História Lost In Feelings - Capítulo 3


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Categorias Chandler Riggs, Elle Fanning, The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Carol Peletier, Dakota Fanning, Daryl Dixon, Elle Fanning, Enid, Michonne, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Phoebe Tonkin, Rick Grimes, Rosita Espinosa, Tara Chambler
Tags Carl, Carl Grimes, Chandler Riggs, Dakota Fanning, Elle Fanning, Phoebe Tokin, Terminada, The Walking Dead, Twd, Zumbi
Visualizações 313
Palavras 2.252
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi sweets!
Mais um capítulo hoje, desculpa a demora.
Espero que gostem do cap de hoje,
Boa leitura, bjs <3

Capítulo 3 - You're not a bad girl!


Fanfic / Fanfiction Lost In Feelings - Capítulo 3 - You're not a bad girl!

MANDY WALLYS P.O.V'S

No quinto dia trancafiada naquela cela, eu tomei uma decisão. Não iria ficar ali parada, esperando minha morte. Caí em si que Negan não iria vim me procurar, e mesmo sendo um baque, eu não fiquei muito surpresa. Com toda a certeza do mundo, ele estaria ocupado com suas tarefas que se resumem em matar gente e ''cuidar'' daquele bastão ridículo de beisebol.

Haviam tantas perguntas sem respostas, e a maioria delas se referia à Sarah. Dia e noite eu me perguntava como ela estava, mas nunca tinha ninguém para me responder, as visitas de Carl pararam, raramente Dwight, Rick e um tal de Daryl vinham me questionar sobre algo, as visitas começaram a se resumir em apenas um menino chamado Sam, que descobriu onde eu estava, e todas as noites vinha me visitar. Ele era tão ingênuo que eu o persuadi a trazer um garfo para mim. Ele trouxe.

 Eu estava tão suja, e ainda continuava com o vestido preto - o que me fazia sentir muito frio a noite -.

Não sabia as horas, mas logo quando a noite caiu, coloquei meu plano em ação. 

Peguei o garfo escondido entre meus seios e caminhei cuidadosamente até o cadeado, me certificando de que como todas as outras, ninguém iria vim aquela noite.

Entortei uma das pontas do garfo na grade da cela e enfiei na entrada do enorme cadeado, fazendo movimentos circulares. Demorou cerca de dois minutos e meio para aquela merda abrir.... Mas abriu, e eu pude sentir o que era a liberdade novamente!

Comecei a andar rapidamente até o final da sala, onde tinha um corredor que dava até uma porta. A mesma estava aberta, e a partir daí as coisas só se complicaram. A sala na verdade era um porão, e cautelosamente saí daquele lugar. 

Estava atrás de um lugar grande, o que parecia ser uma casa. Caminhei até a frente do lugar, e fiquei chocada com o que eu vi.

Eles tinham casas. CASAS DE VERDADE. Muitas delas. 

Involuntariamente minha boca se abriu completamente, e caminhei até o centro daquilo que há meses eu não via; um bairro. Estava escuro, mas isso não diminuía a beleza que aquele lugar tinha. Eram mansões muito bonitas, com uma pracinha no meio, cheia de bancos e com um grande lago. Notei que não tinha somente aquilo, era uma área enorme, e eu queria muito poder ver mais. Eu queria explorar. Queria ficar ali para sempre, poder ter uma vida novamente. Recomeçar de novo. Naquele lugar, a noite era calma, muito diferente do que na base dos Salvadores - a qual eu estava acostumada a morar -, cheia de armas, com zumbis cheirando à esgoto na frente, mulheres sendo estupradas e homens resmungando.

Parecia que ali as coisas eram mais calmas, as pessoas tinham uma ''vida normal''.

Eu estava tão fascinada com aquilo que não percebi que tinha ficado tempo demais parada ali na frente, nas condições em que eu estava sendo tratada. Mas era tarde demais. 

— O que você está fazendo aqui? — Ouvi uma voz atrás de mim, virei-me quase que na mesma hora.

