História Lost Time - Capítulo 53


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Categorias Orphan Black
Personagens Alison Hendrix, Cosima Niehaus, Detetive Arthur "Art" Bell, Donnie Hendrix, Dra. Delphine Cormier, Felix "Fee" Dawkins, Krystal Goderitch, Paul Dierden, Personagens Originais, Rachel Duncan, Sarah Manning, Siobhan Sadler "Sra. S"
Visualizações 142
Palavras 1.787
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Volteeei!!
Boa leitura and comentem bastante

Capítulo 53 - A Resposta


Dias atuais...

 

– Porque eu amo você, Cosima!

 

Assim que aquelas palavras entraram no ouvido de Cosima e sua mente as processou, passando a entender o que elas diziam, instintivamente se obrigou a cerrar suas pálpebras e com certa dificuldade engoliu a saliva que encontrava em sua boca, seu coração estava disparado, como se ela tivesse corrido uma maratona e seus pulmões apesar de todo o ar ao seu redor, não conseguiam aceitar o ar que suas vias respiratórias inalavam. Dentro de si Cosima ansiava por ter ouvido errado, que Delphine não tivesse dito aquilo, que ela não tivesse proferido aquelas três palavras, ansiava para que tudo fosse um sonho, pois ela não podia ter dito aquilo, não ali, não naquele momento, não tinha direito de dizer que a amava, não depois de todos aqueles segredos, era injusto ela proferir aquilo depois de tudo, como se fosse a coisa mais normal do mundo, como se repetisse aquelas palavras todos os dias para ela. Amaldiçoava Delphine, apesar de parte de si sempre ansiar por ouvir aquilo, parte de si sempre desejou que sua esposa a amasse, quando se casou com ela sempre teve a ilusão de ouvir aquilo, contudo aquela ilusão já havia morrido, não existia nenhum resquício dentro de si daquela menina que ansiava pelo amor de Delphine.

 

Cosima lentamente cerrou seus punhos, para seu desespero o chão embaixo de si parecia se movimentar, seu estomago parecia estar cheio de borboletas ou ao menos mareado o suficiente para causar um mal estar, podia sentir um calor, que mais parecia eletricidade percorrer o caminho de sua cabeça até seus pés, causando uma sensação de calor por dentro e um frio na parte externa de seu corpo, suas sensações foram interrompidas por uma mão pousando em seu braço, com certa dificuldade ousou abrir seus olhos, contudo se amaldiçoou por tal ato, pois sua tontura apenas se acentuou.

 

– Cormier – murmurou abrindo o mínimo possível seus lábios.

 

Rapidamente Cosima ergueu sua mão e agarrou o braço de Delphine, que logo percebeu o mal-estar de sua esposa e a segurou, a rodeando com os braços e a segurando com suas mãos.

 

– Calma, Cosima – disse Delphine em um tom calmo e com uma expressão de preocupação em seu rosto.

 

Cosima cerrou novamente suas pálpebras, inspirou o máximo possível de ar que conseguiu, para seu alivio aquele ato começou a normalizar seus sentidos e a espantar aquele mal-estar, se sentia enjoada ainda, contudo o chão já encontrava-se mais firme embaixo de seus pés, expirou o ar, normalizando por completo seu corpo, permanecendo apenas um mal-estar, que parecia mais uma tensão em seus músculos.

 

– Cosima, vou te levar para o hospital para que alguém te examine – anunciou a fitando.

 

– Não – soltou Cosima rapidamente com a força que tinha, rapidamente fechou seus olhos e inspirou o ar ao seu redor, como se buscasse o restante da força que ainda lhe faltava – Não, Cormier – murmurou ela abrindo os olhos e a fitando – Foi somente um mal-estar, que já passou.

 

– Cosima... – iniciou Delphine em um tom de advertência.

 

– Por favor – disse ela em um tom de suplica – Só preciso descansar, podemos ir para o hotel? – indagou ela em um tom de suplica, podendo observa a expressão de desgosto de sua esposa, devido a sua teimosia – Por favor – insistiu ela mais uma vez.

