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História Lost In Yesterday - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


Oie amorinhas, tudo bom com vocês? Eu espero que sim (´・` )♡.
Só pontuando uma coisa que eu esqueci de dizer: a Nanase Kishibe é uma personagem criada pelo Araki e aparece apenas no "Rohan at the Louvre" e até onde eu pesquisei ela é uma parente do Rohan.
Vamos ao capítulo, boa leitura à todos (❁´▽`❁)*✲゚*.

Capítulo 3 - III - Lucky


O pátio da escola acolhia os alunos nas horas do intervalo assim como a cantina, os estudantes se reuniam em seus grupos para jogar conversa fora. Rohan e seus amigos sentavam-se nos fundos do estabelecimento aberto, em mesas de granizo arredondadas cujas nem tão limpas eram, se passasse o dedo ali sairia com tanta gordura à ponto de não conseguir ver mais as digitais pelo tanto de sebo que ali havia, quem sabe até a combinação de azulejos amarelos, azuis e pretos fossem menos sujos que as próprias.

Geralmente Hermes, Narancia, Fugo, Trish e ele lanchavam, almoçavam juntos. De vez em quando Jolyne e Anasui juntavam-se com os outros, porém maioria do tempo preferiam passar o recesso à sós, eram em pequenas vezes como estas que o casal vinha a sentar-se para conversar ou simplesmente ficarem lá para deixar todos como mesa em ceia de Natal, cheia de velas.

 Trish fofocava com as meninas sobre o vestido duma modelo de uma revista qualquer, Hermes se voltou para Rohan percebendo um curativo em seu braço, o rapaz passava o garfo por seu macarrão de maneira tão lenta que não haviam sombra de dúvidas que o almoço já deveria estar frio e sem graça, estava quase jogando sua cara amassada pela mão no meio do prato, seus olhos estavam caídos pelo cansaço e seguravam-se apenas por conta da força das olheiras marcadas – ainda teria que aguentar mais dois horários de biologia seguidos, ao menos o último seria artes. Percebendo o tédio do outro, Costello ousa interrogar sobre seu antebraço, assim como também adicionou o fato de que havia visto-o andando com Josuke no dia anterior no momento em que ia ao correio. Kishibe conta o acontecido incluindo a parte qual daquela hora em diante passariam a estudarem juntos graças à miserável fuga.

Uhh, e o que acha dele? – A garota deixa sua curiosidade falar mais forte, dando cotoveladas no outro junto com algumas piscadelas.

— Ele é bem bonito, não vou mentir, mas o cabelo dele é bizarro.

— Opa, opa, estão falando do Josuke? – Jolyne, qual antes prestava atenção apenas no fresco e azedo picolé de limão cujo chupava, traz a concentração para o papo dos dois. — Já vou te dizendo, Rohan, estou ficando na casa dele por um tempo e andei vasculhando as suas coisas quando estava fora, descobri que ele tem uma queda por Okuyasu. Traduzindo, se for para gostar dele, já pode ir tirando o cavalo da chuva.

— Como é? Josuke está gostando do Okuyasu? Eu jurava que eram apenas melhores amigos! – Trish indagou surpresa quase se engasgando com a bebida qual tomava, Narancia lhe deu alguns tapas nas costas para que parasse a tosse.

— Esperem aí, eu não quis dizer nesse sentido. Ele continua sendo um babaca idiota e infantil, só é bonito, nada demais. – Rohan se intervém tomando as rédeas da fofoca antes que elas continuassem incomodando-o.

Trish tenta convencê-lo que várias pessoas gostariam de ficar com Higashikata e também o diz sobre o band-aid bonitinho que havia ganhado, não se era todo dia que se achava um daqueles, poderia ser edição limitada. O rapaz ainda insistiu em dizer que seria melhor JoJo continuar se iludindo com seu melhor amigo, não que ele fosse alguém ruim, entretanto conseguia ser irritante.

Kishibe conversou um pouco com Jolyne. A menina explicava o porquê de estar passando certo tempo na casa de seu parente desde que seu pai, Jotaro Kujo, trabalhava como biólogo marinho e tentava juntar dinheiro para alugar uma casa ou apartamento em quesito de morar com sua filha e seu noivo, Noriaki Kakyoin, que estava vivendo em uma quitinete minúscula. Por isso Jolyne não podia ficar nem com o pai ou padrasto, sendo o último lugar restante, a casa de seus familiares. Sua mãe não tinha tempo ou dinheiro para cuidar dela, sendo assim ela visitava-a algumas raras vezes no ano.

 

*

 

Kakyoin trabalhava como professor de artes na escola principal de Morioh, definitivamente era um dos professores favoritos de Rohan, assim como suas aulas e tudo que ensinava. Sua paixão pela matéria de artes começava todas as vezes que o ruivo escrevia seu nome no quadro negro com o giz branco que esfarelava fácil, prestava sempre o máximo de atenção possível no que se era dito, o adolescente costumava sempre trazer mais curiosidades para ele no fim do horário, gostava de trazer suas ideias e de vez em quando mostrava algumas pinturas que fazia. Quando Noriaki contava sobre o contexto histórico, Kishibe conseguia imaginar os momentos tão vividamente, rico de detalhes e se afogava na nostalgia de memórias quais nunca viveu.

