História Lost Star - Capítulo 59


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Fifth Harmony
Visualizações 127
Palavras 5.939
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OLÁ MEUS AMORES, QUANTO TEMPO. Primeiramente eu queria agradecer a vocês que me mandaram mensagens positivas no aviso que postei algum tempo atrás, aquilo me motivou bastante a continuar escrevendo e, bem, aqui estou eu finalmente. [no wattpad, porque todas as vezes que tentei entrar nesse site pra postar o aviso, o site estava fora do ar (?)]

Não sei quando vou atualizar de novo, porque estamos entrando no final do semestre, aí já sabem. Mas prometo tentar.

Eu sei que faz tempo, então vou lembrar vocês: ponham os coletes.

[obs: desculpem se tiver algum erro gramatical grotesco, eu esqueci meus óculos em casa e não consigo focar muito as vistas se não tenho dor de cabeça, mas enfim, depois eu corrijo]

Boa leitura, eu amo vocês.

Capítulo 59 - Be patient


 Lauren Jauregui Point of View

Aquela semana passou voando. As caixas de Dinah agora estavam empilhadas perfeitamente ao lado da escada, mas só Normani e eu sabemos o tamanho esforço que tivemos para tirar todas elas do quarto da loira, enquanto ela, Camila e Ally organizavam tudo. "Vocês são as menos sedentárias entre nós, vocês devem carregar as caixas", a desculpa de Camila foi tão furada que nem mesmo ela acreditou, pois logo deu um sorrisinho malicioso, que eu logo entendi. Claro que aquilo havia sido propositalmente armado para que as três tivessem um tempo sozinhas, afinal, Ally havia acabado de voltar de lua de mel, na Noruega.

— Moni, essa é a última.

Disse, colocando a última caixa sob a pilha. Encontrei minha amiga jogada no sofá, em uma posição nada normal, com as pernas apoiadas no encosto do sofá e a cabeça para baixo, enquanto suas mãos praticamente torciam o celular entre seus dedos.

— Ei, tudo bem?

Foram necessários alguns segundos para que ela me respondesse, parecia estar perdida em algo.

— Você disse alguma coisa?

— Perguntei se está tudo bem... ?

— Oh... — ela me pareceu pensar por alguns segundos e então suspirou, corrigindo a postura — é só uma fase ruim, Laur. Taylor é... complicada às vezes. — ela se levantou em um salto e pegou sua bolsa, que estava ao seu lado no sofá. — Eu vou ter que ir. Diga à Dinah que amanhã bem cedo estou no loft.

— Huh.. okay.

Normani saiu sem olhar para trás e eu não exigi nenhuma explicação. Ela e Hill costumavam ser o tipo de casal incrível que você olha e pensa que nunca brigam ou nunca têm dias ruins, mas ultimamente minha amiga andava ocupada demais com assuntos da empresa e sua namorada não lhe compreendia.

A falta de comunicação parecia sufocante às vezes.

Do pé da escada, ouvi as risadas altas de Camila e decidi não interferir, eram raros os momentos em que ela se divertia apenas com Dinah e Ally, ela merece um pouco de espaço. Porém eu não conseguiria ficar parada ou assistindo TV enquanto meu tempo apenas diminuía.

Amanhã bem cedo meus pais viriam para nossa casa e eu não conseguia sequer prever tudo o que poderia acontecer. Mas eu estava cansada de brigar e então fugir, haviam muitas coisas as quais eu não sabia e da mesma forma que eu merecia saber, eles mereciam ser ouvidos. Então, se está na chuva...

A ansiedade me tomava como há tempos não fazia, tanto que eu já havia me esquecido do que ela é capaz de fazer. Então pensei em fazer a única coisa que costuma me salvar em momentos como aquele: a música. Caminhei com passos arrastados até a sala onde os instrumentos estavam, me surpreendendo ao encontrar Leo deitado na porta, que estava aberta.

— Pink princess, o que faz aqui?

Sofia estava ajoelhada no banco do piano, enquanto seus dedinhos batiam de forma desordenada nas teclas. Sorri. Quando ouviu minha voz, a garota se assustou e bateu as mãos com força sob as teclas, fazendo um barulho horrível, que fez Leo acordar de seu sono e sair pela casa latindo.

— Você me assustou! — disse, colocando a mão sob o peito, exagerada como a irmã. — Eu queria tocar... igual você e a Kaki, mas eu não consigo ler todas essas coisinhas.

Ri novamente, enquanto Sofia fazia um bico e cruzava os braços.

— Você quer que eu te ensine a ler partituras? — ela fez uma careta, sequer sabia o que era uma partitura. — Okay, vou te ensinar algo.

