História Louca por um beijo seu (Lésbico) - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Lésbico, Romance
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Palavras 1.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Duas idiotas


Fanfic / Fanfiction Louca por um beijo seu (Lésbico) - Capítulo 15 - Duas idiotas

Vou indicando o caminho da casa de Thay para Cris, não fica muito longe do meu apartamento.

Alguns minutos depois estamos estacionando em frente do seu portão, ainda dentro do carro olho e vejo a luz acesa do seu quarto no segundo andar, é a indicação de que ela está em casa.

Solto um suspiro, pela primeira vez não tenho nada em mente.

Abro a porta e saio do carro encarando o interfone, eu tenho a chave da casa dela assim como ela tem do meu apartamento, sorrio ao me lembrar das várias vezes em que fui surpreendida por ela, que chegava e se jogava em meu sofá sem avisar. Os anos fortaleceram a confiança uma na outra , porém hoje não tenho coragem de usar a minha chave cópia, não hoje.

- Cléo?

Cris me chama enquanto bate a porta do carro vindo em minha direção parando em pé ao meu lado.

- Cléo eu preciso ir! Me desculpa mais uma vez!

Cris me dá um abraço apertado.

- Não precisa se desculpar.

- Agora é com você Cléo! Eu realmente preciso ir, tenho certeza que tudo vai ficar bem. Ela não seria louca de sair da sua vida.

Cris ri depois da frase que ela diz e eu sorrio de volta.

- Obrigada Cris!

- Depois que vocês se acertarem vocês me agradecem!

Cris entra no carro, dá a partida e manobra para seguir seu caminho, antes de ganhar velocidade ela buzina e vejo seu carro dobrando a esquina.

Respiro fundo mais uma vez e vou apertar o botão do interfone, nenhuma resposta. Aperto mais uma vez e nada.

Me afasto e olho para janela do segundo andar, vejo Thay me observando lá de cima. Nos olhamos mas nada dizemos.

Volto e aperto mais uma vez o interfone e dessa vez ela atende, mas nada diz.

- Thay eu sei que você está me ouvindo eu vim aqui para conversar com você, por favor me deixa entrar!

Apenas ouço a respiração dela do outro lado , ela continua em silêncio.

- Thay eu não vou sair daqui enquanto eu não falar com você!

- Não tenho nada para conversar com você Cléo! Ela diz em tom baixo.

- Então diz isso olhando nos meus olhos, se eu acreditar pode ter certeza que você não me verá de novo no seu portão.

Falo e aguardo a resposta dela.

- Se você prefere assim, então entra, você tem a chave.

Ela desliga então procuro no meu chaveiro e encontro as chaves que preciso.

Paro em frente a porta da frente, viro a maçaneta mais a porta está trancada, abro a porta com minhas chaves e entro à procurando pela sala.

Olho em volta e não há sinal dela, vou para cozinha que também está vazia então sigo para o quarto. Lá estava ela, com um pijama despojado que eu dei a ela por ter estampa de panda, ela ama pandas.

Seus olhos sustentam algumas olheiras, seu rosto parece de alguém cansado ou de alguém que andou chorando. Tive vontade de abraçá-la assim que a vi, mas tudo que digo é apenas um:

- Oi!

Ela está sentada na cama, seu notebook está ligado ao seu lado, não deixo de reparar que é um e-mail da empresa em que ela vai trabalhar, talvez ela tenha deixado ali de propósito.

- Então é sério mesmo? Pergunto apontando para o notebook.

- É sim. Ela passa os dedos no cabelo os prendendo momentaneamente atrás das orelhas.

Mesmo a vendo assim eu só penso em como ela é linda, automaticamente meu coração parece entender e acelera no meu peito.

- O que você veio fazer aqui Cléo?

Ela parece não querer alongar a conversa, eu só penso que estou sozinha com ela em um quarto e tudo que queria era poder toca-la, estava com saudade do seu cheiro, do seu abraço, da risada divertida que ela tem, das mensagens que trocávamos ao longo do dia, estava com saudades de tudo dela.

- A Cris, me procurou.

- Eu falei com ela que não era para falar nada! Ela se exalta.

- Thay ela foi no meu apartamento.

- O quê? Seus olhos se arregalam.

- Ela me contou tudo Thay e me trouxe até aqui!

Mantenho meu tom de voz baixo, quero fazer tudo certo dessa vez.

- Já que você me deixou entrar, então você vai ouvir TUDO o que tenho para te dizer! Eu não vou sair daqui enquanto existir qualquer dúvida entre nós e se acaso você não concordar, eu prometo que saio por aquela porta e não volto mais Thay!

Me sento na beirada da cama, Thay continua encostada na cabeceira me olhando é a primeira vez em que ficamos próximas depois de dias.

- Eu não quero ouvir nada de você Cléo, você já me disse tudo o que eu precisa ouvir.

Ela me encara e percebo que estamos a um fio de uma possível discussão, ela se levanta e para em pé no meio do quarto, me levanto em seguida e vou até ela.

- Eu vim pedir desculpas para você Thay. Droga! Eu sei que eu errei e estou aqui tentando concertar a besteira que eu fiz! 

Meu tom de voz sobe e olho dentro dos olhos castanhos a minha frente.