Na sala haviam algumas bancadas onde os estudantes sentavam-se em pares quais Kakyoin escolhia de bimestre em bimestre ou semestre em semestre – dependia muito de como seu humor estaria na semana da mudança – com o intuito de os mesmos interagissem uns com os outros. Daquela vez não seria diferente, e Rohan nem estava preocupado com a escolha dele já que das últimas vezes fez dupla com pessoas bem caladas como Fugo e Giorno.

O professor começou a ditar os nomes a medida que os alunos entravam pela porta em uma fila, assim já iriam direto para suas bancadas. Logo chegava a vez do garoto, estava começando a ficar ansioso pela ideia de agora poderia sentar-se com alguém que não conhecia, alguém sem graça ou que ficaria enchendo o saco. Levantou a cabeça e disse para si mesmo que não havia motivo de ficar nervoso, afinal se veriam duas vezes na semana caso fosse alguém irritante.

Noriaki, ao ver seu querido aluno entrar pela porta com um sorriso meio apagado, o cumprimentou com uma alegre feição.

— Rohan, você vai se sentar com... deixe-me ver... – O mais velho procurava por seu nome pela lista, a cada linha que passava, Kishibe sentia o suor frio escorrer por seu pescoço e deslizar para o fim de sua coluna, em uma corrida demorada e agoniante. — Higashikata Josuke.

Rohan entrou em choque, quase quis rir, entretanto ao ver que Kakyoin parecia falar sério, segurou seu sarcasmo e reclamações lá no fundo da sua mais árdua alma ignorante, seguiu caminho para a mesa onde Josuke já estava, carregando um sorriso insuportavelmente bem aberto. O menor joga sua mochila esperando o pior daquelas aulas, suspirou fundo e deu uma olhada superficial para Higashikata com as mesmas vestes azuis de sempre.

— Que sorte, não é?! – Josuke demonstra felicidade no instante qual o outro senta-se ao seu lado carregando uma expressão mais morta impossível.

“Sorte... Claro... é quase como sentir que ganhei na loteria, só que em vez de dinheiro eu ganhei azar atrás de azar. Talvez seja hora de checar meu horóscopo de novo, da última vez que eu estava nessa onda era porque mercúrio estava retrógrado.” O esverdeado pensa rolando o olhar devido ao comentário do jovem ao seu lado, apoiando o peso de seu rosto em sua mão.

— Josuke, vamos combinar o seguinte; eu não quero ouvir a sua voz durante as aulas de artes, tá certo? – Sugeriu.

— Tá bom.

Rohan voltou a visão para o professor que iria iniciar a aula, finalmente alguns segundos de paz, achou mesmo que o garoto havia entendido o recado pelo silêncio que se formou. Kakyoin escrevia um resumo da matéria vista no ano anterior e comentava sobre o planejamento anual em alto e bom tom agora que todos da classe estavam sentados.

— Como está o seu machucado?

— O que eu acabei de te falar? Estou tentando prestar atenção. – Retrucou ainda vidrado no quadro.

Josuke suspirou e virou sua face para a janela, não entendia o porquê de tanta dedicação para uma matéria, em sua visão, inútil. Começou a fazer alguns barulhos com a boca – como estalar a língua e dentre outras coisas – quais intrigavam o adolescente ao seu lado, não deu muita bola e seguiu a voz alta do professor, aprofundando seus conhecimentos e mergulhando nos aprendizados cujos iam até o último e mais íntimo estágio da imaginação. Contudo, em todo esse meio lúcido, havia algo que martelava sua mente repetidas vezes, fazendo-o desconcentrar-se do mundo mágico qual caminhava.

Ao voltar à realidade notou que o martelar irritante vinha do menino ao seu lado, rangeu seus dentes ainda tentando focar apenas no conteúdo, e mesmo se esforçando não era o suficiente já que podia ouvir o desprezável som que saia dele. Apertou a mão forte o suficiente à ponto de ver suas unhas pequenas e roídas marcadas em tom avermelhado em sua pele.

— Você quer ficar quieto?! – Reclamou não obstante de pensar em consequências de os outros colegas escutarem-no, abaixou o volume com objetivo de chamar menos atenção. — Meu braço tá melhor se é isso que quer saber.

— Por que se interessa tanto em artes? – Questionou encarando o vidro limpo qual tinha uma imagem do céu claro e azulado.

— Porque é o único momento do meu dia em que posso ser eu mesmo sem me preocupar com opiniões alheias.

Higashikata deitou o rosto no granizo frio, olhando para o adolescente que grudava a vista em Kakyoin, analisou o delineado marcado em sua mandíbula, seus cílios e as poucas espinhas em sua pele esbranquiçada como leite azedo, as jades esverdeadas de seus olhos carregavam um sentimento melancólico por trás quais apenas Josuke via. Rohan até agora não havia contado o porquê de ter se machucado de maneira tão brusca, não lhe restavam dúvidas que havia sido chicoteado por algum tipo de cinto em suas costas, no entanto, qual seria o motivo de tal acontecimento?