Me sentei ao seu lado, posicionando minha mão direita sob as cordas e pedindo que ela fizesse o mesmo, sob as teclas agudas. Pedi para que ela repetisse meus movimentos e iniciei uma melodia aleatória lenta, para que ela pudesse me acompanhar e logo Sofia repetia o exercício com perfeição, totalmente sincronizada comigo.

Em algum momento, Sofia parou e eu me vi esticando e movendo os dedos pelas teclas, em uma melodia que eu conhecia como a mim mesma. Aquela canção era parte de mim, demonstração pura e frágil de toda a minha mudança. Fazia tanto tempo que eu não tocava aquela música que pensei ter esquecido, mas não, longe disso. Meus dedos passeavam pelas teclas, revivendo cada memória, cada sentimento, como se de alguma forma eu estivesse lá novamente. De volta a noite em que Camila acordou.

Sofia apenas aninhou seu corpo ao meu e me permitiu continuar, a melodia se tornando consistente enquanto as emoções me invadiam. Meu corpo vibrou, minhas mãos moviam com maestria pelas teclas, como se o piano fizesse parte de mim, como se estivéssemos conectados. E de fato estávamos, aquele piano, aquela sala, eram testemunhas das noites em que passei em claro, desejando que tudo mudasse

— Your beautiful eyes (Seus belos olhos)

Have drove me so high (Me deixaram tão alta)

Presented me love (Me mostraram o amor)

Eu me lembrava como se fosse ontem. Achei que tivesse perdido Camila, achei que jamais a teria, mas aquela fora uma longa noite, tantas coisas aconteceram. Tantas outras mudaram. Jamais poderia esquecer a sensação de impotência ao ver Camila naquele hospital, sem reação por tanto tempo, era realmente como se eu a tivesse perdido.

Eu estava terrivelmente apaixonada por alguém que nem mesmo sabia meu nome completo. Ou eu achava que não sabia. Aquela fora a primeira vez que me permiti sentir e escrever sobre isso e se eu tivesse a maturidade que hoje tenho, teria começado diferente, porém faria tudo o que fiz pelas Cabello novamente.

— I’ve been waiting for so long (Eu estive esperando por tanto tempo)

I’ve been waiting for you here (Eu estive esperando por você aqui)

C’mon baby show me now (Vamos, baby, me mostre agora)

What you need (O que você precisa)    

Minha garganta se apertava, lutando contra as lágrimas, mas minha voz era alta, branda, eu estava me libertando. Me libertando da antiga Lauren, da pessoa que se arrependia. Claro que eu me arrependia de toda a parte podre da minha vida, mas havia finalmente entendido que as coisas entre Camila e eu simplesmente tinham de acontecer, era algo fora de nosso controle. Podem pensar que seja um absurdo, eu concordo que seja... Camila sentia falta dos pais, Sofia também, eles jamais veriam Camila se formar e Sofia crescer, mas eu estou aqui agora. Eu estou aqui para ser a âncora delas, quando tudo parecer que dará errado.

— You’ve been missing for so long (Você esteve ausente por tanto tempo)

Tell me how to get you near (Me diga como chegar perto)

C’mon baby show me now (Vamos, baby, me mostre agora)

What you need (O que você precisa)    

E eu sempre me esforçarei, para ser melhor, para ser maior do que eu consegui ser quando tudo aconteceu. Porque eu amava Camila, amava Sofia e amava a vida que estávamos levando agora, tudo parecia exatamente em seu lugar. Dizem que o tempo dá um jeito em tudo e agora posso ver que sim, depois de tanto tempo, Camila está bem e sem nenhuma sequela. Era suficiente.

Eu não queria uma vida perfeita, haveriam dias complicados, dias em que a saudade falaria mais alto, dias em que tudo parecesse errado, mas passaríamos por tudo, como a família que éramos.

— I need you with me (Eu preciso de você comigo)

So baby stay here (Então, amor, fique aqui)

Cause you’re my lost star (Porque você é minha estrela perdida)

So baby stay tonight (Então, amor, fique esta noite)  

Abri os olhos e só então noto as lágrimas que rolavam livres por meu rosto. Ouço palmas tímidas vindas da porta e me viro rapidamente, encontrando Camila encostada no batente da porta e Sofia agarrada em sua cintura. A Cabello mais velha, me olhava com olhos marejados e Sofia sorria.

Nos olhos da mulher latina, eu encontrei aceitação e amor. Muito amor. Era como se, silenciosamente, ela dissesse "eu entendo, sinto o mesmo e estou aqui com você, não soltarei sua mão". Senti as batidas do meu coração fraquejando enquanto ela sorria para mim, minha alma exposta para si, se entregando totalmente, junto de minhas falhas, medo e todo o meu passado.

