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História Lótus Estelar - Capítulo 36


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Notas do Autor


Oi leitores, cheguei aqui com mais um capítulo ♡ Hoje tenho alguns avisos, então prestem atenção:
O capítulo de hoje é o penúltimo, domingo eu vou postar o último. No entanto, na quarta que vem vai ter mais um capítulo, que vai ser um capítulo especial, então tecnicamente hoje é o antepenúltimo kkkkk Deu pra entender? Enfim, vamos nos ver mais duas vezes ainda ♡

Espero que gostem do capítulo de hoje, boa leitura e nos vemos no domingo ♡

Capítulo 36 - Um segundo que mudou tudo


Eunsang deu um salto no lugar e sentiu o coração falhar quando Wooseok se materializou em sua frente, quase como se em um passe de mágica. Hyeongjun deu um passo para a frente e sentiu um alívio enorme no coração quando viu que o velho amigo trazia Min em seus braços.

Para Wooseok, aquela viagem que tinha levado não mais do que dois segundos, tinha o trazido de volta ao lar, ao lugar do qual sempre pertenceu. Estava emocionado por estar ali, mas nunca imaginou que a primeira pessoa que veria seria Eunsang, ninguém havia lhe informado que o amado estava ali a espera dele. A emoção foi tanta que, por alguns segundos, nenhum dos dois sequer conseguiu se mexer.

- Wooseok! Min! – foi Hyeongjun o primeiro a conseguir correr na direção dele.

O ex-ceifador se aproximou dos dois sorridente, mas assim que olhou nos olhos do mais novo, ficou congelado no lugar. Min havia virado o rosto na direção dele e agora o olhava também, a íris castanha, a pupila, tudo estava lá, assim como era o olhar doce dele no passado. Hyeongjun tentou formar uma frase para perguntar o que tinha acontecido, mas nem sequer conseguiu.

- Eu posso ver – foi Min quem tomou a palavra – Como antes, eu posso te ver.

- Como assim??? – Hangyul havia saltado perto dos dois e olhava de um para o outro, sem entender.

- Digamos que eu tinha direito a um desejo e eu o usei muito bem usado – Wooseok deu uma olhadinha para o mais novo e piscou.

Min piscou de volta para ele e sorriu, estava mais do que grato por aquela benção. Hyeongjun, tendo passado o choque inicial, se jogou nos braços de Wooseok e começou a chorar, um misto de alegria e emoção que ele nem conseguia controlar. Hangyul se juntou ao abraço e os quatro ficaram esmagados por alguns segundos.

- Eu não sei, não sei o que você fez – Hyeongjun disse aos prantos – Mas obrigado, Wooseok. Eu nunca vou ser capaz de te agradecer propriamente por isso.

- Chega, não precisamos mais dever nada um para o outro – ele sorriu e bagunçou o cabelo dele com a mão – Vamos só viver bem, tá bom?

Hyeongjun assentiu e então olhou para trás, Eunsang estava parado lá, esperando que eles terminassem os agradecimentos para poder falar com o amado. Ele então pegou Min no colo e disse que eles iam esperar do lado de fora, ao que Hangyul o seguiu. Shion e os pais também sentiram que o casal precisava de privacidade, então saíram atrás dos demais. Quando finalmente estavam a sós, Eunsang se aproximou dele com cuidado até ficarem frente a frente. O agora mais novo ergueu a mão e tocou na bochecha dele, precisava sentir sua pele para entender que aquilo era mesmo real, que ele tinha mesmo voltado. Sentiu a pele macia em seus dedos e seus lábios se curvaram em um sorriso, ao mesmo tempo que lágrimas vinham aos seus olhos.

- Você voltou – ele disse por fim.

Wooseok se aproximou e o puxou para um abraço, apertando-o com força em seus braços. Não acreditava que aquele dia tinha mesmo chegado, que Eunsang estava ali com ele, que podia senti-lo, tocá-lo, que nunca mais iriam ter que se separar. Agora não eram mais um humano e um ceifador, não estavam mais separados por uma galáxia: agora eram, finalmente, um casal normal como qualquer outro.