 

*

 

A tarde surgia em Morioh-Cho mais uma vez, o sol não tinha sido apreensivo com aqueles que andavam por baixo de seus raios tão escaldantes, poucas nuvens também flutuaram pelos céus naquele mesmo dia. Para quem jogava esportes seria mais fácil desmaiar de calor e mesmo assim tamanho forno não impedia certos jogadores de treinarem em meio campo.

Uma bola branca surgiu correndo em alta velocidade, atravessando o corpo de Josuke que tentava rebatê-la, limpou o suor cujo escorria por sua testa e assistiu o arremessador arfar tanto quanto um cão quase morto em um deserto, sedento por água. Okuyasu e Koichi jogavam junto com os dois nas mesmas posições de sempre, o menor pegou a pequena esfera cortiça e levantou-se, sugerindo que parassem pois já haviam treinado o suficiente para uma tarde. Mista insistiu que precisava treinar mais a maneira que arremessava, todavia já estava visivelmente cansado e seus músculos queimavam pelo esforço feito, a garganta seca gritava por algo para beber e as vezes que respirava mais forte sentia as veias de suas narinas corroerem-se pela dor.

Nijimura tenta avisá-lo de que caso continuasse poderia passar mal de desidratação ou pior. Guido, que até então tentava recuperar o ar perdido, notou que não ia ter jeito mesmo, desistiu e saiu de seu posto para seguir caminho ao vestiário, frustrado e com uma posição exageradamente torta.

Josuke tomou a mesma iniciativa, indo à frente de seus outros dois amigos, arrastando seu taco de madeira pela grama verde-oliva não muito bem cuidada do campo. Okuyasu se aproximou em passos ligeiros e corridos.

Oe Josuke, quer sair esse fim de semana? – O grisalho pergunta colocando uma das mãos no ombro da camiseta cinza suada que seu amigo vestia. — Vamos ao cinema! Vou levar Aya comigo e você pode levar mais alguém.

— Sei não, acho que vou estar ocupado. – Falou chegando próximo de uma cesta metálica, colocando seu taco junto aos outros que ali haviam.

— Mas você nunca recusa! Tenho certeza de que não fará nada esse fim de semana.

— E eu vou ficar de vela? – Se virou com as sobrancelhas levantadas, caminhou para seu armário sendo seguido pelo outro.

— Não é ficar de vela se chamar mais alguém.

— Oh, verdade, vai ser o candelabro inteiro! – Rolou os olhos, abriu a porta e pegou um pente vermelho para arrumar seu cabelo, olhando sua imagem, as íris claras frias, assombrosas no espelho cujo refletia o abismo por trás de uma paixão tão vazia quanto.

Okuyasu encarou-o por alguns segundos com uma expressão confusa e magoada.

— Ei, JoJo... vou ser sincero contigo, eu não sei o quê andou acontecendo com você, andou diferente e... eu andei pensando sobre o negócio que o Hazamada disse... mas eu acho que ele tem razão. Eu sei lá, não sei explicar... só me parece que você está com ciúmes. – Comentou encolhendo-se pelo medo de o amigo voltar-se contra si.

— Oi? Pfff você está viajando total. – Bufou junto à uma risada forçada.

— Josuke, desde que andei te falando sobre a Aya você ficou todo esquisitão.

— Deve ser coisa da sua cabeça. – Fechou o armário com força.

— Seja lá o que for eu realmente quero que você vá com alguma pessoa, pode ser até o Koichi! Eu só preciso de mais alguém para fazer com que ela se sinta confortável. – O jovem choraminga. — Você nem vai precisar mais ficar sentindo ciúmes dela estar passando mais tempo comigo.

Okuyasu era realmente idiota, não havia entendido que o problema não era deles não estarem passando o mesmo tempo de antes juntos e sim que haviam alguém se intrometendo em sua paixão.

Dia pós dia a decepção de Josuke ficava ainda maior, desgastava-o e seu ciúmes nem sequer era mais ciúmes em si, ali havia somente raiva, desgosto e uma sensação quase de abandono, desconectado da realidade.

— Eu vou pensar, Okuyasu. – Pronunciou em tom sério, encarando-o pelo canto do olho em direção para os chuveiros.

Nijimura mirou-o da mesma forma que um animal carente faria, franzindo o cenho e procurando algo para falar, ficou ali, parado, vendo o outro se encaminhar para o lado oposto de si. A possibilidade de seu melhor amigo estar gostando dele estava mudando em sua perspectiva, o que significava algo bem ruim.

JoJo foi tomar um banho numa das duchas do vestiário, passando as mãos por seu macio e sedoso cabelo, sentindo os pingos percorrerem por seu corpo, encharcando-o e deixando o suor pesado se ir na água fria que entrada em contato com sua derme inicialmente quente. Sua respiração pesava ao fechar os olhos e lembrar das falas de Okuyasu sobre o quão estranho seria caso Higashikata gostasse dele ou sobre o ciúmes que sentia.

