História Lost Time - Capítulo 42


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Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Cosima Niehaus, Detetive Arthur "Art" Bell, Donnie Hendrix, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Krystal Goderitch, Paul Dierden, Personagens Originais, Rachel Duncan, Sarah Manning, Siobhan Sadler "Sra. S"
Visualizações 277
Palavras 2.689
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura...

Capítulo 42 - Ciúmes e Sexo


O miocárdio de Cosima batia com mais força e de forma mais rápida a cada letra que saia da boca de Delphine, pois enquanto sua esposa pronunciava a resposta para sua pergunta, ela iniciou a tarefa de juntar cada vogal e consoante que saia dos lábios dela, como se estivesse aprendendo a ler e na esperança que no fim lesse a frase que seu coração tanto necessitava escutar, contudo para seu desespero e frustração ela não conseguiu terminar de ouvir o que tanto desejava.

– Chegamos! – anunciou o motorista do táxi

E para frustração de Cosima foram aquelas palavras que ela ouviu, ainda da voz de outra pessoa que não era sua esposa, aquele anuncio do taxista desmoronou, destruiu e apagou qualquer clima que havia naquele ambiente, infelizmente ela se deu conta que não existia apenas elas duas, ela e Delphine naquele mundo, ou naquele instante, Cosima por fim se deu conta que havia um mundo ao redor de ambas e que qualquer palavra que o mundo externo pronunciasse ou qualquer ato ou gesto era capaz de destruir o momento mais lindo, mais fofo, mais carinhoso que já havia vivido em sua vida ou pelo menos naqueles dois anos de matrimônio.

Cosima instantaneamente fechou os olhos e soltou um suspiro profundo ao ouvir o anuncio do motorista, logo virou-se para a porta, percebendo que ela já se abria e que o porteiro do hotel a esperava com um guarda-chuva em sua mão. Sem muita pressa, mas também sem muita demora ela agarrou as alças de sua sacola e se dirigiu para fora do automóvel, enquanto era perceptível ouvir atrás de si que Delphine pagava ao motorista, contudo ela preferiu não realizar a tarefa de espera-la então acompanhou o porteiro até dentro do hotel. Logo que Cosima adentrou o enorme saguão, pode sentir uma mão pousar em sua cintura e um braço encostar em suas costas, sentindo em seguida um arrepio percorrer seu corpo, devido a um ar, mas especificamente uma respiração que era soprada na altura de sua orelha.

– Ordenei que te mudassem de quarto – murmurou Delphine em um tom suave na orelha de sua esposa – Espero que não seja um incomodo para você – sussurrou ela, enquanto se dirigiam até a recepção.

– De forma alguma – respondeu Cosima, esboçando um suave sorriso em seus lábios.

Cosima não pestanejou com a ousadia de sua esposa, afinal sabia que Delphine jamais permitiria que passassem a noite em ambientes distintos, estando embaixo do mesmo teto, ela podia ter permitido isso quando estavam em Toronto, em sua casa, contudo sabia que ela havia ficado distante devido ao fato do acidente, de ambas estarem abaladas, mas não por pura e simples vontade e ainda ela era capaz de perceber que Delphine havia voltado a ser aquela possessiva, que as vezes ela odiava, mas que em tantas outras e como naquele momento era capaz de adorar.

Logo elas já estavam em frente a recepção, o carregado gentilmente havia pegado as sacolas das mãos de Cosima para subi-las até o quarto, ela poderia fazer o mesmo, contudo preferiu esperar sua esposa que falava com o recepcionista, contudo a conversa deles foi interrompida pelo soar insistente do telefone de Delphine, Cosima apenas observou ela habilmente levar a mão até o bolso de sua calça e sacar o telefone, levando rapidamente os olhos até o visor, lentamente Delphine esticou a mão até ela.

– Atende para mim, querida? – indagou Delphine com um sorriso gentil nos lábios - Necessito solicitar algo importante ao gerente. – murmurou ela.

– Está bem. – respondeu Cosima levando sua mão até a de sua esposa e agarrando seu celular.