- Eu senti tanto a sua falta – ele respondeu.

Sentiu o coração de Eunsang disparado e suas costas se movimentarem conforme ele chorava, estava ali se desfazendo em lágrimas em seus braços, mas o próprio Wooseok não conseguia chorar, naquele momento tudo o que queria fazer era sorrir.

- Bobo – disse quando se afastou de levinho para olhar o rosto do amado.

Eunsang não conseguia parar de chorar, então ele roubou um beijinho de seus lábios e o apertou de novo nos braços.

- Bobo, bobo, bobo – repetiu.

Ficou abraçado nele um tempão, até sentir a respiração dele ficar mais controlada e os soluços passarem. Entendia que Eunsang precisava daquilo, precisava colocar todas aquelas emoções para fora. Não importava se tinha sido um ano ou vinte e três, sentir saudade sempre era doloroso. Quando finalmente se acalmou, o mais novo pegou nas mãos dele e até mesmo algo banal como aquilo o deixava morto de felicidade.

- Você nunca mais vai me deixar, né?

- Nunca, nunca mais – Wooseok prometeu.

Eunsang sorriu e se aproximou para roubar o beijo dessa vez. Diferente da outra, dessa vez se beijaram de verdade, os sentimentos aflorando do peito, tinham sentido tanta falta daquilo que precisariam de muito tempo para matá-la por completo.

- Eu sei, tá – Wooseok disse quando os lábios dos dois se soltaram – Eu beijava melhor antes, mas você precisa entender, esse foi o meu primeiro beijo.

- Então você não beijou nenhum extraterrestre, é? – Eunsang o provocou.

- É claro que não, eu estava me guardando pra você.

- Uau, isso foi romântico – o mais novo sorriu – Quer dizer que eu fui o seu último beijo na outra vida e o primeiro nessa?

Wooseok ficou pensando naquilo por uns segundos, então concordou.

- Viu? Você não pode dizer que eu não te amo, eu te esperei por vinte e três anos seu boboca – o mais velho o provocou.

- Você sabe que eu faria a mesma coisa se fosse ao contrário, né?

- Eu sei.

Os dois sorriram um para o outro e então olharam ao redor, estavam ali no meio de uma nave espacial nos Estados Unidos e tudo o que mais queriam era ir para casa.

- Eu acho que já deu de extraterrestres na minha vida – Wooseok disse – Vamos para casa ter uma vida normal?

No entanto, antes que Eunsang pudesse responder, Shion apareceu trazendo uma mochila nas costas.

- Estou pronto – o garoto disse – Quando partimos?

Wooseok olhou para Eunsang e deu um longo suspiro, tinha se esquecido completamente daquela parte do trato. Parecia que os extraterrestres sempre fariam parte da sua vida agora, de um jeito ou de outro.

 

 

 

 

Junho estava olhando pela janela do apartamento que Yohan e ele haviam alugado há três meses. O lugar era perfeito, tinha bastante luz solar, ficava num bairro tranquilo e dava aos dois a privacidade que sempre quiseram ter. Seungwoo costumava aparecer dia sim dia não e sempre trazia alguma coisa para comer, por mais que Yohan dissesse que o pai não precisava vir todos os dias. A mãe de Junho também aparecia de vez em quando, ela e Yohan continuavam a não ter uma relação que se pudesse chamar de boa, mas pelo menos não brigavam mais, o era um alívio para o mais novo.

A faculdade também ia bem, tinha certa dificuldade para ficar no mesmo nível dos colegas, então geralmente acabava virando a noite estudando, mas estava focado em terminar o curso de designer gráfico com boas notas. O trabalho de Yohan na mecânica também ia bem, estava fazendo dinheiro e bons contatos, planejava abrir sua própria oficina em dois ou três anos. Era quase surreal pensar que tudo tinha finalmente se ajeitado.

“Quer uma carona para a aula hoje”, Yohan perguntou enquanto entrelaçava os dedos aos dele.

Junho assentiu e sorriu, virando para o lado bem em tempo de ver Algodão pendurado no ombro do namorado. Os dois estavam assim agora, grudados, e aquilo deixava o garoto mais do que feliz, estavam construindo juntos um lar amoroso e mal podia esperar pelo que os próximos anos os traria de surpresas.