Afinal, seria mais fácil deixar o passado de lado e tentar esquecê-lo. Infelizmente, para alguns fazê-lo acontecer seria uma tarefa incrivelmente difícil, mais que apenas falar.

 

 

*

 

 

Após vários dias no hospital, Fugo havia por fim voltado à sua casa. Seu rosto ainda estava inchado com várias marcas roxas por todos os lugares, esse provável que demoraria mais alguns dias para sair e voltar à rotina. Ao menos, fora isso o recomendado.

As coisas com sua família estavam boas de novo, sem ressentimentos, porém quanto à seus amigos sentia que estava tudo caindo em pedaços. Ter jogado uma parte de sua culpa para cima de Rohan, esconder o sexo entre ele, Mista e Giorno, e que nem lembrassem-no do loiro, o momento mágico transformou-se em um verdadeiro pesadelo, imaginar do verde intenso de seus olhos julgando-o quando descobrisse sobre era enlouquecedor, perdia o ar pelo frio na barriga.

A campainha da porta foi tocada repetidas vezes, ouviu uma voz peculiarmente fina, familiar que o chamava. Com o mínimo de dificuldade, moveu-se em direção à porta, ao abrir deu de cara com Trish e Narancia, quase deu um pulo para trás e teve a impressão de que eles também ficaram tão assustados quanto. Não sabia onde ou como esconder sua cara toda ferida, deveria ter pensado em sua situação antes de sair abrindo a porta sem mais nem menos.

A garota estava tão perplexa à ponto de gaguejar tanto que nem se entendiam mais as palavras quais tentava dizer ou formular, as esferas esmeraldas de seu fino rosto enchiam-se de lágrimas aflitas quais escorriam por suas bochechas rosadas.

— Fugo... o-o que houve? – Ela se aproxima com as pálidas mãos ossudas no peito, analisando seu esmalte branco já desgastado.

— O mesmo de sempre. – Respondeu recebendo um grande e apertado abraço dela.

Narancia se juntou aos outros dois, comentando que Rohan havia os dito que estava doente. O louro não sabia qual desculpa dar desta vez, seu nervosismo atacou-o com tudo, navegou fundo em sua mente e tentou alinhar a ordem dos fatos dizendo que havia ficado doente, logo depois brigou com o pai. Ghirga tentou insistir em contar o porquê da briga, contudo Fugo não abriu a boca.

Ao se separarem, entreolharam-se num clima bem tenso e bizarro, a menina aperta seu braço disfarçando a preocupação e vergonha. Mordendo seu lábio inferior preenchido por gloss de chiclete com glitter.

— Acho que vamos indo, assim sendo... – Una tenta forçar um sorriso claramente falso.

— Por que vieram aqui? Eu sei que não foi por nada ou só para ficarem me encarando por dois minutos.

— A Trish vai sair e precisava de alguém para ficar de olho em mim, já que ela não goste que eu fique sozinho em casa com o Diavolo lá. – O menor explica com um grande sorriso. — Eu já disse para ela que posso muito bem ficar sozinho, só que ela nunca deixa!

Trish empurra-o e chama sua atenção por ter dito o que não devia, ao menos era a verdade que Fugo queria ouvir.

— Já sei! Posso ficar com Bruno e Leone!

Quando estava com eles não sentia vergonha de ser quem ele era, podia usar maquiagem, roupas tanto masculinas quanto femininas, ninguém ligava mesmo. Considerava um dos lugares mais felizes do mundo. Já havia ganhado até vários batons, calças e diversos outros presentes dos dois, tudo preto, é claro.

— Nem pensar! Eles já estão na faculdade! – A rosada diz. — Com certeza não terão nem tempo para ficar cuidando de uma criança.

— Trish, o Narancia é um adolescente da nossa idade, ele pode muito bem ficar sozinho. – Ele profere arqueando uma das louras sobrancelhas. — Para de pensar que ele é como um irmão de dez anos, nem da sua família ele é.

— Da última vez que ele ficou sozinho bebeu uma garrafa de vodca inteira e sabe-se lá quantas latinhas de cerveja! Quase se afogou na banheira e quando meu pai chegou em casa, se deparou com aquela cena. Adivinha em quem caiu a culpa? É, em mim. – Resmunga, estava atrasada para um evento importante e não tinha mais tempo à perder.  

Com muito custo, Una se convence da ideia de levá-lo ao apartamento de Leone e Bruno, porém desta vez Ghirga havia inventado de querer que Fugo fosse junto. Ela tenta avisá-lo de que o amigo não estava em boas condições de sair, precisava ficar em repouso, irritando-se com seu atraso e agora o italiano ficar agindo como uma criança mimada.

Pannacotta perde a paciência e diz ir apenas para tirá-los de sua cabeça já estressada o suficiente, transpirando cortisol* por todos os lados. Estabeleceu um horário de volta antes das seis horas – desde que seus pais voltavam sempre das sete e meia às oito – e assim foi feito.

