História Lost - Capítulo 4


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Categorias EXO
Tags Kaisoo, Sulay, Taoris, Xiuchen
Visualizações 39
Palavras 2.262
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Quarto


O vento gélido batia contra a pele quentinha do casal, que estava deitado na rede da sacada. Trocavam selinhos cheios de significado e carinhos repletos de sentimentos. Estavam descobrindo o amor que havia dentro deles.


Alguns dias havia se passado, e apesar de já terem montado um plano para conseguirem voltar para Jeju, ainda tinham receio do que poderia acontecer.


— O que foi, amor? — Jongdae sussurrou. Quando percebeu a forma que havia chamado Xiumin, ficou corado assim como ele — M-minMin, e-eu… — Foi interrompido pelo mais novo.


— T-tudo b-bem, D-dae. Eu gosto. — Sussurrou e sorriu tímido.


— Que bom. — Sorriu pequeno e passou a mão pelo rosto dele em um carinho singelo — Mas por que parece tristinho e tão preocupado? — Perguntou num murmúrio.


— Ah, Dae… — Deitou no peito do loiro suspirou — Eu to preocupado com meus pais e os do Baek. Apesar de tudo eles se preocupam com a gente. — Fechou os olhos ao sentir alguns beijos em seu rosto — Eles devem estar loucos atrás da gente.


— Meu primo chega em uma semana ou até menos, vocês vão poder contar tudo pra eles. — Disse e Minseok lhe olhou — Eu farei questão de ir contigo pra Jeju e te levar de volta pra sua casa. — Segurou no rosto dele e olhou dentro dos olhos dele — Mesmo que a gente nunca mais se veja.


— Não diga isso. — Sua voz se embargou e seus olhos encheram de lágrimas — Eu não quero ficar longe de você.


— Nem eu, amor. — Limpou as lágrimas alheias — Mas até que a gente arrume um jeito, teremos que ficar separados.


— Fica na minha casa. Você pode ficar lá até eu resolver as coisas pendentes. — Sugeriu Minseok — Só não fica longe de mim. — O abraçou com força e deitou novamente a cabeça no peito de Jongdae.


O loiro retribuiu o abraço e fechou os olhos enquanto fazia um carinhos nas madeixas de Xiumin. Suas mentes tentavam achar alguma saída, mas sabiam que todas as alternativas eram complicadas.


Jongdae sentiu a mão do mais novo – que estava repousada em seu peito – subir para seu pescoço, e não demorou muito para sentir o rosto alheio ficar na curvatura de seu pescoço. Abraçou o tronco dele e beijou o topo da cabeça dele em uma tentativa de o acalmar.


— Vamos deixar o tempo dizer. — Murmurou e ganhou o olhar de Minseok — Eu não vou deixar que a gente se perca um do outro novamente, eu prometo.


— Eu te amo. — Disse sincero enquanto olhava dentro dos olhos do loiro, que ficou surpreso mas não demorou para ter uma reação. Sorriu doce enquanto fazia um carinho no rosto de Xiumin e juntou os lábios em um selinho doce.


— Eu também te amo. — Sussurrou rente aos lábios dele e sorriu — Obrigado por voltar pra mim.


— Eu vou sempre voltar. — Sussurrou de volta e sorriram.


Se aconchegaram nos braços um do outro e ficaram ouvindo os sons que a natureza lhe proporcionavam enquanto se balançavam naquela rede. E ao ver Minseok cair no sono sobre seu peito, Jongdae soube que faria de tudo pra fazê-lo feliz e para ficar ao lado dele.




[...]




— Mas e então, Myeon? Como conheceu o Yixing? — Kyungsoo perguntou enquanto enchia dois copos com refrigerante.


— Foi na biblioteca da cidade. — Sorriu ao pegar o copo com a bebida e bebericou antes de prosseguir — Ele estava procurando alguns livros quando esbarrou em mim. — Riu baixinho ao lembrar — Eu ainda era um menino, digo, eu só tinha dezessete anos, e naquela época eu era o Junmyeon. — O outro assentiu — A gente começou a conversar, e com o passar do tempo nos tornamos amigos. — Sorriu se lembrando e olhou para Do, que também sorria — Ele foi o primeiro a começar a gostar de mim, só que eu era muito confusa, tanto pela sexualidade quanto por quem eu era verdadeiramente. Quando nós estávamos no jardim da casa dele, nos beijamos pela primeira vez. Eu fiquei muito confusa com aquilo, mas era extremamente bom beijá-lo e eu não consegui resistir.


— Então vocês se beijaram de novo? — Perguntou com o copo na boca.


— Sim. — Sorriu tímida e corada — Depois de alguns meses, eu me descobri transgênero, mas eu fiquei com medo da reação dele e da minha família, e acabei fugindo de Seul. — Riu ao ver a feição surpresa do mais velho — Mas o danado foi até o aeroporto e não me deixou ir. Disse que estaria ao meu lado pra tudo e que ele me amava independente de quem eu era. — Sorriu e limpou uma lágrima que caiu.