Enquanto subia na carona da moto de Yohan e o segurava com força, via as árvores e prédios passarem rápido por eles e sentia a brisa fresca do vento em seu rosto. Em momentos como aquele, se lembrava do Junho adolescente, aquele que um dia jurou que nunca seria amado, que nunca se sentiria como as outras pessoas, que sempre seria diferente. Hoje ele aceitava aquilo, aceitava que era diferente, mas não via mais o menor problema disso. Ao invés disso, tinha aprendido a amar ser diferente, se não fosse daquele jeito, se não tivesse passado pelo que passou, hoje seria aquele Junho. E muito daquela maturidade ele agradecia à Yohan, aquele garoto que apareceu do nada para bagunçar a sua vida e lhe ensinar que ele podia, e não apenas podia como merecia ser amado. Yohan lhe ensinou que o amor pode existir nas situações mais adversas e que é algo do qual vale a pena se lutar por. Se hoje os dois estavam ali, acenando um para o outro enquanto um deles acelerava a moto para ir trabalhar e o outro se virava para entrar pelo portão da universidade, era porque tinham se permitido, tinham se perdoado e, mais do que tudo, tinham aprendido a amar a si próprios antes de amar qualquer outra pessoa.

E aquilo, para Junho, era lindo. Era perfeito.

Quando a moto de Yohan desapareceu pela rua, Junho se virou e encarou o prédio da universidade com um sorriso no rosto. Tudo o que ele mais queria era que aquele sentimento de paz nunca fosse embora.

Nunca.

 

 

 

 

Yerin estava trancada na garagem de Seungwoo há horas, seu avental estava todo sujo de tinta e as mãos de argila. Dohyon quase não conseguiu entrar lá quando trouxe, meia hora mais tarde, algumas madeiras que ela havia pedido.

- Caramba – ele disse, desviando das coisas – Você fez tudo isso?

- Os pedidos não param de chegar – ela respondeu enquanto passava os dedos pelos fios de cabelo que já tinham crescido até a altura das orelhas – São essas as madeiras?

- Foi o que eu encontrei – ele respondeu – Tá certo?

- Sim, vai ajudar muito, obrigada – ela deu um sorrisinho.

Dohyon sentou ao lado dela e deu uma olhada no vaso que ela estava fazendo.

- Você sabe que eu me orgulho muito de que a sua loja online de produtos de artesanato esteja crescendo tanto, né? – ele disse.

Yerin coçou o queixo e o encarou, já sabia aonde aquela história ia terminar.

- E?

- E eu só acho que você podia usar esse dinheiro com você, sabe... Ao invés de ficar juntando pro apartamento... Os meus pais disseram que...

- Não – ela o cortou – Não, eu não vou morar no apartamento que os seus pais querem nos dar, eu vou juntar o meu dinheiro pra alugar o nosso apartamento, entendeu?

- Mas...

- Dohyon, entenda. Eu vivi a minha vida inteira dependendo dos outros, quando criança era o meu pai, depois aquele traste abusador, depois eu morei anos na comunidade, e então aqui na casa do Seungwoo – ela explicou – Não me leve a mal e eu agradeço a generosidade dos seus pais, mas eu preciso fazer isso por mim mesma, tá bom?

Dohyon assentiu e pegou nas mãos dela.

- Tá bom, eu não vou mais insistir – ele respondeu – Se te faz feliz assim, então tudo bem.

- Faz – ela ficou pensando por uns segundos e então deu um sorrisinho – Vamos comer pizza essa noite.

- Nossa, que mudança de assunto é essa?

- Se você não quiser, eu posso chamar outra pessoa...

- Quem disse que eu não quero?

- Então pronto.

- Mas você vai ter que pagar a sobremesa também – ele deu de ombros – Quero sorvete.

- Por que eu?

- Você acabou de dizer que quer ser toda independente.

Yerin deu um tapa no braço dele.

- Independente, não explorada por namorado folgado.

- Ai... – ele resmungou.

