História Lótus - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Cerisepur, Jikook, Kookmin, Namgi, Taejin, Taeseok
Visualizações 15
Palavras 2.011
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hi guys,
Bom, eu resolvi adaptar essa fic para Jikook porque achei que o plot combinaria mais. Então, para quem estava lendo como SasuSaku e gosta do mundo de Kpop, e claro, shippa Jikook, leia, garanto que irá gostar. Se não, me perdoe, mas tenho outras fics em meu perfil, sinta-se avontade para lê-las.
É isso.
Boa leitura ♡

Capítulo 1 - Lírio-do-Vale


Lótus

Lírio-do-Vale.

Por:CerisePur


Jeon JungKook com seus vinte e oito anos, já havia passado por tantas coisas ruins que tinha o coração de um senhor de oitenta. Embora fosse bonito, estava sempre fechado em uma expressão de dor ou indiferença, seus lábios sempre retos ou levemente curvados para baixo.

— Outro, por favor. – pediu ao barmen. Sentiu sua garganta arder e apertar-se ao tomar o líquido escuro, na horrível sensação de como se estivesse tentando engolir um rato.

Depois do terrível acidente ele não sorriu uma única vez se quer. A culpa não lhe permitia.

JungKook tinha um irmão chamado JungHyun, irmão cujo morreu em um acidente terrível de carro.

JungHyun era iluminado, por onde passava derramava sua luz em todos. O seu sorriso e o instinto de sempre querer proteger seu irmão caçula o levou a ruína.

Na época, o mais novo era o típico adolescente problemático, daqueles que usava jaqueta de couro, pichava muros com os amigos e chegava tarde e bêbado em casa. Era exatamente o oposto de JungHyun, um homem gentil e sorridente, que ajudava quem precisava e se preocupava deveras com o irmão.

No fatídico dia, JungHyun e JungKook estavam tendo umas de suas diversas discussões por causa do comportamento do mais novo. Mas JungKook não estava com a menor paciência para outra discussão, pois já tinha tido uma com seu pai mais cedo por não criar responsabilidades e que deveria tomar jeito para comandar a empresa da família, coisa que o menor nem sequer cogitava querer.

Interrompendo os sermões do irmão, saiu de casa deixando-lhe falando sozinho e pôs-se a caminhar pelas ruas escuras e desertas. JungHyun, preocupado com o irmão saiu para procurá-lo. Distraído enquanto andava pela rua escura na tentativa de achar o caçula, não percebeu o motorista que avançava o sinal na mesma hora em que o mesmo atravessava e, consequentemente, atropelando-o.

O motorista sequer teve a decência de parar e prestar socorro. Saiu arrancando com o carro, deixando JungHyun lá, caído e ensanguentado no asfalto. Felizmente ou nem tanto, uma senhora que morava em frente e estava regando suas flores do canteiro presenciou o acontecimento e chamou a ambulância. Mas quando os paramédicos chegaram, já era tarde demais.

JungKook não presenciou o enterro do mais velho pois sabia que receberia expressões acusadoras de “A culpa é sua”. Já culpava-se demais por si só para receber mais peso em seus ombros.

E a já amarga vida de JungKook perdeu todo o brilho que antes possuía, tornando-se tão sombria e triste quanto um ser humano podia e não podia aguentar.

JungKook engoliu mais uma dose de Whisky, sentindo a cabeça rodar. Então, decidiu que já era hora de ir para casa. No dia seguinte seria o aniversário de JungHyun e o mais novo deveria comparecer junto a família ao túmulo, e, levar sermões do pai depois de adulto por não ter comparecido estava fora de cogitação.

Chegando no apartamento escuro em que morava, foi direto para o banheiro na tentativa que as dores de cabeça passassem e que na manhã seguinte não estaria com uma ressaca muito forte.

Deitado em sua cama, perdia mais uma vez uma noite sono, pois seus pensamentos viajavam por constantes lugares que não ajudavam ao homem que queria apenas dormir e quem sabe, esquecer seus demônios do passado.

Abriu os olhos e uma careta inevitável surgiu. O som irritante do telefone tocando dava uma sensação de que seus ouvidos tremiam e chiavam.

Esticou seu braço até a escrivaninha ao lado da cama na tentativa de pegar o telefone e, ao fazê-lo, acabou derrubando o copo com restos de bebida que jazia ali.

O moreno grunhiu em irritação, pegando o telefone e colocando no ouvido esperando quem quer que fosse falar.