— Ele disse que te amava? — Perguntou com os olhos levemente arregalados e a menina assentiu sorrindo — E o que você disse?


— Que o amava também. — Respondeu e os dois sorriram — Eu fiquei meio perdida, mas eu o beijei no meio do aeroporto. Nós fomos morar juntos depois disso.


— E Sehun? Vocês adotaram? — Perguntou curioso.


— Não. Sehun foi um dos meus acidentes no ensino médio. Quando eu conheci o Xing-ah a Momo, mãe dele, já estava grávida. — Explicou — Ele ficou doido quando soube que iria cuidar do Hunnie comigo. — Riu.


— Ele ama muito o Hun, não é? — Perguntou sorrindo e a Kim assentiu — Eu e Jonginie não queremos ter filhos, só nosso Snow basta. — Falou do Husky Siberiano que eles tinham.


— Pra gente só o Hunnie basta. — Tomou o resto da bebida — Ele é nosso bebezinho.


— Imagino. — Sorriu doce e pegou os copos para colocar na pia — Vamos pra sala? — A menina assentiu e foram para o cômodo, vendo Yixing e Kai jogando Fifa — Eu não acredito que não me chamaram!


— Desculpe, vida. — Pediu sem desviar o olhar da televisão — Senta aqui, depois você e Myeon vão jogar pra ir na final. Você joga, Jun?


— Claro! — Sorriu se sentando ao lado do noivo — Lá em casa dia de domingo é dia sagrado, fazemos campeonato de Fifa.


— Que delícia! Temos que fazer isso, amor. — Kyungsoo disse — Passa a bola, Jonginie!


— Omma! Omma! — Sehun entrou na sala gritando — Tem um moço estranho subindo o morro!


— Deve ser Chanyeol. — Do disse — Não se preocupe, bebê, é amigo nosso. — Sorriu doce — Aliás, quer um pouco de sorvete?


— Quero! — Exclamou animado — É de quê, hyung? — Foi até o mais velho.


— Morango, você gosta? — Perguntou sorrindo e pegou Sehun no colo após o mesmo assentir — Depois eu dou meu celular e você fica jogando, tudo bem?  


— Tá bom. — Beijou a bochecha dele de forma fofa — Tio, eu amo você. — Kyung sorriu e o apertou em seus braços.


— Eu também te amo, pequeno. — Beijou a testa dele.




[...]




Chanyeol tinha um sorriso no rosto enquanto subia a trilha do morro. Estava morrendo de saudade de sua família.


Tinha em mãos algumas sacolas, e verificou mais uma vez pra saber se tudo estava ali. Com certeza não iria voltar se tivesse esquecido, era muito preguiçoso.


Quando chegou na frente da casa, sorriu ao ser recebido pelo cachorro, que estava extremamente animado. Fez um carinho nele e foi em direção a casa de Jongdae.


— Dae? — O chamou alto colocando as bolsas na entrada — Tô de volta, seu porra!


— Quem é você? — Olhou para o menino que estava na porta da cozinha e sorriu ao ver a testa franzida dele, ele era fofo.


— Eu quem deveria fazer essa pergunta. — Riu baixinho — Sou Chanyeol, primo de Jongdae. Quem é você? — Perguntou caminhando até ele.


— Sou Baekhyun. — Se curvou em respeito — Desculpa a grosseria.


— Não é nada. — Sorriu pequeno e ficou frente a frente dele — Foi só um mal entendido. Mas onde o Jongdae está?


— Está no quarto dele. — Respondeu — Mas não está sozinho.


— Hum… — Deu um sorriso malicioso — Espero que ele não esteja transando, porque eu vou lá. Até logo.


Baekhyun negou com a cabeça e observou Chanyeol subir as escadas. Ele era bem alto e tinha orelhas um tanto avantajadas, mas não deixava de ser extremamente lindo.


Sequer tentou impedir o outro de subir, pois sabia que o casal estava dormindo na rede. Então apenas riu e voltou para a cozinha, estava terminando de fazer lanche para si.


No andar de cima, Chanyeol sorria travesso enquanto abria a porta do quarto de Jongdae, mas seu sorriso morreu ao ver que o cômodo estava vazio. Caminhou até a sacada e sorriu novamente ao ver a rede balançando, porém franziu o cenho ao ver o primo abraçado a outro menino.


— Quem é esse? — Sussurrou para si mesmo — Parece com aquele garoto da praia.


Deu de ombros e decidiu descer para ir ver seu outro primo. Ao ver Baekhyun comendo na cozinha, sorriu ao lembrar de que ele era menor que si. Adorável.


— Eles estão dormindo. — Comentou e Baek assentiu de boca cheia — Vou no meu primo, já volto, baixinho.


