História Lost Paradise ( Chanbaek ) ( Taekook - Vkook ) - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Tags Abo, Alfa, Chanbaek, Ômega, Taekook, Vkook
Visualizações 973
Palavras 4.067
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heeeeeeeeeey nuvenzinhas 💜💜
>> Desculpa pela demora com o capítulo, não postei ontem por causa do ENEM e era pra ter att ha uma hora..... só que eu cochilei acidentalmente '^'
>> Eu agradeço a todos os comentários, e todos serão respondidos, agradeço muito pelo carinho que estão dando a essa fanfic 💜💜
>> Obrigada pelo 436 favoritos, de verdade..
>> Espero que gostem, e não se preocupem, os próximos capítulos serão maiores 💜💜

Capítulo 6 - Conflitos internos


(Chanyeol POV)

Eu estava sentado dentro no meu carro, encarando a casa do Baekhyun, ao mesmo tempo em que criava coragem para ir até lá e tentar conversar com meu filho e com meu ex namorado. Meu coração batia acelerado em puro sinal de nervosismo e eu tremia um pouco. De fato, eu nunca imaginava que um dia eu iria reencontrar meu ômega e meu filho, agora que havia os encontrado, eu precisava tentar consertar as coisas.

Todas as cenas da noite anterior se passavam pela minha mente, eu não podia estar mais arrependido por ter aquela discussão com o Baekhyun na frente do Taehyung. A reação do mais novo foi algo que me surpreendeu e eu sentia que havia muita coisa para eu saber sobre ele. Eu teria que o conhecer melhor e para isso eu precisava conversar com ele.

Eu fechei os olhos e suspirei pesadamente. Apesar de ainda não ter coragem o suficiente, eu precisava fazer aquilo. Abri os olhos lentamente, olhei para o banco do passageiro, ao meu lado, e vi o pote de sorvete, do sabor que o meu filho havia escolhido no dia em que fomos a sorveteria. Caso tudo desse certo, ou desse errado, ao menos eu daria um agrado a eles.

Peguei o pote e saí do meu carro indo em direção a porta da casa. Chegando a mesma, eu toquei a campainha. Poucos segundos depois a porta foi aberta, revelando uma beta. A mulher me encarou de forma curiosa e sorriu gentil em minha direção, antes de se pronunciar.

- Em que posso ajudá-lo? – ela perguntou educadamente.

- Eu... Eu vim me encontrar com o Baekhyun e com o Taehyung. – respondi.

- O senhor Byun não se encontra em casa agora e o jovem Taehyung está em seu quarto. – ela respondeu. – Quem é o senhor? – perguntou.

- Eu sou o pai do Taehyung. – respondi firme. Dizer aquilo em voz alta, daquela forma, por algum motivo fez meu coração se aquecer. – Eu estive aqui ontem a noite, pode perguntar ao Tae. – falei por fim.

A beta me encarou surpresa e abriu mais a porta, me dando passagem. Eu a agradeci e ela fez um gesto respeitoso, se curvando em noventa graus.

- Irei avisar ao Taehyung que está aqui. – ela falou indo em direção a escada, porém eu a parei.

- Não, eu posso ir. – falei. – Não sei se ele vai ter uma boa reação e... Eu quero conversar com ele a sós. – eu disse sorrindo pequeno.

A beta acenou positivamente e se pôs a ir em direção a cozinha. Eu respirei fundo e comecei a subir as escadas. No andar de cima haviam cinco portas, quatro delas estavam abertas, um som de música ecoava baixo por trás da que estava fechada. Aproximei-me da mesma e bati na porta. Assim que o som da música se abaixou, eu comecei a falar.

- Taehyung. - o chamei. -  É o Chanyeol. - falei hesitante.

- O-o que você está fazendo aqui? - ele perguntou. A voz do mais novo saiu um pouco abafada por conta da porta que ainda permanecia fechada.

- Eu vim conversar com você. - expliquei.

- Eu não tenho nada pra falar com você. - ele disse choroso.

- Tae, por favor. - pedi. - Eu tenho tanta coisa pra te explicar filho. - eu disse escorando minha cabeça na porta. - Eu só preciso que me escute. - concluí minha frase.

- NÃO. - ele gritou. Eu suspirei frustrado.