Mas é disso que o amor é feito, não? Aceitação e respeito, e acima de tudo amor... você precisava aceitar cada pedacinho e então respeitar todos os defeitos e opiniões e amar cada um deles, amar cada fio de cabelo, a cada dia mais. Amar não é fechar os olhos e aceitar tudo o que lhe é dado, mas dar a mão a pessoa e caminhar lado a lado com ela, nunca olhando o passado, mas sempre visando um futuro, sempre se esforçando para fazê-lo acontecer.

O passado é o que nos fez ser quem somos, erros, acertos, arrependimentos, tudo.

Camila cochichou algo no ouvido da irmã e a garota assentiu, saindo rapidamente dali. A mulher fechou a porta atrás de si, parecia um pouco atônita. Caminhou até mim a passos lentos e eu me mantive sentada, não conseguira ficar em pé, então apenas me virei, abrigando a garota em pé entre minhas pernas. Camila segurou meu rosto entre suas mãos, retirando minha franja do rosto, em seguida se abaixou, me dando um beijo na testa.

— Oi, amor.

Diz, sua voz tão baixa que pareceu um sopro.

— Oi, minha Camz.

Abracei sua cintura e recebi um carinho preguiçoso na nuca. Sorri, mordendo sua barriga levemente e recebendo um risinho em troca.

— Essa música que você tocou... Eu... A conheço.

Senti receio em sua voz e um certo tremor em suas palavras. Mesmo que não conhecesse a letra, Camila sentia o peso daquelas palavras. Sorri.

— Eu a compus bem aqui, entre essas paredes, em frente a esse piano. Estava tão sufocada, tão... — respirei fundo. — Nada parecia certo, sabe. Então eu simplesmente deixei que saísse. Quando ficou pronta, eu não tive outra reação a não ser pegar meu violão e correr para a única pessoa que eu queria que ouvisse. Então eu toquei pra você. E fui embora tão rápido quanto cheguei, não queria olhar no teu rosto e ver que nada havia mudado. Quando saí percebi que em casa, sozinha, era o último lugar que eu queria ficar, Sofia estava com Dinah, então eu andei por toda a cidade, fui a tantos lugares que me perdi, então eu senti uma dor muito grande no peito, era como se eu estivesse sendo puxada. Voltei para o hospital e você havia acordado.

Achei que quando contasse toda a história para ela, não conseguiria olhar em seus olhos, mas eu acompanhava cada movimento que ela fazia, desde o levantar ligeiro das sobrancelhas à língua umedecendo seus lábios. Camila me analisava, lia cada pequena expressão em meu rosto. Parecia imersa demais em pensamentos para expressar qualquer outra reação. Meu coração batia forte em meu peito, meus pés batiam contra o chão sem ritmo, em ansiedade.

Estalei a língua e me levantei, minhas mãos segurando seu rosto e a mantendo perto. Suas mãos agarraram minha cintura por debaixo da blusa, elas queimavam a minha pele, faziam meu corpo todo queimar, mas não era ruim, era bom, transmitia a mim tudo o que ela não conseguiu colocar em palavras.

— Eu não tenho dúvida alguma que eu voltei apenas por sua causa, Lauren. Isso é tudo por você...

— Não fale assim, Camz...

Respondi o mais rápido que pude. Não, eu não conseguia visualizar uma realidade sem ela, muito menos que eu havia sido o motivo para isso.

— Você voltou porque tem pessoas que precisam de você, além de mim. Dinah, Ally, Sofia... todas nós precisávamos de você, amor, ainda precisamos. Você voltou porque sabia que ainda tem várias coisas incríveis nesse mundo para fazer e conquistar.

Seus olhos castanhos brilhavam e sua respiração estava presa em sua garganta, vendo que ela não responderia, respirei fundo e continuei.

— Você ainda tem uma vida inteira pela frente. Cercada por pessoas que te amam, cercada de todo o amor que você merece. Eu não posso dizer que tudo serão flores, mas eu estarei do teu lado, mesmo quando parecer que tudo só vai piorar.

— Eu amo tanto você.

Foi o que ela disse antes de me beijar com todo o fervor daquele momento. Nós beijamos pelo que pareceram horas, lentamente, nossas mãos percorrendo cada pedaço já conhecido de nossos corpos, reconhecendo, amando, desejando.

As roupas ficaram em algum lugar pelo chão, não foi preciso nenhuma palavra, olhares diziam tudo o que não conseguíamos pôr em palavras. Eu precisava sentir seu corpo contra o meu, precisava sentir o seu calor e tudo o que ela tinha para me oferecer. Não importa quantas vezes eu amasse aquele corpo de novo e de novo, sempre iria querer lhe tocar, lhe beijar, explorar cada palmo daquela pele da cor do pecado.

Meu pecado particular ao qual eu jamais me cansava.

 

[...]

Narrador Point of View

— Amor, onde você colocou o tempero da salada? — Lauren gritou, de dentro da cozinha.

Camila bufou, levemente irritada.

