História LOST ( in you ) - Capítulo 35


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Dreamcatcher, HyunA
Personagens HyunA, Jennie, Jeon Jungkook (Jungkook), Jisoo, JiU, Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Lisa, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Rosé
Tags Bangtan Boys (BTS), Dd!au
Visualizações 82
Palavras 3.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Hentai, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi !

Capítulo 35 - New York


Fanfic / Fanfiction LOST ( in you ) - Capítulo 35 - New York

Por Hwang Chanhyun.



— Você não está esquecendo nada? — Ouço a voz de Taehyung perguntar bem distante e saio dos meus devaneios lembrando que ainda estou naquele conhecido corredor do prédio.

— Hã…? Não. — digo incerta revisando mentalmente tudo que havia colocado na bolsa de viagem e meu corpo se movimenta para abrir a bagagem mas não o faço realmente. 

A gente vai passar o final de semana na casa da mãe do Taehyung, da última vez eu prometi que levaria seu filho ingrato para visitá-la com mais frequência, porém, isso não é uma tarefa tão fácil já que o jornalista costuma ficar bastante ocupado com seus afazeres. Era o mês das minhas férias e eu queria passar bastante tempo com ele.

Encaro a bolsa cor de rosa confusa e me esforço para focar no momento atual, fuçando alguns bolsos da frente. Logo a figura do loiro aparece ao meu lado no corredor, sua expressão é pura zombaria. Taehyung apoia o corpo na parede branca e me encara com as sobrancelhas arqueadas: 

— E esse casaco não é seu? — Tae perguntou erguendo a peça jeans azul claro na mão direita e eu troco o peso do corpo para outra perna, desisto da bolsa. 

— Ah, é, esqueci. — digo o óbvio e sorrio fraco para si encarando a peça de roupa.

— Você está muito desligada esses dias… — comenta segurando a bagagem para mim enquanto eu colocava a vestimenta, o clima hoje estava um pouco mais frio.

— Estou? — me faço de desentendida propositalmente, coloquei a mochila nas costas de novo e não olhei para si.

— Aconteceu algo com o Jungkook? — ele pergunta curioso e faço sinal negativo com a cabeça. — Humn...vou trancar a casa, temos que nos apressar se não vamos perder o metrô.

Uma porta bate no fim do corredor e a figura conhecida de Jiu surge, encaramos a garota ao mesmo tempo, ela manteve um olhar confuso sobre nós enquanto fechava sua porta. Taehyung rapidamente sorri e a cumprimenta começando um assunto banal, observo os dois de longe sem dizer uma só palavra. Certas coisas passam em minha cabeça mesmo que eu tente filtrar. A enfermeira mantém uma conversa pouco empolgante mas a medida que Taehyung introduz novas questões ela passa a se envolver, permitindo-se até mesmo rir de alguma bobagem que o loiro fala. Nesse momento eu penso: se eu não tivesse aparecido em suas vidas eles com certeza estariam juntos agora... provavelmente namorando. Será que isso explica o mistério no olhar da garota? Talvez haja algo que ela ainda não tenha me falado... 

Nossos olhares se encontram e ela desvia voltando a conversar com o vizinho, espero mais alguns minuto e suspirei irritada.

Taehyung, vamos nos atrasar! — pronuncio com certo ciúmes, meus braços estavam cruzados numa pose pouco simpática. Ele me olha confuso, concorda e se despede da garota rapidamente.

Pegamos o ônibus para ir até a estação de metrô mais próxima, sempre de olho no horário. O Kim estava usando uma calça jeans rasgada nos joelhos que lhe caia muito bem, combinava com seu cinto preto e com a camisa branca básica que o garoto adorava usar em qualquer ocasião. Seus fios loiros ficaram completamente lisos depois de usar o secador de cabelos  e caiam levemente pelos olhos castanhos do mais velho. Sua atenção estava perdida entre as paisagens urbanas que se projetavam na janela do transporte público e o balanço do ônibus me deixava ainda mais desconfortável. Encaro a janela oposta nenhum pouco interessada e ajeito-me na enorme poltrona, ouço um clique e encaro Taehyung no mesmo segundo: 

— Não, nem pense em fazer isso. — digo cobrindo o rosto com a mão para evitar que ele pudesse tirar mais fotos minhas. — Taehyung, eu estou horrível…

— Você está linda como sempre. — diz sutil com um sorriso fino em seus lábios e algumas meninas que sentavam atrás de nós soltaram risinhos animados.

