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História Lost (in your love) - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Bon Voyage


Algumas horas antes...


— JUNGKOOK ACORDA LOGO OU VOCÊ VAI PERDER O AVIÃO.

Com esse grito, que eu não demorei de raciocinar ser do meu tio, eu acordo em plena sexta-feira às sete da manhã.

Você vê que seu dia não vai ser de sorte quando você começa se atrasando para o seu vôo que partiria em menos de uma hora e meia.

Como um raio, eu me levanto da cama, levando travesseiro e o cobertor junto.
Corro para o banheiro, tirando a roupa e jogando no chão; Quando ligo o chuveiro, ele faz ruídos como o pulmão de um idoso fumante quando tosse, e cospe a água gelada na minha cara.

— Porra, água gelada do caralho!

Sei que prometi a minha tia que eu iria parar de xingar, mas é difícil de controlar, sabe...

Após me banhar, pego o barbeador e o sabonete, já que a espuma de barbear acabou e eu tive preguiça de comprar de novo. Me aproximo da pia do banheiro e abro a torneira para molhar o sabão e fazer a espuma. Passo o sabão no rosto e logo depois o barbeador.

Ao molhar o sabonete novamente, ele escorrega da minha mão e cai, deixando o chão sujo. Deixaria para limpar outra hora; sem me importar muito, apenas pego o sabão de volta e termino de me barbear, depois guardo as coisas.

Com a toalha na cintura, e o rosto macio e liso como bunda de bebê, eu caminho para sair do banheiro.

No meu primeiro passo, eu escorrego e vou de imediato com a bunda no chão.

O chão... Estava coberto de sabão.

— Bucetaputaqueopariu. — praguejei alto, me levanto e ajeito a toalha na cintura.

— JUNGKOOK? — a minha tia Irene gritava do andar de baixo.

— Deixa ele amor, não vê que ele tem problemas? — Tio Robi falou, mesmo baixo e vindo de outro andar, eu pude ouvir.

Rolo os olhos e olho as horas em meu relógio de pulso, já havia passado vinte minutos.

Com pressa, eu escolhi uma camisa de manga curta preta e branco e a bermuda também preta. Eu estava indo para a Austrália fazer uma entrevista de emprego em uma empresa.
Eu iria ficar um tempo no hotel antes disso, e quem sabe visitar lugares que julgo ser interessante de acordo com meus gostos e opiniões.

Me aproximo do espelho que ficava ao lado do guarda roupas, para averiguar a tatuagem que eu havia feito recentemente. Aparentemente está tudo nos trinques. Sem coçar, sem doer e não estava com bolhas de irritação.
Isso é bom! Significa que meu corpo não rejeitou a substância da tinta.

Eu penteei meu cabelo com os dedos e passei delineador nos olhos, depois um gloss avermelhado porém não tão forte e o coloquei no bolso da calça, peguei mochila com as roupas e outras coisas necessárias e desci para o andar de baixo.

— Bom dia princesa, não vai comer seu cereal enjoativo de novo? — tio Robi falou, ainda sem me dirigir o olhar, mantendo sua atenção no jornal em suas mãos.

— Bom dia, perrapado. Tia Irene saiu? — falei enquanto olhava algumas correspondências que estavam em cima da mesa — Mas é claro que eu vou comer.

Eu sempre morei com meus tios por parte de pai, depois que meus pais me deixaram na porta da antiga casa dos meus tios.

— Sim, ela foi ao mercado. Você já chamou um táxi? — Falou e deu um gole em seu café preto. Eca.

— É... Não.

Ele riu e dobrou seu jornal, o colocando sobre a mesa. Me olhando com um sorriso ladino ele me disse:

— Eu já chamei pra você. Daqui a alguns minutos ele vai estar aqui.

Eu o agradeci e fui na cozinha pegar o pote com cereal que minha tinha sempre deixava preparado na geladeira. Eu sou viciado em cereal, mais uma informação não tão útil.

— Escute, Kookie. Você tem certeza que quer fazer uma entrevista de emprego em outro país? Tipo, é em outro país.

Robi mantinha seu tom de preocupação. Ele é como um pai para mim.

— Sim tio, eu tenho certeza. Essa pode ser a minha vez. Minha vez de dar certo na vida, eu tenho que abraçar essa oportunidade. — disse, dando uma colherada no cereal com leite.

— Certo, filho. Termine de comer. O táxi virá em poucos instantes.

Concordei levemente com a cabeça.
Ele levantou, e ao passar por mim, deu dois tapinhas em meu ombro.

— Vai dar tudo certo. — piscou pra mim.

(...)

O táxi me deixou na porta do aeroporto, já estava quase na hora de embarcar. Eu apressadamente entrei no aeroporto e fui fazer o check in.

