História Lotto - Capítulo 3


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanyeol, Chen, Exo, Kai, Lay, Lotto, Sehun, Suho, Xiumin
Visualizações 14
Palavras 3.528
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


E aí gente!
Voltei. Demorei menos do que eu pensava que iria demorar, mas estamos aí.
Consegui trazer mais um capítulo para vocês. \o/
Então, não vou enrolar.
Boa leitura <3

Capítulo 3 - Não acabamos ainda.


Fanfic / Fanfiction Lotto - Capítulo 3 - Não acabamos ainda.

(Suho POV)

 

_ Eles incendiaram... – a menina sussurrou começando a tossir e tive que puxá-la para mais perto de meu peito, buscando escondê-la da fumaça.

Chanyeol e Lay investiram contra a porta diversas vezes, mas o objeto sequer se moveu.

_ Não adianta... – D.O disse começando a olhar ao nosso redor minuciosamente – Tem que ter outra saída.

A menina em meu colo se mexeu, me obrigando a soltá-la. Nós a observamos enquanto ela andava pelo local, olhando tudo rapidamente, depois me puxou pela mão, apontando para o alto, onde havia uma parte do duto de ventilação aberta.

_ Eu preciso subir.

_ De jeito nenhum, você está fraca demais. – Lay negou de imediato e eu não fui capaz de discordar.

_ Vocês não vão conseguir ir aonde precisam. O tubo de ventilação também pode ceder.

_ Nós vamos achar outro jeito.

Chanyeol retrucou e fez um carinho na cabeça da menina e passou por ela, correndo rumo ao fundo do cômodo, que estava totalmente escuro. D.O e Lay o seguiram e eu a encarei com preocupação tirando minha jaqueta e a entregando enquanto dizia:

_ Eu vou ajudá-los, fique aqui e tente não respirar muita fumaça.

Deixei-a e fui em direção aos rapazes, buscando por qualquer coisa que pudesse ser de ajuda. Alguns minutos foram perdidos e já estava ficando difícil de ver quando voltamos em busca da garota, mas tivemos uma visão impressionante: ela havia feito um gancho com a corda que antes a prendia e com um pedaço de ferro que não havíamos visto. Encaixou o objeto perfeitamente dentro do duto e estava já com metade do corpo na passagem improvisada.

_ Ya! Você enlouqueceu?!

Perguntei mexendo na corda, mas ela já estava dentro do duto. Vi ela se virar e colocar a cabeça para fora, para nos encarar com um sorrisinho doce no rosto.

_ Eu vou voltar!

_ É melhor você voltar aqui para baixo! – Chanyeol berrou irritado.

Sua resposta foi uma risada tão doce quanto o sorriso que nos direcionou antes, mas todos estávamos apreensivos demais para sermos atingidos por aquilo. Alguns minutos passaram, tentamos ligar para a polícia ou bombeiros, mas não havia sinal... Nossa única esperança era aquela garota voltar e, sinceramente, eu não a culparia – muito – se ela não voltasse.

Dez minutos depois ouvimos alguém tossir e corremos para a porta. O objeto se moveu lentamente, e ouvimos um baque do outro lado, junto a um som metálico. Quando saímos ela estava no chão, segurando uma alavanca de aço e tossindo.

_ Você está bem? – perguntei me agachando e ela não conseguiu responder, apenas tossir.

_Que pergunta hyung.

Chanyeol disse me encarando com uma pitada de desaprovação no olhar e, assim que abri a boca para responder, um estalo me cortou, parecia que as estruturas do local estavam enfraquecendo.

_ Vamos lá.

Lay disse nos guiando pelo caminho que havíamos feito antes. Enquanto eu o seguia, a garota em minhas costas aparentemente adormeceu, pois havia parado de tossir. Assim que chegamos a porta, D.O e Chanyeol investiram contra ela com força, fazendo com que o objeto se abrisse e batesse contra a parede bruscamente.

