História Louca por um beijo seu (Lésbico) - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Lésbico, Romance
Visualizações 381
Palavras 1.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Casal


Fanfic / Fanfiction Louca por um beijo seu (Lésbico) - Capítulo 17 - Casal

- Não quero ir trabalhar. Digo me espreguiçando na cama.

- Também não quero, mas tenho que adiantar o que eu posso para você!

- Como assim? Pensei que você tinha desistido de ir! Não acredito que você continua com essa idéia Thay.

O dia ainda não amanheceu, agora sou eu que estou deitada sobre o peito de Thay repousando em seu abraço.

- Cléo, nós só vamos trabalhar em lugares diferentes. E acho que vai ser bom para essa nossa nova fase, você tem que concordar comigo Cléo, um pouco de distância nesse caso vai nos fazer bem!

Solto um suspiro alto, sei que ela tem razão mas não quero dar o braço a torcer.

- Hei Cléo, você sabe que não ia dar muito certo nós duas juntas o dia inteiro trancadas naquela sala.

- Você está certa eu só tenho que me acostumar com isso.

- Nossa, espera!

Thay põe uma mão na minha testa como uma mãe faz para saber se o filho está com febre.

- O que fizeram com a minha Cléo? Você concordou e nem precisei argumentar muito com você!

Ela solta uma risada alta depois da frase sarcástica que acabou de dizer.

- Tu é boba hein! Eu sei que você está certa e eu estou morrendo de fome! Digo.

- Eu também! Mas preciso ir ao banheiro antes!

Thay se levanta e vai em direção ao banheiro, observo os movimentos de seus cabelos soltos em seu corpo nu.

- Cléooooooo! 

Thay solta um grito minutos depois de entrar no banheiro, me levanto e vou até ela imediatamente.

- O que foi Thay? Tá tudo bem?

Entro assustada no banheiro e a encontro em frente ao espelho se olhando.

- Estou bem! Mas me diz o que eu faço com essas marcas no meu pescoço? Sério isso Cléo?

Ela me olha apontando uma mancha feita por mim em seu pescoço.

- Porra Thay quer me matar do coração?

- Isso é sério Cléo, ainda nem ficou roxo totalmente e já dá para ver a quilômetros de distância. Minha base não vai cobrir isso!

Ela se volta para o espelho e continua encarando a mancha em seu pescoço. Vou até ela e a abraço por trás.

- Me desculpa! É que eu não resisto a você!

Dou um beijo no lugar onde a marca se formou.

- No mínimo estamos empatadas. Ela diz.

- Como assim? Pergunto sem entender do que se trata.

- Olha no espelho Cléo!

Desfaço o abraço e me olho.

- Não acredito nisso Thay? Digo olhando para ela.

Ela ri e me abraça por trás, ela é alguns centímetros maior que eu.

- Nada que uma boa camada de base não resolva!

Vejo uma mancha roxa na base do meu pescoço, ela me aperta pela cintura e me dá um beijo no rosto.

- Agora vou fazer algo para a gente comer!

Ouço seus movimentos no quarto enquanto encaro aquela mancha roxa. O sorriso vem de forma natural aos meus lábios ao me lembrar como ela foi feita, saio do banheiro e procuro algumas peças de roupa que estavam espalhadas pelo chão.

Vou em direção a cozinha, Thay está empenhada fazendo dois sanduíches com tudo o que tem dentro da sua geladeira. Me encosto no batente da porta, ela está com a sua camisa de panda e uma calcinha cueca de cor vermelha, não era à mesma que eu tinha tirado a poucas horas atrás.

- Eu sabia que vermelho caia bem em você, mais não sabia que era tanto. Falo passando meus olhos por seu corpo inteiro.

Ela se vira me olha e sorri, depois volta ao que estava fazendo.

Lá fora o dia já raiou, não dormimos muito essa noite mais tudo por uma ótima causa, me despeço dela e vou até meu apartamento me trocar para encarar o dia de trabalho que tenho pela frente.

Como sempre Thay chega primeiro, radiante como se tivesse dormido a noite toda.

- Cléo, você já viu a marca roxa no pescoço de Thay?