- Taehyung, se você não abrir eu vou falar tudo daqui mesmo. - ameacei e não obtive resposta. - Quando eu descobri sobre a gravidez do Baekhyun eu-. - não terminei minha frase porque a música voltou a ficar alta. - Tae, por favor... - o volume voltou a aumentar. Aquilo seria inútil. - Tudo bem... - me dei por vencido. - Eu te trouxe sorvete, é daquele sabor que você escolheu quando fomos juntos à sorveteria. - falei encarando o pote em minhas mãos. - Filho, eu realmente tenho muita coisa pra te contar... - fiz uma breve pausa. - Sei que deve estar confuso e com raiva de mim, e também sei que não vai querer falar comigo tão cedo mas... Eu só quero pedir para que pense um pouco mais sobre isso, está bem? - perguntei, mas ele não respondeu. - Eu já vou indo. - falei triste, me distanciando da porta.

Eu fiquei parado no corredor por alguns segundos, para ver se, por algum milagre, meu filho abriria a porta a fim de conferir se eu ainda estava ali, porém ele não o fez. Esse jeito teimoso e birrento dele me lembrava exatamente o Baekhyun, e pensar nisso me fez lembrar de quando eu notei que o sorriso dos dois eram iguais.

Após perceber que ele não iria abrir a porta, eu resolvi descer. Andei em direção a cozinha e pedi a beta - a que me atendeu - que colocasse o sorvete no congelador, e logo após isso eu saí da casa. Andei até o meu carro e entrei no veículo. Comecei a fazer o percurso para o meu restaurante, afinal eu tinha que trabalhar com toda uma papelada e assinar alguns acordos que consegui na noite de inauguração que, apesar de tudo que aconteceu, foi um sucesso.

Chegando ao meu destino, estacionei meu carro e adentrei no restaurante. Cumprimentei educadamente meus empregados e segui para o andar superior do estabelecimento, onde eu havia construído meu escritório. Entrando no cômodo, eu fui até minha cadeira e me sentei. Peguei alguns papéis de possíveis contratos e comecei a lê-los, porém minha mente estava focada no meu fracasso em conversar com meu filho.

- O que eu vou fazer? - perguntei suspirando frustrado, me jogando para trás. - Como vou me aproximar? - falei comigo mesmo encarando o teto.

De repente, o som do meu celular tocando ecoou pelo local. Peguei o aparelho e assim que encarei a tela do mesmo, vendo que era o Yixing,  sem demorar muito eu atendi a ligação.

- Alo. – falei simples.

- Chanyeol, eu tenho boa notícias. – o beta falou animado.

- Ao menos um de nós tem boas notícias. – eu falei sem humor.

- O que aconteceu? É sobre o Baekhyun e o seu filho? – perguntou. - Sabe que pode me contar tudo. – concluiu sua fala.

- O Taehyung deve me odiar, Yixing. – eu falei frustrado. – Fui o visitar e ele sequer quis me ver. – eu disse, sentindo meu coração apertar.

- Talvez ainda seja cedo demais para tentar alguma aproximação agora, Chanyeol. – o chinês falou. – Dê um tempo a ele, a todos na verdade. – falou com seu típico tom calmo.

- Quanto tempo eu devo dar, Yixing? – perguntei rindo sem humor. – Se depender do Baekhyun, eu tenho quase certeza que ele nunca vai deixar eu me aproximar. – falei por fim.

- Dê o tempo que eles precisarem, Chanyeol. – ele falou rindo. – Escuta, por que não vem pra cá e da um pouco de tempo e espaço para eles? – perguntou. – Isso tem a ver com a notícia que eu iria te dar. – falou animado.

- E qual a notícia? – perguntei curioso.

- Irei fazer a inauguração do restaurante daqui a dez dias, você pode vir antes. – o beta falou eufórico.

- Isso é uma ótima notícia! – falei no mesmo tom que ele. – E talvez realmente seja uma boa ideia dar um pouco de espaço para o Tae e o Baek, talvez assim, quando eu voltar, eles me podem me escutar. – falei sorrindo largamente. Aquilo realmente poderia dar certo.

- Isso quer dizer que você vai vir? – Yixing perguntou rápido.

- Vou deixar tudo organizado por aqui e daqui a três dias irei passar um tempo aí. -respondi. – Mal posso esperar pra ver como organizou o restaurante. – falei por fim.