Trish correu apressada para pegar um bonde elétrico que passava na rua, deixando ambos continuarem o caminho à casa. Fugo estava sentindo-se um tanto quanto incomodado pelas pessoas que passavam pela calçada e ficavam encarando-o, tentou amenizar a sensação pensando que se fosse na escola poderia ser pior. Narancia, por sua vez nem parecia ligar, caminhava quase em pulos.

Bruno Bucciarati e Leone Abbacchio, um casal de italianos cerca de um ou dois anos mais velho que os outros, dividiam o apartamento com mais alguns amigos. Ghirga amava passar seu tempo com eles, já Fugo tolerava-os – talvez a única pessoa que ele realmente tivesse prazer em passar seu tempo era seu querido Giorno Giovanna.

O apartamento também não era lá essas coisas, antigo e cinzento, a grama e flores na entrada eram meio mortas, localizava-se em uma rua onde moravam apenas restos de sacos de ossos e poeiras, talvez alguns mendigos drogados. O menor tocou o interceptor, inserindo o nome dos moradores, em menos de alguns poucos minutos depois a larga porta de vidro escura e opaca fora destrancada, Narancia abriu-a dando uma visão do corredor principal, Pannacotta tinha calafrios todas as vezes que entrava ali. A luz já fraca piscava sem parar, enquanto algumas outras nem funcionavam mais, o tapete em que andavam era rasgado, amarrotado e nojento, haviam algumas baratas mortas pelos cantos do chão, o cheio infame da poeira e mofo infestavam o local limpo pelo menos uma vez no mês ou quem sabe no ano. Será que não havia lugar melhor para morarem?

Em compensação o prédio era seguro, por mais incrível que parecesse. O aluguel era aceitável, não tão longe do centro ou de suas faculdades e haviam vários quartos.

Narancia nem dava atenção para a amedrontadora aparência que o local tinha, seguia com um sorriso estampado de orelha a orelha, Fugo admirava a coragem do pequeno. À medida que iam se aproximando da porta, podiam ouvir uma música agressiva qual ficava cada vez mais alta e um peculiar cheiro de cigarro, ao menos a sujeira ia deixando de ser um problema.

Tocaram na porta e esperaram alguém atendê-los, o louro colocou suas mãos no bolso e encarou Ghirga pelo canto de seus olhos, ficaram ali por pelo menos dois minutos encarando a precariedade do corredor, percebendo que ainda não haviam escutado pela altura da música resolveram tocar mais uma vez, ainda sim ninguém veio. O maior perdeu a paciência bufou e chutou a porta com força diversas vezes com a sola de seu sapato engraxado, fazendo um estrondoso barulho. Foi-se diminuído o volume e até que enfim perceberam a presença deles, a porta foi aberta por um homem tão branquelo, branco azedo mesmo, de longos cabelos claros e maquiagem escura assim como o restante de suas roupas. Mirou primeiro para Fugo já que seria impossível não perceber seu rosto, não demonstrou emoção, sem ligar ou querer saber o porquê de tão ferido, todavia, ao ver Narancia deu um sorrisinho sensato.

— Trish teve que sair, será que podemos ficar aqui? – O menor pergunta adoravelmente.

— Sabe que é sempre bem-vindo aqui. Vamos entrando, o Bucciarati vai ficar muito feliz.

— Abbacchio, sei fantastico!* – Sorriu se acomodando ali dentro, recebendo do outro um abraço e carinho desajeitado em sua cabeça.

— “Ciao”* para você também, Leone. – Diz Fugo virando seu rosto para ele em clima irônico.

Abbacchio estendeu a mão para que se cumprimentassem mais formalmente, Pannacotta o corresponde ao chacoalharem suas mãos de modo gentil, pediu para que se sentasse em uma mesa próxima a janela aberta da sala e assim o fez, ficou parado, atentando-se ao seu reflexo distorcido na mesa de vidro limpa revestida com um plástico transparente amassado.

Ao contrário do resto da estrutura do prédio, o apartamento era rico em cores, todas as paredes tinham uma cor diferente que combinavam entre si. Não era de se esperar que um bando de góticos vivessem em um ambiente tão alegre e cheio de vida, haviam até algumas plantas bem verdinhas na varanda.

Bruno vivia com seu namorado que estava tentando livrar-se do maleficio de ser um exímio fumante, no entanto ficava difícil manter sua palavra quando o resto de suas amizades também tragavam ou bebiam muito. Caso não fosse por ele, Leone provavelmente teria sérios problemas de saúde, quase perdeu seu amado em troca de drogas, assim sendo, esforçava-se para evitar a tentação, colocava o moreno à cima de seus desejos.

Bucciarati saiu da cozinha vestindo um avental azul com listras brancas – ou seria branco com listras azuis? – se aproximando para vir abraça-lo, quando percebeu a situação do mesmo, tentou esconder o susto. Já estava saturado das pessoas ficarem olhando-o desta forma, requestou que não perguntasse o que havia acontecido pois já estava enchendo sua limitada paciência. Bruno sentou-se então na cadeira próxima ao seu lado, cruzando suas pernas e arrumando seu cabelo levemente desajeitado.