— Lauren, que tempero? Foi você quem tirou ele da bancada, falou que eu ia derrubar. — a latina gritou de volta, do andar superior. — Você e essa mania de achar que eu vou derrubar tudo.

— É pra sua própria segurança, amor. — gargalhou. — Achei!

A mulher revirou os olhos e voltou a fazer a trança lateral em seus cabelos.

Era um domingo de verão — quase — comum em Londres, as três mulheres da residência corriam de um lado para o outro, gritando uma com as outras, na intenção de deixar tudo perfeito para aquele tão importante almoço. Lauren era a mais ansiosa, é claro. Seria a primeira vez em muito tempo que veria toda a sua família reunida e sabia que não seria fácil, mas era algo pelo qual ela precisava passar.

— Sofia, prende o Leo lá fora, não quero ele correndo na minha cozinha, Camila acabou de limpar aí.

— Você é muito mandona. — ouviu a garota dizer antes de ela sair em direção ao quintal, puxando o cacahorrinho junto.

Lauren rolou os olhos, rindo alto logo em seguida. Ouviu a namorada descendo as escadas e finalizou a salada, os olhos focalizando na figura parada no primeiro degrau, lhe encarando. Lavou rapidamente as mãos, as secando em seguida e andou até ela. Recebendo os braços de Camila em volta de seu pescoço e um beijo terno no alto de sua cabeça. Não precisavam conversar para que a mais nova soubesse que Lauren estava ansiosa, por mais que quisesse acreditar que todo aquele nervosismo fosse por não querer errar na cozinha, Camila sabia a real preocupação de Lauren, mas não disse nada, preferiu que ela enfrentasse esse fantasma sozinha.

Às vezes, por mais que queiramos agarrar todos os problemas da pessoa que amamos e toma-los para nós, isso não é possível. Todos temos que aprender com os nossos próprios erros e nos fazer fortes com ou sem ajuda externa, porque todos temos nossas próprias batalhas e em algum momento haverá alguma em que somente você poderá lutar, seja algum problema consigo mesmo ou de seu cotidiano e em momentos assim, você terá que agir sozinho. Dói aprender e aceitar tal constatação, mas é a mais plena verdade. No fim de tudo, temos que aprender a lutar por nossas próprias coisas, nossos próprios erros, acertos, ou jamais aprenderemos.

Elas tinham plena consciência disso e Camila jamais iria interferir nas batalhas de Lauren. Estava ali para lhe apoiar e lhe amar, acima de qualquer coisa.

Lauren buscou forças naquele abraço quentinho que recebia da namorada, sentiu seu coração se aquecer e, aos poucos, a ansiedade deixar seu sistema, mesmo que fosse por pouco tempo. Aquele era seu refúgio e sempre seria mesmo nas horas mais difíceis, sabia que Camila estaria ali, sempre.

— Estou orgulhosa de você, meu amor. — Lauren sorriu, os olhos brilhando com lágrimas que não podiam cair. — Eu amo você.

— Também te amo, Camz.

Agarrou a cintura da namorada, enterrando seu rosto no vale entre seus seios, sem malicia alguma, apenas aproveitando que Camila estava mais alta, por estar um degrau acima.

— Tente não ter um ataque de ansiedade ou coisa parecida.

Camila tentou soar despreocupada, mas Lauren sabia que sua preocupação era real e tentou tranquiliza-la.

— Eu prometo tentar. — riu.

Permaneceram naquela mesma posição por alguns segundos, Lauren tentava acalmar seu próprio coração enquanto ouvia o de Camila bater contra seu ouvido. Primeiro, ouviu o carro parando na entrada da garagem, ouviu as quatro portas batendo e conversas baixas. Então ouviu a campainha tocar, mas ela não se moveu um músculo sequer, permaneceu abraçada à Camila, como se pudesse retardar o encontro mais do que já havia feito.

— Nós temos que ir atender a porta. — Camila sussurrou. Lauren apenas gemeu em reprovação e negou com a cabeça. A latina sorriu. — Vá lavar as mãos e dar um jeito no cabelo, você passou a manhã inteira na cozinha, eu lido com eles primeiro, okay?

Lauren subiu para o seu quarto, Camila respirou fundo e abriu a porta.

Quantas muralhas são necessárias quebrar, para que o perdão seja dado? Quantos anos são necessários para curar cicatrizes tão profundas que nem mesmo você conhece sua profundidade? Ninguém pode saber, mas se pode tentar. A tentativa, por sua vez, está fadada ao erro, fadada a ser somente algo que irá gerar outra cicatriz e outra e outra, mas chegamos a um ponto em que não há mais espaços para novas cicatrizes e você já se cansou de lutar contra isso. 'Deixe que a correnteza te leve', tente, perdoe. Até que não doa mais.

