História Lost Memories - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Chloë Grace Moretz, Danielle Campbell, Magcon, Shawn Mendes
Visualizações 31
Palavras 1.424
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


boa leitura!

Capítulo 3 - Pine Trees


POV Cheryl Galvin

 

O despertador começou a tremer freneticamente sobre minha penteadeira e eu não estava com nenhum ânimo para me levantar e desliga-lo.  

Hoje conhecerei meu novo colégio. 

Só de pensar nisso fico assustada, não sou igual algumas garotas que quando entram num colégio já se enturmam. Eu sempre fico quietinha no meu canto, até alguém vir e conversar comigo. 

Esperei que o despertador parasse de tocar e fechei os olhos novamente, dando mais uma cochilada. E mais uma vez ele tocou e agora eu tinha a obrigação de levantar, antes que minha mãe começasse a gritar lá de baixo ou viesse no meu quarto gritando para a vizinhança ouvir. 

Ela adora fazer isso. 

Levantei-me lentamente, senti meus olhos e corpo pesados e permaneci de olhos fechados, eu realmente estava com muito sono, pois ontem depois de chegarmos, fiquei o resto da tarde ajudando minha mãe a organizar nossas coisas, e como resposta meu corpo está esgotado, mas eu preciso me levantar. Fechei os olhos e suspirei, esperando essa horrível sensação passar. 

Após fazer minhas necessidades matinais, vesti meu uniforme e peguei minha mochila. Desci e encontrei minha mãe na cozinha, coando o café. Ela não pareceu notar minha presença ali. 

— Bom dia, mãe. — falei e puxei a cadeira para trás, sentando-me sobre a mesma e apoiando meus braços sobre o balcão. Ela me olhou de canto. 

— Bom dia. Animada para hoje? — ela disse, despejando o café dentro da garrafa térmica. 

— Sem dúvida, estou animadíssima! — falei e ela me olhou e percebeu o meu tom de deboche, riu. 

— Não se preocupe, quem sabe você não conheça e faça novos amigos como lá em Nova Iorque? — sentou-se ao meu lado, segurando duas xícaras, me entregando uma. 

— Claro. — falei de cabeça baixa, mal sabe ela que eu não tinha ninguém que eu denominasse como meu amigo, apenas colegas e conhecidos. — Como fez minha transferência tão rápido? — perguntei, tentando mudar o rumo do assunto. 

— Eu tive uma pequena ajuda. — tomou um gole do café. 

Tomamos café juntas e conversamos sobre coisas aleatórias antes de eu sair. 

O caminho até o colégio era longo, então minha mãe me aconselhou ficar no ponto, esperando até que o ônibus escolar passasse ali e eu fosse em segurança. E foi o que eu fiz. Dez minutos foi o tempo que eu fiquei esperando, subi no ônibus e notei que o mesmo já estava cheio e apenas tinha um lugar vazio bem ali no banco perto da descida da porta. Os estudantes estavam tão ocupados conversando em alto tom que não notaram que eu entrei no ônibus. Ainda bem. 

— Bom dia. — estiquei meus lábios num sorriso singelo para a garota loira de olhos claros sentada ao meu lado, ela tirou os fones e me estudou com os olhos por alguns segundos. 

— Bom dia, caloura. — ela sorriu de volta. 

— Como sabe que sou caloura? — falei colocando a mochila em cima do meu colo. 

— Nunca vi ninguém pegar o ônibus naquele ponto em que você estava — ela olhou para as minhas mãos e franziu as sobrancelhas. — Cadê o seu papel? — olhei para ela com cara de quem não estava entendendo nada. 

— Que papel? 

— O da sua transferência, a confirmação. — ela gesticulou com as mãos e eu fiquei perdida, sem saber que era para levar esse tal papel. 

— Ah, deve estar por aqui — falei sem ter certeza, abri a mochila e revirei os meus materiais, olhei dentro dos bolsos no lado da mochila e tinha um papel todo dobradinho. — Aqui está ele! — abri o papel já com as mãos tremendo de nervosismo e notei que era obrigatório eu levá-lo. 

— Então, quando chegar lá, você entrega na secretaria que eles irão te dar um outro papelzinho escrito os horários da sua turma em qual prédio ela se encontra. — ela foi explicando e eu fui confirmando com a cabeça.

