso tentasse, enquanto Yoongi se esforçava para seguir o dia normalmente, mesmo que preocupado. Eles nunca conseguiriam calcular o tamanho da dor de Jungkook, mas o sentimento de empatia permanecia. No horário de almoço, Jeon nem sequer tocou em seu prato de comida, ao mesmo tempo que Yoongi e Jimin forçavam os alimentos a descerem por suas gargantas.

Os vendedores sentiram-se aliviados tivesse quando o dia terminou e Min pôde finalmente fechar a loja de conveniência. O louro emprestou uma de suas máscaras para Jungkook, a fim de que ele caminhasse sem problemas até a casa abandonada. Jimin e Jeon passaram por aquelas mesmas ruas havia algumas horas, mas nada parecia o mesmo, uma vez que eles próprios estavam diferentes. Agora, eram apenas dois garotos sérios e atordoados, que tentavam passar despercebidos pelas ruas do interior de Busan. Enquanto Park pensava numa boa maneira de abordar Jungkook, este se perguntava se, a qualquer momento, seria reconhecido.

Felizmente, os dois conseguiram adentrar a casa abandonada em segurança, sem que notassem Jeon Jungkook, o menino desaparecido. Tudo o que ele mais queria no momento era se deitar e adormecer, visando o esquecimento da realidade em que vivia, então se direcionou à escadaria sem hesitar, contudo, foi impedido ao sentir Jimin segurar sua mão repentinamente.

— Por favor, conversa comigo. — Jimin tentava manter contato visual com Jungkook, mas este parecia extremamente desconfortável e, por isso, desviava seu olhar o tempo todo.

— Jimin, eu só quero ir pro meu quarto. — pediu encarecidamente, ao mesmo tempo que tentava fazer com que Park soltasse a sua mão.

— E eu só quero te ajudar. Me fala como você se sente.

— Sinceramente, eu me sinto pressionado. Para de piorar a situação, isso é irritante.

Para o alívio de Jungkook, sua mão finalmente foi solta, entretanto, o olhar nitidamente decepcionado de Jimin trouxe sua aflição de volta. Ele sabia que o mais velho só estava tentando ajudar, porém era realmente necessário insistir daquela forma sufocante? Era claro que Jeon teria uma reação mal-pensada diante de toda aquela pressão. Contudo, Jimin se sentiu ofendido, apesar de compreender o garoto. Se Jungkook queria espaço, era só pedir, não precisava dizer que Park estava piorando a situação.

Entretanto, Jimin não assumiria sua chateação. De maneira alguma, se demonstraria entristecido na frente de Jungkook, pois acreditava que ele tinha razão e não queria brigar com o menino. Diversas respostas diferentes se passavam por sua imaginação, mas Park não se atreveria a proferir nenhuma delas. Ele preferia se manter em silêncio do que complicar tudo ainda mais. Sua quietude poderia ser interpretada de várias maneiras e, com sorte, Jeon entenderia tudo aquilo como o fim de uma conversa.

Dito e feito.

Após um tempo em silêncio, esperando por qualquer palavra de Jimin, Jungkook se virou e continuou a subir as escadas, rumando seu quarto. Ele fechou a porta, deixando bastante claro que não queria contato com o mais velho, mas de repente sentiu como se estivesse em seu antigo dormitório. Um pavor irracional tomou conta de si e, a cada segundo, se tornava mais difícil pensar em uma maneira de livrar-se daquilo. As lágrimas começaram a cair e Jeon não teve outra reação a não ser deitar-se na cama.

Parte de si implorava para que ele abrisse a porta, mas a parte que trazia as horríveis memórias à tona não permitia isso. Jungkook passou minutos daquela forma, preso a um flashback. Ele fechou os olhos ao de repente ouvir o barulho da porta, amedrontado, mas quando sentiu um carinho aconchegante em seus cabelos, decidiu abri-los novamente, afinal, por que sentiria medo de um toque tão sutil?

Para seu alívio, foi possível ver Jimin ali e, aos poucos, Jungkook se acalmou, pois tinha certeza de que não estava em seu antigo quarto. Seu interior estava muito mais sereno.

— Me desculpa por ter invadido seu espaço, Jeon. Eu nem sei se deveria estar aqui agora, mas sinto muita vontade de te ajudar, é inevitável, entende? — Jimin esperou até que o choro de Jungkook se tornasse fraco para dizer aquelas palavras.

— Eu deveria ter explicado que não queria falar sobre isso, você teria entendido. — Jeon respirou fundo. — O pior de tudo é que eu te deixei triste, mas a sua companhia me faz tão bem. Eu sinto que estou te desgastando.

— Você não tá fazendo isso, fica tranquilo. Confesso que me senti um pouco ofendido sim, mas posso superar isso. — ele interrompeu o carinho que ainda fazia no cabelo de Jungkook, abrindo os braços com um sorriso convidativo. — Vem cá, me dá um abraço.

— Sério? — perguntou Jeon, confuso.

— Claro. Você sabe que eu gosto de te confortar. — os olhos de Jungkook ficaram marejados novamente e, enfim, ele foi até Park. Os dois envolveram um ao outro num abraço aconchegante, e o mais novo se sentiu verdadeiramente acolhido pela primeira vez em anos.

Jimin não disse nada sobre isso, mas se sentia tão bem recebido quanto Jungkook.


Notas Finais


OI GENTE <3 o que vocês acharam do capitulo?? socorro foram 3k to emotiva, espero que tenham gostado

muito obrigada por terem lido e também por todo o apoio

amo muito vocês 💙


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