Um joelho ralado dói bem menos do que um coração partido, é o que diz a música, mas o perdão pode afastar os demônios deixados para trás. Pode fazer com que eles parem de tentar se esgueirar pelo que restou daquele passado e sumam de uma vez por todas. Mas para isso, precisa-se tentar.

Então Camila pôs seu melhor sorriso no rosto e abriu a porta, encontrando quatro figuras curiosamente ansiosas.

— TayTay!

Sofia passou correndo por todos em direção à mais nova, que estava atrás do irmão, Chris. O clima de tensão que pairava sob eles foi desfeito rapidamente enquanto Sofia abraçava e dava um beijo na bochecha de cada um deles.

— Bom dia. — Camila cumprimentou, timidamente. — Lauren está lá em cima se trocando, ela já deve descer.

Clara foi a primeira a dar um passo à frente e entrar na casa, dando um abraço rápido e um beijo na bochecha de Camila. Michael lhe ofereceu um aperto de mão firme e um sorriso contido. Chris apenas um aperto de mão e Taylor, que ainda tinha Sofia agarrada a si, lhe abraçou demoradamente. De todos os Jauregui, a mais nova era a única em quem Camila realmente confiava.

— Vocês tem uma bela casa.

Michael comentou, mas antes que pudesse agradecer, ouviu a voz de Lauren vinda da escada e engoliu em seco.

— Obrigada.

A latina seguiu para a cozinha, acabando por ser seguida por Taylor, que não queria ter que presenciar Lauren e seus pais a beira de uma discussão. Lauren havia prometido que tentaria se comportar, mas ela não poderia dizer o mesmo dos pais ou do irmão. Queria que as coisas se normalizassem, queria algumas respostas, mas já havia aceitado que teria tudo em seu próprio tempo.

Haviam coisas as quais ela não sabia se era o momento certo para serem reveladas.

— Ela está se esforçando, huh?

Murmurou Taylor, se servindo um copo com suco.

— Sim. Mas tenho certeza que quer correr para longe o mais rápido possível, ela estava muito ansiosa antes de chegarem, não imagino agora.

A mais nova apenas concordou com Camila, sua atenção presa em qualquer lugar da sala, menos nos pais e irmãos conversando, ainda na entrada.

— É normal eu... — engoliu, fazendo uma careta em seguida, como se tivesse gosto amargo na boca. — Eu sinto falta dela, sinto falta de acordar e ter ela próxima à mim, de poder contar com ela... é normal eu sentir falta de uma coisa que eu nunca tive ou não me lembro de ter?

Camila sentiu seu coração se apertar com a pergunta de Taylor. Abraçou a garota de lado e lhe deu um beijo no ato de sua cabeça, mostrando a ela que também estava ali.

— É claro que é normal, Taylor. Não é exatamente uma saudade... é uma vontade, entende? Você quer estar próxima à Lauren e acredite em mim, ela também quer. Mas as coisas não são fáceis assim, vocês precisam dar tempo uma à outra.

Taylor assentiu, pensativa.

— Fico feliz por Lauren ter você na vida dela.

Lauren guiou os pais até a mesa que fora posta na varanda dos fundos, em seguida retornou para a cozinha, observando a interação da namorada e da irmã com um brilho curioso nos olhos. Lauren gostava da ideia de Taylor, Camila e Sofia serem próximas. Pois compartilhava secretamente do desejo da irmã, queria que ela fosse próxima, não somente de si, mas de sua namorada e de Sofia também. Seu instinto de proteção se estendia enormemente à ela e Lauren queria ser capaz de protege-la da forma correta e, com certeza, conseguiria.

Ela não iria errar, não mais, não desta vez.

— O que as duas mulheres da minha vida estão fofocando aí? — Lauren perguntou, sorrindo de forma curiosa.

— Se Normani, Dinah, Ally e Sofia ouvirem isso vão ficar com ciúmes. — Camila brincou abraçou a namorada de um lado e Taylor do outro.

— Ei, não ouse.

Se sentaram com um clima notavelmente mais leve no ambiente. A presença de Sofia e a ingenuidade da garota derretia completamente qualquer gelo ou barreira que Lauren tentasse erguer a sua volta. Chris ainda era o único que se mantinha afastado, o jovem homem não conseguia entender como a irmã havia mudado tanto e se afastado de tantas coisas por causa de Camila. Não entendi o que era amor e o que tal sentimento era capaz de fazer com as pessoas, por isso preferia se manter quieto, não entendia a felicidade de Lauren, mas não seria ele a estragar o momento. Afinal o desejo de todos ali era uma reconciliação definitiva, mesmo que nada do passado fosse realmente mudar, o futuro não precisava ser igual, pois não havia tempo a perder.