- Babaca.

- Bruta.

Os dois ficaram se olhando por alguns segundos, até ela roubar um beijo.

- As sete?

- Estarei aqui – ele respondeu e levantou.

Yerin deu uma risadinha e voltou a trabalhar no vaso que estava fazendo. Pela janela da garagem via Dohyon correndo com Byul de um lado para o outro do quintal e aquilo aquecia seu coração. Gostava de provocar o namorado, aquilo nem era mentira, mas o provocava justamente porque gostava de tudo sobre ele, absolutamente tudo. Se lhe pedissem para mudar alguma coisa nele, não mudaria nada.

Pela primeira vez na vida estava feliz e realizada, podia até fazer planos para o futuro porque sabia que o amanhã estaria lá, e com sorte o depois de amanhã também. E Dohyon, para sua alegria, também estaria ao seu lado.

 

 

 

 

 

- Tcharam!

Eunsang abriu a porta do apartamento e deixou os outros dois entrarem, para logo em seguida fechá-la. Wooseok já conhecia o lugar então não ficou surpreso, mas Shion só tinha dado uma passada rápida da última vez, por isso estava muito animado.

- A gente vai morar aqui? Que legal – o garoto extraterrestre disse.

- Eu pensei que como o Hyeongjun se mudou, o Shion podia ficar com o quarto dele – Eunsang explicou – E você e eu podíamos ficar no meu.

- É uma ótima ideia – Wooseok respondeu – Acho que não podíamos ficar em um lugar melhor, até porque esse é o apartamento que o Dongwook te deu.

- Sim, o tataravô – Eunsang sorriu ao lembrar dele – Ele ia ficar feliz por morarmos aqui.

Os dois sorriram ao lembrar do homem que foi tão presente na vida deles no passado e que esperavam que estivesse bem. No entanto, o momento bonito foi interrompido pelo gritos de Shion, que estava pulando no colchão do quarto e acabou batendo com a cabeça na parede.

- Eu tô bem, tô bem – ele disse quando viu os dois o encarando assustados – Sentir dor é tão legal, nossa.

Eunsang olhou para Wooseok e ele deu de ombros.

- Você já pensou no que vai fazer da vida agora que vai fingir ser humano? – perguntou.

- Já – Shion assentiu – Eu vou ser um ídolo do KPOP – ele deu um sorrisinho – Assim como o BTS, eu vou ser membro do grupo mais famoso do mundo.

Wooseok ergueu as sobrancelhas e ele e Eunsang se olharam de novo.

- Você sabe cantar? – perguntou.

- Lógico, quem não sabe cantar? – Shion deu uma risadinha e então pegou o controle da televisão, que estava na mesinha ao lado da cama, e usou como microfone – Vou cantar uma especial pra vocês.

Os dois ficaram esperando, mas assim que o garoto extraterrestre abriu a boca, sentiram como se seus tímpanos tivessem se partido. Os dois saíram correndo e deixaram Shion ensurdecer as paredes, pelo visto ele precisaria de muito treino para se tornar um cantor famoso.

- Eu acho que a gente devia apoiar ele – Eunsang disse quando fechou a porta do quarto deles.

- Eu acho que... – Wooseok ia responder quando seus olhos cruzaram com a parede em sua frente, onde ainda estavam pendurados os símbolos que havia tentado decifrar em sua vida passada – Uau...

Eunsang olhou para o que ele estava vendo e deu um sorrisinho sem jeito.

- Me fazia sentir mais perto de você – explicou – Então eu não os tirei daí.

- Eu consigo ler tão fácil agora, e pensar no tanto de trabalho que isso me deu da outra vez... – Wooseok sorriu – Que loucura isso tudo, que loucura eu estar aqui com você...

- A gente é o casal mais louco desse planeta – Eunsang riu.

- Não tenho dúvidas – Wooseok riu também e então sentou na cama e tirou a mochila das costas – Vem cá, eu quero te contar sobre a minha mãe e te mostrar as roupas que ela fez pra mim.

- Sua mãe? – o mais novo se interessou.

- Sim, pronto para ouvir umas histórias muito malucas?