 

– Está bem – respondeu Delphine formando uma expressão de contrariada em seu rosto, habilmente ela passou suas mãos embaixo dos joelhos de Cosima, enquanto sua outra mão pousou em suas costas, a erguendo assim em seu colo.

 

– Cormier! – exclamou em um tom de murmúrio e de espanto, mas rapidamente rodeando o pescoço de sua esposa com seus braços.

 

– Não vou correr o risco de você cair no meio do caminho – anunciou ela, esboçando um suave sorriso em seus lábios.

 

Cosima nada respondeu, afinal o gesto de sua esposa era agradável, pois não tinha certeza que seu corpo conseguiria chegar até o automóvel sem que outro mal estar o acometesse, contudo sabia que certamente aqueles sintomas eram respostas do forte estresse e emoções que havia passado naquele dia, para sua infelicidade seu corpo sempre respondia a forte emoções e nunca era de forma agradável. Habilmente observou Delphine abrir o carro e pousar seu corpo sobre o banco macio de couro, pode ouvir o som baixo do fechar da porta e apenas se pôs a observar sua esposa adentrar o automóvel e lhe lançar um olhar de preocupação, como se estivesse averiguando seu estado, aquele olhar se obrigou a soltar um longo suspiro, não de cansaço ou irritação, mas porque aquele olhar lhe provocava sentimentos que apenas se aglomerava naquele reboliço de emoções que já encontrava-se dentro de si, para seu alivio logo Delphine voltou sua atenção para o automóvel o ligando e partindo dali.

 

Cosima por sua vez preferiu recostar sua cabeça no encosto atrás de si e cerrar suas pálpebras, dentro de sua cabeça estava uma completa confusão, a voz de Delphine parecia ecoar em sua cabeça, contudo as palavras que rondavam seus pensamentos não eram conexas, eram palavras desconexas, que não formavam nenhuma frase, mas eram as que mais haviam lhe marcado naquele dia, sem mencionar aquelas últimas três palavras que eram as que mais se sobressaiam, não podia acreditar que ela havia gritado aquilo, ainda se fazia impossível acreditar que Delphine havia dito que a amava, sim Delphine havia dito que a amava, naquele instante ela passou a se dar conta e a entender por fim aquelas palavras e seu significado, ela havia se exposto de uma forma que jamais havia feito antes, havia revelado seu sentimento mais profundo ou talvez o maior segredo que ele havia para com ela.

 

– Cosima – murmurou uma voz em um tom suave a trazendo de volta para a realidade ao seu redor.

 

Rapidamente Cosima abriu seus olhos, olhando para o lado e encontrando o olhar de Delphine sobre si, levou seu olhar para frente se dando conta que o automóvel já havia cessado seu movimento, olhou para seu lado direito, constatado que estavam em frente ao hotel, se espantou com o fato de não haver se dado conta que já haviam percorrido o trajeto até ali, parecia que havia acabado de fechar seus olhos.

 

– Chegamos – anunciou Delphine a fitando e se pondo para fora do automóvel.

 

Antes que Cosima pudesse realizar qualquer reação sua esposa já estava na porta ao seu lado a abrindo e lhe estendendo a mão, como não estava em condições de recusar ajuda, apenas pousou seus dedos sobre a mão de Delphine e retirou seu corpo daquele banco. Sem dizer uma palavra Cosima passou seu braço pelo braço de sua esposa, sendo apenas guiada até a recepção e logo já estavam dentro do elevador, os pensamentos dela novamente se dispersaram e um temor passou a tomar conta de si, naquele instante se deu conta que ficaria sozinha com ela, que certamente lhe exigiria uma resposta para sua declaração, entretanto não sabia o que dizer, o que responder, mal conseguia saber o que estava sentindo naquele instante, mal havia entendido tudo que ela havia lhe revelado, imagine entender que ela a amava, se indagava como uma pessoa poderia amar e ter tantos segredos a esconder. Cosima estava tão perdida em seus pensamentos que quando se deu conta do ambiente ao seu redor já estava no quarto, pode apenas ouvir o bater da porta atrás de si, que certamente estava se fechando, então se obrigou a voltar a si e tomar controle de todos seus sentidos.