Chegando no avião, a aeromoça me recebeu com um sorriso contagiante e conferiu meus documentos, logo depois me indicou o assento que eu deveria sentar.
No meio do caminho eu passo os olhos pelo ambiente, checando para ver se tinha alguém conhecido, mas não pude ver o rosto de algumas pessoas. Haviam poucas pessoas no avião, já que o mesmo não era grande. Tirei a sorte grande.

Sentei no assento número quarenta e quatro que, por sorte, era perto da janela.

No meu lado direito, tinha um rapaz de aparência jovem, de cabelos castanho escuro e pele pálida.
Na ponta, ao lado dele, um outro homem de cabelos coloridos estava usando headphone.

— Senhoras e senhores passageiros. Aqui quem fala é o Piloto Jame. Lhes damos boas vindas e esperamos que sintam-se confortáveis. O voo saindo da Coreia do sul possui o destino final para a Austrália. Partiremos em poucos instantes. — a voz meio robótica por conta do aparelho de som anunciou o nosso destino, mesmo todos já sabendo.

— É... moço, você pode verificar se tem algum tapa olho por aí? Não vejo em lugar algum. — o homem de cabelos castanhos perguntou, me olhando envergonhado.

— Tapa olho?

— Sim, aquele negócio que gente rica usa pra dormir.

Ele quer dizer... Venda?

— Uh, uma venda? — o homem rolou os olhos e assentiu — Certo, vou procurar.

Futuquei de um lado, futuquei do outro, olhei na lateral do meu assento e vi uma sacola transparente. Eu peguei e lá tinham as vendas.

—Aqui está... É... Qual é o seu nome? — perguntei tirando uma das vendas da sacola, lhe entregando em seguida.

— Jackson. Jackson Wang. Obrigada. — sorriu e pegou a venda. — Qual o seu?

— Jeon Jungkook.

—  Atenção senhores passageiros, estamos prestes a decolar. Qualquer dúvida ou mau estar, chame por uma das aeromoças. O voo quatrocentos está indo para os ares.

Peguei meu fone que já estava conectado no celular e coloquei em meus ouvidos.
Senti um cheiro azedo subindo pelo ar e olhei para todos os cantos de onde eu estava sentado e não consegui identificar de onde vinha.

Foi só então que me dei conta de que eu esqueci de usar desodorante.

(...)

Depois do avião passar por uma turbulência de longos minutos, já que estávamos passando por uma tempestade imprevista, eu comecei a sentir vontade de ir no banheiro.

Olhei pela a pequena janela e como estava de dia, deu para ver perfeitamente o momento em que as terras da Coreia do Sul ficava para trás, deixando espaço para o Oceano Pacífico.

Sinto meu celular vibrar no bolso do meu casaco e o pego, ligando a tela e vendo notificações de mensagens. Todas elas eram da tia Irene e de tio Robi. Respondi, dizendo que estava bem e que já havia embarcado no avião.

Minha bexiga clamava para que eu fosse no banheiro.
Me levantei, pedi passagem para os dois homens que estavam no mesmo espaço que eu, e segui para a cabine minúscula do banheiro, logo trancando a porta depois de entrar.
Abro o zíper da calça e puxei a cueca um pouco para baixo, depois disso é só alegria.

Começou a tocar uma versão deeper de 'Animal' da banda Neon Trees, quando sinto a cabine dar leves tremidas.

Me assusto ao ouvir o som estrondoso de um raio e o avião empina para a direita no mesmo momento.

Poucos momentos depois disso, me assustei novamente com duas batidas que foram dadas na porta da cabine.

Eu ignorei. Uma hora essa pessoa veria o nome em vermelho escrito "ocupado" no meio da porta.

Uma série de batidas frenéticas foram dadas na porta da cabine, me deixando irritado. Com isso, meu fone, ainda plugado no celular, cai dentro no vaso sanitário. E eu com zero de paciência, disse:

—  Tá ocupado! Não sabe ler a palavra na porra da porta? — falei. Removi o fone do celular enquanto pensava em um jeito de pegar sem me molhar e depois jogar no lixo.

— Senhor, os passageiros são convidados a se sentarem nos seus devidos lugares. Estamos passando por uma turbulência e é mais seguro que fique no seu assento.

Estalei a língua no céu da boca, decidido a deixar o fone boiando no sanitário.

Lavei as mãos e levei outro susto quando mais batidas foram deixadas na porta.

— JÁ VOU!

Destranquei a porta e abri, saindo em seguida e fechando novamente.

Eu estava passando pelo bar da classe econômica, quando pela janela, eu vi um raio atingir a asa esquerda do avião.
O avião pendeu para o lado, derrubando eu, as aeromoças e todas as bebidas e copos do bar.


Notas Finais


Desculpe por qualquer erro.


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