- Mais do que pronto.

Eunsang escorou a cabeça no ombro dele e por horas e horas, ficou vendo as roupas que a sogra que nunca iria conhecer fez, ouvindo histórias mirabolantes sobre um mundo onde a lua ficava tão perto que até dava a impressão de que podia ser tocada, um céu roxo com estrelas e sol ao mesmo tempo e um povo que era muito diferente do dele, mas que tinha abrigado Wooseok com todo o amor que ele merecia.

Era surreal pensar que depois de tanta coisa que tinham passado, agora finalmente iriam começar a escrever o próximo capítulo juntos e que muitas e muitas histórias divertidas estavam por vir.

 

 

 

 

 

Seungyoun estava tirando um bolo do forno quando Seungwoo apareceu na cozinha e lhe assustou.

- Uau, você estava cozinhando? – o mais velho perguntou surpreso.

- Ah, não, não – Seungyoun choramingou – Por que você chegou tão cedo? Era uma surpresa...

- Desculpa, desculpa – Seungwoo fechou os olhos com a mão – Prometo que não vou olhar.

- Agora já estragou a surpresa – o mais novo choramingou.

- É que eu passei na psicóloga da Byul e queria te trazer as novidades.

- É mesmo? – Seungyoun largou o bolo e correu na direção dele – O que ela disse?

- Ela disse que a Byul evoluiu muito nesse ano, que não tem mais feito brincadeiras agressivas e que está aceitando melhor o que aconteceu com a mãe – ele explicou – O tratamento precisa continuar por algum tempo ainda, mas ela disse que podemos comemorar.

- Que bom, nossa – o mais novo sorriu – Chega a dar um alívio, eu venho notando mesmo que ela não anda mais fazendo nenhum tipo de brincadeira agressiva, acho que podemos pensar em coloca-la em uma creche.

- Seria uma boa, afinal de contas se não fizermos algo, ela vai passar a vida toda só agarrada no Min – Seungwoo riu.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA.

Os dois pararam de conversar ao ouvir o grito de Dongpyo e ficaram esperando pelo mais novo, que veio gritando desde o quarto no segundo andar, pelas escadas, até chegar na cozinha. Quando parou diante deles, quase estava sem voz.

- O que é isso? – Seungwoo perguntou assustado.

- Você disse que o Seungsoo está namorando, não disse? – Dongpyo perguntou na direção de Seungyoun.

- Eu acho, ele disse isso no grupo da família... Mas sabe, agora que ele mudou para o próprio apartamento, eu não sei muita coisa dele...

- Eu ainda não acredito que os seus pais fizeram um grupo da família – Seungwoo riu, achava hilário como as coisas na família Cho tinham mudado drasticamente.

- Sim e todo o dia a minha mãe manda salmo da bíblia pro Seungsoo e ele responde com figurinha pornográfica... – Seungyoun riu.

- FOCO! – Dongpyo gritou – Oi gente, eu tô aqui histérico, lembra?

- Ah é, o que aconteceu? – Seungwoo se virou para o filho.

- Eu acabei de ver essa notícia – o mais novo ergueu o celular para que os dois pudessem ler – Tão dizendo que a Lisa do BLACKPINK, vulgo a minha musa da vida inteira, tá saindo com o Seungsoo!!!

Seungyoun aproximou o rosto para ver melhor a notícia e depois deu de ombros.

- Ah, de vez em quando ele namora celebridades, afinal de contas ele é uma, né?

- Você não tá me entendendo, essa mulher não é uma mera celebridade, ela é o amor da minha vida, entendeu??? – Dongpyo respondeu histérico.

- Ela é o quê??? – Emma brotou ao lado dele e o fulminou com o olhar.

O garoto deu uma risadinha sem jeito e coçou a lateral do pescoço. Naquele instante, para salvá-lo, a campainha tocou e ele correu para atender.

- Se vocês ouvirem gritos mais tarde vou ser eu quebrando o braço dele, tá? – Emma avisou aos outros dois.

- Gente, é o Hyeongjun e... AI MEU DEUS O MIN TÁ ENXERGANDO!!! – os três ouviram os gritos de Dongpyo vindo da sala e se encararam confusos, para logo em seguida correrem até lá.