Cosima estranhou tal pedido de sua esposa, afinal raramente uma invadia a privacidade da outra, isso incluía seus celulares, e ela sabia bem disso, afinal da última vez que havia ousado atender uma chamada de sua esposa, acabou não tendo uma boa experiência, rapidamente ela levou seus olhos até o visor, tentando constatar de quem era chamada, ao ler o nome escrito no visor esboçou um suave sorriso em seus lábios, por fim havia conseguido compreender o motivo do pedido de Delphine, pois era seu pai que lhe estava telefonando, rapidamente Cosima deslizou seu dedo sobre a tela, aceitando a chamada e levou o aparelho até sua orelha. Contudo antes que ela fosse capaz de pronunciar qualquer palavra, uma voz irritante começou a falar do outro lado da linha.

– Delph, cadê você? Estou te esperando. – falou ou gritou Aynsley do outro lado da linha.

Rapidamente Cosima fechou os olhos ao ouvir aquela voz, não era capaz de acreditar na ousadia de sua prima, mas ao mesmo tempo se indagava se Delphine não havia permitido tal ousadia, não sabia o porquê, mas aquele fato a havia irritado de uma forma que nem ela era capaz de explicar, uma raiva havia tomado conta de si e um sentimento de possessão por Delphine parecia florescer em seu coração, lhe dando a sensação que sua esposa pertencia a ela e ninguém mais e por isso não poderia se dar a ousadia de permitir que outras mulheres falassem assim com ela, afinal ela era sua esposa, apenas ela podia ter qualquer ousadia com Delphine, apenas ela podia xinga-la, bate-la, cobrar algo, ou seja apenas a ela pertencia esse direito, contudo aquele sentimento dentro de si ao mesmo tempo lhe assustava, pois nunca havia sentindo algo tão intenso daquela forma, nunca havia visto Delphine como uma posse sua.

– Ela está ocupada. – murmurou Cosima em um tom sério e frio, fechando instantaneamente sua expressão.

– Co...Cosima. – gaguejou a mulher do outro lado da linha.

– Sim sou eu. – respondeu ela em um tom firme.

– Como? Cadê a Delphine? Você voltou? O que está fazendo com o celular dela? – indagou Aynsley em um tom apressado e ao mesmo tempo de pânico.

Enquanto Cosima ouvia a histeria de sua prima do outro lado da linha, pode sentir alguém a observar e assim que levou seus olhos para frente pode observar Delphine a fitando com uma expressão serena, contudo ela não foi capaz de retribuir a expressão de sua esposa, pois sentia se extremamente irritada com ela e consigo mesma por estar sentindo aquele sentimento que a irritava de uma forma inexplicável.

– Acho que a Delphine vai responder melhor que eu – sugeriu Cosima em um tom sarcástico, enquanto afastava o celular de sua orelha, esticando seu braço e colocando o telefone em frente a Delphine – A Aynsley deseja falar com você – murmurou ela esboçando um sorriso irônico em seus lábios – Cuidado que ela está histérica – advertiu enquanto observava sua esposa tomar o telefone de sua mão.

Rapidamente Cosima deu as costas para sua esposa e tomou o caminho até o elevador, respirava fundo, na tentativa de acalmar seu corpo e ao mesmo tempo aquele sentimento, se indagava como podia sentir várias coisas por uma pessoa, a poucos instantes a queria mais do que nunca e naquele instante apenas a queria longe, porque se a visse não sabia do que seria capaz, pois sua irritação era tanta que tinha ganas de bater em sua esposa de forma desesperada enquanto a indagaria por que ela permitia tanta ousadia das outras mulheres para com ela. Contudo ela preferiu apenas adentrar o elevador, que era inteiramente dourando, possuindo apenas um espelho na parte contraria da porta e uma barra em cada canto, assim que entrou ela levou seu dedo indicador até o número do andar de sua nova habitação, naquele instante passou a se dar conta que infelizmente teria que dividir o quarto com Delphine a instantes atrás a ideia parecia maravilhosa, mas naquele momento era totalmente desagradável, lentamente ela se dirigiu em frente ao espelho, levando suas mãos até a barra, apenas observou que a porta começar a se fechar, então ousou fechar os olhos e respirar fundo, na esperança que tal ato a acalmasse.

Cosima podia sentir seu corpo se acalmar e aquele sentimento aos poucos parecia se dispersar de dentro de si, porém um arrepio tomou conta de seu corpo ao sentir uma mão pousar em sua cintura e um corpo colar no seu, instantaneamente ela abriu os olhos, podendo observar sua esposa a fitando através do espelho, permanecendo assim ambas por alguns instantes.