— Oi? — Engoliu a comida e franziu o cenho — Eu não sou baixinho.


— Foi mal. — Sorriu sem graça e coçou a nuca — Vou lá, eu já volto.


— Não foi nada. — Disse quando o mais alto chegou na porta. Ele olhou para si e sorriu de forma adorável antes de ir embora — Acho que estou apaixonado.




[...]




— Yeol! — Jongin se levantou depressa pra abraçar o primo — Como você está, irmão? Que saudades!


— Demais! — Exclamou saindo do abraço — Kyung! — Abraçou o primo de consideração — Está deixando o cabelo crescer? — Tocou nas madeixas negras dele.


— Tô sim. — Sorriu — Vem aqui que vou apresentar nossos amigos. — O puxou até o sofá, onde um casal conversava — Myeon, Yixing, esse é Park Chanyeol, primo do meu marido.


— Prazer, Chanyeol. — A mulher se levantou e curvou — Sou Kim Junmyeon. — Sorriu doce.


— Prazer. — Sorriu de volta.


— Sou Zhang Yixing, prazer. — Apertou a mão dele — Esse é Sehun, meu filho. — Colocou o filho em sua frente — Diz oi pra ele, Hunnie.


— Oi, Chanyeol. — Sorriu e se curvou — Eu sou Sehun e tenho oito anos.


— Que fofura! — Sorriu encantado e se agachou — Pode me chamar de tio Yeol, tudo bem? — Sorriu ao ver o pequeno assentir e se levantou — Sem querer ser intrometido, mas já sendo… — Agradeceu a Kyung quando o mesmo lhe deu um copo de água e se sentou no sofá junto aos outros — Como vocês chegaram aqui? Porque aqui é um fim de mundo.


— O mapa que estávamos usando estava de cabeça para baixo. — Explicou Yixing — E como infelizmente a gasolina acabou, ficamos empacados aqui.


— Eu pensei numa coisa, mas só pode acontecer se você topar. — Jongin disse colocando Sehun em seu colo e Chanyeol o olhou curioso — Como geralmente você trás gasolina em galão, você poderia dar pra eles voltarem pra Jeju.


— Nós vamos pagar. — Yixing corrigiu — Nós só queremos o suficiente pra chegar até Jeju.


— Sem problemas. — Sorriu — Sorte a de vocês que eu trouxe galões comigo.


— Então como faremos? — Junmyeon perguntou.


— Vocês arrumam o iate de vocês, deixa tudo pronto que depois eu só coloco a gasolina. — Chanyeol explicou — O que acham?


— Perfeito! — Yixing sorriu — Mas faremos isso amanhã, porque hoje já está ficando tarde.


— Sem problemas. — Sorriu e entregou o copo a Kyungsoo — Vou lá falar com o Dae, espero que já tenha acordado.


— Vai lá, pirralho. — Jongin disse empurrando levemente o primo quando o mesmo passou por si.


Quando saiu da casa de Kyung, Chanyeol sorriu ao ver Snow correndo atrás do próprio rabo. Foi até a casa de Chen e encontrou Baekhyun deitado no sofá enquanto assistia algo na televisão.


— Eles acordaram? — Perguntou se sentando no outro sofá.


— Já sim. — Murmurou abraçando a almofada — Mas foram tomar banho. Eu acho que vão descer daqui a pouco.


— Vou esperar então. — Se ajeitou no estofado — Tenho uma notícia pra vocês.


— Sério? — O olhou curioso e Chanyeol assentiu — O que é?


— Na hora você saberá. — Riu baixinho e sorriu ao ver o biquinho que Baek fez inconscientemente — Não faça esse biquinho fofo.


— Que biquinho? — Franziu o cenho e Park negou com a cabeça — Doido.


Ficaram mais alguns minutos na sala à espera deles entre conversas e algumas farpas. Quando Minseok e Jongdae desceram, o loiro correu até o primo, o abraçando forte.


— Senti sua falta. — Disse dando um soquinho nele — Deixa eu te apresentar o meu amor.


— Dae! — Minseok ralhou completamente corado, mas o loiro não deu importância.


— Esse é Kim Minseok. — Puxou o moreno pela cintura, o vendo sorrir completamente sem graça e tímido — Não fique assim, amor.


— Sou Chanyeol, primo dele. — Apertaram as mãos — Não precisa ficar assim. — Xiumin apenas sorriu e assentiu — Vamos nos sentar.


— O que trouxe pra gente? — Jongdae perguntou se sentando no sofá.


— Algumas besteirinhas básicas, as coisas de sempre. — Falou desinteressado — Mas tenho uma notícia pra vocês.


— O que é? — Chen perguntou curioso enquanto abraçava o namorado de forma desajeitada.


— Se tudo der certo, depois de amanhã vocês voltam pra casa.



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