História Lost Paradise ( Chanbaek ) ( Taekook - Vkook ) - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Tags Abo, Alfa, Baekyeol, Bts, Chanbaek, Exo, Mpreg, Ômega, Taekook, Vkook, Yaoi
Visualizações 1.031
Palavras 4.337
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Meu deus me desculpem, eu sei que demorei muito com a atualização, mas varias coisas aconteceram e eu tive um bloqueio criativo severo em relação a essa fanfic, me desculpem mesmo.
Eu quero agradecer a todos os favoritos, cada um de vocês é especial para mim, de verdade!!!!♥♥
Vou realmente marcar um dia para responder todos os comentários, mas quero que saibam que eu leio todos, só estou sem tempo para parar e responder, mas farei isso logo!!!!♥♥
Os capítulos seguintes terá muito Taekook, Jihope e um Chanyeol tentando consertar todos os erros dele e tentando reconquistar quem ama........ apenas aguardem ♥
Espero que gostem ♥♥

Capítulo 9 - Encarando um pouco a realidade


(Dois dias depois)

(Baekhyun POV)

Eu estava no hospital onde trabalho junto com o meu filho, na parte laboratorial. Taehyung e eu estávamos sentados na cadeira da sala de espera, aguardando nossas vezes para tirar sangue e então finalmente poder ir embora. Meu filho parecia animado ao meu lado, enquanto eu permanecia quieto e sério.

O tempo foi passando lentamente, até que eu pude ver pela porta de vidro e ao longe, Sehun vindo em nossa direção. O ômega sentou-se ao meu lado e tinha um sorriso estampado em seu rosto. Ele bagunçou os fios de cabelo do afilhado, antes de dirigir qualquer palavra para mim.

- Reagindo bem com o fato do Chanyeol realmente parece interessado em ter a paternidade comprovada? - perguntou calmo.

- Não, eu não estou – falei sério. – Se ele acha que vai ser pai só porque comprovou a paternidade, ele está muito enganado Sehun – continuei. – Eu cuidei do meu filho durante quinze anos, fiz isso tudo sozinho. Não é um nome em um papel que vai compensar toda a ausência do Chanyeol em nossas vidas. – concluí minha frase.

Antes que qualquer um de nós pudesse dizer alguma outra coisa, a porta do laboratório foi aberta novamente, chamando nossa atenção. Chanyeol havia acabado de chegar e estava acompanhado do advogado que esteve em minha casa outro dia.

O alfa passou ao nosso lado, cumprimentou o Sehun com um gesto de cabeça e foi até o Taehyung. Meu filho se levantou e os dois se abraçaram. Parecia até que a vida de ambos dependia disso. Eu revirei os olhos e neguei com a cabeça, recebendo um olhar reprovador do meu amigo. Depois disso, Chanyeol e o homem menor foram até o balcão para assinarem todas as fichas e por fim se sentaram um pouco afastados de nós.

- Ele te ignorou. – o tom de voz do Sehun parecia surpreso.

- Prefiro assim. – falei firme.

- Mas tem que admitir que é uma reação estranha, para quem passou um tempo tentando falar com você – o ômega falou simples e eu dei de ombros. De fato, eu não me importava com o motivo do meu ex estar ou não falando comigo. Quanto mais longe de mim ele permanecesse, melhor seria.

O tempo foi passando lentamente ao meu ver, até que finalmente fomos chamados para a coleta de sangue. Antes de entramos em nossos leitos, eu pude ver a expressão um pouco assustada do meu filho, já que o mesmo nunca gostou muito de agulhas. Comprovei para mim mesmo de onde esse medo todo poderia ter vindo, já que o Chanyeol tinha a mesma feição assustada que o mais novo.

Ao que terminamos de fazer o que era necessário, eu comecei a andar em direção à saída da área laboratorial, sendo acompanhado pelo Sehun. Paramos em frente a porta de vidro e antes de a abrirmos, viramos a procura do Taehyung. A cena a minha frente fazia meu corpo ferver de raiva. Ele e o “pai” estavam andando abraçados.