Os Jauregui ouviram Lauren falar sobre os panos de voltar para a faculdade e Clara e Taylor tiveram um pequeno surto quando souberam da participação da morena na produção do álbum de Ed Sheeran afinal, eram fãs do britânico [N/A: quem não é né, mores]. Michael naquela tarde não falou sobre a empresa, sobre dinheiro ou qualquer coisa do gênero, se focou em sua família. Enquanto tomavam um sorvete de frutas que Clara havia trazido para a sobremesa, foi a vez de Camila ser alvo de perguntas e sorrisos genuinamente felizes.

Os momentos de tensão quando tocavam em algum assunto delicado ou faziam algum comentário além de sua zona de conforto existiam e sabiam que sempre existiriam, mas Camila estava ao lado de Lauren para segurar sua mão quando sentia que Lauren iria perder o controle. A mulher tinha toda a atenção de Lauren para si, mesmo que estivesse imersa em uma conversa com os pais, seu subconsciente sempre estaria focado em observar e sentir Camila e era pela segurança e calma que emanava de Camila, que ela não se permitiu perder o controle. Havia feito uma promessa e iria cumprir, mesmo que tivesse um gosto amargo na boca.

— Vocês pretendem permanecer em Londres depois que se formarem?

A pergunta de Clara pegou Lauren desprevenida, sua respiração se alterou e ela respirou fundo antes de responder.

— Eu... creio que sim. Digo, nossas vidas estão aqui, nós temos uma vida relativamente segura aqui. A não ser que Camila queira voltar.

Não é como se a mais velha esperasse que a filha fosse querer voltar, algum dia, mas seu sorriso aos poucos sumiu, quando notou a amargura em seu tom de voz.

— Lauren tem um bom emprego aqui, tem uma casa... logo voltaremos para a faculdade e eu espero poder trabalhar logo, então... por enquanto, nosso desejo é ficar. — Camila tentou emendar.

— Entendo. Espero que isso não tenha nada a ver com...

— Não, pai, não tem.

Lauren foi seca em sua resposta. Seus olhos vidrados nos do pai. Michael e Lauren eram muito parecidos e esse era o problema, nenhum dos dois gostava de ser contrariado em uma discussão ou mesmo postos à prova. A mulher jogou o controle para o alto, não aguentando mais aquela conversa estranha que estavam tendo. Como eles ousam querer que ela voltasse para Los Angeles depois de tanto tempo?

— Existem coisas sobre as quais precisamos falar sobre, filha.

— Cansei de esperar por respostas que nunca vem.

Lauren já ameaçava elevar seu tom de voz. E, incrivelmente, foi Chris quem interveio.

— Não queremos assustar Sofia, não é? Mantenha a calma, Lauren. Também estamos cansados de esperar por sua compreensão. Você vai se sentar e vai ouvir tudo o que nossos pais tem para falar e então se ainda não entender. Eu tiro Sofia e Camila daqui e você grita o quanto quiser, porque elas não merecem isso vindo de você.

O que Lauren não sabia era que seus pais já haviam conversado com o irmão sobre todos esses anos. Michael e Clara não queriam perder a confiança dos mais novos, então na mesma tarde em que Lauren deixou a empresa da família e nunca mais voltou, os quatro se reuniram na casa que dividiam e os dois contaram suas histórias. Cada um lhes contou sua versão e então apontaram suas falhas, seus medos, foram totalmente honestos com os filhos, porque sabiam que continuar com aquela mentira não era o caminho certo.

Clara poderia ter sido franca com a filha e lhe contado, mas não queria, não se sentia pronta para isso e sabia que Lauren também não estava. Então deixou que o tempo seguisse seu rumo, pois Lauren eventualmente lhes procuraria quando se sentisse pronta.

E aquela era a hora.

Atônita, Lauren apertou a mão de Camila entre a sua, comprimindo os lábios em uma linha fina. Se sentindo a pessoa mais imatura do mundo. Seu irmão, havia acabado de lhe dar um sermão, talvez um dos maiores que já recebera.

— Estou ouvindo. — bufou.

Mike respirou fundo, cruzando as mãos em cima da mesa, que já havia sido retirada. Se dirigiu para Lauren, que ainda tinha um semblante irritado.

— Olha... sua mãe e eu não estávamos em uma fase muito boa de nosso relacionamento, eu andava ocupado demais com a empresa, inutilmente é claro, pois seu avô sempre manteve tudo incrivelmente claro. — sorriu para Clara — Ela havia me pedido o divórcio e a papelada andou mais rápido do que eu imaginava. Então essa viagem surgiu. Tive a ideia estúpida de vir para Londres, dizendo que cuidaria da filial da cidade, mentira... eu queria ganhar um tempo para corrigir os meus erros. Mas então a minha princesa quis vir comigo, como eu poderia te negar isso, Lauren? Eu não quero me justificar usando você. Eu só quis dizer que jamais foi a minha intenção. Nós voltaríamos pra casa depois de algumas semanas, mas aconteceram problemas e depois eu já não conseguia manter o controle. Sempre disseram que nós dois somos parecidos e até nos vícios fomos: eu tentei esquecer bebendo. E demorei muito para perceber que não era a solução.