Yixing rapidamente destravou o carro e Kyungsoo abriu a porta de trás para que eu entrasse com a garota. Nunca corremos tanto em nossas vidas, no entanto, quando pedi ao Lay que fosse para um hospital, Chanyeol se opôs de imediato. Não sabíamos nada sobre a garota, nem tínhamos nenhum documento. Seria impossível ser atendida naquela condição, fora as possíveis polêmicas que poderiam ser geradas sobre nós. Bem, ele estava certo, então fomos para minha casa. No caminho, telefonei para o Kai buscando sua ajuda profissional e ele se pôs a caminho sem fazer perguntas.

Minha casa era em um condomínio fechado e no fim de uma longa rua que tinha os maiores lotes do local, o que fazia com que as casas fossem distantes entre si. Passamos pelos altos muros e portões brancos rapidamente e, assim que o carro freou, D.O saiu e abriu a porta para que eu saísse carregando a garota. Subi rapidamente as escadas de pedra branca e cinza entre algumas plantas, tomando cuidado com o caminho iluminado pela luz amarelada, por conta da decoração rústica interna do local.

Assim que entramos no hall interno, ao lado da escada para o segundo andar, Kai nos encontrou e, ao ver a mulher em meu colo, começou a fazer perguntas genéricas que eu não estava no clima para responder. Chanyeol subiu as escadas na minha frente correndo como louco e abriu a porta do único quarto mobiliado da casa: o meu.

Assim que coloquei o corpo inconsciente da mulher em minha cama cuidadosamente, Kai surgiu, com uma luva de silicone nas mãos e uma lanterna, para fazer um exame que eu sempre via em filmes, mas nunca descobri a utilidade.

_ O que vocês têm a me dizer sobre ela?

_ Nada. Nós acabamos de a encontrar. – D.O explicou e Jongin o encarou com descrença.

_ É verdade... É o “pagamento” do Dakho.

Chanyeol confirmou e terminou de explicar toda a complicada situação, fazendo com que Kai quase largasse a garota para nos bater.

_ Vocês enlouqueceram?! – ele quase gritou – No que exatamente estavam pensando em trazer essa garota para cá?

_ E o que você faria? – Lay replicou, mas sem alterar a voz – Deixar ela lá para que aquele louco fizesse sabe-se lá o que?

O mais novo suspirou e meneou a cabeça em negativa com desgosto. Claramente não havia gostado da ideia. Depois de pensar bem, eu também não gostava, mas o que poderia fazer? Se a deixasse nas mãos daquele homem perturbado depois de ver em seus olhos o quão aterrorizada ela estava, nunca me perdoaria.

Kai terminou de examiná-la e, apesar de superficial, sua constatação foi que a garota estava desidratada e com anemia. O problema da desidratação ele conseguiria ajudar a resolver de imediato, já que estava com alguns materiais do hospital de seu pai, mas a anemia teria que ser tratada mais lentamente.

Eu não achava que ficaria com ela por muito tempo, assim que acordasse, eu a perguntaria de onde ela vinha e a mandaria para sua casa, sem nenhum alarde envolvendo meu nome, ou dos meus amigos. Jongin e Kyungsoo saíram por alguns minutos em busca dos equipamentos necessários para aplicar o soro na mulher e, nesse meio tempo, sua expressão mudou um pouco: as sobrancelhas se juntaram e ela murmurava palavras que eu não entendia, seu corpo se movia minimamente, mas seus movimentos eram bruscos.

 

(Sohyun POV)

 

Eu estava em um carro de vidros escuros. Havia dois homens nos bancos da frente e um em cada lado meu. Seus rostos eram tampados por balaclavas que cobriam até seus narizes e os olhos escondidos por bonés pretos. Os dois homens nos bancos da frente conversavam, mas eu não era capaz de me lembrar sobre o que, apenas sabia que estava em perigo, por isso, ao invés de analisar a situação com cuidado, fui tomada pelo desespero e me curvei sobre o homem à minha direita, tentando abrir a porta.