Ouviu um rangido de algo se abrindo, ambos levaram seus rostos até o possível local de onde viera o barulho, de um dos quartos saíra um alto rapaz albino de olhos negros e vermelhos que coçava-os como se tivesse acabado de acordar.

 — Risotto, pegue um dos jogos de tabuleiro, por favor. – Bruno suplicou. — Estão nesse móvel logo à sua frente, pode pegar o primeiro que ver.

O outro afirmou com a cabeça, Bucciarati retoma sua visão para o louro, coçando o queixo e dando um longo bocejado com uma espreguiçada lenta, levando seus braços para o alto.

— Então, como vão as coisas com Giorno? – O italiano moreno interroga apoiando seu peso na mesa.

— Não tinha nada melhor para perguntar? – Suspirou. — Eu acho que as coisas nunca estiveram tão ruins, sendo bem sincero. Foi de “uau, maravilhoso” para “nossa, acho que me ferrei”.

— Não seja tão negativo. – Ele ri, recebendo uma caixa de jogos em sua frente, agradeceu Risotto que não respondeu nada. — Ele não é muito de falar, não liga.

Leone e Narancia achegaram-se, o menor toma um lugar na mesa, Bruno leva sua cabeça para trás olhando para seu namorado, tendo seu cabelo acariciado pelo mesmo.

— Tem como ir pegar o chá que deixei lá na cozinha, amorzito? – Bucciarati o pede esfregando em sua mão como um gato, recebendo uma afirmação de seu amado que não tirava seus olhos amarelados dele. — Vão querer também? – Voltou sua cabeça para o lugar.

— Depende por quem foi feito. – Fugo responde torcendo o nariz. — Teve uma vez que ele nos ofereceu um chá, tinha cheiro e aparência de urina.

— Talvez fosse, da próxima eu te dou urina de verdade para beber. – Comentou abandonando os cabelos negros de Bruno, indo à cozinha pegar o bule e algumas xícaras.

Pannacotta abre a caixa do “Jogo da Vida” e desdobra o tabuleiro, separando as peças em fileiras proporcionais, colocando os pinos em seus próprio carrinhos de variadas colorações, Narancia já escolhe a peça laranja e a posiciona no lugar da partida, Fugo escolheu um carro vermelho e Bucciarati, o branco. A roleta fora colocada no meio do mapa, Abbacchio chegou com a bebida quente fumegante em suas mãos, argumentando de que se não fosse o banqueiro nem faria questão de jogar.

Bruno girou a roleta.

— Sabe, Fugo, de início eu pensava que não essa sua paixão duraria tanto, sério. – Pulou em direção à sétima casinha. — Me formei em arquitetura e ganho cerca de setenta mil ienes*, qual dos dois é o próximo?

— Eu também não esperava por isso, só que o problema é que as coisas desandaram mesmo ultimamente. – O louro gira e se encaminha para a casa mandada. — Você só pode estar me tirando, eu vou ter que voltar para a largada!

Ghirga obteve um número alto na roda, fazendo-o tirar uma das melhores opções, comemorou em alegria recebendo de Leone, seu alto salário de mentirinha.

— Já que estamos falando de Giorno, esqueci de te falar mas ele perguntou de você num desses dias. – O pequeno menciona lendo as próximas casinhas, bolando uma estratégia para trapacear. — Na real, não foi nada demais, ele só precisava de alguém para fazer o trabalho em dupla de sociologia, talvez tenha percebido apenas por isso e então veio perguntar.

O sorriso apaixonado de antes desapareceu rapidamente com o depoimento de seu companheiro, agradeceu-o de forma satírica, franzindo o cenho e suspirando quente, quase jogava seu corpo na mesa dada a má postura.

Era vez de Bucciarati de novo, tirou a sorte na roleta, analisando suas opções.

— Eu acho que vou continuar mantendo distância. – Fugo afirma tirando a pele de seu lábio ressecado.

— Droga, perdi dez mil pela compra de um apartamento novo. – Bruno reclama, murmurando alguns xingamentos no instante em que pagava. — Eu não estou entendendo o porquê do seu comportamento, até parece que você fez algo de errado.

Narancia pediu uma pausa para ir ao banheiro, eles ajeitaram-se nas cadeiras e o casal olhava-o fixamente esperando sair algo de sua boca, sua razão dizia que era para ficar calado, já a emoção implorava para que contasse. Seus olhos lilases estavam hipnotizados na confusão dentro dele.

— O Mista, Giorno e eu... bem.. é... a gente meio que andou fazendo umas coisas tipo... – Murmurou baixo e enrolou as palavras fazendo com que ficassem indistinguíveis, fazendo repetidos movimentos sem sentido com as mãos.

— O quê? – Abbacchio espreita a visão aparentando estar confuso. — Fala mais alto.