Era Rick.

Ainda estava em êxtase, e só consegui falar:

— Que lugar é esse?

Ele demorou alguns segundos para tomar alguma decisão. Sua face mudou. Ele podia ter me levado de volta para o porão, mas ao contrário disso, tirou a mão do coldre cheio de armas, e chegou mais perto.

— Esse lugar.... É o mesmo que o seu pai extorque suprimentos, mata pessoas, deixa outras sem família diariamente, e mesmo assim, ainda estamos aqui. Esse lugar é o melhor exemplo que eu conheço de resistência e força. Você pode fazer parte disso tudo aqui, Mandy, eu sei que quer, dá para ver nos seus olhos. — Rick disse, com todo aquele jeito de humildade e solidariedade que ele tem.

Não consegui responder nada. Rick notou que eu ainda observava cada detalhe daquele lugar.

— Eu sei que você gostou daqui.... Você poderia ficar aqui. Todos poderiam. 

Soltei uma risada.

— Não é bem assim, Rick. Meu lugar não é aqui... — Respondi olhando para ele.

— Seu lugar poderia ser aqui. 

Suspirei profundamente.

— Me leva de volta para aquela sala nojenta de novo. Anda. Eu ainda estou esperando. — Voltei a ser eu mesma.

— Mandy, você não é uma menina ruim.... Não é igual ao seu pai.... Você...

— RICK! Cala a boca, e faça o que tem que fazer! — O interrompi.

Ele não parecia nada satisfeito, percebi sua mão fechar. Mas mesmo assim, ele ainda tinha toda a paciência do mundo comigo.

— Escute, amanhã você pode conhecer a comunidade, ela se chama Alexandria. Pode falar com as pessoas, conhecer os lugares, eu peço para Carl guiá-la. Pode caminhar por aqui.... Tudo bem? — Ele disse.

Meus olhos aumentaram. Não era uma má ideia. Tirando o fato de que eu estaria com aquele embuste, tudo parecia ser perfeito. Eu aguentaria mais uma noite naquele porão.

— Tudo bem. — Tentei dar o meu melhor sorriso.

Ele sorriu de volta, e me guiou até ao conhecidíssimo porão.

— Só uma curiosidade, como conseguiu abrir o cadeado? — Ele perguntou.

— Uma mulher nunca revela seus segredos, Rick. — Sorri debochadamente.

Ele soltou outro sorriso. 

— Você precisa de alguma coisa? — Ele perguntou.

— Sim. Se puder me trazer uma coberta e travesseiros, eu agradeceria muito!

— Tudo bem. — Ele sorriu.

RICK GRIMES P.O.V'S

Depois de trancar o porão com dois cadeados, rumei até a casa de Carol. Eu não baixaria a guarda novamente. 

Bati na porta algumas vezes, até ela me convidar para entrar.

— Uma hora dessas, a coisa não deve ser boa. — Ela falou.

— Mandy quase fugiu. — Quando disse isso, Daryl pulou do sofá, e Carol colocou as duas mãos na boca. — Foi por pouco. Ela conseguiu sair do porão, mas aconteceu algo com ela, quando ela viu as casas e a comunidade, porque ela simplesmente parou para olhar e se esqueceu da fuga. Foi quando eu a encontrei. Eu não sei como ela conseguiu fugir.

— Onde ela está? — Daryl perguntou, pegando sua besta.

— Ela está no porão, fiz ela mudar de ideia, prometi uma caminhada por Alexandria amanhã. Ela aceitou, mas não quero correr riscos. Daryl, pode ficar de guarda a noite toda? Não deixe nada sair ou entrar daquela porta até segundas ordens minhas! — Pedi.

— Pode deixar. — Ele respondeu, saindo pela porta da frente.

— Rick, se ela conseguir fugir.... Se ela conseguir chegar até Negan, ela vai contar tudo, e estamos ferrados! — Carol se exaltou.

— Acha que eu não sei? Confie em mim, ela não vai mais fugir. Não vou baixar a guarda para ninguém. Vamos precisar adiantar as coisas. Pela manhã faremos uma reunião, vamos pegar a Sasha de volta.