— Tio, Kookie? – ao ouvir a voz doce de Eunwoo sua expressão logo suavizou.

— Iae, tampinha.

— O Senhor tem vinte minutos. Não se atrase ou o vovô ficará bravo.

— Não irei.

Ao desligar, sentou-se na beirada da cama e visualizou o porta retratos onde continha uma foto sua e de seu sobrinho. Sim, JungHyun tinha tido um filho. Depois da morte do irmão mais velho, Eunwoo, com seus oito anos, era o que dava luz aquela família. Com certeza puxou isso de seu pai. JungKook tentava ao máximo cuidar dele, mas o mais incrível era como aquela situação era completamente invertida.

Após arrumar-se, seguiu seu caminho até o cemitério. Como esperado, atrasou-se e não lhe agradou nada os olhares de seu pai para si.

Pôs-se ao lado de Eunwoo e beliscou-lhe.

— Ai. – exclamou baixinho.

— Obrigado por me ligar.

— De nada. – o menino sorriu e virou-se para o tio. — Você está cheirando a cigarro e álcool.

— É o meu perfume. – a criança sorrindo, balançou a cabeça em negação e voltou sua atenção ao padre.



JungKook e sua família estavam em um café no centro da cidade. O clima entre eles era um tanto mórbido, mas a presença de Eunwoo ajudava a amenizar a situação.

— Woo, conta pro seu tio sobre a feira. – disse a patriarca Jeon com seu jeito gentil e amável.

— Acho que não. – Eunwoo abaixou a cabeça envergonhado.

— Eunwoo. – Sasuke chamou pelo sobrinho. — Fale.

O menino encarou o tio com os olhinhos contraídos e suspirou.

— A professora elogiou um dos meus desenhos e me chamou para...

— JunGeun, me passe o sal. – disse JungHyeok interrompendo o pequeno Eunwoo que tomou uma feição triste e se encolheu na cadeira. A patriarca olhou-o descrente e o mesmo a encarava, deu-se por vencida pegando o saleiro e entregando para o marido.

Uma raiva apoderou-se de JungKook. Pegou o saleiro antes de seu pai por as mãos nele e colocou onde antes estava.

— O Eunwoo está falando, pai. Deixe-o terminar de falar.

O Jeon mais velho olhou para o filho sem expressão alguma em seu rosto. Os olhos ébanos encarando-se um ao outro, até o mais velho pronunciar-se.

— O Eunwoo é livre para falar o que quiser. E se ele estiver incomodado ele mesmo falará, não é mesmo Eunwoo?

A criança encolheu-se mais na cadeira e apenas deu um leve maneio em concordância.

JungKook bufou em irritação, levantando, pegando seu casaco no encosto da cadeira e saindo do café apressado. Não estava com paciência para a arrogância do pai, então para não brigar resolveu sair dali.

Andando pelas ruas movimentadas, sentiu um cheiro tão doce que instantaneamente inspirou. Enquanto aspirava sentia seu corpo ficando mais leve, sem culpa, sem tristeza. Procurou de onde vinha o perfume e deparou-se com a fachada de uma floricultura. Pelo vidro, viu uma cabeleira rosa, mas como a pessoa estava virada de costas não pode ver seu rosto.

Ainda parado em frente a loja, sentiu um puxado em seu sobretudo e olhando para baixo, encontrou uma criança sorridente enquanto estendia uma flor em sua direção.

— Para mim? – perguntou confuso.

— Sim. É um Lírio-do-vale, significa Volta da Felicidade. – os fios morenos da franja caíam sobre seu olhos e sorriu tombando um pouco a cabeça para o lado. O menino entregou-lhe a flor e deu-lhe as costas entrando na floricultura.

JungKook ficou ali parado, sem reação admirando a flor em sua mão. Sorriu, um mínimo sorriso, mas sorriu. E isso não o fazia a tempos.

Olhou pela última vez em direção a loja e pôs-se a caminhar.

Chegando a casa, não tirava a imagem do menino sorridente de sua cabeça. Talvez voltasse lá e dessa vez entrasse para conhecer melhor o lugar.



O perfume das flores tomava conta do lugar. A mais famosa floricultura de Busan. Seus diversos tipos de flores preenchiam a loja devidamente arrumada. A fachada era rosa e o logo com o nome Lótus, piscava na intenção de chamar a atenção dos clientes.

— Bom dia, Jimin. – a senhora já de idade que sempre ia comprar suas mudas de flores adentrou contente no lugar.