— Machucar você e seus irmãos nunca passou por minha cabeça — Clara interveio —, foi por isso que eu adiei mais e mais o divórcio. Seus irmãos perguntavam de você, de seu pai e eu nunca sabia como responder. Acreditei em todas as promessas que seu pai me fez, acreditei que ele ia melhorar. Mas perdemos totalmente a noção.

— Nada do que dissermos aqui pode te fazer mudar de ideia, mas nós tentamos salvar nossa família e sem nos darmos conta, arruinamos tudo. É por isso qu-....

Lauren se levantou em um súbito e entrou na casa. As paredes se fechavam contra si, o ar lhe faltava, seu ouvido zumbia, fazendo com que ela não ouvisse nada além de seus próprios pensamentos; pensamentos ruins demais para que ela aguentasse. Eram informações demais, coisas demais para se digerir em tão pouco tempo. Taylor levou Sofia até Leo e tentou distrair a garota, enquanto Camila saía atrás de Lauren gritando o seu nome. Clara, Michael e Chris se levantaram ao mesmo tempo, suas cadeiras fazendo barulho no chão de madeira quando subitamente foram arrastadas. Tentaram chegar até a porta, mas Camila se virou e os parou.

— Não. — sua voz se elevou e Camila logo se arrependeu, amenizando sua repreensão. — Eu cuido dela.

 

Dinah Jane Hansen Point of View

As últimas caixas estavam na cozinha, nelas continham apenas alguns utensílios domésticos que meus pais insistiram em comprar para mim. Dentro do pequeno closet, eu organizava algumas roupas, enquanto alguma playlist aleatória tocava alto pela casa. O loft era simples. Uma fábrica convertida em apartamentos — típico, não?! —, eu moraria agora no penúltimo andar, de um total de 8, onde as janelas que iam do chão ao teto, me mostravam um panorâmico de tirar o fôlego da cidade que eu, aos poucos, aprendi a amar.

As paredes eram de tijolos vermelhos aparentes, o chão de madeira escura e um pouco gasta, os canos e instalações da antiga fábrica agora serviam como suporte para os fios de LED que iluminavam o apartamento. Na entrada, havia a sala com sofás de couro vermelho escuro e uma pequena lareira no centro — nada de televisão — e, separada por uma divisória de parede vazada, estava meu ambiente sagrado: uma estante embutida na parede, lotada de livros referentes a diversos assuntos e minha escrivaninha, virada de frente para a janela, porque eu tinha um prazer especial em observar a paisagem enquanto estudava. Nos fundos, uma cozinha americana e uma bancada, uma mesa de madeira simples dividindo os dois ambientes. Então em cima, meu quarto e as únicas partes privadas de todo o apartamento, o banheiro e o closet, onde eu estava naquele momento.

Poder finalmente ter um lugar somente meu, onde eu poderia decorar à minha maneira, sem me preocupar com nada além de mim mesma, era como um sonho. Claro que ainda não estava tudo perfeito, aos poucos eu iria organizando tudo e moldando os ambientes com a minha identidade, mas era mais do que eu já havia tido em toda a minha vida.

— Eu acho que preciso de um cachorro. — comentei, para o nada. Em seguida me lembrei do pestinha que Lauren gentilmente apelidou de Leo. — Não. Um gato. Gatos são bem menos barulhentos.

Não passava das nove da manhã e eu já estava acordada. Estava ansiosa para ver o resultado final de meu trabalho. Acordei cedo com uma ligação de Regina e Seth, meus dois irmãos mais novos, aparentemente, nossos pais planejavam me ligar mais tarde, para me contar uma novidade, mas eles acordaram cedo apenas para me contar algo, mas Kamila os impediu. Então eu me levantei e voltei a futricar nessas caixas, ansiosa demais para me manter quieta. Ou seja: estava duas vezes ansiosa.

E eu nem mesmo havia ingerido cafeína.

O casal do pop deveria estar se organizando para o tão esperado almoço com a família Jauregui, dessa forma, não esperava que alguma delas fosse vir me ajudar tão cedo. Ainda mais depois que Camila praticamente obrigou Lauren e Normani a carregarem minhas caixas para fora de casa.

Cocei a nuca, pensar em Normani ultimamente estava me deixando ansiosa.

E ela viria para cá.

Oh, droga.

Meu celular tocou, fazendo a música pausar e eu corri para atender, em um ato totalmente automático.

— Alô.

— Dá para abrir a porta? Você liga esse som e esquece do mundo, estou há meia hora tocando a campainha.