É claro que falhei. Tudo o que me lembro daquele momento é que uma mão grande segurou meu braço e uma agulha perfurou minha pele.

Acordei com aquela mesma sensação estranha e sim, estava acontecendo outra vez, havia uma agulha a milímetros de meu braço... Se eles fizessem isso, eu provavelmente ficaria desacordada por muito tempo. Não podia deixar que acontecesse.

Gritei mais por assustar o homem que por estar assustada e, assim que ele se afastou, levando consigo a agulha, escorei minhas mãos na cama para me levantar. No entanto, duas mãos seguraram meus ombros com força, me prendendo contra a cabeceira da cama com cautela, quase como se temesse me machucar.

Fechei meus olhos e empurrei seu peito, mas ele parecia uma muralha, nem mesmo quando me debati com o máximo de força que havia conseguido reunir ele afrouxou as mãos.

_ Por favor, me deixe ir! – gritei sentindo as lágrimas transbordarem em meus olhos, enquanto o batia sem uma gota sequer de motivação – Por favor!

_ Se acalme, está tudo bem! – ele respondeu enquanto se sentava na cama ao meu lado e soltava meus ombros para segurar meu rosto – Você está segura.

Abri os olhos devagar e encontrei com seu olhar preocupado, então me lembrei de onde aquela voz me era familiar e porque ela parecia me confortar. Seu cheiro também, era suavemente amadeirado, ele era o dono daquela jaqueta... O homem que me tirou daquele inferno.

Uma de minhas mãos se levantou inconscientemente, tocando seu rosto angelical em busca de confirmar se estava sonhando. Respirei aliviada quando senti o suave calor de sua pele levemente suada, provavelmente por ter corrido tanto para sair daquele lugar. Lentamente minha respiração se normalizou e, quando ele tirou as mãos de meu rosto, eu encarei confusa o lugar ao meu redor.

Estava em um cômodo muito diferente de onde estava antes: tudo era simples, mas luxuoso, decorado em tons de dourado, bege e branco. Eu estava deitada em uma cama gigantesca com um enorme edredom e vários travesseiros, haviam pequenas mesas de cabeceira dos dois lados, uma com um despertador e um livro e outra com um abajur e um porta retratos. A minha direita haviam duas grandes portas grandes afastadas, dando passagem para um extenso closet. Na minha frente, três homens estavam de pé em frente a um sofá grande e bege e uma mesa de centro, todos me encarando com uma conotação de preocupação e curiosidade em seu olhar.

_ Onde estou?

Perguntei baixo encarando o homem sentado ao meu lado e ele ergueu as sobrancelhas confuso.

_ Você não fala coreano? Eu não consegui entender o que disse.

Eu falava coreano? Era provável, uma vez que havia entendido cada uma de suas palavras. Forcei meu cérebro a pensar na resposta e, por fim, respondi com mais facilidade e naturalidade que pensei ser possível:

_ Onde estou?

Ele sorriu levemente e suspirou aliviado.

_ Eu te trouxe a minha casa, meus amigos imaginaram que você estaria sem documentos.

Ele fez um sinal com a cabeça para os três homens a minha frente e cada um deles se apresentou. O mais alto disse se chamar Chanyeol, ouro deles tinha covinhas em seu rosto enquanto se apresentava como Yixing, mas disse que eu poderia chamá-lo de Lay se quisesse. O último e mais baixo deles se apresentou como D.O, mas os outros o corrigiram dizendo que estava tão acostumado a ouvir seu apelido, que havia se esquecido do nome: Do Kyungsoo. Por último, a pessoa sentada próxima a mim se identificou como Suho ou Kim Junmyeon.