Descubro o rosto e o encaro meramente corada, ele aproveita para tirar outra foto, logo indo ver o resultado da mesma na pequena telinha, mas meus olhos não saem de si. O Kim estava sem maquiagem, havia passado apenas o protetor solar e até percebi que ele não espalhou corretamente na área do nariz. O garoto era um contraste forte diante da iluminação e só naquele segundo eu me dei conta de que estávamos sentados do lado em que o sol entrava pela janela do ônibus, mas que a sombra de Taehyung impedia que a luz atingisse minha pele pálida. Ele me olhou inexpressivo: 

— Não vou pedir para você me falar, porque se quisesse já o teria feito, eu tenho certeza. — ele afirma num tom mais baixo para que apenas eu escutasse e acariciou meus fios negros. — Em vez disso vou te dar um dia divertido para você esquecer as coisas que estão te deixando chateada, ok?

— Uhum... — digo e apoio minha cabeça em seu ombro amigo. — Obrigada Tae-ah.


Quebra de tempo.


Chegamos na pequena cidade que a Sra.Kim vivia já no fim da tarde, apreciamos o pôr do sol durante a caminhada bem perto do litoral e o garoto não perdeu tempo para tirar mais fotos. O céu estava alaranjado e com poucas nuvens, algumas estrelas já brilhavam no alto onde o laranja parece se fundir com um tom claro de rosa e amarelo. E diante de tudo isso havia Taehyung...encostado na grade da rodovia, indo ao máximo para fotografar o pôr do sol. Enquadro o garoto com os polegares e indicadores insinuando uma fotografia, naquele momento penso que ele é o detalhe mais bonito da minha captura.

Era como uma ilustre obra de arte, daquelas que eu colocaria na minha sala de estar, bem perto da lareira.

Abraço ele por trás, apoio meu rosto em suas costas e fecho os olhos por um instante, sentindo o calor dos últimos raios de sol e do seu corpo enorme. A lua minguante já aparecia no alto do céu.

O Kim segura meus braços e me puxa para abraçá-lo de frente, apoiando meu rosto em seu tórax e me fazendo observar a paisagem que se estendia diante de nós, sua respiração batia no topo da minha cabeça enquanto ele fazia um carinho terno em meu pescoço. A vista do mar era incrível, a luz do sol deixou as águas alaranjadas e pareciam até veios de ouro. Encarei o garoto que já me observava há um tempo com um sorriso nos lábios, os alcancei com certa dificuldade, ficando na pontinha dos pés, mas consegui roubar todo o ar dentro de si. Taehyung colocou meu rosto entre suas mãos e me beijou na mesma intensidade, uma brisa litorânea nos atingiu em seguida e nos fez arrepiar. Quando tornei a abrir os olhos o sol já havia ultrapassado a linha do horizonte, mas jurei que ainda podia vê-lo nos olhos do meu namorado: 

— "O sol beijando o mar…" Como você sabia? — ele perguntou com um olhar apaixonado e o vento balançou seus cabelos.

— Sabia o quê? 

— Foi o primeiro conto que eu escrevi, antes de ser jornalista, quando eu queria trabalhar em uma editora. — ele explica e dá um riso bobo me abraçando mais forte quando outra brisa nos atinge. Ainda o observo confusa. — Estou brincando, não teria como você saber, eu era um desconhecido naquela época. — dá um beijo em minha bochecha. — Vamos, minha mãe vai achar que a gente se perdeu no caminho.

— É verdade. — digo olhando uma última vez para a paisagem.