Os dois vinham em nossa direção e o mais novo parecia animado com algo que o Chanyeol dizia. Assim que chegaram até onde esperávamos, pela primeira vez naquele dia, meu olhar se cruzou com o do alfa a minha frente. Um misto de sentimentos estava presente em mim, porém o que predominava continuava sendo a raiva e a mágoa.

Nós todos saímos do laboratório e seguimos até o elevador. Chegando ao térreo, nos despedimos do Sehun, que precisava fazer o percurso de volta a sua sala no outro prédio, e então fomos para o estacionamento.

- Até breve, Tae – Chanyeol falou sorrindo terno para o filho.

- Até logo, pai – o meu pequeno respondeu. O alfa me encarou, suspirou frustrado e se virou, logo indo embora.

- Vamos, Tae – eu falei andando até meu carro, que estava estacionado próximo à entrada.

Tudo que eu queria era poder chegar em casa, descansar e esquecer um pouco as coisas. Esquecer que logo eu teria que dividir a atenção da pessoa que pra mim é o que eu tenho de mais precioso. Eu sabia que não estava pronto para isso.

(Chanyeol POV)

Eu estava dentro do táxi, indo para a casa do meu irmão, para pegar o presente do meu filho. Como meu voo havia atrasado um pouco, eu tive que pagar um carro alugado do aeroporto para levar minhas coisas para minha casa e com isso levar o enorme urso que comprei para o Taehyung.

Depois de alguns minutos, eu finalmente havia chegado ao meu destino. Paguei ao motorista e sai do carro, logo entrando na casa. Andei pelo corredor, até a sala e, assim que cheguei a mesma, encontrei meu irmão e o Jungkook, sentados no sofá, encarando o urso que havia sido posto na poltrona.

- Bom dia – os cumprimentei.

- Bom dia, tio – Jungkook falou sorrindo.

- Chanyeol – Junmyeon me chamou. – Pra quem é esse urso? – perguntou cruzando os braços. – O homem que veio entregar disse que você havia os enviado e que havia pedido total cuidado com o urso e com aquele embrulho. – apontou para o mesmo. Era o presente que eu havia escolhido para o Baekhyun. – Enquanto ao resto das suas coisas, que incluía o meu presente, o do meu filho e do Yifan, você não especificou para terem cuidado – disse por fim.

- Alguma coisa quebrou? – perguntei preocupado.

- Não, eles foram cuidadosos – o ômega falou simples e eu o encarei confuso. – Só quero saber porque que os presentes, que com certeza pertencem ao Taehyung e ao Baekhyun, são mais importantes – sorriu ladino.

- N-não é que sejam mais importantes – gaguejei. – Eu só esqueci de pedir para tomarem cuidado com o de vocês – expliquei.

- E lembrou de pedir para terem cuidado com o presente de uma pessoa que sequer está falando com você – arqueou uma das sobrancelhas.

- Junmyeon, eu tenho que entregar o presente do meu filho – falei, tentando mudar de assunto.

- Pensei que ele viria buscar – o ômega falou surpreso. – Baekhyun aceitou tão fácil assim que fosse até a casa dele? – perguntou.

- Na verdade, ele não sabe – respondi indo em direção a uma estante que tinha na sala, onde as chaves do meu carro estavam.

- Como assim ele não sabe? – meu irmão perguntou incrédulo. – Você não pode aparecer lá, sem ele saber – concluiu.

- O Tae sabe, e é só uma visita rápida – falei simples, indo em direção ao urso, para pegá-lo.

- O Taehyung não é o Baekhyun – o moreno falou parando na minha frente. – Você nem sequer tem seus direitos como pai, pra ir visitá-los – continuou – Baekhyun tem muita mágoa e inúmeros motivos para não te querer na casa dele – falou de forma séria.