Pelo visto a base dela não tinha funcionado muito bem e a mancha tinha se tornado o assunto preferido dos rapazes.

- Ainda não vi, posso ver Thay?

Solto um sorriso que só nós entendemos, me aproximo e ela me mostra.

- Nossa Thay! Digo fingindo surpresa.

Ela me lança um olhar de quem deseja me matar porém permanece em silêncio.

- Sinto um clima amigável aqui, vocês quando brigam ficam chatas demais meninas. Diz o Rogério.

- Verdade! Complementa o Paulo.

- Então são os últimos dias de Thay aqui? Pergunta o Yuri que só tinha dois meses de empresa e também era o mais novo entre todos os rapazes que o apelidaram de ‘Di menor’.

- Sim, são! Ela diz.

- E o que podemos fazer para você mudar de idéia? Diz o Rogério.

- Já tentei! Não adianta! Digo.

-Ah se não tem outro jeito então vamos tomar um chopp na sexta e não tem com falar não! Rogério complementa.

Sorrimos e concordamos, afinal Thay sempre foi querida por todos e sua ausência faria falta e claro que no final tudo vira motivo de um chopp.

Os dias passaram rápidos e incrivelmente conseguimos adiantar tudo que podíamos, batemos o cartão de saída na sexta o último de Thay. Fomos todos para um bar, que fica próximo ao trabalho. Sorrimos, conversamos e bebemos. Quase todo mundo da empresa tinha ido, coisa que só Thay conseguia fazer. Ela estava feliz, nós estávamos, apesar de ainda tentar me acostumar com a ausência dela eu sabia que seria o melhor profissionalmente para ela e para nossa mais nova relação.

Estou sentada ao lado dela na mesa, do meu outro lado está Lúcio que tentou de todas as formas manter Thay trabalhando para ele.

- Thay você está indo mais não disse o porque?

Rogério e sua mania de ser inconveniente depois que bebe alguns goles. Eu e Thay ainda não tínhamos definido bem como chamaria essa nossa nova fase da relação, as coisas estavam acontecendo e fomos levando sem nos rotular. Eu não queria apressar as coisas para ela e embora o sentimento seja mútuo eu sei que para ela tudo é uma grande novidade.

Todos dirigem seus olhares para ela e esperam alguma resposta.

- Vou sair por que eu me apaixonei!

Ela diz e me olha.

- Como assim? Quem é o felizardo? Pergunta o Paulo que tem em seu semblante um ar de surpresa.

- Eu sei que sou irresistível Thay mais não precisa tanto.

Todos riem do comentário do Yuri.

Thay me olha e eu não consigo decifrar seu próximo passo, eu a olho e sorrimos simultaneamente enquanto todos nos observam. Ela se aproxima e segura meu rosto com uma das mãos e me dá um selinho na boca.

Quando volto meu olhar para a mesa vejo todos nos olhando em silêncio, eu não acredito que ela fez isso porém não nego que amei. Ela segura minha mão e quebra o silêncio que se formou.

- A cara de vocês são ótimas. Nós duas rimos.

- Finalmente né? Lúcio diz.

De repente todos riem e fazem um brinde ao casal.

Depois do bar levo Thay para meu apartamento, o que ela fez hoje não me sai da cabeça.

- Por que você fez isso? Pergunto.

- Fiz o quê?

Estamos deitadas no meu sofá, Thay está entre minhas pernas encostada em meu peito.

- Aquilo lá no bar. Digo.

- Por que eu tenho certeza do que eu quero Cléo! E não tenho medo de assumir que estou amando outra mulher.

Ela diz enquanto acaricia meu braço que está em volta dela, sua voz sai suave porém convicta.

- Eu pensei que você fosse esperar mais!

- E porque eu faria isso? Tá fugindo de mim Cléo?

- Não é nada disso, eu só pensei que você ia querer esperar mais.

- Eu quero te assumir pro mundo, mas antes temos que contar essa novidade para nossos parentes.

- Quem disse que eu quero namorar com você Thay?

Ela se afasta e me olha de frente.

- Ah não quer não ? Então eu vou ter que fazer você mudar de idéia.

Ela me puxa pela blusa e me dá um beijo.

- Mais alguns desses e eu penso no seu caso.



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