_ Enfim não conseguiríamos alguém para te atender em um hospital, por isso chamei o Kai. – ele acenou com a cabeça na direção do homem que ainda estava com a agulha na mão, parado no lado contrário da cama.

_ Ou Jongin. – ele ergueu suavemente o canto dos lábios – E eu estava prestes a te medicar quando você acordou gritando.

Apertei os lábios antes de abaixar um pouco a cabeça em uma reverência curta.

_ Me desculpe.

_ Tudo bem. – ele sorriu e apontou para o meu braço, se aproximando um passo – Será que eu posso?

Ergui as sobrancelhas encarando-o sem entender durante alguns segundos e, quando finalmente compreendi o que ele queria dizer, me abracei inconscientemente, sorrindo meio sem graça.

_ I-isso... – pigarreei tentando não gaguejar – É realmente necessário?

_ Iih, ela tem medo de agulha. – Chanyeol comentou.

_ Chanyeol! – Lay sussurrou e o cutucou com o cotovelo.

_ Está tudo bem... Ele está certo.

Comentei desviando o olhar por vergonha. O provável médico, Kai, se sentou ao meu lado também e sorriu docemente... Seu sorriso era lindo e gentil, mas eu sabia que o motivo por trás daquilo era me distrair, então a técnica não funcionava.

_ Está tudo bem ter medo, mas é realmente necessário.

Mordi os lábios e soltei meu braço. Assim que senti seus dedos tocarem meu braço, franzi as sobrancelhas, apertando minha mão em punho. Suho então segurou-a, chamando minha atenção para si enquanto sussurrava:

_ Não olhe.

Ele tampou minha visão com seu corpo e eu sorri, mesmo que nervosa, agradecendo baixinho. Assim que meu cérebro transmitiu a sensação fria da agulha em meu braço, apertei a mão de Suho e ele sorriu fazendo um carinho em minha cabeça. A única reação que fui capaz de esboçar foi um quase inaudível gemido de dor quando o objeto pontiagudo finalmente se infiltrou em minha pele. Jongin colocou um esparadrapo sobre o local para tampá-lo e sorriu para mim enquanto dizia:

_ Viu? Você está viva.

Ri baixo ainda um pouco sem graça.

_ Bem, já passou. – Lay aproximou-se também e se sentou aos pés da cama – Mas afinal, qual é o seu nome?

O resto dos rapazes se aproximaram também e se sentaram em lugares aleatórios na cama, me encarando com curiosidade.

_ Meu nome?

Encarei o edredom sobre o qual estava deitada. Buscava a resposta para a pergunta também.

Enquanto me esforçava para me lembrar minha visão escureceu e, quando voltei a conseguir enxergar, tudo o que via era um homem alto a minha frente, andávamos por um corredor vazio e iluminado enquanto ele me guiava com nossos dedos entrelaçados.

“_ Rápido.”

Sua voz era grave e suave e tudo o que eu conseguia enxergar eram suas costas, seu rosto estava desfocado, quase como se meu cérebro tivesse apagado seus traços. Nós saímos do corredor e entramos em um carro, eu abri a janela e coloquei a mão para fora, enquanto o automóvel cortava a estrada em alta velocidade. Photograph, do Ed Sheeran tocava ao fundo.

Meu coração estava batendo acelerado enquanto sorria sem saber o motivo, apenas sabia que havia uma sensação de liberdade, como se meus pés tivessem sido soltos de uma birgorna. Olhei para o homem ao meu lado quando o carro parou e enxerguei apenas seu sorriso, um sorriso angelical e doce. Ele saiu do carro e abriu a porta para mim, segurando minha mão outra vez enquanto caminhávamos até mais próximo do mar.

Nos sentamos em silêncio e observamos a paisagem em silêncio: a água azul petróleo sem fim se encontrando com o céu rosado no pôr do sol, a areia fofa e amarelada à nossa frente, os pássaros voando rumo ao horizonte infinito. Por fim, depois de um suspiro, o homem ao meu lado segurou minha mão, me fazendo encará-lo.