- Ele não pode me impedir de ver meu filho e é isso que vou fazer – falei convicto.

- Você já parou para pensar que pode estar pressionando o próprio Taehyung, Chanyeol? – perguntou e eu o encarei de forma confusa. – Jungkook me contou o que aconteceu no dia que ele veio falar com você, e pelo que entendi foi apenas porque teve medo que você mais uma vez fosse embora, e não porque a mágoa do garoto passou de uma hora pra outra – disse por fim. Eu encarei meu sobrinho e vi o mesmo olhando para o Junmyeon de forma incrédula.

- Você está errado – eu falei, tentando ser firme, porém tudo que consegui foi fazer meu tom de voz soar de forma triste.

Antes que meu irmão dissesse mais alguma coisa, peguei o urso do meu filho e comecei a andar em direção a saída. Junmyeon chegou a me chamar uma vez, porém eu não parei para escutá-lo. Fui em direção ao meu carro e coloquei a pelúcia no porta-malas. Entrei no veículo e comecei a fazer o percurso para casa do meu ex.

Durante todo o caminho eu não conseguia parar de pensar nas palavras do meu irmão. Pensar que na verdade nem sequer meu filho ainda tinha me perdoado, me deixava assustado. A ideia de não ter feito progresso algum, com nenhum dos dois, me assustava.

Depois de alguns minutos eu finalmente cheguei ao meu destino. Saí do carro e em seguida peguei o urso, logo indo em direção a porta da casa. Toquei a campainha e esperei. Eu desejava que tudo ocorresse bem. Poucos segundos depois alguém abriu a porta e o enorme sorriso estampado no rosto do meu filho fez meu coração se aquecer.

- Pai! – falou, me abraçando. – Pensei que viria mais tarde – me encarou – Entra. – me puxou para dentro. Não havia nenhum sinal do Baekhyun.

- Eu queria vir logo – falei calmo entregando o enorme urso a ele – Gostou? – perguntei em expectativa. Era o primeiro presente que dei para o meu filho.

- Eu adorei – ele falou de forma terna ao que abraçava o urso. Um enorme sorriso ficou estampado em meu rosto. – Obrigado, pai – falou com a voz dengosa.

- Fico feliz que tenha gostado – falei sincero – O Yixing também vai ficar feliz em saber, ele me ajudou a escolher – sorri.

- Quem é Yixing? – perguntou.

- Meu sócio, um dia irei te apresentar a ele – falei calmo. – Na verdade eu quero te levar um dia para conhecer meus outros restaurantes, fazer você conhecer um pouco mais da minha vida – concluí. Vi os olhos do mais novo brilharem com minhas palavras, porém antes que ele dissesse qualquer coisa, a voz de outra pessoa o interrompeu.

- O que você está fazendo aqui? – Baekhyun perguntou irritado. O ômega estava descendo as escadas e parecia ter acabado de sair do banho, pelos fios de cabelo molhados.

- Eu vim entregar isso ao Tae – apontei para o presente nas mãos do meu filho.

- Não me interessa Chanyeol, eu já deixei bem claro que não te quero na minha casa – falou, ainda no mesmo tom, ao que se aproximava e parava em minha frente.

- Papai – meu filho falou choroso.

- Não começa, Taehyung – Baekhyun esbravejou.

- Não desconta nele – falei sério e fui fuzilado com o olhar. – Taehyung não tem culpa por eu ter resolvido vir aqui sem te avisar – falei por fim.

- Você tem razão Chanyeol, ele não tem culpa – o ômega falou com certa raiva. – O único culpado aqui é você que acha que pode aparecer na casa das pessoas sem ser convidado ou pedir permissão – concluiu sua frase.

- Qual é o problema de eu vir aqui, de querer me aproximar? – perguntei cansado de toda aquela situação.