- Você ficará impressionado com meu bom gosto, Chanyeol. - o beta falou convencido. – Te espero em três dias. – falou por fim.

- Até três dias. – falei calmo e logo depois desliguei.

Coloquei meu celular em cima da mesa e sorri para o nada. Além da notícia sobre a inauguração do nosso restaurante na China, ainda tinha a ideia de que tudo poderia se acertar caso eu desse o devido espaço para meu filho e meu ex-namorado. Baekhyun e Taehyung poderiam pensar com calma sobre conversar comigo, sem me ter por perto para fazer qualquer tipo de pressão. Eu só queria que tudo desse certo e faria de tudo para isso.

(Taehyung POV)

Eu esperei cerca de meia hora para me levantar da cama, desligar a música e ir em direção à porta. Coloquei meu ouvido na superfície de madeira e, ao não escutar nenhum som ecoar do lado de fora, eu resolvi sair do meu quarto.

Comecei a andar de forma lenta pelo corredor, procurando não fazer nenhum ruído. Desci as escadas cautelosamente e ao chegar no andar de baixo, fui em direção à sala, para ver se havia alguém ali, porém não tinha. Comecei a fazer percurso até a cozinha, encontrando as betas, que trabalhavam na minha casa, fazendo o almoço.

- Oi querido, nós já estamos terminando aqui, você pode começar a se arrumar para ir à escola. – uma delas falou calma.

- Eh... O meu... O meu pai ainda está aqui? – perguntei receoso.

- Não, ele já foi. – ela me respondeu. Aquilo fez meu coração apertar. Parte de mim não queria falar com ele, nem sequer o olhar, porém outra parte apenas queria correr e abraçá-lo. – Mas ele deixou sorvete pra você, pode comer quando voltar da escola. – ela falou terna por fim.

- Tudo bem. – falei simples, saindo da cozinha.

Voltei para o meu quarto e fui direto para o banheiro, no intuito de tomar meu banho, antes de ir para escola. Entrei no cômodo e me despi rapidamente. Ao me colocar debaixo do chuveiro e deixar com que a água caísse em meu corpo, eu comecei a pensar, de forma mais calma, em tudo que estava acontecendo.

Meu pai, aquela pessoa que sempre desejei conhecer, a pessoa na qual eu tinha diversas perguntas para fazer, havia aparecido e no entanto  eu, apenas queria evitá-lo, pelo menos até o momento em que eu conseguisse juntar coragem o suficiente para finalmente falar com ele. Meus sentimentos em relação ao alfa estavam confusos. Eu sabia que o Chanyeol era uma boa pessoa, afinal eu o conheci um pouco antes disso tudo e ele sempre se mostrou ser de tal forma, mas isso não mudava a mágoa em saber que ele havia me abandonado e que, ainda por cima, preferiu dar atenção a outro bebê do que a mim. Jungkook. Ter meus pensamentos direcionados a ele fez meu coração apertar mais uma vez.

Eu tinha criado muitas expectativas para noite anterior. Me declarar, ouvir a declaração dele e começar a namorar a pessoa que eu amava, porém nada disso aconteceu. O mesmo que eu estava fazendo com meu pai, eu fazia com o Jungkook. Eu estava o evitando. Todas as ligações feitas e mensagens que ele me enviava eu as ignorava. Apesar de saber que era um pouco injusto e imaturo da minha parte fazer isso com ele, o ciúmes que eu sentia pela infância que ele passou ao lado do meu pai falava mais alto.

Deixei todos os meus pensamentos de lado e me foquei em apenas terminar meu banho. Assim que o fiz, saí do banheiro, enrolado em minha toalha, e fui em direção ao meu guarda-roupa. Peguei meu uniforme e comecei a me vestir. Enquanto eu colocava minha blusa, eu escutei meu celular tocar, anunciando que eu havia recebido uma mensagem. Andei lentamente até a minha cama e peguei o aparelho que estava em cima da mesma, vendo que havia sido o Jungkook a me mandar mensagem.

J: Tae, eu estou vendo que está visualizando as minhas mensagens, fala comigo. – era o que dizia a mensagem. Apesar de ler tudo que ele me mandava, eu não o respondia.