“_ Eu vou sentir sua falta, Sohyun.”

Ele sussurrou e sorriu, agora melancolicamente, antes de acariciar meu rosto com um polegar. Sua mão escorregou para minha nuca, enquanto ele se aproximava para um beijo doce e lento. Em meio ao beijo, senti meu rosto molhar e então tudo escureceu outra vez.

Quando meus olhos se abriram todos os homens naquele quarto me encaravam com preocupação, meu rosto estava molhado por lágrimas que eu não sabia de onde haviam saído.

_ Deixe eu adivinhar... – Kai disse depois de alguns segundos – Você não se lembra, não é?

Respirei ofegante depois de perceber que estava prendendo o ar e respondi com voz anasalada:

_ Disso... Eu acho que me lembrei... – falei com dificuldade entre as lágrimas – Sohyun... Eu acho que é esse meu nome.

Jongin ergueu uma sobrancelha e me encarou com uma expressão indecifrável no rosto.

_ E foi tudo o que você se lembrou? – Lay perguntou se aproximando quase imperceptivelmente e, como não consegui responder, ele continuou – Vamos Sohyun... Você consegue se lembrar.

_ Não adianta. Ela provavelmente está com amnésia transitória. – Kai o cortou, chamando a atenção de todos nós – Acontece quando se passa por uma situação traumática. A única coisa que podemos fazer quanto a isso é nos certificar que não foi causado por nenhum ferimento.

Ele encarou Suho e ambos conversaram por uma constante troca de olhares durante alguns segundos. Eu não tinha o que dizer naquele momento, estava tão perdida quanto eles... talvez até mais. Eu não sabia meu nome completo, nem de onde vinha ou para onde poderia voltar. Minhas lembranças eram de aproximadamente dois dias e, mesmo elas, estavam extremamente confusas.

D.O meneou a cabeça rumo à porta e todos se levantaram o seguindo. Suho me disse para descansar antes de sair e me deixar encarando suas costas.

Eu me sentia vazia. Me perguntava o que exatamente havia acontecido, mas parte de mim se afastava dessa questão, como se preferisse não saber a resposta. De qualquer forma, o que seria de mim daqui para frente? Como eu resolveria essa situação?

Bem, o mais natural seria buscar ajuda da polícia. Também era minha única opção.

Me levantei com dificuldade e tirei o esparadrapo de meu braço antes de puxar a agulha do soro de meu braço. Saí do quarto para um corredor escuro com um sinal de iluminação apenas em seu final, parecia vir do primeiro andar. Rondei todo o meu redor com o olhar em busca daqueles cinco, mas o local estava envolto por um silêncio sepulcral.

Desci as escadas dando de cara com a porta de saída, e nenhum sinal deles.

Sobre uma prateleira no corredor havia um pequeno caderno e não precisei de muito esforço para encontrar uma caneta e, já que eles estavam demorando, resolvi deixar um bilhete:

“Muito obrigada a todos pela ajuda e me desculpem o incômodo. Eu prometo que vou me cuidar. Vou começar indo até a polícia e eles vão saber o que fazer e como me proteger, então não precisam se preocupar.

Obrigada novamente e adeus. Sohyun.”

Saí da casa pela porta e encontrei uma BMW X5 estacionada fora da garagem. A porta estava aberta e a chave estava sobre o painel. Aparentemente eles estavam com pressa quando chegaram, provavelmente por minha culpa.

Respirei fundo e pensei durante alguns segundos. Eles saberiam onde encontrar o carro se precisassem dele. Não é como se eu estivesse furtando, certo? Ao menos foi nisso que tentei pensar enquanto me encaminhava a delegacia, guiada pelo GPS.

 

(Suho POV)

 

_ O que faremos agora? – Chanyeol perguntou se jogando no sofá.