Chegamos depois de 10 minutos de caminhada, minhas costas doíam por conta do peso por isso Taehyung pediu para levar minha bolsa por mim.  A mãe dele nos abraçou forte assim que nós viu e o garoto colocou nossas coisas no quarto, ela serviu um jantar especial: 

— Eu estava com saudades da sua comida, Omma. — o Kim disse segurando a mão da mais velha que sorriu agradecida.

— Esse garoto, vem visitar a família só por causa da comida. — sua mãe comenta brincalhona e gargalhamos.

— Não é verdade, Omma! Eu estava realmente com muitas saudades de você! — ele disse beijando a mão da querida mãe num gesto cheio de carinho e respeito. — Mas hoje eu tenho algo importante para falar para vocês!ele me olha em seguida e sou pega de surpresa.

— Sério? O que é? — a mulher perguntou, apoiando os cotovelos na mesa de madeira visivelmente curiosa, eu me sentia da mesma forma.

— Bem...como eu tenho trabalhado muito nesses últimos tempos...e certamente feito um ótimo trabalho…   — ele dá um sorriso quadrado. — Eu fui, finalmente, promovido de função! — Taehyung afirma fazendo um pequeno suspense que quase nos mata e assim que termina sua fala nos olha em expectativa, sua mãe praticamente pulou da cadeira em felicidade ao saber da boa notícia.

— Ommo! Meu filho foi promovido!!! — ela diz completamente orgulhosa do garoto e um sorriso enorme está estampado em seu rosto.

— Taehyung-ah, parabéns! — digo e bato palmas para si, me sinto feliz por ele ter conquistado mais um patamar em sua carreira, o Kim merece muito mais do que isso.

— Obrigada, eu soube disso ontem pela manhã, meu chefe chamou nossa equipe para uma reunião e anunciou as novidades. Nós ficamos completamente surpresos porque era o que mais queríamos desde que começamos no posto da polícia, e finalmente aconteceu! São tantas novas oportunidades que eu nem como explicar... — ele disse com os olhos brilhantes, sua felicidade era visível e sua mãe acariciou seu rosto. — Eu vou para América, Omma.

— Você… v-você vai para América? — A Sr.Kim pareceu ter muita dificuldade para entender a fala do filho.

— Isso, vou passar um ano nos Estados Unidos trabalhando como jornalista correspondente, vou aproveitar para fazer meu mestrado também, aprender coisas novas… você sabe… vai ser bom para mim, para minha carreira. Omma, não me olhe assim, hun? Eu não vou ficar lá para sempre. — ele pede abraçando a mãe que já tem lágrimas nos olhos e tenta, inutilmente, colocar um pouco de humor em sua fala para amenizar a situação.

— Taehyung você não vem me visitar nem morando em Seul imagina morando do outro lado do mundo! — ela briga abraçando o seu filho com mais força.

— Omma…. Eu prometo que vou vir! Você pode ir me visitar também, vai ser bom! — ele disse consolando a mãe que já chorava pela falta do amado filho e o abraçava com força.

E eu me sentia…vazia.

Meus olhos captavam a cena mas nada ficava realmente gravado, a minha fome se foi mesmo que eu não tenha sequer tocado no prato. Estou assustada com a notícia, surpresa demais para conseguir dizer uma só palavra mas eu entendo o significado de tudo que Taehyung falou. O garoto me olha em dado momento com certa preocupação e meus olhos ardem, se nublam em lágrimas até que eu não possa mais vê-los.

Por quê? 

Meu peito queima em tantas emoções que sinto naquele momento e desejo que elas não sejam reais, porque pela primeira vez depois de muito tempo eu sei o fim dessa história. Saí do  cômodo com pressa e corri até o jardim ouvindo Taehyung me chamar mas não eu queria parar, queria sumir, ir para bem longe daquilo porque a dor era forte demais para que eu pudesse aguentar. Abro o portão e ando pela rua sem rumo, corro até sentir os pulmões arderem sem fôlego, passo uma esquina, sigo para outra rua, entro em um beco, cachorros latem, olho para trás e não vejo ninguém. Esbarro em um moço que colocava o lixo para fora e ele me olha assustado:

— Senhorita, você está bem? — limpa as duas mãos no avental do restaurante, eu me apoio na mesa de madeira para não cair. — Aconteceu alguma coisa?