 

Rapidamente se desfez de seu casaco que estava completamente molhado, podia sentir sua cabeça iniciar uma dor aguda, que dificultava qualquer pensamento, certamente deveria atribuir aquele fato ao dia conturbado que tivera.

 

– Cosima – sussurrou Delphine.

 

Cosima piscou repetidas vezes, podia ouvir os passos de sua esposa se aproximando, contudo não desejava tal aproximação, não naquele momento, necessitava pensar antes de proferir qualquer palavra, pois temia ser precipitada e dizer palavras que realmente não sentia.

 

– Vou tomar banho – anunciou ela antes que Delphine a alcançasse, se pondo em direção ao banheiro, contudo fez uma breve pausa em seu caminho e voltou seu olhar para trás, observando sua esposa, que a fitava com uma expressão um tanto quanto melancólica – Sugiro que tire essas roupas molhadas, não gostaria que ficasse gripada – sugeriu a fitando – Prometo ser breve – anunciou voltando a seu caminho original e adentrando o banheiro, rapidamente cerrou a porta.

 

Com certa dificuldade se desfez de suas roupas molhadas, que já encontravam-se coladas em seu corpo, em passos largos se dirigiu até o box, ligando o chuveiro e permitindo apenas que aquela agua quente caísse sobre seu corpo, causando certo relaxamento em seus músculos e aquecendo seus membros, instintivamente se obrigou a fechar seus olhos, podia sentir aquela dor que ameaçava tomar conta de sua cabeça se dissipar, contudo começou uma briga com sua mente que se obrigava a pensar, mas a cada novo pensamento que tentava invadir sua mente, aquela dor ameaçava a regressar, sabia que certamente aquela noite não seria capaz de chegar a alguma conclusão sobre as revelações de sua esposa, contudo sabia que lhe devia uma resposta sincera. Fechou o chuveiro, sacou uma toalha e habilmente se secou, vestiu o roupão branco que encontrava-se dobrado sobre um armário de vidro e se pôs em direção a porta, para seu espanto não temia abrir aquela porta, não temia o que teria que enfrentar, pois sabia que talvez Delphine estivesse mais temerosa que ela, então rapidamente abriu a porta e encontrou Delphine em pé, trajando apenas um roupão e com seu telefone próximo a sua orelha, em passos silenciosos adentrou o quarto, enquanto seus olhos observavam sua esposa, não estava prestando atenção em suas palavras, habilmente sentou seu corpo sobre a cama, ficando seu campo de visão em direção a ela, logo pode observar Delphine desligar o telefone e se virar para ela, permitindo assim que o olhar de ambas se encontrassem, sem se mover ela apenas observou sua esposa se aproximar e parar exatamente em sua frente.

 

– Como está se sentindo? – indagou ela em um tom sereno, enquanto se abaixava e pousava seus joelhos sobre o carpe que revestia o quarto.

 

– Bem – murmurou, tentando esboçar um sorriso, mas sem êxito, lentamente ela levantou sua mão e pousou no rosto de sua esposa, acariciando sua pele com a ponta de seus dedos – Cormier – disse ela em um tom quase de sussurro, acompanhando de um longo suspiro – Acho que você quer uma resposta, certo? – indagou a fitando.

 

– Cosima, eu... – começou ela, levando sua mão até as pernas de sua esposa que estavam cobertas pelo roupão – Quero que pelo menos me diga alguma coisa – confessou em um tom de desespero – Porque esse silêncio é pior que qualquer resposta desagradável – terminou a fitando.

 

– Delphine, eu...


Notas Finais


A continuação da frase é por conta de vocês ksksksk
Prometo voltar rápido, more... love vocês


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