Carol concordou com a cabeça.

Faríamos a troca mais cedo do que eu imaginava. Se tudo desse certo, Negan entregaria Sasha e nós entregaríamos Mandy. Seria uma troca mais do quê justa.

MANDY WALLYS P.O.V'S

Fui acordada mais uma vez pela luz do sol que adentrava sem ser convidada pela janela, e pelo barulho da porta sendo aberta.

Meus olhos conseguiram se adaptar ao novo dia, e eu pude notar de quem era a silhueta humana parada à minha frente. Era Carl.

— Levanta, fujona. — Ele disse.

Revirei os olhos.

— Ah, por favor, você não é engraçado!

— Você também é mal-humorada de manhã cedo? Ah, que ótimo! — Ele continuou com o deboche.

Me levantei rapidamente, ajeitando o meu vestido ao corpo.

— Você está imunda! Não sabe o quanto... — Carl comentou.

— Eu estou há quase uma semana sem tomar banho, por isso estou assim. E você que toma banho todo dia, ainda continua um lixo. Seu pai e sua mãe não lhe dão banho não? — Falei, pulando para fora daquela jaula.

Ele bufou com a boca. Notei que ele ficava muito estressado quando falava sobre a família dele. Isso era ótimo, podia ficar irritando Carl com esse assunto por toda a minha estadia na comunidade que agora tinha nome, Alexandria.

— O que você quer ver? — Ele perguntou tentando ser gentil.

— Tudo, né? — Respondi.

— Ah, por favor, pelo menos seja educada. Se eu fosse meu pai, você já estaria morta, desde quando fugiu. Se você não fosse parte do plano, eu enfiaria minha arma na sua cara agora mesmo.  — Carl disse.

— Você é doido? — Perguntei. — Que plano?

— Não importa, e não, eu não sou doido. Apenas queria que Negan passasse pela mesma coisa que Maggie passou quando perdeu o Glenn.

Também notei que ao falar dessas pessoas, ele ficava com uma enorme raiva.

Saímos do porão, onde Carl me guiou até o mesmo lugar em que eu estava noite passada.

— Você fala como se eu morasse com você há anos — Revirei meus olhos. — Quem são Glenn e Maggie?

— Não importa. — Ele respondeu.

Deixei a ignorância de Carl de lado, e aproveitei a vista. Alexandria de dia era mais fascinante do que de noite. As pessoas andavam de um lado para o outro. A noite toda eu imaginei como seria a comunidade de dia; pessoas felizes, sorrindo e abraçando umas às outras. Não era muito bem isso. Mas a vista ainda continuava linda.

— Porquê as pessoas estão assim? Andando de um lado para o outro com armas? — Perguntei para Carl.

— Daqui a pouco Rosita vai começar o treinamento. Éramos mais pessoas, e mais felizes no começo. Mas seu pai destruiu isso tudo.

Senti um nó na garganta. Sabia que Negan trouxera muito sofrimento para as pessoas, mas não imaginava o quanto. Eu sei como é ruim perder alguém que nós amamos. Depois de minha mãe, Lucille, nunca mais fui a mesma. Me sinto incompleta todos os dias.

— Ontem à noite eu vi um lago. Podemos ir lá? — Perguntei e Carl balançou a cabeça.

Caminhei por algum tempo com Carl, era um silêncio insuportável, mas eu não tinha assunto para falar com ele, então me conformei em não dizer nenhuma palavra.

Chegamos ao lago. Ele era enorme. Sorri ao ver a água azul igual meus olhos. Cheguei mais perto do lago, sentando na borda do mesmo. Carl fez a mesma coisa.

— Por quê quando nós falamos do seu pai, você não o defende? — Carl perguntou.

— É complicado, você não entenderia. — Resumi.

— Eu tenho a sensação que você não gosta muito dele...