— Bom dia, Senhora Chiwha. Como vai? – Jimin, sempre sorridente e gentil. Era dono da floricultura à cinco anos. Começou a comandar o local depois da morte de seu querido pai, que era completamente apaixonado por flores, o que fez o mesmo compartilhar igualmente da paixão.

— Estou ótima. – sorriu. — Cadê meu pequeno Tae? Trouxe um presente para ele.

— Está brincando na estufa. Irei chamá-lo, só um instante. – o homem com cabelos loiros andou até uma porta ao lado do balcão e abriu colocando apenas a cabeça para dentro e vasculhou com os olhos o lugar repleto de flores, até achar um pequeno ser agachado regando um jarro de rosas brancas.

— Querido, a vovó Chiwha quer lhe ver.

— Já vou, papai. – a criança parou o que estava fazendo e correu para onde o pai. Passando por ele, foi em direção a velhinha dando-lhe um abraço apertado.

— Estava com saudades, criança.

— Também, vovó Chiwha. – a senhora acariciou os cabelos pretos que iam até um pouco à cima dos ombros do menino, logo depois afastando-se e retirando algo da grande bolsa laranja que carregava. Tirando de lá um caderno grosso completamente colorido e entregou nas mãos do garoto.

Taeyeong pegou o caderno sorridente, abrindo e deparando-se com fotos de diversos tipos de plantas existentes. Com um sorriso de orelha a orelha, a criança agarrou-se ao pescoço de Chiwha dando-lhe mais um abraço apertado.

— Muito obrigado, vovó.

— De nada, querido.

— Papai, papai, olha! – disse correndo até seu pai e mostrando o livro que acabará de ganhar.

— É lindo filho. Assim, você pode conhecer mais plantas do que já conhece.

— Sim, sim. – o garotinho já estava correndo de volta a estufa quando foi chamado por Jimin.

— Ei, não esqueça de colocar o casaco, sabe que ai faz muito frio.

— Sim, senhor. – sorriu-lhe e voltou-se para onde estava perdido entre as flores.

— Ele é uma criança adorável. – disse a senhora recolhendo suas mudas de hortênsias no balcão.

— É sim. Obrigada pelo livro.

— Que nada, mas agora preciso ir. Fique bem Jimin.

— A senhora também. – Jimin observou a mulher sair de sua loja e depois, voltando ao seus afazeres.

Enquanto Jimin recolocava o estoque de mudas em seus devidos lugares, um homem alto, com escuros e com olhos tão escuros como uma Geranium Cranesbill, estacionava seu carro em frente ao local. Na verdade, a criança que se encontrava brincando com suas rosas favoritas e o homem que acabará de entrar na floricultura eram extremamente parecidos.

— O mais lindo chegou. – Jimin, com o susto, quase derruba um jarro com adubos. Mas riu ao reconhecer a pessoa.

— O mais feio, você quer dizer.

— Ai, assim você acaba com meu coração loirinho.

— E você tem um, Yoongi?

— Sem comentários. – o moreno deu a volta no balcão e puxou Jimin para um abraço apertado, sendo retribuído na mesma hora pelo homem. — Senti saudades.

— Eu também. – e ficaram abraçados por vários segundos até escutarem uma vozinha.

— Papai! – quando Taeyeong ouviu a voz do mais velho, largou tudo o que estava fazendo para ir encontrá-lo. Depois de sair da estufa correu até o outro moreno agarrando-lhe as pernas.

— Iae, meu pequeno. – Yoongi pegou a criança no colo e abraçou-a. – Sentiu saudades do papai?

— Claro. O papai Ji não me deixa comer sorvete antes do almoço.

— Nossa, que papai mal. – o mais velho riu da careta que Jimin fez ao ouvir o que o filho tinha dito.

— Ei! – Taeyeong riu agarrando com mais força o pescoço do pai.

— Que tal irmos almoçar? – perguntou Yoongi.

— Não posso fechar a loja.

— É só por duas horinhas, coloca uma placa avisando. – Jimin observou Yoongi com sua carinha de cachorro pidão e logo depois seu filho imitando-o. Riu, e concordou, vendo os dois fazer um tipo de toque com as mãos. Mas quando o mesmo ia procurar uma folha para avisar que iria fechar por algumas horas, ouviu o som do sino que ficava pendurado na porta.

— Olha papai, é o moço triste de ontem.


Notas Finais


Foi isso, espero que tenham gostado.
Bjinhos ♡


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