Eufizsexoatr...

— Fugo para de enrolar, tenta dizer com mais calma. – Bruno bebericou seu chá, assoprando-o.

EufizsexoatrêscomelesenãopedipermissãoparafazercomoGiorno.

Ambos entreolharam-se confusos tentando decifrar o período dito, Bucciarati acalma-o falando que prometeriam não julgá-lo por seja lá qual fosse a razão, não iriam bater nele ou expulsá-lo de casa.

— Eu. Fiz. Sexo. A. Três. Com. Eles. E. Não. Pedi. Permissão. Para. Fazer. Com. O Giorno.

Bruno não conseguiu digerir aquilo de primeira, teve que repetir para ver se havia entendido com clareza, expressava-se de modo confuso. Virou-se para seu namorado que manifestava alguns poucos sinais de surpresa como as sobrancelhas arqueadas e o olhar aberto.

— Já pode bater nele agora? – O grisalho interroga apontando para o louro encolhido na cadeira em posição fetal, cobrindo seus braços em sua cabeça.

O outro nega fazendo o possível para manter a postura, tentou pensar positivo declarando que poderia ser pior, talvez Giovanna nem fosse ver tanto problema e quanto mais cedo contasse para Mista, menos bravo ele ficaria. Entretanto não era assim que Pannacotta pensava, era justamente o contrário para ser mais exato, seria quase o fim do mundo se contasse, sentia-se com vontade de vomitar só de pensar no casal descobrindo sobre seu humilhante segredo, o Giorno descobriria de sua paixão da pior maneira possível, não o olharia mais com os mesmos olhos de antes.

A sua vida estava excelente só de ajuda-lo em alguns deveres e trabalhos, apreciá-lo tocar piano ou admirá-lo do outro lado do corredor, conversando com seu namorado que carregava o peso quando não dava conta de carregar os livros de química e gramática. Como queria ter o poder de apagar o tempo.

Narancia saiu do banheiro passando as mãos molhadas em sua camisa preta, deixando marcas de seus dedos ali, sentou-se na cadeira percebendo que todos olhavam-no.

— Perdi alguma coisa?

— Na verdade, eu acho que você só ganhou. – Leone pronunciou com a voz sonolenta junto à um rolar de seus olhos amendoados.

 

 

*

 

 

Cerca de sete e quarenta do fim de mais um dia, o sol poente já nem era visível mais, as estrelas recém-despertas brilhavam aos poucos acompanhadas da lua sorridente, as casas ligavam suas luzes incandescentes, enormes e amareladas, da janela do quarto de Rohan, era o que Josuke conseguia ver. Sentado ouvindo o garoto comentar coisas sobre o desenvolvimento literário japonês enquanto Napoleão Bonaparte ainda estava vivo, Kishibe grifava as palavras-chaves em seu enorme livro de literatura, JoJo, por sua vez, já nem prestava mais a mesma atenção de quando entrou em sua casa.

Respirava profundamente com o rosto apanhado por sua mão, derretendo-se em meio ao tédio intenso que sofria. Outras coisas passavam pela mente exausta dele, como inventar uma desculpa para não ter que ir ao cinema com Okuyasu e Aya. Ficar doente? Não, muito previsível de ser mentira. Aceitar acompanha-los e dizer que precisa ir ao banheiro do cinema para fugir? Viável. Até tal instante o melhor que havia pensado era fazer ciúmes.

Josuke arquejou, deitando-se na cadeira, já com dor na coluna e pernas formigando por ter passado tanto tempo sentado fazendo nada, mirou para o teto de cor neutra, seus olhos azuis encontravam-se com a imagem fértil das histórias dos escritores quais o jovem ao seu lado contava. A voz de Rohan era calma, suave e misteriosa o suficiente para seguir contando sobre o livro à ponto de dormir ali mesmo. Lentamente nada mais tomava forma, tornando-se em somente em borrões escuros, a fala ficava mais e mais devagar, coincidentemente seu corpo relaxava e ficava mais pesado.

Ouvia algo distante chamar seu nome.

— Josuke, você tá prestando atenção? – O esverdeado chamou-o estalando os dedos defronte ao seu rosto.

Num salto abriu as orbes e ajeitou sua postura, dizendo repetidas vezes que estava acordado. Rohan flertou-o sério e irado, passou as mãos pelos pequenos fios verdes de seu cabelo, suspirando.

— Escuta, se for para eu ficar de tutor e você não prestar atenção, eu vou parar e te deixar sozinho nessa. Como planeja se sair bem nas avaliações sendo que não dá a mínima para o que eu digo? – Kishibe argumenta em tom sério.

— Sei lá.

Aquela fora a gota d’água, enfureceu-se e o ameaçou sem pensar.

— Se você não prestar atenção de agora em diante, eu... – Droga, não tinha em mente algo para ameaça-lo. — ...e-eu vou.. ahm.. – “Vamos, pense Rohan, pense”. — Eu vou contar para o Okuyasu que você gosta dele!