– Qual o é problema querida? – indagou Delphine a fitando – A Aynsley te irritou? –indagou ela novamente em um tom calmo.

Cosima inspirou o pouco ar que havia naquele pequeno espaço e o expirou, enquanto fitava sua esposa e se indagava como ela podia ser tão irritante por indagar algo que já sabia a resposta.

– Acho que não agradou a ela o fato de eu atender seu telefone. – comentou Cosima com um sorriso irônico nos lábios.

– Não faça caso a ela, minha Cosima. – sugeriu Delphine, pressionando seus dedos com força contra a cintura de sua esposa.

Cosima apenas a fitou em silencio, mas soltou um suspiro ao sentir os dedos de sua esposa pressionarem aquele pedaço de seu corpo, mesmo o toque sendo em meio a tantas roupas, podia sentir o calor dela ou ao menos o calor que tal ato provocava em seu corpo, porém para seu alivio observou a porta atrás de si se abrir, rapidamente ela se pôs a andar até a porta do quarto onde dividiria com sua esposa, sabia bem o número, pois havia escutado o gerente mencionar ao carregador, contudo ao parar em frente aquele pedaço de madeira se deu conta que não possuía o cartão chave, novamente ela soltou um suspiro e virou sua cabeça para o lado esquerdo, apenas observando sua esposa se aproximar com um sorriso vitorioso nos lábios, então Delphine passou lentamente por ela, enfiou a mão em seu bolso e tirou o cartão o enfiando na porta.

– Pronto querida. – murmurou Delphine com um sorriso nos lábios.

Cosima lançou um olhar nada agradável sobre sua esposa, levou seu braço até a maçaneta da porta e a abriu, adentrando o quarto rapidamente, porém sem deixar de observar o lugar, que era consideravelmente grande, possuindo logo na entrada uma pequena sala, com dois sofás, um aparelho de televisão, uma lareira e ainda uma cama enorme que encontrava-se em outro espaço do quarto que era separado por uma abertura grande.

Rapidamente ela se desfez de seu casaco e o jogou em cima de um dos sofás, podendo perceber com o canto dos olhos que Delphine também fazia o mesmo, Cosima tinha seu destino em mente, seu plano era ir diretamente para o banheiro e se desfazer de suas roupas molhadas, contudo uma mão pousando em seu pulso destruiu seu objetivo, pode sentir a mão a puxar a fazendo virar, permitindo assim ela encontrar sua esposa que a fitava com uma expressão serena.

– Qual o é problema, Cosima? – indagou Delphine em um tom sério.

Cosima não era capaz de acreditar que ela lhe estava perguntando aquilo, será que não era perceptível que a havia desagrado a chamada de sua prima, porém ela não ficaria mais calada, se Delphine queria falar então falariam.

– Aynsley. – murmurou Cosima em um tom de irritação – Por que ela te ligou? – indagou a fitando seriamente.

– Cosima, você está com ciúmes? – indagou Delphine formando um suave sorriso em seus lábios.

– Cormier não fuja da minha pergunta. – ordenou ela a fitando.

– Por favor querida, você melhor do que ninguém conhece sua prima, sabe o quanto ela adora me perseguir – disse Delphine em um tom calmo.

– Não! É diferente, porque ela quer se tornar sua esposa. – disse Cosima em um tom alterado.

Contudo para a surpresa dela, Delphine não proferiu nenhuma palavra, ao contrário apenas se aproximou dela em passos lentos, em poucos instantes Cosima pode sentir a mão de Delphine pousar em seu rosto, a acariciando com seu polegar, instintivamente ela fechou os olhos e inclinou sua cabeça, apoiando seu rosto na mão de sua esposa.

– Cormier... – sussurrou ela com os olhos fechados, como se suplicasse.

– Você é a única esposa que quero. – respondeu Delphine com os lábios próximos a orelha de Cosima. – Caso contrário não estaria aqui por você, minha Cosima. – sussurrou ela.

Ao ouvir aquelas palavras instintivamente Cosima abriu os olhos, não havia se dado conta da tamanha proximidade de Delphine, necessitava comprovar que realmente ela estava tão próxima, como seus sentidos a estavam alertando.

Lentamente Delphine afastou sua cabeça, permitindo assim que Cosima encontrasse aqueles olhos verdes que a encantavam, era incrível, mas ela havia feito aquela irritação e fúria sumir, era inacreditável como uma palavra de sua esposa a podia alterar por completo.