Agradeci e depois disso não falamos mais nada, ela voltou a colocar seus fones e seu olhar se voltou para a estrada. Estávamos em uma avenida, porém as margens eram totalmente cheias de árvores, do tipo pinheiros enormes enfileirados. Parecia até que estávamos indo para um acampamento na floresta. O cheiro era agradável, e eu simplesmente adorei aquele curto tempo em que o ônibus passava ao lado daqueles enormes pinheiros, logo depois revelando a entrada da minha nova escola. Minhas mãos soaram assim que vi aquele tanto de estudante do lado de fora esperando o portão se abrir. Estava no começo das aulas então ninguém notaria que eu era caloura por ali, exceto a loira que estava sentada do meu lado, olhei para ela que parecia viajar enquanto escutava sua música.

Desci do ônibus assim que ele estacionou, coloquei a mochila nas costas e caminhei mais para perto do portão, olhei as horas no celular e faltavam um minuto para o sinal tocar. Olhei ao redor e ninguém me encarava, ótimo.

O sinal tocou e alguns estudantes foram correndo para perto do portão, formando assim um tumulto e obrigando aqueles que queriam entrar se espremerem naquele bolo, inclusive eu. Quase morri sufocada mas consegui adentrar a escola, que era tão grande por dentro quanto se é visível por fora. 

Lembrei do que a loira disse e fui olhando as plaquinhas indicando onde se encontrava a secretaria, virei à esquerda e atravessei o pátio, que por sinal é bem grande, então tratei de apressar meus passos. Encontrei a secretaria, que ficava entre as entradas dos prédios um e dois. Uma garota morena de olhos negros e cabelos ondulados até a cintura estava digitando algo no computador. Assim que notou a minha aproximação sobre o vidro, ergueu o olhar.

— Bom dia, querida. Em que posso te ajudar? — ela se levantou e veio ao meu encontro.

— Bom dia — peguei o papel no meu bolso e entreguei na mão da garota que o observou por alguns segundos.

— Cheryl Lynch Galvin, correto? — assenti — Sua turma fica no prédio três, sala número dois ao lado do bebedouro, e seus livros estão no armário também de número dois — ela disse me entregando mais um papel escrito o prédio, número da sala e os horários das aulas, em baixo pediu que eu assinasse e entregasse para os meus professores assinarem também. Assinei e devolvi a caneta para a moça, que me deu boas vindas e pediu que eu subisse logo antes que o professor chegasse na sala e impedisse a minha entrada.

Fui correndo sobre a rampa do prédio três com o papel na mão e olhando as plaquinhas que diziam o número da sala, cheguei à um corredor longo e lá no finalzinho pude ver o tal bebedouro que a morena falou, apressei meus passos procurando também o meu armário, olhei quais eram as aulas que eu teria e peguei os livros de cada aula, segurando-os em meus braços. Adentrei a sala, não estava cheia, apenas dois garotos sentados perto da mesa do professor e quando olhei para o fundo da sala, a mesma garota que conversou comigo no ônibus estava sentada com seus fones no ouvido, ela me encarava com as mãos entrelaçadas em baixo do queixo e quando me reconheceu, acenou para que eu sentasse perto dela.

— Que coincidência! — ela tirou os fones e disse animada. — o universo já agiu ao nosso favor

— Não acredito nessas coisas. — sentei-me na última cadeira, a garota logo na minha frente virou-se com o cenho franzido.

— Que o universo age ao nosso favor? — ela continuou com o cenho franzido e deduzi que em sua mente ela achava que eu era doida ou algo do tipo.

— É. — falei rindo — acredito que foi apenas coincidência.

— Do destino, é claro! — sorriu largo, eu balancei a cabeça negativamente — Eu ainda não me apresentei devidamente para você, caloura — ela prendeu os cabelos num coque desajeitado e estendeu a mão para me cumprimentar — Sou Abigail.

— Cheryl. — nos cumprimentamos e ela sorriu largo, logo depois virando-se novamente e colocando seus amados fones no ouvido. 

Os alunos começaram a chegar e a sala foi ficando cheia, minutos depois o professor chegou, apresentando-se como Eddie e que é nosso professor de física. Ele perguntou se havia alguém novo ali na sala e eu, relutante, levantei minha mão, todos olharam para trás e eu senti minhas bochechas ficarem quentes, ele pediu que eu fosse me apresentar para a turma e entregar o papel para que ele assinasse.

Depois de feito, voltei à minha cadeira segurando o papel e com as mãos suando, Abigail olhou para trás e sussurrou um "mandou bem", apenas sorri sem graça e coloquei o caderno e o livro em cima da mesa.


Notas Finais


Chloe Moretz como Abigail Stockwell


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