Josuke toma um rápido ar com a boca, arfando perto de engasgar, arregalou as safiras e arqueou as sobrancelhas cheias. Será que era tão óbvio assim o fato de que gostava de seu melhor amigo? De toda forma, tinha que pensar em algo para revidá-lo, e rápido.

— Você não ousaria... – Falou lhe dando um tempo maior para vir algo em sua mente.

— Não apenas ousaria como também vou fazer! – O menor retruca com os braços cruzados, sorrindo cinicamente.

— Então eu vou contar para sua família o que sobre suas deten-

Antes que pudesse terminar teve sua boca calada pelas mãos geladas de Rohan, quem rangia os dentes com força. Soltou-o e ele repetiu ainda mais alto para que as pessoas da casa pudessem ouvi-lo, no entanto Kishibe impedia-o de continuar.

— O que quer de mim? – Deixou suas mãos irem mais uma vez, ainda preparado caso insistisse em gritar de novo.

— Você faria qualquer coisa para eu não contar?

— Nem ferrando.

— Então tá, eu acho que é melhor eu ir falar com seus parentes.

Se pudesse Rohan já estaria soltando fogo pelos olhos, desviou o rosto, deixando com que fizesse seu pedido.

— Vá no cinema comigo neste fim de semana. – Proferiu sentindo um pouco de vergonha. — Okuyasu me convidou para ir junto com a garota que ele está ficando, eu queria levar alguém para... que ele perceba que sou melhor.

O outro ficou em silêncio, relaxou seus músculos e deslizou a vista até o piso violeta de seu quarto.

— E você quer me usar para fazer ciúmes nele?

— Sim! Q-Quer dizer, não! Mas espera, antes de recusar, eu quero que me escute. Quero fazer mais um trato-

— Você é cheio de tratos, Higashikata. – Ele espreita a visão e torce o nariz, desconfiado.

— Eu te dou minha palavra que vou me esforçar para estudar com você, tirar notas altas. As maiores da sala! – Afirmou. — Se isso não acontecer, eu te pago dois mil ienes* por mês e nunca mais falo com você depois da formatura.

Rohan arqueou uma das sobrancelhas duvidando da promessa, contudo resolveu confiar nele.

Kishibe tinha uma certa dificuldade em confiar em pessoas pelo fato de que sua tinha tia, com a ajuda de suas amizades fora mudando isso aos poucos. Uma das razões para que estivesse confiando em Josuke era porque não realmente queria deixar de falar com ele, receber seu dinheiro seria uma boa e ouvir mais do que fazia quando saia era ainda melhor. Desde que soube que Higashikata ficava até tarde acordado assistindo televisão, sentiu-se inspirado para desenhar até cair no sono, desregulou seu sono e pelas músicas que tocavam em sua vitrola marrom geralmente acordava Nanase, que sempre brigava consigo, mesmo assim não ligava.

Havia se tornado um ‘Беспредел’ – Bespredel –, alguém sem limites ou restrições, traduzindo-a literalmente significava ‘ilegalidade’. Gostava dessa palavra russa, havia visto-a em uma revista com tema de “palavras difíceis de serem traduzidas”, enchia seu ego ‘edgy teen’* se imaginando sendo mais do que era.

Ao menos tinha um motivo para estar indo tanto contra a maré, não era para se aparecer e sim para ter seus direitos. Afinal, não havia mudança sem revolução, assim fora com a Revolução Francesa ou no movimento artístico das Vanguardas Europeias, igualmente incluindo a Revolução de Outubro de 1917 e dentre muitas outras lutas que marcaram não apenas a história, porém também a arte.

Quão inspirador.

E pensar que quando contasse para Hermes, espalharia e faria graça de estar “oficialmente namorando” com o abominável do Higashikata Josuke para Trish e Jolyne, que muito presumivelmente se uniriam em intuito de gozarem de sua cara.

Não queria imaginar aonde todo o papo do cinema iria dar.


Notas Finais


*cortisol = hormônio do estresse, num "português básico e não estudante de medicina que tira 980 no Enem"
*sei fantastico = "você é demais/incrível" em italiano
*ciao = pode simbolizar tanto "oi" como "tchau", também em italiano né flores que assistiram Golden Wind.
*setenta mil ienes seriam cerca de dois mil e oitocentos ou dois mil e setecentos reais HOJE EM DIA
*dois mil ienes = quase oitenta reais
*edgy teen não é uma gíria dos anos 60, eu sei, não achei uma outra coisa tão boa para definir o que Rohan é na minha fanfiction. Significa aquele adolescente que tenta ser rebelde, ir contra as regras da sociedade que o abalou e o fez o monstro que é hoje *inserir emoji triste e Linkin Park de fundo* (juro que eu tento ser uma escritora séria ༶ඬ༝ඬ༶)
Não sei se o fim ficou como eu desejava, mas é isso que temos para hoje. A Yasmin (eu) tentou ●︿●.
A música do título de hoje é "Lucky" do Radiohead.
Beijos de Jashin e StarClan, gatões, gatonas e gatxs.(⌒▽⌒ゞ


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