- O problema é que você não pode surgir como se nada tivesse acontecido, Chanyeol – respondeu. Por mais que ele parecesse irritado, nesse momento eu pude jurar que sua voz estava carregada de tristeza. – Não pode vir até a minha casa, tentar se aproximar do Taehyung ou até mesmo de mim, fingindo que não existe nenhuma mágoa ou raiva entre nós – continuou. – Sendo que até mesmo para o seu filho existe, já que ele nunca teve você quando mais precisava, quando nós mais precisávamos! – ao fim de sua fala, eu pude ver os olhos do ômega marejarem. Aquelas palavras fizeram meu coração apertar. A verdade doía.

- Papai, calma – Taehyung falou, se aproximando do Baekhyun.

- Taehyung – chamei pelo mais novo, ganhando a atenção do mesmo. – Você me perdoou por ter abandonado vocês? – perguntei, mesmo temendo a resposta.

Meu filho ficou imóvel e sem dizer uma palavra, tinha os olhos arregalados. Ele parecia tenso com a pergunta, abria e fechava a boca diversas vezes como se quisesse me dizer algo, porém nada saia. Senti meus olhos marejarem e então percebi que tudo que eu havia imaginado em relação a ter conseguido o perdão do meu filho, faltando apenas conseguir o perdão da pessoa que eu amava, não passava de mera ilusão.

- Você não receberia uma resposta diferente dessa, Chanyeol – Baekhyun falou friamente.

- Eu já vou – falei, tentando ao máximo que minhas lágrimas não escorressem.

Saí da casa do ômega e fui rapidamente para o meu carro. Entrei no mesmo e o liguei. Antes de sair, vi meu filho na porta da casa. Taehyung tinha a expressão entristecida. Ele acenou para mim e eu fiz o mesmo. Comecei a dirigir, rumo a qualquer lugar que não fosse a casa do meu irmão. Eu não iria conseguir suportar o Junmyeon dizendo o quanto estava certo.

Depois de dirigir por um certo tempo, eu acabei parando cerca de algumas quadras depois do meu restaurante. Estacionei o carro e joguei meu corpo para trás. Fechei meus olhos e ri soprado. Eu era um grande idiota. De repente, o som do meu celular ecoou. Resolvi ignorar, afinal eu não estava com paciência para conversar com ninguém.

O tempo foi passando e as ligações não paravam. Depois de escutar pela milésima vez o toque, que naquele momento havia se tornado extremamente irritante, peguei o aparelho e atendi o mesmo, sem ver quem era.

- Alô? – falei sem humor algum.

- Nossa, pensei que voltar pra casa, fazer o teste e entregar o presente para o seu filho te deixaria radiante no dia de hoje – a voz do Yixing soou do outro lado linha.

- Nada foi como planejei – falei frustrado.

- O que aconteceu? – perguntou preocupado – Parece que liguei em ótima hora, você precisa desabafar – disse por fim. O som de algo como uma cadeira se arrastando se fez presente do outro lado da linha e supus que o beta havia se sentado para me escutar.

- É a primeira vez que liga? – perguntei.

- Sim – respondeu. – E por essa pergunta, posso supor que estava ignorando as ligações que recebia. – falou rindo e eu sorri pequeno – Agora me diga o que aconteceu – pediu. Eu suspirei antes de começar a falar.

- Hoje, depois que fiz o exame de comprovação de paternidade, eu falei para o meu filho que iria até a casa dele entregar aquele urso que compramos – falei simples.

- Ele não gostou? – o beta perguntou.

- Ele disse que adorou. – respondi.

- Então, qual foi o problema? – parecia confuso.

- O problema foi que não avisei ao Baekhyun que iria até a casa dele – falei de forma frustrada.

- Às vezes me pergunto o que se passa na sua cabeça – ele falou rindo. – Ninguém aparece na casa de outras pessoas sem avisar ao dono, principalmente se tratando de uma pessoa que está te detestando – seu tom de voz soou calmo.

