História Lost in Feelings (Winwin) - Capítulo 20


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Haechan, Jaehyun, Johnny, Mark, Personagens Originais, RenJun, Taeyong, Winwin, Yuta
Tags Dong Sicheng, Nct, Nct 127, Sicheng, Winwin
Visualizações 189
Palavras 1.588
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Último capítulo pelo ponto de vista do Winwin. Basicamente é tudo que se passa por sua cabeça.
Não me matem heuehe nem tudo é um mar de rosas
Até as notas finais 💛💛

Capítulo 20 - Recomeço


2 meses depois. Winwin point of View.

Dirigir um automóvel sozinho te faz pensar em muitas coisas.

Ainda mais quando você está com um buquê de lírios brancos no banco do passageiro, indo visitar um túmulo.

As ruas estão tristemente vazias nesse fim de tarde...

Às vezes penso como as coisas seriam, caso tudo no passado tivesse acontecido de forma diferente.

Eu planejava um futuro bom para nós, Soo Min.

Eu tinha fé que tudo se resolveria sem muitas pessoas machucadas.

Sonhava em trabalhar numa profissão normal. Sonhava em ter uma casa só para nós. Em ter filhotinhos da raça Husky Siberiano latindo e correndo pela casa.

Nos imaginava indo ao restaurante dos seus pais nos finais de semana, comendo a comida gostosa de sua mãe.

Sonhava em te buscar na faculdade depois de um dia cansativo. Em te surpreender com um jantar feito por mim mesmo.

Imaginava como seria sua relação com o Chen Le, e como vocês trapaceariam nos jogos como costumavam fazer individualmente.

Em como você usaria saia só pra sairmos em encontros, achando que eu gostaria mais dessa imagem, quando na verdade, eu me surpreenderia até com suas roupas cotidianas. Porque, você sempre foi linda, de todas as formas.

Não me arrependo de ter criado toda uma “guerra” com Jaehyun, pois se não, não teria lhe conhecido. Mas, me arrependendo de ter criado toda uma “guerra” com Jaehyun por tudo no final ter acabado assim.

Na maior parte do tempo, eu apenas me sinto culpado, mas hoje, dois meses depois de tudo, me sinto culpado e arrependido. Cada coisa com um peso diferente, mas se juntas, causam um aperto horrível no coração.

Os acontecimentos causaram liberdades, mas também prisões. Liberdades como por exemplo Johnny, que finalmente está com seu irmão em Chicago. Chen Le que está tendo aulas de Ciência da Computação. Haechan, Renjun, Taeyong que foram para outra unidade fora do NCT, sem muitas tragédias, só uns trabalhos leves aqui e acolá, entre outros. 

Depois de tudo, o código de segurança na minha coxa serviu para alguma coisa. Johnny está livre, assim como todos os outros que não queriam mais trilhar esse caminho de mortes e mentiras.

O chefe da corporação foi preso sob acusação de  manipulação de arquivos e ocultação de fatos. Irá passar o resto de seus dias na cadeia, ele e todos os envolvidos.

E bom, sobre prisões... o que aconteceu com você, Soo Min.


Sinal vermelho.


Um casal passa pela faixa de pedestres de mãos dadas. Ela correndo e arrastando o companheiro com medo de o sinal para pedestres fechar.

Sorrio soprado.

Isso nunca acontecerá conosco.

Batuco os dedos no volante. Olho para as flores no banco ao lado. Lírios brancos.


O sinal abriu.


Findo meus pensamentos e dirijo concentrado nas ruas e curvas.

Hoje o dia parecia tristemente nublado.

-----------

Chegando no cemitério, estaciono o carro que peguei emprestado dos pais do Taeyong.

Suspiro.

Pego as flores e desço do automóvel de cabeça baixa.

Hoje o dia estava tristemente frio.

Caminho em passos pequenos até o meu destino. Quanto mais demorasse pra chegar, melhor.

Olho para todos aqueles túmulos, e penso se todas aquelas pessoas morreram realizadas, se concluíram seus objetivos de vida, isso se tinham algum objetivo.