— Não é que eu não goste dele... É que depois que algumas coisas aconteceram, — escondi a morte da minha mãe, não gostava de tocar nesse assunto. — Ele mudou completamente. 

— Tenho certeza que você mudou também.

Balancei minha cabeça em ''não''.

— Nós não mudamos, evoluímos. Ele foi um caso à parte, realmente mudou, e para pior. — Respondi.

— Eu acredito na ideia de que as pessoas não mudaram, apenas se revelaram do jeito que sempre foram. — Carl disse.

— Pode ser que sim também... 

Ficamos em silêncio por mais alguns minutos, apenas admirando o lago.

Eu comecei a dar risada.

— O que foi? — Ele perguntou.

— As coisas simples. Quando que no mundo há alguns anos atrás, estaríamos felizes por estar admirando um lago? — Falei e Carl deu risada.

— Sim, eu concordo. Eu estaria jogando videogame.

— E fazendo o papel perfeito de filhinho mimado que você é. — Complementei.

Carl não pareceu se importar desta vez. 

— Mas, e você? O que estaria fazendo?

— Eu com certeza estaria com minha irmã em um salão de beleza. Ah, que saudades de pintar as unhas! — Falei relembrando os velhos tempos.

Mamãe levava eu e Sarah sempre que podia para uma das filiais do salão de beleza em que ela fundou.

Carl parecia espantado com minha resposta.

— Isso é sério? Você não tem cara de que estaria fazendo isso.

— E eu tenho cara de que estaria fazendo o quê?

— Bom... Você com toda a certeza do mundo estaria espancando alguém. — Carl disse, o que provocou várias risadas escandalosas.

Depois do lago, Carl me mostrou as ruas e as casas das pessoas. Era tudo muito bonito. Até entrei em uma, o que me espantou, em pleno mundo pós-apocalíptico e as pessoas moravam em um luxo daqueles.

— Eu conheci sua namorada alguns dias atrás. — Falei enquanto uma moça me oferecia um suco de alguma coisa.

— Quem? — Carl perguntou.

— Não lembro seu nome, acho que era Ênnedy. — Tomei meu suco.

— Ah, Enid. — Ele disse, e eu notei a decepção em sua voz.

— O que foi? Ela não é sua namorada? — Perguntei curiosamente.

— É. Basicamente é. — Carl pareceu pensar. — Definitivamente é. — Constatou.

— Entendi. — Soltei algumas risadas. — Acho que alguém não está feliz por aqui...

— Pode se dizer que as coisas começaram a esfriar entre nós. — Carl disse.

— Bom... Eu não entendo, mas espero que vocês dois consigam se acertar, mesmo eu não gostando dela. — Respondi.

— Por que não gost dela?

— Digamos que eu tenha um detector de pessoas ridículas. — Respondi sorrindo. — Mas enfim, vamos mudar de assunto. Cadê sua irmãzinha? Ainda me lembro que você comentou sobre ela.

— Ah, vamos procurá-la, ela vai amar te conhecer. Judith é uma criança muito linda. - Carl disse.

— Se ela puxou ao irmão, com certeza não é. — Falei, o que gerou muitos risos entre nós dois.

Mas logo foi cessado. 

No mesmo instante, ouvimos uma aglomeração no enorme portão o qual eu deduzi ser o de entrada.

Rick e Daryl corriam para lá, junto com mais duas mulheres. As pessoas começaram a se movimentar, e o portão foi aberto.

Era ele.

Negan.

Mais conhecido como meu pai.

Involuntariamente minha boca se abriu, e Carl olhava para mim com uma cara desconfiada, tentando desvendar o que eu faria no segundo seguinte.

Era minha chance.

O que eu fiz dois segundos depois me assustou completamente. Eu não mandava mais em meu corpo. Apenas ajustava minha respiração, nada mais. 


Notas Finais


TAN TAN TAN TAAAAAAN
Eaí gente, o que será que a Mandy fez?
Vocês gostaram desse pequeno diálogo dos dois?
Enfim, espero que tenham gostado desse capítulo, bjs sweets, até o próximo cap. <3


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