Coloquei o celular dentro da minha mochila e voltei a me arrumar. Assim que terminei, peguei tudo que eu precisava para ir a escola e desci, indo em direção a sala de jantar e me sentando a mesa, onde o almoço já havia estava servido. Comecei a comer calmamente.

Assim que terminei, coloquei a louça que havia sujado na cozinha e me despedi das betas, logo saí de casa, peguei minha bicicleta e comecei a fazer o percurso para minha escola. Durante o caminho eu comecei a pensar no que meu padrinho havia me dito na noite anterior. Eu me sentia confuso e perdido, talvez a melhor opção seria ter uma conversar com ele, como meu psicólogo.

Meia hora depois, eu havia chegado ao meu destino. Coloquei a bicicleta em seu devido lugar e a tranquei. Entrei na escola e comecei a andar calmamente pelos corredores. Cumprimentei, de forma tímida, as pessoas que eu conhecia. Chegando a minha sala, vi que haviam poucos alunos ali, por ainda ser cedo, porém entre eles estava o Hoseok. O ômega era um dos primeiros a chegar, por ser filho de uma das funcionárias.

- TAE! – o ômega falou animado. – Vem, senta aqui. – falou apontando para a mesa ao seu lado. Nós dois sentávamos no fundo da sala. Não que fôssemos alunos bagunceiros, mas no nosso ponto de vista às vezes era mais interessante conversar do que prestar atenção em alguma matéria tediosa, e talvez seja por isso que nós dois estejamos na lista negra do professor Min. – Me conta como foi ontem. – ele falou por fim, assim que me sentei.

- Foi horrível, Hoseok. – eu falei frustrado.

- O que? Ele não te pediu em namoro? – o moreno perguntou assustado.

- Não deu tempo de conversarmos. – respondi.

- Por que não? – perguntou curioso.

- Meu pai. – falei ao que abaixava meu olhar, o direcionando para a minha mesa.

- Mas... O tio Baek parecia estar do seu lado em relação ao Jungkook. – Hoseok falou confuso.

- Não é do papai que estou falando, Hoseok. – falei encarando o ômega com os olhos marejados. Vi meu amigo abrir e fechar a boca diversas vezes, ao que me olhava incrédulo.

- M-mas como assim? Ele apareceu? Como ele te achou? – ele perguntou espantado.

- O tio do Jungkook... O Chanyeol, ele é o meu pai. – expliquei. – Ontem quando chegamos no restaurante, meus pais se reencontraram e começaram a brigar e... E foi então que eu descobri tudo. – continuei. – Não foi o melhor jeito de descobrir. – falei sentindo as lágrimas invadirem meus olhos ainda mais.

- Imagino que vocês tenham ido embora assim que chegaram. – Hoseok falou e eu acenei positivamente. – Jungkook deve estar preocupado com você, já falou com ele? – perguntou.

- Eu não quero falar com ele. – respondi sério.

- Por quê? – o ômega perguntou confuso.

- Eu me sinto irritado e chateado com ele. – falei simples. – Jungkook teve toda a atenção do meu pai para si, a atenção que tinha que ser minha. – concluí minha frase, cruzando meus braços.

- Você está sendo injusto com ele, Tae. – Hoseok falou sério. – Pensei que gostasse dele, ou melhor, que o amasse. – disse me fuzilando com os olhos.

- Eu o amo Hoseok, é só que... – falei magoado. – Saber que ele teve tudo que eu sempre quis me deixa com certa inveja. – continuei. – Eu não entendo o motivo do meu pai preferir ficar com outro bebê a ficar comigo. – eu disse deitando minha cabeça na mesa.

- Eu acho que você deveria conversar com ele sobre isso e também deveria pensar melhor no caso do Jungkook. – Hoseok falou calmo, ao que afagava meus cabelos. – Você pode acabar o perdendo, e por besteira. – concluiu sua frase. Aquelas palavras fizeram certo desespero surgir em meu coração. Eu não havia pensado na possibilidade de perder o Jungkook.

- Eu vou pensar com mais calma e decidir o que fazer. – falei, voltando a encará-lo. – Você praticamente falou as mesmas coisas que meu padrinho. – eu disse rindo.

- O Jongin ou o Sehun? – ele perguntou animado.

- Sehun. – respondi.