_ Vamos entregá-la a polícia. O que mais podemos fazer? – D.O retrucou.

_ E quanto a nós? – Lay disse – Não era para não envolvermos nossos nomes nisso? Já pensou no quanto pode ser destrutivo para o Suho e, consequentemente para nós que estávamos com ele, se acabarem surgindo boatos de que nós “compramos” uma pessoa?

_ Hyung, isso não deveria importar agora. – Kai continuava tentando nos convencer – Ela precisa de tratamento e de ajuda. A chance de ela se recuperar é maior se ela estiver com pessoas familiares que estimulem a recuperação da memória. Estamos falando de uma pessoa, isso vai muito além dos negócios.

_ Não é isso que eu quis dizer. – Yixing explicou – Não só isso. E se os boatos se espalharem e Dakho ir atrás dela outra vez?

_ Isso não vai acontecer Hyung... – D.O se impôs dessa vez – Ela é apenas uma mulher normal, porque ele iria ter tanto interesse nela assim? E mesmo que acontecesse, ela provavelmente vai estar sob custódia da polícia.

Meu telefone tocou cortando a discussão e todos voltaram o olhar para mim se calando.

_ Por falar no diabo. – comentei irônico ao ver a identificação de quem me ligava antes de atender – O que é?

_ Ei sócio... – Dakho chamou rindo baixo, aparentemente estava sob efeito de alguma droga, pois sua voz estava alterada – Você não a entregou a polícia, certo? Está com a Sohyun, não é?

Franzi o cenho involuntariamente.

_ Você não pode deixá-la escapar. Eu vou te deixar brincar com ela, mas ainda precisamos mantê-la em segredo. Ainda existem pessoas interessadas em mantê-la desaparecida. Não acabamos ainda.

Encarei meus amigos que pareciam atentos às palavras.

_ Você está alterado. Não me ligue nesse estado.

Respondi tirando o telefone do ouvido e, antes que eu encerrasse a ligação, ele continuou:

_ Estou falando sério, Suho. Você pagou por mercadorias ilegais. Se não cuidar para que ela permaneça em completo anonimato, além de perder seu cargo de CEO, irá preso por tráfico de drogas.

Lay, D.O e Kai me encararam de olhos arregalados. Eles sabiam que parte do acordo para que eu recebesse meu “pagamento” era pagar parte da dívida de Dakho com traficantes... A transferência de minha conta particular era uma prova incontestável do que ele pretendia me acusar.

_ Ya! Seu verme desgraçado! – Chanyeol gritou – Eu vou te destruir se te vir outra vez!

_ Se acalme Chanyeol! – Lay o sacudiu levemente.

_ Eu entendi. Vou desligar. – disse desligando e subindo ao meu quarto com pressa em busca de Sohyun, mas ela não estava lá.

Desci as escadas correndo e os outros já estavam procurando por ela, então Chanyeol apareceu com um bilhete que aparentemente foi escrito pela garota. Dizia que ela estava indo até a polícia.

_ Está tudo bem Hyung, não é como se ela conseguisse ir longe andando, ainda mais no estado em que... – Kai tentava me tranquilizar, mas foi cortado pela surpresa de quando saímos de casa – Ué, o carro do Lay não estava ali?

_ Merda. – xinguei involuntariamente enquanto discava o número de Baekhyun – Baek, preciso que você rastreie um veículo para mim.


Notas Finais


Calma que a Soohyun não vai embora tão fácil kkk
Aqui tem os links das imagens que me inspirei para fazer o quarto e a casa do Suho:

Casa: https://avatars.mds.yandex.net/get-pdb/251121/e125274a-ec67-4fa8-a79b-22768164171d/orig
Quarto: http://decorsalteado.com/upload/editor/closet-integrado-quarto-armarios-modelos-decor-salteado-6.jpg

Então gente, o que acharam? Espero que tenham gostado desse capítulo e até sábado ou domingo.
Bjs <3


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