- Eu só queria entregar o presente do meu filho, não era nada de mais – tentei justificar. – Quando o Baekhyun me viu nós tivemos uma pequena discussão – fiz uma pausa.

- Isso é o que os dois vêm fazendo desde a primeira vez que se reencontraram. – Ele estava certo.

- No meio da nossa discussão ele falou sobre a mágoa e raiva que ele e o Taehyung sentem, então eu perguntei para o meu filho se ele já havia me perdoado, e a resposta que recebi não foi a que eu esperava – me debrucei sobre o volante e mais uma vez senti meus olhos marejarem.

- Sendo sincero com você, era algo de se esperar, Chanyeol – ele falou calmamente e com a voz serena. – Nós comemoramos o fato do seu filho ter aceitado ter uma aproximação, criar um vínculo, e não o fato dele ter conseguido superar toda a mágoa que você causou – foi sincero. – Isso só mostra que mesmo falando contigo, você ainda vai ter que se esforçar e muito para ser perdoado pelos seus erros, e não estou dizendo isso apenas da parte do Taehyung, mas do Baekhyun também – concluiu.

- Eu não sei o que fazer! – confessei.

- Você deve ter paciência e continuar firme em relação a ter o perdão deles – disse como se fosse óbvio. – Eu sinceramente acho que o primeiro passo é se fixar aí, onde sua família está – sugeriu. – Ainda tem alguém cuidando do seu antigo apartamento, ligue pra ele e peça pra enviar todas as suas coisas e arrume um lugar pra você aí – continuou. – Quando o resultado da confirmação de paternidade sair você vai precisar de um lugar para ficar com seu filho e tentar se reaproximar dele e acho que a casa do seu irmão pode não ser o melhor lugar pra isso – disse por fim.

- E ainda teria os meus cios – ressaltei.

- Exatamente, já passou da hora de ir atrás de um apartamento – disse sério. Yixing sempre tinha razão.

- Irei resolver isso hoje – avisei.

- Imaginei que diria isso – o beta falou divertido. – Quanto mais rápido, melhor – eu ri de sua frase. – Me mantenha informado. Vou voltar ao trabalho agora, até outra hora ou dia – se despediu.

- Até – falei e logo desliguei.

Endireitei-me no banco e guardei meu celular. Liguei o GPS do meu carro e procurei a imobiliária mais próxima, sorri largo quando vi que a mesma ficava a dois quarteirões de onde eu estava.

Comecei a dirigir até a mesma, não demorando muito para chegar até o enorme prédio branco, com vidros azuis. Entrei no recinto e fui recepcionado por uma bela ômega, que foi gentil ao me indicar o andar onde a imobiliária ficava. Chegando ao mesmo, fui recebido por um beta pequeno, de olhos grandes e um sorriso brilhante, que me guiou até uma sala.

- Olá, me chamo Kim Minseok – cumprimentou ao que estendia a mão.

- Park Chanyeol – apertei a mão do mesmo.

- Em que posso lhe ajudar, senhor Park? – perguntou sorridente, sentando-se em um sofá que tinha ali e fazendo sinal para que eu também sentasse.

- Estou à procura de um apartamento, de três ou quatro quartos – falei simples. Eu queria algo grande, que pudesse receber bem meu filho e o meu sobrinho, além de alguma visita. – Que ficasse próximo, já que tenho um restaurante a três quadras daqui – informei.

- Tenho o que o senhor precisa – falou se levantando e indo até uma mesa, que ficava na outra extremidade da sala. O beta começou a procurar por algo em seu computador e assim que pareceu encontrar me chamou para ir até ele e assim o fiz. – Temos esse ótimo apartamento em um dos nossos melhores e mais seguros prédios – falou, me mostrando as imagens.