Subo os degraus devagar.

Se talvez eu tivesse feito diferente no passado, talvez hoje eu não estaria aqui.

Se talvez eu tivesse feito diferente, não estaria segurando essas flores pra levar para “enfeitar” um túmulo.

Se talvez... bom, eu não posso mudar o passado, mas ele era tão jovem.

Jaehyun era muito jovem.

Às vezes a maldade de outras pessoas, torna uma pessoa boa numa pessoa ruim.

Lamento por ele não poder ter tido um recomeço.

-----------

Parei em frente à porta grande de vidro da ala de fisioterapia do hospital. Você estava lá com sua mãe lhe ajudando, com dificuldade pra se manter em pé apoiando-se naquelas barras.

Tudo porque não fui útil suficiente quando você precisou.

Deixei uma lágrima rebelde escorrer dos meus olhos. Seu rosto esboçava seu esforço.

Você me avistou e acenou.

Sorri de volta.


Como pode sorrir, mesmo tendo perdido uma de suas pernas?


Tudo porque não consegui te proteger.

Jaehyun naquele dia, atirou bem em sua coxa ferida. Você já tinha perdido tanto sangue que desmaiou na hora.

Johnny foi logo te socorrer, enquanto eu tentei deter Jaehyun de fazer mais uma besteira. E quando ele apontou a arma pra você novamente, Haechan atirou na perna dele, e o mesmo encurralado, fez o que fez.

Se matou.


Lembro como se fosse hoje, não é como se não tivesse sido recentemente. Te levamos as pressas para o hospital mais próximo. A unidade estava uma confusão, ninguém queria comprar uma guerra que não era deles, então foi fácil sair sem mais estragos, afinal ninguém ali concordava com as altitudes irracionais de Jaehyun.

Você perdeu muito sangue. Sua pele perdeu a cor. Estava nitidamente fraca e ninguém sabia o que aconteceria.

Quando soubemos da cirurgia, meu mundo quase caiu. Seus nervos estavam comprometidos, o osso fraturado não ajudava em nada. Ou era amputar ou manter a perna sem os movimento pelo resto dos seus dias.

Decidimos amputar. Pelo seu “bem” como os médicos aconselharam.

Demorou horas.

Sempre que um enfermeiro passava, eu pedia informações que eles não podiam me dar. Temia por sua vida, porque era uma cirurgia de risco, mas não sabia o que faria, se você acordasse e percebesse que algo estava faltando em seu corpo.

Ligamos para seus pais, e foi difícil explicá-los a situação. Não é todo dia que os pais recebem ligações informando que sua filha levou um tiro e está no meio de uma cirurgia para amputar a perna.

Seu pai logo de cara quase me matou quando chegou. Eu ouvi atentamente cada palavra proferida de sua boca, até mesmo o “nunca mais chegue perto da minha filha”.

Hoje nos damos melhor, acho que você percebeu. Claro, depois de você chorar  muito ao acordar e perceber que eu não estava lá, seus pais tiveram que me receber de volta.

Não lembro de você ter chorado por sua perna. Mas toda vez que lhe pegava encarando aquele vazio, onde deveria ter carne e osso, com o olhar tão perdido, eu sabia que você também se doía por isso.

Eu que deveria ter sido mais forte para está ao seu lado, mas você que me consolava. Você que me aguentou chorar por horas, por simplesmente você ter perdido uma perna.

Eu sei que não está totalmente feliz com isso, e sei que é difícil se adaptar. Seu rosto, fazendo tanto esforço pra mover o que sobrou de sua perna, não mente.

Nem suas piadinhas sobre sua perna mentem.

Eu deveria ter te protegido. Entrado na frente da bala da forma que desse, mas foi tudo tão rápido...

- Winwin! O que está fazendo parado aí?

Limpo qualquer vestígio de choro do meu rosto após essa pergunta, e adentro a sala.

- Estava apenas te observando. Você parece melhor.