Cosima apenas permaneceu imóvel, pois ansiava por observar qual seria o próximo passo de sua esposa, a conhecia o suficiente para saber que ela não pararia ali, que não permitiria que ela escapasse sem deixar sua marca, então apenas com os olhos observou Delphine levar suas mãos até o botão da camisa que ela trajava, iniciando a tarefa de tirar cada um de sua casa, revelando assim parte do sutiã dela e da pele. Para surpresa dela Delphine parou em meio ao caminho, contudo ela inclinou a cabeça, levando os lábios até a parte da clavícula que estava a mostra de sua esposa.

Cosima ao sentir aqueles lábios tocarem sua pele, instintivamente fechou seus olhos, podia sentir um arrepio e uma corrente de eletricidade percorrer seu corpo, lentamente ela moveu seu lábio inferior, o prendendo com seus dentes, podia sentir sua intimidade se umedecer com aquele toque, era incrível, mas ela podia sentir seu corpo completamente sensível, como se facilmente ela pudesse ser excitada.

Logo ela pode sentir que Delphine voltava a abrir os botões restantes de sua camisa, ao sentir os lábios de sua esposa se afastarem de sua pele, lentamente ela abriu os olhos, permitindo-se assim encontrar aqueles olhos verdes que a fitavam de forma possessiva, então mergulhada no olhar de sua esposa, ela apenas pode sentir sua camisa deslizar por seu corpo e ir parar no chão.


Ambas se fitavam de forma intensa, suas respirações estavam um tanto quanto mais ofegante do que no início, Cosima pode sentir as mãos de Delphine pousarem em sua cintura e como resposta ela envolveu o pescoço dela com seus braços, lentamente elas aproximaram seus rostos, encostaram suas testas uma na outra, sem muita pressa iniciaram o contato da ponta de seus narizes, enquanto mantinham a todo tempo um contato visual.

- Eu te adoro, Cosima. – murmurou Delphine.

– Eu também te adoro – sussurrou Cosima.

De forma feroz Delphine roçou seus lábios nos de Cosima iniciando um beijo, onde o encontro de suas línguas foi imediato, se beijavam de forma feroz, parecia que uma buscava na outra saciar um desejo intenso.

Cosima sentiu as mãos de sua esposa deslizarem por seu corpo, pousando exatamente em suas nádegas, logo ela pode sentir Delphine a erguer do chão e como respostas ela levou suas pernas em volta do corpo dela. Cosima já estava extremamente excitada, aquela dança que estava fazendo com a língua de sua esposa era por demais de prazerosa, ela podia sentir sua intimidade tomada por uma intensa umidade e que seu clitóris já iniciava a tarefa de se contrair, na necessidade de ser tocado na busca de satisfação.

Lentamente Delphine andou até a cama, sem desgrudar seus lábios dos de sua esposa, vagarosamente ela pousou suas nádegas no colchão macio, fazendo com que Cosima permanecesse sentada em seu colo. Lentamente elas afastaram seus lábios, encontrando em seguida cada uma o olhar da outra, Cosima esboçou um sorriso malicioso nos lábios, saindo em seguida de cima do colo de sua esposa, facilmente ela se inclinou, mantendo seus olhares na mesma altura, rapidamente ela levou sua mão até a camisa de Delphine, cravou suas unhas e a puxou para próximo de si, sem muita demora selou seus lábios, iniciando um beijo cheio de desejo, rapidamente ela levou suas mãos até os botões da camisa que vestia o corpo de Delphine, e iniciou a tarefa de abrir um por um, quando terminou, ela afastou seus lábios, podendo encontrar uma expressão de desgosto no rosto de sua esposa.

Cosima levou os lábios até o pescoço de Delphine, onde o abocanhou, dando um chupão, lentamente ela desceu pela clavícula dela, descendo até seu abdômen, lentamente ela se ajoelhou em meio as pernas dela, lançando um olhar tentador para sua esposa.

 

(***)


Notas Finais


Gostaram do cap?

Sempre bom lembrar que tem uma fic maravilhosa esperando por vocês aqui: https://www.spiritfanfiction.com/historia/love-in-flames-11977697 -- Mores a fic só tem dois capítulos (por enquanto), leiam <3 se vocês não gostarem é só parar, mas tentem please, amo vocês.


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