- Então isso é um ótimo sinal, já que também quero ser psicólogo. – o moreno disse orgulhoso, e eu sorri terno em sua direção.

O tempo começou a passar lentamente depois de terminamos a nossa conversa por conta do professor Kim ter entrado em sala. Apesar de amar as aulas de inglês dele, eu estava com a minha atenção focada apenas em organizar todos meus pensamentos e sentimentos. De fato, eu não queria perder o Jungkook por conta do ciúme e inveja que eu estava sentindo, porém a minha conversa com Hoseok me fez perceber que o risco de perder a pessoa que amo não se aplicava somente ao alfa, mas sim ao meu pai também, e tudo que eu menos queria era perder a pessoa que sempre quis encontrar.

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Assim que o sinal do último horário tocou, anunciando o término das aulas, Hoseok e eu, como de costume, fomos um dos primeiros a sair de sela e fizemos caminho até a enfermaria, para nos encontrarmos com a senhora Jung. Chegando a mesma, entramos no recinto e vimos a ômega guardando algumas coisas que havia utilizado no seu dia de trabalho. Ao notar nossa presença, a mulher sorriu carinhosa em nossa direção.

- Já estou terminando de guardar minhas coisas, meninos. – ela falou com seu típico tom gentil.

Nós dois nos sentamos em uma das camas de repouso que tinha ali e ficamos observando a ômega terminar o que estava fazendo. Eu deitei minha cabeça no ombro do Hoseok e Fechei meus olhos. Eu me sentia exausto, interna e externamente.

- Tae, você vai pensar no que eu te falei? – escutei a voz do meu amigo ecoar baixa.

- Vou sim. – respondi.

- Eu não estou dizendo isso para ser um amigo chato que fica te cobrando as coisas. – começou a explicar. – Eu só não quero que tome decisões das quais se arrepende depois. – disse por fim.

- Eu sei. – falei rindo, o abraçando de lado. -  E sou muito grato por isso. – concluí minhas frase. Hoseok sorriu de forma gentil e carinhosa em minha direção, e eu retribuí da mesma forma.

- Já podemos ir. – a senhora Jung falou, chamando nossa atenção.

Hoseok e eu nos levantamos da cama e saímos do local, acompanhados da mais velha. Nós três nos dirigimos para o lado de fora da escola, onde nos despedimos. Fui andando em direção à minha bicicleta e peguei a mesma, logo fazendo o percurso para a minha casa.

Sem muita demora, eu cheguei ao meu destino e, assim que o fiz, olhei em meu celular e vi que faltava pouco tempo para o meu pai chegar em casa. Além de estar com saudades do mesmo, eu poderia conversar com ele sobre tudo que estava me incomodando.

Guardei minha bicicleta em seu devido lugar e peguei a chave em minha mochila, já que com certeza as betas haviam ido para suas devidas casas. Abri a porta da residência e comecei a fazer percurso para o andar de cima, porém parei no meio do caminho, ao lado da entrada para cozinha.

Entrei no cômodo e fui em direção ao freezer. Abri o mesmo e vi lá dentro um enorme pote de sorvete, do sabor que eu havia escolhido quando fui com o Chanyeol à sorveteria. Um sorriso pequeno surgiu em meus lábios, pelo simples fato de que meu pai havia se lembrado desse pequeno detalhe.

Peguei o pote e o levei para o balcão. Assim que o fiz, fui até o armário, onde guardávamos as taças de sobremesa, e peguei uma de tamanho médio.  Me servi do sorvete e logo me sentei em um dos bancos que ficavam próximos ao balcão da cozinha.

Antes mesmo de colocar a primeira colher na boca, ouvi o som da porta se abrindo e automaticamente olhei para a entrada da cozinha. Poucos segundos depois, meu pai apareceu. Eu às vezes ficava impressionado com o quão meu pai era bonito, mesmo parecendo exausto e estando um pouco bagunçado.

- Boa noite, meu amor. – ele falou, vindo em minha direção e me abraçando. – Se sente melhor? – me perguntou.

- Boa noite e sim, me sinto melhor. – respondi ao que retribuía o abraço. – Papai, a gente pode conversar? – falei, colocando uma colherada de sorvete na boca.