Meu estômago deu voltas ansiosas pelo tom irritado de Normani. E eu apenas desliguei a chamada e liguei novamente a música, respirando fundo algumas vezes antes de abrir a porta. Normani segurava um amontoado de sacolas de mercado enquanto tentava equilibrar o celular e a bolsa nas pontas dos dedos, quase sorri, se o olhar que ela me direcionou não fosse um dos mais dolorosos que já vi, vindo dela.

— Bom... Dia...

— Já tomou café da manhã?

Seu sorriso não alcançou os olhos, mas eu lhe sorri mesmo assim, se eu conhecia Normani o suficiente — e eu sei que conheço —, ela não me diria o que estava acontecendo tão cedo. Mas eu poderia tentar descobrir.

— Realmente não. Bom que trouxe comida, minha geladeira ainda está vazia.

Percebi que eu estava bloqueando seu caminho, então lhe dei espaço para entrar e fechei a porta, pegando algumas das sacolas de suas mãos. Indiquei o caminho com o queixo, não que fosse difícil encontrar a cozinha, mas por querer que ela me acompanhasse, largamos as coisas em cima do balcão e a mulher se sentou em um dos bancos, ainda calada.

Estranhei, mas nada disse.

— Bom que estreamos sua cozinha, se não se incomodar.

— Nem um pouco. — gesticulei para que ela me ajudasse.

Normani mudou a playlist que tocava enquanto eu encontrava todos os itens necessários para o nosso café. Deixou sua bolsa no sofá, tirou os sapatos e os colocou ao lado da porta da frente, como sempre faz quando chega em casa, eu quis rir, nem eu mesma estava me sentindo tão em casa como ela. Estranhamente, senti que poderia me acostumar a ver aquela cena todos os dias. Abriu as cortinas, reclamando por eu ter deixado o apartamento muito escuro e então retornou para a cozinha e eu ria sozinha de seu comportamento.

Cozinhamos e comemos em silencio. Ela se ofereceu para lavar a louça enquanto eu secava e não reclamei, permaneci ao seu lado, tão próxima que nossos cotovelos vez ou outra se encostavam, causando um choque entre nossos corpos. Pela visão periférica, vi Normani levantar a cabeça em minha direção diversas vezes, mas parecia desistir de falar seja lá o que quisesse, sempre.

— Eu estou com a sensação que quer me contar algo. — Disse assim que terminamos. Fui direto para o sofá e me sentei, esperando que ela se sentasse também. Mas Normani ficou estagnada no lugar, os olhos brilhando com lágrimas grossas. — Ei, ei....

Não houve hesitação alguma quando me levantei e tomei a mulher entre meus braços, mantendo sua cabeça em meu peito enquanto Normani chorava de uma forma tão dolorosa que meu coração se despedaçou em mil pedaços.

Minhas mãos suavam tanto que tive que secá-las meu short, meus pensamentos trabalhavam mais rápido do que conseguia acompanhar. Ao mesmo tempo que eu queria saber de tudo o que estava acontecendo, queria que ela tivesse seu próprio espaço e chorasse o quanto quisesse, para assim se livrar daquele sentimento. Ela estava bem, até onde eu sabia.. Nenhum problema com os pais, nenhum problema no trabalho, a única coisa que ela preferia resolver por si própria, era relacionado ao seu namoro com Hill. Normani sempre fora a mais reservada em seu relacionamento, enquanto Camila e Lauren sempre correm até mim ou ela quando discutem, ela prefere ficar sozinha e descontar sua raiva de sua própria maneira, mas nunca a vi despejar algo daquela forma, tão descontrolada.

— Quando quiser me contar o que está acontecendo, eu estou ouvindo. — Disse, lhe soltando e secando suas lágrimas com os polegares. Ela assentiu, seus olhos percorrendo meu rosto, meus olhos, de uma forma tão intimidadora que eu desviei, segurando suas mãos entre as minhas. — Se quiser assistir à algum filme enquanto comemos muito sorvete ou se quiser colocar Dua Lipa pra tocar no último volume enquanto organizamos meu closet... você quem escolhe hoje.

Normani gargalhou e eu sorri, feliz por ouvir aquele som novamente, mesmo que ela não estivesse completamente bem. o minimo que poderia fazer era ajuda-la.


Notas Finais


Provavelmente vocês vão querer me matar pela forma como terminei o capítulo, mAS EU TO MAIS ANSIOSA DO QUE VOCÊS, ACREDITEM.

Lauren vai terminar a fic sem fazer as pazes com os pais dela? O que acham?

GENTE EU TO ANSIOSA, NÃO QUERO TERMINAR ESSA FIC, MEU BEBÊZINHO!!!

Enfim. Momento merchan: vão lá ler minha outra fic, uma adaptação do livro Quem é você, Alasca? E espero que gostem.

Até qualquer dia, eu amo cada um de vocês do jeitinho que vocês são, sem mudar nadinha.

Beijos!!

Twitter: madtargaryen.


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