Era uma cobertura enorme. A sala espaçosa tinha uma porta de vidro que ligava ao espaço externo, como uma área de lazer, onde tinha uma churrasqueira e uma bela piscina. A cozinha era estilo americana e tinha um espaço ao lado, onde era ilustrado uma sala de jantar, com direito a uma bela vista proporcionada pela enorme janela de vidro. Os quartos eram enormes e todos eram suítes, sendo que apenas a suíte máster tinha uma bela banheira. Além de tudo, ainda havia mais um banheiro, espaçoso, para as visitas. Era um lugar lindo.

- Vou ficar com ele – falei sorrindo.

- Foi uma rápida e ótima escolha – o Kim falou. – Irei preparar a papelada – disse calmo ao que voltava a mexer em seu computador.

Pouco tempo depois, o beta me deu a papelada para assinar e assim o fiz. Ele também me passou o cartão com o numero da conta bancaria da empresa, que seria onde eu deveria fazer o depósito em até sete dias úteis, para pagar pela suíte. Quando tudo estava devidamente acertado, o beta saiu da sala por alguns minutos. Quando ele retornou entregou-me a chave da cobertura, o endereço e me avisou que já havia alguém a minha espera no local.

Despedi-me do beta e saí da imobiliária, não demorando a chegar até o estacionamento e entrar no meu carro. Antes de ir até meu novo lar, resolvi passar no banco e fazer o depósito. Quanto antes eu resolvesse tudo que precisava, menos problemas poderiam surgir.

•••••

Depois de passar quase uma hora esperando para ser atendido no banco e fazer o que eu queria, finalmente eu estava a caminho da minha nova casa. Eu agradecia inúmeras vezes mentalmente por não ter demorado mais que isso e fazia uma nota mental para me desculpar com a pessoa que esteve me esperando todo esse tempo.

Não demorei muito para chegar ao meu destino, já que o local ficava a uma quadra da imobiliária. Me surpreendi ao ver um enorme condomínio, com três enormes prédios. Estacionei em uma das enumeras vagas, que tinham a placa de visitas, e sai do meu carro, logo indo em direção a entrada.

- Boa tarde – cumprimentei o porteiro.

- Boa tarde, em que posso ajudar? – o homem, que parecia ser um alfa, perguntou.

- Eu comprei um apartamento aqui e vim vê-lo – sorri de forma gentil.

- Park Chanyeol, estou certo? – perguntou e eu acenei positivamente. – O senhor Kim Minseok avisou que viria – me informou – Eu me chamo Kim Sangbae, sou o porteiro e um dos seguranças do condomínio. – apresentou-se.

- É um prazer – falei sincero.

- Pelos meus registros o senhor comprou a cobertura do prédio A – disse encarando a tela do seu computador. – O senhor Kim deve ter lhe entregado uma chave e nós temos uma cópia reserva caso o senhor perca ou aconteça algum incidente – seu tom de voz era calmo. – Eu preciso que assine essa ficha, colocando os dados para podermos contatar o senhor caso seja necessário, e aqui está o sensor que deve colocar no vidro dianteiro do seu carro, no canto superior esquerdo – me avisou. – Tem mais de um carro? – perguntou e eu acenei negativamente. – Bom, de qualquer forma o senhor tem direito a três vagas – disse simples. Eu fiz tudo que ele havia me pedido. – O senhor já pode entrar, é o prédio em branco e dourado – avisou, ao que abria a porta para que eu entrasse.

Comecei a andar pelo térreo e fique maravilhado com o condomínio. Tinha quadras, sala de jogos, alguma churrasqueiras, academia e um playground. Chegando a porta do meu prédio, apertei o botão para abrir a mesma, dando de cara com uma escada e três elevadores. Entrei na cabine de metal e apertei o botão que correspondia a cobertura.

Chegando no andar, saí do elevador e avistei a única porta que tinha ali. Não tardei em destrancar a mesma e entrar no recinto. Parecia maior visto pessoalmente e isso com certeza foi algo que me agradou. Fui em todos os cômodos e na área externa, fiquei extremamente satisfeito. Seria ótimo morar ali.