Assim que Seungwoo, Seungyoun e Emma chegaram na sala, se depararam com Min nos braços de Hyeongjun e Hangyul ao lado deles. Os três sorriam e era possível ver que os olhos do garotinho estavam muito diferentes do tom acinzentado e claro de sempre. Agora eram como olhos normais, o que deixou os três muito assustados. Tinham se visto há uma semana, como aquilo tinha acontecido?

Hyeongjun contou a ele que tinham recebido um telefonema urgente dos Estados Unidos para uma cirurgia às pressas, então tiveram que viajar sem avisar ninguém. Tinham encontrado uma técnica capaz de trazer a visão de volta a pessoas com o caso de Min – que na verdade ninguém sabia se sequer existia, mas bem, era tudo uma grande mentira. Seungwoo e Emma acreditaram, até porque a criança estava ali enxergando, como duvidar? Mas Seungyoun, que já tinha visto um ceifador voltar à vida, não foi enganado tão fácil, então puxou Hangyul de canto para lhe perguntar o que tinha realmente acontecido. Foi assim que ficou sabendo de toda a história de Wooseok, do suco de cordão umbilical e de como Minhee voltou a enxergar. Qualquer pessoa ficaria assombrada com aquela história, mas Seungyoun já estava blindado, apenas pensou que as pessoas daquela casa ficariam piradas se soubessem da realidade das coisas...

- Byul! – Min sorriu emocionado ao ver a amiga pela primeira vez e pulou dos braços de Hyeongjun para correr ao encontro dela.

- Min? – ela perguntou confusa enquanto olhava para os olhos dele – Seus olhos?

- Eu posso ver – ele respondeu sorridente.

Byul sorriu de volta e o pegou pela mão.

- Vamos brincar! – disse e os dois saíram correndo.

- Meu deus ela nem perguntou como o menino voltou a enxergar, por que crianças são tão simples? – Emma perguntou e Dongpyo deu de ombros.

- Isso é motivo para comemorarmos, né? – Seungyoun deu a ideia.

- Com certeza, estamos pensando em fazer uma festinha lá em casa – Hyeongjun respondeu.

Seungwoo sentiu o celular vibrar dentro da calça e pegou o aparelho em mãos para ver o que era, enquanto o resto continuava conversando animado. Viu que era uma mensagem de Junho e sentiu a respiração falhar ao ler o que estava escrito.

Tudo ao seu redor continuava igual, mas ele sentia que havia sido arremessado para uma realidade completamente diferente.

 

 

 

 

Junho estava esperando por Yohan na saída da universidade, tinha passado o dia todo sonhando e fazendo planos, desde de manhã estava com um ótimo humor. O namorado havia avisado que tinha saído da oficina e estava indo lhe buscar, então ele ficou olhando para a rua para vê-lo se aproximar com a moto como sempre fazia. Pouco mais de cinco minutos depois, o avistou e abriu um sorriso, sempre que o via seu coração ficava quentinho. No entanto, no segundo seguinte, viu um carro atravessar a rua desgovernado e avançar na direção de Yohan, que se esforçou para desviar, mas acabou sendo atingido e jogado para fora da moto. Junho sentiu como se tudo a seguir tivesse ficado em câmera lenta... Viu o trânsito parar e várias pessoas se aglomerarem ao redor do namorado, pareciam assustados com o súbito acidente. O mais novo não soube o que fazer, há um minuto sua vida estava perfeita e agora aquilo tinha acontecido.

Por quê?

“Ele está perdendo muito sangue”, foi o que conseguiu entender da leitura labial que fez em uma das pessoas.

Olhou para Yohan jogado no asfalto e sentiu suas pernas amolecerem. Não podia perde-lo, de jeito nenhum. Não podia. 


Notas Finais


Gente, criamos um grupo de leitores no wpp pra comentar sobre a fic, pra quem quiser entrar lá eu deixo o link, todos são bem-vindos:

https://chat.whatsapp.com/FbaIqHiP0Ac53ZsPUQwEPH


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