- Claro. – ele respondeu, pegando a colher e comendo um pouco da sobremesa. – Esse sorvete é bom. – elogiou, ao que se deliciava. – Onde você comprou? – indagou me encarando de forma curiosa.

- Não fui eu quem comprei. – respondi. – Foi o meu pai. – falei por fim.

- CHANYEOL ESTEVE AQUI? – o ômega gritou irritado e eu apenas acenei positivamente. – Você falou com ele? – perguntou sério.

- N-não exatamente. – respondi um pouco vacilante. – Eu não quis falar com ele, por isso fiquei no meu quarto o evitando. – expliquei.

- Ele está passando dos limites. – o ômega mais velho falou entredentes. – Você tem o número da casa do Jungkook, querido? – perguntou e eu acenei, ao que pegava meu celular e o entregava, logo depois de procurar pelo o que ele havia pedido na lista de contatos. – O Junmyeon com certeza vai saber me dizer o número do irmão dele e, assim que eu conseguir, o Chanyeol vai ter muito o que escutar. – disse ao que discava o número em seu próprio celular.

Eu fiquei olhando assustado para o meu pai. Nunca havia o visto tão irritado como ontem e agora. A história do passado, daqueles que me geraram, era algo mais intenso do que eu imaginava. Talvez tocar em qualquer assunto referente ao meu outro pai poderia irritá-lo ainda mais.

- Papai o que-. – minha frase foi cortada pelo ômega.

- Junmyeon? – ele começou a dizer. – É o Baekhyun, eu tenho algo para te pedir. – falou ao que batia os dedos na mesa de forma impaciente. – Você poderia me dar o número do Chanyeol? Eu preciso ter uma conversa séria com ele. – disse ríspido. – Se ele está aí melhor ainda, poderia chamá-lo para mim, por favor? – continuou. Pouco tempo depois o vi estremecer um pouco e depois respirar fundo antes de voltar a falar. – Chanyeol... Quem te deu autorização de vir a minha casa e falar com o meu filho? – perguntou irritado. – Você não tem nenhum direito de pai sobre o Taehyung. – continuou. – EU NÃO QUERO QUE SE APROXIME DELE, PRINCIPALMENTE NA MINHA AUSÊNCIA. – gritou. – NÃO VENHA MAIS NA MINHA CASA! – esbravejou por fim e em seguida desligou.

- Papai, se acalme. – eu falei com a voz trêmula, ao que o abraçava.

- Não se preocupe, meu amor. – ele falou sorrindo, porém era notável que o sorriso não era sincero. – Eu estou bem. – acariciou meu rosto. – Sobre o que queria conversar? – perguntou.

- Eu... – parei por instantes ao que o encarava. – O senhor... O senhor acha que eu estou sendo injusto e imaturo em relação ao Jungkook? – perguntei.

- Sendo sincero com você, Tae, eu acho sim. – ele respondeu calmo, sequer parecia que estava esbravejando há alguns segundos.

- Eu não sei o que pensar sobre toda essa situação, papai. – confessei. – Eu me sinto confuso em relação ao meu pai e ao Jungkook. – concluí minha frase.

- São casos diferentes, Taehyung. – ele falou sério. – Em relação ao Chanyeol, você tem um motivo para estar com raiva dele e querer evitá-lo, mas no caso do Jungkook, não há nada para justificar suas ações a não ser o ciúmes e a raiva que sente pelo seu pai. – falou simples. – Você deveria repensar melhor em tudo. – disse por fim e eu acenei positivamente.

Nós dois continuamos a conversar de forma descontraída, sobre diversos assuntos, porém não saía da minha cabeça que, de fato, as minhas ações não estavam sendo justas com a pessoa pela qual eu era apaixonado. Talvez eu devesse repensar com cuidado e  falar com o Jungkook, já  que ele realmente não teve culpa de nada que havia acontecido. Mas ao mesmo tempo em que eu pensava nisso, a ideia de que, talvez, eu também devesse optar por conversar com meu pai não saía da minha cabeça. Como meu padrinho havia me dito na noite anterior, uma história tem mais de um lado, e até o momento eu só sabia sobre o que aconteceu no ponto de vista do meu pai Baekhyun. Havia ainda o ponto de vista do Chanyeol para ser escutado, mas eu ainda não tinha certeza se queria ou não descobrir toda a verdade da parte dele.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado 💜💜


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