Ofegante eu não consigo falar nada, tantas e tantas coisas que me deixam triste, eu poderia dizer-lhe todas mesmo que ele não tenha nada a ver com isso. Soluço em desânimo e balanço a cabeça negativamente dando as costas para si e voltando a correr pela rua meramente movimentada do centro da cidadezinha.

A verdade é que ninguém entenderia mesmo se eu tentasse explicar, porque tudo parece tão claro para mim agora, toda essa palhaçada!

— Chanhyun! O que você está fazendo? — Taehyung finalmente me alcança e agarra meu pulso para que eu pare de correr. Seu peito sobe e desce a procura de ar.

— Kim Taehyung me solte, agora! — digo e me afasto de si agressivamente, ele me olha assustado mas respeita meu pedido. Algumas pessoas ao redor observam a cena com curiosidade.

— Tudo bem, tudo bem. Mas fica calma, querida, por favor. — Ele pede aparentemente nervoso e respira fundo sem tirar os olhos de mim um segundo sequer.

— Por quê você fez isso comigo? Hun? Eu amava você!! — Empurro o garoto com força descontando toda a raiva que sentia por dentro. Céus, como eu o odiava!

— O-O que eu fiz? — ele pergunta com os olhos marejados e segura minhas mãos em seu tórax me impedindo de sair de perto de si. — Chanhyun… não tire conclusões precipitadas...por favor...eu não...

"Um quadro destruído no chão do quarto? A tesoura está em minhas mãos…" 

Você mentiu para mim!!! — tento me soltar mas ele me segura mais forte, me abraçando. Minhas lágrimas molham sua camisa branca. — Você prometeu que iríamos ficar juntos para sempre!! Por quê? Por quê você fez isso comigo? 

— Chanhyun… por favor me escuta. — ele pede em desespero e eu consigo soltar minhas mãos batendo em si com toda minha força. — Chanhyun, por favor!!

"Tem algo pegando fogo à minha direita, o calor me assusta e a fumaça me sufoca, não consigo me mexer." 

— Eu não sou suficiente para você??

— Claro que sim! Você é tudo para mim! — ele tenta segurar meu rosto entre suas mãos mas eu o empurro e recuso seu toque.

— Então por quê? Por quê você fez isso comigo? De uma forma tão cruel você… — soluço e dificilmente consigo verbalizar o que se passa em minha mente, são lembranças confusas mas tão reais que me fazem transbordar de ódio. — Durante todo esse tempo… — fecho os olhos com força, sem perceber estou hiperventilando.

— Chanhyun… ei… o que foi? — ele pergunta preocupado vendo meu rosto se tornar pálido. — Chanhyun!! 

"Uma explosão.

Tudo se torna preto."


Quebra de tempo.


— Chanhyun… — ouço a voz feminina me chamar e abro os olhos com dificuldade, a claridade me incomoda.

Minha cabeça está explodindo em dor.

— Você está ardendo em febre. — A Sra.Kim explica sentada na borda da cama e troca a toalha em minha testa.

— Taehyung… — murmurei procurando o loiro no quarto e sua mãe sorriu singela.

— Ele está lá fora, disse que vai ficar lá porque sabe que você está com raiva dele. — ela comentou baixinho com um pouco de humor, fechou as cortinas do quarto e me entregou um comprimido branco junto com um copo de água.

— Me desculpe por isso. — disse depois de ingerir o remédio. — Foi tudo um mal entendido…eu nem sei por que eu...

— Você deve descansar, a gente conversa sobre isso em outro momento, o importante agora é sua saúde. — ela se retira do cômodo logo depois.

Me sinto envergonhada e triste pelo que aconteceu mas ainda não estou em condições de pensar em qualquer coisa porque minha cabeça dói como se a cicatriz do ferimento fosse abrir de novo depois de todo esse tempo. Ainda bem que o remédio fez efeito rapidamente e em alguns minutos voltei a dormir um sono profundo.


Por Kim Taehyung.