- Agora só preciso fazer uma coisa – falei, pegando meu celular e acessando meus e-mails.

Eu mandaria uma mensagem para o rapaz que estava em meu apartamento no exterior. Era um beta que trabalha comigo e com o Yixing em um de nossos primeiros restaurante, e por ser alguém em quem confiamos, deixamos o mesmo como o chefe do local, já que iríamos para outros lugares.

No e-mail que escrevi, pedi para que ele me enviasse todos os meus pertences, deixando claro que ele não poderia esquecer de nada. Informei também que ele poderia ficar com o antigo apartamento, já que pelo que me lembrava, ele havia se divorciado e no tempo que emprestei minha antiga casa para o mesmo, ele não tinha um lugar para ficar.

Quando enviei a mensagem e fiz menção de guardar meu celular, o mesmo começou a tocar, anunciando que eu estava recebendo uma ligação do meu filho. Eu sorri pequeno antes de atender a ligação.

- Oi, Tae – falei sereno.

- Pai, por que não atendeu minhas ligações? – o mais novo perguntou manhoso e eu sorri soprado.

- Me desculpe – falei envergonhado. – Eu queria só um tempo para pensar – fui sincero.

- Você está chateado comigo? – perguntou acanhado e eu pude ouvir claramente o Baekhyun dizer “Ele não tem motivos para estar chateado com você” do outro lado da linha.

- Não estou, bebê, vocês ainda têm todo o direito de estarem magoados comigo – falei suspirando. – E é sabendo disso que eu vou me esforçar ao máximo para ser o melhor pai para você, Taehyung. Vou mostrar o quanto te amo e o quanto me arrependo – falei de forma obstinada e escutei o Baekhyun dizer “Isso é o que veremos” – Tae, a ligação está em viva voz? – perguntei desconfiado.

- Está – respondeu. – Você se importa? – perguntou.

- Na verdade não, assim fica mais fácil para eu contar a novidade – falei sorrindo, mesmo que ele não visse. – Eu vou me mudar – concluí.

- Você vai embora? – meu filho perguntou choroso.

- Não! – respondi rápido. – Eu me expressei errado – tentei o acalmar. – Eu quis dizer apenas que irei me mudar da casa do seu tio. – expliquei.

- Pra onde o senhor vai? – perguntou, ainda choroso.

- Eu acabei de comprar uma cobertura que fica a duas quadras do meu restaurante – respondi. – Ele é lindo, espaçoso e tem quatro quartos – continuei. – Sabe o que isso quer dizer? – perguntei.

- O quê? – perguntou de forma curiosa.

- Que você vai ter um quarto só pra você e poderá decorá-lo como achar melhor – falei de forma animada.

- Sério? – perguntou de forma eufórica.

- Sim, só precisamos tirar um dia para comprarmos tudo – respondi rindo. – Com a permissão do seu pai, claro. – ressaltei. Eu iria começar a fazer as coisas direito.

- Está bem – ele ainda parecia bem animado, e eu conseguia imaginar o Baekhyun revirando os olhos.

- Agora eu preciso ir, filho – falei meio a contragosto. Se eu pudesse, ficaria o resto do dia conversando com ele. – Ainda tenho que arrumar tudo por aqui, escolher meus novos móveis, a decoração, deixar perfeito para o dia que você vier me visitar – ao fim da minha frase, eu pude ouvir a risada gostosa dele ecoar.

- Está bem, tchau pai – disse terno.

- Tchau bebê – me despedi e desliguei o telefone.

Assim que desliguei, eu não pude conter o sorriso em meu rosto. A sensação de ter meu filho preocupado comigo e preocupado com o fato de eu estar ou não chateado com ele por ter mostrado que ainda há magoa em seu coração, de certa forma, me deu mais esperanças de que se eu realmente me esforçasse, se eu fizesse o meu melhor e mais um pouco, eu poderia ser perdoado pelos meus erros. E era exatamente isso que eu queria e esperava.

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...