- Pedir desculpas pelo o que? Por dizer que eu sou uma mulher inconsequente? Ou por eu não me importar em ficar com quem eu quiser sem compromisso? Sua voz muda para um tom sarcástico.

- Porra Thay, você vivia entrando e saindo de relacionamentos de uma noite. Adorava ter todos os homens aos seus pés, você mesmo dizia isso. Esses anos todos nunca vi você falar de alguém com alguma empolgação, foi a reputação que você criou, da mulher independente e que não se apaixona, da mulher que está acostumada a ter todos os homens na mão, o que você queria que eu pensasse?

As palavras saem em ondas da minha boca, não consigo controlar minha frustração.

- E foi pra isso que você veio aqui? Eu sei tudo o que eu fiz Cléo mas eu pensei que você seria a primeira a perceber que eu tinha mudado e na primeira oportunidade o que você fez? Você nem me deu tempo de explicar nada!

Sinto a raiva no seu tom de voz e me sinto culpada mais uma vez.

- Então Cléo por que você veio aqui? Por que se deu ao trabalho de vim me pedir desculpas?

- Por que eu te amo Thay! Digo alto.

A frase sai da minha boca e sinto como se meu corpo tivesse ficado mais leve, a vejo ficar em silêncio e seu semblante mudar.

- Eu amo você Thay, eu não queira e lutei contra esse sentimento o máximo que eu pude porque tinha medo de perder você e a sua amizade. Depois que você adoeceu e ficou naquele maldito hospital internada eu fiquei com medo de perder você, foi a primeira vez em que você me deixou chegar perto o suficiente de você, eu já sabia da mulher incrível que você é mas lá você me mostrou uma outra versão sua, então de lá pra cá eu sabia que meu amor por você tinha mudado, eu não a amava apenas como minha amiga mais.

Enquanto falo vou buscando em seu rosto alguma expressão que me diga algo, o silêncio dela faz meu coração congelar no peito.

- Eu percebi sua mudança Thay, depois que você se recuperou eu vi que você mudou. Eu pensei em te contar mais não sabia como você ia reagir. Aí você me beijou e não sabia o que pensar, e tivemos aqueles momentos eu acreditei que nós duas juntas como casal era possível, até ver aquele telefonema! Eu pensei que você estava fazendo comigo o que sempre fez com os outros, eu tive raiva e medo então pensei que tudo não tinha passado de uma aventura de um final de semana.

As palavras continuam saindo em ondas da minha boca, sinto que chegamos no ponto onde não dá mais para deixar pra lá.

- Você entendeu Thay?

Vejo uma lágrima se formar e escorrer de seus olhos, não sei o que fazer.

- Cléo eu...

- Não precisa falar nada Thay, eu não quero que você saia da minha vida, não assim.

Agora minha voz sai um pouco mais baixa que antes.

- Não foi um jogo Cléo, nunca foi! Tão pouco foi uma aventura!

A olho sem entender exatamente o que essa frase quer dizer, então apenas aguardo.

- Muita coisa mudou em mim depois que fiquei doente, eu comecei a tentar concertar as coisas que eu fazia de errado. E fui tentando reparar meus erros , juntando meus pedaços e organizando meu caos interno, a defesa que eu criei me protegia de tudo que pudesse me lembrar da menina boba e idiota que fui no passado. Fiz isso para me proteger, mas tudo tem consequências e acabei afastando pessoas importantes. Você sempre esteve lá, não importava o momento era a mão que eu sempre podia contar.

Agora ela fala como se também estivesse tirando um peso de suas costas eu apenas a ouço atentamente.

- Algo mudou em mim também e assim como você eu tive medo, eu sabia que algo entre nós tinha mudado Cléo e demorei para aceitar que tinha mudado em mim também!

Ela para e parece escolher as palavras certas para me dizer.

- Quando eu quase te beijei naquela noite eu queria ter certeza de que era isso que realmente você queria, enquanto você dormia na sala eu pensei mil vezes em ir lá e dizer que eu queria o mesmo que você, mais eu não consegui. Eu também desejei você Cléo, eu também queria beijar sua boca, eu também desejei e imaginei mil vezes seu toque em meu corpo. Nunca havia desejado ninguém dessa forma.

Sou pega de surpresa por tudo que acabei de ouvir, passei tanto tempo tentando esconder o que eu sentia que não percebi o que estava acontecendo entre a gente.

- Por isso fiquei decepcionada com você quando você não acreditou em mim. Eu também pensei que tudo tinha sido um erro e depois que você me deixou sozinha lá, pensei que todo meu esforço em mudar de nada tinha adiantado, por isso resolvi me afastar de você.

Eu a tomo em um abraço forte, ela põe sua cabeça encostada em meu ombro enquanto chora e sinto o cheiro doce e suave dos seus cabelos. Sentir ela perto outra vez fez parecer que tudo tinha voltado ao normal.

A afasto e seguro seu rosto entre minhas mãos, com meus polegares seco as lágrimas que escorrem de seus olhos, ela me olha e percebo o quanto amo essa mulher. Aproximo minha boca do seu rosto e beijo sua testa.

- Nós somos duas idiotas! Digo e vejo um sorriso tímido se desenhar em sua boca.

- Eu também amo você Cléo!



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