Sentei no sofá carmesim depois de ouvir a conversa das duas atrás da porta, saber que Chanhyun havia acordado e que estava melhor tirou um grande peso das minhas costas porque eu estava realmente prestes a chamar um táxis e levá-la para o hospital com receio de ser algo mais grave. A garota me deu um susto enorme depois de desmaiar daquele jeito no meio da rua, eu sabia que a notícia seria surpreendente mas não imaginei que chegaria a esse ponto. A Hwang dizia coisas tão desconexas que eu nem sabia o que fazer, era como se ela não estivesse me vendo, mesmo que eu tentasse explicar a situação ela parecia não me ouvir...Na verdade, eu sei que a Hwang ficou com sequelas depois do acidente: ela não consegue lembrar de nada que aconteceu antes e sei também  que não dorme bem por causa dos pesadelos constantes. Por várias vezes eu acalmei a garota no meio da noite, quando ela teve sonhos ruins que dificilmente condizem com a realidade, Chanhyun costuma escrever todos eles em um caderno de bolso para analisar. É uma vida desgastante, ser atormentada por fantasmas do passado… Porém, minha namorada segue firme a cada nova manhã, com uma confiança que me faz admirá-la e ela sabe que pode contar comigo em qualquer dificuldade. Entendo que receber uma notícia como essa pode ter sido um baque enorme para si, dependendo da forma que ela interpretou.

Estamos juntos há quatro meses, mas somos tão intensos que às vezes eu tenho a sensação de que ela sempre esteve aqui comigo, vivendo essa rotina, o que é engraçado porque nunca imaginei sentir isso novamente por outra pessoa, na verdade eu não queria que acontecesse porém, sempre que estou consigo percebo o quanto era um pensamento idiota: privar-me de ser tão feliz...Talvez ela esteja me odiando agora...enumerando todas as promessas que eu lhe fiz e pensando que o fato de eu ir para Nova York muda profundamente o que eu sinto por si. Porém, se ela me pedisse para escolher entre um e outro eu realmente não saberia o que fazer... Esse pode ter sido o motivo de tanta raiva, minha namorada me conhece muito bem e sabe que talvez eu não a escolheria nessa briga… mas eu não tinha tempo para pensar nessas questões, Chanhyun estava doente repentinamente, seu corpo fervia em febre, sua cabeça estava muito dolorida, a garota mal tinha forças para se levantar e parecia muito triste. Eu cogitei em levá-la para Seul onde poderíamos ir em algum hospital examinar o que havia de errado consigo mas minha mãe disse que a viagem seria muito cansativa, que a garota deveria ficar e descansar até que melhorasse, mesmo que pouco. A garota dormia quase o dia inteiro e sempre ficava deitada na cama, comia muito pouco e às vezes nada, tomava calmantes, analgésicos para aliviar as dores e dormir melhor mas aquilo estava me preocupando cada vez mais. Ela não melhorava…

— Hm… — ouvi um gemido e logo encarei a garota, ela estava tendo mais um de seus pesadelos. — Não… não…

— Querida, acorda… — disse acariciando seus cabelos, ela estava suada. — Ei está tudo bem…

— Tae...hyung… — ela abriu os olhos marejados e sentou na cama respirando ofegante.

— Você não quer voltar para Seul? — perguntei baixinho e ela encarou o tapete bege sem dar nenhuma resposta. — Eu estou preocupado com você… A gente deveria ir ao médico, ele pode prescrever alguma medicação mais eficiente.

— Eu não sei...eu… — ela murmurou confusa.

— Chanhyun, eu pedi licença do trabalho e só tenho mais alguns dias… não podemos ficar aqui para sempre e você precisa de cuidados. — explico e vejo as lágrimas descerem pelo rosto pálido da garota.

— Tudo bem, a gente volta amanhã. — ela disse passando as duas mãos no rosto e fungando.

— Olha o fato de eu ir para Nova York não vai mudar nada, entende? — observo apreensivo seu rosto, ela sequer me olha.

— Acho melhor a gente voltar logo para Seul. — funga.



Notas Finais


Nada a declarar.


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