- Viu? Apesar de eu ainda não poder colocar a prótese, estimular o que sobrou da minha perna pra melhorar os movimentos para quando eu recebê-la, é muito melhor de acordo com o médico. – ela me disse sorridente.

- Sim, e você está se saindo muito bem. – Disse afagando seus cabelos.

- Seu irmão veio mais cedo, por que não veio junto com ele? – A mãe dela perguntou.

- Fui deixar flores para o Jaehyun.

- Entendo... – concluiu.

Foi um pedido de Soo Min, sempre renovar as flores do túmulo dele, porque não teria ninguém para fazer isso em sua memória. Eu me sentia muito envolvido, porque de acordo com ele, por um determinado período de tempo, eu lhe fiz sorrir então aceitei.

Os pais dela não entendiam, mas também não questionavam, afinal de contas, eles não sabiam de todos os pontos da história. Sabiam que ele que fez aquilo com sua filha, mas não todos os detalhes.

Soo Min mudou de assunto.

- Haechan, Renjun e Taeyong vieram me visitar hoje. – Contou – Não vejo a hora de sair daqui...

- Você vai, então não desanime na recuperação.

- Não estou desanimada. – Contou com um sorriso – Logo poderemos correr por aí

- Soo Min! – Chamei sua atenção e ela gargalhou alto.

Odiava quando ela fazia essas piadas.

- Desculpa, amor. Foi mais forte do que eu.

- Não tem graça, mocinha. – Disse apertando seu nariz.

- Você trouxe meus chocolates?

- Sim.

Ela inclinou seu corpo um pouco pra frente, e eu fui até ela, sendo suavemente beijado.

Ela riu ao findar do contato.

Aquele sorriso que me fazia sentir tão culpado todas as manhãs... talvez o futuro de Jaehyun e Soo Min fosse diferente caso eu tivesse feito certo no passado.

- Eu te amo, Sicheng. – Ela disse.

Ah, droga... fui pego despercebido.

Talvez nós não pudéssemos correr na faixa de pedestre, mas ainda poderíamos conseguir todo o resto, certo?!

Ir no restaurante de seus pais, ter nossa casa, jogar até tarde da noite, jantares surpresas e filhotinhos de cachorros latindo e correndo pelo nosso lar. Eu ir buscá-la na faculdade que agora voltaria com o apoio de seus pais, e bom, se ela quisesse usar saia, eu ficaria orgulhoso.

Ainda poderíamos reconstruir tudo da nossa maneira.

Talvez eu me sinta culpado toda vez que olhar para aquela perna de prótese?! Sim, mas eu ainda sou egoísta demais pra deixar que isso apague todos os sentimentos de amor que tenho por ela, permanecendo ao seu lado.

Ainda poderíamos reconstruir tudo da nossa forma, afinal esse era o nosso recomeço.

- Também amo você, Lee Soo Min.


Notas Finais


Sei que não é aquilo que muitos esperavam, mas a vida não é perfeita, e quis colocar isso na fanfic, de muitas maneiras possíveis. Winwin era o mocinho, matou pessoas inocentes, Johnny era o "vilão" e amou incondicionalmente o irmão de seu inimigo. Soo Min escolheu se sacrificar mesmo sabendo dos riscos, e Jaehyun era um louco que apenas queria ser feliz. Lances da vida, espero que tenham pegado a mensagem :') Lost in Feelings é basicamente isso: perdido em sentimentos. Sejam eles: raiva, amor, loucura, sacrifício, inseguranças, arrependimento, medo, entre outros ♡
Foi isso! Obrigado a todos que acompanharam Lost in Feelings até aqui. Como já disse, comecei na brincadeira, achando que ninguém leria, mas temos 140 pessoas que me deram muito amor durante esse tempo todo em que eu enrolei pra atualizar kkkkk. Queria postar na sexta, que foi meu aniversário, mas não tinha nada escrito e não quis forçar :')
Não sei se irei continuar com as fanfics por um tempo, mas obrigado por tudo mesmo ><


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